E bom, eu queria antes de tudo dar as boas-vindas a vocês. Muito obrigada por estarem aqui com a gente e agradecer especialmente a professora Luciena, porque depois dessa semana de aulas abordando temas que foram tão tão importantes, tantas chaves importantes pra gente, teve essa disponibilidade também para est aqui hoje um pouquinho mais perto de cada um, respondendo algumas dúvidas, algumas perguntas de Vocês. Bom, o tema da nossa semana de aula, só recapitulando, ele foi os inimigos invisíveis da vida organizada. Está sendo ainda, né, porque as aulas ainda estão disponíveis. E nas aulas eh de segunda
até sexta, né, a professora Lucia Helena comentou sobre esses principais inimigos internos, que são a procrastinação, a ansiedade e a falta de confiança em nós mesmos. Então, esses são esses pequenos sabotadores silenciosos, que quando eles não são Iluminados pela nossa consciência, quando a gente não fica consciente sobre eles, eles vão construindo um destino menor do que aquele que nós realmente nascemos para viver, que podemos viver. Então, por isso, o objetivo desse nosso encontro é ajudar cada um realmente a reconhecer esses inimigos, compreendê-los com lucidez e começar a vencer cada um deles. Então, foi com esse
intuito que a gente preparou esse momento especial, eh, em que vocês vão Poder esclarecer algumas dúvidas e aproveitar essa maior proximidade com a professora Luciena. Então, espero que vocês realmente aproveitem bastante. Eh, a gente pede para que quem quem possa também, né, todos que possam, deixem as câmeras abertas pra gente poder estar aqui se vendo um pouco melhor, né, interagindo um pouco mais. E a ideia é que vocês possam escrever as perguntas, comentários de vocês aqui no chat, no próprio Zoom, tá? A gente vai, Tem algumas pessoas aqui da nossa equipe, tanto eu quanto algumas
pessoas da equipe, a gente vai estar aqui olhando o chat, né, todo momento e a gente vai passar essas perguntas paraa professora Luceleira no momento aí mais oportuno. Não não temos certeza se vai ser possível responder todas, né, dependendo aí da quantidade, mas ela vai responder o máximo possível dessas perguntas. Então, desejo uma ótima aula a todos vocês. Eh, podem usar aqui o Chat à vontade, certo? E eu convido então agora a professora Luciena Galvão para dar uma introdução aqui pra gente na aula e logo em seguida a gente vai abrir com as perguntas de
vocês, tá bom? Muito obrigada, Lúcia. A senhora pode abrir, por favor, o microfone, a câmera? >> Sim, vocês me ouvem? >> Sim, estamos ouvindo. Tá ótimo. >> Bem, boa tarde a todos. É uma satisfação estar com vocês aqui depois dessa semana de aulas. Eu espero que tenham tido a Oportunidade de ouvir as aulas com calma. Foi um minicurso, ou seja, os temas foram tratados dentro do que é possível passar em tão pouco tempo, mas são sementes que podem servir para uma um despertar, uma mudança de posição. Como a Bia falava, é muito importante tomar consciência.
Tem uma frase do psiquiatra Cung que ele falava que quando nós viramos as costas para os problemas eles não deixam de existir, eles nos pegam pelas costas. E muitas Vezes nós estamos sendo pegos pelas costas exatamente por essa mania, em primeiro lugar de adiar tudo que é a procrastinação. Como eu falava no curso, quando adiamos algo, temos a impressão de que estamos programados para fazer, só que esse momento não chega nunca. Isso é um recurso para nos mantermos na inércia. É uma forma de nos autoboicotarmos. Se você quer fazer algo, programe-se para levantar e começar
a fazer agora a Procrastinação. É um dos elementos que a gente mais usa porque dão a impressão de que realmente vamos fazer alguma coisa. Só que esse dia de começar não chega nunca. Depois falamos também sobre ansiedade. A ansiedade nos coloca sempre pendentes de algo que vai acontecer. eia o nosso presente. O ansioso nunca está inteiro aqui e agora. E eu não sei como podemos esperar grandes coisas de um futuro se o nosso presente é vazio, é de má qualidade, quando não estamos de Corpo, mente e alma presentes aqui e agora. O melhor futuro possível
virá para aqueles que estão construindo o melhor presente possível. Portanto, ficar pendente do futuro esvazia o nosso presente, gera apenas desconcentração, gera apenas um estado às vezes de nervosismo que pode inclusive se tornar patológico. Hoje é uma das patologias mais comuns, é exatamente a ansiedade, vermos pendentes daquilo que virá nos rouba o momento presente, que é sempre a Única coisa que temos. E a única coisa que podemos fazer pelo futuro é ter o presente mais perfeito possível. Não há em nenhum momento da vida um momento superior a esse aqui e agora. Esse momento é sagrado,
é especial. Estamos aqui juntos, cada um de nós, dando o seu melhor. Eu para passar alguma coisa para vocês, vocês para me passarem as suas dúvidas. Cada momento presente quando estamos dando o nosso melhor, é um momento sagrado. É daqueles momentos que Se eternizarão na vida da gente, que farão diferença. Esses poucos momentos que quando a gente olha para trás, a gente lembra. foram os momentos que estivemos inteiros. Portanto, estar presentes na vida é uma arma muito importante para evitar a ansiedade. E por último, falamos falávamos na falta de confiança em nós mesmos. Essa falta
de confiança que é alimentada por uma série de fatores, mas pode ser também uma simples justificativa para não nos Comprometermos. Pode ser medo do êxito, pode ser medo do futuro, porque eu, se eu me sinto incapaz, eu tenho uma boa justificativa para não fazer nada. Afinal de contas, eu sou incapaz. Se eu fizesse, seria mal feito. Então, se eu sou incapaz, é melhor que eu fique quieto. Se você assume que você tem capacidade, que você tem potencialidade, você se sente comprometido, você se sente impelido a agir. E às vezes não queremos agir, às vezes estamos
presos Pela inércia. Portanto, muitas vezes a nossa falta de autoestima é nada mais do que uma máscara para inércia, para ter medo do futuro, para ter medo de assumir um padrão de vida diferente daquele que temos hoje, com mais compromissos, com mais elementos que dependem de nós, ou seja, nossa falsa sensação de liberdade que consiste em não estar preso a nada. Quando, na verdade, quando uma pessoa não está presa a nada, ela é como uma folha. quando não está presa nada, ela é Escrava do vento. Ela vai para onde é jogada pelas circunstâncias onde ela
está. Ela não vai para onde ela quer, ela vai para onde ela é empurrada. Portanto, isso não é liberdade, né? Então, esses três elementos são muito preocupantes porque são muito comuns. Eu diria que a maior parte das pessoas sofrem de alguma coisa dessa quando não sofrem dos três. É porque são vícios tão disseminados que às vezes a gente até alimenta uns nos Outros. Não, você tem muito tempo pela frente, deixa isso pra frente, não vai fazer isso agora, tá? Não vai se comprometer com isso agora. Você tem muito tempo, você é muito jovem, deixa isso
para depois. A gente estimula a procrastinação no outro. Ah, não. Você tem que estar preocupado com o que vai acontecer no futuro. A gente estimula ansiedade no outro. Ah, não, mas você não é capaz de fazer uma coisa dessas. Você não tá habilitado para isso. Para Que que tá se preocupando com isso? Ou seja, estimulamos a falta de autoestima uns nos outros. Então, acabamos funcionando um pouco como aquilo que popularmente se chama de advogado do diabo, né? aquele que trabalha para alimentar as sombras do outro. Ao invés de nos ajudarmos mutuamente a crescer, trabalhamos a
favor das sombras, fazemos eco à voz dessas sombras que estão aí sempre nos envolvendo. Tomar consciência delas e ver que elas mentem, tá? Que Elas elas são nada mais do que argumentos para a inércia. Quem adia é porque não quer fazer. Quem fica ansioso pelo futuro é porque não quer agir no presente. Quem não tem autoestima é porque não quer acreditar que pode, porque não acreditando não precisa fazer nada. Ou seja, no final das contas existe uma tendência inércia a não querer crescer. Se assumimos isso, vemos o que está por trás e nos indignamos com
isso e dizemos: "Isso não Vai mais me paralisar". Começamos a virar o jogo, né? Então, tomar consciência, assumir que sofremos disso, saber quais são as verdadeiras causas que estão por trás e realmente jogar a toalha, essa expressão tão popular, né? Jogar a toalha significa dizer: "Acabou, não vai mais haver um evento na minha vida do qual eu vou declinar, desistir por causa desses três argumentos. Não vai mais haver fracassos vindo dessas três coisas. Eu vou realmente abrir mão Desse tipo de justificativa e vou começar a assumir as rédias da minha vida. Então eles são muito
importantes e eu espero que eles tenham merecido da parte de vocês uma reflexão honesta, sincera diante do espírito, de tal maneira que você reconheça em que pontos foi paralisado por essas três coisas. Bom, isso é um pequeno lembrete, né, de tudo que vimos aí. Vamos agora dedicar o nosso tempo a ouvir e responder as perguntas de vocês. Sejam todos muito Bem-vindos. E a gente tem já muitas perguntas. Eh, vou passar pra senhora uma primeira aqui da Carla, que ela fala assim: "Boa tarde, é um prazer imenso participar de uma reunião ao vivo com a professora.
Esse conteúdo é igualmente válido para neurodivergentes? Essa é a pergunta, né? Eh, esse sistema, esse tema eh, é constantemente objeto de dúvidas em um grupo de pessoas com autismo, TDH, por exemplo. >> Com certeza. Eu costumo contar uma história que diz que havia uma bailarina que dançava muito bem e havia uma outra bailarina que tinha inveja dela e então ela ia se apresentar num palco muito grande. A sua concorrente que tinha inveja dela mandou que esse palco fosse reduzido, porque assim ela não poderia dar os saltos, fazer tudo que ela fazia. Ainda num palco reduzido,
ela não pôde fazer os saltos, mas ela caminhou de um lado para o outro na ponta dos pés e Todo mundo aplaudiu de pé, achou lindo. Aí a sua oponente, no segundo dia do espetáculo, mandou reduzir ainda mais o palco. E aí ela não poôde andar mais na ponta dos pés, mas ela fez uma bela coreografia onde ela andava de um lado para o outro, eh, imitando um cíneo foi muito belo e todos aplaudiram de pé. E aí a sua oponente no terceiro dia mandou reduzir o palco a um espaço tão pequeno, um palco redondo,
pequeno, que ela só cabia em pé ali. E ela naquele Espaço redondo e pequeno, ela deu piruetas e as pessoas acharam lindo e aplaudiram de pé. Ou seja, todos nós temos limitações neurodivergentes ou não. E nós temos que saber que dentro dessas limitações temos que dar o nosso show, fazer o nosso melhor sempre. Então eu não sou classificada oficialmente como aquilo que se chama de maneiro divergente. Tenho as minhas limitações também. Tenho um espaço dentro do qual eu consigo me movimentar. Tem certas Coisas que eu não consigo fazer. Tem certas limitações que eu, por muito
que lute, não consigo ir além. Mas dentro desse palco que a vida me deu, eu dou o meu show. Então, inclusive, é importante que a gente não delimite mentalmente qual é o tamanho do meu palco, que experimente, que ouse. Porque eu diria para vocês que em qualquer caso o nosso palco é maior [limpando a garganta] do que a gente imagina a princípio. Então, que não use essa esses títulos, esses Rótulos para dizer: "Meu palco é muito pequeno". Não, eu não sei qual é o tamanho do meu palco. Deixa eu experimentar. muito provavelmente vai se admirar
de perceber que ele é bem maior do que você imaginava, seja você o que for, né? Ou seja, limitações reais existem, mas a maior parte das limitações nas quais a gente acredita são imaginárias, são também uma forma de autoboicote. Então, tá bom, eu tenho limitações. Todos sabem que temos, todo Ser humano tem limitações, mas eu não vou partir do princípio de que eu não posso fazer muitas coisas. Eu vou ver quantas dá para eu fazer. Eu fui uma pessoa extremamente tímida e achava que nunca conseguiria falar em público. Era engraçado que para mim três pessoas
já era público. [limpando a garganta] Quando você vai testando os limites do seu palco, você descobre que você pode muito mais. Ou seja, limites reais existem, mas a maior parte deles são Imaginários. Todos temos que testar os nossos limites e fazer o nosso melhor. >> Muito obrigada. Professora Lúcia. Eh, próxima pergunta aqui é do Braul. Eh, olá, como mudar o jogo da autoconfiança depois dos 47 anos e com algumas pancadas no decorrer desse tempo? Olha, eu costumo contar um conto oriental que diz o seguinte: "Havia um mestre, um mestre de artes marciais que era muito
sábio e vinham eh discípulos de outras Escolas de artes marciais para desafiá-lo de vez em quando, para ver se tinha um duelo, para provar que eram melhor do que ele. E um dia apareceu um desses jovens e para poder convencer o mestre a lutar, passou um dia inteiro ofendendo esse mestre, falando as piores coisas para ele. e ele fazendo seus afazeres normalmente. Até que chegou a noite, aquele jovem ficou cansado, nada que ele fazia dava resultado, resolveu ir embora. E aí os discípulos daquele Mestre foram perguntar para ele: "Mestre, esse homem ele fez tantas ofensas,
como é que o senhor tolerou isso? Como é que o senhor não reagiu?" E esse mestre teria dito, olha, quando uma pessoa te entrega um presente e você não recebe, a quem pertence esse presente? A quem te entregou. Essa pessoa vai ter que levá-lo de volta. Portanto, eu não aceitei nenhum dos presentes que essa pessoa me deu. É dele. Ele teve que levar de volta. Então, a vida vai nos dar várias coisas. Nós temos a liberdade de aceitá-las ou não. Podemos olhar pro passado e dizer: "Bom, existem coisas que dependeram de mim, como diz a
escola histórica, e coisas que não dependeram de mim. As coisas que não dependeram de mim, que foi o que os outros me fizeram, é problema dos outros. Eles é que vão ter que corrigir o seu caráter. Eles é que vão ter que acertar a vida deles. Eles levaram embora com eles o presente que Quiseram me dar. Agora, naquilo que depende de mim, eu vou ver o que que eu posso aprender com os erros que eu cometi. E quando eu aprendo alguma coisa, esse erro foi válido, porque significa que eu perdi algo, mas também ganhei algo
em aprendizado. Então, foi um bom preço, não foi caro. Perto do que me permitiu crescer, foi um bom preço. Se não fossem todas essas dificuldades que eu vivi, eu não estaria onde estou agora, não seria o ser humano que eu Sou. Graças a essas dificuldades, eu aprendi mais sobre mim mesmo, mais sobre o outro, cresci e sou o ser humano que eu sou hoje. Isso significa fechar as contas com o passado, ir lá em todos esses pontos e dizer: "Nessa situação aprendi tal coisa, tal coisa, tal coisa. Portanto, não tenho mais nada a ver com
o passado. Nada me prende lá. Eu já extraí dele tudo que ele tinha a me ensinar. Agora é futuro, agora é para frente. Nós temos que ter consciência de Que isso também não é nenhuma particularidade nossa, né? Os seres humanos em todos os lugares da face e da terra sofrem muito. Recentemente eu conversava com uma pessoa que trabalha na África junto a um campo de refugiados e ele me falava a respeito do que que uma criança de 11, 12 anos de idade, que vive num campo de refugiados já passou nesse curto tempo de vida. É
assustador, viu? é assustador. Então nós às vezes numa situação de um país que não está em Guerra, que estamos, sei lá, temos uma relativa liberdade, nós muitas vezes não temos noção de como a humanidade pelo mundo afora sofre e ainda assim todo mundo tem a chance de recomeçar. ainda assim tem um trabalho social maravilhoso lá e essas crianças estão querendo aprender, tão querendo mudar a vida delas, tão querendo encontrar um futuro mais promissor. Portanto, nós temos que saber lidar com o passado, aprender daquilo que ele tem para nos ensinar, Fechar as contas e partir para
o futuro, levando o positivo dessa carga. Eu paguei o preço, recebi a mercadoria, agora eu levo só a mercadoria e não a amargura pelo preço que eu paguei. Não foi tão caro assim, pelo que me permitiu crescer, foi bem pago. Portanto, esqueço isso e levo comigo ao aprendizado e vou pro futuro, agora monido de um aprendizado que me permite ter muito mais vitórias do que se eu não tivesse tido experiência nenhuma. Obrigada, professora Lúcia. Eh, tem uma outra pergunta aqui da Tatiane que ela fala assim: "Professora, eu já entendo as causas da minha procrastinação, mas
continuo sem agir. O que eu posso fazer de forma concreta no dia a dia para sair desse ciclo? Como transformar autoconhecimento em ação concreta? Porque muitas vezes entendemos nossos bloqueios, mas continuamos sem agir. Obrigada por nos presentear com esse momento. Eu costumo brincar nas minhas palestras que quando a gente realmente não gosta de algo, a gente sabe reagir imediatamente. Eu digo para as pessoas imaginarem que tem um inseto pousado no braço delas e esse inseto é uma barata, cascuda, voadora. Você olha para ela e diz: "Já, já eu tiro". Ninguém faz isso, né? A resposta
imediata. A joga o bicho longe na parede. Agora imagina, uma barata pode te fazer muito menos mal do que a procrastinação, que te faz adiar a Tua vida até o túmulo. E por que que a gente não reage imediatamente quando vê, né? Porque não temos pela procrastinação o mesmo asco que temos pela barata e temos que aprender a ter. Da maneira que você viu, estou procrastinando, reage imediatamente. Lembra da barata no seu braço, perdão. Lembra da barata no seu braço. Ou seja, eu não vou eh fazer isso daqui a pouco, segunda-feira, amanhã. Eu vou levantar
e começar a fazer alguma coisa Agora. Eu vou dar o primeiro passo agora, ainda que seja um passo pequeno, mas o primeiro tijolinho dessa construção eu vou colocar agora. Aí já vou me programar para colocar o segundo, o terceiro, o quarto numa sequência. Quando você perceber a procrastinação, não negocie, lembre da barata, reaja imediatamente. Quando nós vimos a procrastinação e não reagimos, é porque ainda temos uma relação afetiva Com ela. Ela não virou a barata ainda. Ainda você tem que identificá-la com a barata. Ela é pior do que a barata. Ela tá roubando a sua
vida. uma barata, coitada, não pode fazer muita coisa com a gente. Então, cria uma rejeição que quando você percebe, reaja imediatamente. Se você tem algum grau de tolerância, ela vai continuar te prendendo pela vida fora. Seja, quando realmente não toleramos uma coisa, a nossa reação é imediata. É assim que tem Que ser, vi reagir imediatamente. >> Muito obrigada. Eh, uma pergunta aqui da Teresa. Eu sinto como se tivesse uma resistência que dificulta manter a disciplina quando tento inserir ou mudar algum hábito. Como lidar com isso? Eh, e como manter energia e motivação? >> A energia
e motivação, como diz lá a máxima da ISO 9000, né? Até a ISO 9000 sabe disso, ação local com visão global. Está no ser humano o que você quer ser e no que você quer ter feito pelo mundo. O exemplo que você quer deixar pros seus filhos, paraa sua família, o ser humano que você quer ser quando tudo isso tiver terminado. Ou seja, motivação vem da do que queremos construir na nossa vida. Nós queremos que a nossa vida tenha sentido. Portanto, a gente vai lutando contra a resistência. A resistência é levantarmos da cama pela manhã.
A resistência é quebrarmos os Nossos vícios. sabendo que teremos algumas derrotas no meio do caminho, isso é natural, mas você perdeu uma batalha e não a guerra inteira. Ou seja, hoje eu me deixei vencer por um argumento da procrastinação, da falta de disciplina, mas eu vou ver qual foi o argumento que me derrubou, porque esse não vai me derrubar mais, tá? E a partir de agora eu tenho mais uma um elemento para ser vitoriosa, porque eu sei que esse argumento não me vence mais. Então Vai lutando sempre, comemorando cada pequena vitória. Bom, antigamente eu não
conseguia acordar cedo dia nenhum. Agora eu tô conseguindo dia sim, dia não. Você é um ganho muito grande. Eu vou conseguir agora dois dias seguidos. Brinde a isso. Brinde as pequenas vitórias. Eu falava para vocês no curso que quando a mãe, quando o filhinho dela dá o primeiro passo, ela comemora isso, chama os vizinhos, faz bolo, canta parabéns, ou seja, comemora As pequenas vitórias. Quando ela ele dá o segundo passinho, tudo de novo. Nós temos que saber lidar com a nossa personalidade como se fosse uma criança que tá aprendendo a andar, tá? Não se desespere
pelas derrotas e não desista, tá? Não, então eu falei: "Hoje acabou tudo?" Não, não acabou tudo. Foi só uma batalha, a guerra ainda está correndo, tá? Então comemore as vitórias, vai espaçando as derrotas e vai aos poucos adquirindo um novo hábito, porque é Assim que a gente constrói hábitos. Eu insisto hoje, bom, amanhã não consegui. Depois amanhã eu consigo de novo e vou cada vez mais aumentando a frequência, ganhando, ganhando espaço, como se fosse um exército que tá na guerra e que tá empurrando as suas trincheiras todo dia e um pouquinho, ganhando espaço sobre o
inimigo, né? Não espere vitórias fáceis a partir de hoje, nunca mais. É muito difícil que a gente consiga isso. Aí quando a gente faz esse tipo de Proposta, primeira derrota que tiver, a gente tá destruído, tá? Não, eu vou todos os dias arrancar um fio de cabelo que seja do inimigo. Eu vou avançar, nem que seja 1 cm a minha trincheira. Ou seja, eu vou ganhando espaço contra a desorganização, contra a indisciplina, contra os meus vícios, sejam eles quais forem. A preguiça de acordar de manhã, seja lá o que for, eu vou ganhando, vou criando
mais e mais ferramentas. é o despertador, é um amigo que liga para Mim na hora que acorda, eh, sei lá, eu vou criando estratégias como numa guerra. Um bom general vai vendo as fraquezas do inimigo, vai criando novas estratégias e vai avançando e não desiste antes da vitória final, né? Trata-se da nossa vida, portanto, não podemos desistir. Temos que tomar as rédias da nossa vida. Então, não desanime diante dos das pequenas derrotas. Comemore os pequenos avanços e vá tome isso como luta da sua vida e vá Avançando aos poucos, mas positivamente, sem pressa e sem
pausa. >> Obrigada. Eh, pessoal, queria só avisar assim que que bom, né? Teve um, parece que realmente são temas que nos impactam muito, então teve um número enorme aqui de perguntas, a gente tá só buscando selecionar sempre que algumas são parecidas. Então, quando a professora Lúcia responde uma que é parecida com a outra, a gente tá tentando colocar o Maior número de perguntas diferentes para ajudar mais todo mundo, tá? Então, vou passar aqui para uma pergunta do Henrique, eh, que ele fala assim: "Boa tarde, como lidar com a desorganização do outro? Tento ser organizado, me
esforço para que as coisas estejam em ordem, porém sempre me deparo com a bagunça de quem convivo. Me tira do eixo. Aí é um problema. A bagunça de quem você vive é problema da pessoa com quem você Vive. Agora, se ela te tira o do eixo, aí é um problema teu, passa a ser uma falha tua. Mais uma vez eu lembro para vocês que naquela escola que é o estoicismo, eles sempre falam daquilo que depende de nós e daquilo que não depende de nós. Então, o outro ser bagunçado, se necessariamente essa pessoa tem que estar
na minha vida, ah, eu não, eu vou ter que aprender a conviver com isso. O máximo que eu posso fazer é dar um bom Exemplo. Essa pessoa vai todos os dias ver como a minha organização facilita a minha vida, como a minha organização me permite aproveitar todas as oportunidades que surgem, porque qualquer coisa que eu precise rapidamente eu sei localizar. Qualquer coisa que me perguntem, eu sei onde está, ou seja, essa pessoa vai vendo que ela tá sofrendo derrotas e eu vou ter vitórias com a minha organização através do meu exemplo, ela pode mudar. Se
é uma Coisa optativa, se eu não necessito estar grudado com a pessoa desorganizada, bom, então não esteja. Mas se necessariamente essa pessoa tem que estar na sua vida porque é uma pessoa da sua família ou é uma pessoa do seu trabalho e você não pode mudar no trabalho nesse momento, respeite as limitações de cada um e faça o seu melhor naquilo que depende de você. sem imposições, às vezes sem falar com a palavra, simplesmente dando exemplo, Você vai operando uma transformação na vida das pessoas à sua volta. Quando você fala alguma coisa, aquela pessoa, por
temos, por resistência, finca o pé nos seus defeitos e não muda. Sem falar uma palavra, às vezes você vai influenciando aquela pessoa suavemente através do teu exemplo. Então, se ela te afeta é um mal. Você tem que saber que nós vamos conviver com todos os problemas do mundo e temos que fazer com que eles não nos tirem da nossa trilha, Porque estamos no mundo. O mundo é dual, vai ter de tudo. Mais uma vez, um grande pensador históico que era o imperador Marco Aurélio, ele dizia: "Quando acordares pela manhã, pensa que sai, ao saíres de
casa, encontrarás um ladrão, um mentiroso, um preguiçoso, um mal intencionado. Se conflituares com ele, a culpa é tua que não estavas preparada e não dele. E você sabe que a rua é assim. A rua tem de tudo, o mundo tem de tudo. Tem o macio e o resistente, o claro e o Escuro. Se eu não tô preparado para isso, é como eu sair sem guarda-chuva e reclamar porque eu me molhei. Eu não estava preparada para responder as circunstâncias da vida, tá? Então você vai encontrar todo tipo de ser humano. Ele não deve te influenciar e
o contrário, você deve influenciá-lo, tá? Se você é a pessoa que tá mais decidida, se você é a pessoa que tem mais identidade, você é que vai de alguma maneira incomodar a bagunça dele E não ele incomodar a tua ordem. Se ele tá te incomodando, tem alguma coisa errada. Quanto mais firme, quanto mais sólido você está em saber que aquilo que você faz é o certo, menos os erros dos demais te incomodam. Se incomodam é porque podem provocar alguma insegurança, podem provocar alguma dúvida. Talvez você não esteja ainda muito seguro daquilo que você é e
daquilo que você faz. Seguros? Os outros não nos incomodam. Muito pelo contrário, As nossas virtudes começam a incomodar a bagunça dos outros e essas pessoas são convidadas a melhorarem. E é isso que deve acontecer. >> Muito obrigada, professora Lúcia. Eh, tem uma pergunta aqui da Renata que eu achei muito importante. Ela tá perguntando aqui: "Boa tarde, professora. Como descobrir quem realmente somos? Quando penso no ser humano que eu quero me tornar, sempre sinto que penso, mas que é algo que Parece que eu estou apenas falando da boca para fora, mas que não necessariamente representa quem
eu sou. Olha, existe uma dica que eu costumo dar que facilita bastante a nossa vida, que disse Platão e outros pensadores do passado diziam que a nossa verdadeira identidade, o nosso verdadeiro rosto é bondade, pura bondade, sem segundas intenções. Se você parar, sentar e procurar na tua vida os momentos onde o Teu coração transbordou de bondade, de compaixão, de generosidade, todas essas coisas que nascem da bondade, esse momento era realmente você. Os outros momentos, em geral estamos usando máscaras. Quanto mais nós nos comprometemos com a bondade e todos os seus desdobramentos, mais nós estamos caminhando
paraa nossa verdadeira identidade. Todo ser humano, a sua essência é bondade pura. Por definição, o nosso centro, a nossa essência é Bondade pura. Se você quer se achar no meio daquilo que você não é, procure a bondade. Se você quer achar no meio da tua vida em que momentos você estava sendo você mesma, procure a bondade, a bondade mais pura. Mas sem segundas intenções, aquela bondade que você faz pelo que você é, sem esperar nenhuma contrapartida, sem esperar nenhum retorno, mas pelo que você é, por necessidade de beneficiar o mundo. Nesse momento você é você
mesmo. Não pense que A tua identidade tem a ver com aquilo que você faz, né? O que você faz é simplesmente uma tarefa que pode ser só parte da sua vida. Tem pessoas, por exemplo, que são atletas, correm. Bom, correr num determinada idade tem que parar, tem que começar a fazer outra coisa. Às vezes vão treinar outro atleta, às vezes tem pessoas que, sei lá, cantam, chegam até certa idade, não tem mais voz, tem que treinar outros cantores. É muito comum que a pessoa Faça várias coisas diferentes na vida. A tua verdadeira identidade não tem
a ver com aquilo que você faz. O que você faz vai obedecer a lei da necessidade. A tua verdadeira identidade tem a ver com aquilo que você é. E você é pura bondade. Portanto, cada vez que você age com essa vontade desinteressada, que simplesmente quer ser aquilo que é, sem esperar nada em troca, nesse momento você é você mesmo. E quando você vai conseguindo fazer com que esses momentos Sejam mais frequentes na sua vida, você está se aproximando do seu verdadeiro rosto. Isso é humanização e isso é encontrar a si próprio no meio daquilo que
você não é. Obrigada. Eh, professora Lúcia, tem uma pergunta aqui da da Regina sobre algo que a senhora falou na aula da ansiedade. Eh, boa tarde. É uma alegria estar aqui na aula da ansiedade. Você falou: "Ansiedade é a imaginação sequestrada pelo medo." Como vê essa imaginação quando o medo nos paralisa? A ansiedade em geral ela projeta o pior futuro possível. Por quê? Ela teme chegar a esse futuro, tá? Então a ansiedade normalmente, na maior parte dos casos, que existem ansiedades boas também. Boa não no sentido dela ser boa, mas que espera que aconteçam coisas
muito boas, né? Essa pode ser fantasia, mas a ansiedade na maior parte dos Casos, ela espera um desastre. Vai acontecer uma coisa terrível, eu não vou dar conta. Simplesmente nós temos que assumir que não sabemos o que será o futuro, mas que com certeza ele será um resultado do presente. Então, como eu enfrentarei essa circunstância que vai acontecer daqui a um mês, uma semana, um ano também como eu vou tratar dessa flor que está na minha frente nesse momento? Se nesse Momento eu sou capaz de fazer o meu melhor, fazer o ideal, eu vou cada
vez mais fortalecendo a minha autoconfiança e vou debilitando esse medo, cada vez mais fortalecendo a minha autoconfiança. Como eu vou enfrentar essa prova que vou fazer daqui a um mês? Exatamente como eu tô enfrentando essa convivência difícil aqui no meu trabalho, com autocontrole, com sabedoria, dando meu melhor. Se eu fizer isso no dia da prova, com certeza vou me sair da melhor maneira possível. >> [limpando a garganta] >> Ou seja, eu adquiro autoconfiança e combato o medo quando eu dou o meu melhor em todas as circunstâncias do presente. Uma outra coisa que também pode acontecer,
que às vezes é possível, nem em todas as circunstâncias funciona, mas em algumas pode acontecer, é que a ansiedade nos ameaça com a derrota e às vezes são coisas muito insignificantes, como por exemplo Aconteceu comigo quando eu comecei a dirigir, eu tinha um medo terrível de dirigir. E aí um belo dia eu pensei: "Bom, o que será que eu realmente tenho medo? Do que me provoca essa ansiedade? Porque com a velocidade que eu ando, eu não posso estar com medo de provocar grandes desastres. Máximo que eu vou fazer é atropelar uma tartaruga manca, porque com
essa velocidade que eu ando, eu não vou fazer grandes desastres. Aí eu Descobri que, na verdade, eu tinha medo das pessoas acharem que eu dirigia mal. Olha, gente, isso foi uma descoberta maravilhosa. Eu cheguei diante do espelho e disse: "Olha, você dirige mal, tá certo?" A partir de agora, qualquer um que diga isso não tá dizendo mais do que a expressão da verdade. Portanto, eu vou lá e não tem nenhum problema. Então, eu ia pro trânsito quando as pessoas diziam: "Barbeiro, é isso aí mesmo, você Me conhece bem, é isso que eu sou, sou uma
barbeira. No futuro seria outra coisa, mas nesse momento é o que eu sou". né? Portanto, aceitar a perda é uma coisa muito interessante. Nem todos os casos, tem casos onde isso não é possível, mas em muitos casos aceitar a perda. Ah, eu vou ter que fazer uma palestra, as pessoas vão pensar que eu sou novata. Já pensaram? Quando eu chegar lá, eu vou dizer: "Ó, eu sou novato". Aí todo mundo já pensou. A partir daí, o que vier lucro e eu não morri com isso. Não aconteceu nada. Fato das pessoas pensarem que eu dirigia mal,
o que que aconteceu? Nada. A vida continuou. E um belo dia eu passei a dirigir bem. Fato das pessoas pensarem que eu sou novato, eu vou morrer, não vai acontecer nada. Eu vou continuar e um belo dia não serei mais novata. Tem certas circunstâncias que quando a a mente te ameaça, simplesmente você aceitar a perda, você desarma o esquema Dela. Ah, vai acontecer tal coisa. É bom. E se acontecer? Eu vou continuar. Ih, não vai ser nada. E a vida vai continuar. Então são dois recursos que eu aconselho. Primeiro lugar, dar o seu melhor em
tudo que você faz, porque isso no presente te garante que no futuro você fará a mesma coisa. Em segundo lugar, dependendo do que seja que a vida te ameace, aceitar a perda. Tá bom? Já pensaram? Ah, vamos dizer tal coisa. Já Disseram. E, portanto, a partir daí, o que vier é lucro. Tem uma passagem que eu acho muito engraçado, eh, de um quadrinho que vocês devem conhecer, que é daquele gato Gfield, que uma vez eu vi, ele dizia assim: "Se você for falar mal de mim, me chame, porque eu sei coisas terríveis ao meu respeito".
Ou seja, que medo de falarem mal de mim. Já falaram, já falaram. O que vier a partir daqui é lucro. É Lucro. Quando você joga desse jeito, a maior parte dos medos são coisinhas medíocres. Com os medos maiores, como eu falei para vocês, não funciona, mas com essas coisas medíocres funcionam muito bem. Já perdi, agora o que vier é lucro. Isso não me faz tanta falta. Eu vivo perfeitamente com essa perda. E a partir daí as coisas vão melhorando. >> Muito obrigada, Lúcia. Eh, tem algumas perguntas diferentes aqui que eu vou sintetizar sobre a questão
do diário, Eh, que uma uma das aulas a senhora comenta, né, sobre fazermos um diário, né, termos esse hábito. E aí algumas pessoas estão perguntando assim como como exatamente fazer ele, como iniciar, o que que a gente deve falar de bom e de ruim nesse diário, como começar a fazer. Sim, uma coisa que é interessante, que eu costumo falar, é que o diário ele está muito interdependente do fato de você ter um sentido de vida, de ter um ideal. Primeira coisa, então, é você Sentar, pegar uma folha de papel, colocar diante de você e imaginar
últimos momentos da sua vida, que ser humano você quer ser aí? Que qualidades quer ter desenvolvido? Que defeitos quer ter vencido? Que que você quer ter feito pelo mundo, pelo outro, por si mesmo? Quando você olhar para trás o que você quer ver na sua trajetória? Pense nesse ser humano que é a obra prima da sua vida. é o ser humano que você quer construir, Porque a partir daí o seu diário torna-se objetivo. Todas as noites você vai parar e pensar: "Hoje eu dei um passo em direção a esse meu ideal ou eu fiquei parado
ou eu dei um passo na direção contrária." Se eu dei um passo na direção contrária, o que que tinha de tão atraente lá que fez com que eu traísse a mim mesmo? Porque se eu tomo consciência disso, a próxima vez que eu passar por esse fator, eu posso aprender a resistir e Isso não me arrasta mais. Se você não tem um sentido de vida claro, o que você vai registrar no diário? Não tem objetividade, vira diário de adolescente, né? Querido diário, hoje comi batata frita. Ou seja, você fica sem objetividade. O diário é sintético e
ele tem a ver com tudo que você fez no dia de hoje te levou na direção do teu ideal, ou você ficou paralisado ou você deu um passo na direção contrária. Então, de maneira bastante objetiva, em Tal resposta que eu dei a tal pessoa, eu fui totalmente contraditório com o ser humano que eu quero ser. E por que fui? Porque essa pessoa me fez perder a paciência. Por que que essa pessoa me afeta tanto? Talvez os defeitos dela eu também tenha, porque se eu não tivesse não me afetaria tanto, tá? Então vou ver porque sempre
que eu cruzo com essa pessoa, eu traio a mim mesmo, vou procurar isso dentro de mim para numa próxima vez existir melhor. Então o Diário ele é bem objetivo e ele trata dessa questão da tua relação com o teu ideal no dia de hoje. Porque todos os dias, se você dá um pequeno passo na direção do seu ideal, nossa, é sensacional que você pode caminhar ao longo da vida, tá? Então, cada vez que a gente toma consciência, você tem chance de mudar. E vai acontecer uma coisa muito interessante, como eu falava no curso, que durante
o dia, quando você for cometer algum erro, a tua Consciência vai avisar: "Olha, você vai ter que assumir isso diante do diário à noite. Isso não vai passar desapercebido." E o fato das coisas não passarem desapercebidas já dá uma força a mais para não fazê-las, né? Porque o benefício da inconsciência, ou seja, eu faço de conta que não tô vendo o que eu tô fazendo, me permite fazer as piores coisas. Não, eu tô vendo e sei que isso é totalmente contraditório com o ser humano que eu quero ser. Vou fazer assim Mesmo. Isso te dá
muito mais força para resistir. Ou seja, é uma prática simples, pequena, não é para você escrever um tratado, não é para dispersar em coisas irrelevantes, mas é realmente o que você fez no dia de hoje em relação ao seu ideal. dei um passo na direção dele, aprendi tal coisa, reagi bem tal em tal circunstância, fiz tal reflexão, isso foi um passo na direção do meu ideal, ou fiquei parado ou dei um passo na direção contrária. Essa é uma Estrutura básica para você fazer o seu diário. >> Ótimo, muito obrigada. Ficou bem objetivo agora, né, pessoal?
o diário. Eh, tem uma uma pergunta do Jackson que eu achei muito importante também, que ele pergunta assim, ó, como gostaria de saber quais ferramentas ou estratégias podemos utilizar para manter essa constância e continuar sempre evoluindo, especialmente enfrentando a procrastinação, a ansiedade e a falta de Confiança em nós mesmos, como continuar sempre crescendo, né? Não parar. Existe uma ferramenta, como é o nome da pessoa que perguntou, Bia? >> É o Jackson. >> Jackson. Existe uma ferramenta, Jackson, que ajuda demais. Aliás, eu acho que é uma das ferramentas principais, se não for a principal, que é
amor. Eu amo profundamente as pessoas que eu estou influenciando. Eu quero que elas sejam melhores através do meu Exemplo, portanto, eu não vou desistir. Eu imagino no meu no futuro meu filho vivendo uma situação parecida com essa que eu tô vivendo e respondendo bem porque eu dei um exemplo, respondendo bem porque eu mostrei uma boa alternativa, ou seja, poupando as pessoas que estão se inspirando em mim de sofrer pelas mesmas coisas através do meu exemplo. Aquilo que eu venço, muita gente atrás de mim tem chance de vencer também. Portanto, muita gente vai ser Poupado de
muito sofrimento. Amor profundo pelas pessoas, aqueles que acreditam em Deus, amor profundo a Deus. Eu quero chegar o mais próximo dele que eu posso. Então existe uma maneira de eu me aproximar de Deus através dos seus atributos, sendo cada vez mais a sua imagem semelhança. Eu quero, eu me realizo, eu me inclino na direção dos atributos de Deus, porque é isso que me traz felicidade, é isso que me traz plenitude. Eu amo os seres humanos, Quero ajudá-los a crescer. E como eu sempre digo nos meus cursos, a melhor coisa que a gente pode fazer pelas
pessoas que a gente ama é crescer como ser humano, porque só assim a gente pode mostrar para elas a luz no final do túnel, pode dar esperança, pode dar um referencial que pode salvar a vida delas em algum momento no futuro. O que a gente ensina pros nossos filhos, eles vão carregar até o último dia da vida deles, né? Então, quando nós vencemos Uma adversidade, não vencemos só por nós, vencemos pela humanidade, vencemos pelos nossos filhos, pelos nossos colegas de trabalho, pelos nossos vizinhos, vencemos por muita gente que vai ter que sofrer menos porque eu
consegui vencer isso. Portanto, se você acalenta amor cada vez mais, cada vez maior, por cada vez um grupo maior de pessoas, você vai ter uma potência que te permite enfrentar não só esses três defeitos, mas outros todos que vierem. Porque o amor é uma coisa fora do comum, né? Não sei se você já ouviu falar, já aconteceram situações assim mais de uma vez. Recentemente eu vi uma história de uma mãe que viu o filho cair no rio e ela não sabia nadar, mas o amor era tanto que ela se jogou lá no rio e salvou
o filho. Não quer nem saber, não interessa se eu sei, se eu não sei, eu vou salvar o meu filho. E com todas as dificuldades dela, ela salvou o filho dela. Ou seja, o amor nos coloca capazes De superar coisas fora do comum. Ahamé. Quando a tradição cristã lá diz que a fé remove montanhas, a fé é um tipo de amor. O amor é capaz de fazer com que a gente supere obstáculos enormes. Por quê? Tem gente atrás de mim que precisa aprender como supera este obstáculo. Tem gente atrás de mim que eu quero que
encontre essa porta já aberta. Eu não quero que sofra. Eu não quero que tenha que apanhar como eu apanhei. Portanto, eu Vou enfrentar esse obstáculo e vou sair do outro lado. E quando eu venço, muita gente à minha volta vence junto comigo, tá? Então, amor, amor à humanidade, amor a Deus. Lembrar que o nosso coração foi preparado, eu falava isso para vocês no curso, como seres humanos, nosso coração foi preparado para que toda a humanidade caiba dentro dele. 8 bilhões de seres humanos cabem aí dentro. Portanto, é o nosso dever e alargando o nosso coração,
amando cada vez mais e mais Profundamente. Por isso te dá cada vez mais razões. Quando você acorda na cama pela mãe e olha pro teto e dá aquele desânimo, diz: "Pelos demais, por aqueles que eu amo e por aqueles que eu ainda irei amar algum dia, eu vou me levantar e vou lutar, porque essa vitória não vai ser só minha". Muito obrigada, professora. Eh, tem uma pergunta aqui da Maurin que é: por que a disciplina é tão difícil para mentes criativas? A dinâmica para se ter sucesso em organização, para organizar bem a vida, né? Eh,
funciona igualmente para todas as pessoas? Com certeza. Eu não vejo como a disciplina possa ser difícil para mentes criativas. As mentes criativas é que sabem aperfeiçoar a disciplina cada vez mais. A mente criativa, ela sabe que um determinado ritmo talvez seja adequado para outra pessoa, mas não para mim. Para mim tem que ser um ritmo um pouco Mais acelerado ou um ritmo onde eu insiro determinadas atividades que outros não têm. Então ela vai sempre recriando a sua disciplina para que caiba tudo que ela necessita para subir mais um degrau. Bom, agora eu estabilizei nesse degrau,
encontrei uma disciplina que tá boa para mim, mas eu não quero ser só isso, eu quero o próximo degrau. Eu sou criativo, eu quero avançar, eu quero ir além, eu sou capaz de recriar uma disciplina adequada Para o próximo degrau que insira as coisas que eu tenho que fazer, as coisas que eu tenho que acrescentar a minha rotina, o tempo que eu tenho que dedicar coisas novas. Quando eu ensino a administração do tempo, que é um dos cursos que estão dentro desse pacote das quatro ferramentas, eu sempre digo que existe uma palavra chamada ROMEX, que
é rotina, manutenção e expansão. Rotina são aquelas coisas que são próprias da sobrevivência, comer, dormir, essas Coisas normais. Manutenção são aqueles trabalhos que você já começou e tem que dar continuidade. E expansão é aquilo que você tem que começar ainda, porque você é criativo, porque você quer sair daqui maior do que você entrou. Portanto, quando você quer expandir, a tua disciplina também expande. Disciplina tá ligada a inteligência. Portanto, uma pessoa criativa recria a sua disciplina quantas vezes for necessário, né, para que seja adequada Aquilo que ele tem que fazer. Então, Leonardo da Vin tinha uma
disciplina que era própria dele, que permitiu ele fazer tudo que ele fez, mas que era própria dele, não era igual de ninguém. Michelângelo a mesma coisa. Mozart a mesma coisa. Quando a pessoa é criativa, ela é capaz de criar uma disciplina que cabe na vida dela como uma luva. Cada vez que ela sobe um degrau, ela recria isso para que essa nova disciplina se adeque às suas novas necessidades. Agora, sempre a disciplina vai ajudá-la a avançar. Sem disciplina, ela não vai poder ousar chegar no próximo degrau. A disciplina ajuda para que ela conquiste aquele degrau
onde ela está, estabilize e possa usar e ir adiante. Sem disciplina ficamos indo e voltando, indo e voltando e não avançamos nunca. Portanto, a criatividade ela é canalizada através das portas que a disciplina abre. Sem disciplina as portas estão fechadas. Você é muito Criativo, mas não plasma nada porque está preso no meio do caos. Então fica cheio de ideias na cabeça não faz nada. E a humanidade tá cheia de pessoas assim, pessoas que se você entrasse na mente delas é um cemitério de sonhos abatidos. Por quê? Por falta de disciplina, falta de capacidade de saber
implementar isso na vida, falta de capacidade de saber pavimentar o caminho para depois caminhar. Então, se você não tem disciplina, você Não pode ser criativo. Você vai ter boas ideias que não existirão nunca. >> Muito obrigada, Lúcia. é muito esclarecedor. Eh, tem uma pergunta aqui também do Diego, ele fala assim: "Em uma sociedade que valoriza produtividade e organização, como podemos evitar que uma vida organizada se torne apenas mecânica e vazia de sentido?" Em algum momento essa organização pode nos afastar da Espontaneidade e da autenticidade? Como equilibrar isso? Olha, cuidado que essa questão da espontaneidade e
autenticidade aí é um dos muitos equívocos que a gente tem dentro da sociedade. Nós estamos aqui para crescer, para nos tornarmos mais humanos. Se você tira todos os controles, sabe o que que vai preponderar em você? instintos, impulsos, paixões. Portanto, às vezes aquilo que a gente chama de Espontaneidade é inércia, é eu animal, fazendo o que bem entende. É lógico que se nós queremos ser verdadeiramente humanos, vamos ter que pegar o cinzel e trabalhar a pedra e construir em nós esse ser humano. Se nós tirarmos todas as regras nesse momento, viramos um bicho. Porque o
que predomina em nós nesse momento é o eu animal, são os instintos, são as paixões, é a cólera, né? É o ódio que é o que mais predomina pelo mundo afora, né? Então você para Para pensar, as coisas mais belas que existiram no mundo foram resultado de uma manipulação de algo que antes era bruto. A manipulação de uma pedra gera uma estátua. A manipulação de uma tela com tinta gera um belo quadro. A manipulação de elementos da natureza gera um medicamento que salva vidas. Você vai ter que trabalhar com essa matériapra que é você mesmo
para tornar algo mais belo, mais humano, né? [limpando a garganta] E isso é Espontâneo. É porque sabe que o que é a definição de espontaneidade? Espontaneidade significa ser fiel àquilo que você é. E o que você é não é aquilo que você está agora. O que você é tá lá na frente, né? Então, uma pessoa espontânea, ela é fiel à aquilo que ela é, mas o que eu sou tá lá no horizonte. Não é isso que eu estou agora. O que eu estou agora é mais fruto do descontrole, da falta de ritmo dos meus vícios
do que Propriamente do que eu sou. Para sermos fiéis àquilo que somos, primeiro temos que encontrar aquilo que somos. Para manifestarmos aquilo que somos, primeiro temos que encontrar aquilo que somos. Senão ver a espontaneidade do animal, certo? Então, a disciplina não nos casta em absolutamente nada. Ela nos tira tudo aquilo que não é nosso, para que aquilo que resta seja realmente nosso. Ela tira tudo aquilo que é animalizante, tudo aquilo que é grosseiro, tudo aquilo que É violento, tudo aquilo que é agressivo, ela tira de nós o eu animal e deixa livre o verdadeiro eu
humano. Existe uma passagem de uma autora que eu gosto muito, que é Helena Blavatsk, que ela dizia que uma única, o único ser humano prova a existência de Deus. Assim como a existência de uma única gota d'água prova a existência do oceano. Eu sempre achei essa frase muito bonita. Em uma ocasião estava andando aqui em Brasília, numa cidade aqui Próxima, e eu vi num jardim os guichos daqueles de água e havia várias gotas d'água no chão, todas sujas de barro. Eu olhei para elas, falei: "Vamos, mas isso aí não lembra nada oí automaticamente veio uma
resposta na minha cabeça que dizia o seguinte: Não lembra porque tem um monte de coisa aí que não é água. Se você tirar tudo que não é água, o que sobrou vai lembrar o oceano. Sim, é a mesma coisa que um homem. Por que que o homem não lembra Deus? Porque tem Um monte de coisa que não é humana. Se você tirar tudo aquilo que não é humano, o que sobra lembra Deus. Sim. Então, quando nós vamos tirando aquilo que não somos nós, e isso é a disciplina que faz, vamos ficando muito mais autênticos e
aí podemos ser espontâneos. que a espontaneidade é a manifestação daquilo que somos e não daquilo que estamos nesse momento. Não é a manifestação dos nossos defeitos, é a manifestação das nossas virtudes. Portanto, é a Disciplina que vai nos permitir esculpir o nosso verdadeiro rosto e aí seremos espontâneos com o nosso verdadeiro rosto. >> Muito obrigada, professora. Eh, tem muitas perguntas aqui, eh, perguntando sobre a falta de confiança em nós mesmos, como desenvolver mais confiança em nós mesmos, como confiar mais na gente, apesar dos medos. Aí eu queria sintetizar aqui essas várias Perguntas sobre falta de
confiança em nós mesmos com a pergunta da Diane, que é sobre isso também. Ela diz o seguinte: "Eh, professora, primeiramente, o seu conhecimento me inspira muito na questão da falta de confiança, sei que ainda preciso evoluir muito, mas também sei que tenho virtudes e boas virtudes. Mas quando me deparo com pessoas que eu acredito que tenham mais conhecimento, que sejam mais bem-sucedidas, principalmente profissionalmente, ou até Que tenha apenas uma postura mais confiante, eu me diminuo, me retraio, fico sem jeito, como se eu fosse inferior. Como mudar essa visão? >> É, na verdade, aí tem uma
série de coisas misturadas, não é? que não é só falta de autoconfiança, porque se eu sou uma pintura aprendiz, se eu vejo uma pintura muito bonita, ela me inspira. Eu vou ficar olhando aquele quadro e vou tentar aprender as técnicas do pintor para poder aperfeiçoar a minha pintura. Aí de mim, se eu fosse uma aprendiz e nunca visse um quadro muito bonito, não teria referencial, né? Qualquer coisa que eu esteja fazendo, se eu vejo alguém que está melhor do que eu, que ótimo. Agora eu tenho um exemplo, eu tenho um referencial. A partir desse referencial,
eu posso melhorar aquilo que eu estou fazendo. Agora, quando eu começo a achar que uma pessoa que é melhor do que eu me incomoda, me humilha, aí tem um espírito De competição, ciúmes, talvez uma pontinha de inveja que não tem nada a ver com complexos de inferioridade. São elementos que você tem que limpar. Porque se nós temos essa admiração por aqueles que fazem as coisas bem feitas, nós achamos maravilhoso que existam essas pessoas. que significa que agora a gente tem um modelo e a partir desse modelo eu posso me inspirar e crescer, né? Agora nós
somos viciados em competição, então se Uma pessoa faz uma coisa muito boa, eu considero que ela está me superando. Eu não tô competindo com ninguém. Todos nós temos que chegar lá na frente. Vai haver alguém lá atrás que vai achar que o que eu faço é muito bom, que vai se inspirar naquilo que eu faço, eu vou me inspirar em alguém que vai mais na frente. E essa pessoa com certeza vai ter alguém mais na frente em quem ela vai se inspirar também. Por que que eu tenho que andar competindo com todo mundo? O fato
de ter Alguém sempre haverá em qualquer setor da vida que você possa imaginar alguém que faça tudo melhor do que você. Haverá melhores pais e mães, haverá melhores esposos e esposas, haverá melhores profissionais em qualquer área. E essas pessoas, que que eu faço? Eu desejo que elas tenham sorte, porque se elas caminham, elas me inspiram, elas me mostram a luz no final do túnel e eu posso crescer. E eu não estou numa corrida, nós não estamos competindo com Ninguém. Isso é uma coisa séria que a gente tem que colocar na nossa cabeça. Nas minhas aulas
eu costumo falar muito isso, que isso é um vício terrível atual. Se você chega para um amigo e diz: "Eu participei de uma maratona de rua e tirei em primeiro lugar". Ele vai dizer: "Que maravilha. Quantas pessoas tinha concorrendo? Tinha 1000 pessoas. E em que lugar elas tiraram? Todo mundo tirou em primeiro lugar, todo mundo venceu. Acabou a graça da sua vitória, Né? Ainda que a marca de tempo seja a mesma, acabou a graça da sua vitória, porque só tem gosto a vitória quando ela conquistada sobre 999 derrotados. Aí eu me ergo sobre aquela montanha
de derrotados e digo: "Eu sou bom". Isso é um vício. Nós temos que aprender a querer a vitória junto com todo mundo. Sabe quando uma pessoa no seu local de trabalho recebe uma condecoração que poderia ser sua, a gente deveria fazer um teste. Eu vou me alegrar tanto quanto Se fosse para mim. O dia que eu conseguir isso, eu vou ter resolvido um grande problema na minha vida. Nós não estamos numa corrida. Todos nós estamos aqui para colaborar uns com os outros e chegarmos todos lá no ápice da pirâmide, o máximo da condição humana. [limpando
a garganta] Estamos todos aqui. Quando a gente avança, dá referencial para quem está atrás. Agora, se a gente avança e a pessoa que tá atrás se sente humilhada porque a gente Avançou, aí é terrível, porque vão destruir todos os bons, porque os bons me humilham. Imagina uma sociedade, eu tenho que destruir todos os bons porque eles estão me humilhando. Isso é o fim da picada. Nós temos que destruir o mal e não o bem. Então, qualquer pessoa que faça qualquer coisa mais perfeita que eu, é um privilégio que eu a conheça, ela me dá um
referencial e eu posso agora seguir essa trilha e me superar e também fazer a mesma coisa por quem vem Atrás, tá? Então, cuidado que às vezes a gente interpreta como falta de autoestima uma coisa que é um espírito de competição. É algo que a gente tem que saber confrontar, assumir os linhas do espelho. É doloroso, mas a gente tem que assumir para poder superar. Muito obrigada, professora Lúcia. E pessoal, a gente já tá bem avançado aqui no nosso horário, já passamos um pouquinho, né? Mas eu vou pedir pra professora Luúcia ainda responder mais Uma última
pergunta aqui pra gente, eh, que é uma pergunta aqui da Gabriele. Gabriela, tenho 25 anos e posso estar equivocada, mas enxergo que a minha ansiedade está muito relacionada com eu querer controlar minha vida para que as coisas saiam sempre bem. É um medo de estragar o que tenho pela frente. Isso faz com que eu paralise sempre me sabotando. Como realmente confiar, praticar essa entrega que a senhora Fala? >> Olha, praticar a entrega significa confiar na vida, porque uma das coisas que a gente tem que aprender é que não se trata apenas de confiar em nós
mesmos, é confiar na vida. aquilo que diz o o estoicismo. Mais uma vez, Marco Aurélio, que foi um grande pensador históico, nada acontece ao homem que não seja próprio do homem. O que acontecer comigo no futuro vai ser próprio meu, vai fazer parte da minha necessidade de Experiência, vão ser coisas necessárias para o meu crescimento. E como eu posso me preparar para isso? fazendo o melhor em relação àquilo que a vida trouxe para mim nesse momento. O que ela trará depois será proporcional a minha capacidade de resposta. Nada acontece ao homem que não seja próprio
do homem. Se eu atiro uma bola em você e essa bola tá muito alta, ela não pega você, ela passa acima da sua cabeça. Se ela te atingiu, é porque é da tua altura. Aquilo que nos Atinge é da nossa altura. Portanto, existe como potencial latente dentro de nós a possibilidade de encontrar as respostas para isso. Mas só temos uma chance de encontrar essas respostas. Se confiamos na vida, confiamos em nós mesmos e damos o nosso melhor para aquilo que a vida nos trouxe nesse momento. Então, há que organizar determinadas coisas pro futuro. Há, tá?
aquilo que nos cabe organizar no presente, mas Ficar neurótico em relação a todos os detalhes do futuro, você acaba respondendo mal ao presente. E é como uma série escolar. Se o menino não responde bem as provas da quinta série, ele não vai passar pra sexta. Portanto, você inviabiliza o futuro quando você esvazia o presente, né? O o futuro simplesmente não vai existir, tá? Então, se eu dou o meu melhor no presente, seja o que for que o futuro traga, eu vou responder também, dando o meu melhor. Portanto, eu terei as maiores chances possíveis de enfrentar
bem esse futuro, né? >> Bom, eu queria agradecer muito, muito, muito a presença da professora Lucia Elena. Eh, a gente teve vários comentários aqui no chat, eu acho que não sei se a Lúcia tá conseguindo ver, acompanhar, mas de pessoas realmente agradecendo o minicurso, eh, mostrando que já trouxe muitos ensinamentos, muitas chaves para cada um aplicar no Cotidiano e que foi realmente muito especial e muito útil, né? Eh, pessoal, queria só 5co minutinhos só fazer uns lembretes importantes aqui para vocês dessa nossa semana de aulas, desse nosso período aqui do do minicurso, tá? Eh, primeira
coisa, só para lembrar que as aulas e elas estão disponíveis, né, todas elas, sobre procrastinação, ansiedade, falta de confiança em nós mesmos e elas vão ficar disponíveis até amanhã. Então, se você ainda não Conseguiu assistir, ainda dá tempo. E quem conseguiu assistir, se quiser assistir de novo, inclusive depois de ter refletido aqui sobre as perguntas da live, assistir novamente o conteúdo, a gente recomenda muito também, tá? realmente muito especial e muitas pessoas estão fazendo feedbacks muito positivos, né, sobre o que tem nesse nesse minicurso. Bom, a gente espera que vocês tenham gostado e que levem
realmente esses ensinamentos dessa live, Dessas dessa aula de dúvidas com vocês. E eu queria só eh rapidamente compartilhar uma novidade muito especial que a gente preparou para essa turma do curso 4D Plan Vida Organizada, que vai estar abrindo na segunda-feira, né? Eh, para quem não sabia ainda, para quem ainda não conhece o curso, a gente costuma dizer que o objetivo do curso 4 degraus é que cada aluno aprenda como dominar a própria vida para concretizar os seus sonhos, como organizar a sua Vida para isso. Então, para isso a gente eh a professora Luciane, ela ensina
nas aulas quatro ferramentas que são fundamentais, que são administração do tempo, técnicas de estudos, agenda histórica e a arte de fazer apresentações. Então são recursos que ajudam não só a organizar as tarefas, mas também a dar uma direção à própria vida. Então o que eu queria, na verdade, comentar com você de novidade sobre essa turma é que além das aulas gravadas, vai Ser uma primeira vez que a gente vai estar fazendo isso, a gente vai ter um plano de acompanhamento ao longo do ano com 11 encontros ao vivos com o mentor da turma. Então, eh,
sendo assim muito sincera, né, com com todos vocês, foi até uma pergunta que foi feita aqui, eu não li na hora, né, acho que foi da Dayane, se eu não me engano, fez a pergunta aqui no Zoom, que fala assim que tem dificuldade quando faz cursos de manter um acompanhamento. E realmente é Um dos problemas mais comuns dos cursos online, de quem faz cursos online, é essa sensação de que o conteúdo é muito bom, as aulas são muito profundas, mas que com o tempo a pessoa ela vai às vezes se perdendo porque tá se sentindo
sozinha ali no meio daquele aprendizado. Então, não sabe muito bem por onde continuar, acumula algumas aulas, fica um pouco sem tempo e aí começa a sentir que não tá aproveitando realmente o curso como poderia estar aproveitando. E A gente não quer que isso aconteça com vocês. É, é uma preocupação que a gente realmente tem, né, com os nossos alunos, uma preocupação que a professora Lucia Helena tem, que vocês realmente possam aplicar esse conteúdo na vida prática de vocês. Então, pensando nisso que a gente criou esse plano de acompanhamento, porque realmente aprender a administração do tempo,
técnicas de estudo, agenda histórica, como transmitir uma ideia para alguém, não é Só uma questão de assistir a aula, é uma questão de treinar, errar muitas vezes, ajustar, aprender, tentar de novo nas nossas experiências realmente cotidianas. Então, esses 11 encontros eles foram preparados para dar exatamente isso para vocês. A gente vai ter um encontro inicial para dar as boas-vindas, né, apresentar o método, organizar o cronograma com vocês. Vão ter quatro encontros sobre a administração do tempo com esse foco, Né, de poder aplicar aquilo que é visto no curso. Três encontros sobre técnicas de estudo, dois
encontros sobre arte de preparar apresentações e dois encontros sobre a agenda histórica. Aí em cada encontro desses, o mentor ele vai orientar o aluno, né, cada cada aluno com muita clareza sobre quais aulas assistir, estudar naquele mês, vai fazer algumas práticas ao vivo junto com o grupo, vai tirar dúvidas sobre o conteúdo que tá sendo estudado e propor Alguns exercícios simples para o cotidiano de vocês, ou seja, práticas cotidianas que podem ser aplicadas no trabalho, na família, na convivência, na vida real mesmo, que é onde tudo isso que vocês vão estar aprendendo realmente ter testado.
[limpando a garganta] Então, a ideia é que vocês não se percam no conteúdo, não deixa as aulas se acumularem, que tenha um ritmo assim possível, um acompanhamento constante de uma pessoa e muitas oportunidades para Ir treinando aquilo que vocês estão aprendendo, tá? E além desses 11 encontros com mentor, a gente também vai ter uma live especial com a professora Lucia Helena Galvão, somente fechada para esses alunos. Então, vai ser um encontro mais próximo, mais direto para aprofundar os temas. sanar as dúvidas finais que vocês possam ter e ajudar realmente a integrar tudo isso de uma
forma natural nos nossos hábitos. Essa que é a ideia. Então, a gente tem Sentido muito essa necessidade, né? A professora Lucelena tem comentado muito isso com a gente, com a equipe, essa necessidade de estar um pouco mais próximo realmente dos dos alunos. Então, realmente, se você se o que vocês estão buscando, né, isso estudar com mais consistência, se expressar melhor, fazer do tempo realmente um aliado pra gente, para organizar a nossa vida, não só entendendo teorias, mas transformando isso na prática, esse plano foi pensado Exatamente para isso, tá? E fora isso, tenho só mais uma
pequena novidade para compartilhar com vocês. Tô comentando só as novidades, né? Eh, é que essa novidade é novidade mesmo, porque nem mesmo a gente sabia na semana passada. Uma novidade agora dessa semana é que também essa turma ela vai ter um assistente de um assistente de inteligência artificial para apoiar em cada etapa do planejamento de metas dos alunos. Então, olha só, o curso de Administração do tempo da professora Luciena, ele não trata só de técnicas, né, de como fazer uma agenda, esse tipo de coisa. Também tá lá tudo isso, mas o principal é que ele
trata de como definir o nosso propósito de vida e traduzir esse propósito de vida em metas concretas, porque a maior parte do problema de tempo que a gente tem é exatamente esse, é uma falta de direção de não saber quem que a gente quer ser no final da nossa vida. Então, se a Gente não sabe para onde a gente vai, a gente começa a desperdiçar muito o nosso tempo. Então, a IA, né, esse assistente de inteligência artificial, ele vai te apoiar exatamente nisso. A ideia é que você não esteja mais sozinho diante dessa questão tão
importante pra gente, que é assim: "O que eu faço agora vai me levar onde eu quero chegar no final da vida?" Então, ele vai servir exatamente para nos ajudar com essas perguntas. Objetivamente, né? Ele vai te ajudar a Definir a direção da vida, vai fazer algumas perguntas guiadas para você poder ser conduzido para uma visão mais clara assim de quem você deseja se tornar. Então ele vai te perguntar algumas coisas até tornar essa visão realmente mais objetiva. Eh, vai te ajudar a compreender o que que são esses grandes propósitos humanos que valem a pena a
gente conquistar no final da vida. Ou seja, não só metas superficiais, mas aquilo que realmente Dá sentido à nossa vida como seres humanos e vai ajudar, que é o principal, a traduzir esses propósitos em metas concretas. metas paraa vida toda, metas que a professora Lúcia chama de metas a longo prazo, que é pensando daqui a 10 anos na nossa vida. Metas de curto prazo, que é pensando assim no final de mais um ano, e metas de curtíssimo prazo, que é pensando hoje, como é que eu traduzo isso que eu quero me tornar nas minhas Metas
de hoje, de um dia, tá? Então vai te ajudar no fundo a organizar o dia com mais coerência, de forma que aquilo que você faz hoje esteja alinhado com aquilo que você quer ser amanhã. Essa que é a ideia. Vai ajudar a evitar sobrecarga, a evitar confusão também, porque vai ajudando a simplificar, priorizar, manter o foco no essencial e principalmente superar a procrastinação, com ação mais prática. Porque se a gente transforma grandes ideias que a gente Quer conquistar em pequenos passos diários do dia a dia, essa ação de hoje, o que que é necessário fazer
hoje, fica um pouco mais claro. Então ajuda a gente também superando aí a procrastinação, né? Bom, em síntese, né? Essa a ela foi criada para realmente te ajudar a pensar com clareza sobre a direção que cada um de nós quer dar a nossa vida e transformar isso num plano real, tá? Essas eram algumas novidades que eu queria compartilhar com vocês. Eh, as Matrículas do curso, né, dos quatro degraus, elas vão ser abertas na segunda e vocês vão receber as informações por e-mail, tá? Então, podem estar atentos aí ao e-mail de vocês. Eh, se vocês quiserem
receber em primeira mão as informações da nova turma antecipadamente, né, pelo WhatsApp também, que às vezes a gente olha mais fácil, fica mais fácil, vocês podem preencher esse formulário que a gente vai colocar agora aqui no chat. a nossa Equipe vai colocar esse formulário aqui no chat para vocês. Quem preencher vai receber quando abrir as matrículas a informação já mais antecipado pelo WhatsApp. A gente recomenda que vocês preencham, você tem interesse no curso, para que possam realmente fazer a inscrição com algumas algumas eh alguns presentes especiais que a gente normalmente dá para os primeiros inscritos
também, tá bom? Então podem preencher aqui no no chat. Bom, eu Queria só convidar então a professora Luciena, só para dar algumas palavras finais aqui pra gente no nosso minicurso e agradecer a presença de todos vocês. Muito obrigada. E a professora Luciena vai dar aqui as suas palavras. Bom, quero agradecer a presença de todos, é uma oportunidade de estar com tantas pessoas online para falar sobre o nosso curso e dizer que, bom, será uma grande satisfação se estiverem conosco no curso das quatro chaves. Mas se esse Não é o momento, se não vai ser possível
para você, eu espero que esse nosso pequeno curso faça diferença, possa fazer com que você encare a vida de uma maneira diferente, tenha objetividade, saiba onde você quer chegar e que essas ferramentas realmente possam te ajudar a crescer, porque no final das contas é isso que mais importa em tudo, que a gente seja fator de soma, que através do nosso trabalho as pessoas possam se beneficiar. No fundo, nós, toda a Humanidade somos um só. Somos uma grande família e se o nosso trabalho beneficia as pessoas, isso é mais do que suficiente para que a gente
seja feliz. Então eu desejo para vocês muito crescimento e que possam usar essas ferramentas, que elas sejam realmente práticas e tragam resultados na vida de vocês. Um grande abraço a todos.