Senhor Ederlan, bom dia. Nós vamos dar início a ao depoimento do senhor. É o chamado interrogatório. Eu sei que o senhor já prestou depoimentos em outras ocasiões antes. Eh, o depoimento não é obrigatório. é obrigatório que se franqueie a oportunidade, ou seja, se faculte a possibilidade de a pessoa prestar o seu depoimento, que quando se trata da pessoa acionada se chama interrogatória. Mas justamente por não ser obrigatório, o senhor não é obrigado a responder nenhuma das perguntas que lhe serão feitas aqui. também, por outro lado, o senhor tem o direito de se fazer ouvir nesse
salão e expor a sua própria versão, a sua própria verdade para esse caso. O primeiro passo do interrogatório é a leitura da acusação, mas eu vou me abster de fazer essa leitura se o senhor tiver de acordo, porque eh a Defesa, os senhores já estão sabendo muito bem do que trata o caso, >> né? O caso trata da morte da senora Sara Freitas. Sou Mariana, sua ex-esposa. Ah, e o senhor está sendo acusado juntamente com os outros dois de ter participação nisso. Ah, então, reforçando o direito que o senhor tem de não responder a pergunta
e de não apresentar nenhuma narrativa, eu lhe questiono. Essa acusação de o Senhor ter envolvimento como mandante na morte de senhora Sara, ela é verdadeira? Não. Certo. Tem algo que o senhor queira explicar desse acontecimento da morte dela para nós? Desde quando começou todo esse pesadelo que eu tenho sofrido muito porque eu perdi a mulher que eu amava. >> Senhoras, senão não. De modo algum, de modo algum. Toda segunda-feira e eu eu eu eu só um instante, só um instante. Olha, vejam só, não pode acontecer isso. Não pode acontecer isso. Se houver qualquer outra manifestação,
eu vou pedir que os oficerem quem está se manifestando. Se houver qualquer outra manifestação, eu vou pedir para que a pessoa seja removida da sala. manifestação. >> Coloca na ata pra gente lembrar. Eu, doutor, agora eu vou abrir o inquérito para identificar quem foi. >> Como é que, Doutor? Eu vou abrir uma inquirição agora, doutor, às 7 horas da noite. Foi você? Não, não foi você. Todo mundo fica calado. Não foi uma só pessoa que fez, ó. Foram várias. Algumas pessoas estão aqui na sua primeira sessão de julgamento. Algumas pessoas estão envolvidas emocionalmente e é
uma primeira manifestação. Nós temos Que advertir. Então, desculpe, senhor Darlan, nós vamos ouvir o senhor com calma. O senhor não não precisa ficar angustiado. Então, por gentileza, senhor dizendo que a mulher que amava, que eu seamava foi >> por mais que aqui tenha pessoas vividas e experientes e muito mais experientes do que um rapaz que vai fazer 41 anos de idade, vocês, por mais experiente que sejam, tem uma parte no na vida do ser humano Que só Deus conhece, que é o coração. [ __ ] Eu tenho 2 anos e 5 meses na cadeia pública,
no mesmo pavilhão e raio dos outros réus. Tenho sofrido opressão e repreensão desde quando cheguei. Humilhação de guardas, de alimentação, de agente penitenciário. >> Só para não perder o foco. O senhor tem sofrido ameaça dos outros dois réus, Wesley e Victor? >> Não. >> Ah, dos dos presos. Eu sofro repreensão na na cadeia desde quando eu cheguei por por tipo de ameaça. Toda segunda-feira meu pai vai na cadeia pública, vai me visitar. Quando vai meu pai, vai minha mãe. E só minha filha tem nas mãos as cartas que toda segunda-feira eu envio cartas dizendo quanto
eu tenho saudade da minha filha, da minha vida e da minha esposa. Eu sonho com Sara quase todo dia eu eu sonho com Sara. Sara, eu saí de casa para viver com Sara. Eu nunca saí de casa para ver como lá nenhum na vida. Eu nunca fui desde os 13 anos de idade que eu tô na igreja, meus pais não são evangélicos. Eu nunca tive um pai, uma mãe para dizer: "Vá pra igreja". Eu vim de um bairro muito perigoso chamado Palestina, mas nos 13 anos de idade Deus me chamou para servir a ele. E
eu vivi o tempo todo na casa dos meus pais, com minha família. Até que eu fui levar uma pregação, fui Fui pregar em Fortaleza, conheci Sara, passamos a ter um relacionamento, vivemos, tivemos uma filha, casamos, congregamos, eu tinha o meu ministério de pastorear, inclusive eu tinha dito a Deus que eu nunca mais eu ia pastorear por causa da do mal que tinha acontecido na minha vida. Eu disse a Deus que nunca mais eu ia ser o pastor na minha vida, porque eu tomava conta de igreja. Cheguei na cadeia pública há 2 anos, 5 meses. Hoje,
Pela misericórdia de Deus, eu sou pastor do raio 3, da cadeia pública de Salvador. Com quase 200 presos, eu sou pastor do raio. Isso não é mérito humano. Isso é o que Deus faz. Eu eu nunca pedi para ser nada. Só Deus sabe toda segunda-feira quando eu escrevo uma carta para minha filha e digo quando eu tenho saudade dela e saudade da minha esposa. Eu saí de casa para viver, para morar com Sara. Sara era mulher da minha vida. Eu fiz de tudo. Fiz. Sara nunca botou uma um um prego na barra de sabão que
eu nunca deixei. Meu pai disse: "É, sua mãe nunca trabalhou fora. Eu segui o segmento que meu pai me ensinou. Nunca deixei minha mãe trabalhar fora. Eu sustentava em tudo. A empresa era minha, TV Shalom. Eu comecei de baixo, comecei lutando, comecei trabalhando, fui sustentando a casa. Como realmente foi dito aqui, o primeiro ano de que eu trouxe ela para Salvador, Mori na casa do meu pai porque não tinha para onde ir, até que meu pai me me concedeu uma casinha, fui morar lá, saímos, fom morar de aluguel, eu trabalhava na MAP de segurança. Aí
juntei um dinheiro, trabalhei quase 6 anos na MAP, saí da MAP, peguei tudo que eu tinha de dinheiro, comprei os equipamentos e abri a TV Chalum e comecei a trabalhar e sustentar casa. Ganhava, ganhava bem. Minha renda era de quase R$ 7.000 Todo mês, só com YouTube, fora o dinheiro que os clientes me pagava de gravação. Eu pagava um consórcio para ela, não era o consórcio dela. Eu eu pagava eu pagava um consórcio para ela. Meu sonho era dar um carro de presente a ela. Eu fazia de tudo por aquela mulher, de tudo, de tudo,
de tudo. Eu lembro que 12 de outubro de 12 de outubro de de 12 dia das crianças de de 2023. Só é porque vocês não estão Autorizando que minha filha venha poder pôr aqui, porque eu mesmo faria as perguntas a ela. Eu eu acordei de manhã, peguei minha filha, saí no no bairro de Valéria, antes de morava em Valéria, saí na padaria, no açogue, na na nos armazém que fica dando bolsa, fica dando doce. salgadinho, pirulito, peguei minha filha sair. Quando a gente chegou em casa, era era umas umas 2 horas da tarde. Melhou pra
mãe e perguntou a mãe: "Mãe, essa m De presente?" A mãe disse: "Você vai ganhar brinquedo no inferno". Eu fiquei muito triste. Eu disse: "Sara, não fale isso não, porque a gente só tem mel. Mel é tudo que a gente tem. Tudo que a gente tem é mel. Eu não vou dizer que eu faria tudo, porque eu nunca arranquei uma vida na minha vida. Realmente enrolou esse inquérito comigo em Fortaleza na em uma casa que tinha mais de cinco pessoas. Houve muita mentira aqui. Tinha mais de Cinco pessoas na casa aonde todo mundo foi indiciado
e disseram e falaram aqui hoje que eu que tinha roubado o dinheiro. Que dinheiro eu roubei? Revistaram tudo meu, olharam tudo meu, fui pra delegacia, prestei depoimento, eu não tinha nada, eu vivia de pregação. E eu tô aqui hoje para resolver a minha vida e tudo que perguntar eu vou responder. Eu não tenho, eu não tenho nada a negar, não tenho nada a esconder. O senhor em alguma ocasião ficou sabendo de que ela teria tido um relacionamento extraconjugal? Em 2020, 2022, maio de 2022, foi a primeira traição de Sara. Ela tava se movendo com dois
homens e eu perdoei ela. Ela tava se esta movendo com o policial da Rondespença. Não tô, inclusive, ela tá mexendo na unha, não tá? É porque ela tá com cabeça baixa. Ele pensou que a senhora tava Dormindo. É porque ela tá baixada assim, não tá dormindo. >> Ela começou a se envolver com um policial da rond de Valença, a qual eu tive muito medo. Minha filha é testemunha desse policial. Minha filha é testemunha. Depois ela começou a sevolver com esse tal de Elico. Eu perdoei ela. Ela disse que não ia mais viver com ele. Eu
disse que ela era tudo para mim. >> Aconteceu sem querer interromper o Senhor Castos teria sido o segundo, o primeiro teria sido um policial de Valéria. Valência >> em relação de Valência. Desculpem. de Valéria? E esse em algum desses dois casos o senhor ficou sabendo através de espelhamento do WhatsApp dela? >> Os dois casos, um algum dos dois, em algum momento fiquei ela mandou mensagem pra mãe dela de madrugada, mandava e apagava. Mandava e apagava. >> Mas o senhor tinha espelhado já? >> Não, antes ela mandava e apagava. Aí eu achava estranho. Ela mandava. Aí
quando ela sai assim olhar o celular, mensagem apagada. >> Como é que o senhor Como é que o senhor sabia que ela tinha apagado, senhor? Fica mostrando apagado quando >> não, mas aí o senhor pegava o próprio aparelho dela. Eu sen sabia a senha. >> Ela era do meu e do dela. A gente não tinha o jogo fechado, não. Era tudo aberto. >> Ah, todo mundo. Tá. Podia abrir o comp. >> Aí o senhor olhava e via mensagem enviada, mensagem apagada pra mãe. Pra mãe. Aí eu dizia Sara tá armando alguma coisa. Sora que ela
tá armando. Aí eu peguei realmente e peguei, espelhei o celular dela para ver o que tinha acontecido. Foi que o rei descobri que ela tava que ela que ela na verdade não tinha deixado de ter um caso com elicácio. >> Ela passou a viver com ele nas encubada Escondido de mim. E eu disse: "Sara, deixa esse homem e vamos viver nossa vida. Deixa esse homem, vamos viver nossa vida". E ela disse: "Não, já deixei ele, já deixei ele". Eu dizia: "Se você não quiser mais, a gente termina, mas a gente não vai viver desse jeito.
Você é tudo para mim, eu lhe amo, mas a gente não vai viver desse jeito. Se você não quer, você diz que a gente se resolve nossa vida." Ela diz: "Não, eu quero viver aqui. Você me ajuda. Eu Produzia ela, eu gravava os vídeos dela. Minha vida era só pra família. Eu não tinha, eu não tinha outra vida. >> E então ela terminou com ele, como foi? Eu eu consegui o contato dele, entrei em contato com ele e ele disse que ele que ia largar ela porque ela vivia aos pés dele. Eu tenho aí eu
tenho um print. Ele dizendo que ela saía com ele para beber. Os print tá tudo, tá tá tudo na m advogado. Print ela dizendo que sai com Ele para beber. Ela ela dizendo que pegava remédio, dopava minha dopava água, pegava remédio de azepão, botava na água para eu ficar para eu dormir, para poder ficar falando com ele. Marcou, mandou a mensagem para ele pedindo para ele me matar. Ele disse que ia me matar. Eu fiquei perturbado, comecei >> o próprio >> o próprio eu tenho esses print tá tudo na mão da minha família, na mão
do Advogado, tá espalado por aí esse esses print tudo. Ela pedindo para ele me matar para ficar com a casa, para ficar com o consórcio. Disse que ia pegar minha filha, ia deixar minha filha no Maranhão com a avó e ia assumir com ele. Eu dizia: "Não faça uma coisa dessa". Aí foi que eu comecei a desabafar meus problemas, desabafar meus problemas com o pastor na igreja, pedindo ajuda de oração com quem? os pastor da igreja. >> Tem nome. Eu quero saber o Wesley e o Vitor. >> E não, o Vitor não conhecia não. Eu
vi conhecer Vitor no COP. Eu eu vi >> quando já tava preso. >> Quem? >> Quando o senhor estava preso >> isso eu vi eu vi >> o CP é o centro de observação penal lá na Mata Escura em Salvador, né? O COP. >> Isso. Cópia. Isso nunca comecei aí não. Aí eu comecei a me desabafar com o bispo Zad por ele ser bispo, uma pessoa acima eclesiasticamente comecei a desabafar, contar meus problemas. >> Ele congregava na mesma igreja que o senhor? >> Não, ele eu eu morava em Valéria, ele ele morava em Camacari. >>
Como é que o senhor conheceu ele? Desculpe ele perguntar isso. >> Ele me contratou para eu fazer a gravação do DVD dele há alguns anos atrás, uns 5 se anos atrás. >> Pode continuar. Aí o senhor terminou desabafando com ele. >> Desabafei com ele. Ele falou que era pra gente orar, fazer campanha, que Deus ia restaurar minha família. >> Quando quando o senhor desabafou, quer dizer que o senhor contou dos relacionamentos dela? >> Contei dos relacionamentos. Falei da ameaça que eu tava sendo ameaçado. Falei dos problemas, falei tudo tava acontecendo. Ele me aconselhou a gente
Orar, buscar. Eu falei que não tava aguentando mais. Até que então que ele falou assim, rapaz, o único jeito é pim no seu sofrimento. Eu falei: "O qu? Eu posso até perder minha esposa para outro homem, mas eu só não posso perder ela paraa morte. Mas o que puder acontecer para eu poder viver em paz, ter paz na minha vida, eu quero ter paz na minha vida." Mas até hoje ele nunca me confessou que fez um mal a ela. Eu não sei, eu não tô Aqui para dizer quem fez o mal minha mulher porque eu
não tava presente, eu não vi, eu não tenho áudio, eu não tenho vídeo, eu não tenho uma gravação, eu não tenho um depoimento, eu não tenho nada que eu possa dizer que foi que fez. Eu >> entendi. Mas assim, só voltando para não perder a ordem cronológica, então o senhor vai e desabafa com ele. Aí ele fala: "Seu jeito, o jeito é eh eh desculpa, eu se usou a palavra, mas não importa". Eh, e aí o senhor falou com Ele isso e de repente ela sumiu. Como foi isso? Não, aí ela marcou uma agenda para
Dias d'Ágala. Ia ter uma uma festa em alguma igreja, ela ia cantar. >> O senhor sabia que festa era essa? >> Era alguma coisa, eu não lembro agora direito, não. É >> do dia das mulheres, >> da mulher, alguma coisa da mulher. O senhor ficou sabendo dessa desse Dessa agenda dela como >> com não porque ela tinha um caderninho com o nome das agendas tudo para onde ela ia, >> certo? Pode continuar. >> E ela me contava alguns lugares que ela ia. Quando >> foi aí que eu vim saber que me que que minha filha
me disse: "Meu pai, quando a gente sai, eu, o senhor e a mamãe, a gente chama um carro, a gente chama um aplicativo e sai." Mas quando sai a Mamãe, o Elicá que tá vindo buscar ele, mamãe em casa. El CO >> isso disz que ia buscar elas na Valéria. Inclusive Mel, Mel que eu falei minha filha Esmeralda, Mel disse que eles andaram de mão dada no shopping. Ela gravou vídeo para me mostrar, mas aí a mãe disse que se ela me mostrasse que ia quebrar as pernas dela, ela apagou. T depoimento que ela contou
em vídeo aí que ela fez esse vídeo que ela ia me ela ia me contar Num em um dos últimos finais de semana que a gente antes dela morrer, a gente foi pro shopping para assistir o filme A Freira do Quando a gente acabou de assistir o filme de noite que a gente voltou para casa, que eu cheguei em casa, eu eu eu tomava remédio, tomo remédio de pressão que eu sou hipertenso, meu remédio tinha acabado. Aí eu subi no lago da Valéria para poder comprar meu remédio de pressão. Quando eu tô voltando para casa,
que eu tô Descendo na ladeira, tô vendo minha filha na faranda de casa dizendo: "O papai chegou, papai chegou, papai chegou". Aí eu achei aquilo estranho, minha filha não era de fazer aquilo. Quando minha filha falou, quando papai chegou que eu entrei, que a mãe foi pro quarto, ela falou: "Mamãe que mandou dar um aviso quando o senhor tava chegando para ela avisar ela que o papai chegou para ela desligar o celular, que ela tava falando com elico, que a mamãe tem Dois celular, que ela tinha dois aparelhos. Ela tinha um aparelho que ela levava
pra agenda e um aparelho que ela deixava em casa. Inclusive esse aparelho que ela deixava em casa foi o aparelho que tinha várias notificação, que tinha os prints, tinha vídeo dela com elica, tinha vídeo pornográfico. Foi aí que eu peguei e levei esse aparelho para poder limpar o aparelho. >> Mas não fale sobre eu desculpe sobre o aparelho agora só pra gente não perder o Fio da meada. >> Ela tinha dois aparelhos então >> tinha dois aparelhos. Um levava pra agenda, um ela deixava em casa. Pronto. A gente já sabe quees o que tinha coisas,
como ela tinha medo de roubo, ela deixava o iPhone em casa. >> Perfeito. Eh, eh, aí ela teve essa agenda em Dias Dávila. O senhor não participou dessa agenda? >> Eu eu ia, eu não ia em todos não, porque Eu ficava, no estúdio editando vídeo. >> E quem foi que ficou de levar ela? Aí ela ela pegou o contato de Gideão, que foi buscar. >> O senhor conhecia Gideão? Não, já tinha visto ele umas duas vezes tocando. Algumas vezes que eu fui gravar, mas nunca não dei nem a paz do senhor, nunca peguei nem na
mão. >> Foi ela mesma que arrumou, >> ela mesmo que agendou. Ele, ela mesmo que ligou, ela >> ele passou o localizador, ela, ela passou a localização da casa para ele, ele veio buscar ela e o contato foi entre ele, >> foi entre eles dois mesmo, >> certo? >> E depois o que que acontece de relevante? Ela sai e não volta, certo? E aí o que é que acontece? Aí eu fico preocupado, mando mensagem para vários pastores de Dávida, de Camaçari, procurando saber o que fazer. Liguei Para um amigo meu que é policial militar chamado
Ael. Falei: "Ael, Sara saiu ontem, não voltou até agora, o que é que eu faço?" Ele diz: "Espere 24 horas, vá no DHPP e dê uma queixa de sumisso e tente entrar em contato com várias pessoas." Isso era que horas da noite? Não, isso foi de Não, eu falei com ele de manhã, já foi no outro dia de manhã, porque ela ela saiu de casa era umas 8 horas da noite, 7:30 para 8 hor da noite. Em algum momento Antes desse momento, eu tô fazendo isso porque eu tô tentando colocar o tempo na ordem certo.
>> É natural que a pessoa avance de acordo com cada informação, junta, puxa outra. Mas eu tô tentando trazer pra história. Naquela noite que ela saiu, em determinado momento, o chamado bispo Zadoc foi paraa casa do senhor. >> Não, o senhor não encontrou. Eu me lembre não Naquela noite não consta do processo. Eu vou lhe antecipar o senhor já sabe. Mas porque o senhor mesmo falou que vai responder a tudo e a gente Esse é o lugar do esclarecimento da verdade. >> O ser humano não tem o dom da >> da da onisciência. Então, é
através de quees de signos linguísticos, através da fala que a gente se entende. Então, eu vou trazer algumas coisas que foram faladas para que o senhor tenha a oportunidade de comentar. Falou-se aqui, o senhor próprio está atribuído ao senhor que o senhor disse que o bispo Zadoc, o o Wesley, apareceu naquela noite a bordo do veículo, era um um livina branco e teria dito acabei com seu sofrimento ou acabei com sua dor que eu me lembro, ele não teve lá não. que eu tenho recordação. Não. Perfeito. Então, no dia voltemos ao dia seguinte. No dia
seguinte o senhor eh aí esse Amigo lhe dá um 24 me orientou porque ele falou que se eu fosse antes de 24 horas que eles não iam pegar, eles não iam fazer o boletim de ocorrência, >> certo? Aí eu esperei dar 24 hor, fui no no DPP, não quiseram me atender não, que eu esperei 24 horas da noite, ela ela ela ela sai 8 horas da noite, quando deu umas 9:10 da noite do dia seguinte, eu fui no DKPP de noite. Cheguei lá, falei: "Ô, minha esposa sumiu, eu tô procurando minha esposa, ela saiu, não
votou". Eles Falaram: "Vem aqui amanhã para poder prestar um boletim de ocorrência". Só que antes de você vir amanhã, você vai nos hospitais, você vai no Nina, você vai na na nas emergência, você procura em todos os lugares para depois você prestar uma certo? O senhor ouviu aqui e essa é a razão de as pessoas que são acusadas de qualquer crime terem o direito chamado direito de presença ou de assistência. Quer dizer, Ouvir tudo que é falado que pode lhe afetar. O senhor ouviu aqui duas pessoas dar o depoimento de que o senhor em determinado
momento levou o aparelho. O senhor já até antecipou o tema, levou uma um aparelho lá. >> Isso. Levei. >> Pronto. Que dia foi que o senhor levou esse aparelho? >> Não tô me recordando o dia. Não, >> de noite ela vai e não aparece. >> Isso. >> Ela ainda, ela passou uns dois ou três dias desaparecida, mais ou menos. >> Não, uns três dias. >> Uns três dias. >> Foi no dia seguinte. No dia seguinte, a primeira coisa que vio na minha mente quando >> o desaparecimento dela, >> quando eu quando eu tentei vários contatos,
liguei para vários pastores de Dias Dávida, de Camaçari, ninguém falou nada, só veio uma coisa na minha mente, Ela fugiu com elicácio. >> Então o senhor não tinha nem dado queixa na polícia que não tinha feito 24 horas >> ainda não. >> Perfeito. >> Na minha mente só tinha isso. Ela ela fugiu com amante. Fugiu com amante, largou eu e minha filha em casa, largou tudo e fugiu com amante. Só isso passava na minha mente. >> Mas o senhor não acompanhava tudo que ela falava pelo WhatsApp? Não, mas ela Desconectou. Quando >> ah ela desconectou,
>> ela ela ela ela procurou algum amigo e falou que tava acontecendo. Foi talvez esse amigo que a mãe dela falou que era um amigo homossexual. Aí ele falou com ela, ensinou ela que vai no ela e ela ia no próprio aparelho e desconectava. Isso já não tava mais não tava tendo mais essa essa possibilidade de acompanhar o que ela fazia. >> Eh, aí o senhor Pronto. De onde é que surge? Por que surge a ideia de o senhor pegar esse aparelho que o senhor pegou? É o que tava em casa. >> É o que
tava em casa. >> Aí o senhor foi foi levar ele para onde? Tinha vários vídeos dela com ele, Cásio. Aí eu tentei apagar os vídeos e os vídeos não não Porve essa ideia. Ela tava desaparecida. Eli Cásio podia ter fugido com ela. Por que o senhor ia apagar os vídeos? Porque não queria de Maneira nenhuma. Independe de qualquer coisa, eu manchar a imagem dela. >> Certo. Certo. >> Nem para minha nem para minha filha ver esses esses vídeos que tinha que tinha no celular. Eu podia deixar o celular de vacilo, minha filha veio. Então meu
intuito era apagar todos os vídeos que tinha dela com ele. Aí eu apagava, mas ia pra lixeira, eu tentava apagar da lixeira, os vídeos voltava, aí eu não sabia o que fazer. Aí peguei, levei lá, Pedi pro rapaz limpar o aparelho todo para tirar todo o conteúdo que tinha no celular do que tava em casa. L pergunto isso porque isso vai ser falado aqui e eu já permito que o senhor possa eh abordar esse tema. O que se o que se diz aqui, o que o senhor teria dito antes é que foi o bispo Zadela
noite que lhe entregou o celular e disse: "Acabei com seu sofrimento e o senhor teria ficado com medo dele, surpreendido que o senhor nunca pediu Para ele fazer nada. O senhor teria ficado com medo dele e por isso o senhor teria ido apagar o celular dela. Vai se comentar isso aqui em algum momento que está sendo atribuído à fala do senhor. >> Aconteceu isso? Não. Perfeito. >> Então esse celular que o senhor levou para pagar era o segundo celular dela, >> o que ficava em casa. >> Não era o que estava na portando que ela
levava. Não é o que ela leva. Não é o que ela levava pra gente. Era tá do IPhone 13. >> Eu não lembro. Eu não sei. Eu sei que era iPhone. >> Era verde >> preto, eu acho. Preto escuro. Verde ou era verde esc? aqui verde, mas já tem algum tempo, a gente não precisa focar muito nessa questão. Aí o senhor leva, na verdade, a ideia do senhor era apagar imagens que comprometessem ela, a imagem dela, principalmente minha filha poderia pegar o celular e ver os vídeos Pornográficos que tinha dela tendo relação com esse amante
dela. Mas aí quando o senhor chega lá, o senhor não pede para pagar só os vídeos, o senhor pede para eliminar toda a conta dela. >> Não, porque se fosse pedir para pagar os vídeos, o rapaz da da da L House ia vir a ver os vídeos. De qualquer forma, eu ia acabar manchando a imagem dela. >> Ele fez o que o senhor queria. Ele limpou o celular, >> ele falou que é como se eu f como se deixasse de fábrica, não é isso? Ele falou que quando terminou de fazer ele entregar já foi de
noite. Foi isso mesmo? >> Pronto. E o senhor fez o que com esse celular? Deixei em casa no estúdio junto com os computador, com tudo que a polícia levou. >> Então a polícia prendeu esse celular? >> Acredito que sim. Junto com os computadores. Não deu esse celular esse Rapaz que era queimado lá no bairro para ele dar fim no celular. Não, é porque isso tá atribuído também ao senhor. >> Uhum. >> Perfeitamente. Pode continuar. Aí o senhor, voltando então no tempo, o senhor está eh o senhor apagou o celular, ela ainda estava ainda no período
de menos de 24 horas desaparecida. O senhor finalmente naquela noite o senhor deu ou só esperou o dia seguinte para dar queixa? >> Eu esperei no dia, para 24 horas certinho, no dia seguinte para dar queixa. >> Foi de manhã. E aí o que o senhor deu? Fui de noite. >> Ah, o senhor ainda foi na mesma noite, ou seja, no dia seguinte de noite, >> noite, na noite seguinte eu fui da queixa. >> Pronto. 24 horas mesmo, 7:30 da noite, mais ou menos. Aí o senhor deu sua queixa. Isso. >> Certo. E então >>
eles não aceitaram, falaram que era apoio no dia seguinte, >> tá? E aí? Aí eu fui e prestei a queixa no sumo dela, foi que já tava toda a reportagem lá, todo mundo já, porque quando cheguei em casa, eu cheguei no Instagram de noite, disse: "Gente, minha mente p sumiu, quem tem informação me mande, fale comigo". Aí foi que se espalhou tudo. Aí no dia seguinte, quando eu fui da queixa, já tava a Televisão lá tudo esperando. Peguei lá, dei o depoimento, expliquei tudo que aconteceu, tudo certinho. O delegado do DHPP pediu meu aparelho celular,
perguntou se eu ia entregar de forma voluntária ou se era preciso abrir um boletim para poder pegar o meu celular. Eu entreguei de livre espontânea à vontade no meu celular, o meu celular, o meu aparelho. Entreguei na mão do delegado, o DHPP de Salvador. Já fiquei sem aparelho aí. Certo. Pode continuar pela memória do senhor, para aí. Aí contei todos os problemas para ele. Quando foi na sexta-feira, esse mesmo policial que me que me deu uma dica, me ligou e disse: "Éder". Ele me chama de Éder, ele disse: "Éder". Marcelo Castro disse que encontrou um
corpo carbonizado de uma mulher em Dias Dávila. "Você quer ir para saber se é o corpo da sua mulher?" Eu falei lógico que eu quero que eu quero saber se Acontecer alguma coisa com ela, se porque já já acho que passava um car de coisa pela minha mente, morte, sumisso que fugiu, passava tudo pela minha mente. Várias pessoas me mandando mensagem, várias pessoas dizendo que tinha acontecido >> até essa ligação que o senhor recebeu do policial mencionando que Marcelo Castro, o repórter tinha encontrado o corpo carbonizado de sua esposa. O senhor teve contato com o
bispo Zadoc? >> Não. >> Nem se falaram para nada? >> Não. >> Pode continuar. Não tem não. Aí bom, o senhor recebe então essa notícia fatídica que teria sido encontrado um corpo e o senhor é chamado então a ir lá. >> Isso >> aqui a vir na verdade né? >> Aqui a aqui aind. Como eu não eu não sabia de nada, você não sabia o que tava Acontecendo. Ele entrei no carro dele, tinha vários homens armados dentro do carro dele. Quem? Do policial >> do não, de Marcelo Castro. >> Ah, o senhor veio com Marcelo
Castro? >> Ele foi na Palestina me buscar de carro. Certo. Continue. >> Para me tem um vídeo para me levar até o local, porque eu não sabia, eu não sabia onde estava o corpo, tá? >> E quando chegou aqui tinha polícia já? >> Quando eu cheguei aqui já tinha um Caminho aberto dentro do mato, umas duas ou três viaturas assim, fazendo um V assim e vários policiais em volta dentro do mato, saindo um pouco de fumaça e vários policiais, uns 10 ou 12 ou 15 policiais em volta fazendo a meia lua. Aí ele falou: "É
aí". Aí eu peguei, fui entrando para ver quando cheguei lá que eu olhei pela aliança e pelo e pelo anel eu reconheci que era o corpo dela. Um anel e uma aliança que eu tinha dado a ela. Aí o policial pegou falou que era para eu confirmar que era ela e na delegacia. eramas 5 hor da tarde, quando chegou na delegacia, me botaram numa sala, aí começou um show de terror, começou as ameaças que era para eu assumir, ele dizendo que eu era drogado, que eu usava droga, que eu gerenciava boca de de de droga
em Valera, que eu era traficante, que ia cortar meu cabelo com faca, que ia me matar, começaram a me enforcar, começaram a me bater. O delegado falou Assim, ó: "Eu vou sair da sala para beber água, vou deixar você com os dois policiais e quando eu voltar eu quero que você fale exatamente o que eu quero ouvir." A única coisa que eu fiz foi pensar em inventar alguma história para parar de apoiar, porque um policial grandão tinha um barbudo, um branco ficava me batendo e um negão grandão me garguelando, o outro me batendo, dizendo: "Fala
a verdade, vou lhe matar e puxar uma faca que tinha, vou cortar Seu cabelo." Cortaram as, eu tava com uma caminha caminha social vermelha, cortaram as mangas na câa social com a faca, arrancaram minha calça, cortaram as pernas da minha calça com a faca. Vou agora vou vou cortar todo você. Fale, fale. Porque você matou ela? Eu falei, eu não matei não. Fale porque você matou. O delegado falou: "Esse caso é o caso que vai me promover. Eu vou me vou me promover em cima da sua história." Aí quando foi umas 11 horas da noite,
aí me Levaram no Nina. Aí eu chego Nina para olhar assim, o tia Marcas, o rapaz que que que faz o exame de longe assim na como tá eu, o senhor olhou assim, mandou dar um giro e liberou, não olhou nada. Aí eu voltei pra delegacia, eu não sei se foi na noite que eu fui preso ou foi na noite, ou foi na noite interior, eu ouvi a voz do Dr. Otto chegar lá chamando meu nome, os policiais, ele me botaram numa numa cela bem no fundo da delegacia. Eu Escutei a voz do Dr. me
procurando por Éderlan e ele disseram: "Ederlan não tá aqui". Com do uns dois dias depois foi que eles foi que o outro veio me achar na delegacia, mas Dr. chegou lá para colher meu depoimento junto com eles. Eles não deixaram. Eu ouvi a voz do Dr. me procurando, eles não deixaram. Disseram que eu não estava lá. Eh, aí eu vi que a única forma de de de parar de apanhar um rapaz que nunca nos envolveu com crime, dei uns 13 anos de Idade na igreja, nunca fui no tráfego, nunca fui de beber álcool. Falaram que
eu ouvi falar dizendo que eu tava bebendo álcool. Procura ver se tem uma foto. Pergunta minha filha se um dia ela já viu uma lata de cerveja dentro de casa, se já me viu com a lata de cerveja na mão. Pergunte, chama minha filha aqui, pergunta a minha filha se alguma vez ela já me viu tomando uma um gole de cachaça, uma lata de cerveja na mão, se ela já me viu com bafo, se ela já me viu Bêbado, se ela já me viu zonzano. Pergunta minha filha se ela já viu isso alguma vez de
casa ou em qualquer outro lugar. Pergunta ela se alguma novela ela já viu eu tomando algum champanhe. Pergunte se algum se algum Natal ela já viu tomando algum cá, algum cálice de vinho. Pergunte se ela já viu eu agredindo a mãe dela, xingando, brigando. Pelo contrário, quem para ir em casa era eu. Pergunta agora, agora pergunte à minha Filha se eu tô mentindo. Que para em casa era eu. >> Eu lembro que eu eu eu eu lembro que teve um dia que ela deu uma surra de colher quente em mel com colher de miojo. Ela
botou mel para lavar os pratos. Minha minha filha tinha uns 8 9 anos de idade. A minha não sabia lavar prato direito não. Aí quando ela olhou os pratos tava tudo mal lavado. Ela tava fazendo o miojo. Com a colher do miojo quente, ela começou a dar uma sur meu. Eu falei: "Não bata na menina desse jeito não, rapaz. Não faça isso com a menina não". Aí ela vinha para cima de mim me xingando, me esculhambando, brigando comigo. Eu tenho um print de alicácio dizendo que quando ela bebia com ele, ela ficava mais safadinha. Tem
print horroroso e várias coisas que ela fazia com ele, para onde ela ia com ele. Ele falou comigo por telefone que levava ela pro motel. Ela chegou em casa, eu falei assim: "Rapaz, Elicon me ligou, disse que tava com você no hotel, você é louca, como é que você tem, você tem coragem de ter relação com o rapaz? Você, você pelo menos se precavu para trazer doença para dentro de casa?" Ela disse, "Eu tenho um print dele mandando ele falando com ela que não queria que ela engravidasse dele. Se tiver esse print, pode botar esse
print na tela para todo mundo ver aí por essa informação. Eu tô sendo acusado de muita coisa até Hoje, mas nunca ninguém parou para me ouvir, para saber da minha boca a verdade. Chegar na rede social, na imprensa, na mídia para falar isso, isso, aquilo, é fácil. Agora quero ver parar me ouvir, saber da verdade, saber de mim. Porque pegaram o clipe da minha da minha final esposa para botar na internet, para passar na Band, para passar no programa de televisão, porque são pessoas envolvidas com política, querem voto, Porque nunca pararam para saber se minha
filha tava precisando de uma roupa, se minha filha tava precisando de um pagamento de escola, se minha filha tava precisando de um prato de comida, porque minha filha não dá voto a ninguém, ninguém nunca se interessou para ajudar minha filha. Entendo. Eh, na sequência desses acontecimentos, em determinado momento, o senhor terminou sendo preso. >> Aí me deram voz de prisão, disseram que eu tava disseram disseram que eu tava preso por ter matado. Só retomando. Voltando, o senhor foi preso, sofreu agressões, >> muita agressão. Em determinado momento o senhor confessou >> de queixa de queixa aqui
aqui nessa sala a juíza que tava de a juíza de foi de custódia >> na de custódia foi uma juíza, uma branquinha eu falei a ela que eu tava Que eu que eu que eu que eu apanhei. Os policiais que me bateram tavam tavam na sala, ela pediu para ele se retirar para eu poder falar que eu tava apanhando. Falei tava aqui, tava apanhando. Dr. Oto pediu a minha retirada da delegacia, ela disse que ia olhar nas imagens. Se achasse nas imagens, eu apanhando, ia me tirar da delegacia. no dia seguinte me tirou da delegacia,
me levou pro golpe. >> Eh, Vamos ver só mais um instante aqui. A única pessoa a quem o senhor contou que o senhor compartilhou essa sua dor de ter sofrido uma infidelidade conjugal foi o bispo Zadoc. >> Bispo Zadoc. Mas o senhor eh depois não voltou a falar com ele? Não. E o senhor então não se sente seguro para atribuir a ele esse fato de dizer assim: "Ó, doutor, foi bispo, eu acho que foi bispo o senhor não não o Senhor se abstém disso porque o senhor não faz ideia". É isso. >> Certo. Eh, a
a pergunta que a lei também que você já feita é se o senhor conhece as pessoas que foram ouvidas. Eh, mas é meio é meio evidente porque uma delas foi sua sogra, uma sua cunhada, não é? Eh, elas falaram >> que me odiaram porque eu cheguei lá, encontrei uma mulher noiva de um cara cheio do dinheiro que bancava minha Minha ex-soa, bancava minha excunhada, bancava Soraia, bancava Dolores. Um rapaz chamado Salmo era noivo de Sara. Eu não sabia, depois que eu vim saber que ela era noiva, eu não sei, eu não sabia que ela era
noiva, ela não me contou. Esse rapaz bancava elas quando ela Sara passou a gostar de mim, começou a se relacionar comigo, que largou o cara, tanto a mãe quanto a irmã começou ter raga de mim porque eu não tinha como bancar elas como o cara bancava. Então, Por isso que até hoje elas me odiavam, porque eu como elas falaram aqui e isso foi dito aqui hoje como testemunha, eu nunca desfiz nem maltratei nem minha sogra, nem minha cunhada. Nunca tive problema com elas, nunca discuti com elas. A minha própria sogra falou aqui que eu respeitava
ela. Ela falou aqui hoje nesse microfone que eu respeitava ela. Eu nunca faltei com desrespeito com elas. Agora ela gostava de mim porque sala era noiva de um cara que tinha Condição que bancava elas e apareceu eu na vida dela que não tinha condição de fazer muita coisa no pouquinho, mas a gente viveu. Não, não tinha muito dinheiro, não tinha muita riqueza, mas a gente era feliz. >> Eu vou encerrando a minha minha fala e eu pergunto ao senhor: "O senhor tem mais algo a acrescentar? Depois eu vou passar a palavra ao Ministério Público, aos
outros advogados, a qualquer momento o senhor Queira se expressar, o senhor continua com a palavra. Eu passo a palavra ao Ministério Público. >> Boa noite, Duar. Quantas vezes você foi ouvido pelo delegado de polícia? duas em séries, em horas longas, duas vezes, na sexta e no sábado. Certo. Eh, você relatou aí há poucos instantes que você foi muito agredido na delegacia de Polícia. >> Isso. >> Em alguma dessas vezes você foi ouvido na presença de algum advogado? Não, >> só um instante para dar um stop aqui, a gente não não correr risco. Top aqui. Me
desculpa, doutor. >> Pode dar continuidade. Parte dois do depoimento de Ederlan. Você sabe quem matou Sara? Eu tenho quase certeza quem foi Wesley, o Zadoc. Isso. Wesley Matossara. Isso. Certo. E Vitor fez alguma coisa? Eu acredito que não. Não conhecia, não vi. Até hoje não me falou nada. Tiramos em setores diferentes, eu tiro em um quadrante, ele tira em um quadrante diferente. No dia que o quadrante dele sai, o meu não sai. Assim funciona a cadeia pública onde estamos. Víor é de um quadrante e eu sou de um quadrante diferente. >> Você sabe, a gente
não tem comunicação. >> Você sabe me dizer o motivo pelo qual o Wesley, o Zadok, mataria a Sara? Não. Você sabe me dizer se Vittor, em algum momento alguém lhe disse se Víor confessou também ter participado da morte? Que eu saiba não. Quem é Gideão? Foi o rapaz que levou ela no dia da morte. é um rapaz que também tá tá lá na cadeia pública. Ele foi acusado, foi acusado, foi condenado, foi sentenciado, Condenado, absolvido, sentenciado. >> Condenado ou absorvido? >> Condenado. É porque não usa condenado. Prefiro falar sentenciado. E condenado para mim só o
diabo que não tem mais salvação, mas para todo homem, independente do que faça, tem salvação e tem remissão para qualquer vida aqui na Terra. >> Certo? Qual é o seu nível de amizade com Zadok? Com Eslin? Amizade zero, só profissional. >> Só profissional. >> É, a gente só a gente só se via para gravar. Ele é evangélico também. >> Hã? >> Ele é evangélico também. É, ele é bispo. Ele teve no meu estúdio para gravar um podcast uma vez e eu já gravei ele umas três ou quatro vezes em igrejas que eu fui fazer gravação,
ele tava cantando e uma vez ele me contratou para gravar um DVD dele. O senhor tem conhecimento que existem provas técnicas no processo? Não, não entendi a palavra técnica. >> O senhor poderia explicar para ele o que é a prova técnica? >> Posso? O senhor tem conhecimento se no processo tem laudos produzidos, por exemplo, com informações de GPS, de veículos, demonstrando trajetos de veículos. O senhor tem conhecimento se no processo tem vídeos, por exemplo, de reportagens, de confissões de outras pessoas narrando detalhes de como o fato aconteceu? O Senhor tem conhecimento? Alguém lhe disse também
se nesse mesmo processo existem perícias, existem outros vídeos, existe gravações das manifestações das pessoas quando eram ouvidas, interrogadas. Você tem conhecimento disso? >> Não, >> não tenho conhecimento do GPS do carro. Eu fiquei sabendo que passou na televisão, mas sobre algum tipo de manifestação não tô sabendo não. Certo. O evento que o senhor disse aí que foi em outubro, não foi isso? >> Outubro rosa. Lembrei agora. O senhor falou outubro, eu lembrei. Outubro rosa. >> Outubro rosa. >> Eh, ele seria a Kendias Dávila, não é isso? Pronto. O, eu não me recordo, o senhor, o
senhor já disse quem organizou esse evento, não sei, não sabe não. Com agenda que alguém ligou para ela e margou. A maioria das agendas dela, ela não era famosa, ela Não era artista, não tinha cachê, não tinha um pagamento exato, não tinha contrato, era algo muito amador. Alguém liga para você e lhe convida: "Você pode vir na minha igreja cantar? Eu vou. Você pode pagar um carro para vir me buscar? Eu vou arrumar um carro. Você bota o combustível? Eu boto aí vai aí chega lá se a pessoa tiver interesse da alguma mxaria 30, 20,
R$ 50, nada de cachê, nada alto. A maioria da Gina era ela era tudo amadora. O senhor se recorda se em algum momento o senhor confessou na delegacia de polícia a eventual participação sua nesse fato? >> Não, o senhor não confessou hora nenhuma. que eu me lembre não. E se eu falei foi baseado em agressões, mas eu me lembro que eu eu não me lembro que eu falei. >> Ele falou que ele teve que falar alguma coisa para falar coisa para para parar de de apanhar. Enquanto eu não falasse, Eu não pararia de apanhar. >>
Dr. Pode >> não, doutor, fique tranquilo. Eu mesmo já ele falou, doutor, que ele >> induzidos. Eu volto a pedir ao senhor que qualquer manifestação do Ministério Público que o senhor mezinha dito >> nosso papel não é de forma nenhuma induzir ninguém nem pressionar de forma nenhuma em relação a isso. Eh, Em algum momento, no mês anterior ao crime, setembro, o senhor se reuniu em sua casa com Zadok? Não. Não teve uma participação de uma demonstração de um filme? Não, >> no estúdio não. Certo. Eu vou passar a palavra pro >> Claro, doutor. Eh, boa
Relan. Boa. Eh, sou mais de um dos membros do Ministério Público que Estão designados para fazer seu júri. Eh, o senhor nos narrou que teria sido bastante agredido na fase policial, muito eh pela autoridade policial, pelo delegado, certo? Não, pelos policiais, pelo delegado. Não. >> Ah, não. Tá certo. Não, eu me confundi, ele corrigiu. Desculpa. Além da fase policial, o senhor já foi ouvido nesse nesse fórum perante o juiz Também, >> uma juíza. >> Por uma juíza. Nessa oportunidade, houve algum tipo de agressão? A juíza lhe espancou ou alguém dentro do fórum lhe espancou? Não.
>> Certo. Então, as a as declarações suas prestadas perante a autoridade judicial foram espontâneas. Isso. Certo. Eh, Zadok entregou o celular de Sara ao senhor na no dia em que ela assumiu. >> Não, >> desculpe. Essa pergunta é repetitiva. Ele falou que não. Minas perguntas. >> Certo. Tá bom. Eh, e a própria Sara, confirmando providenciou o seu transporte, não foi isso? >> A própria Sara que entrou em contato, >> ela mesmo passou a localização para Gideão que foi buscar ela de carro. >> Ele não intermediou a o transporte. >> Eu não tenho, eu não tinha
contato de Gideão, nem um, nem o de Vitor, não. Nem eles tinham o meu contato, >> certo? Gideão costumava fazer esse serviço para pra Sara? Não >> é, nem eu também não. >> Eh, foi a primeira vez que Gideon prestou esse serviço para ela? >> Que eu tenha que eu tenha ciência. Sim. >> Eh, Gideão tinha eh nesse nesse serviço de transporte uma atividade corriqueira. O senhor conhecia Gideão? >> Eu não conhecia Gideão. >> Nunca tinha ouvido falar de Gideão? >> Já tinha visto ele duas vezes. Nem o nome eu sabia. Eu vim saber o
nome depois do acaso. >> Eu vi ele tocando em algum evento que eu fui gravar, vi ele em cima do altar junto com a banda tocando e aí reconheci ele. Dá um te dá um alô assim, uma paz do Senhor. Mas nem na mão eu peguei nem o nome dele eu sabia. Só tinha visto ele umas duas vezes. >> Certo. O senhor tava em casa quando ela saiu para esse evento, Rosa. >> Tava em casa cuidando, cuidando da minha filha. >> O senhor e sua filha, né? Isso. Sara naquele dia tinha exercido outras atividades eh
ou sociais ou profissionais. Não, só saiu pra academia de manhã, voltou, passou à tarde em casa, Mel foi, Mel foi pra escola de manhã, chegou também umas 11:30 a meio-dia, a gente Passou a tarde, ela passaram a tarde em casa, eu passei à tarde no estúdio editando vídeo. É tanto que antes dela sair, ela passa no estúdio, fala comigo e sai. >> Isso por volta de dia o senhor já falou >> 8:30 8:30 9 hor da noite nessa faixa aí. o senhor eh chegou a demonstrar ou alinhar com ela alguma preocupação da sua parte, eh
considerando que sua esposa tava saindo à noite, transportado para uma pessoa que o senhor que nunca Tinha prestado esse serviço para ela? Há anos isso vem acontecendo, mas com pessoas desconhecidas sempre. Ela sempre pegava um motorista diferente. Chama chama no aplicativo ou então muitas vezes chama no aplicativo, faz uma amizade com motorista. Foi uma dessas amizades que eu descobri que ela veio ter a amizade, iniciou uma relação comicácio. Foi através de uma corrida que ela foi que ela me ela mesmo me contou que ela foi para São Cristóal Cantar, chamo ele no aplicativo do acho
que foi do Pop Pop. Aí conheceu ele, ele falou na volta, quer que eu te pego de volta para te levar pra Valéria? Ela falou: "Me deu o contato, aí trocaram o contato, começaram a conversar e daí iniciar". E >> foi ela que lhe disse? >> Ela mesmo que me contou. >> Certo. Elico lhe confirmou isso? >> El me confirmou. >> Certo. >> Então isso já era um fato conhecido do senhor, né? >> Isso. Tá. um fato superado. Isso certo. Eh, um aspecto que para mim não ficou fazendo muito sentido na na versão que o
senhor apresenta. Eh, o senhor nos apresenta um amante, dois amantes, um policial. O senhor sabe o nome desse policial? >> Não. >> Tá. Chegou a conversar? Acho que minha minha filha que sabe o nome dele. Eu não sei não. >> Mas chegou, o senhor chegou a conversar com esse policial? >> Não, minha filha que me contou desse policial. >> Ah, certo. >> Eh, o senhor nos apresenta dois amantes, mas aponta >> apresentou dois amantes. Doutor, >> talvez seja a divergência apenas sobre o Significado do verbo apresentar. Ele citou >> inclusive em audiência com a própria
filha narra como seria essa relação dos amantes mandado a presente >> eu falei que palavra >> não, ele usou a palavra apresentar não não doutores, vejam só ele citou dois relacionamentos extraconjugais e apenas dois, um policial de Valência e o Elico e ele só espelhou e descobriu espelhando O de eh, desculpa, o Elcásio, tá? Tá, esse é o depoimento dele. >> Mel que me contou que disse que ela ficava com esse cara no ferrebot, esses caras esperava elas quando elas iam pra valência. Ele dizia: "Não, não botava vocês no hotel, não botava vocês lá em
casa para vocês não gastar dinheiro com hotel e levava elas para casa desse poder estar policial". Perfeito. No seu eh deslocamento à polícia, relatando o Desaparecimento de sua esposa. O senhor de pronto eh a entregou à autoridade policial o nome de Gideão? >> Não. >> Não suspeitou de Gideão? >> Não. >> Eu não con eu não eu eu não vi ele buscar ela. >> A a última pessoa a ter tido contato a transportar sua mulher. >> Se eu não vi ele buscar ela. Então o senhor não sabe com quem sua Mulher saiu de casa. É
isso? Não, não sabia não. Ela mesmo que chamou ele no aplicativo. E >> como é que apareceu Gideão aqui hoje? >> Não entendi. O senhor não disse que Gideão levou ela? Isso foi o que eu vim saber depois. Quando tava na delegacia, no sábado à noite, eu tava lá na cela, o delegado me tirou da cela, me levou pra sala dele, chegou lá, me apresentou o Gideão, disse que ele tinha sido motorista, o próprio delegado da daqui Da >> E o senhor acreditou no delegado? Acreditei. Ah, então >> o Gideão confirmou que foi dar viagem
para ela. >> Ah, então a partir da da confirmação do Gideão, senhor >> acreditei, >> tomou isso como verdade. >> Isso. Gideão também tava apanhando lá que eu tinha visto. Não, eu só vi ele sábado à noite, Prestou o meu depo pegou, colheu meu depoimento, se eu conhecia ele e tal, foi um car pergunto, fazia, fazia alguma, tinha feito algumas perguntas na minha ausência e o delegado fez perguntas capiciosas após a minha chegada para ver se confirmaria com depoimento de Gideão, para ver se batia a conversa. Depois, quando ele viu que a conversa foi a
mesma, praticamente me levou de volta pra cela. Inclusive quando me levou de volta pra cela, me me Pegou no meio do corredor, me bateu de novo, me chamou de psicopata, de maluco, de umcar de nome, falou que cortar meu cabelo com faca, me ameaçou, me disse que ia botar isso, >> me disse que ia botar de rádio estrupador, que ia me ia fazer de boneca, tudo isso o policial falou. >> Não, eu só tô querendo poupar tempo que isso a gente já sabe. >> Eh, então o senhor toma conhecimento na delegacia de que sua esposa
teria saído De casa com Gideão? Isso, isso. Eu só tô tentando pensar e raciocinar. >> Gideão levou a sua esposa. O senhor toma conhecimento na delegacia, mas foi Zadoc que matou sua esposa segundo a sua desconfiança. E só foi esse link aí. Explique pra gente que eu não entendi onde é que aparece ZOC. Depois de tudo o que aconteceu, do que passou na mídia, dele mesmo ter confessado para algumas pessoas no raio que isso se espalha muito fácil. Então a confissão dele Serve e a sua não serve. Não entendi. >> A confisão de Zadoc serve,
mas a sua não serve. É isso. >> Eu Pode perguntar mais uma vez. >> Posso perguntar 10 vezes voz um pouco mais baixa sem alter a voz, por favor. Não, doutor. Não. >> A mesma agressão que eu que a mesma a mesma agressão que eu tô recebendo agora. >> Satisfeito. Satisfeito. Aum. Não vou falar bem baixinho. >> Ele tem razão. >> Eu fui eu fui fui eu fui agredido dessa mesma forma na delegacia também. Com palavrões, com xigamento, com voz alta. Não, mas o senhor levou o T de >> Eu tô aqui para ser interrogado.
Se vocês se vocês procurarem uma forma de extrair a verdade, em vez de só pensar em acusar, em sentenciar, em dar anos de cadeia para um pai de família que precisa de viver com sua filha, em vez de vocês pensarem essa forma, não só Pensar em sentenciar, em jogar cadeia em cima de mim, mas pensar no meu depoimento, bem melhor. >> O senhor tem condição de continuar sem elevar de novo o tom de voz? >> Só quer falar sem microfone? >> Não, é porque eu preciso registrar. Bota de longe. Calma. >> Foi desrespeitosa não, doutor.
>> Olha, >> olha como levanta o tor de voz para Achar o que quer. >> Não vai mais falar. Olha o outro. Ol. Doutores, doutores, >> doutores. >> Eu acho que o objetivo já foi atingido, mas perguntar ele não vai mais querer responder. >> Doutores, doutores, veja. >> É isso. >> Não, doutor, desculpe. Ah, >> não responde mais. Doutores, doutores, doutores, Nós, nós ainda responde alguma coisa. >> Aí cabe a mim, doutor, porque começou a surgir esse tipo de altercação que eu não acho necessária. Nós vínhamos caminhando de forma ordeira até agora. O senhor se
cedeu no tom de voz. Nós não estamos ainda na fase de sustentação, na fase de debates. Essas palavras do senhor, até o tom de voz são eh Proporcionais, são adequadas para uma fase de debates. Eu Perfeito, doutor. Não, >> não. Perfeito, perfeito. O min a defesa informou o senhor aqui que não era para o senhor responder mais a perguntas do Ministério Público. O senhor vai seguir esse conselho? >> Vou seguir o conselho deles, mas não teria problema nenhum de responder, mas vou seguir o conselho dos >> Certo. Tá bom. Então eu passo a palavra >>
dos advogados. Eu passo a palavra então à defesa. Desculpe. Assistente de acusação. Eu não sei se assistente de acusação, doutorizou o assistente de acusação inclui também no não. >> É, né? Porque >> o doutor doutor é e realmente ele identifica as duas partes como eh eh posicionadas da mesma forma. E nós vamos então assegurar que a própria defesa do senhor Derlan questione por último. Então nós vamos começar saltando a Defesa de pela defesa do Wesley Pabo. A defesa doun >> sem perguntas. Perfeitamente. Então eu já salto para a defesa do Víctor. >> Perfeitamente jurados. Uma
pergunta. Então eu declaro encerrado. Doutor, perdão, não era nem ter perguntado pros jurados. Todo mundo, perdão, doutor. Justamente a última. Eh, os jurados eu perguntaria depois. Perdão. Eu passo então a palavra à Defesa do senhor Ederlão. >> Dr. Se o senhor quiser se levantar e perguntar para ele de frente para ele poder ter uma comunicação visual com o senhor melhor, fique à vontade. Eu falo porque às vezes ele vira o rosto, vai afastar do microfone. [roncando] >> Ederlão, boa noite. >> Boa. >> Vou pedir só que você olhe pro magistrado para não interferir aí na
Gravação. Segundo consta aqui no inquérito policial, você teria comparecido aqui de Dias d'Águila por volta das 17 horas, sendo conduzido à delegacia. Quando o delegado lhe conduz a delegacia, ele lhe dá voz de prisão, lhe apresenta algum decreto prisional que lhe autorizava a levar a sua pessoa à delegacia. Não, segundo consta nos autos, um decreto prisional só saiu por volta de meantido Em delegacia de polícia das 17 a mais de 0 hor nenhuma ordem prisional em seu dis favor. O delegado lhe explicava isso porque você estava custodiado. >> Não, sem água, sem comida, isolado no
canto, na cela, sem poder no banheiro, sem poder fazer nada. O senhor esteve aqui no município de Dias Dávila, já explicou que a convite de um repórter que lhe informava que seu corpo havia sido encontrado. Em algum Outro momento, entre o desaparecimento de Sara Mariano e o corpo ter sido encontrado, a senhora, o senhor esteve no local do crime, participou desse crime? >> Não, de forma alguma. O senhor também narrou que ouviu minha voz em um determinado momento lhe procurando na delegacia e o delegado teria respondido que você não estava lá, que só teve acesso
a mim há muito tempo depois. Ele chegou a lhe Justificar porque teria negado o acesso a você? Não, você disse que também tomou ciência através do delegado que Gideão seria a pessoa responsável por conduzir o veículo. Ele lhe apresentou alguma prova da participação de Goness? também não. O promotor lhe perguntou ali, promotor, Dr. Aldo, perguntou ao senhor acerca de ciência, de laudo, de documentação do processo acerca da acusação que tem Contra você. Em algum momento foi apresentada ao senhor alguma prova do senhor ser mandante desse crime? >> Até o presente momento, nenhuma prova. O delegado
lhe trouxe algum documento que falasse assim: "Ederlan, aqui tem a prova que você determinou que matassem a sua mulher." Até o presente momento, nenhum repórter, ninguém, nenhum policial, nenhum promotor, nenhum advogado, ninguém nessa terra tem prova nenhuma que eu fui o Mandante do crime. >> Segundo consta na denúncia, Derlan, não é só você que sabe o não sabe o motivo também, como no fala que o motivo do crime seria lançar a carreira de Vittor. O senhor conhecia Vittor? >> Eu conheci Víor no COP. >> No COP. Ainda que sem conhecer pessoalmente, sabe dizer se Vitor
tinha alguma carreira artística, participação em shows, alguma proposta de participar Da TV Chalom? >> Não. O senhor queria em algum momento se apoderar da carreira, do sucesso de Sara para lançar a carreira de alguém? >> Não, inclusive eu que lançava ela, eu que produzia ela, gastei dinheiro para fazer o CD, para tirar as cópias, para pagar a maquiagem, para o a vi o vídeo foi o mesmo que fiz. Só gravação de áudio que eu não fiz, mas a toda produção, iluminação, foi tudo eu que Produzi. >> O senhor aqui também já respondeu que nunca praticou
nenhum crime, que não responde nenhum outro processo durante todo essa ação penal, mas aqui fala em associação criminosa. Em algum momento o senhor se associou alguém durante os seus 41 anos para praticar algum crime? Não, também já disse que não conhecia Víor, que não conhecia Zadoc, que conhecia, perdão, que apenas o Wesley o Zadoque e que não conhecia Gideão, que Já foi esclarecido. Você conhecia Davi? >> Davi Oliveira? >> Sim. >> Já vi ele cantando nas igrejas. >> Cantando nas igrejas. Sabe onde é que Davi mora? Não, o senhor fala também que sofreu agressão física
quando prestava depoimento delegacia, chegando a identificar quem lhe praticou essas agressões. Senhor, se recorda se já na audiência de custódia Narrou para a juíza e para o promotor que estavam presentes na audiência de custódia. Na dis de custódia eu falei que tava sendo agredido. A juíza me perguntou se em algum momento eu fui agredido. Aí eu baixei a cabeça. Aí ela perguntou quem foram os policiais que me prenderam. Aí eu falei: "São os policiais que estão na minha retaguarda". Aí ela pediu para que eles se retirarem da cela da sala. Quando Eles se retiraram, ela
disse: "Agora você quer falar disse: "Agora eu falo". Ela disse: "Você foi agredida". Eu falei, fui. Aí expliquei tudo ela como foi a agressão. >> Você se recorda características físicas de algum policial ou dos policiais que teriam lhe agredido? >> Um branco meio forte, da barba bem grisal, da barba branca, uma barba cheia e um negão bem alto, que um negão me garguelava e o policial branco da barba Branca ficava me batendo. >> Esse da barba branca é o mesmo que ele trouxe pra audiência de custódia no dia que arrancaram o seu cabelo, quando ele
lhe jogava pros leões aqui na frente do fó. mesmo deixou aquilo aquilo acontecer e chegou na na delegacia e disse: "Bem feito, eu deixei que lhe pegassem. Eu ia eu ia deixar o povo lhe quebrar todo ali." Após você ser agredido aqui, quando deixava o fórum, após a realização da audiência de custódia, Alguém da promotoria procurou lhe ouvir? O delegado de polícia que é tão diligente na cidade, procurou lhe ouvir sobre esses fatos? >> Não. >> Mesmo você custodiado de delegacia? Não, >> ele procurou saber se algum daqueles policiais também teriam lhe agredido ou lhe
ameaçado. >> Não. >> Você disse que esteve na DHPP em Salvador, que entregou seu celular Para que fosse averiguado. Alguém já lhe disse que teria encontrado alguma prova em seu desfavor naquele aparelho em algum meio seu telemático, seja ele notebook, eh, e-mail, Google fotos, Google Maps, que tem a participação sua nesse crime? não encontrou nem vai encontrar porque não existe nenhuma prova disso e nenhum aparelho meu porque isso não aconteceu. >> Foi muito dito aqui no >> desculpa me interromper inclusive a Delegada que tava no DHPP, eu falei sobre ele, ela ela perguntou se minha
mulher não tinha um amante, aí minha filha tava do lado, minha filha foi me cutucou, aí eu fiquei meio sem coragem de falar porque eu não queria falar que ela tinha um amante. Aí a delegada confirmou, ela disse: "Sua mulher tem um amante, o nome dele é Licácio eu acabei de ligar para ele, conversei com ele e ele pensou que tava conversando com a mãe de Sara, porque a Mãe de Sara sabe de toda a relação que só a filha dela tinha com Elicásio. A delegada do do DHPP falou isso para mim na frente da
minha filha >> e ligou para Elice pensou que tá falando com a mãe de Sara. O senhor respondeu ao promotor que Eliccio teria feito essa confissão desse relacionamento. O senhor se recorda se esta confissão aconteceu na audiência de instrução realizada aqui neste fórum? >> Não entendi a pergunta. O senhor Respondeu ao promotor de justiça que Elico teria confessado este relacionamento. >> Isso. >> O senhor se recorda se esta confissão aconteceu aqui neste fórum que ele entrou na audiência de forma virtual? Não, eu só vim ter saber disso quando chegou lá na na cadeia pública os
papéis com os depoimentos e ouvi o depoimento dele. >> Entendi. Eh, segundo consta aqui, teria sido pago um valor de R$ 2.000 para que esse crime acontecesse e após isto as pessoas receberiam de 10 a R$ 15.000 pela morte de Sara. O senhor realizou algum pagamento a alguém para que esse crime acontecesse? >> Não, de forma alguma. >> O senhor prometeu o pagamento de alguma quantia alguém para que esse crime acontecesse? >> Não, de forma alguma. >> A irmã da Sara Soraia disse que o delegado ligou para ela do seu celular. Quando ele realizou essa
ligação, você já estava preso na delegacia? Eu tinha entregado o celular ao delegado de Salvador, do do DHPP de Salvador. Fui fiquei sabendo hoje que quem ligou para ela foi o delegado de Dias Dávil. Então o delegado de Salvador passou o meu telefone para o delegado de Dias Dávil Que eu tinha entregado ao delegado do Deg em Salvador. >> Algum momento em algum momento ele lhe pediu o número dela ou pediu para fazer essa alegação? Não, eu nem sabia que meu celular tava na mão dele. >> Você forneceu a senha do seu celular para que
ele utilizasse? Não, quando eu entreguei o celular ao DHBP de Salvador, eu tirei a senha, tirei todo o o delegado pediu, eu tirei todo tipo de Senha, deixei o celular totalmente desbloqueado. >> Era comum, Sara, ir para vigílias ou para eventos gospels sem a sua presença? várias vezes, várias vezes eu ia para um evento gravar e ela ia para outro evento para cantar. Eu tava numa igreja gravando, fazendo minha profissão para trazer o sustento para casa e ela tava em alguma igreja cantando e muito poucas vezes a gente Saía junto para algum evento. >> Em
algum momento você participou, cogitou, determinou a ocultação de algum cadáver em especial doisara? >> De forma alguma. Eu nem sabia o que tinha acontecido. Se se eu se se eu soubesse que era minha esposa que tava lá sendo queimada, nem lá eu ia. Eu ficava em casa, eu tentava fugir, eu me escondia, eu não ia lá para reconhecer um corpo, sabendo que era o Corpo da minha esposa. Eu só fui porque eu não sabia. Em algum momento você apresentou algum tipo de resistência em comparecer ao local em que o corpo de sala estava para fazer
o reconhecimento? Não. Você se recorda que após você ter relatado para a magistrada, na sua audiência de custódia, para a juíza, ter sofrido agressões físicas na delegacia? Se na sua presença ela solicitou as câmeras da delegacia para tentar Encontrar alguma imagem dessas agressões? >> Na minha presença? Não. OK. Você chegou algum momento conversar com um amigo Salomão sobre a necessidade de Sara sair da sua vida? Eu não tô me recordando, mas eu acho que eu desabafei com Salomão também, mas eu não me recordo não. Eu eu eu pedi ajuda a ele em oração pelo meu
pelo meu casamento. Eu tô eu tô lembrando que eu Pedi a ele oração para ir no monte orar para Deus restabelecer meu casamento de volta. Eu não me recordo se foi ao magistrado ou se ao promotor que você respondeu dizendo que teria eh conversado acerca das traições que estava sofrendo de Sara e eles teriam inicialmente falado para você não desistir do seu casamento. Você se recorda quem lhe falou isso? >> Bispo Zadoc. >> Bispo Zadoc. Além de bispo Zadoc, algum Outro líder religioso da igreja tinha ciência dos fatos em que você sabia de Sara? >>
Que eu me lembre? Não. >> Tinha algum motivo específico para você não desistir da sua família? >> Não, jamais eu desisti da minha família. Jamais. Mesmo com a traições, perdoei ela, pedi para ela ficar, ela se sentiu perdoada, falou que a gente ia ficar numa boa. Inclusive, ela disse que no Mês de dezembro eu não ia fazer nenhuma mais agenda pra gente só curtir a vida. Tava tudo em paz, tava tudo sossegado. Não me recordo também se foi a mãe de Sara ou se foi a irmã que teria dito que ela guardava uma quantia de
R$ 30.000 R na residência dentro de um sapato. Você em algum momento teve ciência desse? Não, porque esse dinheiro não existiu, porque ela não tinha como juntar R$ 30.000. Ganhava. O que os Pastor dava era mxaria, era R$ 30, R$ 50, R$ 100. Ela não tinha como juntar esse dinheiro. Quem sustentava ela era eu. Quem pagava as coisas dela era eu. Quem quem pagava o tratamento de pele dela era eu com o meu cartão de crédito. Era eu que custeava o o tratamento de pele que ela fazia. Era eu que pagava o consórcio, era eu
que eu queva casa, eu ia pro mercado com minha filha pro atacadão, fazer cobra para trazer comida em casa e ela ficava em casa. Eu pagava A costureira dela. Tinha uma costureira que eu pagava na Valéria, no lado, no largo da Valéria, eu pagava a costureira para fazer as roupas para ela ir para as igrejas cantar. Dona Dolores disse aqui hoje que você teria pedido para que Sara solicitasse ela para fazer um cartão de crédito e que ela teria respondido que não, minha filha, porque eu não confio nesse homem, ele vai acabar o cartão todo.
Alguma palavra nesse sentido. O senhor se recorda desse fato? Teve isso? Não, inclusive o cartão de crédito que ela usava, a maioria das vezes era o meu. As últimas compras que ela fez, que foi uma prancha, foi uma escova elétrica, alguns produtos que ela comprou na internet, foi tudo no meu cartão. Comprou tudo no Mercado Pago, no meu cartão de crédito, no cartão de crédito da TV Shalom. >> Você se recorda como é que você conheceu Sara? >> Eu fui pregar em Fortaleza na Assembleia De Deus. Chegando lá, conheci ela, a gente começou a namorar
e mantemos o um relacionamento. >> Esse relacionamento, o senhor se recorda quanto tempo durou? >> A gente começou a se relacionar em 2010, outubro de 2010. >> Entre outubro de 2010 até a data do desaparecimento e o falecimento de Sara. Senora Soraia esteve em sua casa em alguma oportunidade? Mesmo por muitas vezes eu chamando, eu convidando para Ela vir, dizendo que ia pagar a passagem para ela ou minha sogra vir aqui em casa, elas sempre negaram, nunca vieram. >> Senhora Dolores esteve na sua residência? >> Nunca. Quando o senhor, segundo consta aqui na denúncia e
na versão apresentada pelo delegado, foi convidado por ele para ir para a delegacia, ele lhe informou do direito de estar assistido ou acompanhado de um advogado? Não, ele lhe deu algum documento para o senhor Assinar abrindo mão da presença de um advogado? O que que >> me deu? Um documento me batendo. Disse que se eu não assinasse ia continuar me batendo até eu assinar. Um papel. >> Um papel. Você chegou a ler do que se tratava? >> Não, ele não deixou eu ler. Ele mandou assinar e dizendo vários palavrões. Bora ir xingando os palavrões. Assina,
assina, assina. Xingando palavrão, me batendo, dando, me dando tapa no Pescoço, murro nas costas. Assina, assina, assina. Só fui assinar chorando. Assinei entreguei na mão dele. Ele me levou de volta paraa cela. Aqui no seu depoimento é muito importante. Folhas 227, ID 7806, página 93 do MP. O delegado chega ali questionar: "O seu celular está aí?" E você responde: "Não, tá na mão do delegado." Quando você fala que está na mão do delegado, é o Delegado da DHPP. Isso eu entreguei ao delegado de Salvador o meu celular. Você chegou a ser levado a DHPP em
algum momento para fornecer algum dado de seu celular ou retirar o seu celular pelo delegado daqui de Rasela? >> Não, de forma alguma. >> Você permaneceu na delegacia daqui de Dias Dávas até o dia da audiência de custódio? >> Até após cheguei a ficar mais uns dois dias depois. Eu fui preso na sexta. Fiquei na delegacia até terça-feira. >> Segundo consta aqui também na no processo e no inquérito, os outros denunciados e investigados tiveram oportunidade de acareação. E aí, se você não sabe, vou esclarecer. Acariação é colocar eles frente à frente e cada um apresentar
sua versão e o delegado Esclarecer pontos divergentes. O senhor sabe esclarecer porque o senhor não teve essa oportunidade de ser colocado perante a eles também? Não, não sei. Você tem ciência que Sara tinha realizado viagens com Elico para outros estados? Não, o delegado chegou a lhe perguntar aqui que o senhor tinha ligado para o rapaz de Santa Catarina e ele tinha negado o relacionamento com Sara. Ele negou o relacionamento pro senhor ou assumiu o Relacionamento? Ele assumiu. O delegado chega a te perguntar aqui, mas você tinha certeza que ela tinha traído e você disse que
teria dúvida. Você tinha certeza ou dúvida acerca das traições? >> Certeza. >> Era comum Sara sair à noite. >> Eventos religiosos. Sim. Muit muuit das vezes ela ia e eu ficava em casa cuidando da minha filha. >> Em alguma oportunidade que Sara tem lhe Dito que ia para algum evento à noite, o senhor chegou a investigar se esse evento acontecia, se esse evento ia acontecer ou confiava na versão apresentada por ela? >> Confiava na versão apresentada por ela. Sempre foi assim. Eventos muito simples, igrejas muito simples, igrejas muito pequenas. Não precisava saber muitas informações, não.
A pessoa ligava. É, tanto que quando eu editava os vídeos dela, eu pegava o número do do zap dela, Botava na tela do do vídeo para quem quisesse ligar para ela e marcasse diretamente com ela a agenda. >> Quando Sara saía comicásio, você tinha ciência para onde ela estava indo ou também acreditava na versão dela que iria pra igreja? >> Acreditava que ela tava indo pra igreja. Eu só vim saber que ela tava saindo com ele depois. Depois quando eu tinha perdoado, que não estava mais com ele. Aí depois que eu vi Descobrir que na
igreja ali na Mirante de Piripiri, igreja eh Sol da Justiça, ela foi ela foi cantar, me deu o celular dela e pediu para eu bater algumas fotos dela enquanto ela tivesse cantando. Quando eu peguei o celular dela, que ela começou a cantar, que eu comecei a bater foto, uma pessoa ligou pro célula dela. Quando ligou, apareceu na tela de chamada cela dela. Elico, meu amor moreno, meu amorzinho moreno na tela. Na hora eu fui pro banheiro da igreja, Atendi, falei: "Quem tá falando aqui é o esposo de Sara". Ele pegou e desligou. No dia 24,
perdão, no dia 26 de outubro, segundo consta aqui no inquérito policial, o senhor teria prestado depoimento em delegacia. Neste dia, o senhor se recorda se estava acompanhado de advogado. >> Não estava, que eu me lembre não. Eu [roncando] só fui ter advogado no dia que o Dr. apareceu lá, que foi, se eu Não me engano, não sei se foi no domingo, foi na segunda-feira de manhã, porque no outro dia que ele, quando ele compareceu, o delegado disse que eu não estava lá, mas um foi, acho que foi na segunda-feira de manhã ou foi no domingo
que o senhor apareceu lá. que veio falar comigo e deixaram o senhor falar comigo. Segundo consta aqui ainda, no dia 26, no dia 26 o senhor voltou a ser ouvido novamente Pelo delegado e desta feita, acompanhado por um advogado de nome, aliás, não, perdão, aqui foi no dia que o senhor registrou o boletim de ocorrência, você estaria acompanhado de um delegado, de um advogado chamado Edson Rich Neto. O senhor conhece esse advogado? Não. O senhor antes de ficar preso tinha ciência de qual veículo pegou Sara na residência? Não, não sei que veículo foi. Não. O
senhor conhece André Santos de Jesus, que é um pastor da Igreja Batista Ministério da Palavra em Dias Dávila? André, não tô não tô conhecendo esse nome não. Ele fala aqui que teria contratado Sara Mariano para quatro eventos no mínimo na igreja dele aqui nesta cidade. O senhor teve ciência da participação dela nesses eventos? Quer saber o ID, doutor? Quer saber? Eu passo. >> Pastor André, eu tô qu eu tô quase Similando o nome à pessoa. Eu estive com ela aqui em Deardáva, numa igreja umas quatro vezes mesmo numa igreja aqui em Herdávela. Ele chega a
dizer aqui que ela tinha um hábito de postar nas redes sociais a igreja, o nome do pastor que ela iria cantar no dia, inclusive fazia divulgação nas redes sociais dela. Ela tinha esse hábito de divulgar para onde estava indo, como seria o evento, a festividade na igreja, divulgava. Inclusive ela postou o cartaz desse Evento que ela ia cantar aqui de Ardáela. Ela postou no story dela a foto do cartaz com o nome da igreja, com endereço da igreja, com horário do culto. Ela mesmo postou isso no story dela. >> Desculpe a minha ignorância, Derlan, mas
só para esclarecer, essa igreja que você frequenta, frequentava, que eu não sei, a Sara também, é igreja neopentecostal. >> Isso. O senhor conhece o senor Júlio da Silva, Rei Júnior, pastor >> Júlio >> da Igreja Quandular Garcia Dias Dávila? Não, o senhor também já esclareceu aqui que esteve no local onde o corpo de Sara foi encontrado. Esse local era próximo às bargens da rodovia ou teve que andar bastante para se chegar até esse corpo? Era pertinho, bem pertinho da pista. >> Quando o senhor chegou ao local, esse Corpo tava em algum buraco? Tinha cavado algo
ou tava? >> Não, >> o corpo tava na terra normal, no chão. Inclusive só tinha queimado a roupa de cima. As as roupas de baixo tava tava mantida no corpo. Tinha queimado só a pele artificialmente por cima mesmo e os policiais em volta. do corpo. Segundo consta aqui, Ederlan, dia 27 você voltou a ser ouvido na delegacia de Dias Dávila. Sabe dizer o motivo do delegado voltar-lhe ouvir? Não, dia 27 não. Você sabe dizer se nesse dia você estava acompanhado de advogado? >> Não. Nenhum momento que o delegado de Diard Dávila colheu meu depoimento, eu
não tive um, eu não tive um advogado por perto. >> Você chegou a pedir para ligar para seus pais para informar da sua prisão? >> Pedi pedi para ligar paraa minha mãe. Ele não deixou. >> Ele dizia o motivo que não ia ligar para seus pais? Não, só não deixou ligar para minha mãe. Eu eu falei, pedi para ligar paraa minha mãe, ele não deixou. Eu só tinha contado a minha mãe na minha mente. Você chegou a sofrer algum tipo de ameaça de cortar seu cabelo dentro da delegacia? A >> Sofri pelo policial. Disse que
disse que Ia cortar meu cabelo. Disse que ia vir botar no rádio estrupador. Falou várias coisas. falou que que eu ia morrer de na cadeia, que era para eu dizer como eu matei ela, sendo que eu não tinha matado, que ia depender do meu depoimento que eu falasse para ele seria o lugar para onde eu iria. E aí foi na hora que o delegado bateu na mesa, foi na hora que o delegado bateu na mesa e disse que ia sair para beber água e quando voltasse era para eu dizer Exatamente o que ele queria. Foi
na hora que os policial me quebraram no pau e falou: "Você vai falar tudo que o delegado quer ouvir". E o delegado disse: "Eu vou me promover em cima do seu caso." >> Essa assinatura aqui é sua? >> É, >> segundo consta aqui, segundo consta aqui, você só teve acesso ao advogado no dia 28, dois dias após estar preso em delegacia de polícia. Você confirma isso? Exatamente. Quem era a pessoa responsável por arcar com as despesas não só da casa, mas também da escola de de esmeralda e outras despesas familiares? Eu todas as despesas, os
boletos da escola, tudo eu pagando, eu que pagava a roupa, eu que fazia as compras, sempre eu. Quem era a pessoa por levar responsável para levar Esmeralda ao colégio, participar de reuniões no colégio e tarefas pessoais da Esmeralda? Eu fazia brincadeirinha de que ela tinha as brincadeiras da escola para fazer, inclusive, como ela relatou que ela teve uma brincadeira que era para ser um personagem de filme, ela aí eu eu fiz para ela a máscara do Homem de Ferro em casa. Teve uma gincana na escola na quadra, eu fui participar da gincana junto junto com
ela. Eu levava ela pra escola de manhã cedo. Eu ia buscar na escola 11 horas, 11, 11:30, 11:15 da manhã. Eu levava e trazia ela pra escola Todo dia. Pode perguntar ela se não era eu que levava ela paraa escola. Segundo o depoimento prestado por Elico em Santa Catarina, na delegacia de polícia, ele teria lhe dito que não sabia que Sara era casada, que após tomar ciência teria cessado qualquer tipo de relação com ela. Em algum momento ele lhe disse isso? disse, e ele cessou os relacionamentos com ela, contato com qualquer tipo de relação com
ela. Depois, quando eu descobri a primeira vez, eu não tinha contato dele. Dessa última vez, quando eu descobri que ela tava me engano, que ela disse que tinha terminado, mas tinha continuado todo esse tempo com ele. Fui aí que eu peguei o telefone, liguei para ele, falei com ele, ele falou que não ia mais sever com ela, que ia bloquear ela, que ela ficava ligando para ele. Aí inclusive teve um dia que ela foi pra Valência se encontrar com esse policial, Ele disse assim: "Olha, sua mulher tá indo paraa Valência agora". Eu falei: "Como é
que você sabe?" Ele me ligou, ele disse que ela acabou de me ligar e disse que tá indo em contato com o policial e eu pedi a ela e eu tenho essa conversa no WhatsApp, já passei para os advogado, ele dizendo: "Eh, pare de se mover com esse policial". Ela disse: "Essa vai ser a última vez que eu falou a palavra lá do sexo que ia ter relação com ele e que não ia mais ter relação Com o policial ia viver só com elicácio. Agora >> o celular que você apresentou ao delegado na DHP em
Salvador é um telefone marca Redmi cor azul claro com a senha aqui e chip da operadora Claro. >> Isso é o meu telefone. Seu telefone. Você se recorda se o nome do delegado era José Carlos Novais da DHPP? Não me lembro o nome do delegado do HPP. Não, não, não me lembro não. Inclusive os meus pertences que ficaram na delegacia de Diávila como Aliança, Dinheiro, Necessé, todos os meus pertences ficaram na delegacia. Após e a minha transferência pro COP, meu pai foi lá na delegacia para pegar esses meus pertences e nenhum dos pertences, nem dinheiro,
nem aliança, nada foi devolvido até o dia de hoje. Você já mandou algum áudio para Soraia questionando a ela sobre relacionamento Extraconjugal de Sara? Não é verdade que você bebia todos os dias e que Sara não aguentava mais esse consumo de bebida alcoólica? >> Eu não consumo bebida alcoólica. >> Você era agressivo dentro de casa? >> Senhor era o quê? >> Agressivo dentro? >> Não. Teve algum episódio na sua casa de você chutar a porta, quebrar a porta ou algo do tipo? De forma alguma. E minha filha É testemunha de tudo isso que eu tô
falando aqui. Nunca quebrei porta, nunca fui agressivo, nunca quebrei nada, nunca botei o dedo na cara da minha esposa, nunca xinguei ela, nunca levantei a palavra, nunca bati. Você se recorda se foi apresentado algum relatório de transcrição da de conversas ou de depoimentos prestados em delegacia ou de áudios que você teria enviado para você Assinar em delegacia? Não me lembro não. Quando você esteve na DHPP prestando o boletim de ocorrência pelo desaparecimento da sua esposa, você esteve por livre e espontânea vontade ou esteve ali pressionado ou coagido por alguém? >> Eu mesmo fui de casa
com minha filha pro DPP. A todo momento que eu estive lá, minha filha esteve comigo, eu mesmo fui de livro espontâneo à vontade. Eles eles não me intimaram, eu mesmo que fui. >> Quando quando o delegado daqui de Dias Dávila diz ter feito um convite para você pra delegacia com ele no dia da sua prisão, ele lhe fez esse convite de fato. >> Quem fez foi o policial. >> E você foi com ele por livre espontânea vontade? esponto à vontade, porque ele falou que era para eu falar o delegado, comprovar que ali realmente era o
corpo da minha esposa. Ele só me falou isso. >> E ao chegar lá, após você narrar que Seria o corpo da sua esposa, como é que foi esse tratamento dessas pessoas com você? >> Me isolaram em uma cela sem água, sem comida, sem banheiro. De cim. Ele primeiro me fez vári interrogação, brigou, bateu na mesa, xingou, levantou voz. Como é que você não sai para onde que você vai ver, para onde sua esposa vai cantar? Como é que uma mulher sai de casa? O marido não sabe para onde é que a mulher vai? Aí indagou,
indagou, Indagou. Eu falei que eu não sabia, que tinha várias agendas. Só quem vive nesse mundo evangélico de tá saindo de noite para cantar de graça, sem dinheiro, sem cobrar, porque nós não somos artistas, não somos famosos. Então, só quem vive nesse mundo sabe que é um mundo que não dá dinheiro, é um mundo de graça, é um mundo de lhe expand, é uma obra feita por amor, é uma uma obra feita espontânea, é uma obra de ajuda. Muit das vezes a gente vai até para uma Igreja, inclusive até gravar lugares que a igreja mal
tem o dinheiro para pagar um boleto de luz, a gente acaba fazendo a gravação de graça, cantando de graça, fazendo a obra de graça. >> Você sabe dizer, se não souber, não tem problema. Mas ainda que de ouvir falar, se Sara tinha algum desafeto na própria igreja diante da trajetória dela gospel ali de sucesso como cantora gospel que ela estava tendo naquele momento. >> Tinha, inclusive ela tinha brigado com a Com a entiada do pastor. >> De qual pastor? >> Pastor Raimundo José. El elas brigaram dentro da igreja e por isso fomos forçados a sair
da igreja porque ela brigou dentro da igreja com a filha do com a entiada do pastor. >> Você sabe? >> Inclusive ela pediu e disse que a mim ela me pediu todo jeito, que era para arrumar um bandido, um ladrão que que ia Arrumar um dinheiro, que arrumar pegar um dinheiro na mão de um de uma giota para eu para mandar matar a filha do pastor, porque a filha do pastor tinha batido nela. E foi foi uma loucura até acalmar as coisas. air pra igreja e eu chamar o pastor e falar: "Ó, não tem mais
como eu concorrega aqui porque tá tendo muita desavença entre minha esposa e sua e sua entiada e aí cada um seguiu seu caminho". E ela mal tinha oportunidade na igreja Porque ela tinha essa briga com a com a a enciera do pastor. Teve alguma situação de você comprar arma de fogo na mão de uma pessoa de vulgo queimado ou de alguma outra pessoa? Não. A única arma de fogo que eu peguei foi quando eu fiz curso de vigilante pela EBF. Fora isso, nunca toquei num arma de fogo. Ou quando eu trabalhei como como vigilante em
banco, aí eu portava uma arma de fogo. Fora Isso, eu nunca toquei num arma de fogo, nem comprei, nem nunca quis quis quis comprar. Você sabe dizer qual percurso Sara realizou ao sair da sua casa? >> Em qual dia? >> No dia do que ela saiu supostamente para esse evento, outubro rosa. Que se >> eu só sei que ela saiu vindo para Dias d'Ávila. >> OK. Mais uma vez, boa noite. Boa. Você já deu aqui sua versão, já respondeu todas as perguntas que te foram perguntadas sobre os fatos, mas aqui você está sendo hoje julgado
por três cidadãos, quatro cidadãs desta cidade. Eu quero saber agora sobre você. Você já falou sobre os fatos e agora eu quero saber sobre você e os jurados também querem saber, até porque são eles que vão te julgar. Conta aqui para todos os presentes, mas principalmente para os jurados, como é que Ederlan buscou edificar sua história de vida durante toda a sua trajetória, desde a sua infância, sua juventude e até os dias de hoje. >> Quando eu eu tinha 13 anos de idade na de quinta, >> você pode falar olhando pros jurados se você quiser.
De quinta para sexta, eu eu estudava no colégio de Dina Gonçalves e Valéria, na na no Derba. De quinta para sexta, eu tive um sonho. Eu parava em frente a uma porta bem grande de madeira, vinha uma mão como se fosse uma pá e me pegava como fosse um lixo. A porta se abria, aquela mão me trazendo voando para dentro daquela casa, me levava voando. Quando me soltava, eu caía de frente com o altar, eu via um clarão e aí eu acordava. Cheguei na escola na sexta-feira à noite, dava de noite, contei para um Amigo
meu chamado Josias, que hoje é presbítero da Assembleia de Deus Madureira no no Derba de Valéria. Na época eu tinha 13 anos de idade. Ele chegou para mim e disse: "É Jesus te chamando". Quando foi no sábado, eu ia eh de manhã vi o grupo de jovens passando lá da da assembleia em frente em frente a minha casa. me fizeram o convite para ir na igreja do grupo do grupo de jovens que que tava tendo Festa sexta, sábado e domingo. Aí eu falei: "Eu só não vou hoje sexta porque eu vou pro aniversário." Isso foi
em isso foi em junho. Aí porque minha mãe já tinha comprado a roupa de São João, bermuda desfiada, camisa quadriculada. Aí eu falei: "Vou para aniversário sábado, quando for domingo eu vou pra igreja e aceito Jesus. Estou com 13 anos de idade. Fui pro aniversário sábado. Cheguei lá, Aniversário já tinha acabado. Aproveitei que tava arrumado, fui pra igreja. Cheguei na igreja Assembleia de Deus em Palestina, sentei no fundo da igreja, fiquei ouvindo o culto inteiro. Quando acabou o culto, o pastor Landito Coutinho perguntou: "Quem quer aceitar Jesus?" Aí veio o porteiro, o recepcionista, irmão Paulino,
tocou no meu ombro e perguntou: "É hoje?" Eu falei: "É hoje". Eu com 13 anos de idade, fui na frente, aceitei Jesus. Com Passar o tempo, fui fui me me esforçando, tendo interesse, fui batizado nas águas, águas do Espírito Santo, fui virando obreiro, diácono, um dia presbítero, um dia evangelista. Até que em 2017, eu tenho até o certificado, em 2017 eu fui separado a pastor e tomei, comecei a tomar conta de igreja e já tava casado, já já tava casado com Sara. E aí eu mantinha minha minha vida na igreja. E quando foi em 2000,
Não me lembro agora se foi 2000 e em 2009, um ano antes de eu conhecer Sara, eu já tinha fundado a TV Shalom, mas eu só postava vídeos meus mesmo, não postava vídeo de ninguém porque eu não gravava ninguém. Foi aí depois quando comecei a gravar as pessoas, comecei a postar os vídeos, até que um dia uma pessoa chegou para mim e perguntou: "Quanto é para você gravar um vídeo desse para mim?" Aí eu cheguei à possibilidade de ganhar Dinheiro com gravação de vídeo. Eu trabalhava na MAP. Aí eu saí da empresa, peguei todo o
dinheiro, compriamento, montei um estúdio e e que na época era Shalom Produções e fundei a TV Shalom. Passei a trabalhar, aconteceu toda essa região na minha vida. Hoje eu me encontro na cadeia pública, na quando eu cheguei na cadeia pública, na cadeia pública tem uma cela que a cela de crença. É uma cela que só fica crente. São os crentes responsáveis em dirigir Todos os cultos do raio três. No raio três da cadeia pública tem quase 200 presos e tem uma célela exclusiva que só fica o pessoal que vai dirigir os cultos, pregar. Lá nós
temos 13 cultos em s dias. Em sete dias fazemos 13 cultos. Eu cheguei como último na cela, que é uma cela para seis. Távamos estávamos com 11. Eu dormia no chão, no relé no chão. O tempo foi passando, o primeiro foi saindo, o segundo saindo, o terceiro saindo, alguns foram trabalhar Na cadeia, outros ganharam o vará, outros foram transferido. Aconteceu que hoje eu sou o primeiro da cela, sou o pastor do raio, vou fazer três, tenho dois anos 5 meses, é dois do anos 5 meses estudando na na cadeia. Eu tô na escola há mais
de 2 anos, estudando, fazendo cultos, fazendo vigílias. pregando na cadeia, ganhando alma e com saudade. Da da da da família, podendo ver minha vida. Às vezes minha às vezes minha filha vem me ver na Visita assistida. Na visita assistida lá eu não posso dar um abraço nela porque eu vejo ela através de um vídeo. Antes quando eu recebi as primeiras visitas dela, eu podia abraçar, só que mudou algumas regras da cadeia. Hoje eu vejo ela através de um vídeo. Já já tinha um bom tempo que eu não vi a minha filha. Eu fui poder ver
minha filha hoje, justamente no dia do aniversário dela, mas toda segunda-feira eu recebo a visita do meu pai e às vezes meu pai e a Minha mãe e toda semana eu recebo cartinha da minha filha e envio cartas para minha filha. >> Entendi. Eh, você falou que teve um sonho. Aí eu vou aproveitar essa essa oportunidade. Durante sua juventude, você tinha um sonho de um dia se casar, construir uma família? Pensava. Esse sonho se realizou? Se realizou. Você imaginava que um dia esse sonho iria se tornar esse pesadelo todo? De forma Alguma. Nunca imaginei que
ia acontecer o que aconteceu na minha vida. Minha vida, para mim, para mim, para mim, tô falando, para mim minha vida era perfeita. Eu não era rico, não sou rico, não tinha uma vida de tanta, tanta riqueza como muitos que me ouvem aqui nessa noite. Tem uma vida, uma vida muito boa, com um bom carro, com uma boa casa. Mas eu era feliz com a minha casinha, com minha esposa, com minha filha única, vivendo no meu ministério, Fazendo as minhas gravações, tendo o direito de ter a minha própria empresa, com meu cartãozinho de crédito, com
o nome da empresa, a TV Shalom. Para mim, a minha vida era uma vida, eu era feliz com o que eu tinha. >> Eu nunca imaginei que, infelizmente, alguém daria legalidade para que o diabo viesse e destruísse, entrasse, viesse com o pecado do adultério, da destruição, da difamação, que, infelizmente, chegou à morte da minha Esposa e destruiu a minha família. Desde quando você foi preso, você já teve a oportunidade de conversar com a sua filha Esmeralda? Com uma minha filha Esmeralda, >> sim, >> já várias vezes ela vai me visitar, >> certo? E nessas conversas,
o que é que você, o que é que você trata com ela? O que é que ela fala para você? Ah, eu soube eh quando era pessoalmente que era e era era na era na numa numa Salinha com uma moça que ficava onde ficava um guarda, um agente penitenciário e a e >> assistente social >> e assistente social. Era só perguntando como é que tá na escola, como é que tá as notas, beijando, cheirando, abraçando, apertando, só mesmo aproveitando o momento. E agora já tem, esse ano ela não fui me, ela não foi me não
tinha ido me visitar ainda. Hoje foi a primeira vez que eu vi Minha filha esse ano. Nas últimas visitas, como eu disse agora, por causa de algum problema que teve lá na cadeia, a visita é através de um de um vidro. Ela fica de um lado ou fica do outro. Eh, diante dessa relação, dessa continuidade, melhor dizendo, dessa relação amorosa que você sempre teve com sua filha, será que você acredita que Esmeralda confia na sua inocência? >> Perfeitamente. Ela sabe que eu não que Eu não fiz nada com a mãe dela. Por que que você
tem essa convicção? pelo que eu fui com ela, pelo pela pessoa que eu sou com minha filha na sociedade, na minha história de vida, por tudo que eu eu já fiz, pela pessoa que eu sou, pelos pelos estados onde onde já fui gravar, pelos bairros em Salvador, pelos interiores da Bahia, onde eu já passei para fazer gravação, para poder levar a palavra do Senhor, para ganhar almas, por onde eu já Passei, a história de vida que eu que eu deixei e a pessoa que eu era dentro de casa. Porque a minha filha nunca acreditaria em
mim se dentro de casa, se eu, se fora de casa eu fosse uma coisa e dentro de casa eu fosse outra. Eu tenho certeza que se vocês tivessem a oportunidade de ouvir ela e vocês jurados pudessem, não através da tela que vocês viam ali travando, paralisando com áudio ruim, mas se vocês tivessem oportunidade, ela Tá aí. A a a moça aqui até falou que ia ia ia comprar um bolinho para ela. Agora quando eu ia chafal falou que ia bater uns parabéns para ela. Foi na hora que eu tava indo que uma moça me chamou
para ir bater os parabéns para ela. Foi na hora que me chamaram para vir para aqui pra sala para poder falar. Mas se você tivesse a oportunidade de conversar com minha filha, olhar dentro do olho da minha filha e perguntar quem é Derlan Santos Mariano, quem é o pai Que na carta ela, se ela fala que na carta se ela fala pai, ela fala poucas vezes, ela fala herói, ela liga na rádio, tem uma rádio na FM, na rede Aleluia, de de segunda a sexta, 9 horas da noite, tem um programa chamado Momento do Presidiário
na Universal. Minha filha liga quase todos os dias para me dar boa noite. Liga na rádio, diz que eu sou herói da vida dela, diz que me ama. Todo dia minha filha liga na rádio, fora as Cartas que eu recebo dela toda segunda-feira. Então, ela acredita em mim porque ela sabe a pessoa que eu sou. Se eu não fosse a pessoa que eu tô dizendo que eu sou, com certeza a minha filha, ela não teria tanta fé, ela não acreditaria tanto em mim da forma como ela acredita. Entendido. Diante desse seu relato, eu não tenho
mais perguntas não. Obrigado. Excelência. Finalizo. Perfeito. A defesa Entrega a palavra. Depois então encerrado. Eh, sanitária, alguém quer? Eu quis. Desculpa, eu fui na frente. Vamos. Vamos servir o jantar então comos senhores. Gente, viu? Vamos aproveitar para servir o jantar. Pede lá pro pessoal servir jantar. Ou eu não, Doutores, doutores, eh, há há uma jurada quer fazer uma pergunta. Desculpem, eu perguntei para eles antes e depois não perguntei. Perdão. >> Eu peço só que retomem, reinicie a gravação se já tiverem sinalizado. Eu queria passar então por gentileza a aos jurados por escrito para que a
pessoa escreva somente para seus olhos, seus olhos e os meus, tá bom? Você escreve, Dobra e me entrega e pede ao pessoal da Copa para ir preparar o jantar, tá bom? Tem mais só essa pergunta? Eu >> posso pode fazer uma pergunta. >> O senhor continua com a palavra. >> Hoje eu vou dormir na mesma delegacia onde eu fui espancado. É, >> eu senhor foi espancado nessa delegacia daqui >> daqui de Derdávila. >> Eu não tenho outro local para encaminhar o senhor, Mas eh veja só, partindo do pressuposto da premissa de que o senhor foi
agredido, o senhor foi agredido não por causa do local. Sim, por causa das pessoas. Então, nós temos aqui uma outra equipe que está trazendo desde a SEAT e que vai se encarregar da sua custódia. >> Diga, David. >> Não existe a possibilidade de plantear bem próxima ele? >> Doutor, eu preciso, eu não tenho como Tomar essas decisões sem ouvir os encarregados da escolta. Entendeu? Eu nem sei se eles vão tr se a ideia deles, eu eu tô presumindo que o plano deles é deixá-lo aqui, mas eu nem sei se eles não são obrigados a retornar.
O pior, o >> o pior de ficar lá, de voltar para lá, é que eles perdem alimentação pelo fato de estarem separados para poder fazer a escolta, o transporte. Tudo isso já gera Problema de de desorganização na alimentação deles. Aqui eles estão sob nossa tutela, eles têm mais chance de serem eh convenientemente adaptad eh alimentados. Certo. Eh, pode fechar a porta pra gente dar continuidade. A defesa de tá aí presente toda, né? >> É, é, foi a pergunta que foi feita. >> Nós nem chegamos a interromper. Eu tinha interrompido só a minha. As duas estão
gravando, né isso? Adinei aqui a gente Não chegou a parar, tá? Eh, a pergunta é a seguinte. Nessa sua história de vida com a senhora Sara, havia algo que o senhor hoje observando retrospectivamente, ou seja, do presente pro passado, o senhor teria feito errado, o senhor teria feito diferente, algo que o senhor hoje considere isso daqui eu errei ou que isso daqui pelo menos eu poderia ter feito diferente, não teria contado meu problema paraa pessoa que eu contei. Mas assim, eu falo A na relação sua com ela, >> não. >> Nada o senhor faria diferente.
>> Não, a minha relação era era era era era perfeita. Continuaria perdoando ela e pedindo para que ela ficasse, para que a gente mantesse a nossa vida em paz, como a gente era sempre. Só um instantinho. >> É porque vaza. É, é só isso. Certo. Entendi. Eu acho que isso responde, não é isso? responde. Pronto. Então agora podemos dar para encerrado o Interrogatório dele. Vamos servir o jantar, tá, pros doutores que estão aqui passando mal pra gente seguir com os dois interrogatórios logo depois. Davidon, diga. Vocês vão ter que sair continuidade. Sanderlan, diante do que
do que se falou aqui no no depoimento pelo ã Wesley Pablo, seu seus advogados solicitaram que o senhor pudesse acrescentar alguns esclarecimentos a seu interrogatório. Eu permiti, estou passando a palavra diretamente a eles e lhe antecipo o que antecipei a ele, a eles. Eh, eu não vou permitir perguntas repetidas nem respostas repetidas, porque nós já sabemos um uma parte do que o senhor entende, né, sobre o sobre a acusação, sobre o caso. Eh, apenas fatos novos que possam ser aventados pelos advogados serão permitidos. Tá bem? A palavra está com a Defesa. O senhor continua sem
a obrigação alguma de responder a perguntas ou de eh O senhor tem fazendo juiz, fazendo o juiz, portanto, a ficar em silêncio. A defesa está com a palavra. >> Obrigado, excelência. Mais uma vez, boa noite a todos. Conforme o o juiz acabou de informar, perguntas objetivas e respostas objetivas. Certo. Certo. No dia que Sara faleceu, on dia Aconteceu o fato? Você ligou para Zoc? Não. OK. Eu quero que você diga, não para mim, para jurar, o porquadok está lhe acusando. Pode falar. Se está havendo algum tipo de acusação contra mim, no mínimo pode ser por
um caráter de inveja. um desejo de ter a TV Shalom, ter o trabalho que eu construí, ter a minha dignidade, até porque eu não tenho um histórico criminal. Se for buscar, se for pesquisar quem tem um histórico criminal aqui, não sou eu. Então, por algum motivo dele deve deve estar me acusando, deve ser para galgar, ter alguma coisa que eu tinha, ter a propriedade de assumir os os meus negócios, porque eu não tenho nenhum tipo de histórico criminal para cometer nenhum tipo de crime. >> Pois não, doutor. Só questão com a palavra. >> No dia
que Sara saiu para fazer o evento, que foi no dia que ela foi assassinada, ele Zoc esteve na porta da sua casa ou na sua rua para conversar com você? Nãoido. >> Quando eu te perguntei o porquê que ele está incriminando e você respondeu que possivelmente seria inveja e mais o quê? Ele não quer assumir a culpa sozinho. Como é? Ele deve não tá querendo assumir a culpa dele, deve tá querendo pesar sobre mim o que aconteceu, até porque eu não estive no local do crime até o momento aonde o repórter me levou. Talvez quem
poderia estar preso aqui seria o compassa dele, o Davi. Até porque eu não fui desumano em momento nenhum, porque eu não eu não cometi crime, eu não matei minha esposa, eu não tive a coragem que ele teve de, se foi ele que matou, Eh, voltar a subir num púlbito, um altar da igreja para poder pregar, levar a palavra de Deus. Calma aí que essa parte eu não entendi. Depois que tudo aconteceu, ele voltou para uma igreja para pregar. Foi. >> Ele voltou, >> até onde eu fiquei sabendo, ele foi preso dentro de uma igreja evangélica,
pregando juntamente com Davi >> depois do crime. >> Depois do crime. >> Você sabe por que Davi não foi investigado? >> Não sei. Um >> tem tem interesse em saber? >> Tenhum. Certo, >> Ederlan, boa noite mais uma vez. >> Boa. Zadok disse que teria dado apenas três golpes de faca e segundo o Laudo, Sara teria tomado aproximadamente 22 facadas. E Zado deixou subentendido que outras pessoas sabiam onde o corpo se encontrava. Antes de você ser procurado pelo repórter lhe informando o local onde o corpo foi encontrado. >> Pode continuar. Só tá repetindo. Eu vou
fazer que sim com a cabeça. Sim. >> Você tinha ciência ou não >> que o corpo estava naquele local? >> Não, eu não estive lá em momento algum. Acredito que todas as provas perenciais Podem concluir que não tem momento nenhum passagem pelo pedágio, carro. eh algum tipo de digital minha no local ou na faca. Momento nenhum eu estive lá, não executei nenhum golpe, eu não matei minha esposa. Da perícia do seu celular, será encontrado alguma ligação para ZOC, para Vittor ou Gideão? Não, >> sem mais perguntas, excelência, muito Obrigado. >> Não, doutor, foi repetido sim,
mas não tudo, doutor. Desculpe, mas depois de repetir a pergunta, olha para mim, diz, viu que não foi nada repetido, os senhores me perdoem, mas meu sangue é humano. >> Zelência, o objetivo, >> como é que pergunta se ele foi lá ver o culpa? Já disse que ele não tem nada a ver com o assassinato. >> O objetivo do do nosso requerimento já Foi concluído. O senhor pode encerrar a sessão para amanhã antes, doutor. >> Ele ele nega qualquer participação. >> Pronto. Senhores sabem >> o que a gente pediu. O senhor deferiu e já foi
concluído. >> Doutores. E eu não ia falar nada, mas o doutor falou: "Viu aí, doutor, desculpe, mas se você me chama pro ring, eu entro. Desculpem". Todo mundo que me conhece sabe que é assim que funciona. Acredito. >> Eu me chamou, eu vou. Ah, doutor, eu sei como é. Eu sei muito bem, o senhor sabe muito bem como é, doutores, a a sessão está encerrada, eh, suspensa, perdão, até ser retomados os trabalhos amanhã às são meia-noite, eu vou marcar para 9 horas da manhã o retorno dos trabalhos. Oxe, senhora. Pode sentar aqui por gentileza. A,
claro, pode deixar atem aberto, tem que encerrar, tem encerrado os Trabalhos, etc, etc. Pode interrogatório, pode preparar. >> Pronto. Que eu não vou, porque quando terminar isso aqui ninguém vai esperar. Tem que tá prontinha já para imprimir, tá? Você já sabe que são dois interrogatórios. Então, pode iniciar a gravação. Dando então reinício os trabalhos. Seno, eh, nome, o nome completo do senhor, >> Wesley Pablo Correia de Jesus, não é Isso? >> É. Eh, seu vou pedir só um pouco mais de de silêncio no salão porque eh às vezes reverbera e a gente aqui tem dificuldade
de ouvir com mais limpidez. Eh, seu Wesley, nós vamos iniciar o seu depoimento. Ah, o depoimento de uma pessoa acusada se chama interrogatório. Não, desculpa. Nós vamos iniciar, senor Wesley, o depoimento do senhor e eh o depoimento, como falava, do de qualquer pessoa acusada de process de qualquer crime, seja uma briga com vizinho, um empurrão, esse esse depoimento ele é qualificado, ele se chama interrogatório e ele tem justamente essa qualidade de quando a pessoa é acusada de um de um qualquer crime, ela não é obrigada a responder a falar, a se explicar. Ela não é
obrigada a nada. É assegurado a Ela o direito a ficar em silêncio. Mas tem assegurado a ela o direito de se manifestar, de se expressar e de contar sua própria versão, sua própria verdade. Então, é com é com essa essa instrução inicial que eu dou ao senhor que eu vou dar início ao seu interrogatório. O senhor não é obrigado a responder a todas as perguntas. Senhor pode, enfim, ficar em silêncio preferir não responder a algum específico. Eh, >> excelência, >> pois, >> pela ordem. Eh, [limpando a garganta] eh, momento oportuno agora de ia fazer uma
manifestação, não foi? Aí a gente desinverteu a ordem. À vontade, doutor. >> Pero, excelência, o acusadole aqui no dia de hoje que será julgado pelo sete julgados nobres. o responderá todas as perguntas, Salvo as perguntas dos correus, ou seja, de Vossa Excelência, do Ministério Público, de todos os jurados e da nossa defesa eventualmente. Muito obrigado. >> Tá bom, doutor? as defesas já ficam cientificadas disso. No momento, eu vou apenas confirmar com ele esse desejo numa expressão do direito de autodefesa, mas evidentemente vou inclusive lembrá-lo dessa orientação do senhor que já deve também ter sido transmitida
Diretamente a ele, né? Então, com essa com essa diretriz em mente, né, do seu direito ao silêncio, mas também do seu direito à expressão, eh eu pergunto ao senhor se é necessário eu ler a acusação ou se o senhor eh dispensa ela, pois o senhor já tá bastante informado de qual é a a acusação que está recaindo sobre o senhor nesse momento. >> Sim, eu tenho ciência da da acusação. >> Certo. Em resumo, apenas para a gente Concatenar as ideias, a acusação que recai sobre o senhor é de haver participado do assassinato da eh Sara
Freitas, eh basicamente estando presente no local aqui em Dias d'Ávela, onde ela estava, levando eh extraindo-a do veículo onde ela estava, levando-a após essa eh essa emboscada, levandoa até certo local no mato, onde o senhor teria eh diante da reação Dela escorregado, caído, chamado eh apoio, o Vittor teria ido apoiar o senhor e juntos teriam efetuado eh golpes eh com instrumento Éforo cortante. Essa é a acusação do senhor, senor. Participou segurando ela lá no local, pegou e chegou a a disferir facadas. Ponto. Eh, em relação a essa acusação, qual é a posição do senhor? Ela
é verdadeira, ela é falsa, ela é verdadeira? Até determinado ponto. Eu venho aqui hoje como homem. Eu, primeiramente queria pedir perdão. Acredito que minha família esteja aqui atrás. a minha família. Queria pedir perdão a todos, mas eu venho que hoje como homem, de fato, isso ocorreu, só que algumas inverdades dentro do que tá sendo citado, pelo menos pela mídia, ou que chegou ao meu conhecimento, mas eu venho aqui hoje em busca do meu bem maior, que é o perdão, certo? Eu sei que errei e tô Aqui para assumir aquilo que eu fiz. Mediante a isso,
excelentíssimo, me perdoe se em algum momento aqui eu usar alguma palavra que for, né, porque eu nunca passei por isso aqui. >> Não se preocupem falar bonito, né, elegante, se preocupem que eu nunca entrei numa delegacia nem para prestar uma queixa, >> certo? Eh, de fato, no ocorrido, eu tirei sim a vida da Sara, tá? A pedido do Ederlan. Eh, Vitor esteve de fato eh comigo, mas não ele ficou no carro, ele não não teve comigo no local. De fato, a gente eu caí ali. Eh, >> a gente deu o quê? Eu não vi a
palavra. >> Eu caí ali na caí de fato. Eu nunca tirei a vida de ninguém antes. Não tinha nem ciência totalia fazer aquilo ou não. Certo? Para mim foi tudo muito muito rápido, muito, não se não tenho palavras, na verdade, para descrever como foi aquilo. E eu, Uma coisa que eu tenho refletido muito durante esses dois anos e alguns meses e cruzo, eu me me questiono e me cobro muito. Por que que eu me deixei levar até aquilo? Porque que eu me permiti chegar até esse esse ponto? Não tô aqui dizendo que eu sou inocente,
não é isso. Eu fiz e tô pronto para pagar pelo meu erro, recuperar a minha dignidade, a minha moral pagando, porque é isso que eu aprendi, que aquele que confessa e deixa Alcance de Deus a misericórdia. Essa eu tenho buscado e hoje, mediante a todas, temos buscado isso também. Eh, eu nunca me vi naquela situação. Então, eu gostaria de deixar deixar aqui hoje de certo ponto claro que mediante aquilo, se talvez, eu sei que isso deve ser perguntado, eh, se eu pudesse voltar, o que eu não posso voltar, eu voltaria e não faria aquilo. Eu
me vi em um jogo. Hoje eu entendo que eu me vi enrolar na minha situação e não não Valeu em nada, não deu em nada. Não é só pelo fato de estar preso, é porque eu hoje eu consigo enxergar um todo de tudo. Eu recebi uma ligação de uma pessoa que eu tinha um um tinha um um préstam, que é o seuerlan e no momento da ligação ele me diz: "Olha, eh, eu tenho uma proposta para você, tá?" Quando o senhor diz eu tinha empréstimo, o senhor devia dinheiro aí? >> Não, não é empréstimo, empréstimo.
Empréstimo, me perdoe. É uma palavra, é Uma palavra rara, mas a palavra está correta. Sim, >> pronto. Por ele ele me liga e diz assim: "Olha, eu preciso que de um favor seu e em troca eu vou fazer o que realizar aquilo que você mais tem buscado, porque a gente já conversava muito sobre a minha questão artística, o desenvolvimento do meu canal, tudo isso é uma coisa que sempre foi um sonho meu. Meu primeiro vídeo gravado, por incrível que pareça, no YouTube, tem 17 anos. Fui Aqui no na rua da rádio aqui em Dias Dábua,
certo, na inauguração de uma igreja. Eh, naquele momento ele me fez uma proposta de jogar minha carreira para cima, de usar a TV Shalom, que era o meio de que eu tava ingressando, de investir ainda mais em mim me jogar para cima. E o que ele me pediu foi para que tirasse a vida da Sara. Ele falou isso por telefone. >> Por telefone. >> Telefone. >> Continue. >> Por telefone. Eh, >> isso foi quanto tempo antes da morte dela? >> No dia. >> No dia. >> No dia. Continue. No dia. Ele me ligou no dia.
Eh, ele me fez a proposta, me fez a ligação, fez a proposta. Eu naquele momento, pela a sede que eu tinha naquele momento de Conquistar espaço, conquistar tudo, sinceramente, eu agi inconsequente. E quando eu me vi já num local, já não vinha mais na minha mente aquela possibilidade de, tipo, ah, vou abandonar isso aqui e vou retornar. Eu tive medo, tá? Mas antes vamos eu fiz da mesma forma com o senhor, só pra gente não é natural que no seu relato haja idas e vindas no tempo, mas para que a gente compreenda a ordem dos
fatos, como elas aconteceram, oll te Liga no dia da morte dele. >> No dia, >> que horas ele te liga? Ele me ligou por volta das 2as da tarde. Eu estava na ilha, tá? Aí eles fala assim, >> como se diz em baianês, na lata. >> Na lata. E você aceita na hora? Eu tava retornando da ilha para Camaçari. >> Sim. >> Que é onde eu onde eu moro morava no Caso, né? Então, no momento, eu também não dei uma resposta dele que faria ou não. A segunda ligação dele, eh, já eu já tô em
casa, tô no apartamento que eu morava e aí fui onde sim, eu disse ele queria na segunda ligação, ele me insiste aí na segunda ligação disse ele que de fato iria. Continue. E aí? E aí? Bom, tudo bem, eu vou. E como é que esse crime ia acontecer? Pronto. Ele só me disse que a a pessoa iria me buscarem, no caso, em Casa, e que me levaria até um local, um local específico. Até então também não sabia a rota, a trajetória. Como a pessoa que apareceu para mim buscar era uma pessoa que de fato eu
já conhecia, apesar de até o momento de chegar lá eu não saberia quem era o o motorista, a pessoa que me buscaria, eu me senti naquele momento até mais encorajado aí. >> O senhor pode dizer o nome da pessoa? Gideão, senor Gideão, porque de uma pessoa, >> o senhor tava, Gideão foi buscar o senhor em casa. >> Sim. >> Tá. O Ederlan lhe falou que alguém ia lhe buscar em sua casa. Foi isso? >> Isso. Que a pessoa iria me buscar, >> mas ele não falou quem >> não. Continue. >> Não. E e na na
ligação ainda questiono isso a ele. Question isso a ele. Tipo, pô, mas quem vem quem vem me buscar aqui? Quem é a pessoa? Ele, ele só Mandou ficar tranquilo. Eu fui, quando cheguei que vi a pessoa que era me sentir mais eh eh >> como é que o senhor ia saber a hora que a pessoa chegasse? Eu moro na o prédio que eu morava do terreo. Chegou, buzinou, automaticamente eu vou. >> Continue. >> Sabe foi o que ocorreu. >> Senor tava sozinho nesse momento? >> Não, não. >> Continu no momento da ligação. O senhor Víor
tava em minha casa. >> Quem? >> Víor. Víor Gabriel. Víor tava em minha casa. >> Na primeira ou da segunda? Na segunda ligação. A primeira eu tava na ilha ainda, tava em Bom Despacho. Na segunda ligação, o Vitor tava em minha casa. Quando eu, ele me ligou, eu ainda pedi licença Vitor para atender a ligação, mas separado. Atendi a ligação e Retornei. Foi quando eu falei com o Víor que ia fazer uma situação, mas também não disse ao Víor qual era a situação. Tá >> certo, >> Vitor? Eh, eu gostaria de deixar isso aqui em
em partes. O Vitor foi comigo no carro, mas até então o Vitor não sabia do que se tratava. Eu também não não quis falar com medo da da reação dele poder ligar, dele qualquer coisa do tipo, somente no momento, até porque Naquele aquele até chegar num local, até realmente nem eu tinha certeza se ia ter coragem de de >> Mas o plano consistia em matar ela como >> ele não me disse mate de um jeito ou de outro. Que instrumento >> eu fui, eu levei uma faca. >> O senhor levou uma faca? >> Levei uma
faca. >> Levei uma faca. >> O senhor, Víor, sabia dessa faca? >> Não, tava na bolsa. >> Tá na O senhor levou muda de roupa também? >> Como >> levou muda de roupa? >> Não, não, não tem. >> Consta nos autos. Eu depois eu vou repercutir com o senhor algumas coisas que constam do processo, >> mas só pro senhor ter oportunidade. >> Muita coisa. Pronto. Muita coisa do que consta. Eh, eu acho que também eh, sabedor de todos que teve acesso, no Caso, a ao tinha um advogado que não é a minha mesma defesa de
hoje e eu fui instruído pelo meu advogado naquele momento a contar um uma outra história ali que seria favorável, segundo ele falou. mais após, e eu acho, eu acredito que eh o delegado eh Dr. Elvaldo, que tava na frente, ele é testemunha disso. Minha mãe me pediu para que eu fosse com a verdade. E a pedido da minha mãe, a Reconhecimento de tudo que eu aprendi nos longos dos meus anos dentro do evangelho, eu vim hoje com a verdade, não com a história que me foi dada para contar até aquele período. O senhor não vai,
já que o senhor está sendo tão franco e o senhor, vamos dizer assim, o senhor já admitiu a coisa mais grave, que é ter tirar a vida de uma pessoa. Pronto, há alguns detalhes que não estão batendo, certo? Tá, depois não se zanguem comigo, mas eu vou ter que Comentar eles com você, tá certo? Mas pode continuar. Minha questão trêmula aqui é por causa do frio. Frio. Pode, pode desligar aí o ar condicionado, por favor. Fique tranquilo. Continue. Então esse Gideão passa lá, o senhor entra com Víor. Víor sem saber era uma coisa, mas e
ele não sabia de fato o que seria até o até o determinado, tá? Momento. E aí quando chegou lá, o Gideão me deixou junto com o Vitor na entrada ali do >> Tá. E a conversa com Gideão era qual? >> Eu não tive muita muita conversa. >> Mas demorou um pouco para chegar lá. >> Sim, sim. >> E aí falavam sobre o quê? Não, a única coisa que eu perguntei a ele, de fato é um dia que ele me deixaria. >> Hum. >> E ele falou que já tinha um local certo que me deixaria mais
ou menos nas mediações da fábrica de água. Tá pronto. >> Que ele me deixou na sequência ele retornou e foi buscar a Sara e voltou novamente pro local. >> Tá, mas o Vitor aceitou isso tudo assim, de repente sem saber para onde ia. né? Pronto. Acho que até o período, o momento da principal conversa dentro do carro, quando acho que quando o nome dela é citado, acho que só ali que Víor veio tomar um parecer, um choque de que poxa, o que é que vai acontecer? Só que até então para ele seria uma tipo nada
Estaria de fato acontecendo até ele começar a tomar uma ciência. >> Continua. No período em que eh Gidão foi buscar Sara, realmente a gente conversou, eu falei: "Velho, tá para se passar isso e isso aqui". Certo, mas não precisa você se adentrar em nada. Tanto que quando o carro chegou, que o Gideão parou o carro, certo? Eu gosto de deixar isso bem claro aqui. Ele de ele no momento nenhum nem sequer ele chegou a o carro chegou a quebrar, ele parou o Carro. Pronto. Vitor entra. Após de eu tirar celá do carro, Vitor entra e
ali ele fica. Só que quando eu tirei, ela tentou correr. No que ela tentou correr, me derrubou. Caiu eu e caiu ela ali para para aquela parte de baixo ali, que foi onde, infelizmente, ocorreu o o olfato. Eu retorno pro carro >> depois. >> Depois sim. em que segue viagem de volta, sentido Valéria, sentido Salvador, em que segue viagem. Nesse momento é que ele me me perguntam dentro do carro, ambos perguntam o que o que de fato tinha se tinha ocorrido ou não o que de fato tinha ocorrido. E eu respondi: "Não, eu acredito que
ela esteja morta. em que seguiu viagem. Até então nem eu tinha a certeza, a convicção de que ela teria morrido ou não. Certo? Na no laudo necroscópico se declara que foram detectadas 22 facadas. Todas as 22 facadas foram desferidas pelo senhor. Ó, eu vim com a verdade, foram três, certo? Porém, não é só eu, essa pessoa aqui, que sabia aonde o corpo estava. Se alguém possivelmente possa ter ido lá, >> quem mais sabia? >> O marido sabia, até porque quem definiu o local foi ele. >> O senhor sabe? Só tô sendo franco com o senhor,
tá? Porque o senhor disse que veio falar a verdade, senhor. Até se o Senhor disser, doutor, não quero conversar, a gente nem falou. >> Não, eu esperei dois anos por isso aqui. >> Três ou 22 facadas. Dá no mesma. Eu sei disso, porém eu tô falando que da minha parte foram três, >> tá? >> Eu não, eu não, >> não, não vou, não vou pressionar o senhor. Só tô dizendo assim que >> não, pronto. Eu não tenho nenhum tipo de, Como posso dizer, de surto que apague a minha memória ou algo do tipo. Então, até
que me conste, que eu me lembre, foram três, >> tá? Nunca 22. Pode ter sido quatro, mas 22 nunca foram. >> Não da minha parte. >> Quem mais sabia onde? onde o ponto exato seria Davi Oliveira até o presente momento, no caso Davi Oliveira, Gideão que fez a viagem, Éderlan, que de fato ele Escolheu o local até porque foi lá que a gente foi deixado e depois buscado e que sabe o local e tanto eu, eu e o Vitor só ficou sabendo de fato do local no momento da chegada. Mas o Davi vocês foram pegar
porque você ainda não chegou lá. Mas o Davi vocês foram pegar ele não foi depois, >> mas depois. Aí você contou o local. >> Não, Davi já sabia do do que ia ocorrer. Você tinha contado para ele, Davi? Já sabia naquele dia. Sim. Naquele no mesmo dia. No mesmo dia. No mesmo dia. Continua. No mesmo dia. Tanto que a gente retorna. retorna para onde? Para quando a gente vem para casa, a gente passa pela pelo em vez de de a gente passou pelo pela via, a gente passou pela mesma via, certo? E essa passagem pela
via foi a pedido do Davi. A gente volta pela mesma via antes de ir lá para minha casa. >> Então o Davi sabia onde a Sara estaria? Sabia. Sabia. O que o senhor me declara, então, que o Davi eh tinha interesse em saber como estava o local do crime depois, porque ele que pediu para passar por ali. Vocês falaram sobre isso no carro? >> Sim. Tá. Como foi a fala? Na ele ele ele tinha perguntado se tinha feito se tinha feito. Você ele ainda a falar, você teve coragem? Fez mesmo. Fez. Como prova de que
realmente tinha feito. Ele queria ter a certeza se estava feito. Ele pede que a gente passe ali de novo no aquela altura, então todos os quatro já estavam falando abertamente do que aconteceu. >> Não tão abertamente >> não. Não ficavam repetindo, mas assim, todos os quatro estão sabendo. >> Sim, >> sim. Até porque naquela altura ali não tinha mais o que ir se esconder entre Nenhum de nós. >> Quando o senhor, vou dar um salto, eh quando o senhor está participando de um certo procedimento de acareação na delegacia, >> uma hora que o senhor diz
assim, tem muita coisa ainda que vai aparecer. Aí eu acho que eu não lembro quem é. Aí a pessoa disse: "Tinha lá mais uma outra pessoa branca". Aí o senhor fala: "E, tá vendo? É isso que eu tô dizendo. O senhor tem alguma coisa a ver isso com O Davi, uma outra pessoa? Tinha mais alguém? Eu não dessa fala especificamente, eu não me recordo. Tá, tá bom. Então esqueça, pode seguir. Aí vocês pegaram Davi na rodoviária de Salvador e voltaram para Dias Ávila, >> que voltou para Camaçari, porém veio, passou pelo viaduto. Veio isso por
fora, passou pelo viaduto, tá? Porque Davi pediu. E foram à casa de Erlan. no retorno, depois de deixar Davi em Casa, não, antes de buscar Davi. Ah, antes de buscar Davi. Então vocês vão lá, saem do ponto da morte dela, vão até a a a casa de Ederlan. >> Ederlan. >> E lá fazem o quê? Tinha uma bolsa, ficou uma bolsa. Fui entregar uma bolsa. Acredito que na bolsa tivesse algumas preferidências dela. Se fosse tentando entregar a bolsa a bolsa celular. E qual foi a conversa? Lá só me pergunta. A gente não chegou e a
casa dele na na esquina mesmo. Eh, ele só me pergunta se de fato ela estaria morta. Eh, eu é como a fala que eu disse ele foi essa. Certeza que ela tá morta. Eu não posso dizer porque eu não fiquei lá para atestar, mas eu fiz. Entra, o senhor lembra do local, do corpo dela onde o senhor aplicou os Golpes? O pescoço. Continua pescoço. Aí o senhor falou: "Certeza eu não tenho aquela porque eu não fiquei lá para testar, mas eu fiz. Sim. Aí, aí ele fala: "O quê?" É a hora que eu retorno pro
pro carro, porque eu só fui entregar. Aquela altura tava todo mundo com muito medo. >> E o dinheiro? E o dinheiro? >> Não teve dinheiro. >> Continue. >> Não teve dinheiro, >> tá? Eh, foi foi um argumento que o o meu primordial advogado me pediu para que que levasse, mas o motivo realmente não foi dinheiro. O a proposta dele para mim nunca foi assim, vou lhe dar R$ 1 ou dois, nunca foi isso do tipo. Ele de fato me fez uma promessa e ele tinha poder com a TV Chalão para isso, de botar de fato
a minha careta até porque muitos lugares que eu pus os pés para cantar, para me apresentar foi através dele de fato. E ele tinha poder para mim Me botar em muito mais eventos, muito mais lugares. Não, não, não posso ser hipócrita aqui. No momento que ele me faz a proposta, eu perdi o o o senso e acabei ficando enradiado com aquilo. A mente ficou de fato. >> Ele lhe explicou por queria tirar a vida dela. >> Sinceramente, não. Não, não tenho. Ele não me vem com Eu acho que por ligação também ficaria algo muito eu
chegar para ele por disso, >> sendo que ele tá me fazendo uma proposta. >> Não, mas já que o senhor tocou no assunto, a ligação, pô, você podia matar minha mulher também, se a gente parar para pensar, não faz sentido que a pessoa vá aceitar uma oferta dessa. >> Pronto, mas ele me faz uma proposta, a proposta dele tá feita. Não, velho, eu posso a primeiro vem a promessa, né? Posso lhe botar sua carreira para cima. Mas eu preciso de um favor. >> Qual o favor? ou eu preciso que você eh mate a vida de
Sara, tire a vida, tire a vida de Sara. Pronto, naquele momento me veio muitas muito fato, muito questionamento na mente e a rádio dele era, a TV dele era tão poderosa assim a ponto de de fazer você meio que brilhar na sua mente, você perdeu as estribeiras. Pronto. Do antes de eu gravar o meu primeiro vídeo na TV Shalom, Eu já vinha cantando, gravando coisas mais simples e nunca tinha saído do do parâmetro, pode dizer assim, em Bahia. O máximo aqui de Água se os lugares próximos. Quando eu gravei o meu primeiro trabalho com ele,
de fato, eu consegui chegar em outros estados, consegui chegar em outros locais, eventos que eu passei a ser remunerado, eventos que eu passei a ser eh eh notoriamente conhecido, publicamente conhecido. >> Ele era bom no que ele fazia. >> Sim, nesse que profissional eu não tenho o que questionar. >> Fala no meio, no meio de produção similar, ele se destacava. >> Meio prodão. Sim. >> Tá. Continua aqui na Bahia, pra gente, principalmente pra gente do meio gospel de gênero pentecostal, a melhor referência de de produção era ele há muitos anos, tá? >> Era o sonho,
na verdade, de qualquer Molequinho aparecer na TV Shalom. Então, naquele momento me veio sim questionamentos do porquê, mas eu não não tinha nem como chegar para ele de imediato ali, até porque o negócio, a a conversa foi essa, é agora se vai é agora. Vai lhe buscar e agora eu só tinha que aceitar sim ou não. Não tinha uma uma contra proposta. Mas eh você franco contigo o tempo inteiro, >> certo? >> Como é que ele ia conseguir levar ela para aquele local, marcando assim tudo de última hora? Bom, se com ela tava marcado de
última hora, aí sinceramente eu não sei dizer ao senhor que sim ou que não, porque quem monitorava, quem fazia a questão de agendamento dela era ele, como também ele já fez agendas para mim. >> Você não tem nada a ver com a a forma que ela foi levada para lá, >> você nem sabe. >> Era só um ponto. Eh, e quem contou pro Davi, então quando você você que ligou para ele, porque eu tô, para mim tá parecendo tudo muito em cima. Pronto, >> pô. Vamos hoje matar. Não, pô, tá hora. Vamos. Sabe, para mim
não matei ninguém. Falei, eu falei com Eu falei com o Davi. Eu falei com o Davi porque no, no período Davi é uma pessoa muito próxima a mim. Na primeira ligação em que eu recebo, já na primeira, eu eu falo com Davi. Davi, fulano me fez uma proposta meio estranha. Tô falando com você porque você é uma pessoa que de fato eu confio. Tanto confio que ele passou a noite em minha casa, >> tá? E o Davi fala o quê? >> Ele, velho. Isso é, isso é maluquí. Pronto, isso é maluquí. Mas, mas se vai
fazer, Ele tava me esperando na rodoviária. >> Quem marcou com ele na rodoviária? >> Quem marcou com Davi na rodoviária foi eu. Ele tava me esperando para eu buscar ele. Só que houve um desencontro do de horário. Quando eu cheguei na rodoviária, porque eu vinha do ferro, nunca gostei de pegar o Suburbana, vinha, ia direto pra rodoviária para pegar o regional para vir. Houve um desencontro de horário, Eu vim para Camaçari e ele acabou ficando. Quando ele chegou na rodovia, eu já tava no meio de caminho. Quando eu, quando eu falei com ele, ó, daqui
a pouco eu volto para lhe buscar. Por esse motivo Davi fica na rodoviária de fato me esperando. E é por isso que a gente passa na rodoviária. >> Quando sai da casa de de Ederlan, então vocês vão pra rodoviári, pega Davi, voltam ele aí. Você aí você contou para ele então que fez? É porque ele já tinha Um um eu já tinha falo com ele mais cedo, ele só não sabia de fato ali se eu teria feito ou não. É quando ele me pergunta, mas o Davi Sim não não ia terminar se complicando ao se
misturar com você justo naquele dia, entendeu? Eu tô pensando no lugar de Davi, rapaz, eu tô entrando, não vamos aproveitar e ver no local. Se a polícia passa, você pega vocês lá, aí ele caía sem ter feito nada, entendeu? Só, só me, me permita à vontade, à Vontade. >> É porque na mente da gente que eu queria expressar isso aqui, não tô dizendo que eu não fiz, mas não é uma mente de um criminoso que vou arquitetar na mente da gente não daria e eh eh problema não, não é uma mente de alguém que tá
acostumado a viver isso, tá? Eu vim aqui certo para transmitir. Não é uma não vai não vamos passar lá não que vai dar errado. Não vamos passar lá não que pode prejudicar nunca. E para começo e começa até o carro que pegou para ser feito é um carro que tem GPS, tem um segundo dono. Nem isso, nem isso a gente passou na mente da gente que poderia dar errado. Na naquele pelo menos na minha mente e eh eh eu acredito o seguinte, quando eu chego num local, eu ainda tô num num eu eu tô trêmulo,
eu tô assim, será que eu vou ter coragem de fazer isso? Porém, quando chegamo, quando ela, quando ela chega, já me vem na minha mente o seguinte: "Poxa, se eu desistir agora, ela pode me reconhecer, pode me prejudicar, o próprio Derlan pode usar isso a favor dele, tudo isso me vem na minha mente. Você eu consigo compreender bem esse sensação de eu tô num ponto em que eu não tenho mais volta. O que eu tô tendo dificuldade de compreender é que no mesmo dia tudo isso tenha sido organizado e tenha sido encontrado. Mas tudo bem.
Mas o senhor lembra que no processo, o senhor já falou aqui que o Senhor tinha um outro advogado que ele falou algumas coisas. No processo são relatadas são relatados alguns encontros prévios, não sobre matar necessariamente, mas encontros prévios com ele, agora eu fiquei na dúvida, mas eu acredito que sim, na presença do Víor, no Víor, em que o Oderlan teria eh compartilhado com você a questão das traições. >> Isso aconteceu? Não me ter encontro com ele no meu cotidiano na Morza era normal, porque assim, vou atender um evento em tal lugar aqui em Salvador, quase
todos os eventos de igreja, principalmente vigílias, ele estaria cobrindo pronto. Mas a maioria das nossas conversas nesse tipo de evento era resenha, gastação, um energético tal, nunca sou relação. Então essa história toda que foi contada lá, >> pronto, tudo isso foi uma inverdade. Pronto. O que aconteceu foi o advogado disse: "Ó, velho, leva por essa linha, fala isso que a gente vai montar sua defesa em cima disso." Só que o que eu mais tive durante esses 2 anos e 3 meses foi tempo para refletir e pensar bem nesse exato momento aqui. E desde o momento
que eu tive um contato com a as pessoas que estão fazendo hoje a minha defesa, sempre disse: "Eu vou com a verdade, tá bom?" Então eu não posso chegar aqui agora e sustentar o Que de fato algumas coisas foram falas de fato na delegacia. Medo, medo, insegurança, uma situação inusitada que eu nunca tinha passado antes. Eu tô com advogado no momento em que tá acostumado a lidar com aquilo, ele me instruir, falar aquilo. Infelizmente eu fui naquela naquela linha. Entendi. Dando prosseguimento, então, eh, determinado. Pronto. Então, a gente tava no Rio, no Pronto. Aí depois
que Passaram pelo local em frente aonde estaria o corpo e viram, pararam para ver de novo ela. >> Não, não. Só fez passar. >> Pronto. Foram para onde? >> Pra Camaçari. >> Pra sua casa. >> Isso. >> Vittor tava contigo ainda? >> Tava no carro. >> Pararam aonde na sua casa? >> No condomício. No condom. Aí. Aí Desceram os três, embarcaram os três. O senhor V foi pr e o casa dele e o Davi. >> Vor foi pra casa dele. O Davi ficou em minha casa. >> Pronto. E bom, o Gideão senhor não sabe foou
>> seguiu. >> Tá. Eh, e aí, porque há mais coisas ou não há mais coisas? Bom, eu eu só retorno na quarta-feira na em Valéria. Retorno na quarta. Eh na casa do Ederlan. Retornei na quarta-feira e quando eu retorno lá, ele foi o momento que ele fez assim: "Fica aqui que eu vou na delegacia prestar a queixa de desaparecimento." Quando ele retorna da delegacia, umas duas horas mais ou menos depois, foi um momento que a gente, ó, velho, vou tô saindo, vou para casa. Ainda falei com ele, tô indo paraa ilha ou hoje ainda ou
amanhã, que eu tava nesse período, tava passando mais tempo, Na verdade, na ilha do que em Camaçari. E retornei paraa ilha. De lá para cá, a gente já não manteve mais contato, porque eh tinha medo, na verdade, dali o que eu acredito que isso aqui eu já tinha uma ciência de que num caso desse o principal suspeito se torna as pessoas mais próximas. No caso dele, eu tive medo de estar mandando uma mensagem para ele, o celular dele já por podia estar investigação, a gente não tava mais se comunicando, mas eu tava naquele Período, acompanhava
as coisas pelo um Instagram de notícia e quando daqui a pouco bufo só notícia em cima de notícia e e a gente fui me mantendo atualizado até o momento que teve a minha a minha prisão. Ainda fui preso na ilha. >> Tá. O senhor também tá sendo acusado de ter retornado ao local e tocado fogo nela, no corpo dela? Sim, sim. sobre isso. Então, pronto, só quer saber sobre isso. Na sexta-feira, na sexta-feira, eh, O Éderlan ligou, falou assim, ó: "Eu preciso que o corpo seja encontrado. Eu preciso que seja encontrado." >> Encontrado. >> Hã,
>> pronto. Porque no local que tava seria de muito difícil de fato de de se achar um corpo ali. Já vinha dias procurando ele. Eu preciso que seja encontrado para que dê um um final. Pronto. Eu disse ele, como é que vai fazer o quê? Vai tirar o corpo dali? Ele Faz alguma coisa para que chame atenção, toca fogo. E a gente é quando a gente retorna de fato e e acaba tocando fogo. Naquele momento eu eu tinha até medo e receio de não fazer mais nada, de não cumprir, até porque ele já tinha prestado
queixa, já tinha tudo. Naquele momento eu tinha medo até de não ir de fato. E, e, e tanto que eu volto, eu tô na tava na ilha quando eu recebi a a ligação. Eu retorno a na Sexta-feira a gente põe fogo e eu retorno novamente na sexta-feira mesmo pra ilha, no primeiro horário. Tava morrendo de medo de tudo, de tudo. Até uma sombra tava me dando medo depois queerlând ligou, como é que se marcou essa esse retorno ao local? Qual foi a marcação? Como foi feito o acerto? O acerto >> minha, pronto. Minha única ligação
na nesse nesse momento foi para o Gideão. Para o Gideão. Se já que ele tinha feito A viagem anterior, não tinha por ligar para outra. >> Mas o Ederlan não te deu essa dica? Não foi Ederlan que falou: "Liga pro Jidel". >> Não, não, não, não. >> Ele falou: >> "A segunda ligação já foi feita por mim." A segunda. >> E qual é a primeira? A primeira ligação, o primeiro contato, na verdade, não foi comigo para fazer a primeira viagem. Esse contato não foi de Gidão comigo. >> Entendi. Entendi. Foi lá para para no dia
da morte dela. >> Não foi comigo. >> Pronto. Mas nessa segunda o senhor já tinha pegado o contato dele? Quem me passou? >> Não, eu já tinha um contato de Gideão >> desde antes de tudo. >> Sim. >> Ah, tá. >> Eu não vim aqui. Eu não vim aqui para para >> Tá. Aí nessa segunda vez que o senhor já sabia que era ele, o Ederlan então não lhe disse quem procurar, mas deu detalhes como foi. >> Não, ele só pediu que o fizesse com que o corpo fosse achado. A a a dica que ele
dá é para pôr fogo. Pronto. Digo, eu não vou ligar para alguém diferente. Liguei pro pro Gideão. Dá para fazer a viagem? Dá para pra gente ir lá para acabar logo com isso, resolver logo isso Dá. Por consequência, por consequência disso, o Vitor acaba indo com a gente também, já tá envolvido naquilo. O Vitor acaba indo. Pronto. >> Pronto. >> Mas a segunda ligação, ela é feita por mim, certo? >> Certo. Para o Gideão. Eu não tinha aqui nesse momento, eu não não tinha como. Ah, vou ligar para uma pessoa diferente. Vou pegar um mototáxi,
uma coisa desse tipo, não tinha nem como. >> Tá claro. Mas quando é quando o senhor liga pro Gideão, o senhor fala como para ele? dessa seguinte maneira. Eh, eh, eu costumava chamar de Gil, G vi eh o Ederlan pediu para que toque fogo, tem que fazer o corpo aparecer. Como é que a gente faz? Como é que a gente resolve? Dá para ir? Não dá. E se é para ir, vamos embora. Eu acho Que meio naquele momento ninguém mais ali tinha eh eh eu acho que um um um receio tão grande de das coisas
chegar ao ponto que chegou que a gente não tinha nem mais como dizer assim: "Não vou, não dá para fazer". Se é para ir, infelizmente embora. >> Certo. Aí e o Víctor, o senhor falou para ele também uma coisa? É porque nesse meu contato nesse nesse momento, sempre Que eu chegava em casa, eu sempre acenava para Vitor, que para eu entrar pro meu pro prédio que eu morava, eu tinha que passar de frente pelo prédio de Víor. Sempre dava um alô a ele. Quando eu acendei para ele, para que ele viesse, velho, vou voltar lá,
vou voltar lá, vou ter que voltar lá para eh eh fazer o corpo aparecer. Eu ainda falei com ele a questão, o a lógica aqui, o o parecer mais mais favorável Que o Éderlândeu foi tocar fogo, até porque não tem como tirar o corpo da lei, não tem como mover o corpo do local. Ele vai ver se vocês vão, eu vou. Já tá todo mundo, a a a frase final foi se já tá todo mundo nisso, então embora dá um fim de fato nisso. A gente foi quando retor quando eu retornei pr pra casa, eu
vim sem mochila, sem nada, só fiz realmente tomar um banho, me Organizar e voltar novamente pra ilha. De lá para cá, o contato já diminuiu para de de 50% a zero. Só um ponto, pararam no posto de gasolina, compraram vasiliame, como foi que arranjaram para o o combustível para espalhar no local? Na verdade tem um vídeo no posto, só que assim, aquele vídeo do posto da de gasolina especificamente, não é o vídeo, não é o dia em que se compra a gasolina. A Gasolina foi comprada no mesmo dia em que a gente que a gente
foi, o fogo. >> Isso. Aquele vídeo ali tem um veículo, certo? Aí eu tenho um veículo e naquele aquele vídeo que que se tem, aquele especificamente que se tem, não é o do dia. >> Mas eh mas nesse vídeo e vocês estavam comprando combustível também? Tava tava tava não, um outro carro na mesma via, um pouco mais à frente tinha tinha acabado o o combustível e aí a Pessoa que tava no veículo tava com a gente, no caso, tava seguindo a gente, a gente veio comprar na frente para dar um socorro ao outro carro, só
para botar ali uma tirar da botar na reserva e e chegar até o posto. >> Mas foi nesse mesmo posto que vocês compraram depois para para tirar nela? >> Não, não >> foi em outro local, >> não. Em outro local, >> certo? Vão ao local. Quem vai? Quem desce? Quem desceu para para tiar o fogo foi eu. >> O senhor hesitou um pouco. >> Não, porque o senhor é porque é porque o senhor me fez duas perguntas em sequência. Quem vai e quem desce. Pronto. Conseguir entender. Senhor tem >> hesitou. >> Excelência. Eu eu entendo
que o senhor quem preside, mas tecnicamente eu vou pedir para que o Senhor, ainda magistrado, que nãoita opiniões nesse sentido. já ouve dele alguns posicionamentos no sentido do senhor manifestar alguns eh posicionamentos, como por exemplo, estou pensando como na vida. Eu entendo, repito, que é consciência que, mas eu vou pedir tecnicamente que o senhor permita o que ele eu tenho perdo dele sem pretendência perspectiva de que ele exitou, se deixou entrar. Eu peço desculpa, senhora doutora. Eu, como ser Humano, quando a pessoa olha para mim, diz que vai falar a verdade e eu acho algo
estranho, eu anuncio. Eu peço desculpa à senhora, peço desculpa ao senhor se eu estou de alguma forma lhe constrangendo, né? >> Se houve uma hesitação, não foi pela resposta, mas porque o senhor me fez duas perguntas e uma. Quem foi e quem desceu? >> Tá, tá bom. >> Eu me perdoe. Tranquilo. É porque eu não vou me eu não vou fazer mais nenhuma pergunta. Eu passo a palavra ao Ministério Público. >> Wesle, boa noite. Boa, Wesley. Eh, o fato ele aconteceu no dia, você se recorda? >> Não, não. Fato aconteceu no dia 24 de outubro.
Você disse aí mais cedo Que inclusive sua mãe conversou contigo, pediu que você contasse a verdade. Foi isso mesmo? >> Sim, senhor. >> Certo. E nesse nessa época você foi ouvido na delegacia de polícia. Procede? >> Sim, senhor. Quantas vezes você se recorda? Duas, duas, duas. Na primeira oportunidade, Eu não vou ler aqui o que você disse, mas você se recorda se você narrou esses detalhes, como você tá narrando hoje aqui? Não, não, não foi isso. Pronto. Aí você ficou um pouco um pequeno período para prestar um segundo depoimento. Não foi isso? Acho que vai
até no mesmo dia. >> É como como eu cheguei pela madrugada, acredito que no mesmo dia. >> Pronto. Foi nesse intervalo que sua mãe conversou contigo E pediu, lhe convenceu que você assumisse ou foi antes e que sua mãe pediu que você contasse a verdade do que aconteceu? nesse intervalo, no interval entre os dois depoimentos. Sim, sim. >> Então, sua mãe estava naquele período ali próximo a você, ele acompanhando na delegacia. >> Sim. Minha família sempre esteve, >> sempre esteve na delegacia >> ao meu lado. Sim. >> Pronto. Então, sua mãe acompanhou a rotina de
uma delegacia de polícia que você estava ali prestando depoimento de um fato preço. >> Sim. Ela não teve no momento da da ela no caso é posta para fora da sala, mas quando ela já ela tava ali de certa forma. Certo? >> Em algum momento você foi agredido? fisicamente não. Certo, Wesley. Eh, nesse segundo momento Em que inclusive você narra ao delegado de polícia, começa o seu depoimento falando que sua mãe lhe pediu que você falasse a verdade, você se recorda que você começou assim? >> Sim. Existe um depoimento seu. Você lembra se esse depoimento
além de escrito e assinado, também foi gravado você falando? >> Sim, >> foi foi uma coisa colocada no papel, mas Havia uma filmagem daquilo que estava sendo perguntado e respondido. >> Não, não sei segue tudo, mas sim. Acredito que sim. >> Perfeito. E naquele momento você narra detalhes >> pronto. >> Do que aconteceu >> nesse intervalo. >> Hum. de um depoimento para o outro. Eu tive contato com o advogado. >> Eu tive contato com advogado. >> Uhum. Desde o começo, desde o começo eu fui com a verdade, porém nesse nesse depoimento da delegacia, eu fui
com a verdade, com partes de certa forma ocultas, que foi o conselho que o advogado me deu de criar tudo aquilo. Novamente eu vou percurso para que a gente não cometa os mesmos erros outros. Vai excelência, pelo amor de Não, não, doutora. Dorado, ele iniciou o inter falando sobre isso. >> Inclusive ele disse que na época ele não estava assistindo pela mesma defesa queou. >> Dr. Bernardo, excelência, uma questão de ordem. Eu acho que a gente não precisa desembocar para um lado desse. Eu tô começando a fazer algumas perguntas, em nenhum momento tô refazendo perguntas
que Vossa Excelência fez e não há qualquer razão para uma interrupção dessa. >> Eu também interpretei que não. >> Doutor, vamos pular essa pergunta. Senhor poderia em reverência ao pedido da doutora. Não é isso? Pode seguir pra próxima. Wesley, por que na delegacia de polícia, nesse segundo depoimento, você não disse que Vítor tinha dado facadas ou você disse que Víor tinha dado facadas ou na época você não disse que ele não tinha advogado, que o advogado me aconselhou a isso. >> O seu advogado lhe aconselhou naquela? Sim. naquela época tinha me aconselhado a isso. Ele
disse que seria melhor para mim. >> Hum. Certo. Matar uma pessoa ou estar presente no momento de um homicídio é uma coisa normal? >> Não. >> Você disse aqui mais cedo aqui agora, que Vittor não sabia do que estava acontecendo. Não foi isso? >> Isso. E que lá ele ficou dentro do carro. >> Sim. Não foi isso é normal uma pessoa, sabendo o que tá acontecendo homicídio, continuar todo um trajeto no veículo. >> Defiro, doutor, realmente é normal. >> Eu vou refazer, doutor. Eu faço, doutor. Posso? Eu refaço, doutor, a pergunta. >> Po, doutora. Doutor,
aí a o modo como eu Vou perguntar, eh, não se preocupe, eu vou ser absolutamente técnica, mas se é objetiva ou não, a forma de realizar, formular essas perguntas é um pouco subjetiva. Eh, senor Wesley, boa noite. >> Eh, o Wesle, seu apelido Zadoc, não é isso? Meu nome é Mirela. Eu integro hoje aqui eh junto com os meus colegas eh a acusação, sou promotora de justiça. Eh, e eu quero questionar o senhor algumas situações que foram encontradas. Vou fazer essas perguntas a mais a partir da Do detalhamento que é trazido nos laudos periciais. Eh,
Wesley, eh, o senhor pontuou que caiu ao eh se aproximar depois de retirar a Sara do carro, o senhor desequilíbrio e cai. Não foi isso. Certo. Eh, nesse momento o senhor empuriava efetivamente a faca? Era o senhor que trazia consigo a faca para matá-la? >> Sim. >> Certo. Quando o senhor cai, o que que acontece com esse instrumento? Com essa faca? Quando o senhor cai, o que que acontece com a faca? Na mão. >> O senhor cai segurando a faca, certo? E Sara, o que que acontece com ela? >> A gente caiu junto. >> E
aí ela tenta fugir. O que que acontece com ela? No momento da que a gente em que a gente cai, que eu que eu me levanto, é o momento em que acaba acontecendo o o fato em que que >> o senhor desfere a primeira facada com Sara em pé ou Sara caída no chão? >> Estava deitada. >> Ela estava deitada. Essa facada, essa primeira facada, o senhor se recorda qual foi quando o senhor iniciou a execução do crime? Qual foi o local efetivo da primeira a primeira facada que o senhor deu nela? >> Ele disse
que desferiu facadas no pescoço. >> Não, doutor, a primeira não. >> No exato. Eu estou perguntando a Primeira. A primeira facada. O senhor deu onde? >> Doutor, doutor, doutor. Veja, ela perguntou agora o local da primeira. O pescoço pode ser de um lado, do outro lado, pode ser atrás, >> direito ou esquerdo. >> De fato, eu não vou me lembrar disso. >> Não lembra, né, não era repetitiva, doutor. >> Certo. Aí depois aí depois que o senhor eh desferiu as facadas, o senhor disse Que foram apenas três. Eh, o senhor se recorda de ter ouvido
o barulho do sangue jorrando? O senhor se recorda desse detalhamento? Não, >> mão. >> Certo. Quando o senhor retorna para o carro, eh, me recorde uma situação. A Sara, ela vinha no banco do carona na frente, vinha no fundo. Onde é que ela estava? >> No fundo. >> No fundo, certo? Eh, quando o senhor Retorna, qual é a posição do carro que o senhor ocupa? O >> carro tá virado para >> É isso. Mas qual é o local, o banco que o senhor se senta? motorista, carona, o fundo, onde é que o senhor estava? >>
Eu me sinto no banco do fundo. >> No banco do fundo. Eh, o senhor consegue observar a presença de objetos, vestimentas de Sara no veículo? >> Só a bolsa. >> A bolsa. >> A bolsa é posteriormente o celular. >> Certo. Certo. Não observou tiara dela, nada disso lá. Certo. Eh, o senhor identificou que foi a casa. Eu entendi que o senhor entregou a bolsa, entregou o celular. Eu queria saber o modelo desse aparelho telefônico. >> Um iPhone. >> Com iPhone. Certo. O senhor se lembra a cor? >> A cor não, porque tinha uma capa. Não
se a cor específica do aparelho. Não sei não. >> Mas era um um 13, um iPhone 13. Agora não sei se o simples o >> 13. Certo. Eh, foi Derlan que pediu que o senhor levasse esse celular de volta? >> Foi. >> Certo. O senhor entrega. O senhor se recorda de, nesse momento eh ter encontrado, além de Ederlan ter visto eh a presença da adolescente, a Esmeralda, Lá no local? >> Não, eu não cheguei na casa. >> Ficou na porta, não foi? >> Ah, no meio do no meio da rua. >> Você falou na esquina,
>> certo? Na esquina. >> Na esquina. Eh, senor Zadoc, eh, me recorde agora eh uma outra situação. Eh, o senhor pontua que foi buscar o Davi, eu entendi que já tinha acertado, foi na rodoviária mais cedo, né? >> Eh, estava junto com o senhor efetivamente o Víor ainda nesse momento quando foram buscar Davi? >> Tava todo mundo. >> Tava todo mundo, né? Ótimo. Eh, quando o senhor eh eh retorna eh para casa, eh a partir dali cessou qualquer tipo de contato naquele dia e quantos dias depois o senhor voltou a se comunicar? O senhor pontuou
que teve um dia que foi paraa casa de Ederlan. Eu vou fazer questionamento sobre isso, mas depois Que o senhor voltou, né, para casa, praticado crime, assassinado Sara, né? Eh, eh, aí o senhor foi pra ilha, é isso? >> Não, não. >> Hum. >> Eh, eu vou, a gente passou a noite em minha casa, no caso, eu cada um foi paraos seus cantos. Eu Davi ficou em minha casa de manhã, >> na quarta-feira eu tive na na casa do Ederland. na quarta-feira que eu vou pra Ilha depois de vir de lá, porque foi no período
que ele foi prestar queixa, quando ele retornou, que eu fui para casa, eu vim para casa e posteriormente pra ilha. >> Entendi. Nesse nesse momento em que o senhor foi pra casa de Ederlan, eh, o senhor nesse dia entrou na casa? >> Sim, na quarta. >> Percebeu a presença da adolescente lá? Ela estava lá? >> Não, não, >> não percebeu a presença ou ela não estava? Não estava. >> Ela não estava. Tá. Diga. Thago. >> Nesse momento aí o senhor eh pontuou que Ederlan tinha dito que iria ao DHPP fazer o registro, né? Certo. Eh,
não tinha ninguém na casa, o senhor ficou no imóvel. Por qual razão? Qual foi o motivo do senhor ficar lá esperando ele? Não, não teria ninguém no imóvel? Não tinha um motivo específico. >> Absolutamente. Ficou lá na casa dele >> esperando ele retornar. >> Certo. E quando ele retornou, eh, o senhor já apontou que viajou, foi pra ilha, mas ele nesse momento ele deu ao senhor algum tipo de eh esclarecimento ou algum tipo de ordem, né, complementar? A orientação? >> Não, não, não, >> não, >> não. >> Certo. Eh, o senhor pontuou que foi preso
na ilha. É isso mesmo ou me Enganei? Me desculpe. >> É sim. Eu fui preso na ilha, mas um tempo depois, quase um mês depois, se não falei memória. >> Um mes. Um mês depois, certo? Eh, nesse intervalo, eh, da sua despedida do Ederlan, né, eh, até a sua nova ligação para que fosse, pelo que o senhor tá dizendo, não ocultar, mas eh colocar aparente o corpo, não é isso? >> Na sexta-feira. >> Na sexta-feira, certo? Eh, o corpo de Sara chegou, senhor se recorda se o corpo de Sara, os senhores chegaram a retirar ele
do local em que ele foi morto ou atearam fogo no local exatamente onde ele estava? >> Não chegou nem a tocar, só colocou o o combustível e acendeu. É isso? É isso mesmo. >> Certo. Eh, depois de ateado o fogo, eh, o que gerou a carbonização do do cadáver, eh, quando Foi que o senhor e como foi que o senhor tomou conhecimento efetivamente do achado? Eh, o se >> pela rede social, >> apenas rede social, >> é, tava sendo transmitida ao vivo. >> Uhum. E eu acredito que naquele momento todo mundo ou pelo menos 90%
da população tava acompanhando >> o caso. >> E o Ederlan ele chegou a ficar monitorando? O que é que vocês estavam Fazendo? Chegou a comunicar de algum modo? >> Não, o o próprio disse para que não tivesse >> já acessou ali >> eh não tivesse contato até as coisas tudo. >> Me diga uma coisa, esses contatos eram feitos de que modo? Era ligação direta, era Telegram, era WhatsApp? Era Facebook? Era Instagram? Como é que os senhores se ligavam e mandavam mensagem? >> Ligações. >> Ligações de que modo? Ligações direta de escândalo, sem ser por meio
de aplicativo. Algumas por WhatsApp, algumas por por chip mesmo, diretamente. >> Por chip mesmo, né? Certo? Eh, e aí, eh, senhor, eh, eh, o senhor já disse que então não teve nenhum contato que soube pela rede social quando, eh, eclodiu que o, o cadáver de Sara carbonizado foi encontrado, o que que o senhor fez? >> Eu permaneci na ilha. Eu tava tava na ilha, aí eu permaneci [limpando a garganta] em casa. >> Aí o senhor então depois que carbonizou o corpo, foi pra ilha. Foi isso? Isso. Pra ilha. Certo, certo. >> Eu passava mais tempo
nesse nesse período na ilha >> por algumas atividades que eu tinha. >> E foi ajustado alguma coisa em relação aos demais? A Gideão, a Vitor que tava lá? >> Não, comigo não. >> Eh, Davi participou de algum modo desse momento? >> Não, >> também não, né? Certo. Eh, nesse período que o senhor ficou na ilha, houve manutenção de contato com o Vittor, com Gideão? Iam se atualizando em relação a isso? acontecer uma repetição de perguntas que já foram respondidas >> da ilha quando ele tava lá. Que momento, eu perguntei três vezes depois >> na ilha,
depois que ele carboniza o corpo morto, doutor, >> aí tá complicado. A gente a gente tem >> Se o senhor se o senhor advogado não quiser que o senhor responda, não tem problema não, porque ligação ou não ligação não importa pra gente. É >> advogado de V. >> Ah, é advogado de Víor. Entendi, entendi, entendi. Doutor, agora porque Que o senhor tá tá nervoso? É advogada? Eu pensei que fosse advogado, mas advogado de Víor. >> Não, não. Eu entendi, doutor. Entendi que o senhor tá efetuando o seu trabalho. Não tem problema nenhum. Eu respeito, doutor.
Não se preocupe. Não, eu não vou fazer não. Eh, senor Wesley, >> se a defesa não está proibida de falar. Veja, veja, veja, veja. >> Eu faria formularia para >> isso. A lei é que diz que não serão Feitas perguntas repetitivas. Ele não tá obstado de se dirigir a ao orador ou ao presidente. Exato. Ele só não vai responder perguntas dele. Ele não tá fazendo perguntas a ele. Ele tá intervindo com relação à regularidade dos trabalhos. É perguntas tinha formulado a pergunta se após, sendo que ele já tinha respondido que após sexta-feira teve contato. Ele
perguntou e teve algum contato alguma coisa? Não, negativamente. De novo, até quando vai >> o senhor acompanhou as entrevistas e as reportagens da ilha depois do corpo encontrado? >> Sim. Pá, pela >> Sim. O senhor assistiu a alguma entrevista feita com o Víor? Convito? Não, >> não, >> não convito. Não, >> certo. Eh, a gente tá pedindo pela ordem, a gente tá pontuando que foi respondido, Que tá sendo reiterada as perguntas no mesmo sentido. Mesmo assim, tá sendo respondido novamente e se eu não tô sendo respeitado. Profissional, >> doutor, se ó, doutor, veja só, se
a pergunta é repetida e a resposta já foi feita, não teria porque o senhor tá assim surgindo. a vossa excelência cessar até quando isso aí vai ser se alongar até onde pode chegar isso aqui é um rito sério. Eu não seredade, >> mas eu não tô enxergando Proporcionalidade na sua reação com a suposta repetição. O Dr. Otto, quando ele eh fez o o a inquirição ao constituinte dele, ele repetiu várias perguntas e e obteve várias respostas repetidas e eu não intervim. Por quê? Porque é natural que a pessoa perguntando de uma forma diferente para concatenar
as ideias, faça perguntas. Eu não estou vendo aqui nada e eh idêntico para que o senhor se revolte tanto. >> Não, eu não não tô vendo. Mas se o Senhor quiser, eu posso parar o áudio e a gente reouve o áudio inteiro para ver se há perguntas iguais. Assim o senhor vai ver que as respostas perguntas tá sendo repetidamente idêntica. Se, doutor, >> mas doutor, se a resposta tá sendo idêntica, doutor, se a resposta tá sendo idêntica, qual o prejuízo? Não, mas a gente só se preocupa com rito se a gente tiver vendo prejuízo. Infelizmente
eu sigo o que o que alguém Diz e que o rito requer e tá sendo pontuado. Não, a colega pontuou, eu pontuei diversas vezes e isso aí tá sendo >> quem não tá seguindo o rito aqui sou eu. Então >> eu não estou seguindo o rito. Interessante vossa excelência aí que continua, as coisas continuam acontecendo. As coisas estão acontecendo de uma forma que o senor não quer que aconteça. É diferente necessidade mais Não de responder. Eu agradeço, viu, >> doutor? A gente tá satisfeita, doutor, viu? Até para não gerar mais embaraç a defesa eh do
próprio Wes do senhor, porque o senhor só vai responder as perguntas do seu advogado, não é isso? à vontade. >> Doutor, para interromper, >> pode iniciar. >> Quer água, né? É, >> pode. O senhor tem a palavra assegurada, Doutor. Excelência, eu agradeço a palavra e passo pra minha colega, Dra. Manuela formular perguntas >> para gravar. Precisa, doutora, mas se a senhora quiser usar o outro. >> Não, não tem problema não. Wesley, eh, por gentileza, eu preciso que você esclareça qual era a sua relação com Sara. De onde você conhecia Sara? só de redes sociais e
alguns eventos que eu já participei, que hav, mas relação Com ela nem mesmo amigável. Meu meu contato maior sempre foi com Aderland devido o meu trabalho com ele na TV Shalom. Com ela em si, nenhum tipo de de de vínculo. >> Você já foi preso ou processado em outra situação que não nessa que a gente esteja discutindo aqui agora? Não, não entrei em delegacia nem para afastar queixa. >> E em relação a esses fatos, você já teve algum encontro Anterior com essas pessoas que são réus nesse processo? >> Com os réusvaio no no presídio, mas
contato em si, apesar porque Vitor >> Não, não, não, não. Eu vou reformular minha pergunta. Eu quis saber antes do fato que a gente tá discutindo aqui hoje, >> antes da morte dela. Ela quer saber sobre as relações do senhor antes da morte, né, com os os demais. >> Com com Vitor, eu eu considero um amigo, tá? um amigo, oherlan sempre foi um contato profissional na maioria das vezes, mas é quase impossível a gente manter um contato profissional com alguém que o trabalho é próximo, que a gente não conversa e tal, mas nada de tão
pessoal com ele, mais profissional, realmente era meu trabalho mais profissional, minhas gravações, engajações das minhas redes, coisas desse tipo. >> Apesar de você já ter confirmado que nunca foi preso ou processado, eu irei formular a pergunta. Você já se uniu com essas pessoas paraa prática de qualquer outro delito? Não, >> qualquer outro crime? >> Não, não, não. >> Excelência, muito obrigado. A defesa encerra o interrogatório e devolvo a palavra agradecendo novamente. Prefeito, senor, senhor, tem algo mais a dizer? Não, >> pois não. Depoimento do senhor está encerrado. Eu peço à escolta que, por gentileza, efetue
a substituição. O seu Wesley vai para lá e o senhor Vittor é chamado. Excelência, pela ordem, excelência, existiria alguma possibilidade, né, do interrogatório do Víor seguir para amanhã? >> Jamais. >> 0%. Nunca. Nunca isso nunca. Eu só falo continuidade com >> de antemão, excelência, oportunidade que a defesa também, >> doutor, a defesa fica exausta na hora que só falta o depoimento do víor. Desculpem, desculpem. Nós estamos falando aqui olhando nos olhos. Excelência que doutor, é sério que os senhores estão cansados na hora do passaram uma hora esperando a pizza? Fica indeferido o pedido do senhor.
>> Oportunamente, excelência, eh, a defesa de Víor reforça >> que Vitor irá responder apenas as perguntas do juízo e das defesas dos corréus e desta bancada aqui também. Bem, >> não vai responder ao promotor. Então, >> isso. Tá bem. Tranquilo. Pode iniciar a a gravação. Deixa eu interromper aqui. Doutores, por favor, >> daí já não entra nesse mérito. Eu só não quero ouvi-las. Dr. Oto, se acalma. Só que eu vou ser proportar e vou permanecer, >> doutor. É o que acontece no julgamento do Tribunal do Júri. >> É o nosso trabalho. Dando seguimento, senor V,
desculpa, ler o nome integral do senhor. Eh, o senhor se chama Vittor Víctor fala se com esse C ou Vittor? Só >> é com SC. Com. com Victor. >> Isso. Víctor, >> Víctor Gabriel Oliveira Neves. >> Isso. >> Eh, nós vamos iniciar o seu depoimento. O seu depoimento por pelo fato de o senhor ser uma pessoa que está sendo acusada da prática de um crime, que a lei estabelece como crime, eh o seu depoimento, ele tem uma uma característica especial, ele é um interrogatório e essa característica é: o senhor não tem obrigação de responder e
nem de falar nada. Na verdade, o Senhor tem um direito conhecido e notório direito a permanecer em silêncio. Caso o senhor prefira, caso o senhor prefira, o senhor pode aproveitar esse momento para expor, para explicar sua própria versão para esses fatos que terminaram implicando o senhor numa acusação. O senhor compreendeu? >> Uhum. >> Eu preciso ler a acusação ou o senhor já está ciente dela através de sua defesa? Vou fazer um resumo apenas para concatenar a ideia. O senhor tá sendo acusado eh de eh ter participado da morte da Sara Freitas, segurando e ou aplicando,
disferindo facadas no seu pescoço, bem como de ter retornado alguns dias depois e eh auxiliado a incendiar o cadáver para que ele fosse ocultado. E em razão da prática de vários crimes, O senhor tá sendo acusado também da associação criminosa, né? Seria uma derivação dessa dessa dessa multiplicidade de fatos. Eh, essa é a acusação. E eu pergunto ao senhor, tem algo de verdadeiro nessa acusação? >> Não. >> Essa acusação é absolutamente >> falsa. >> Falsa. Tá. O senhor quer dizer algo sobre porque o Senhor já sabe o que disseram no senhor? Não é isso? Não
é não é só acusação parar de ficar proferindo sorriso enquanto o movente fala. Vou pedir um momento de concentração. Ele tem que ser exemplo dos promotores que todos sérios. Doutor, vou pedir, vou pedir, vou pedir, porque é um pedido razoável que a gente mantenha essa consternação. É isso. Não é porque o julgamento é muito longo. Às vezes a gente tá Pensando em outra coisa, faz um comentário, poxa, hoje eu tô com uma fome, é outro rio. Mas eu vou vou atender a pedido do doutor. Eh, tranquilamente, doutor. Peço o senhor >> Doutores, doutores, doutores, doutores.
11:39 da noite. 11:39 da noite. Eu eu tô no mesmo barco que os senhores. Eu não tenho limite. É inteiramente falsa, não tem nada de verdadeiro, não. >> De só para que eu possa fazer uma Abordagem a depender do do teor do depoimento do senhor. O senhor estava lá no local? >> Sim. >> Como é que o senhor foi parar nesse local? Eh, boa noite a todos. Primeiro lugar, no dia do acontecido, eu tava na casa do bispo Zadoc, foi quando o mesmo recebeu uma ligação com >> o bispo Zadque, é só pro jurado saber,
Né? É o Wesley, que acabou de dar o depoimento dele, é o Wesley em Pablo, tá? E aí ele falou que o telefone dele tava tocando e que era o Erderlan ligando. E aí ele saiu para atender a ligação. Quando ele voltou, ele falou que teria que resolver alguma coisa, que teria que sair. Nisso, ele foi, falou: "Não, eu vou ter que Sair". E aí me chamou, perguntou se eu queria ir com ele. Eu falei: "Não tô fazendo nada, vamos sim". Porém eu não sabia da do que se tratava. E nós fomos, ele falou que
tinha um parceiro dele que tava chegando e que nós íamos fazer lá na eh resolver isso. >> Mas ele não explicou o quê? Não, até o a situação. >> Ele falou quem era esse parceiro? >> Não, não citou. Pode continuar. >> Só falou que o parceiro dele tava vindo para buscar ele. >> O senhor morava ali perto dele. É isso? >> Isso. >> Tá. >> Um prédio antes. >> Tá. >> Pode continuar. >> Pode, pode. Desculpa. E aí nós fomos, quando chegou no local, eu achei até estranho Aquele local devido tamato, beira de pista, sem
saber o que era. Foi aí que ele falou: "Não, fique tranquilo". E aí foi quando o carro chegou e eu pensei que era para retornar. Foi quando imediatamente ele pegou a Sara, a vítima, e levou em direção ao mato. >> Nesse momento o senhor fez o quê? >> Eu tava no carro. Foi quando ele desceu com ela e eu fiquei sem reação, sem saber o que Fazer devido à circunstância, não sabia o que era. Quando o senhor entrou no carro, falou e a essa altura, falou o que pro Gideão? Nessa altura eu não, a gente
ficou conversando, não lembro a conversa, o teor da conversa. O carro parou e aí ficamos no carro. >> Pode continuar. >> Foi quando ele retornou, o o Erley Pablo retornou e falou que era pra gente entrar no carro. >> Ela tá mexendo na unha, doutor. Ela tá mexendo na unha de trás. Pois é que o pessoal fica achando que os jurados estão dormindo, mas não tem ninguém dormindo não. Tranquilos, desculpe. Pode continuar. Foi aí que quando ele retornou de dentro dos do mato, nós entramos no carro e ele falou que era para nós ir em
direção à rodoviária para buscar o Davi. E dentro do carro ele, eu perguntei a ele o que Tinha acontecido, o que foi que aconteceu, o que tinha acontecido. Foi aí que ele falou: "Não, aconteceu que eu matei ela porque eu queria levantar a minha carreira de cantor. O bispo Zadoc comentou isso dentro do carro. E fomos em direção à Valéria e de lá fomos em direção a rodoviária, aonde passamos e pegamos o Davi, Davi Oliveira e Retornamos paraa Camaçaria. Foi na volta, a gente passou pela BR e o Zadoc falou que comentou com o Davi
que tinha feito a parte dele. Quem pediu para passar por esse local? >> O bispo Zadoc. >> Certo. >> E aí ele comentou com o Davi. O Davi ficou sabendo então desse desse crime. >> Isso. >> Pode continuar. Foi quando retornamos Para casa, para condomínio que eu morava, que eu tava morando. E aí foi quando eu subi paraa minha casa e o Davi junto com Zadoc foi pra casa do Zadoque, >> certo? Naquela noite os senhores foram à casa do Berlan? Aquela noite passamos, mas ficamos em um lugar um pouco distante. Mas antes, antes ou
depois de pegar o Davi na rodoviária? Antes de pegar o Davi. Tá. E o senhor sabe o que foi que se passou Ali? Não. Eh, pode continuar. Então, o senhor chega, o ponto que nós estamos é, o senhor chegou em casa? >> Sim. >> E aí, nos dias seguintes, o que que acontece? Ao dia seguinte, após um amanhecer, era de costume, eu levantei para ir descer para trabalhar. Foi quando o tava o Zadoc junto com o Davi na porta do prédio. Quando eu desci, eles me chamaram e aí foi quando ele falou que tava indo
na casa do Ederlan. E aí eu fui trabalhar. E aí após isso foi quando no dia seguinte foi a eh ele me falou que era para mim ir na casa dele quando eu chegasse no trabalho. Isso na quinta-feira. Quando eu chegasse do trabalho, o o Zadoc falou que era para mim ir na casa dele, ele queria falar comigo, gente. E aí quando eu cheguei lá, ele falou que a gente teria que votar lá no local e eu indaguei o porquê. Ele falou: "Não, temos que voltar lá". O Ederlan mandou a gente voltar lá e tocar
fogo. Porém, naquele na quinta-feira, a única coisa que passou pela minha cabeça foi Que eu também iria morrer naquele lugar dentro dos matos. >> Como assim morrer? Que alguém ia lhe matar? >> Isso sentimento foi de medo de que alguma coisa viesse acontecer comigo e eu não viesse retornar naquele dia. >> Você teve medo do próprio eh eh Wesley? do Wesley. Certo? Continue. Foi isso que aconteceu. Retornamos quando chegou lá que eu deparei realmente com o corpo da vítima. Foi aí que ele com galão de gasolina. >> O senhor o senhor chegou a ver o
corpo nesse dia? >> Vi. Pegou, jogou gasolina no corpo dela e tocou fogo. E aí a gente retornou para casa. Perfeito. Eh, o o Wesley Pablo, o bispo Zadok, finalmente, para que ele chamou o senhor pro local, já que lá o senhor não fez absolutamente nada, só se implicar num crime desse Tipo? Não faço ideia. Certo. Eh, eu passo a palavra a, desculpe, eles não vão, não vai perguntar o Ministério Público, os demais advogados vão. Eu só não vou eh então vou passar a palavra ao doutor por último. Eh, as defesas, quem quiser começar, >>
pode ser ele. Doutores, a defesa, pode. A defesa do do Wesley permite, né? >> Permite. >> É só, é só uma pergunta. >> Seria pela ordem ou mesmo? >> Hã? seria pela ordem, realmente agora o primeiro, né, da relação. >> Boa noite. Boa noite. >> Boa noite. >> O senhor disse que Ederlan ficou eh eh o recebeu uma ligação de de Ederlan. Nessa ligação passou quantos minutos? Foi uma ligação rápida? Demorou? Não demorou não. Pronto. Sem mais Satisf. >> Sim. >> Eh, o senhor disse que a ligação ela não demorou. O senhor chegou a O
senhor chegou a ouvir, né, de alguma maneira ali o que o senhor Zadoc falava. Dava para para o senhor chegar a ouvir isso? Não, não deu para ouvir. >> Ele se afastou do senhor. >> Sim. >> E quando ele voltou, ele falou que era de imediato para sair Ou ficou ainda conversando? Não, ele só falou que ia precisar sair >> de imediato. >> Isso. >> Boa noite, Víor. >> Boa noite. >> O galão de gasolina que vocês voltaram para eh colocar fogo no corpo da vítima, vocês compraram esse galão? Qual dia? O senhor senhor recorda?
>> Não, não fui eu que comprei não. >> Quem foi que comprou? Quem comprou foi o Zadoc. >> O senhor sabe o dia que ele comprou esse galão? >> Não. Sei mais. Eh, Vitor, é o seguinte, eh, foi dito aí, né, por você que até então você não sabia e que você disse que não tava fazendo nada e iria. Quando você chegou lá, que você tomou o conhecimento da situação, porque você não saiu do local? Porque eu tive medo de sair do local. E para você ter esse medo, foi lhe dito alguma coisa? Foi imposto
alguma coisa a você? Algum tipo de ameaça? >> Sim. >> Que tipo? De que se eu contasse alguma coisa ou saísse do local, alguma coisa poderia acontecer com a minha família. >> Como era a aparência do Wesley, Usado no momento em que ele revelou o que iria fazer a você? >> A aparecia dele transformou, mudou. Ele pareceu que tava possuído, endemoniado. Eh, me diga uma coisa, antes desse fato, eh, você já tinha feito algum trabalho, tanto de ajuda de de algum bico, eh, ajudado em igreja com eh a a pedido do do Zadoc? >> Sim,
sim. a gente já tinha feito alguns trabalhos, alguns outros bicos, como descarregar caminhão de areia, eh coisa de energia. Eh, eu uma vez ele me chamou para ajudar no aniversário de um amigo dele e aí é costume a gente sempre fazer alguns trabalhos com ele, como ele me chamava para ajudar ele a fazer a gravação do podcast que ele tinha. Me diga uma coisa, eh, você trabalha com quê? Trabalhava com quê? A época, >> na época que eu que aconteceu os fatos, eu tava trabalhando como ajudante de encanç de encanador. E E assim, qual era
a sua visão que você tinha como eh com eh em relação ao Wesley, com eh não sei a relação de vocês, eu vi nos autos que era de igreja, mas qual era como era que você enxergava o Wesley, qual era a relação que você tinha? Não, a relação que eu tinha com ele era de ele ser o meu líder espiritual. Eh, eu admirava o trabalho que ele fazia na igreja. Eh, eu admirava a forma que ele cantava, que ele pregava. E eu me Espelhava muito nele e tinha ele como um pai na fé para mim.
Me diga uma coisa, eh quando vocês foi dito aqui que vocês foram na casa do Elan primeiro, depois você retornou para pegar o Davi, eh, quando chegou lá, que vocês encontraram o Davi na rodoviária, que o Davi adentra no carro, eh, como é o diálogo deles e o que que eles fazem durante o percurso? A todo tempo ele Conversava do que tinha acontecido e eu via ele cheirando um pó. Eh, me diga uma coisa, eh, no, aí vocês voltaram para casa, quando você chegou em casa, você dis que retornou paraa sua casa, ele retornou para
dele. No dia seguinte que eles foram até sua casa, eh, houve algum tipo de de diálogo no sentido de ameaçar? No dia que eu desci, no dia seguinte, quando eu desci para trabalhar, houve Sim, que ele falou que tava me monitorando e que era para mim permanecer calado. Eh, Davi, só o Zadoc te ameaçou ou o Davi também participou dessas ameaças? o Davi, principalmente. >> Bom, eh, me diga uma coisa, eh, sobre a sua aí da delegacia, quando você chegou na delegacia, eh, sua família contratou algum advogado? >> Não, na época que eu fui dar
depoimento, Não. >> Mas teve um advogado na delegacia que chegou para lhe representar. Eh, eh, como foi que ele chegou até você? Eh, ele indicou alguém que tinha mandado. Como foi que se deu isso aí? >> Não, ele falou que alguém tinha indicado, mas que eu não conhecia quem era, quem foi, não conhecia ele. >> E qual foi o aconselhamento que esse advogado te deu? Ele me aconselhou a responder, a falar, a confessar perante o delegado que o delegado iria me tirar da situação, se eu confessasse que ele iria me deixar de fora e que
eu era jovem, que eu era novo, que eu não tinha cometido nenhum outro crime, que eu nunca tinha entrado na delegacia e que se eu cooperasse, se eu confessasse que ele manteria solto. Víor, boa noite. Eh, você tinha alguma Pretensão de ser cantor, de ter uma carreira artística? >> Não, nunca pensei em ser cantor, nunca pensei em ter uma carreira artística, nunca. Nunca passou pela minha cabeça. >> Você tinha algum tipo de contato com Aerlan? Não. Ô Vitor, mostra nos autos que que você eh segurou Sara no momento do fatídico dia. Essa informação é verdade?
>> Não, não é. Eu não segurei ela. >> Você deu alguma facada em Sara? >> Não, em momento nenhum. Você não deu. >> Não dei. >> Boa noite, Vittor. >> Boa, >> Vittor. Qual era a visão que você tinha inicialmente do Wesley? >> Ele era um homem de Deus. >> Em algum momento o Senhor chegou a santificá-lo, converter a sua fé ao invés de idolatrar o Senhor? né? Idolatrar o homem Isado? >> Sim, sim. Ele, eu admirava muito ele pelo trabalho que ele fazia, que ele tinha, a forma que ele cantava, eu me espelhava, por
que ele pregava principalmente, eu me espelhava muito e queria ser parecido com ele. No dia do fatídico caso, eh, qual foi a proposta inicial que vocês irão fazer o quê? Na verdade, ele me chamou, tinha me Chamado para descarregar um caminhão o dia antes. Era para fazer um bico descarregarse, descarregar um caminhão. Só não me falou que era, mas havia comunicado que seria uma um descarregamento de de galão de água. >> Quanto tempo você tem na igreja, Vittor? >> 10 anos. O senhor já viveu, como se diz, os cristães aí, os cristãos, o mundo, né,
o mundo externo alguma vez? >> Não, não. Meu negócio sempre foi do trabalho para casa, de casa paraa igreja. Nunca me envolvi com nada errado, com droga. Nunca usei droga, nunca bebi cachaça, nunca usei nenhum tipo de torpescente. Ô, Vitor, só para ficar um pouco mais transparente, o dia que o Zadoc foi até a sua residência juntamente com o Davi, O que o mesmo usou para te ameaçar? Ele os dois tava com uma arma na cintura. Sem mais. Muito obrigado, Vitor. Oi, Víor. Boa noite. Boa noite, Vittor. Nessa sua trajetória da vida gospel, eh, com
relação a bispo Zadoc, você presenciou algum testemunho declarado por ele alguma vez? Sim, já cheguei ver alguns aonde ele relatava a sua vida passada, sua vida de antigamente. Era o Testemunho que ele contava. E qual era o testemunho que ele contava? Qual era a vida que ele que ele contava que teria superado ao ao assumir a vida religiosa? E antes de o tempo que ele passou afastado, que ele se envolvia com tráf, que ele se envolvia com as coisas erradas, mas que ele havia mudado. Foi isso que ele sempre falava, que havia rebotado para Cristo
e que havia sido se Havia se transformado em uma nova pessoa. Isso que eu via antes da do crime da do acontecido, >> certo? Vittor, com relação a essas pessoas que estão envolvidas nessa denúncia criminal, quais dessas pessoas você conhece? >> Eu conheço de amizade somente o o bispo Zadoc, o Gideão já vi algumas vezes de vista. É, com exceção do bispo Zadoc, Antes ou após o acontecimento desses fatos, você teria algum contato, você chegou a ter contato anterior por telefone pessoalmente com algum deles? >> Com exceção do bispo Zadoc, você teve algum contato? Você
manteve contato com essas pessoas? >> Não. Não. Tá. >> Quando foi que você conheceu a pessoa de Davi? Somente no dia do dentro do carro ali quando fomos buscar ele. >> Perfeito, Víor. Obrigado. Sem mais. >> Os jurados. Depo está encerrado. O senhor já pode, ele pode ser levado para lá e aguardem um pouco, tá bom? Que eu já dou instrução na sequência. Eh, doutores, a eu queria conversar com a defesa, a defesa do do vai requerer de novo. Vai requerer de fato. >> Hã, >> só venho aqui. Obrigado, >> não, eu queria conversar, doutor,
com o senhor, com a defesa. >> Pode chamar, tá? senhores, podemos então >> pode permitir sempre, permita sempre. perguntar dando então início ao depoimento. de dona Dolores Freitas Souza Lima. Dona Dolores, bom dia. >> Bom dia. >> Eu quero primeiro expressar meus sentimentos pela perda da senhora, que é narrável. Eh, >> obrigado. >> Eu só quero confirmar, eu já tenho essa informação. A senhora não tem nenhuma relação de parentesco com as pessoas do acusado, as pessoas dos réus. As a senhora apenas mãe da senhora Sara, não é isso? Fora isso, os réus tem algum parentesco
com a senhora? >> Não. A glória de Deus não. >> Não. Eh, o que é que a senhora eh pode nos informar sobre esse essa situação que ocasionou a morte da sua filha? Eu acho que foi uma grande covardia da parte deles. >> Mas eu queria, eu desculpe interromper a senhora, é porque assim e a a lei requer que no depoimento a Gente não expresse nossas eh crenças. Claro que a gente tem, mas a lei quer assim: O que é que a senhora viu com esses olhos que aterraram e comeu? O que que a senhora
ouviu com esses ouvidos que a que a terra comeu? O que o que que a senhora sabe, né? Não é não é só não é só o que a senhora pensa sobre o que a senhora sabe, mas o que a senhora efetivamente sabe. A senhora tem, a senhora estava presente? Evidentemente não, não estava Presente quando do do crime contra sua filha. >> Não. >> A senhora sabia de alguém que poderia ter cometido esse esse crime contra sua filha? Se >> eu sabia >> sim. que eles iam cometer. Eu não sabia. Entendi. Eu vou passar a
palavra ao Ministério Público para que eu não Precise, eu gosto de fazer sempre uma abordagem inicial genérica, sem direcionamento, mas como ela mesma não está fazendo um relato livre, eu vou passar a palavra ao Ministério Público. >> Bom dia, donada Loures. Eh, inicialmente eu gostaria também de externar meus sentimentos pra senhora, eh, mas informar também que é muito importante ouvir a senhora aqui para saber dos fatos que a senhora tem conhecimento e também conhecer quem é Sara. Eh, A Sara residia em Salvador há quanto tempo já? >> Ela já estava com 11 anos que estava
aqui em Salvador. >> A Sara é natural de onde? Maranhão. >> Maranhão. A senhora mora, na época do do crime, a senhora morava onde? >> Maranhão. >> Eh, e a Sara mantinha contato com a Sara >> todos os dias, quando ela não falava Comigo, eu falava com ela, que era eu mais que às vezes ligava, né? >> Eh, a Sara veio embora para Salvador por qual motivo? porque se apaixonou por esse abençoado. >> Eu vou pedir que a senhora eh nome nomeia as pessoas, né, pra gente também ter conhecimento. >> Do Ederlan. >> Do Ederlan.
O Ederlan. Ele Sara conheceu o Ederlan aonde? >> Quando ele foi visitar a Sara. >> Isso. Em que local? Em que cidade? >> A gente na época tava morando em Fortaleza. >> Eles se conheceram em Fortaleza? >> Sim. Mas ollan morava em Fortaleza ou morava aqui em Salvador? >> Aqui em Salvador. >> Em Salvador. Então a Sara tá me narrando que a Sara veio embora depois que se apaixonou por Ederlan. >> Sim. >> Isso tem 11 anos desde desde, né? Conhecido. >> É do acontecido. >> Certo. Eh, desde dessa mudança, a senhora sempre foi próxima
a sua filha, mesmo com a distância eh física, a senhora sempre manteve o contato com ela. >> Sim. Como foi que a senhora tomou o conhecimento inicialmente do desaparecimento de Sara? Como foi que chegou ao seu ao seu ao seu Conhecimento? >> Eu posso falar a verdade? >> Deve. Dois meses antes eu tive uma revelação. Passei para minha filha e passei para ela. Quando a quando a Sara soube que ele mesmo, né, com o fingimento dele com ele mesmo, ele ligou paraa Soraia dizendo que a Soraia tinha ido um evento e não tinha voltado. A
Soraia pediu que o meu esposo não falar para mim porque sabia Que eu não ia dormir de noite. Quando foi na na quarta-feira de manhã, parece, ou foi na qu? Não tô bem a paz. Isso aí foi pela manhã. Quando ela falou: "Mãe, a senhora sabe o que tá acontecendo com a Sara?" Eu disse: "Sei". O Bergo já lhe disse? Eu disse: "Não, mas eu já sei que o Ederlan mandou matar ou ele matou porque eu tenho certeza que eu vim no sonho e o zbro desse homem não era nada bom. Toda a vida eu
vi que ele não tinha nada bom nele." >> Tá. A senhora tomou conhecimento no mesmo dia que ela desapareceu. A Sara, eu sei que a senhora falou aqui que a senhora teve uma visão, mas eu vou me ater mais ao dia do fato. A minha filha falou pro meu esposo e ele não chegou nem falar para mim quando eu ela ligou de manhã para mim. Aí ela disse: "Mãe, a senhora sabe que já aconteceu alguma sala?" Eu disse: "Já". >> Tá. E e a a Soraia tomou conhecimento como? Quem quem comunicou a Soraia? >> O
Éderlan. >> O Éderlan. com vocês tinham uma relação próxima com Ederlan nessa época? >> Na verdade, eu vou lhe falar que o Éderlan, ele me respeitava, tá entendendo? Ele sempre me respeitava. Quando eu falava as coisas para ele assim, ele poderia tá zangado, mas ele me respeitava. Mas o momento é que eu não sabia o que tava dentro dele, né? E ele não chegou a me respeitar em fazer isso, minha filha. >> Tá, mas me minha pergunta é: vocês mantinham contato por telefone? Essa relação de sogra e genro, vocês se comunicavam? ligava ele. Ele tinha
um hábito de ligar paraa senhora, ligar paraa senhora, de se comunicar. >> Quando a senara falava, muit das vezes ele tomava frente e falava, mas só que eu já tinha dito que não queria mais contato, porque eu via que ele não era boa influência para Sara. É, então a senhora narrou que eh a Soraia tomou conhecimento por meio de ligação do Ederlan que comunicou >> isso. >> Eh, a senhora lembra o que foi que a Sara, o que a Soraia disse pra senhora nesse momento? O que foi o que a Derlan comunicou para ela? >>
Não, ele falou com aquele teatrozinho chorando, né, que é ela tinha sumido e não tinha aparecido e ele tava preocupado, já tinha ido na delegacia, essas coisas. Pronto. A partir do Momento que vocês, né, eu digo, a senhora e sua filha, a a Soraia, tomaram conhecimento, o que foi que vocês fizeram a partir desse momento? Eu entrei em desespero, minha filha, e eu tava sozinha num momento que o B já tinha trabalhar. E quando a gente a gente soube, eu entrei em desespero. A Sara se lembra eh que a Sara desapareceu no o no à
noite. >> Sim. >> A senhora foi comunicada no outro dia. >> Sim. >> Um dia depois. >> Sim. Foi isso. Eh, vocês chegaram a entrar em contato com alguma autoridade policial, seja lá do local que vocês moravam ou aqui do estado da Bahia. >> Eu fiquei tão desesperada, até que para vir para cá, eu fiquei meia nervosa. Ninguém entrou em comunicação lá com com polícia, não. >> Tudo que vocês acompanhavam da dessa Busca pela Sara, tinha alguém que reportava vocês? Como é que tava o andamento dessa busca pela sala? >> Tá aqui? A polícia daqui.
>> E quem mantiu o contato? >> O advogado. >> O advogado de vocês contrataram o advogado ou era advogado de alguém? >> Não, o advogado era mesmo assim, né? Ele que tomou a posição à frente e falou com a gente. Ninguém pagou nada e ninguém não podia Pagar também. Eh, durante esse esse essa esse momento da busca, o Ederlan mantinha contato com vocês atualizando, como é que tava? >> Não, >> só teve aquela notícia inicial que ele liga pra Soraia, comunica a Soraia o que aconteceu e depois disso ele não mantém mais contato. >> Mas
a Sora, a Sara, ela sempre falava para mim e relatava o que ele fazia em casa, né? falava como >> falava que ele ele bebia, utilizava coisa química e às vezes quando ela chegava na da igreja eh ele tentava subornar ela, né? Quebrava tudo dentro de casa, né? Quebrava as portas querendo bater nela. Acho que batia, que ela não dizer que batia, sei lá. Esses relatos da Sara foi foram mais recentes ao fato ou eram isso era algo constante no relacionamento deles? Essa comunicação dela? >> Ela começou a falar para mim sair dois Meses antes
da morte dela. >> A senhora falou que que eh isso eh era sempre por ligação ou a senhora comandante tinha comunicação com ela via aplicativo de mensagem, como era o WhatsApp? Não, eu falava, às vezes ela ligava, quando ela ligava não tinha como eu gravar, mas os áudios dela, eu mandei tudo pro delegado, os áudios que ela mandou para mim falando a respeito da situação, eu falei tudo, mostrei tudo Pro delegado, né? >> A senhora consegue se lembrar de alguns desses áudios? O que que o que é que ela dizia? Não, as últimas vezes que
ela disse para mim que não aguentava mais, né, a situação, porque além dele não manter a família, eh, como o homem mante a família, né, que ela é que manter a casa em tudo, né, e ele ainda quebrava tudo, tá? Us eh usava as coisas dele lá e ainda quebrava tudo e ainda ia bater nela. >> Eh, a Sara trabalhava com o quê? Ela trabalhava assim, ela era cantora, né? E aí ela recebia algumas coisas também, levava alguns eh passadeirinha para vender para ter aquele dinheirinho extra, entendeu? E ela sempre tinha o dinheirinho dela. >>
E o Ederlan tinha alguma atividade? >> Ele já tava com a renda dele acabada, né? Porque é ele mesmo que acabou. >> Por quê? Como é que a senhora sabe disso? >> Porque a minha filha passava tudo para mim. A senhora pode me dar mais detalhes como era o que que ela falava assim a respeito disso? >> Ela disse: "Mãe, ele trabalhava fazendo filmagem e ele não tava mais conseguindo fazer filmagem, então ele vivia se desesperando em bebida. Ela chegou até mandar uma vez eh a filmagem lá das bebidas que ele bebia. Tanta bebida. Ela
mãe todo dia se bebe todo dia. >> Isso em casa ou fora de casa? >> Em casa mesmo. Ele não ia fazer fora de casa que ele ele se passava pelo um pastor, né? Aí, aí ela mandava às vezes as a filmagem dele bebendo e as bebidas em casa. >> Sim. E aí ela ela ela associava esse esse uso do da bebida por causa dos problemas financeiros de trabalho dele. Ela sempre associou isso ou tinha outros motivos para ele beber >> nos começos, eh, quando ela foi para lá, ele arrumou emprego, aí trabalhou alguns meses
e depois não. Aí ela mesmo que ela disse que às vezes ele ele dava mincharia para ela fazer as compras, mas não dava nem de fazer as compras. Ela era quem mantia, né? Como ela chegou a dizer para mim um dia, mãe, na cara dele, ela disse, esse homem até hoje, mãe, nunca comprou sequer nenhuma roupa íntima para mim. A Esmeralda nunca usou nenhuma falta que ele desse, entendeu? >> Eh, eles tinham alguma relação de trabalho juntas? Os dois chegavam em algum alguns momentos de trabalharem juntos. >> Muit das vezes ele era chamado e ela
também, né? >> A TV Shalom >> era dele. >> Era dele, >> sim. Mas eh essa TV Chalon era eh usado exclusivamente para a carreira da Sara ou Ederlan também fazia a cobertura de Outros cantores gospels ou outras pessoas da área? >> Não sei se ele dava cobertura só a ela ou se tinha outros, né? Mas tinha um outros que iam, né, também, né, falar lá que umas vezes, algumas vezes eu vi ele eh ele até disse assim, ele não, ela disse assim: "Mãe, assista aí a TV Shalom que eh tem muitas coisas boas aí
da parte de Deus. E aí eu consegui ver eh pessoas ainda conversando com ele, né? Mas só que eu vi, tinha vez que eu Nem gostava de ver porque ele falava muito deboche na naquela naquela rede social dele, né? E eu não gostava daquelas coisas dele. >> Deboche como a senhora se referim porque ele ficava falando a respeito de de crente. Acho que ainda hoje ainda tem ainda ainda passa ainda nas redes social ficava falando de de crente, né? Que que tem que aceitar isso, tem que ser aceitar aquilo, que não tem que aceitar. E
aí eu via sempre que ele vivia na Mentira. o que ele falava ali era tudo não real. >> Eh, a Sera mencionou que mandou alguns alguns áudios para o delegado, né, que tava investigando o caso. >> Sim. >> A Sara mencionou esse aí da questão da queixa da Sara sobre eh ela sempre bancar, né, a casa, os custos ali. A senhora lembra de outros áudios, outros teores de de áudio que a senhora mandou pro delegado? Mas tem tanto coisa que ela falou que no momento >> a senhora lembra de algum áudio que ela se refere
a respeito de um dinheiro que ela vinha juntando? >> Sim, até ela pediu para mim que era para mim fazer um cartão para que ela colocasse esse esse dinheiro dela, né? Porque aí eu ela ela tinha guardado esse dinheiro, mas ela não sabia, ela sabia que ele sabia que ela tinha, só que ele não sabia que estava guardado. Ela disse Que queria colocar. E eu disse assim: "Sara, eu vou fazer esse cartão, mas eu não vou te dar a minha senha porque eu já sei quem é esse homem e ele pode ultrapassar as coisas no
meu nome e eu não quero que isso aconteça." Já eu previa, né? Tudo toda vida eu sempre sabia que que essas coisas, alguma coisa ruim ia acontecer. A senhora consegue lembrar se ela chegou a falar de valores pra senhora? >> Não. A única coisa que ela disse assim, Eu acho que eu tenho mais de um, eu tenho quase uns R$ 30 guardado, R$ 30.000 que ela disse >> isso. Ela ela não tinha banco >> não. Ela tinha sim, ela disse que tinha algumas contas, né? Tinha. Ele também sabia dessas contas dela, sabia dessas contas que
do banco ela tinha, mas só que se ela colocasse tudo no no banco só, aí ia cobrar juro. Então para não tá cobrando muito juro, né? Aí ela disse que ia colocar em outro banco. Aí eu Falei para ela também, não dei meu cartão, não dei para ela. Eh, a senhora se recorda, eh, de algum áudio que a senhora encaminhou para o delegado também, em que ela menciona uma situação em que Aderlan quis adquirir uma arma de fogo? >> Sim, ela disse que, eu lembro, ela disse para mim assim: "Mãe, a senhora não sabe o
que eu ouvi? O Ederland desceu para ir deixar um lixo e ele demorou e eu desci atrás. Quando eu ouvi, ele tava pedindo Pro cara queimado arrumar uma arma aqui para mim, né, para ele. E eu disse para ele que se ele colocasse uma arma aqui, eu ia embora. É, a senhora sabe dizer se o Ederlan chegou a comprar essa arma? Acho que não. Eu acho que não. >> Eh, a Sara consegue se lembrar, dona Dolores, também a respeito de algum áudio em que a Sara chega a mencionar eh uma situação que ficou mais tensa
entre ela e o Ederlan, eh, em que inclusive eles eles trocaram eh xingamentos. A Senhora consegue se lembrar? >> Sim, ela disse para mim que ele era muito, ele ele dizia muito palavrão com ela, entendeu? Até inclusive que ela disse que tinha um um amigo que ele era travestiz, ele era ex, só que ele tava na igreja, entendeu? E ele cobrou um ciúme dela com esse rapaz porque ela disse que foi, parece que foi botar botar um dinheiro na conta, não sei. E ela encontrou ele lá e ele foi disse assim: "Irmã Sara, você Não
quer almoçar?" E ela pega e mandou a foto, fez a foto que ela sempre foi fotogênica, né? E aí mandou para ele. Aí ele, ela disse que quando chegou ele já tava, sabe? Aí ele peg ela, ele pegou, já veio logo ameaçando ela. Aí ele disse assim para ela: "Olha, Sara, se você teve umas conversas dele lá que ela disse que ia se embora por causa dessas coisas dele, aí ele disse que se ela fosse embora ele encontrava ela até no inferno, né? Ele acabava com a raça Dela e e aquela aquelas fotos ia ficar
na tela do do computador porque ele ia acabar com ela que ela nunca mais ela ia louvar em lugar nenhum. Ela disse isso. >> Essa foto que a senhora tá se referindo seria foto de quem? O >> eles estavam lá na mesa comendo lá almoçando, sei lá. >> Era era ela e esse amigo travestia que a senhora falou >> é da igreja. >> Essa foto que seria >> Sim. Uhum. >> Eh, isso isso foi quanto tempo antes do do fato esse esse episódio que a senhora tá narrando da morte dela? >> Eu acho que um
mês e pouco por aí assim. Eh, a senhora, eh, esses áudios que a esse essa comunicação, né, seja por ligação, seja por áudio que a Sara mantinha com a senhora, ela fazia dentro de casa, fora de casa, ela tinha essa liberdade para estar se comunicando com a senhora sempre que queria? >> Sim, até quando ela tava em viagem mesmo, eu ligava para ela, ela dizia: "Mãe, eu tô viajando". Às vezes nem pega o sinal, às vezes não pega. E pega, não pega. E aí às vezes eu digo: "Não, então vou ligar só quando você chegar".
Era assim. Em algum momento a a Sara mencionou pra senhora que precisava que que apagaria os áudios que tava mandando pra senhora para que ninguém visse aquela conversa ou queerl não visse aquela conversa ali. Olha assim, alguns áudios ela apagava. Deixa eu ver. Ela apagou uns áudios para mim que eu não cheguei nem a ver. Aí eu disse: "Por que que você não deixou ver?" Ela disse: "Não, mãe, porque a senhora fica mandando pra Soraia, né?" né? Aí eu disse assim: "Olha, S, Sara, tu não tem que estar encobrindo os erros do Ederlan não, viu?
Mesmo que você encobre os erros do Ederlan, Deus, tu sabe que Deus fala comigo. Deus nunca me deixou encanada em nada, entendeu? E Quando eu falava essa história com ele, já que ele estava com o o celular dela clonado lá no no computador dele, entendeu? E ele ouvia tudo que eu falava com ela e que ela falava comigo. Ela chegou a mudar de celular, entendeu? Ela comprou um celularzinho pequeno, né? disse que para falar comigo, porque ela descobri, ela ela achou, ela não tinha certeza no na, ela falou lá, eu não tenho certeza que ele
cronou, mas a a Esmeralda viu quando ele pegou o celular Dela e foi pro estúdio e tudo indica que tava, que ele via nossas conversas que >> dona Dores, eh, meus sentimentos, meu nome Quadros, também sou promotor de justiça, >> fui designado aqui para conduzir a a acusação nesse júri com os meus colegas. Eh, a senhora falou de Esmeralda, como é que era Sara como mãe? Como era a relação dela com Esmeralda? Como eu e todas as redes sociais do mundo inteiro sabia que a Sara e os próprios vizinhos sabia que a Sara ela era
uma boa mãe. A relação da senhora com Esmeralda, >> olha, uns 10 anos, quando ela tava no uns 10 a 9 anos, eles tinha, ela tinha um celular. Inclusive a Sara disse que foi a Derlan que tirou da esmeralda, porque ela havia muito celular. Até eu concordei, mas ela sempre quando falava comigo no celular, eh, ela fazia chamada De vídeo, né? E a última vez que ela foi na minha casa, ela tinha 6 anos, mas constantemente quando eu falava com a Sara, sempre a Sara às vezes fazia chamada de vídeo, ou quando ela antes dela
ir pra escola ou quando ela chegava da escola. >> Hum. a senhora nos relatou que eh em torno de 2 meses antes da morte de Sara, ela ela tava eh intensificando esse relato à senhora a respeito do comportamento de Ederlan, né? >> Sim. >> Ela considerava a possibilidade de sair de casa? Ela cogitava assim, terminar esse relacionamento? >> Quando ela falou essas coisas que ele fazia com ela? que ela disse que ele chegou um dia embriagar ela, entendeu? Que ela é crente, né? E ele não era crente. Ele cheio do demônio lá embriagou ela, né?
E ela disse: "Mãe, ele fez eu beber as bebidas à força e eu Disse para ele que eu podia até chamar a polícia. E ele disse que se eu chamasse a polícia ele me matava." >> Isso. Isso é aproximadamente quanto tempo antes da morte dela? Só foi depois que eu passei a revelação que eu tive, que eu vi. Olha, posso falar? >> Pode. A senhora chegou a comentar com Sara sobre essa sua revelação. >> Falei para ela, eu falei, olha, eu vi os Dois homens que quando eu olhei na tela era o o V esse
homem maldito aí que matou ela, que deu as facadas nela. >> Isso. Você chegou a contar isso? A Sara? >> Falei a Sara. Eu entrei em desespero, entrei em pânico, eu eu a minha outra filha também era mãe, calma, calma. Eu digo, não sei que vai acontecer. Eu já sabia que ia acontecer isso. >> E Sara, diante desse seu, dessa sua conversa, como foi que ela reagiu? >> Ele é manipulador. Ele ele dizia: "Renada, isso aí é só um sonho, sabe? É só um sonho." Ele dizia para ela: "Tu vai acreditar nisso?" Ele dizia para
ela e ela disse para mim: "Não, mãe, não fique equivocada não." O Ederlan mesmo dizia para mim, eu digo: "Mulher, tu acredita muito nesse homem? Pelo amor de Deus, toda vida eu vi que esse homem não era um homem certo para você." E ela nunca acreditou. E aí aconteceu a desobediência, né? Vê isso. >> Uhum. Alguma pergunta? satisfeito, >> não. >> Transmite então a palavra à defesa, iniciando pela defesa do próprio senhor, acho que o Dr. saiu, não foi? Ah, tá. Então vamos inverter a ordem só nesse nesse particular. Eh, dando início, então, pela defesa
do senhor Wesley em Pabo. >> Senhora Dolores, eh, eu aqui representando a defesa de Westley, eu Aqui, eh, não tenho perguntas a fazer a senhora, apenas então somente deixar consignado aqui as minhas condolências sinceras e que, eh, Deus possa de algum modo confortar o seu coração. Fique com Deus. >> Amém. Ah, defesa do Victor. >> Dona Dolores, bom dia. >> Bom dia. >> Bom dia. >> Inicialmente externo minhas condolências À senhora pelo fatídico caso. Eh, inicialmente eu gostaria de saber da senhora se a senhora já conhecia o senhor Víor. >> Pela revelação. Ouv ele, >>
mas a senhora >> pessoalmente não >> eh de fato em alguma outra situação, a senhora ouviu falar através da Sara que o Vitor esteve presente em reuniões na casa da mesma? >> Não. >> Muito obrigado. Vou passar aqui para parte da defesa. >> Sem mais, muito obrigado, viu? >> Nada. Nenhum dos patronos representantes do Berlan está no salão. >> É o senhor mesmo, né? Temos o microfone sem fio, doutor. >> Não precisa. Bom dia, Dona Dolores. >> Bom dia. >> Recebo os cumprimentos também e sentimos Muito, mas temos que fazer perguntas aqui. >> São perguntas
relacionadas para que o possível se sentença possa ter uma visão do que aconteceu. Certo. Dos Loures, eh quanto tempo tinha o relacionamento de Sara e Ederlan? o relacionamento deles mesmo, né? A chegada dele lá no em Fortaleza. >> 11 anos. >> 11 anos. Durante esses 11 anos, eh, como era a relação da senhora com Ederlan? >> Ele quando assim, ele sempre me respeitava e quando eu falava as coisas, se ele tivesse assim agitado, ele me respeitava. Mas eu não conhecia a maldade que tava dentro do coração dele, né? >> Em algum momento a senhora presenciou,
não de ouvir dizer de sua filha falou com a senhora, mas de a senhora presenciou eh algum conflito, alguma briga entre Ederlan e a filha da Senhora? >> Até porque quando eu est ele ele ia lá para casa, como eu falei, ele ele me respeitava. Ele, se ele brigava com ela, não chegava eu ver. Mas sim, vou responder essa palavra aí que você falou, que uma vez eh a ela tava dando banho na esmeralda e a Esmeralda chorando, não queria tomar banho e aí a Sara brigando com a menina e ele veio de lá operado.
Aí quando eu vi aquilo ali, eu saí, eu digo: "O que é Isso mesmo?" Eu cheguei até perguntar a ela se ele batia nela antes. Aí ela: "Não, mãe, não, não, nunca fez isso não. Ela sempre falou isso para mim." E daí? E daí eu não pude mais eh presenciar nada porque eles vieram para cá, para Salvador, e eu morava lá em Fortaleza. Dona Dolores, quando foi durante esses 11 anos de relacionamento que a filha da senhora começou a noticiar a senhora esses conflitos entre Éderl e ela? dois meses antes, porque da revelação Que eu
tive, que eu passei para ela, que ela passou a se revelar o que tava acontecendo com ela. Ela disse: "Mãe, eu vou falar pra senhora porque eu não aguento mais". E ela começou a falar para mim. >> Sim, sem mais. >> Só para esclarecer, essa revelação da senhora foi já próximo ao fato, quanto tempo foi? Só pra gente situar. A senhora falou que foi da data da revelação que ela começou a noticiar a Senhora. Foi depois da da revelação que ela começou a falar para mim que não estava aguentando mais e ela ia falar tudo
que tava acontecendo. >> Mas é isso. Essa data da revelação da a senhora pra data do fato foi mais ou menos quantos meses? Dois mes >> dois meses antes. >> Pronto. Ok. Bom dia, senhora Dolores. Tudo bem? meus sentimentos desde já e eu preciso tirar algumas dúvidas com a senhora Acerca do que a senhora esclareceu aqui no dia de hoje. >> A senhora em seu depoimento em delegacia afirmou que Sara teria conhecido Ederlan através de uma rede social chamada Facebook. >> A senhora confirma isso? >> Sim. >> E a senhora também diz que esse fato
teria acontecido no ano de 2010. Confirma? Até o acontecido estava com 11 anos. >> Não, a pergunta que eu tô fazendo a senhora não é essa. Em seu depoimento em delegacia, a senhora disse que Ederlan e Sara teriam se conhecido através do Facebook no ano de 2010. A senhora confirma este depoimento da delegacia? >> Se eu falei que era no ano de 2010, eu não tô lembrada. >> Ok. Então a senhora responde sim ou não. A senhora confirma ou não, >> doutor? A conta que ela fez foi 11 anos depois de iniciarem ela teria falecido.
Ela faleceu em 2023. >> Ela viveu durante 11 anos. Ele tá querendo só me afrontar. Ele >> não, não vamos levar para esse lado. É porque na delegacia a senhora falou 2010. Agora a senhora falou que não lembra a data, mas que são 11 anos eh que eles passaram. >> Se é se é 11 anos, se for de 2010 >> é que não dá. daria 2000 2012, né? Seria 2000 2012, 11 anos, >> sim, >> teria ser 2012, mas a na polícia a senhora falou 2010. A senhora fica mais certa do 2010 ou dos 11
anos? >> Dos 11 anos, com certeza. >> Dos 11 anos, doutor. Então seria isso. Não, ela não confirmaria o 2010. >> Doutor, eu só vou pedir que eu tô perguntando e o senhor vai observar que em momento nenhum eu vou induzir ela nenhuma resposta. Não, o senhor não entrou não. É porque ela não sabia informar. >> O senhor ia insistir numa pergunta que ela não sabe. >> Mas ela falar que não sabe. Só isso. >> Ela falou, doutor, >> porque se você ouviu, eu não sei. Não sei se você se aqui. >> É que o
senhor tá de costa para ela já fez assim com a cabeça. E >> eu peço também que eu tô mantendo o respeito, que eu seja respeitado. Então é a segunda vez e aí vai complicar. Eh, nestes 11 anos, neste 11 anos que a Senhora afirma de relacionamento com sua filha e, a senhora esteve aqui em Salvador quantas vezes? se recorda? >> Nenhuma. >> Nenhuma. Eh, a senhora afirmou que Derlan sempre lhe respeitou e por qual motivo a senhora não gostava dele? >> Você também gostaria se alguém matasse sua filha? >> Mas esse é um fato
que a senhora afirma Posteriormente aos 13 anos. >> Ela ela ela ele ele pergunta assim: "Hoje que a senhora tem essa opinião formada, é natural que a senhora não goste dele? Mas assim, já que a senhora não veio aqui, eu acho que é isso que ele quer saber. Por que que a senhora não gostava dele? O que que a senhora tinha para concluir alguma coisa sobre ele? Não é isso, Dr. Oto? Depois tudo bem. Hoje a gente sabe que a senhora não gosta. >> Pronto. Pois eu vou falar aqui para vocês. O o que não
trazia que eu gostasse de Adelan é porque desde a primeira vez que eu ouvi a voz dele, eu ouvi a voz de um monstro e eu falei pra minha filha e ela não acreditou. E quando ele apareceu, apareceu o príncipe que ele era e ela se apaixonou por ele e ele só fez ela sofrer, entendeu? E quando ele chegou lá, que foi visitar ela, em vez dele, dele se revelar um bom homem, ele foi roubar 1500 na casa da Minha filha que ela tava guardando. Aí eu não gostei dele mais, viu? Por isso, me perdoa
eu ter falado para você desse jeito. >> A senhora tá afirmando que Derlan foi na casa de sua filha roubar? >> Sim. >> A senhora se recorda se Erdelan respondeu algum processo, algum inquérito policial, se teve algum registro de boletin de ocorrência por isso? A Soraia eh foi lá na delegacia, fez um bolo de ocorrência e para ele não e para poder ele vir embora, né, que a Sara já tinha vindo na frente com a mãe dele, né, e para que ele viesse embora, foi obrigado a Sorar e aí retirar a queixa para ele poder
sair de lá. >> Mas tinha, a senhora sabe informar se tinha alguma proibição de que ele deixasse lá a sua cidade? tinha da parte do policial, do delegado lá, que que ele não podia sair enquanto Não respondesse o corrido. >> Só falar mais perto que não tá captando legal. >> OK, doutor. Eh, Sara, antes de namorar com Enderman, ela era noiva? >> Sim. >> O nome do rapaz era Saulo. >> Saulo, >> sim. Salmo. Salmo >> acho que era, não tô lembrado não, mas ele era um rapaz muito bem crente e Talvez era esse o
homem que Deus queria para ela. >> Entendi. A senhora disse que Sara veu morar com Ederlan em Salvador aproximadamente 11 anos. Quando ela veio morar em Salvador, ela trabalhava >> sim >> com o quê? Ela trabalhava de, ela trabalhava num sho de Fortaleza, ela trabalhava num caixa. >> Eu tô perguntando aqui em Salvador. Quando ela viu trabalhar em Salvador, Ela trabalhava >> quando ela veio para Salvador? Trabalhava sim. >> O quê? >> Eu já respondi >> em Salvador. >> Ah, na em Salvador ela não trabalhava, né? Entendi. Ai >> se ela não trabalhava que a
senhora acabou de afirmar, quem arcava com as Despesas do casal e da própria filha? >> Eu acabei de dizer que ela vendia as coisas dela e recebia dinheiro extra que os pessoal dava para ela como cantora. Excelência, eu preciso que o senhor me ajude, porque assim, inicialmente ela disse que trabalhava em Fortaleza quando >> porque aqui não, >> porque aqui não, >> não, el >> ela não trabalhava de carteira assinada, mas ela eh ia para as igrejas e eles Davam sempre os dinheiro extra para ela e ela ainda vendia as a como é que diz?
As passadeirinhas dela e ela recebia tudo e ela era quem fazia. O que ela quis responder, aparentemente, quando não trabalhava, é, não trabalhava como empregada de carteira assinada, >> mas ela continuou trabalhando para ganhar dinheiro de alguma forma, não é isso? Isso >> pronto. E qual e qual eram essas formas? Agora, já que isso ficou agora Escrecido, o que é que ela fazia assim que ela chegou em Salvador? Ela começou o o Ederlan não sustentou ela por um período sozinho lá assim que eles chegaram, que ela chegou aqui sem conhecer ninguém, né? Não é natural.
vivia na casa do pai dele. >> Pronto. Nessa época ele sustentava ela. >> Sim. >> Pronto. Aí em determinado momento ela começou a quê? A vender o que que a senhora falou? Passa foi? >> Sim. Passadeirinha. Ela fazia aquelas fez a gente botar aqui na cabeça, vendia aqueles paninos de prata, aquelas coisinha bonitinha também de botar em fogão, aquelas coisas. Aí tudo ela recardava e ajuntava os dinheirinho dela. Era com isso que ela mant. A senhora diz que Sara teria lhe enviado filmagens de Ederlan bebendo. A senhora possui essas filmagens? Ela mandou para mim a
filmagem das garrafas. Eu não tenho agora não, meu amigo. Claro que eu não tenho, que eu dei tudo pro delegado. As coisas o que eu pude fazer, eu dei pro delegado. >> Desculpe, eu tenho que perguntar a senhora mais uma vez, é porque eu tô meio confuso. >> É da garrafa, doutor. Da garrafa. Ela tinha falado garrafa. Tá difícil. >> Não tem dificuldade alguma todo. Ela disse que tinha filmagem de Bebendo. >> Não, senhor. Você se aqui >> não, doutor. Ela falou, ela falou rápido, tudo misturado, >> só para esclarecer. >> É tipo, não trabalhava
em Salvador, entendeu? Ela falou: "Não trabalhou não". Aí agora ela tá dando o detalhe, doutor. >> É o senhor que tá pedindo minha ajuda. Se o senhor quiser, não me ajudo. >> Ela acabou de responder. Eu não tenho Gravação de imagem dele bebendo só de garrafa. Aí o senhor quer fazer de novo a mesma pergunta. >> Nestas filmagens de garrafa, aparece alguma imagem de Erlan? Se tivesse aparecido, eu teria falado. >> O senhor interrogando, o senhor tá interrogando a mãe de uma moça que foi assassinada. Não sei por quem. Isso vai ser decidido hoje. Então
você tem que entender que o senhor não tá falando com qualquer pessoa, não. >> Que Deus tome conta do seu coração, viu, rapaz? Respeito, doutor. >> Não é isso, doutor. A gente pode falar com respeito, mas tá fazendo perguntas que são insistentes. >> Ela tá, ela tá numa situação aqui que o senhor, graças a Deus, eu e talvez ninguém aqui tenha passado, que é de perder um filho. >> Glória a Deus. Natural. É natural que ela sinta alguma hostilidade. Isso tá dentro da normalidade. Mas ela está Respondendo. Ela, ela sinta. Não tô falando que o
senhor seja, mas ninguém vai interromper a fala do senhor. Não >> vai. >> Pois escute mais direitinho que eu falei tudo declaradinho. É porque você tá ligado na maldade. Por isso que não tá ouvindo o que eu tô falando. >> Quanto mais o senhor se alongar, mais o senhor vai ouvir disso aí. Hum. >> Não, a se alongar, não. Fazer pergunta. Eu falei tudo a verdade aqui, viu? Abra maisores. >> Confia em mim, tá bom? >> Amém. Obrigado. Desculpa. >> A gente só tá aqui para falar a verdade, tá? Às vezes a gente fala de
uma forma, >> quando a senhora falou da gravação, ela falou assim, ele bebia, ela gravava, mandava vidro. Aí ele teve a impressão, e eu vou ser sincero com a senhora, eu Também tive, de que a que ela mostrava a vida dele bebendo. Aí agora ele fez a pergunta e a senhora esclareceu? Não, não. Ela ligava, falava e mandava vida e foto. Mas das garrafas tá esclarecido. >> Eu falei direitinho. É porque não entenderam. Eu falei assim, ela mandou os vídeos das garrafas que ele bebia. Tanto de garrafas. >> Bom, tá esclarecido. Nem sempre a gente
se entende de primeira, né? A gente olhando nos olhos, a gente se entende. >> É, obrigado. >> Dr. Senhor tem a palavra para cá. >> A senhora afirma que a TV Shalom era de Ederlan e também afirma que teriam outros conteúdos. A senhora sabe dizer se esse era o meio de vida de Ederlan? Sim, o meio de vida sim, porque eh vou até falar logo aqui tudo, porque essa essa TV Shalom foi com a ajuda da Sara, porque a minha mãe faleceu e ela tinha a Minha mãe, ela recebeu um dinheiro eh da herança e
ela ajudou formar essa eh TV Shalom. Eles se ajudaram, entendeu? Entendeu? >> Eh, mas depois para criar a TV Shalom, é isso que o senhor quer saber, doutor? Era disso que ele vivia. >> Isso. >> Pronto. Aí depois montou as TV Shalom. A senhora informou agora com a ajuda da Sara. >> Sim. >> E ele vivia, o sustento dele era TV Shalom. Ou ele tipo era TV Shalom, mas ele vendia, sei lá, >> às vezes ele fazia filmagem e a Sara chegou a dizer para mim que aquele dinheiro que ele dava para ela não dava
de fazer nem a feira da semana. Teve uma vez que ela pegou R$ 10, ele ele jurou até de dar nela se ela pegasse outra vez. E ela disse: "Mãe, sempre eu manti a casa e durante 11 anos que eu tô Vai fazer 11 anos antes dela morrer. Vai Fazer antes 11 anos. Esse homem nunca me deu sequer uma roupa íntima. A esmeralda, as fralas da esmeralda, tudo quem comprou foi eu." >> Certo. Mas a forma dele, de como é que ele dizia pras pessoas? Eu, você trabalha com quê? Ele ia dizer: "Eu trabalho com
produção de vida, com a TV Shalom". >> Era isso, doutor, que o senhor queria essa informação? vontade. >> Em seu depoimento e delegacia, a senhora Afirma que a Esmeralda queria ir embora. Sabe dizer por qual motivo? >> Por causa das brigas dos dois, que ele vivia brigando, quando ela chegava da igreja, ameaçava ele. >> A senhora, a senhora, a senhora podia puxar o microfone? É só para ficar pertinho do microfone. Senhora puxa assim ou não? >> Perdão, perdão. Ameaçava ela quando chegava da igreja. Teve uma vez que ela disse que ele veio lá do estúdio,
né, Com licença da palavra, pelada. Ela pegou a esmeralda assim e botou para dentro do quarto. E aí foi uma briga, um quebradeira medonha dele lá com ela. E aí a Esmeralda com medo e disse: "Mãe, se a senhora foi embora, eu vou amarrar a senhora. Mas vamos embora, mãe? Não fala pro pai não desse jeito que ela chegou a falar. >> Após o falecimento de Sara, Esmeralda foi embora com a senhora ou permaneceu morando aqui? >> Claro que não, porque ela foi pra casa das avó e eles botaram a menina contra a gente, viu?
fizeram a cabeça da criança. >> A senhora >> Mas a resposta objetiva é não. Ela não foi morar com a senhora. Ficou aqui. >> Não foi. Não foi não morar não. >> A senhora tem alguma prova que tenha acontecido algum tipo de alienação dos pais de Ederlan com a sua neta Esmeralda? >> Doutor, eu acho que a palavra alienação Tem coho jurídico. Talvez ela não entenda. Eu vou posso substituir por fazer a cabeça? >> Pode ser. O senhor acha que o a senhora tem alguma prova de que os pais do Ederlan fizeram a cabeça da
esmeralda para ficar com eles contra a senhora? >> Sim, vou falar aqui. >> Mas pera aí, doutor, essa pergunta eu acho que interessa ao senhor. O senhor ia fazer, eu vou me antecipar, vou Correr até algum risco. Mas ela não morava, não tinha mais convívio com eles do que com a senhora, porque a senhora nunca vem em Salvador, não é isso? >> Não. >> Então assim, não era normal que ela ficasse com quem ela tinha mais convívio. Eu não tô querendo fazer aqui nem um lado nem outro, entendeu? Eu só é só dentro da naturalidade,
que é isso que ele tá querendo saber, se precisou fazer a cabeça da menina ou se ela, só Porque tava mais perto deles, disse: "Ó, eu prefiro ficar que eu tô tá acostumada". Será? >> Eu tô falando isso porque ela falou para Sorai, a mãe do Aderlan disse que nem morta ninguém tirava a esmeralda dela. >> Ah, a mãe da Derlan. >> Sim. E outra que a Esmeralda no primeiro dia ela foi muito bem comigo. Ah, depois a Esmeralda moldou o comportamento. Sabe o que que a Esmeralda disse para mim? que o vô dela disse
que não era para ela Dormir lá junto comigo porque eu matava as pessoas dormindo. >> Certo, doutor? Ela a a prova que ela tem é esse relato, em princípio. >> OK. A senhora se recorda que após o falecimento de Sara, a senhora ter ficado na casa de um pastor chamado Gilvan Cruz? >> Sim, >> Gilvan Barbosa, perdão. >> Foi quem mais me ajudou pra glória de Deus. >> OK. A senhora levou Esmeralda pra casa dele? >> Sim. A senhora se recorda de em audiência ficar comprovado a conduta social do Gilvan? >> Ficar comprovado >> assim
a senhora ficou sabendo de coisas erradas. É isso, doutor? Coisas erradas >> que ele respondia processos de roubo e etc. Que a juíza fez a leitura pra senhora. >> Ô doutor, você me perdoe, mas eu vou bem Lhe dizer. Passado é passado. Será que eu não tive um passado ruim de roubo? Não. Mas será que eu não tive um passado ruim? Eu entendi. >> Mas hoje ele é um homem de Deus, ele é um pastor. >> Eu entendi. Essa é a opinião da senhora, mas a pergunta dele é bem eh objetiva. A senhora ficou sabendo
depois >> que ele teve teve uma história de coisas ruins depois. >> Só depois. Só depois. >> Tá. >> A senhora se recorda se teve alguma audiência para decidir acerca da guarda de de Esmeralda? Me exaltei. Me perdoe. Meu Deus. fale de novo. >> Eh, ela, ele perguntou se teve uma um processo na justiça para definir quem ficava com a Esmeralda, teve uma audiência e tudo. >> Se eu >> teve, senhora ficou sabendo? Não, a Senhora teve esse processo na justiça? A gente já sabe que teve. Não teve um processo na justiça para ver quem
ficava com a Esmeralda? Não teve. >> Ah, é? Sim. >> Pronto. A senhora ficou sabendo, a senhora participou? >> Eu fui. O negócio era para guarda da esmeralda. Você quer falar, né? >> Pois sim. da guarda da esmeralda. Sabe o que que ela inventou? Uma coisa que eu jamais imaginei que essa menina poderia Chegar e dizer uma coisa que o senhor sabe que eu não tô mentindo e você pode olhar no meu olho. Eu não sou mulher de mentira. Essa menina veio dizer que eu tinha botado sunífra na água para ela beber, para dormir, para
ela não ir pra casa do vô dela. >> A Esmeralda que falou isso? >> Sim. Falou lá pra juíza lá. >> Tá. >> Falou pra juíza. Tá bom, doutor. A senhora afirmou que Sara dizia que o celular dela estava clonado ou que este celular era clonado. A senhora presenciou em algum momento este aparelho clonado? >> Deixa eu, deixa eu tentar localizar a senhora um pouquinho sobre a pergunta, tá? Hoje, hoje a senhora tem a convicção que o celular dela tava clonado, tá? e que ele via na no dele tudo que passava no dela. Antes dela
morrer, a senhora fazia ideia disso? Porque ela disse para mim, vou falar, ela disse para mim que Quando tava dormindo, a Esmeralda viu ele em pé olhando pra Sara e ele pegou o celular e foi pro estúdio. Eu disse: "Será que ele não tá fazendo alguma coisa com teu celular? Toma cuidado, Sara". Aí foi que a Sara comprou um celularzinho pequeno, né? e comprou outro chip para falar comigo. Mas só que quando ela fez as frases com ele, aí ela pegou, ele já tinha quebrado doidão lá da cabeça, quebrou o celular dele lá, aí ela
pegou e deu o celular para ele. Aí Pronto. Aí quando eu falei para ela e que ela disse que ela disse: "Mãe, eu vou terminar minha agenda e vou embora". Foi quando ele planejou essa agenda pra morte dela. >> Aí eu tive a conclusão que tudo que veio na minha cabeça era real. Entendi. Entendi. Então, objetivamente ela tinha falado isso. Você entendeu, né, doutor? Uma vez ela tava em pé, ele tava em pé com ela dormindo e ele foi, pegou o celular dela e foi pro estúdio. >> Sim. >> E aí a Sara cogitou com
ela essa possibilidade dele ter de alguma forma, chegou a comprar um celular com chip específico para poderem conversar, mas depois fizeram as pazes. O tempo passou, ele quebrou o celo, ela deu esse e terminou continuando falando com a senhora >> no celular dela. >> Sim. É, é o que ela tem. Doutor, >> quem écio, senhora Dolores? >> Elico de nome? A senhora lembra? >> Eu só vim falar nesse rapaz. Não, eu vi falar. Ela falou uma vez para mim que ele era o motorista dela. >> Certo. A senhora tomou conhecimento de uma relação extraconjugal de
Sara com Elico? >> Não, ela nunca teve. E eu coloco minha mão no fogo pela Sara, que jamais da parte da Sara teve traição. >> Existe depoimento nos autos do Elico assumindo e apresenta documento Documentos acerca deste relacionamento vivido entre ambos. A senhora teve ciência disso em algum momento? >> Eu não vou nem julgar, mas se eles estão pagando você para também inventar mentira, será que ele não pagou para ele também? Dolores, >> perdão, perdão. >> Vamos nos acalmar, >> como eu dizia para minhas filhas pequenas. >> Perdão. >> A pergunta dele é uma pergunta
lícita, é uma pergunta que pode ser feita. Se ele fosse perguntar a senhora alguma coisa que que não pode, eu ia ser o primeiro a dizer: "Opa, tá bom, fique tranquila". Realmente existe uma pessoa chamada Elico que declarou na polícia, na justiça também, doutor, foi só na polícia. na justiça também. >> Na polícia e na justiça também. Ele declarou perante o delegado e depois Declarou perante o juiz que tinha tido um relacionamento com ela, que no começo ele não sabia que ela era casada, depois ficou sabendo e foi embora para Santa Catarina. Eu estou dizendo
pra senhora o que tem no processo. O que o doutor está perguntando é: "A senhora sabia desse rapaz?" A resposta da senhora é não. Não é isso? e nem acredita que ela pudesse fazer isso. Pronto, entendi. Só um minuto. Se dissesse >> que a Soraia fez algo errado, a minha outra filha mais nova, eu jamais meteria a mão no fogo. Mas a Sara >> não fala assim da Soraia. Deixa a Soraia quieta da Dolores. Qual da Soria? >> É porque eu meto a mão no fogo pela Sara e que isso aí tudo é acusação falsa.
Isso aí é para amenizar a pena desse indivíduo. >> Mas tem realmente essa declaração e a senhora já declarou que não sabia e nem Acredita. >> E por que que ele disse, paraoraia que não existia isso, hein? >> Que não o quê? >> Que não existia. Ele disse: "Olha, nunca existiu isso aí". >> Quem disse? >> Disse pastoraia. >> Quem? Esse ele >> Sim, sim, senhor. >> Mas ele, ela já tinha quando ele deu a Declaração na polícia, ela já tinha falecido. >> Ele disse não, ele falou já. A Sara já questão de ordem, >>
doutor. >> É, inicialmente ela disse que não sabia, ela acabou de dizer que sabia e aí eu fico confuso. >> Não, agora ela falou Soraia. Aí eu confundi Soraia. >> Soraia. Ele falou pra Soraia, doutor. Mas foi depois da Pera aí, dona dona Dolores. Foi depois da morte, não é isso? >> Foi depois da morte. >> Depois >> será que é pelo nome, doutor? Ela, a senhora sabia que tinha um homem que disse que teve relação com ela? >> Não, não, não, >> não. Mas que é isso? Claramente ela tá, é uma contradição, mas ela
não dá, deve tá entendendo. Eh, e quem foi que falou para sorar? É o que aí? Diga de novo Essa história. >> Agora, quando a gente estava aqui em Salvador, eu e a Sara no quando a Sara a Sara tinha morrido, né? >> Aí a gente veio para cá, eu e a e a Soraia, veio meu esposo. Aí a Soraia disse assim, eh, falou com ele, né, na falou mesmo no telefone, viu? Ele falou também até lá na no Juga, ele disse que ele disse: "Eu tenho, olha, eu não falei que a Sara teve um
caso comigo. Tudo bem, nos começos eu conheci ela, eu Pensava que ela era solteira, só que eu não tive relacionamento com ela como marido e mulher". Falou para Sora, sexual. >> Sim. Falou pra Soraia. >> Ele falou pra Soraia. Então, a senhora já tinha ouvido falar de um homem que negou >> só depois da morte. >> Depois da morte. Mas a senhora não sabe o nome dele? Esse nome João José Antônio, como é? >> Ele não disse, ele não disse lá que o nome dele era Licácio e a Soraia não ligou para ele. >> Pronto,
>> tá respondido aí, >> segundo consta nos autos, Elico afirma que precisou se mudar para Santa Catarina pelo fato de Sara não aceitar o fim de do relacionamento entre ambos após a morte de Sara. Doutor, só é porque isso contrariou a minha percepção dos autos e a do Ministério Público Também. Como é uma informação que está contida na sua indagação, não é o problema não é não é informar isso, é que eu não me recordo de no depoiment nem eu nem eles, então a gente vai ter que esclarecer. >> Pronto. Então o senhor diz a
folha dos autos. >> Não, sem sem pressa nenhuma, doutor >> do PDF. O senhor vai ficar o dia todo aí, doutor? >> Quantos anos a senhora tem? >> 60 anos, né? É, tem 60. Ele tá indagando. O senhor tá indagando a senhora de 60 anos, doutor. >> Esse homem, vou dizer bem aqui. >> Não fale nada não. >> Não ia dizer. >> A senhora já falou de sua filha. Eu já. >> Ele já tentou me intimidar uma vez. >> Oi. Quieta, quieta. A gente tá falando aqui. Não tinha o que constar, doutor. Tá tudo Gravado.
Mas tá gravado aquela época de constar em ata quando a gente não tinha como gravar. doit >> a juíza até mandou ele sair da sala >> na vez do dia da da que as que estavam fazendo da da esmeralda, né? Aí tava eu, tava falando, aí tava o velho o pai do do Eterlan. Mentira, seu careca. Capita. >> Me perdoe, viu? Me perdoe porque esse homem tá me tirando do sério. Que Deus lhe perdoe. Que Deus tem misericórdia de você, viu? Doutor, eu não tô julgando o Dr. Oto não. Ela falou, eu não posso impedir
que a pessoa fale algo >> eu não acho que funciona que era o demônio não. >> Eu falei demônio. >> Eu acho que ela chamou outra pessoa de demônio. >> Seu careca. É porque ele tá lembrando que eu chamar ele careca de capeta, né? Eu não tô chamando ele. >> Tô com devido respeito. O senhor é calvo >> e eu também já tô começando. Não é o problema não é esse. >> Perdoe meu Deus. >> É isso. Não é ofensa dizer careca, entendeu? Inclusive tem. É, mas eu queria ver o eh porque doutor você está
localizando aqui. Eu lembro dele ter falado que ela quis um relacionamento e ele não quis. Ponto. Eu lembro disso daí, mas eu não lembro que ele foi Embora. por causa de fugir dela. É só isso que eu não lembro. >> Hum. Conversa. Qual é o homem que não quer que motivo, ele não foi embora por isso. São duas coisas. Ele foi embora e ele não queria o relacionamento. Uma coisa não causou outra. Não, mas o senhor não pode perguntar uma coisa que não aconteceu. >> Não é isso que eu tô dizendo que ele não disse.
Ele foi embora por não querer o relacionamento para Santa Catarina. Pronto. Aí é que eu quero a página >> 3834. Ele falou repreendido em nome de Jesus. >> 4172 ID, por favor. Tô com tô com o depoimento dele na polícia, tá? Ó, na delegacia de polícia, doutor, já tô aqui. soube que Sara era casada e por tal motivo acabou cortando a relação sexual que mantinha com ela. Contudo, acabou continuando a ficar conversando com ela Até sua vinda para Florianópolis, que relembra que no dia que chegou Sara ainda ligou. Contudo, acabou posteriormente bloqueando o número de
Sara, que após isso não conversou mais com Sara. recebeu a ligação do marido, então não diz que ele foi para lá, tipo, fugindo dela. Pode ter sido no na delegacia. >> Nesse não tá, >> tá na delegacia, No depoimento em juízo, não está com a transcrição. Se o senhor quiser executar agora, mas como o senhor já indicou a folha, aí já não é problema do senhor, é problema do Ministério Público querer identificar. Pronto. Não, eu quero dizer assim que como o senhor já identificou, o senhor não tem mais nada obrigado a fazer, já tá entregue.
>> Eh, >> aí eu só tava perguntando se ela ficou Sabendo que ele foi embora para Santa Catarina e que ela ele foi embora lá e ele terminou com ela e foi por isso que ele foi embora para lá. A senhora ficou sabendo de alguma coisa disso? >> Não. >> Basta dizer não. Não precisa chamar mais ninguém de nada. >> Não, não. Obrigada. >> Vamos. Vamos. A senhora afirmou aqui no depoimento que Sara dizia pra senhora que guardava valores. >> Sim. >> A senhora chegou a visualizar, Sara chegou a lhe apresentar algo que comprovasse esses
valores que ela guardava. >> Doutor, bem pertinho, por favor. >> Quer que eu repita? S >> queria. >> Já entendi. Eu quero >> eu quero lhe responder que ela disse Para mim que ela tinha mais de R$ 30. guardado dentro dos sapatos. Ele sabia que ele tinha esse dinheiro. >> R$ 30.000 ou R$ 30.000.000. Era mais de R.000, perdão. Então ele disse, ela disse que ele não sabia que ela aonde estava guardado, só que ele sabia que ela tinha essa contin >> sabia que tinha dinheiro, mas não sabia onde estaria. >> Sim. >> Pois não,
doutor. >> Após o falecimento de Sara, a senhora teve contato com a Esmeralda. Senhora já confirmou, a senhora chegou a conversar com a Esmeralda sobre esse assunto? Responda só sim ou não? >> No dinheiro. Não. >> Pronto. >> Chegou a conversar com a Esmeralda acerca de agressão, de violência ou algo do tipo envolvendo Ederlan e Sara? >> Sim. ou não. >> Eu conversei com a Esmeralda, mas ela Veio chegar falar para mim que não, não presenciei nenhuma briga, mas é porque ela já tava orientada a dizer aquilo. >> Certo. Mas a senhora conversou e ela
disse que não. >> Tá. A senhora entende que é porque ela estava influenciada. >> Amém. >> Em que pede a senhora entender que ela estava influenciada, eu preciso fazer uma pergunta. A senhora tem algum elemento ou algo que comprove algum tipo De influência sofrido por esmeralda? pela atitude da menina, que ela era boa comigo e depois passou a ser ruim. A senhora sabe dizer se nessa audiência acerca da guarda Esmeralda participou de algum tipo de depoimento oitiva. Tô falando em várias palavras para ver se a senhora entende especial na prça de um profissional psicólogo ou
um profissional capacitado de fazer esse tipo de oitiva. >> Para lhe falar a verdade, ela passou Quase dois anos sem falar comigo, com raiva de mim, porque eh eu falei, ela disse que tinha visto eu chamar o pai dela de alma cebosa e ela não gostava e ela não falava comigo. E a senhora soube dela fazer um depoimento? Não sabe. É isso que ela quer dizer, doutor. Entendeu? >> Passou tanto tempo que ela não sabe dizer a resposta. Ela longe, mudaram até de lugar. >> Tá. >> Neste período, após o falecimento de Sara, a senhora
mantém algum tipo de contato com sua neta? >> Sempre eu mandei as mensagens de Deus para ela, mas ela nem falava e nem respondia. Ela veio responder agora a final de ano. >> A senhora neste processo tem advogados que lhe representam nesse processo da guarda? >> Sim. >> Já comunicou esse fato a seus advogados? >> O fato de que ela atendeu no fim do ano, doutor, ou o fato de que passou sem falar? >> Ah, a senhora comunicou que ela falou duas coisas. A senhora comunicou para o advogado do seu caso que ele sai, ele
tá sabendo que a senhora não tem contato com ela e que no fim do ano ela veio a responder. >> Comuniquei. Inclusive, só um minuto. Eu inclusive essa advogada ia ter uma audiência hoje mesmo comigo e a Esmeralda, mas não foi possível porque eu estaria aqui hoje. Eu disse para ela que não tava certo porque tinha um adiado e ia ser hoje, dia 24. >> Tá bom, >> entendeu? Muito obrigado, senhora Doloures. >> A lei autoriza que os jurados também formulem perguntas. Eh, a última defesa não falou, não falou. >> Inverti a ordem, doutor. Foi
que eu Inverti a ordem. Eh, a lei permite também que os jurados façam perguntas. é um procedimento eh um pouco, eu diria assim, delicado, porque como o jurado não pode eh manifestar a opinião sobre o caso, a gente sempre fica com um pouco de medo de o jurado ao fazer a pergunta, fazer uma pergunta já revelando, tipo assim, eu vou inventar aqui, você acha que eu vou acreditar? Entendeu? A gente tem medo. Aí como é que a gente faz? A gente, se o jurado tiver alguma dúvida, A gente através do oficial de justiça, a gente
entrega para ele um papel, o jurado ou jurada faz a pergunta por escrito, vem para cá e aí eu já leio, dando aquela tonalidade mais neutra, sem aquela possível inclinação. Tá bom? Alguém tem alguma pergunta? Não. Então fica encerrado o depoimento da senhora. Eh, doutores, eh, eu posso liberá-la? Doutor, o senhor quer, o senhor quer segurar ela para fazer a criação ou quer segurar ela para ela não ver o Julgamento? Eu vou ser muito franco com o senhor. Com quem? Não, tem que dizer com quem? >> Com qual? Qual que dep que teor do depoimento
dela? >> Eu posso falar alguma coisa? >> O depoimento dela é não compromissado. >> Juiz, posso falar alguma coisa? Não, eu tô Não, eu tô achando que não pode não. >> Não pode nem olhar, muito menos olhar para ele. >> Ner falar com ele mais não. >> É isso. Eu sei que a senhora não quer falar com ele. Agora ele tá fazendo o trabalho dele. Deixa eu lhe dizer, ele não tava lá no dia não. Ele tem que acreditar exatamente em tudo que o cliente dele contou para ele. É a obrigação dele, entendeu? Não é
pra senhora ficar com raiva dele, entendeu? Eu sei que é, mas a senhora é pecadora igual a eu, não é isso? Não controla a raiva, né? Mas até Jesus teve raiva. Então é normal. Deixando aqui de lado, doutor, veja só, eu gosto de primeiro entender o pedido. Tanto que os senhores fizeram aquela formulação lá fora sobre a imprensa. Eu entendi, a gente chegou a um termo, acolhi. Agora eu tô fazendo também para entender, porque existem acarea que fazem sentido. Duas pessoas estavam no mesmo lugar, ouviram uma coisa, etc. Uma vi, outra vira. Existem acções que
na verdade não tem razão de ser e a pessoa quer, na Verdade, manter. Isso é uma tática velha, mapeada, nomeada. E diz aqui o que o que tem nome tá escrito, o que o que tem nome existe de manter o parente que foi testemunha fora do salão, justamente para evitar a presença. Aí eu pergunto ao senhor, qual seria a razão de ser tudo, viu, doutor? Tudo que o senhor requerer vai pra ata? Eu defiro bonitinho ou defiro, né? Mas eu só quero entender usando da oralidade que é o o a razão de ser do júri.
>> Eu posso dispensá-la. Pronto. >> Fique à vontade, doutor. Eh, a senhora tá liberada. Tanto a senhora pode ir para casa quanto a senhora pode ficar no salão se quiser. Tá bom, senhora. Só tem um lugar que a senhora não pode ir para onde a senhora tava, que a senhora agora não pode mais falar com nenhuma testemunha. Não, eu só tô lhe dando as instruções. T que a senhora queria não, viu? Fica à vontade. >> Envergonhou >> não. Não envergonhou não. Não. Eh, agora uma coisa eu queria pedir pra senhora, tá? pra senhora, os demais
familiares e todas as pessoas que estão presentes. Sentou ali, aqui, saiu, falou, saiu daqui, não pode falar mais nada. Nem se a senhora ouvir a pior mentira a senhora pode falar, entendeu? Porque a senhora pode estragar o julgamento se a senhora fizer uma declaração. É calada. Agora, se a senhora quiser falar alguma coisa, a senhora sai, vai para bem para longe do fórum e grita. >> Então, acabou. Tchau. >> Bom dia, boa tarde já, na verdade. >> Boa tarde. >> Eh, dona Soraia, a senhora era [limpando a garganta] >> irmã da senhora Sara, não é
isso? Sara Freira. Isso, isso. >> Nós vamos ouvir agora a senhora. >> Certo. >> Só me dei mais um instante. Fuck. Doutores, eh, é interessante notar que a irmã da vítima, ela não incorre nas eh disposições do artigo 206. A mãe sim, porque a mãe era afim em linha reta. A fim em linha reta de um dos acusados, entendeu? A, exatamente, por afinidade, é só em linha reta. Então ela eh ela a o 206, diferentemente do Código de Processo Civil, o a base para fazer a Referência não é qualquer uma das partes, é do acusado.
Do acusado. Então é ela era afim em Lia reta acusado, mas a irmã de Sara não, ela é colateral, segundo grau. Então, ela é compromissada, é compromissável, melhor dizendo. Dona Dona Soraia, a senhora de agora em diante está estará sob o compromisso de dizer a verdade a todas as perguntas que Lhe serão feitas. Eh, eu estou passando a palavra ao Ministério Público para que a gente possa eh o Ministério Púo possa explorar já da forma mais específica, né, doutora, sem tentar uma pergunta mais abrangente e os promotores de justiça vão fazer algumas perguntas à senhora.
Se tá ligado ali, doutora. >> Bom dia, dona Soraia. Bom dia. >> Inicialmente eu vou externar meus sentimentos pela perda da pela perda que a senhora teve da Sara. Eh, mas informar que é importante que a gente escute para que a senhora traga alguns fatos eh de para que a gente tome conhecimento efetivamente do que aconteceu. >> Eh, >> OK. >> Quando foi que a Sara tomou conhecimento do desaparecimento de Sara? >> Foi, acho que foi numa terça-feira. Eu nem me recordo bem por conta do tempo, né? Mas eh eu acho que foi na terça-feira,
eu tinha ido paraa igreja e tinha uma mensagem dele, né? Eh oi. Aí só com umas um oi. E aí quando foi umas 10 e pouco, eu falei com ele porque eu tinha chegado da igreja, aí fui ajeitar a comida da minha menina, né? que ainda tinha Eh 2 anos. >> Isso, isso. E essa apesar da senhora não se lembrar do dia, mas a senhora consegue se lembrar eh se foi no mesmo dia que ela desapareceu, se foi no outro dia ou ou dois dias ou três dias depois. >> Não, foi no outro dia. >>
No outro dia. Aí a Sara mencionou que recebeu mensagem dele. Quem é ele? >> Já foi à noite que ele veio falar comigo. Era um sete pouco. O Ederlan, o Esposo dele. >> Oderl. Isso. Então, já tinha o quê? 24 horas que Sara não aparecia. >> Isso já tinha sido noite. Foi no outro dia de noite que ele entrou em contato comigo em 7 e pouco. >> E essa mensagem o que o que é que o Ederlan falava para você? >> Ele colocou só o pronto. Aí não falou mais nada, né? Acho porque talvez queria
se identificar se eu tava sabendo de alguma coisa, mas eu não tava sabendo de Nada porque eu não tinha olhado rede social, nada. E aí quando foi umas 10 e pouco, eu entrei, falei com ele, né? Dei: "Boa noite, tá tudo bem com vocês?" >> Aí ele mandou uma imagem, né, da Sara desaparecida. Aí eu coloquei, aí eu disse assim: "Não tô entendendo o que é isso". Aí demorou algumas algumas horas para ele responder. Aí veio dizer que a Sara tinha sumido, desaparecido, tinha saído para um evento, né? Em Dias Dábula. Só que ele não
sabia onde era o local, não sabia o nome do pastor, nada. Aí eu fui e questionei como que ele não sabia, né? Porque todo passo que a Sara dava, ele tava sabendo. E eu já estava sabendo, né? que ele eh tinha espelhado o WhatsApp dela pro notebook, né, que ela já tinha nos falado, e que a gente tivesse cuidado quando fosse falar com ela, né, referente que ela queria se sair dele, queria vir embora, deixar Ele. >> Eu eu vou interromper a senhora porque é muita informação e a gente precisa entender por completo. Eh, a
senhora foi a primeira familiar de Sara a tomar conhecimento do desaparecimento dela? >> Sim, sim. Foi eu. >> Pronto. Quando a senhora mencionou que eh ele disse que não sabia o lugar, mas a senhora mencionou que estranhou essa fala dele, porque ele sabia onde Sara andava, >> ele sabia das agendas dela, né? Ele tinha acesso às agendas dela. >> Ele tinha acesso. >> Sim. >> Esse esses eventos que a Sara comparecia, era a própria Sara que agendava, o Ederlan intermediava, como era essa relação? maioria, maioria dos eventos, dificilmente. E ele sabia de tudo porque ele
queria saber de cada passo dela. Sempre foi assim. Eh, ele sabia de todos Os passos dela, ele que gerenciava as agendas da Sara. Por isso que eu estranhei ele não saber de nada, eu interrogar o nome do pastor local e ele disse que não sabia. Ele só deu, ele só lhe deu a cidade que ela iria, mas ela não disse a igreja, não deu, deu mais nenhuma pastor, nenhuma referência o nome do pastor, só sabia que ela tinha ido para um evento em Dias Ávila. Aí eu como assim você não sabe de nada? Eu tá
errado isso. E aí eu Comecei já, né, porque ela vinha sofrendo ameaça dele. >> Ela vinha o quê? sofrendo ameaças dele. Ele disse que ia buscar ela até no inferno, se ela fosse embora e matava ele. >> Como é que Como é que a senhora tomou conhecimento disso? >> A própria Sara me disse, a própria Sara me falou. E se a Sara mantha contato com a Sara, como >> a gente como ela às vezes quando ela tava nas agendas, nas viagens, né, ela falava pouco, ela tinha muito contato com minha mãe, mas a gente sempre
uma vez na semana, duas tava se falando, fazendo eh chamada de vídeo e e essa esses relatos de ameaça, esses foram relatos próximos desse desse evento do desaparecimento dela. tinha sido antes, bem antes, >> foi próximo, né? Já vinha, ela já vinha se se mal dizendo pra gente, tanto para Mim como paraa minha mãe, né? Do que tava acontecendo, que não tava mais aguentando, as bebedeiras dele, né? Eh, ele tinha já quebrado a porta atrás com a faca, tentando abrir com a faca a porta atrás de de bater nela, né? né? >> Esses, isso que
a senhora tá me relatando, foi a sua mãe que lhe disse ou foi a própria Sara que falava? >> A Sara que falou para mim quando aconteceu o caso dele eh tentar Arrebentar a porta do quarto, certo? A Sara falou comigo 1 hora da manhã, né? Mandou um oi para mim. Oi, Soraia. Aí, só que não falou mais, né? Quando foi de manhãzinha cedo, que eu acordo cedo para fazer café da manhã, eu vi a mensagem dela e comecei a mandar mensagem e ligar. Só que ela tava sem internet, né? Não sei se tava desligada,
alguma coisa. Quando foi eh já de tarde que ela veio falar comigo e aí ligou para mim, a gente conversou e ela relatou que ele Tinha ficado doido, quebrado as coisas, quebrado o celular dele, tentado arrebentar a porta do quarto para bater nela. A filha dela tava com ela, a Esmeralda estava com ela, né? E estava com muito medo e ela não tava mais aguentando isso, né? E queria ir embora. E eu aconselhei ela, Sara, vá numa delegacia sem ele saber, preste um bo e você venha para cá, porque eu vou lhe ajudar, viu? Você
não vai ficar na rua. E aí ela disse: "Mulher, eu vou ver". Eu Digo, "Mas fácil ver, ó, Sara". Aí não fez, né? Não fez. Eh, a senhora mencionou também em um momento anterior dessa fala, eh, foi quando até a senhora narrou sobre que a senhora estranhou quando ele disse que não tinha conhecimento para onde a Sara tinha ido. A senhora chegou a mencionar de maneira espontânea que ele tinha um espelhamento do celular de Sara no computador dele. Como é que a Sara tinha Esse conhecimento? A Sara falou, a Sara falou pra gente, tem vários
áudios nos autos que eu mandei pro pro delegado que tava no caso. >> Eh, a Sara tinha esses áudios que você menciona da Sara, ela em algum momento da conversa sua ou até de sua mãe, ela mencionava que precisava apagar esses áudios para que ninguém acessasse o conteúdo? Sim, ela ela ela pagava, ela às vezes não dava nem da gente ler direito, ouvir, né? Aí como assim? Para Mim ela já escrevia mais. Ela escrevia e mandava áudio também, mas paraa minha mãe ela mandava mais áudio porque a minha mãe não sabe ler. E aí ela
apagava rapidamente. Às vezes não dava nem tempo da minha mãe ouvir, né? A minha mãe que falava para mim, a Sara mandou áudio para mim, mas não deu nem tempo eu ouvir Sorar direito. Tá acontecendo alguma coisa lá. Eh, você mencionou eh sobre essa questão do Que a Sara vinha desabafando, né, sobre essa questão do descontentamento dela com o casamento. Uma das razões que você falou aí foi essa questão da bebida do Ederlan. Eh, tinha outras outras motivações para esse descontentamento aí do casamento? >> Sim, as motivações é que ele só queria estar de perna
pro ar, né? Ele só queria trabalhar com com a com a TV Shalom, que era o que ele trabalhava, né? Ficava fazendo vídeos Para ver, para ganhar dinheiro. Não era uma pessoa para se disponibilizar e trabalhar fora para ajudar mais em casa, né? E ela não gostava, né, desse desse desse jeito dele de querer que ela sustentasse a casa e ser o manipulador, ser manipulador dela. >> Eh, eh, a respeito dessa questão do do do custeio da casa, né? Eh, o Éderlan, você falou que trabalhava com a TV Chalon, a TV Chalon gerava dinheiro para
Ele >> há um tempo, até um tempo, né? A Sara dizia que dava alguma coisa, mas aí de uns tempos, né, começou já não ter mais engajamento, né, não ter retorno. E um desses motivos foi o motivo para que ele ficasse zangado, né, porque não tava tendo rendimento e ele queria que ela ajudasse, né, o que ele não tava conseguindo repor. Nesse momento aí de que a TV Estalon Tava gerando menos renda, como era quem é que mantinha o custeio da casa? >> A Sara. A Sara. >> E a Sara mantinha esse custeio com que
dinheiro? >> Com ela quando ela ia ia pras agendas, né? Ela levava as coisinhas dela para vender, né? Ela não cobrava, né? Os pastores para eh louvar, porque ela era levita, né? Ela não cobrava. Mas os pastores que por livre deâ vontade davam ajuda de curso a ela e também ela levava Os CD dela, levava a as coisinhas dela, as tiaras, as coisas para vender. >> Ela mencionava para você, Soraia, o que é que ela custeava dentro de casa, entrava em detalhes, o que é que ela bancava, o que é que ela pagava? >> Ela
pagava um consórcio de um carro, né? Ela, a alimentação era ela, a escola da menina, tudo da menina era Sara, tudo, tudo, tudo. Custeava até os gastos dele que ele ia fazer o cabelo, que aquele Cabelo dele, ele usava mega ré, um uns cabelos lá que usa mega ré, era ela que pagava, né? E muitas coisas era a Sara que custava, né? A a ultimamente as a o dinheiro dele, né? que a às vezes ele conseguia, só dava paraas cachaças dele e ainda queria que ela desse também dinheiro a ele. Eh, sobre essa questão financeira,
a eh a Sara chegou a mencionar para você a respeito de um dinheiro que ela vinha juntando, um valor. >> Ela falou paraa minha mãe que tinha dinheiro e depois ela falou pra minha mãe e depois ela me falou. >> Pera aí. Primeiro ela falou pra sua mãe, depois a Sara falou para você sobre esse dinheiro. >> Sim. Depois ela falou para mim, falou primeiro pra minha mãe, aí depois ela falar valores. >> Ela falou, ela não, ela disse, ela só disse para mim que tinha uma quantidade boa, guardada, muito dinheiro, e que Quando ela
viesse para cá ela queria investir, entendeu? Eh, teve um trecho também, Sora, que você mencionou aí a respeito da questão que o Ederlan ele manipulava a Sara. Eh, como é que se dava essa manipulação que você citou? Pronto. Eh, a Sara me falou uma vez, né, que ele obrigou ela abrir os bancos dela, né, para saber quanto é que ela tinha na conta, né, ele obrigou ela a abrir a conta porque se ela não abrisse A conta dela, as contas bancária dela, né, ele ia dar um jeito e ela ia abrir de qualquer jeito. E
também quando ela queria eh sair, né, pra uma vez ela quis sair com a filha pro shopping, ele não deixou, não permitiu que ela não ia sair a redar o pé de carga. Eh, quando vocês tomaram conhecimento desse desaparecimento da Sara, vocês chegaram a a manter contato com o delegado que tava investigando o caso ou esse essa Comunicação era por intermédio do Ederlan? >> Primeiramente foi por intermédio dele, né, dele. Aí eu pedi a ele que me desse contato lá da delegacia, né? Aí o o doutor, como era o nome dele? Meu Deus, o delegado,
ele entrou em contato comigo pelo telefone do do Ederlan, quando Ederlan tava lá, pediu para falar comigo. Vocês chegaram a a vim para Salvador Para o para ver o que que tava acontecendo, para saber um pouco mais das investigações. >> Sim, sim. Eu fui a primeira a chegar aí na Bahia. >> Mas quando você chegou, o corpo da Sara já tinha sido localizado ou ainda tava naquela naquela busca de alguma informação dela? >> Já tinha sido já tinha sido localizado. Por esse motivo que eu fui logo. Foi localizado numa sexta-feira, se eu não Me engano.
>> Eh, como era a relação de Sara com a Esmeralda? Ah, a relação da Sara era um amor de mãe assim absurdo, que ela tratava a Esmeralda como uma bebê. a esmeralda. Eh, eu até me fiquei assim, eh, pasma a forma que a Esmeralda agia agiu, porque assim, a, a Sara era um amor, era tratava como bebê, a Sara cuidava, a Sara Não deixava faltar nada para ela, né? Até porque ela quis dar o que ela não teve, né? Era escola particular, alimentação boa, passeios. né? Era uma coisa assim que é um amor de mãe
incondicional. Em em algum em algum momento, Soraia, eh a Sara chegou a narrar, a falar para você a respeito de um envolvimento que ela teve eh com um rapaz chamado Alico. Não fiquei sabendo disso aí, desse desse Tal de alicão toda que foi que o corpo dela foi encontrado depois que esse alicace apareceu. >> Eh, você chegou a conversar com com Elico alguma vez depois do fato? >> Sim, sim, sim. Conversei com ele, conversei com ele, né? Eu falei para ele que eu não acreditava nessa versão dele, que eu achava que isso aí era uma
trama dele, Mas o Ederlan, né? Ele disse que tinha, aí eu digo assim: "Você tem imagens? Você tem conversas com a Sara? Você tem alguma coisa que que mostre que ela teve algum envolvimento com você?" Não, não tenho. Porque apagou do meu celular e falou um monte de coisa. Eu digo: "Pois eu não acredito, porque a minha irmã lutava por esse casamento. Eu dei várias vezes conselho para ela se sair dele. E ela disse para mim, tem alguns áudios ela dizendo que casamento era até a Morte separe". Que ela casou até a morte separe, que
ela ia orar, tava subindo o monte. E eu eu avisei muito, não é assim, viu? Você não deve orar por um homem narcisista, que lhe bate, que não não lhe protege, viu? Que fica dentro de casa de perna para cima enquanto você vai ganhar o pão, viu? Então assim, eu eu até hoje não acredito, não acredito. Em algum momento o Sara chegou a falar para você se que o Ederman chegou, teve algum episódio de agressão física dele Contra ela? >> Sim. Sim, nesse dia do que ela correu para dentro do quarto para não apanhar dele.
Eh, a Sara chegou a mencionar para você um episódio em que o Ederlan ele verbalizou eh a intenção de comprar uma arma de fogo. >> Sim, ela ela mandou um áudio, tem um áudio ela dizendo que ela desceu para ela ela desceu, né? eh, viu que ele tava demorando muito lá embaixo e ela que ele Desceu para deixar o lixo, se eu não me engano. Mas tem no áudio que ela mandou e que ela viu ela ele conversando com o tal de cara queimada, né, e tava conversando sobre arma. Quando ele subiu, ela disse para
ele que ouviu a conversa e que se ele já destruía tudo sem arma, né? Porque quando ele tava alcoolizado e com os medicamentos velho que ele usava para se drogar, viu que ali era para se drogar, não era para ele ficar bom de alguma coisa, não. Ele Quebrava tudo, ficava doido dentro de casa. E aí ela disse que se ele fazer tudo isso ele bom, sem sem arma, imagina ele com a arma. Ele se ela se ele comprasse uma arma, ela ia separar dele e embora e ele nunca mais ia saber onde ela tava. Eh,
se a Sara precisasse de algum socorro ehem eh ali em Valéria, aqui em Salvador, ela teria a quem recorrer ou ela só tinha esse esse essa possibilidade com vocês? Infelizmente, né, se ela tivesse conversado com os pastores, que eu aconselhei conversar com os pastores, pedir ajuda, né, porque aí na Bahia ela não tinha nenhum familiar, a família, a família dela é aqui no Ceará e a minha mãe que foi há pouco tempo para pro Maranhão, mas lá >> do Ederlan com você e com a sua com dona Dolores. comigo não tinha não tinha eh eh
amizade Comigo. A gente desde quando ele apareceu na vida da minha irmã nunca teve esse elo de cunhado. Nunca teve. Por quê? A primeira coisa que ele fez quando eu dei a confiança foi roubar 1500 da minha casa quando eu viajei. Deixei a chave com ele, né? E com ele e a minha irmã, né? Ela pediu, eu confiei mais na minha irmã, porque eu não confiava numa pessoa que eu mal conhecia e confiei e sumiu. 1500. Fui fiz bo. >> Isso. Isso. A Sara e o Ederland tinha Quanto tempo de relacionamento? >> Tava com pouco
tempo. Acho que acho que um máximo uns dois meses. Tava pouco tempo. Que cidade? >> Em Fortaleza, Ceará. >> E aí não tinha. >> A senhora >> Hum. A senhora mencionou que não tinha esse contato próximo de cunhado, né, com ele. Mas e com dona Dolores? Ele era uma pessoa que mantinha contato com dona Dolores? A gente simplesmente aceitava Ele porque foi uma escolha dela. Mas depois desse episódio que aconteceu na minha casa, não tinha, eu não tinha contato de Ederlan, eu não tinha conversa com ele, Instagram, nada, né? Era ele na dele lá, eu
na minha. A única pessoa que eu tinha contato é com minha irmã, né? E porque a gente sabia quem era a peça, né? O que ele fazia com a minha irmã, as traições que ele fazia com ela, né? E com a minha mãe também era pouca, porque a minha mãe também não Queria conversa com ele, porque ele, se ele vê um bombom ali, ele tiver a oportunidade de roubar, ele rouba, viu? Eu digo isso com toda a certeza. Fiz o BO contra ele. >> Esse esse fato que a senhora mencionou em Fortaleza, a senhora chegou
[limpando a garganta] a registrar algum tipo de ocorrência na delegacia? Registrei, registrei. Eh, fiz o BO, a gente foi lá no delegado fazer, prestar depoimento, queixa, só que, né, não tem, Se não tem como provar uma câmera, né, fica na palavra dele, porque ele negou até o fim que não tinha sido ele. Mas eu não quero mais nem ter vida nessa terra se não tivesse sido ele que roubou. Porque depois com muito tempo depois, anos, minha irmã abriu o jogo, que tinha sido ele que tinha roubado esse dinheiro. >> Hum. >> Satisfeito. >> Sim. Eu
eu passo a palavra à defesa Iniciando pela defesa do senhor Éderlan, mas se as defesas quiserem eh convencionar outra ordem também, fiquem à vontade. >> É, fiquem à vontade, na verdade, fiquem à vontade a todo o tempo para inverter a ordem, senhores. Eu só para eu não perder a >> a ordem da denúncia. Éderlan, Wesley, Pablo e Víor, né? Eh, naquela vez eu inverti porque o Dr. tinha saído e a gente deixou pro final, Mas agora eu começaria por essa ordem. Se houver divergência entre as defesas, eu sigo ordem denúncia. Mas se os senhores se
acordarem qualquer ordem que também vá mudando à medida que o o processo transcorra, fiquem à vontade. Ona é o segundo, né? É o primeiro é o Éderl. Tá, tá bom. Tá bom. Quer começar? eh conversar porque >> não farão perguntas, Certo? Perfeito. >> Eu agradeço, senhora Senoraia, seu depoimento. Não tenho perguntas e devo a palavra ao ilustre magistrado. Muito obrigado. >> Então, a a eu a defesa de Fitor, Victor, fica à vontade. >> Oi, senhora Soraia, boa tarde. Agradeço a participação da senhora aqui. A pergunta É bem breve. Eh, antes desse fato que tá sendo
apurado neste neste momento processual, neste plenário, a senhora tem conhecimento ou teve conhecimento da existência de Víor Gabriel? >> Não, só depois desse acontecido. >> Perfeito. Obrigado. >> Conclu, doutor. A defesa do Victor. Eh, a defesa então do Ederlan por último, Dr. Soraia. Bom dia. Bom dia, >> com quanto tempo de relacionamento entre seu Derlan e dona Sara, a senhora teve contato com seu Ederlan? >> Com quanto tempo? >> Hã, >> eu só tive algum algum contato com ele. Tive contato com ele no início do relacionamento, né? Aí aconteceu esse episódio do roubo lá na
minha casa e outros episódios com a minha irmã que ela nos contava, né? E o fato também da Gente deu de eu perceber minha mãe que ela estava muito magra, né? depois que ela foi para lá e ela nos relatar algumas coisas que ela passava na casa da mãe dele, porque quando ela foi paraa Bahia, ela morou um tempo na casa da mãe dele, porque eles não tinha casa própria, certo? E depois disso eu só conversava com a minha irmã, o papo que eu tinha com ele era pouco. Depois, agora sim, 15 dias antes, ele
entrou em contato com a minha mãe, querendo fazer O bom moço, de bom genro e e pedi o meu contato para falar comigo, para conversar comigo, porque queria eh ter aquela aquele mais contato com a cunhada, ter aquela mais com a família da Sara, né? Eu até estranhei, conversei com minha mãe, estranhei sobre isso porque ele nunca tinha querido isso, se aproximar da gente e agora tava querendo se aproximar. E com 15 dias ele me manda uma imagem, a foto da minha irmã com desaparecimento. >> Certo. Eh, dona Soraia, quanto tempo eles duraram? 11 anos
de relacionamento. Quando foi que começou essa animosidade que dona Sara falou pra senhora entre Ederlan e ela? Eh, Dr. Otto, é, >> não é Dr. Marcos Silva. >> Pronto, Dr. Marcos Silva. Eh, quando a Sara foi para lá, né, ela já foi grávida, já foi grávida para lá. E depois de uns tempos que ela tava grávida, já perto de ganhar, a neném, Ela relatava, né, dos acontecimentos que tava acontecendo lá com ela, eh, referente a traições dele, da parte dele, né? E e depois disso, eh, ela relatava algumas coisinhas, né, da bebedeira dele, né, quando
ele ia assistir jogo. >> Mas isso que eu quero saber, com quanto tempo eles duraram relacionamento de 11 anos? Quanto tempo durante >> 11 anos e alguma coisa? >> Hã, >> foi mais de 11 anos. >> Pronto. Essa essa essa esses conflitos começaram quando? Depois de 5 anos de relacionamento, de 6 anos, já no finalzinho. >> Não, não, já esses conflitos já começou no início, depois que ela foi já a mais ou menos o quê? Um há mais ou menos quase um ano, começou os conflito que ela começou a se queixar, né, relatada da das
traições dele. >> Pronto. Então ela falava tanto com a senhora como com dona Doloures, a mãe da senhora. É isso? >> Sim. A gente nunca perdeu o contato, a gente sempre se falava. >> Então, o ano de relacionamento entre Ederlan e ela, ela já começava relatando esses conflitos, não é isso? >> Sim. >> Pronto. Um outro ponto, a Só trouxe um ponto de que eh houveram diversas brigas, discussões, inclusive agressões Na casa relatado por ela. A senhora sabe precisar quem estava na casa durante esses essas confusões? >> A própria filha. >> Própria filha. Então, Esmeralda,
então Esmeralda, filha presenciou todo esse cenário trazido pela senhora de briga, de agressão relacionada Derlan com ela. Isso, >> sem [roncando] sombra de dúvida. A a filha estava sempre quando tinha essas contendas, essas confusões, a filha Estava. Agora, se ela se omite a dizer, né, aí é com ela. Mas o que a minha irmã me relatava é que eh a Esmeralda ficava morrendo de medo por causa dessas coisas dele, das quebradeiras, né, que ele ficava doido, quebrava as coisas, viu? Tentava bater nela, né? Chegou a empurrar, ela correu para dentro do quarto uma vez e
ele tentou quebrar a fechadura da porta, abrir com faca, né? Ele tava muito doidão, que ela disse. >> Eh, a senhora sabe precisar que a Senhora disse que eh depois de um ano começou a relatar isso. Quantas vezes esses episódios ocorreram? Mais de 10 vezes, mais de 20 vezes, que foi no primeiro ano já começou esses esses episódios. Quanto quantas vezes >> assim? Eh, dizer quantas vezes eu não vou saber por >> mais ou menos 10. >> Foram muitos anos. Foram muitos anos, né, de casados, >> certo? E assim, lógico que eu não vou Ser
hipócrita de dizer que passou a vida inteira agredindo ela, né? Porque eles tiveram os momentos deles bons, né? E também vê esses momentos maus, né? E que que ocasionou a vi, né? ele fazer essa atrocidade aí com a minha irmã, matar ela. >> Pronto. >> Mas se eu não vou dizer assim: "Ah, Dr. Marcos, né, Marcos foi 10 vezes?" Não, eu não vou ser hipócrita de dizer quantas vezes porque não tava ali no dia A dia, mas o que a minha irmã contava, nos relatava era de traições, bebedeira, né? Agressão, quebrava as cor dentro de
casa. Pronto, pronto. A senhora tá tá tem alguém falando com a senhora aí ou a senhora tá sozinha? >> Não, eu acho que é o o porque tá no viva voz, né? Eu acho que deve ser o tá dando microfonia aí. Eu não tô com fone. >> Pronto. Pronto. Em relação em relação a esses episódios, né, que a senhora na Rua de briga de de desde eh desde o primeiro ano, a senhora e a mãe da senhora preocupada com Sara, vocês estiveram aqui na Bahia para ver isso de perto, para conversar com ela de perto?
Não, infelizmente foi uma das falhas, né, que era pra gente ter se movido, né, pelo menos porque ela vivia chamando, tanto eu como a minha mãe, para ir passar uns dias lá, né, mas a gente nunca ia, a gente sempre colocava compromissos à frente, filho, trabalho, Né? E aí acabava que >> eu tô perguntando a senhora porque a mãe da senhora falou aqui nesta sentada que esse conflito, ela só soube desses conflitos vivenciados um mês antes. >> Não, mas aí eu acredito que ela esteja falando do assassinato, né? Mas antes a minha irmã, sim, a
minha irmã ela se maldizia sim, né? Da das traições, né? das traições que ele causava, das bebedeiras deles, dele, ela sempre relatava isso. Agora dele ter, né, eh, Feito, ter matado ela e ter tido essas agressões em casa, né, ela começou se abrir mais, né, pra gente, mas mesmo pouco tempo antes, né, que que ela descobriu que ele tava espelhou o celular dela, né, e que a gente tivesse cuidado com o que falava, porque ela estava planejando vir embora. Mas essa história de de ter traição da parte dele, viu? É desde o início, desde quando
ela foi paraa Bahia, que ela já foi grávida, que ele começou a trair Ela, a moça que ele tava, foi lá na porta da mãe dele gritar, dizer que que ele tava com ela e que ela tava achando que tava grávida dele. Foi uma confusão. >> Pronto. Me diz uma. >> Hum. Pronto. Eu tô satisfeito em relação a essa resposta. Eh, quantas vezes seu Ederlan teve aí na casa de vocês? >> Na minha, na minha aí aí no no estado de vocês. >> Pronto. Na minha a primeira vez, né, que que a gente conheceu ele
uma vez, Eu acho que eu acho que foi umas quatro vezes. >> Pronto. >> Por aí. A senhora, a senhora se recorda eh da última vez que Ederlan teve aí com vocês no estado de vocês? >> Sim, recordo >> quando foi? >> Ah, o ano. É, >> é o ano, ó. Eu acho que foi em 2016. Eu acho que foi em 2016. E ele se não me enganas Fotos da gente no Facebook. Pronto. Ele dormiu aí junto com na casa de de vocês ou foi para um hotel? >> Não. Eh, ele às vezes ele dormia,
eles dormia lá na mãe e às vezes dormia na casa de um pastor, né? De um pastor ou então da da amiga da Sara, Cláudia, né? Como era a relação da Como era a relação da senhora, a senhora Soraia, com ele? Existia alguma animosidade? Eh, eh, eh, ou só dava bom dia, boa tarde. Existiu alguma animosidade entre vocês? Ele de Alguma forma desrespeitoso com a senhora em algum momento? Não, deito, desrespeitoso comigo, não, nenhum momento. Mas só quando eh ele uma vez ele viu uma mensagem minha, né? Mas ele nunca foi assim desrespeitoso de me
xingar, alguma coisa assim do tipo. Não. >> Qual é o teor das mensagens que ele viu? foi quando ela tava eh se relatando para mim, se reclamando que eh ela descobriu Uma traição, a moça tinha ido lá eh falar com ela que tava com ele, que achava que tava grávida, que foi quando eles moravam ainda na casa da mãe dele, né? >> A sua foi mandou, ele mandou uma mensagem para mim, né? Que eu parasse de falar essas coisas, né? passara da da tá dando eh conselhos errados, porque casamento é até a morte separe, né,
até o fim e que ele não ia eh separar dela, né, por qualquer motivo algum, né? E Ele até citou assim: "Você quer que ela seja igual a você? Aí como assim?" Porque eu aí eu disse: "Como assim? Porque eu não aceito traição. Se me trair, eu vou deixar. Eu não sou obrigada não, meu amor, viu? O a quando existe amor, o amor ele não ele não maltrata não, viu? O amor ele cuida, ele protege, ele respeita. Quem é essa pessoa? Essa mulher que supostamente teria eh relacionado esse esse vínculo afetivo? O Nome dessa mulher?
Não, não sei o nome dela. Não, >> não. Ederlan já teve alguma confusão, algum atrito? Como ele era a relação dele com a mãe da senhora? Não, atrito. Aí você tem que perguntar ela. >> Pronto. Eh, a senhora me disse que seu Ederlan junto com sua irmã, 10 anos, 11 anos de relacionamento desde o primeiro ano, que tinha essas brigas, intrigas, confusões e mesmo assim vocês recebiam Ele tranquilo aí no no na casa de vocês. >> A gente ia na casa da minha mãe, né? a mãe recebia na casa dela, né? Porque na minha ele
não andava não. Na minha ele não andava. Eh, a minha mãe recebia porque, né, como eu lhe falei, ela fez a escolha dela, né, e a gente não ia enchotar, né, mas a minha mãe eh já tinha falado algumas vezes que eh a quando a Sara fosse, ela fosse só, né, ela ela fosse só para cá, pro Ceará, viesse só para cá, pro Ceará. A senhora, depois que que aconteceu esse evento, né, falecimento de dona Sara, eh, a senhora teve contato com com Esmeralda, >> com a filha? Não tive algum tempinho depois, mas depois que
ela soube que eu eh não sou a favor, né, do que o pai fez com a mãe dela, né, ela me bloqueou e eu também não quero contato eh com ela por esse motivo dela eh aceitar o que o pai fez. E ela disse para mim que se fosse Preciso ela mentir, ela mentiria para o pai dela não ser preso, né? Então assim, uma filha que não ama a própria mãe, vai amar uma tia, né, à distância, então eu não faço questão de ter contato com ela também, não. >> Pronto, eu vou passar aqui para
Dr. On. Bom dia, senhora Soraia. Bom dia. Boa tarde. >> Boa tarde. Tem algum motivo para Esmeralda não gostar de Sara? >> Motivo? Não. Não é para ser, >> não é para existir, que eu saiba não. Até onde eu sei, não >> tem algum motivo pela mentir para prejudicar Sara? >> Não era para ter, né? Não é para ter, porque a a há uma mãe que sempre deu, procurou dar o melhor da escola particular, verte, né? Eh, fazer os querer dela não é para ter nenhum motivo dela ser a contra a própria mãe. >> A
senhora e a sua mãe moram no mesmo estado e na mesma cidade? >> Não, não. Hoje não, né? Mas a gente morava. Até quando vocês moraram no mesmo no mesmo estado e na mesma cidade? Até eu acho que foi em 2019, >> 2020, acho que foi 2020. >> 2020. >> Acho que a minha mãe foi pro Maranhão. >> Você se recorda como Sara e Ederlan se conheceram? pelas redes social, Facebook, eh, na época era Facebook, pelo Facebook, >> pelo Facebook. A senhora disse que aproximadamente dois meses após se conhecerem, ele já estava indo na casa
da sua mãe ou na sua própria casa, que eu não me recordo. A senhora confirma isso? >> Eu acredito que sim. Sim. >> OK. Eh, mas >> porque não sei, porque assim, dois meses que eu fiquei sabendo, né? Aí ele veio para cá. Ela, segundo, né, eu fiquei sabendo, ela pagou a passagem dele para Ele vir para cá. Certo. >> A, a senhora também afirma, afirmou aqui hoje >> que neste dia que ele esteve na sua casa, ele teria subtraído R$. >> Sim. Sim. >> O que é que ele levou a imputar, a dizer que
foi Ederlan que subtraiu esse dinheiro da sua casa? >> Porque ele foi a única pessoa, mais ela, né? e um amigo que adentrou dentro da minha casa, eu levei os três, certo? Para lá na para quando eu fiz o BO, foi os três depor, né? E claro, todos negaram. Levei os três, fiz o BO, a gente eh foi para para conversar com o delegado depoimentos e como não tinha provas, né, ficou por isso mesmo. >> Então, só para esclarecer, neste boletim de ocorrência, a senhora dizia que foi Ederlan que subtraiu o seu dinheiro ou disse:
"Tenho suspeita de Sara Ederlan e do meu amigo que a senhora não disse o nome aqui hoje? Foi, foi dessa forma. Eu falei que eu cheguei, o delegado perguntou o que tinha acontecido e eu falei que a gente viajou, né? Ficou a Sara Derlan e o amigo dele. Era, como era o nome dele? Meu Deus, sei se era Salomão. Era uma coisinha assim. Eh, eles ficaram na minha casa, né, enquanto eu viajava um feriado. E ao retornar que o meu esposo foi olhar dentro da blusa lá no guarda-roupa, no bolsinho da blusa, os 1500 que
ele tinha Botado não tava mais. >> Então, a senhora suspeitava de três pessoas, mas não conseguia afirmar quem de fato pegou seu dinheiro. Sim ou não? Como é? >> A senhora suspeitava de um dos três, sua irmã, a pessoa que a senhora acredita ser Salomão e do Ederlan, mas não tinha certeza de quem de fato pegou seu dinheiro. É isso? Não tinha certeza porque não tinha câmera, mas eu sei que foi o seu Ederlanzinho que roubou meu Dinheiro, o dinheiro do meu esposo >> antes desse >> Eu não tinha como provar, não tinha uma câmera,
mas eu tenho eh certeza de que foi ele, porque apareceu outros roubos, né, quando ele foi trabalhar de servente lá, mais o pastor, apareceu outros roubos de celular. E quem foi? Sua irmã tinha o costume de se relacionar com pessoas de má índole, ladrão, agressor, com esse tipo de >> Não, só ele, só ele, >> só ele que permaneceu por 11 anos. >> Permaneceu, infelizmente. >> E vocês amavam tanto sua irmã e nunca vieram na Bahia resgatar sua irmã. Ô, veja só, como eu falei, meu amiguinho, como eu te falei, tem um ditado, >> nós
tínhamos outras prioridades e eu falava pra minha irmã, venha para cá, sempre aconselhei, venha se embora. Você não foi, venha embora que aqui a gente vai lhe ajudar. >> Calma. >> Segundo relatos da senhora e da sua genitora, senhora Dolores, sua irmã estaria guardando um valor de aproximadamente R$ 30.000. A senhora sabe dizer se algo impedia ela de sair de casa, de voltar para o convívio de vocês ou algo do tipo? >> O medo, o medo, >> medo dele, porque ele ameaçava ela, que ia buscar ela até no inferno, né? E também eh ela tava
esperando, né? Terminar as aulas da menina para virse embora. Ela estava planejada a vir se embora, né? Só que quando ele espelhou o telefone e viu as mensagens, viu as conversas, né, ele já vinha planejando tudo isso, ele se antecipou, né, tirou a vida da minha irmã, ele matou a Sara, ele tirou a vida dela, foi ele. Ninguém tem direito de tirar a vida de seu ninguém dependente da situação, porque se fosse assim, não era para esse demônio ter nem Soraia. Então, a senhora, eh, eu só queria pedir a senhora, a gente vai tentar eh
limitar a fala da senhora a resposta, tá bom? Eu sei que a a vem à tona Claro, a desculpa, >> situação mobiliza muitas emoções, mas eu queria pedir a senhora só pra gente tentar objetivamente, tá certo? A a a responder as perguntas, tá certo? Dr. Senhor, tem a palavra segurada. Após o falecimento De Sara, a senhora ou sua mãe ou qualquer outro familiar precisou arcar com algum tipo de despesa de esmeralda? Quando é quando a Sara faleceu? >> Após o falecimento, que anterior a senhora afirma que Sara que >> Claro que não. Claro que não.
Se a gente se a se a gente e eh ajudou com alguma algum algum valor a menina? >> A senhora já respondeu que claro que não, gente. >> O único valor que eu mandei foi R$ 50 uma vez para ela, >> né? depois do acontecido, >> nestes 11 a 13 anos, porque tem uma divergência aqui que Sara morou na Bahia, a senhora esteve aqui quantas vezes? >> Nenhuma vez. >> A sua genitora, a senhora se recorda? >> Quem? A minha mãe? >> Sim. >> Não, também não foi. A gente não fazia Questão de estar perto
desse monstro, não. >> Algum algum outro parente seio veio à Bahia visitar a Sara? Não, não. >> Neste 11 a 13 anos, você se recorda quantas vezes Sara esteve na sua residência? >> Na minha casa? Sim, >> na minha casa teve eh depois que teve esse fato, né, de desse acontecimento dele roubar na minha casa, não. Eh, ela Ia paraa casa da minha mãe ou então lá do pastor, né, pastor André, se eu não me engano o nome, >> e da Cláudia, certo? E a gente tinha aquela aquela aquela aproximação, quando eu ia na casa
da minha mãe, a gente se encontrava e tudo. >> Vou facilitar pra senhora. A senhora se recordar aproximadamente quantas vezes Sara esteve no Maranhão ou em Fortaleza para visitar você ou sua mãe? >> Ah, >> pronto. Eh, acredito que umas depois que ela foi para aí umas quatro vezes. >> Quatro vezes? >> Umas quatro. Eu acho. Eu acredito. >> A senhora disse >> me recorda senhor foi mais porque ela veio, ela veio só também ele, né? Ela veio uma vez só sem ele. >> A senhora disse que o delegado entrou em contato com a senhora
através do celular de >> Sim. >> Senhora confirma isso? >> Sim. >> Quando o delegado entrou em contato com você, você se recorda qual foi o diálogo que manteve com ele? >> Ele perguntou sobre suposta traição, se eu tinha sabido de alguma traição da parte do Ederlan e da Sara. Aí eu respondi a ele que dele, né, antigamente eu sabia que sim, mas eh recentemente eu não tava sabendo de traição da parte dele, mas eu tinha alguns áudios, né, Que a minha irmã tinha enviado relatando alguns abusos, né, com ela, eh, e que eu ia
mandar para ele, que ele me passasse o WhatsApp, qual para mim poder mandar. Aí eu mandei, >> o delegado lhe relatou algo acerca de uma pessoa de nome Elico? >> Só só depois depois desse desse desse que descobriu, né, quem era os assassinos. E aí ele foi e relatou que um tal de Elico eh tinha entrado em contato ou eles entrou em contato, eu Não sei. Foi mais ou menos isso. E o que que ele falou dessa pessoa deás? Quem era elicácio? queo tinha disse, né, no depoimento que tinha tido um envolvimento com a Sara
e perguntou se eu tinha conhecimento disso. Eu digo: "Não, nunca tive conhecimento de Elice." >> O delegado lhe perguntou algo acerca de um policial que morava em Valença na Bahia? Não, Não. >> Quando o delegado entrou em contato com você, ele disse por qual motivo ele não te ligou através do telefone da própria delegacia ou do telefone pessoal dele? >> Não. >> Quando ele te ligou, ele te informou se Sara já tinha sido encontrado o corpo dela e sean estava preso? Não, não tinha sido encontrado ainda. Não tava investigando. >> Tava investigando. Antes do falecimento
de Sara, como era a sua relação com a Esmeralda? >> Por telefone. A gente falava às vezes quando eu ligava pra Sara, por videochamada e falava: "Oi, tia, te amo". Não sei o qu mensagem. Era mais por por telefone, né? Pela distância. Só um segundo para salvar. fica muito longo o depoimento, só estão que aí a gente já não depende mais da internet. Doutor, senor, pode continuar. Obrigado. >> Com qual frequência a senhora costumava falar com Sara? Era diariamente, semanalmente, mensalmente? Se recorda? >> Toda semana, toda semana a gente falava. Às vezes se acontecesse de
ficar uma semana sem falar, a quando ela viajava, fazia as viagens dela e tava corrido, mas a gente sempre se falava. Nestas viagens que Sara realizava, Ederlan Sempre estava presente ou em algumas oportunidades ele precisava ficar com Esmeralda para cuidar dela? Isso. Em algumas vezes ele precisava ficar, mas a maioria das vezes ele tava presente com ela. >> Ela em alguma oportunidade que viajou sozinha sem Derlan, chegou a dizer pra senhora por qual motivo ela não saía daquele ambiente que a senhora e sua mãe narram ser um ambiente violento, agressivo, algo do tipo. >> Por
causa da filha, da filha. e por conta eh que para ela, né, o casamento até o fim, até o fim, ela ia lutar, orar por ele, né? Isso era o que ela dizia. Eu digo mesmo, se a gente ora por quem presta, viu? Por quem quer, por pro por por uma pessoa que cuida de você, que lhe protege, que lhe ama, viu? Porque isso aí não é amor não. >> Aqui já foi. >> A senhora diz que recebia áudios, Mensagens de Sara falando que a Derlan estava eh consumindo bebida alcoólica e outras coisas aí que
a senhora narrou. A senhora tem algo que comprove? Sara te mandou algum vídeo, alguma foto, algo que comprove o que ela afirmava que a Danlã fazia? Infelizmente, infelizmente, né, eu apaguei a foto que ela ela postou, mandou para mim no canto da parede, cheio de litro de bebida, de whisky, né, de de daqueles energético, Né? Infelizmente eu apaguei. Não era para mim ter enviado para minha mãe ter guardado na nuvem, mas infelizmente eu procurei para mandar na época pro delegado, mas eh não tive não tenho mais a imagem, não tinha. >> O delegado requisitou o
seu aparelho para que ele fosse periciado? >> O meu? >> Sim. Não. >> Você em algum momento se negou a Fornecer seu aparelho para que esses dados fossem extraídos e retirados dele? >> Não, não, jamais. Eu não, quem quem não deve eu não devo nada não. Quem deve é o seu cliente. >> Se o delegado tivesse lhe solicitado o seu aparelho para um exame pericial, você teria fornecido? >> Não, na hora com certeza. >> OK. Você nessas imagens que você fala de litro, De whisky, de de Redbull, alguma imagem dessa aparece consumindo esse tipo de
coisa? >> Não, só a imagem das bebidas lá do canto da casa dela. >> Você disse também que um dia a Sara disse que a tinha tentado arrombar a porta. >> Sim. >> Sara fez algum registro de vídeo ou fotográfico dessa situação, >> pelo menos de alguma gritaria de ou algo Do tipo contra ela? Não, não. >> A senhora procurou alguma autoridade para comunicar os fatos que Sara alegava sofrendor dela? >> Não. >> Sabe dizer quando começou a carreira de Sara de cantora gospel? >> Depois que ela quando ela foi para aí, né? Ela ele
começou a levar ela nas igrejas que ele conhecia porque até então ela não conhecia ninguém, né? ele começou a levar ela nas igrejas, eh, e Aí ela começou a ficar sendo conhecida, né? ele que sempre acompanhava, levava, aí começou a ter as agendas para chamar para louvar e aí foi acontecendo. Mas eu não me recordo assim, ah, o ano que começou, não, >> aproximadamente um ano, do ano, an, >> aqui ela louva, sabe, >> aqui ela louva nas igrejas, mas não não chegou a se repercutir, né, a a a ter essa essa carreira de levita,
como aí na Bahia. Sara faleceu em 2023. A senhora se recorda quanto tempo antes ela teve esse sucesso na carreira como cantora gospel? Eu eu não sei se foi em 2000, é porque teve assim para me relembrar de ano assim, mas eu não sei se em 2015 ela foi o primeiro CD que ela fez dela, um DVD que ela fez, não sei se foi por aí, foi por esse por aí. >> Este CD foi custeado, lançado e Produzido pelo Ederlan. Ela sabe dizer? Eu não sei, eu não sei. >> Segundo consta nos autos, >> mas
com certeza ele deve ter emitido os pauzinhos, alguma coisa, né? >> Segundo consta nos autos, derlan, ser ele é proprietário de uma TV Shalom. >> Uhum. >> E a senhora disse também aqui ao responder os questionamentos da promotoria que Derlan passava um dia inteiro coçando e com as pernas pro Alto. Sabe dizer se ele se ele através dessa TV Shalom ele recebia algum valor proveniente desse trabalho? que ele realizava nas redes sociais. >> Eu acredito que sim, né? Porque ele faz podcast e aí eh foi ganhando engajamento e quando consciência a pessoa tem um bom
engajamento, né, vai receber algum valor. Agora falar o valor eu não sei, né, porque >> segundo consta na denúncia, o motivo da morte da sua irmã seria o lançamento da Carreira de uma pessoa de prénome Vittor. >> Hum. E aí queriam se apoderar da estrutura montado para Sara. Alguém conversou com a senhora sobre esse assunto? Alguém lhe passou sobre esse assunto? O que é que o delegado falou sobre esse tema? >> Não, eu fiquei sabendo sobre pela autoridade, né? Não foi alguma outra pessoa assim que falou? Não. >> Tem algum advogado que representa a Senhora
ou sua mãe neste processo? >> Tem. O Dr. Rogério. >> Dr. Rogério chegou a conversar com a senhora sobre esse tema? >> Sim, sim. Ele sempre foi presente, sempre passou tudo que tava acontecendo. >> Chegou a dar algum tipo de orientação paraa senhora sobre o o tema que é abordado no dia de hoje? >> Não. Orientar o que eu falar? Não. >> Tô perguntando sobre o tema em geral, não sobre o falar. Não, não. Sem perguntas, viu, Excelência? Não, dona Soráia, eu agradeço pelo seu depoimento. Ele já está encerrado. A senhora está dispensada. Então, boa
tarde. >> Boa tarde, >> doutor. Nem fica viável a carção. Ela está distante. Silécio. Eh, o senhor pode se aproximar um pouco mais do microfone ou então Puxar até a base do Pronto. Eh, o senhor tem alguma relação de parentesco com as pessoas que estão sendo acusadas neste processo? >> Se eu sou parentesco? É parente >> não. >> Eles se chamam Éderlan Santos, Mariano, Wesley Pablo Correa de Jesus e Víctor Gabriel Oliveira Neves. Não tem parentesco. O senhor de agora em diante, perdão, microfone, mas >> só um instante. >> Coloquei o microfone, mas não iniciei
a gravação. Eh, considerando que o senhor não não tem parentesco com os acusados e agora em diante o senhor estará compromissado a dizer a verdade diante das perguntas que lhe serão feitas. O senhor sabe sobre o que é esse processo, correto? >> Sim. >> Que é que o senhor tem a informar? >> Informar sobre o que aconteceu? Apenas ele levou o celular lá para Finalizar a sessão da conta do iode. >> Ele quem? >> Aderlan. >> Ele levou o celular láonde? É porque eu digo porque o senhor, claro, sabe de sabe de onde o senhor
trabalha, sabe de tudo, minha loja, >> mas aqui as pessoas não conhecem nada sobre o senhor. >> Sim. >> O senhor conhecia, senhor alguém? O senhor conhecia seu Ederlan antes desse Dia? >> Eu conhecia de vista, mas não tinha intimidade, >> tá? >> Eu conhecia antes dele a esposa dele, que sempre foi minha cliente. >> A Sara. >> A Sara. Ou se eu conhecia a Sara? >> Foi há muitos anos que era minha cliente, colocava em minha mão. >> Perfeito. Em determinado momento, ele foi aos a sua loja, uma loja de aparelho Celular. É isso?
>> Isso. Conserto e acessório. >> O senhor é o dono? >> Sim. >> Perfeito. Ele foi lá. O senhor estava lá no momento? Eu tava de saída, mas aí eu parei para atender uns clientes que tava chegando, ele perguntou se eu sabia finalizar a sessão do iPhone. Aí eu falei para ele que eu não sabia, mas que eu queria ver como é que tava. Aí ele pegou o aparelho, tava desbloqueado E aí eu peguei e ensinei ele como fazer. Ele disse: "Não, já tentei, mas não tô conseguindo". Aí eu disse para ele assim: "Então você
aguarda que o menino que trabalha comigo, ele tá em casa, ele tá chegando agora lá para uma hora". >> E aí >> o que é pra gente que é lego, o que é encerrar? Eu nunca tive iPhone. O que é encerrar a sessão do iPhone? analisar sessão. É um exemplo, você tem o seu iPhone, você vai vender, aí tem que Tirar seu iCloud para poder, suponha, passar para outra pessoa para seus dados não ficar no aparelho. >> É como se fosse assim, limpar o aparelho dos seus dados. >> Isso >> foi esse que ele, foi
isso que ele pediu para você fazer. >> Liberar para poder outra pessoa quiser utilizar. >> Entendi. E o senhor eh conseguiu depois ele ele terminou deixando o celular lá? Se ele deixou. >> Sim, >> sim, deixou. >> Pronto. Ficou combinado o valor? >> Não, porque esse serviço quem fazia era o outro menino que trabalhava comigo, >> tá? Eh, esse serviço terminou sendo feito, então conseguiu limpar o aparelho? >> Eu não consegui porque não é a minha área. Minha área é o conserto e quem fazia esse serviço era o outro menino Que trabalhava comigo. >> E
ele conseguiu, >> conseguiu >> e ele devolveu o aparelho, ó. ao devolveu >> ao Ederland. Quanto tempo ficou com vocês? >> Porque era uma na base de umas 11 horas, mais ou menos, a hora que ele levou lá e eu falei com ele para retornar umas 2 horas. Ah, foi no mesmo no mesmo dia >> foi que aí a gente que eu tava indo Almoçar que o menino ia chegar para ajudar ele e aí eu fui almoçar quando eu retornei aí o menino já tava lá e ele tava lá com o menino já tentando fazer
o serviço >> e terminou de fazer, >> rapaz, ele tentar, tava tentando, o menino também não tava conseguindo, aí pediu a ele a senha, aí ele foi em casa, pegou um caderno e retornou com algumas senhas, só que Ficou tentando até mais ou menos umas 6, 7 horas da noite, que tava tendendo um pouco de dificuldade. E aí eu saí para comprar mercadoria, quando eu retornei, ele estava lá ainda tentando tirar o iCloud, mas só que conseguiu. >> Então foi devolvido a a Ederland de noite já o telefone >> foi sim >> no mesmo dia.
Então o telefone nem passou à noite com vocês? >> Não, não, não passou à noite não. Foi no mesmo dia, >> tá? E qual é, por que esse telefone tem relação com esse caso daqui? Por que você foi chamado à delegacia para prestar depoimento? Eu fui chamado porque no ato que ele levou o iPhone, que eu tava tentando tirar o iCloud, aí eu acho que quando ligou a internet acho que rastreou, não sei. Aí quando foi no outro dia, devido ocorrido que a Gente não tinha informação a momento nenhum, aí que a momento nenhum a
gente tinha informação se tava acontecendo alguma coisa. >> Acontecendo alguma coisa com quem? Desculpe. É porque são perguntas meio óbvias para você que sabe que tá aqui e porque tá aqui, mas é para que a gente termine as frases até o final. >> Sei. Foi isso. Não, não tá. a gente não Saber de informação, de nada. E depois, nesse mesmo dia, se for umas 10 da noite, quando a gente chegou em casa, que a gente achou um pouco estranho, porque ela que era a minha cliente >> Sara, >> isso aí ela não foi. Aí eu
ainda até comentei com o menino que faz o serviço, falei: "Venha cá, tem algo errado". Aí ele falou: "Rapaz, eu também acho." Eu falei: "Porra, por que ela não veio trazer o celular mandou ele? Se ela Sempre que tava aqui?" O que eu achei estranho foi isso. >> Mas ele, esse celular era dele ou era dela? Era dela. Ah, >> tinha, na verdade, eu não sei de quem era, mas tinha a foto dela. >> O celular tinha a foto dela. >> Foi >> em que lugar? >> No papel de parede. >> Ou seja, quando você
liga o celular, o papel a junto com os programas, os Aplicativos, tinham a imagem dela. >> Isso >> é por isso que você concluiu que o celular era dela. >> Eu concluí, mas você sabe que marido e mulher briga, né? Aí a gente não sabe o que tá acontecendo. A gente >> aí no dia seguinte você ainda falou porque não foi falou com o rapaz, né? No mesmo dia porque não foi ela que foi lá e tal. E quando é que o senhor soube que Algo aconteceu? >> Quando soube eu falei: "Agora vamos aguardar a
polícia chegar porque a iPhone rastrea e eu tenho quase certeza se aconteceu alguma coisa com ela vão chegar até nós." >> E chegaram? >> Chegou sim. >> Quem chegou? >> Chegou a justiça em formação delegada. Aí o senhor prestou depoimento? >> Aí eu prestei depoimento e vim Esclarecer o que aconteceu. >> Certo. Eu de minha parte eu só queria essa abordagem inicial. Passo a palavra no Ministério Público. >> Obrigado, Dr. Bernardo. Bom dia a todos. Ô, Alécio, Dr. Bernardo já fez alguns questionamentos bem esclarecedores, mas é a terceira vez que você é ouvido, não é
isso? >> Sim. Pronto. Eu tô fazendo essa introdução é porque hoje talvez seja, é o dia mais importante dessa suitiva, Porque quem vai julgar tudo isso aqui são essas sete pessoas que estão aqui sentadas, tá certo? >> Certo? >> Então a gente precisa esclarecer alguns fatos. Você não tem nada a ver, ninguém tá dizendo aqui se tem nada a ver com crime. Você participou por algum motivo do enredo aí da situação, porém me precisa esclarecer. Vamos lá. Que você se recorda que dia foi isso que Ele procurou? >> Não me recordo não. Já tem tempo,
não tenho como me recordar não. >> Perfeito, sem problema. Você sabe me dizer, você falou aí de um iPhone, >> isso. >> Pronto. Que o iPhone rastreia, rastreado. Você sabe que aparelho era? >> Se eu não me engano, pelo tempo, acho que foi um 13 Pro Max. >> Um 13 Pro Max. É >> certo. Eh, a pessoa chegou com um Aparelho. Você já disse aí que viu a foto? Não, ele me ligou procurando saber se eu fazia esse serviço. Eu falei: "Traga aí para eu ver o que é que tem". Aa. >> Eu falei: "Você
tem a senha?" >> Tenho. Beleza. Você tem a senha no aparelho para mim é seu. >> Uhum. Aí não, só que ele queria limpar o aparelho, só isso. Chegou para lá para eu limpar o aparelho, eh, finalizar a Sessão, que a esse finalizar a sessão é a conta do iCloud que fica os dados da pessoa. >> Só para reforçar aqui, essa pessoa foi o Éderlan? >> Sim. >> Aquela pessoa que tá ali no meio de camisa branca de óculos. >> Foi >> certo. Vamos lá. Quando ele chegou com o aparelho, que você se salvo engano,
seria o 13 Pro Max, iPhone 13 Pro Max, ele lhe deu para solicitando o serviço, ligou antes, foi lá o seu encontro, ele pediu alguma agilidade no serviço? >> Rapaz, ele chegou lá, como cliente qualquer, ele pediu, perguntou se tinha como adiantar. Sim, >> se tinha como adiantar. foi que ele ia para um evento, >> a justificativa dele era para por causa de um eventual >> evento que ele iria, >> certo? Eh, quando você, o doutor perguntou, e hoje você sabe o que aconteceu assim, de uma forma geral em relação àquela foto da da em
relação àquela pessoa que estava na foto do iPhone, >> sabe o que aconteceu? Sei sim. >> Foi o que aconteceu com ela. >> Ela é tirar a vida dela, né? >> Tiraram a vida dela. Pronto. No no no momento que você foi contactado, que ele lhe procurou para apagar as coisas, o cloud ou resetar o celular, seja que nomenclatura for dada. De noite você falou aqui que teve um contato com o funcionário, seu funcionário, e que discutindo que poderia ter alguma coisa errada. Quando foi que você soube que ela que tiraram a vida dela? >>
Rapaz, a gente vai saber no outro dia. >> No dia seguinte. >> Foi >> como? >> Através de rede social. >> Através de rede social >> foi. Eu não, se eu não me engano, passou na televisão, se eu não me engano, que estava procurando ela, tal, >> que ele estava procurando ela. >> Sim. >> Você chegou a ver uma reportagem, alguma coisa assim? Isso foi aí foi quando eu Liguei pro menino e eu falei: "Pô, tá que aconteceu alguma coisa aqui, ó, o aparelho que a gente desbloqueou porque eh fulana sumiu. Eh, fulana, dona Sara
sumiu e tem algo errado aí. Ele estava sozinho, >> mas a gente não sabia no ato que a gente teve informação que ela desapareceu. A gente não sabia o que tinha acontecido. Só soube que ela tinha desaparecido. >> Isso no dia que ele levou o aparelho. >> Já foi depois. >> No dia, no dia depois. >> Dia seguinte, pô. >> Pronto. No dia seguinte que eu lhe perguntei, você falou que soube que ela desapareceu. >> Isso. >> E quando foi que você soube que ela morreu? >> Você se lembra? No mesmo dia que passou na
televisão. >> Mesmo dia. >> Não, acho que não. Acho que tava Procurando, se eu não me engano. >> Isso aí. Você soube e você soube por onde isso? Alguém lhe disse por rede social, por reportagem. Porque foi >> reportagem, >> certo? >> E aca tava procurando. >> Pronto. Ô Alécio, me tira uma dúvida também aqui. Quando você, quando ele esteve lá, ele tava com alguém ou tava sozinho? >> Ele tava só. >> A todo momento, só? >> Sim. Como é o nome do seu funcionário que >> Jorge Víor. >> Jorge Vittor. >> Isso mesmo. Alguma
coisa. Alguma coisa. >> Ele pagou como o serviço? Você se recorda? >> Pagou no dinheiro. >> Em dinheiro foi? >> Foi. >> Certo. Uma pergunta. >> Excelência. satisfeito. >> Eh, a assistência de acusação também. Sem mais, doutores, as defesas concordam na ordem da inquirição cruzada. O senhor vai começar, doutor? >> Então, a defesa de Wesley Pablo com a palavra. Eh, excelência, o e o senhor Alécio não temos perguntas pro senhor, portanto agradecemos o seu depoimento e excelência, a defesa Descansa. Muito obrigado. >> Pois não, doutor. A defesa eh próxima que se habilitaria a de de
Víctor. >> Boa tarde, senhor Alécio. Tudo bem? Tudo bem, >> seu Alécio? Com relação, o senhor mencionou aqui, já informou que não tinha mais ninguém, né, na localidade do seu estabelecimento na suposta entrega do celular, certo? O senhor ficou sabendo que próximo à localidade o R Vito ali estava presente Aguardando algo do tipo? >> Não, porque quando ele finalizou, quando a gente finalizou o serviço, ele foi embora. >> Muito obrigado. Sem mais. Eh, a palavra está então com a defesa do senhor Ederlá. >> Senhor Alécio, boa tarde. Tudo bem? >> Boa. Tudo bem. >> O
senhor disse que Sara era sua cliente. >> Sim. >> Qual era o tipo de serviço que ela Costumava fazer com o senhor? >> Eh, comprava carregador, capa, película. Sua loja, além desse tipo de serviço de venda de carregador, de capa e película, também realiza desbloqueio de celular, apagar eclode ou esse tipo de coisa? >> A gente conserta, mas no caso, como a pessoa tem a senha, a gente pode dar uma ajuda e finalizar serviço e desconfiar. >> Quando o senhor realiza esse tipo de serviço, o senhor exige alguma comprovação de propriedade daquele bem? >> Não.
>> Exige nota fiscal? Não. >> Eh, o senhor, sua loja Leo Celulares é autorizada a fazer esse tipo de serviço? >> Não. >> O senhor disse que naquele celular entregue por Aerlan tinha uma foto >> Sim. >> E que essa foto seria de Sara? >> Sim. >> Você encontrou algum outro elemento que lhe levasse a presumir que aquele Aparelho seria de Sara? Não, >> segundo consta seu depoimento também, você não foi a pessoa responsável por tentar >> o desbloqueio e tentar apagar o aparelho, porque quem fazia esse serviço era um menor. >> Isso. >> Como
era o nome desse menor? >> Jorge Vittor. >> Jorge Vittor tem qual idade? >> 19. >> Ele é seu funcionário? Era seu funcionário? >> Sim. Ele fazia serviço para mim >> na época. Ele tinha quantos anos? >> Acho que tava 17.7. Vou pedir só para ele aproximar eh um pouco mais o microfone. >> Quem? Eu. >> Tá. É mesmo, doutor? Eu peço aqui quem da equipe me alertou, por favor, se levante e fale para ele quem foi. >> O senhor quer sentar aqui, doutor, aqui Na frente. O senhor quer sentar na minha cadeira? Não, não
tô intenção. Não, >> não. >> Tenho incapacidade. >> Não, isso não. Porque o senhor tá sentado atrás, ele tá se virando, ele tá fazendo isso aí. Perde o microfone. O assistente de som fala que o microfone não tá funcionando bem. Eu preciso garantir a qualidade da gravação. Eu garantia aos senhores que eu ia fazer a gravação. Aí O senhor fala que isso é uma interrupção. Uma interrupção para aproximar do microfone. A gente trocou o microfone da defesa. Senhor continua com a palavra, doutor. Eu peço ao senhor só que se possível até segure o microfone assim,
tá? >> Não precisa olhar para ele não. Pronto, doutor, fica assim. Pode olhar pra frente. >> Inclusive, doutor, ele tá com a lapela aí que colocaram nele para captar o Áudio. >> Eu coloquei. >> É isso. >> Eu tenho três, doutor, microfones aqui. >> Tá captando. >> Sim, mas eu não posso permitir que eu eu tenho um técnico de som para me alertar que tá com problema, inclusive online. >> Seu Posso continuar, doutor? >> Demorou muito mais agora com a sua intervenção do que a minha. Pode continuar, >> seu Alécio. Sim. >> Eh, a dos
fatos, essa pessoa tinha quantos anos? Essa pessoa quem? >> O menor que você disse que apagou, que teria tentado apagar, eu não sei. Tenho >> 17 anos. >> 17 anos. >> É. >> Eh, esse serviço é um serviço legal? É, como é que acontece? Porque eu não sei como é que você apaga um enclod sem Nenhum tipo de autorização legal ou sem comprovação de propriedade. >> Um exemplo, posso falar? >> Pode sim, senhor. >> Um exemplo. O senhor tem um iPhone? >> Sim. >> Aí o senhor quer vender? Quando a gente compra um aparelho, a
gente tem que botar, criar uma conta iCloud. >> Sim. >> Pronto. Aí quando você vai vender, aí você tem que tirar aqui a conta iCloud, Que é para passar para outra pessoa, porque senão seus dados continua no aparelho. >> Quando você vai realizar esse serviço, já que você é proprietário de loja de celulares, você faz alguma consulta no Ami? Vê se aquele aparelho tem alguma restrição de furto, de roubo, algo do tipo? Não, nesse caso aí não tem como porque >> pode terminar. >> Nesse caso aí não tem como a gente Consultar o e-mail porque
a pessoa tem oitado do aparelho. Quando você leva já desbloqueado ou tem acesso à senha, não tem como a gente >> Eu não tô perguntando e-mail >> do e-mail. >> Eu não perguntei e-mail, perguntei e-mail, mas eu vou clarear pro senhor. Na caixa do aparelho, viu uma numeração daquele aparelho que é como se fosse o CPF dele. >> O senhor realiza algum tipo de consulta Para saber a origem desse aparelho? Não, >> o senhor também disse que achou estranho Ederlan lhe apresentar um aparelho com a foto de Sara e ainda assim realizou, determinou que o
menor fizesse. O que que ele fez realizar esse serviço ou tentar fazer? Não, porque como ela era minha cliente também, no caso assim, como ela já era minha cliente, ela sempre levava serviço, ele ia lá poucas vezes. Aí Eu só achei estranho porque tava com os dados dela, a foto dela e porque ela não levou o aparelho, mas eu deduzi que eles tinham brigado, não sei o que aconteceu, entendeu? Aí ela não pôde ir e mandou ele, alguma coisa assim. Você ou menor chegou a realizar, receber, perdão, algum valor pelo por ter realizado esse serviço?
>> O menor recebeu. >> Qual o valor? >> Rapaz, eu não me recordo o valor porque O serviço estico de serviço fica para ele. Se eu não me engano, não sei se foi R$ 100 ou foi 200 um negócio desse. >> O senhor recebeu algum valor pela indicação, já que foi realizado dentro da sua empresa? >> Ele me deu R$ 50. >> R$ 50. 150 seu 50 dele. >> É, eu não tinho certeza que o valor foi esse, porque foi o valor que ele me passou. >> Ele lhe descreveu ter visto algo aparelho que chamasse
a atenção dele? >> Não. >> Eh, você chegou a manusear esse aparelho? >> Não. >> Em algum momento, já que era comum Sara frequentar a sua loja, ela lhe descreveu ter sofrido algum tipo de ameaça, violência, ter brigado com o esposo ou algo do tipo? Não. >> Você mora em Águas Claras? >> Morava. Hoje eu moro na Valéria. >> Tô perguntando a época dos fatos. >> Não, morava na Valéria. >> Na Valéria. Éderlan e Sara também moravam lá? >> Sim. >> Próximo à sua loja? >> Próximo. >> Você já tinha ouvido algum boato acerca da
conduta deles? Algo do tipo que desabonasse a conduta tanto dele ou como dela? Rapaz, o que eu vi ele, ela sempre ia lá com a filha e da última vez que eu vi eles dois foi, se eu não me engano, foi comendo uma pizza lá na churrascaria ao lado. >> A pergunta que eu te fiz é objetiva. Você já ouviu, ainda que ouvi falar antes desses fatos, algo contra a conduta dele ou dela? >> Não. >> Eh, você morou lá há quanto tempo? Essa loja funciona há quanto tempo lá? Uns 8 Anos. >> Fit anos.
E você reside lá há quanto tempo? Residiu há quanto tempo? >> Aonde? Na Valéria. >> Sim. >> Na Valéria eu já tenho mais de de comédio ali lá da Valéria tem uns 18 anos. >> 18 anos. >> É. >> Depois desses fatos, você ficou sabendo algo acerca do que lhe foi questionado Aqui no dia de hoje? Se >> eu fiquei sabendo >> sim >> sobre como assim? sobre os fatos que lhe foram perguntados aqui no dia de hoje. >> Rapaz, eu não expui muito a minha imagem para ninguém ficar sabendo, para ficar me fazendo certas
perguntas. A pergunta que me fizeram foi a mesma que eu tô te respondendo. >> Você foi ouvido em delegacia de polícia? >> Só aqui. >> Só aqui >> foi. >> É. Você foi intimado. Como foi isso? Sim. >> Não, a delegada chegou lá no no dia do desaparecimento dela, se eu não me engano, foi umas duas, foi 3 horas da tarde e levou intimação e pediu para nós comparecer aqui ao fórum. >> Você estava no fórum na delegacia? Você não foi ouvido não? >> Eu acho que foi na A gente veio pro lado de cá.
É porque eu não >> Você se recorda se foi aqui? >> Foi. Acho que foi >> além daqui você foi ouvido numa delegacia de polícia com um delegado ou uma delegada? tanto tempo que eu não me recordo, mas acho que sim. >> Você sofreu algum tipo de constrangimento? Foi induzido a falar algo que você esteja constrangido em Lembrar dos fatos ou algo do tipo? >> Não, eu só falei o que eu sabia, o que o que ocorreu. >> OK. Eh, você ainda tem contato com esse menor? >> Sim. >> O menor lhe relatou ter sofrido
algum tipo de ameaça constrangimento positivo? >> Não, não, não. Ninguém pressionou nada. >> Ele prestou depoimento também. Sim. >> Vocês se recordam se vocês chegaram a Prestar depoimento acompanhado de advogados ou de advogado? >> Não, não. A gente só vi só esclarecer o ocorrido. >> Entendi. Sem mais perguntas, muito obrigado. >> Eh, a defesa concluiu. Defesa, os jurados teriam algo, mas não. O senhor já está dispensado. Tem uma dia, doutores. Posso liberá-los? Não é isso? Perfeito. Eh, o senhor tá dispensado, doutores. Vamos eh, já que foi Mencionado, eh, algumas vezes o Jorge Víor, Jorge poderíamos
aproveitar agora, né, e já ouvi-lo. >> É porque o depoimento vai ser parecido ao mesmo tema. Pode chamar o Jorge. >> Hum. seguimento. Eh, depoimento boa de Senr. Jorge Víor da Conceição. Senor Jorge, bom dia. >> Bom dia. >> Boa tarde. O senhor, por acaso, teria alguma relação de parentesco com as Pessoas que estão sendo acusadas neste processo? >> Não. >> Eh, Derlan, Wesley e Víctor? >> Não. >> Não. >> O senhor de agora em diante estará sob o compromisso de dizer a verdade a todas as perguntas que lhe serão feitas. >> Sim. O senhor
trabalhava na loja de de celular eh com o Alé? >> Isso. >> Trabalhava. >> Tem algum advogado representando o senhor Berlan aqui agora? >> Tá. Tá bom. Eh, o senhor trabalhava então na loja com Alécio. >> Isso. >> O Alécio declarou aqui que em determinado momento foi recebido um telefone lá. O senhor podia contar essa história? No caso, recebeu um telefone para ser formatado. Para ser o quê? Para ser formatado. Formatado. Eh, formatar. Quer dizer, eu vou fazer algumas perguntas meio óbvias, tá? Vai parecer assim, pô, não é óbvio, mas é porque são pessoas que
estão escutando, que não entendem de celular. Eu mesmo não entendo muito, né? O que quer dizer formatar um celular? >> Limpar o celular. >> Limpar. A pessoa formata ele, por exemplo, para para passar adiante, para vender. >> Isso. Redefinir de fábrica. >> Fica igual como veio de fábrica. Isso. >> Restaura as configurações de fábrica. Isso. >> Perfeito. Quem foi essa pessoa? >> No caso o Ederlan. >> O senhor conhecia Ederlan? >> Não. >> Aquele foi o momento que o senhor Conheceu ele? >> Exatamente. >> Como é que o senhor sabia que aquela pessoa se chamava
Eberlan? Ele se apresentou? O senhor viu? >> No caso eu não sabia o nome dele. Depois que eu vim conhecer, né? >> Ah, depois que o senhor viu eu conhecer? >> É que era cliente no caso. >> E quem foi que ele contou o nome dele, >> rapaz? Não me recordo, >> tá? Eh, e então me conte a trajetória desse telefone na sua mão. Ele trouxe esse aparelho para formatar. >> Sim. >> E lá eu vi que já tava com ele já tinha tirado a senha, só fez excluir a sessão e e redefiniu o aparelho.
>> Isso eh foi feito com ele lá. >> Com ele lá. Ele teve lá todo momento. >> Todo momento. Que horas esse serviço? Esse serviço terminou no mesmo dia? >> Terminou. Terminou à noite. >> Ah, terminou à noite. E começou que horas? Mais ou menos? >> Começou mais ou menos umas 3 horas. >> Certo. Perfeitamente. E aí ele foi embora. >> Ele foi embora. Terminou o serviço, foi embora. >> Perfeito. Eu passo a palavra ao Ministério Público. >> Jorge, boa tarde, né? >> Boa tarde. >> Continuando dessa forma aí, como o doutor parou. Senhor disse
que ele foi embora. Ele pagou. >> Pagou >> como >> pagou? Não lembro se foi no Mas eu não me recordo. Não lembro se foi no PX. Foi na mão. Mas acho que foi na mão. Foi em espécie. Quando o aparelho chegou em sua mão, que você disse aí que o pedido foi para tipo Resetar o aparelho, formatar, resetar, limpar, deixar como de fábrica o aparelho. >> Tinha alguma foto no aparelho? Tinha foto da da Sara na frente. >> Da Sara. Sara era o quê? Dele, você sabe? >> Na época eu não conhecia, né? >>
Certo. >> No caso, vim saber depois que era a esposa dele. >> Pronto. Vamos lá. Uma pessoa chegou lá Na loja, pediu o serviço, permaneceu todo o tempo, como você disse aí lá, foi embora com aparelho na mão, todo limpo, todo resetado. >> Sim. >> Certo. Aquela foto sumiu também? >> Sumiu também. Pronto. Você foi para casa no dia normal. Você sabe porque você tá aqui hoje, né? >> Uhum. >> Você sabe porque que ele e outras pessoas estão sendo acusadas? Sim. Pronto. Quando é que você soube que uma pessoa tinha sido assassinada, que aquela
mulher da foto especificadamente tinha sido assassinada? Quando foi que você soube disso? Eu vim saber bem depois, quando tinha anunciado que tinha achado o corpo. >> Depois muito. Você fala bem depois do serviço realizado. >> Bem depois do serviço realizado. >> Você soube como disso, Jorge? >> No caso, passou no Alojuca. >> No Alojuca, certo? Quando você viu no Alojuca essa reportagem sobre esse fato, você se recorda se na reportagens a pessoa apareceu? No caso, o sim, >> apareceu. Foi bem no dia do da live que teve que ele desceu a aquele lugar lá de
mata. >> A pessoa que ele procurou, o Erlan, é aquela pessoa que tá ali de óculos. Pode Olhar atrás aí. Foi esse aí. Pronto. Foi nesse momento que você soube de uma pessoa que morreu, não foi isso? Foi. >> Pronto. >> Quando é que você foi procurado na primeira oportunidade para falar sobre o serviço que você fez no celular? Quando foi? >> No caso, quando me chamaram? >> Sim. >> No caso, a polícia civil teve lá na Loja, né? >> Pronto. Então, a polícia foi na loja. Você imagina porque a polícia foi na loja? >>
Foi na loja. Imagino. Para saber mais detalhes sobre o celular. Não sei. >> E como é que se me como é que eu eu consigo entender? E os jurados conseguem entender que um aparelho chegou ali, ninguém disse à polícia, mas que provavelmente sabia que aquele aparelho teve naquele Local. Como é que a gente pode imaginar que isso aconteceu? Existe algum sistema de rastreamento no celular quando liga? >> Existe o sistema do buscado do iPhone? Existe o >> iCloud e tudo mais. Pronto. Quando você, a polícia lhe procurou, aí você prestou um depoimento, você já sabia
da morte de Sara, do desaparecimento de Sara, alguma coisa? Quando a polícia procurou, foi no mesmo Dia que teve a live que tava todo mundo sabendo que tinha achado o corpo. >> Mas nesse mesmo dia, depois você assistiu alguma reportagem que já trazia informações de uma investigação por parte da polícia que dizia: "Foi fulano, cicrano, beltrano que foram os autores daquele crime". Você chegou a ouvir alguma, assistir alguma reporte? Chegou ouvir depois que eu fui na delegacia. >> Isso. Isso que eu queria saber. Então, Só depois que você foi na delegacia, >> isso >> que
prestou seu depoimento do serviço que você fez de formatação, que você soube das informações de quem tinha sido os responsáveis por aquele homicídio. Foi isso? >> Pronto, vamos lá. Você falou mais cedo aí que o Ederlan ele permaneceu todo o tempo até a finalização do serviço. Foi isso? >> Isso. >> Ele lhe deu pressa em algum momento? Não, ele só quer o serviço, tava lá guardando enquanto o serviço não tinha sido executado. >> Certo. Algum problema, doutor do Dr. alguma coisa sen quer falar comigo? Alguma coisa porque o senhor olhou para mim, gesticulou, pensei que
era alguma coisa. Hã, como senhor olhou para mim e gesticulou, deu risada de algum problema? >> Porque eu vi no momento que o senhor me olhou. Não, hoje promete. Eh, Jorge, eh, quando o aparelho o aparelho foi entregue a Ederlan ou antes, ele disse qual seria o propósito que faria o porquê daquela formatação? >> Não. >> Você perguntou alguma coisa? >> Também não, porque ele informou o celular e a senha. Eu só fiz formatar. Perfeito. Outra coisa, você se lembra que aparelho era esse? >> Era um 13 Pro Max. Veio >> um iPhone 13 Pro
Max. Não foi isso? >> A verde. Pronto. Alguma pergunta satisfeito. Doutor >> assistência de acusação teria perguntas? >> Não. Eh, a defesas. Dr. Oto provavelmente vai pedir também para eh perguntar Ao final. O doutor, não sei se teria perguntas, >> excelência, a defesa novamente com relação às testemunhas de acusação, notadamente a última, também não tem perguntas, portanto devolve a palavra. Muito obrigado. >> Perfeito, professor. Eh, a defesa do Victor. Sim, excelência. Boa tarde, senhor Jorge. Tudo bem? >> Tudo, >> senhor Jorge. Eh, no dia que foi supostamente levado o [roncando] aparelho para o senhor fazer,
né, restaurar, o senhor visualizou a presença do réu Vittor Gabriel lá juntamente? >> Não. >> Muito obrigado. Sem mais, excelência. Pois não, doutor. Eu passo então a palavra à defesa do senhor Ederlan. Senhor Jorge Víor, boa tarde. Tudo bem? >> Boa tarde. >> Segundo consta aqui no inquérito Policial, a Alécio teria recebido o aparelho das mãos de Ederlan e determinado que o seu técnico Jorge Víor efetuasse os serviços solicitados. Quem pediu que o senhor fizesse o serviço foi o Jorge? Foi, perdão, foi o Ederlan ou foi o Alécio? >> No caso, eu peço serviço pro
Alécio. >> Entendi. Porque da forma que tá aqui, parece que O senhor não teve contato com Anderlan. O senhor teve contato com Anderlan? >> Tive. Ele tava na na loja, né? >> Ok. lhe cham atenção o fato desse aparelho ter uma foto de uma mulher e não ter a foto de Ederlan? chamou atenção, porém, eh, como o Léo falou que era a esposa dele, a gente achou normal que ele trouxe a senha do do aparelho, eu trouxe o aparelho. Você chegou a acessar fotos, vídeos, algo do aparelho, para ver se ali estava Algum elemento que
ligasse à propriedade daquele aparelho. >> Não, no caso só efetei meu serviço e entreguei o aparelho. No dia que a polícia esteve na loja Leo Celulares, este aparelho ainda estava lá? >> Não. >> Olhe pro doutor ali, ó. >> Não, não estava lá. E aí surge uma dúvida minha. Quando o promotor lhe perguntou, ele disse assim: "Nesse aparelho tem Alguma espécie de buscar que o sinal teria dado ali? Por isso a polícia foi ali?" Você disse: "Sim". Aí surge meu questionamento. Se o aparelho não estava ali, como é que a polícia saberia que estaria na
sua loja ou que você fez o serviço? Já que você afirmou ao promotor que foi pelo buscar do aparelho, porque para dar o sinal ele tem que tá ali. >> O buscar do iPhone ele é como é que fala? Meu Deus, ele mostra a última localização do aparelho. Como ele foi Formatado na loja, a última localização dele será na loja. Ainda que tenha sido apagado, ele esteja ativado. >> Ainda que tenha sido apagado. >> Esse era um serviço comum na no estabelecimento de vocês? >> Comum, como ele trouxe a senha do aparelho. >> Vocês para
realizar esse serviço chegam a consultar a legalidade, a origem desse aparelho ou algo do tipo? No caso, a gente consulta o e-mail para ver se não tá restrito, se não tem alguma restrição de furto e roubo. E >> você realizou essa consulta? >> Realizei. Eh, esse e-mail foi fornecido por quem? Você teve acesso como? >> O e-mail do aparelho tá no aparelho. A gente coloca o código e escaneia para ver se não tem alguma restrição na Natel. Entendi. Eh, você já mora ali na Valéria Águas Claras há quanto tempo? >> Eu moro desde Desde quando
eu nasci. Moro em Nova Valéria. >> Já conheci Ederlan e Sara Mariano? >> Não. >> Já tinham ouvido falar algo acerca da conduta pessoal deles? >> Também não. Que eu moro do outro lado da Valéria. >> Já fez outros serviços paraa Sara ou pro Ederl? Também não. >> Léo, Léo Celulares, o proprietário da loja, já chegou a lhe falar que teria feito >> também? Não. >> Já viu Ederlan, o Sara na loja? >> Eu já vi Sara na loja. >> Pronto. Eh, sem mais perguntas, só uma. Na época dos fatos, qual era a sua idade?
Era 23. >> 2023. Então 202 eu tô com 19. Tava com 17, 16 mais ou menos. >> Muito obrigado. >> Uradas perguntas. Estou liberando a testemunha. Sou está dispensada, doutores, a o Ministério Público declara que está desistindo, não é isso, da testemunha André Jesus de Santos. De maneira que Obrigado. Deixa eu também finalizar aqui a gravação aqui. Foi o Jorge Vittor, né? Testemunha Pode interromper a gravação também. fazendo seu aí, Lucas. >> É o novo ainda não fui lá peg esse novo. Não, ainda não fui lá peg novo. >> Ah, já peguei três vezes. >>
Hum. Cara, eu tenho V nove V mestre, né? Vale muito a pena, né, velho? A chave, né? Segimento. Eh, a senhora, a senhora pode declarar Boa tarde. A senhora pode declarar o seu nome completo, por gentileza? >> Edneires, Nascimento dos Santos. >> A senhora eh, dona Edneires, a senhora tem alguma relação de parentesco com alguma das pessoas que tá nesse processo? >> Parentesco? Não, >> em especial com o Wesley Pablo. >> Não, >> mas a senhora conhece o Wesley Pablo, não é isso? >> Tá bom. Eu vou passar a palavra pro advogado dele para que
ele comece a fazer perguntas à senhora, tá certo? Doutor, senor tem a palavra. Muito obrigado, excelência. Senora Edneires, Edneres. Edires. >> Muito bom. Boa tarde pra senhora. >> Boa tarde. >> Em primeiro lugar, o A senhora conhece Wesley? >> De onde? Eu congrego na igreja com a mãe dele e eu desde 13 anos de idade que eu conheço ele e sempre tive uma boa relação com ele. >> Dos seus 13 anos de >> ele, >> certo? Então a senhora conhece ele há cerca de 17 anos nessa >> OK. O, o que que a senhora tem
a dizer pros sete jurados e juradas que hoje vão julgar essa causa? o a respeito da conduta >> da conduta >> do Wesle Pablo Correa de Jesus, >> por gentileza, >> eu sempre tive uma boa conduta com ele. Ele morou na minha casa em Salvador, morou na minha casa no bairro de Buriçatuba e eu nunca Nunca tive o que falar dele. Nós sempre nos damos bem. Certo. Eh, e a família de Wney, a senhora conhece? Não, >> mãe, pai, não. O padrasto, as irmãs, conheço, filha, conheço. >> Certo. O, o que é que a senhora
também tem a relatar pro set sobre a família dele e incluindo o mesmo aí no nesse ciclo familiar? >> Eu sempre tive uma boa relação com todos eles. Sempre. E sobre eles? >> Sobre eles a conduta, >> sobre a família >> é a conduta deles. Ninguém tem o que apontar. Todos nós temos defeito, né? Sim, >> nós não somos perfeitos, mas até aqui, como diz, nos ajudou o Senhor. Estou sempre ao lado deles e sempre peço A Deus que estarei. Então, eh, apenas para ficar claro pros jurados, o senora disse que a senhora quis dizer,
eh, para não induzir a senhora, que na comunidade era benquisto, a família era benquista. >> Era, não é? >> Continua sendo >> na minha comunidade onde eu moro continua. >> O que é que falam do lá? O que que fala de Wesley? >> É sobre a pessoa dele. Boa pessoa. Boa. >> Não, >> a pessoa >> não eu >> sentem falta dele. >> Sentem. Sentem. >> Certo. Como a senhora 17 anos, como é que ele, o Wesley, te tratou durante todo esse tempo? >> Com respeito. Sempre. Ele sempre me obedeceu. Ele morava na minha casa,
>> certo? >> Nunca. >> Perfeito. A senhora já viu eh a senhora falou que ele lhe respeitava muito. Eu eu vou aproveitar esse gancho para fazer uma pergunta. Senhora, como mulher, eu indago, eh, se o mês, se o respeito que ele tinha com a senhora, ele tinha para com todas As mulheres, vamos dizer assim, antes do fato, antes do fato, nós sabemos que >> não, eu não posso falar depois do fato porque logo depois do fato ele foi eh acolhido, né? Então, >> então antes, durante e depois fato. É, é isso que a senhora quer
dizer? >> Não, antes ele sempre foi ele. >> Nós sempre, até hoje nós sempre somos nós. >> Então a senhora diria que >> sobre a índole dele eu não tenho o que reclamar. >> Certo. A senhora já viu ele menorzando alguém do gênero feminino? Não, na minha frente não. >> Já viu ele menor Cabanda por eh por condições pelo fato da pessoa ser mulher? >> Nunca vi. era machista, vamos dizer assim. >> Nunca percebi. >> Certo. O era pessoal benevolente, ajudava os outros. Ah, isso é prestativo. Sempre que pediu um favor, ele sempre esteve >>
lá meu lado. Às vezes eu sempre que eu tinha alguma coisa dentro de casa para fazer, ele sempre fez sem reclamar. A gente mandava esperar, mas sempre fazia sem reclamar. Certo, certo. O trabalhador, ele não nunca foi preguiçoso. >> Sim, >> que se chamasse ele para fazer >> já foi pedreiro. >> Pedreiro já já trabalhou de ajudante justo com o meu marido. >> Só para ficar claro, eu já conversei com aista, não. >> Ok. O, encerrando aqui as perguntas. A senhora se surpreendeu com a prisão dele? >> Me surpreendi. >> Qual foi a reação da
senhora? Eu só chorei, só gritei porque eu não acreditei. Eu não acreditei. Eu disse Wesley não, Wesley não. E chorei bastante. E até hoje quando eu vejo essa reportagem me entristece muito. >> A senhora sabe se ele tem alguma ocorrência de violência doméstica? >> Não. Não. >> Contra a mulher? Não, não, não. >> Processo >> não. >> Algum outro processo sabe se ele tem? >> Não, não, não. >> A senhora tem conhecimento se esses três ali, ó, Mas até o quarto, se eles já responderam algum outro processo juntos. Eu não conheço nenhum deles, mas ele
simplesmente o que eu já >> vi da aproximação dele era sobre o podcast que ele me convidou para assistir. >> Eu digo de processo criminal. Ah, não, não. >> Então, >> eu não conheço >> nenhum dos dois, não. Nunca tive nenhum relacionamento só com o Wesley. >> Então, pelo que a senhora sabe, o foi esse único fato que fez eles se reunirem. Foi, é isso ou não? >> Não. O fato que eles se reuniram foi sobre a igreja. Eles tinham eh podcast junto. Eles >> Sim. Só >> mais crime. >> Ah, isso aí jamais, jamais,
>> jamais. Dona Edineires, não sei se Dra. Manuela, Andressa, tem perguntas, mas eu agradeço demais o depoimento da senhora e devolvríssimo ju de direito. Eh, questionos demais defesas, se há algo a perguntar. Sem perguntas, >> sem perguntas, né, doutores. Ministério Público. Sim. À vontade, doutor. >> Boa tarde, dona DNES. >> Boa tarde. >> Eh, nós somos membros do Ministério Público que fomos designados aqui para esse júri. Minhas perguntas são poucas. Eh, a senhora nos disse que Wesley morava na sua casa. É isso. >> Morou na minha casa. >> Morou. Agora quando ele foi preso, ele
tava morando em sua casa? >> Não. >> Em que períodos ele morou na sua casa? Nós tínhamos uma igreja em Salvador e durante esse período ele ficava comigo me ajudando lá em Salvador. >> Foi um período específico. >> É um período. É. >> Quanto? É mais de ano. Foi em que ano? Quanto foi? >> Mes ele ficou uns quatro a se meses lá em Salvador junto comigo >> numa igreja eh que a senhora tocava na minha casa. >> A senhora tinha uma igreja na sua casa. Um ponto de oração. >> Um ponto de oração. Qual
o papel que ele desempenhava nessa nesse ponto de oração Na sua casa? Ele era levita, ele ajeitava o som, ele me ajudava em ornamentação dentro da igreja. Eh, há trechos do processo que se referem a ele como sendo bispo. Ele ele ele tinha essa essa titulação dentro da do universo da religioso. >> Tinha. >> O que é que faz de alguém dentro da estrutura de vocês eh eh ser qualificado como um bispo? >> A boa conduta, >> hã, >> a boa conduta que ele sempre teve. >> Ah, então não há uma formação específica. Eh, eh,
eh, ele é, ele se autointitula bismo. >> Não, não, ele ficou passou um tempo fora da da gente em outra congregação e lá ele foi ungido como bispo. >> Eh, você pode nos mencionar que congregação foi essa? >> Eu não tenho o nome específico dessa Congregação. >> Ele saiu e voltou como bispo, >> que é em outro bairro. Cer >> eu não tenho o nome da congregação. >> Certo. Certo. Nessa sua, nesse seu ponto de oração que funcionava na sua casa, ele utilizava o apelido de Zad, de bispo Zadoque? >> Não, que nessa época ele
não era bispo. Ele, esse nome ele sempre tinha nome Zadoque, >> como >> o Wesley Zadoc. Ah, ele sempre foi conhecido como Wesley Zadoque. É >> certo. E ao ser ungido bispo, as pessoas se referiam a ele como bispo Zadoc >> sempre. >> Certo. Eh, dentro da igreja, ele tinha uma relação direta com a música. >> Tinha. >> Que papel ele exercia nesse universo musical? Ele cantava, tocava? tocava, Ele cantava, ele participava, incentivava outros jovens no ensaio. Que >> instrumentos ele tocava? >> Ele tocava violão, ele a guitarra, >> certo? Eh, a senhora mencionou que
ele a estimulou a a assistir um podcast. >> Esse podcast era na TV Shalom. >> Na TV Shalom, >> certo? nessa TV Shalom. Eh, eh, esse podcast era tocado por Ederlan >> quando eu assisti foi quando Derlan, >> certo? Nesse mundo da música, da congregação, da religião, o Victor também participava dessa atividade musical? >> Não, não. No meu alcance não. >> A senhora já conhecia Vittor? >> Não, >> nem conheço. Só é o de televisão. Só de ver. Perfeito. Perfeito. >> Não tenho nenhuma >> perfeito >> relação com ele. O Wesley, eh, tinha era casado.
>> Era. >> Agora quando ele foi foi preso, ele ele era casado. >> Não, já estava separado. >> Já já estava separado. Ele foi já tinha muito tempo separado. >> Não, o tempo eu não sei lhe dizer. >> Certo. >> Eles estavam separados. Tem quantos anos que ele deixou essa atividade dentro da da sua da igreja que funcionava em sua casa? Quando fechou a igreja, tem uns 5 anos ou mais que nós fechamos a igreja e passamos para cá, para Camaçari. Eu congrego hoje com a mãe dele. >> Você congrega com a mãe dele? com
a mãe dele. >> Isso, >> certo. Eh, passado esse período que ele Morava em sua casa, que era uma igreja eh aqui em Camaçari, eh, a senhora pregando com a mãe dele, ele também pregava nessa sua igreja? >> Pregava, >> certo? Nessa sua experiência de igreja, Sara chegou a cantar na sua igreja? >> Não. >> Sara chegou a cantar na outra igreja de Salvador? Também não. >> A senhora >> nunca tive oportunidade de estar com ela. >> Ouviu ela cantando pelas redes sociais? >> Redes sociais ouvi. >> Certo. Mas em nenhum evento específico, >> não.
Eu sou restrita, não sou de sair para visitar outras igrejas, sempre na minha congregação. >> Perfeito. Satisfeitos. Tem vado >> Edir >> don Edellis. Boa tarde, Nelis. A senhora comentou aí as perguntas do colega aqui que ZOC o o participava de um podcast, o Zadock Wesley, né, com Ederlan, que era na TV Shalom de propriedade de Ederlan. Não, a senhora não falou isso aí? >> Assisti >> sim. A senhora sabe me dizer se Wesley, Zadok e Ederlan eram amigos? >> Não tinha esse. Ele apresentou dizendo que ele tava com essa pessoa pra gente assir o
podcast, mas o tipo de de relação com eles, eu não sei se era amigos ou conhecidos. >> Perfeito. Vamos lá. A senhora mais cedo também aí falou a respondendo as perguntas da defesa de que estranhou muito quando viu nas redes sociais essas informações. Quais foram as informações que a senhora viu nas redes sociais? que todos viram na televisão. >> Eu queria que a senhora dissesse pra gente quais foram essas informações. >> Quando ele e tava procurando, todos procurando o corpo de Sara. >> E aí, o que que tem mais? O que que as redes sociais
diziam mais? >> Porque todos queiram. >> Mas eu preciso que a senhora me diga o Que é que a senhora viu, que as redes sociais disseram em relação à procura do corpo de Sara. E a Berlan, ele não assumiu que estava realmente o que ele tinha feito, tava procurando o corpo da mulher. >> Eu depois vi, como todos viram, e logo depois o corpo foi encontrado >> e aí foi que caiu a a real, que ela estava morta e que ele teria indido sido o Mandante. >> Quem teria sido mandante? Ederlan >> que a senhora
viu nas redes sociais que Ederlan tinha na segunda vez todos viram na televisão. >> E onde é que o Wesley Zadoc entra nisso aí? Que é que a senhora viu também nas redes sociais? >> Nas redes sociais que ele participou, né? Infelizmente dessa ele teve contato com ele. >> Certo? Vamos ser vamos ser claros, por favor. A senhora falou aí, infelizmente ele participou. A senhora, só retomando alguns segundos atrás, a senhora disse que nas redes sociais disseram que Derlan teria sido uma pessoa que mandou. Foi isso que a senhora falou? >> Uhum. >> Eu perguntei
à senhora qual é a participação de Wesley Zadc. A senhora Me disse que na qual seria do que se foi veiculado nas redes sociais. A senhora me disse que aí respondeu que infelizmente ele participou. As redes sociais disseram como ele participou? >> Falou, >> falou, >> falou. Eu sei que é, eu sei que é chocante às vezes paraa senhora ter que lembrar isso, Porque pelo que a senhora falou, a senhora já conhece ele desde pequeno, mas a gente precisa ouvir isso. Eu preciso ouvir. Eu não sou daqui também de de Dávila e eu vou fazer
uma acusação, participar de uma acusação. E o que é que as redes sociais disseram que Zadoc fez? O que redes sociais falou, >> sim, >> que ele teve uma participação na morte de Sara. >> Pronto. Mas assim, eu queria que a senhora fosse clara, né? >> Que participação ele segurou, ele levou ela, foi ele que deu um tiro, foi ele que que empurrou ela de um lugar? O que foi que disseram que o Wesley Zadoc fez? Não, >> não disseram. Todos nós vimos na televisão. >> É isso que eu quero. >> Doutor, pois não, doutor.
Hum. >> Uma questão de ordem, excelência. O ministro promotor elaborou perguntas e a testemunha tá respondendo. E aí ele diz: "Eu princípio que seja claro, ele segurou". Primeiro ele tem que perguntar se ela sabe como é que se deu o crime. Se ela souber como se deu o crime, ela explicar e não induzir que ela fale se segurou ou não. E aí acaba complicando a resposta da testemunha. Ele pode perguntar o que quiser, eu não tenho Objeção, mas daí querer induzir que tipo de resposta, como dar a resposta. Aí a defesa tem uma objeção, desde
que seja feita como foi pedido a defesa, ele pode perguntar o Dr. Aldo, pode perguntar se nenhum tipo de objeção. >> Doutor, eu peço que Vossa Excelência observe a solicitação do Dr. Oto, que é uma solicitação procedente, embora eu não esteja afirmando que o senhor a estava descumprindo antes, mas ele interpretou que sim. Então, a gente >> não, eu eu vou pedir uma coisa a Vossa Excelência, até porque é preciso se resguardar aqui a chamada paridade de armas, que Vossa Excelência sabe muito bem conduzir os julgamentos. Isso para mim tá claro e todo mundo aqui
tá vendo. E diante da gravidade dos fatos, Dr. Bernardo, e independente da da questão de ordem levantada, que podem levantar quantas quiser, eu acredito que em nenhum momento aqui o Ministério Público, na minha pessoa, Procurou induzir a qualquer resposta, até porque eu dei exemplos apenas e insisti que ela dissesse o que a o que a rede social mostrou a ela, inclusive. Mas eu preciso assim continuar algumas perguntas e peço a Vossa Excelência, inclusive que se notar ou se sentir qualquer indução, qualquer pergunta além da necessária que me repreenda sem problema nenhum, mas em momento nenhum
eu questionei aqui induzindo a testemunho alguma coisa. Eu vou fazer de Forma mais objetiva possível, >> pois doutis precisa esclarecer os fatos. Dona, me perdoe que eu esqueci o nome da senhora, mas eu volto a perguntar. A senhora disse aí que as redes sociais mostraram que todo mundo viu, inclusive a senhora. A pergunta é objetiva, como a defesa me pediu para fazer uma pergunta objetiva. O que é que a senhora viu ou ouviu na rede social >> que Isadoquec fez em relação >> ao crime, a participação? O que que a Senhora ouviu? O que a
senhora falou que o que todo mundo viu? Eu quero saber o que é que a senhora, a senhora todo mundo viu, ele ele defesa par, >> não queria interromper Vossa Excelência, apenas lembrar a todos presentes que sabem muito mais do que eu, que também são vedadas as perguntas repetitivas. E no caso aí é uma pergunta repetitiva. O que viu na rede social? Já contei quatro vezes, mas eu não creio nenhuma objeção, caso Vossa Excelência pode ser Feita. >> Não, eu eu acho que ele o doutor tá querendo que ela seja mais específica. >> Isso. >>
É isso. O que foi que ela ouviu falar? >> Muito claro. E ela respondeu que ouviu de redes sociais. >> Eu quero que ela me esclareça que ela falou: "Eu e tantas pessoas ouvimos nas redes sociais que Isado participou do crime". Ela já disse isso. Eu quero saber o que as redes só se que ela Disse, eu quero que ela me diga que ela disse que a Derlan foi o mandante. >> Ela falou isso e eu quero ouvir dela >> segundo as redes sociais >> que a senhora já disse que as redes sociais disseram que
que Ederlan foi o mandante. Senhora falou isso, não foi isso? a qualquer momento que a gente ligava a televisão em todo canal só passava o mesmo assunto. Então, normal que eu tenha ouvido, como todo mundo ouviu o que aconteceu. >> Sim. É, mas é isso que eu quero saber, isso é o objetivo. A rede social disse que Zadok fez o quê? A senhora falou: "Por que que eu tô perguntando isso?" >> Não, doutor, eh, não tá repetida. Apenas eu queria esclarecer uma coisa. Repetida >> não quer dizer, a gente já sabe que a senhora não
tava lá, não é isso? Não tô dizendo que a senhora viu não. >> Ela não, eu só para registrar que ela não sabe. >> É, >> ela não sabe. Mas da mesma forma, doutor, que a defesa arrola a testemunha de canonização, [limpando a garganta] como eh nomeada, >> com um que, talvez, até >> de de picardia, é, naturalmente a parte contrária vai >> e Doraavante, eh, não me surgirei, mas contra nenhuma pergunta. Deixarei po vossa excelência é muito legal. Eu sei Que trabalha certo. >> Não, mas pode não sabe o que aconteceu é aquela coisa,
eu não sei nem quero saber. E quase a senhora chega a dizer que tem raiva de quem sabe, né? >> Aqui. Eu estou aqui pela pessoa que ele é. Perfeito. >> Pelo acompanhamento que eu sempre tive com ele. >> Perfeito. Não é falando sobre esse fato, é sobre ele e a senhora. >> Não, >> né? >> Sobre eu e ele. Então, o que aconteceu, >> eu estou aqui pela pessoa dele. >> Entendi. E aí o promotor tá perguntando, a senhora ficou vendo na rede social que ele teria participado. >> Senhor, me permite reformular, >> ele
teria feito o quê? Segundo a rede social. >> Eu vou reformular e a senhora vai responder com sim ou com não. Tá certo? O advogado vai falar que o senhor tá Induzindo, que aí o senhor vai dizer, >> não, vou fazer uma pergunta. Ele fez isso, ela vai dizer sim ou não? Posso pode? Posso fazer assim? >> Posso perguntar, >> excelência? Não, não, não. A a defesa concede. Pode perguntar, excelência. >> Eu tô concedendo. Eu deixo a decisão na mão de Vossa Excelência. A doutora Sim surgiu. >> Eu tô querendo ser claro. Eu não tô
aqui Para criar nenhum problema. >> Passa para mim essa pergunta antes. >> Passa para mim essa pergunta, por favor. >> E a próxima pergunta? Não, não, não, não tem indução na pergunta não, doutores. Pode prosseguir. A senhora viu na rede social, alguém falou, a senhora disse aí mais cedo que na rede social falou que Ederlan foi o mandante, não foi >> isso? >> Na rede social a senhora viu ou ouviu ou Assistiu que Zadok deu algum tiro em Sara? >> Não, tiro não. Se ele tinha dado facada em Sara. Era essa a pergunta que ele
queria pergunta que eu queria fazer do que a rede social falou do que a rede social falou. >> Mais nada. >> Pronto. >> Mais nada. Eu tô satisfeito, excelência. Perfeitamente. Jurados por alguma pergunta? Não, eu também não teria. Obrigado à senhora pelo comparecimento. A senhora está dispensada. Doutores, eh, doutor, aí eu pondero com Vossa Excelência. A outra Bom dia. >> Boa tarde. Na verdade, >> boa tarde. >> Eh, o senhor tem alguma relação de parentesco com Víctor Gabriel Oliveira Neves e também Weslen Pablo Correa ou Éderlan Santos? Mariano >> só de Victor. >> E o
que é que o senhor é do Víor? >> Amigo. >> Ah, sua amizade, né? não é parente >> não. >> Então, de agora em diante, o senhor estará sob o compromisso de dizer a verdade a todas as perguntas que l serão feitas. >> Certo? >> Eh, eu estou passando a palavra a a ao advogado do senhor Víctor para iniciar ação. >> Ezequiel, boa tarde. Tudo bem? >> Boa tarde, todo >> Ezequiel, o que é que o senhor tem a me dizer com relação à conduta social do Vittor antes do mesmo ser preso? é uma pessoa
que totalmente confiável, agradável e é uma pessoa calma, nunca Faria algo para te prejudicar assim no ambiente e nesse tipo de coisa. >> Você já ouviu dizer que Vitor teve algum envolvimento com tráfico de drogas ou qualquer outro fato criminoso? Não, qualquer tipo de de coisa errada desse tipo aí não. >> O senhor Vitor trabalhava, estudava, >> sempre trabalhou, sempre estudou, estudou comigo na escola municipal de eh estadual de Camaçari, nunca apresentou nenhum tipo de comportamento estranho. E na igreja também cheguei a congregar com ele com um certo tempo, com certo curto tempo e nunca
apertou nada desse desse tipo. Eh, e uma mágico >> certo. O senhor sabe me informar se ele é um bom músico, se ele gostava de tocar instrumentos e etc? >> Gostava. >> O senhor se recorda qual instrumento musical que ele gostava de tocar? Não, não. Foi um, tem um um questão de da igreja tem um um alto tempo que a Gente congregou junto. Dentro do que você contextualizou, verbalizou, o senhor sabe informar se o Víor era uma pessoa prestativa? Se alguém chamasse ele para fazer um trabalho, capinar um um terreno, algo do tipo, ele iria
se disponibilizar. Tá ali >> essa parte sim. sempre gostou de ajudar o próximo, nunca nunca eh deixou de alguém assim na mão assim por essa nessa questão, né, para ajudar o próximo. >> Boa tarde. Tudo bem, meu amigo? Me chamo Tásio. >> Eh, você sabe dizer há quanto tempo Vitor é evangélico? >> Olha, eu conheço ele há no há 10 anos e quando eu conheci ele, ele já era da igreja. O senhor congregou na mesma igreja com ele, como o senhor falou, né? >> Eh, me diga uma coisa, na religião dos senhores, eh, a doutrina
eh cobra que exista uma obediência aos seus pastores, seus líderes? >> Não, a gente obedece somente a Deus. O ser humano ele é fáho, né? >> [roncando] >> Me diga uma coisa, eh, e já que vocês estudaram junto e estendeu essa essa relação de amizade até paraa questão da congregação, como era Vitor com a família dele, com mãe, com irmãos? >> Totalmente agradável, uma pessoa calma, totalmente eh colaborável com a família. Você já soube desses 10 anos de de Vitos eh visitar outros ambientes que não fosse o o Ambiente gospo, igreja sobre direbedeira. é uma
pessoa que do trabalho paraa casa ou paraa igreja ou pro colégio quando estudava comigo. >> Oi, Ezequiel, boa tarde. >> Boa tarde. >> Antes de tudo, agradeço sua participação aqui para colaborar com a elucidação desse fato. Eu queria tirar apenas uma dúvida. Eu acredito que o senhor consiga fazer isso. O senhor teve conhecimento De que Víor tentou em algum momento da vida emplacar uma carreira musical? >> Não, dessa parte não. >> Perfeito. Só essa a pergunta. Obrigado >> pela defesa de Víor. Sem mais, excelência. >> Perfeito, doutor. As demais defesas teriam algo a perguntar a
esse depoente? Perfeito, doutor. >> Perfeito. Eh, eu passo então a palavra ao Ministério Público. >> Obrigado, doutor >> Ezequiel. Boa tarde. >> Boa tarde, >> eh, me diz uma coisa. Você falou aí da amizade, do conhecimento dele de muitos anos com com Vittor. Evidentemente que você vai saber a pergunta que eu vou ler. Ele tá solto ou tá preso? Oi. >> Falei que evidentemente você vai saber a o que eu vou lhe perguntar. Aham. >> Ele tá solto ou tá preso? >> No momento está preso. >> Certo. Por que ele tá preso? >> Eu creio
que ele foi induzido a uma coisa que ele não queria fazer. Ameaçado por uma coisa que ele não queria fazer. Eh, só um um uma situação. Eu até pedir a Dr. Bernardo, que a testemunha ela não manifesta assim o pensamento dela, o o motivo dela, o pensamento dela, apenas é Objetiva, o porquê de sim ou não. A pergunta, vou fazer a pergunta novamente. Por que que ele tá preso? Só questão de ordem. É, >> é, é porque assim, se a pergunta fosse objetiva, responda objetiva. >> Ele tá sendo, doutor, a pergunta é essa. Ele tá
sendo acusado de >> e de que coisa é essa? É isso. >> Ele está sendo acusado de ajudar os outros dois réu a ocultar, ocultar ou ajudar no crime de assassinato Da da senhora, da mulher, >> da mulher. Ele tá sendo acusado de ter >> participado. >> Pronto. Vou Esse crime de uma mulher que morreu, ele teve uma repercussão grande na imprensa, nas redes sociais? Certo. Você chegou a assistir ou ver ou ouvir na imprensa ou na rede social alguma matéria, algum fato relativo a essa Morte de uma pessoa? Assisti. Pronto. Você sabe quantas pessoas
foram acusadas de serem os responsáveis pelo fato? >> Se eu não me engano, foi foram quatro pessoas, >> certo? >> Se eu não me engano. >> Certo. Perfeito. Você sabe nessas redes sociais, nessas matérias, nessas entrevistas, nesses jornais, O que é que disse que cada um fez? O que o que o que a acusação disso que cada um fez >> por parte? Sim, algumas alguns que algumas partes eu vi em certos lugares e vi também o que o vídeo poderia ter feito. Sim, fora isso, não me atentei a aos outros, >> não. Claro. Mas vamos
lá. O que é que você viu ou ouviu em rede social ou imprensa que Víor tenha feito? O que é que a imprensa ou rede social falou que Ele que ele fez? >> Que ele tinha ajudado aos outros dois a matar a mulher. >> Foi a única coisa que ouvi. >> O que foi que você ouviu de Wesley Isad? [limpando a garganta] Não, só me atendei a Vitor. Eu a a pessoa que eu conheço é Víor. >> Só me atentei a ele. Você sabe dizer ouviu ou ouviu ou ouviu? Se Vitor deu uma entrevista. Olha,
a única parte que eu vi foi na hora que Víor se apresentou à delegacia por livre espontâneo à vontade. >> Livre espontâneo à vontade. Certo. >> Quando você viu que ele se apresentou na delegacia de livre espontânea à vontade, você sabe ou você viu se ele disse como foi que ele participou desse fato? Não, você sabe dizer se na televisão ele foi perguntado, qual foi a participação dele, ele foi entrevistado por alguém e disse: "Você fez o quê? Você sabe dizer?" >> Inclusive, excelência, a testemunha menciona que só viu até a chegada de Vita em
delegacia. É, doutor, ele ele respondeu que o que ele sabia, ele só vi o senhor perguntou sobre a entrevista e ele falou: "Eu só vi até ele entrar na delegacia espontaneamente." >> Você sabe se algum advogado de Víor também deu entrevista? respondeu. >> Doutor, tá difícil dessa forma, doutor. Eu perguntei de advogado, não perguntei de Víor. >> Perguntou entrevista de Vitoral, só >> doutor, veja só, eu eu sou eu eu sou guardião também do tempo. O senhor ficou sabendo de alguma entrevista que ele o advogado dele deu? >> Não, apenas vamos passar pro próximo tópico,
tá? Próximo. Certo. >> Você sabe se teve alguém que mandou fazer o crime? Ouviu dizer? >> Ouvi dizer que o um do os dois que estão sendo acusados também tinha ameaçado ele a fazer ameaçado a família dele para fazer o que eles fizeram. Ameaçar Viton. ajudar eles a fazer o que eles fizeram. >> Não entendi. Alguém alguém ameaçou ele? Como foi? Não entendi. >> Ah, não. A parte que eu que eu ouvi >> foi dos do dois do dos três dos quatro acusados tinha ameaçado a família de Vítor para Víor poder fazer o que ele
fez. Foi a única coisa que eu ouvi, não de terceiros e sim dos próprios acusados. Excelência, tem mais perguntas? >> Assistência de acusação tem perguntas? Não. Ministério Público encerra. Eh, jurados não. Per, segura aqui. Eh, eu não tenho tampouco tenho perguntas e eu declaro encerrado seu depoimento. Senhor está dispensado. >> Obrigadão. Esse é aqui. Pera aí. Fica aí. Sim. Testemunha Ezequiel. >> Excelência. >> Excelência. Só um instante. Eu tô que eu tô salvando aqui o áudio. Inclusive se o senhor quiser executar ele depois vai ser mais fácil. >> Pela ordem, excelência. >> Com relação à
outra testemunha, a defesa de Víor vai dispensar. Tá. >> Tá. Então não há mais testemunhas de Defesa de Víor. >> De Víor não. >> Perfeitamente. >> Ó, então Vittor encerrou-se, Wesley encerrou-se. Vamos. >> Bom dia. Como é o nome da Bárbara? >> Bom dia, Bárbara. Eh, só que a primeira pergunta é só em relação a a a à relação da esmeralda com a mãe, como era a mãe, né, em casa. >> Bárbara, >> posso perguntar? Sim. >> Por favor, >> Esmeralda, como era a sua relação com sua mãe? Como era o seu convívio com ela?
Você pode falar um pouquinho pra gente? Era bom. >> Como era? Você pode citar algum momento shopping, mas eu que ela pro shopping? >> Sim. >> A brincou, foi bem legal. >> Uhum. Dra. Bárbara, sóia pedir pra Esmeralda falar um pouco mais próximo do microfone. Não, não tá muito audível pra Gente. Acho que é porque eu acho que lá para ele está os advogados eles ouvir. >> Ela falar mais próximo do microfone, tá? Você fala aqui mais próximo isso pra gente conseguir te ouvir melhor. >> Pronto, vou repetir. Me fala um pouquinho como era a
sua relação com sua mãe, como era o seu convívio com ela. >> Era bom a gente sair, a gente pro shopping, sempre faz pro mercado, eu ia junto com ela. Uhum. >> A gente fazia a comprava as coisas com ela, ela andava na de casa. Hum. Além das coisas dentro de casa, relação mãe e filha do consegue conectar. Eu a minha mãe consegue contar para mim que ela brigava comigo, ela se estressava assim comigo. >> Uhum. Sim. >> É. E a eh agora Bárbara, agora pergunta também da relação dela com com o pai, Como era
a relação dela com o pai do dos pais entre si, o que que ela pode esclarecer. >> E sua relação com o seu pai como era? Muito boa. A gente assiste. Toda noite antes de dormir. Minha mãe fala um pouquinho mais alto. >> Toda noite antes de dormir meu pai e minha mãe que assistia filme, só que minha mãe ela dormia primeiro que ela ela tinha muito sono. Aí vai ficar Assistia fil assistia assistia. de criança mesmo. Aí a gente eu meu pai a gente muito muito no shopping. Eu falei tudo para chão, a gente
ia pro shopping. Enquanto eu trabalho escolavam a fazer muito >> hum contato bem próximo com seu pai e com sua mãe. Minha mãe não assim não era com paciência muita paciência. Muita eu tipo impossível. A minha mãe estava com facilidade, >> por isso você era mais próximo dele. Entendi. >> Lempa vocês se davam bem vocês três? Tem algum outro momento que você lembre ali de assistir filmes? Meu pai que a gente a gente já foi pro shopping, a gente comeu hambúrguer, a gente muito filme, deixa eu ver que mais. Ele fez uma máscara do Hom
de Ferro para mim que eu apresenta na escola pensava da máscara de ferro, aí fez deu dinheiro para comprar as coisas e fez. Doutor, alguma >> fazer pergunta. >> Doutora Bárbara, muito obrigada. Agora a defesa, a acusação já encerrou. Eu vou passar então agora a palavra defesa. Ele pode passa primeiro. Eu eu vou primeiro conversar conversar com o Dr. Que advogado de advogado de >> bom dia. Bom dia, Bárbara. >> Bom dia. Bom dia. >> Você poderia perguntar à Esmeralda como era o comportamento dela com o pai dela e depois com a mãe? >> Sim.
Esmeralda, me fala como era o seu comportamento com o seu pai. >> Como assim? Como vocês se entendiam? Vocês se entendiam bem? Como era? Ele é uma pessoa paciente, não sei se com facilidade. Então compar muito ruim, mas que era muito próximo. Então com sua mãe >> ela brigava muito, muito e dava com facilidade. Aí meu pai até falava que ela ter mais paciência comigo, porque eu sou criança, porque eu sou pequena. criança que eu não sei muito das coisas ainda. Não tinha paciência tudo. Se eu cois errado, ela não batia. Meu pai não gostava
falou que era para ter paciência comigo, que que ela pode ter comigo, porque eu sou ainda. A a imagem está conelada, mas o alum está feita, né? Como era o comportamento do seu pai e da sua mãe na residência? Me fala um pouco como era o comportamento da sua mãe e do seu pai na sua casa. Meu pai com minha mãe, ele foi muito boa. Eu sempre comprava chocolate minha Mãe. Minha mãe sempre pedia chocolate, mas sempre comprava. Agora da minha mãe com mais ou menos que acontece as coisinha. Aí eles ficaram mais afastados do
outro, entendeu? Sim. Aí ele é mais bonito. Não era boa. Meu pai. >> Você pode repetir? Entendi. >> Ele era bom porque o chocolate de minha mãe e dava dores para ela trazendo sempre a da minha mãe. Meu pai não era Muito bom. o seguinte, [limpando a garganta] uma situação muito importante pra gente. Eu vou pedir, se possível um pouquinho mais alto, um pouquinho mais devagar, porque ainda que seja normal para a gente conversar, para o som tá embolando um pouquinho. Então toda vez que você for falar, por favor, faz um pouquinho mais devagar para
que a gente possa registrar o que fazer, viu? Obrigada, viu? Eu até trouxe ela um pouquinho mais À frente para ficar mais próximo. Em alguma oportunidade, você já presenciou seu pai agredindo ou ofendendo a sua mãe? Conseguiu ouvir, Bárbara? >> Acho que congelou, doutor. Congelou. Já tinha congelado. Vou ter um cabelo desse aí. Fazar ontem. velho, já era. Tem um processo todo aí. processo. A gente tem todo a Baixar. Acho que a gente tem um pou acho aqui por dentro. >> É, acho que sim. É gostoso aqui não. E nenhum eh foi praticado. É só
palavra. >> Bárbara, por favor, você pergunta para ela se em algum momento ela já presenciou o pai agredindo a mãe ou a mãe agredindo o pai. >> Esmeralda, vamos retomar aqui. Certo? Me diz uma coisa, lá na sua casa, em algum Momento você viu seu pai agredir a sua mãe? >> Não. >> E sua mãe agredir seu pai alguma vez? >> Já. >> Já. >> Ela poderia descrever, Bárbara, como é que foi? >> Você pode falar um pouco? Consegue descrever? Ela se estressava ou quando ela pedia algo para fazer esquecia. Quando minha mãe pediu algum
favor meu pai, exemplo, vai lavar a louça para mim e ele esquecia, ela reclamava com ele, falava que que ele não ajudava e acabava fazendo bem. Quando na hora da brincadeira, minha mãe levava na brincadeira, eu bati no meu pai. Era de brincadeira, >> parecia que era, né? Batia não risada. >> Então não era uma agressão mais profunda, mais acalorada. >> Então era brincadeira >> de sua mãe. >> É. >> E do seu pai. Não vai >> não. >> Se ela conhece uma pessoa de prénome Elico. >> Você conhece uma pessoa chamada Elico? Ela pode
dizer quem é essa pessoa, o que ela sabe dessa pessoa? O que você sabe sobre essa pessoa? Eh, essa pessoa Era o namorado da minha mãe. Falei para você que já tinha ido pro com minha mãe. Sim, >> tem um certo dia. Meu pai, ele tá viajando, trabalho que ele trabalhava com vídeo. Aí me levou no shopping. Quando shopping casse que ele foi junto aí estava andando shopping também. Mamãe aí da gente >> não entendi. Você pode repetir? >> Eu e minha mãe no shopping e esse homem De mand tinha ido junto com a Júes.
Aí ele tava lá da minha mãe. Aí eu peguei e falei: "Mãe, as pessoas vão achar que ele é meu pai de tão próximo que ele da senora". Aí falou assim: "Ah, é verdade, vou até pegar na mão dele". Aí ela pegou a mão dele. Aí quando pegou na mão dele, ele soltou e levantou o braço. Rapaz, sua filha tá aí. Aí ela começou a dar risada que isso aconteceu tava com celular gravando que eu não gostei de entrar Fazer vlog e tal. Eu acabei pegando essa parte que ela fazia isso aí. Depois eu contei
para ela que eu peguei essa parte e ela mandou apagar. Se não apagasse, você vai bater. Aí eu apago. >> Bárbara, você pergunta, por favor, se em algum momento ela pegou vídeos de Elico e da mãe no celular da mãe e mostrou ao pai. >> Em algum momento você pegou o celular de sua mãe com algum vídeo dela com elico, mostrou a seu pai. Vem. Vou >> não. >> Nunca >> conversas, Bárbara >> e conversas >> ela pode repetir. Bárbara, >> você pode repetir um pouquinho mais alto. Eu nunca peguei, que eu me lembro, o
sal da minha mãe e mostrei ao meu pai. Mas chegou em algum momento falar com o pai o que é que tinha no celular da mãe? E algum momento você chegou a falar pro Seu pai sobre o que tinha com sua mãe? >> Sobre o que mãe tava tendo. Sim, já. >> E o que é que você contou ao seu pai que tinha no celular da sua mãe? >> O que você contou ao seu pai que tinha no celular da sua mãe? amela eu contei que eu já tinha visto algumas coisas que eles sempre que
andava muito junto e quando eu ia pra igreja e pegar o bem normal, ela pegava só cá e ela só no carro dele. E e quando meu pai ia pra igreja com a gente, minha Mãe não ia com ele. Aí eu estiava isso e quando ia sair a minha mãe, ela ia de casa e quando eu ia ir a minha mãe e meu pai e assim casou. Bárbara, por favor, pergunte se ela sabe se em algum momento a mãe viajou, saiu com elicácio e quem ficou tomando conta dela nesse período foi ou era o pai.
>> Em algum momento sua mãe saiu com ele? [música] Algum [limpando a garganta] momento você ficou com o seu pai e sua mãe saiu com Casa? E a vida do meu pai? Oi? E a vida do meu pai já sair? Não. Alguma vez sua mãe já saiu com ele cá? Já. >> E com quem você ficou? >> Meu pai. >> Mas não, não, não. Ele não tava entendendo a pergunta. É, se alguma vez sua mãe saiu com El se nesse momento você ficou Por que ele tá passando rápido? Ah, ele É curto, né? Esse vídeo
só tem 2 minutos encerra o seu questionamento e eu passo então a defesa de Wley and com a palavra. >> A Dra Bárbara. >> Bom dia, Dra. Bárbara. Tudo bem? André Maia, defensor público. Eu tô fazendo a defesa de do réu Wesley. Eu gostaria de saber o seguinte, pergunte a ela se ela conhecia eh o réu Wesley, Cujo apelido é Zadok, se ela tinha algum grau de conhecimento dessa pessoa. Por favor, >> Esmeralda, você conhece uma pessoa chamada Zadok? Pode falar mais alto. Conheço. >> O que que ela pode nos dizer sobre essa pessoa? Qual
é o grau de conhecimento? Essa pessoa frequentava a casa dela >> certo? Qual era o seu grau de conhecimento dele? >> Eu posso conhecer ele? >> Uhum. Caiu. >> Ah, não, não, não, não. Tá ouvindo? >> Tá ouvindo? >> É quando fica mudo aqui para mim, como se tivesse caído. >> Tá ouvindo? O son da moça desligou aqui. Aqui é W. Eu não acredito que aqui de W. Eu lembro Que ele não sabia que era três agora. ela sabe dizer trabalhava. >> Não compreend pode repetir. >> Sabe informar se o pai trabalhava? >> Esmeralda, você
sabe informar se seu pai trabalhava? Ele trabalhava com ele gravava vídeos e editando. Ele tinha um canal chamado T Shalom no YouTube. >> Sabe informar se ele ajudava no sustento Da casa? >> Seu pai ajudava no sustento da casa? >> Sim. Após o o desaparecimento da mãe, o pai sempre esteve com ela? >> Após o desaparecimento da sua mãe, seu pai sempre esteve com você? >> Sim. >> Quando ela desapareceu, a gente ficou em casa e depois, no dia seguinte, eu acho que a gente precária da minha avó. A avó Dolores dela era pessoa presente
e Frequentava a casa dela. >> A sua avó Dolores era uma pessoa presente. Ela frequentava sua casa? >> Não. >> A tia Soraia era uma pessoa presente e frequentava a casa. A sua tia Soraia, ela era presente, frequentava sua casa. >> Não. >> Ela sabe dizer como era o relacionamento da mãe dela com a avó Dolores e com a tia Soraia. Você Sabe me dizer como era o relacionamento da sua mãe com a sua tia Soraia e com a sua >> A internet aqui deve ser via rádio, né? interior é sério. A Mangabeira mesmo via
rádio. >> É sério também >> lá em Mangabeira rádio. Tem uma antena tambão no capítol fica péssimoir. >> Não, >> é aí a cidade que eu amo. Um dia que eu Tiver bem onde eu vou morar. Da, sem camisa já passou por lá perto de Cruzal Cachoeiras per do cavalo já >> terra boa. Eu eu andei muito em >> A senhora tá percebendo que eu tô perguntando bem aqui para ela. É >> criar o lúdico. >> Exatamente. que é que lá na foi assim como a pergunta pergunta A facilitadora e tem que processar essa >>
tem que pedir ela tá ali como uma tradutora. Minha última foi essa, inclusive. Suba aí para ver de tempo. 2 minutos ainda, né? Tá 20 segundos. >> Doutores, podem acender a luz, por gentileza. Não tinha ninguém dormindo, não, né? Doutores, nós concluímos com isso a exibição do do depoimento especial. Eh, e dando prosseguimento, passamos, se não houver outros requerimentos, à fase de oitiva dos três acusados. Nós eh pode liberar de novo o acesso das pessoas, viu? o acesso do público. Os senhores vão querer se entrevistar Reservadamente com com os três. Então, a escolta pode acompanhá-los,
por gentileza, e permitir que os advogados se entrevistem reservado com eles.