[música] Oeste com elas conversa agora com o Dr Marcelo Queiroga, que está lançando hoje em Brasília o livro Eu venho lá do Sertão. Bom dia, doutor. Seja muito bem-vindo ao com elas.
Bom dia, Marina. É um prazer falar com vocês sobre o tema do livro e os outros assuntos que por acaso vocês queiram suscitar. Excelente, doutor.
Se puder começar falando um pouco, né, do conteúdo que a gente pode esperar ao ler esse livro? Então, o livro tem um objetivo autobiográfico, mas com um foco das minhas origens sertanejas e o que isso foi importante na minha trajetória, seja minha trajetória de médico, de médico cardiologista, de liderança associativa, até ascender eh ao Ministério da Saúde no pior momento da pandemia de Covid-19. É claro que muito eh que eu abordo é em relação ao enfrentamento à pandemia de COVID-19, a minha relação no governo.
Eu cheguei no pior momento, né, no dia que eu tomei posse, cerca de 2300 de brasileiros por COVID-19, existia ali uma crise institucional, né? E eu descrevo o que o jeito sertanejo foi útil para mim, eh, na relação com o próprio governo, que tem todo governo tem suas peculiaridades na lide com a imprensa e na busca para uma solução para aquela situação muito difícil. E nesse particular eu destaco o papel eh da das minhas avós que são irmãs, são sertanejas, nasceram na cidade de Coremas e na época que elas nasceram, a seca era muito forte, mais ainda do que é hoje, né?
Porque eh sequer existia o açude de Coremas, um grande manancial que foi criado ali, né? Então, nessa resiliência, na coragem do nordestino, é que eu me baseei para superar aquela situação difícil. Eu sempre digo, né, o Paulo Guedes disse que no Brasil tem eh os piratas privados, os burocratas corruptos e as criaturas do pântano que se reúne para destruir o Brasil.
E eu digo que lá eu enfrentei o vírus, as bactérias, os parasitas, eh, e os gafanhotos, né? O vírus, a gente usa a vacina, as bactérias, os antibióticos, os parasitas, temos a ivermectina. Já os gavanhotos que se alimentam de verbas públicas.
Aí, Marina, você sabe que é difícil a gente enfrentar, tem que usar um inseticida muito bom, né? Então eu revisito as minhas raízes, eh, falo da origem da família Queroga, Bolsonaro que é espirituoso. Uma vez ele no Planalto falou: "Vocês conhecem o tal de Quiroga, o nosso ministro da saúde?
" Então, no livro eu explico quem é o tal de Queiroga. Doutor, eh, o Lula criou um dia das vítimas do COVID, né, da memória das vítimas do COVID, 5 anos depois da pandemia, em pleno ano pré-eleitoral. Não parece mais uma exploração emocional da tragédia do que uma política pública real.
O governo vai homenagear apenas as vítimas do COVID ou as vítimas da corrupção, as vítimas do desemprego, as vítimas da depressão, porque os comércios estão fechando, está todo mundo ficando desempregado ou as vítimas de todos esses abusos que o PT fez com o povo brasileiro durante esses 20 anos no poder? Bom, eu acho que o Congresso Nacional quando aprovou essa lei, o objetivo foi lembrar eh as vítimas, as pessoas que perderam a vida, não só por Covid, mas em função do quadro pandêmico de uma maneira geral. Agora, o senhor Luís Inácio Lula da Silva, nós conhecemos essa figura, né, que já tá na cena política desde os anos 1980 e ele quer usar isso e para tirar benefícios, naturalmente benefícios políticos.
Só que ao fazer isso, ele tripodia na memória dos que morreram. Ele pisa em cima do dos dos que morreram. Ele cospe na cara daqueles que ainda sofrem com sequelas dessa doença.
Só que o brasileiro, ele já tá vacinado para essa velha retórica desse político que já devia estar aposentado há muito tempo. Ou melhor, ele ainda ele ainda devia estar preso pelos crimes que ele cometeu no passado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas lamentavelmente ele foi descondenado e, como previ voltou à cena do crime. Mas nós estamos aqui, não é aquele nome daquele filme, não, né?
Nós estamos aqui para combater esse vírus da corrupção que se assestou dentro do serviço público brasileiro. Assisti, é com muita tristeza a fala do Lula porque busca responsáveis. O responsável é ele que desfinanciou o sistema de saúde brasileiro.
Só para vocês terem uma ideia, entre 2008 e 2018 fecharam 40. 000 1000 leitos hospitalares no Brasil e em plena pandemia, nós tivemos que abrir 23. 000 leitos hospitalares.
E não é simples fazer isso, porque não é só abrir o leito, nós precisamos de profissionais qualificados. E eles o que fizeram nesse período todo que ficaram no governo? Trouxeram profissionais de saúde de culpa que sequer tinham seu diploma revalidado, não formaram profissionais, abriram escolas médicas aos borbotões e o Enamed mostrou o tipo de médico que se forma.
Então, se ele quer saber quem é o responsável por parte dos óbitos pandemia, esse responsável tem nome e sobrenome, o senhor Luís Inácio Lula da Silva e o seu ministro da saúde, especialmente o seu Alexandre Padilha, aquele que recebe lobistas no seu gabinete, pessoas ligadas ao senhor careca do INSS. Então, é muito fácil de comparar. Compara se o Queiroga recebeu algum lobista no Ministério da Saúde?
A resposta é não. Então agora, esse ano de 2026 é um ano importante que nós vamos agora tirar as máscaras desses mascarados que ao longo do tempo dilapidaram o patrimônio público do nosso Brasil. Doutor, muitas pessoas em 2022 deixaram de votar no presidente Bolsonaro por conta da campanha de difamação que houve em relação à à condução do presidente Bolsonaro na pandemia.
O senhor esteve trabalhando com ele diretamente durante esse período. O como o senhor avalia a condução do presidente Bolsonaro? O que o senhor tem para nos explicar e o que aconteceu realmente?
Bom, eu cheguei no governo no dia 23 de março de 2021, não é? Então, estávamos no pico da segunda onda da pandemia. Pandemia começou em março de 2020, né?
E passaram antes de mim três ministros. Naturalmente é um período muito complexo, é um período em que todos nós aprendemos e o presidente Bolsonaro tinha responsabilidade de conduzir o Brasil. E não era só a questão da saúde, nós tínhamos que resolver a questão da saúde, nós tínhamos que investir na infraestrutura porque precisávamos levar, por exemplo, oxigênio para os diversos locais do país.
Nós tínhamos que socorrer à população que muitos governadores fecharam tudo, destruíram empregos e o presidente criou o auxílio emergencial, mau programa de distribuição de renda eh durante a pandemia executado por um país do porte do Brasil. Então eu diria que o presidente Bolsonaro naquele momento ele precisou ser apoiado pelos seus ministros. Claro que ao longo do tempo ele foi escalando o timo dele e mudando as posições e ele me chamou.
Tava aquele período muito conturbado e ele disse quega sua missão é harmonizar relações porque há um grupo de médicos que defendem uma conduta, outro grupo defende outra. Uns querem vacina, outros não querem vacina. Eu não sou médico e você é que tem essa missão.
Me disseram que você é habilidoso e você vai fazer isso, não é? E nós eh efetivamente fizemos, só para você ter uma ideia, do dia da minha posse até 6 meses após, houve uma queda de 95% dos óbitos. Nós fizemos a maior campanha de vacinação, eh, uma das maiores campanhas de vacinação do mundo.
Nós não não obrigamos ninguém a tomar vacina. Bolsonaro diz queoga, você acha que forçar as pessoas tomar vacina vai ajudar na campanha? Se você acha que forçar tomar vacina vai ajudar, você faz, mas eu acredito que não.
E eu disse, presidente, eu cometro na minha vida nunca consegui nada forçando os pacientes. Imagina, eu vou forçar o paciente a parar de fumar, não vai, né? Então tem que ser na base da orientação, do convencimento.
E naturalmente foi isso que fizemos. Agora eles cortaram algumas falas do presidente, né? e usaram isso de maneira eh mal intencionada, de má fé, querendo transmitir que o presidente é uma pessoa que não tem alma, uma pessoa que não tem sensibilidade, que não estava sofrendo naquele momento, o que não é verdade.
Então eu diria que eh se pergunta o que foi que errou. O Bolsonaro devia ter tomado vacina, não devia? Eu diria que foi um período de aprendizado que dois todos nós aprendemos.
Houve uma fala ou outra do presidente que eventualmente eh não foi a melhor, né? o atual presidente Lula, esse descondenado, disse que a natureza, ainda bem que a natureza criou esse monstro, né? Então, eu acho que foi uma fase muito difícil, mas que eh nós aprendemos e que o Sistema Único de Saúde mostrou a sua força e o Brasil entregou em 2022 para a minha sucessora, não é, que não conseguiu nem combater o mosquito, um sistema de saúde forte e resiliente e com políticas públicas que foram adotadas, que melhorou a vida da das pessoas.
Eu cito o programa Previne Brasil, que foi um programa que mudou o modelo de financiamento da atenção primária e que nós aumentamos o número de consultas pré-natal, já que esse é um programa dirigido principalmente a elas, né? Então nós aumentamos o número de consultas pré-natal em 80%, nós reduzimos a mortalidade materna, viu, Marina? eh em 30% caiu a mortalidade materna do governo Bolsonaro.
Houve queda da mortalidade infantil durante todo o governo Bolsonaro. Então o que existe é muita fumaça, pouco fogo. Tudo isso vem sendo muito eh catalisado por pseudoespecialistas que são todos eles influenciados por interesses que não são publicáveis, não é?
E nós tivemos a coragem de enfrentar essa gente e mostrar que era possível encerrar a emergência de saúde pública um ano antes da Organização Mundial da Saúde, sem que houvesse qualquer tipo de pressão sobre o sistema de saúde que ficou conosco muito mais forte e resiliente. E eu estou preparado para debater com esse pseu do ministro da saúde, senor Alexandre Padilha, ponto a ponto e mostrar que ele só tem muita é propaganda. O que ele sabe fazer é propaganda das canetinhas emagrecedoras dos seus amigos e inventar slogans para enganar a população brasileira.
Doutor, muita gente aqui no chat perguntando onde compra o seu livro. Então, se puder dizer como que as pessoas podem ter acesso. Então, através da editora editora Ideia, no site da editora Ideia tá o livro.
Quem tiver interesse pode adquirir o livro e conhecer um pouco mais a história de um sertanejo [limpando a garganta] que nasceu na praia, né? Eh, eu sempre digo que sou um sertanejo que nasci na praia, porque eu nasci em João Pessoa, as minhas origens eh são do sertão da Paraíba, né? E é com o povo sertanejo, é na força do povo sertanejo que nós nos inspiramos.
E talvez um dos dias mais representativos para mim no governo Marina, eh, foi quando eu fui inaugurar eh o eixo norte da transposição do São Francisco com o presidente Jair Bolsonaro, né? O cancioneiro popular, o forró, consagrou a música do Luiz Gonzaga, que fala: "Riacho do navio corre pro Pageú". O rio Pageú vai desaguar no São Francisco e o rio São Francisco vai bater no meio do mar.
ia só bater no meio do mar, mas Bolsonaro levou a água paraíba, para Cajazeiras, paraa terra da minha mãe, para matar a sede do povo do sertão. E eu fui com o presidente Bolsonaro inaugurar essa extraordinária obra juntamente com Rogério Marinho, grande ministro. Eh, e eu disse, o presidente disse: "Queroga, tu quer falar?
" Eu digo, "Eu falo, presidente. " E eu falei: "Água é saúde, água é vida. Água que batizou Jesus no rio Jordão é a mesma água que Bolsonaro vai matar a sede do povo do sertão.
Aí o jornalista do Globo colocou: "Queroga compara Bolsonaro a Cristo". O Bolsonaro é Messias, mas não é Cristo. Mas o povo do Nordeste sabe que o Bolsonaro levou a água para o sertão da minha querida Paraíba.
Muito obrigada, doutor, pela sua entrevista. Microfone aqui sempre aberto. Dr Marcelo Queroga, que também é pré-candidato ao Senado na Paraíba.
Muito obrigada e volte mais vezes.