[roncando] Cardiologista por formação, virou ministro na pandemia, um cargo que mudaria sua trajetória na profissão. O médico que virou político, de direita conservador, da esquerda é forte crítico, é conhecido pelo destemor, polêmico para uns, querido por outros. Nesse jogo que agora joga, fez história, agora conta. Marcelo Queroga. Marcelo, muito bem-vindo. Obrigado por aceitar nosso convite. Obrigado, Danilo. É um prazer estar conversando com você aqui. Já começa com a poesia, né, para fazer juiz, a fama. Marcelo, fez história agora conta. É um programa que a gente conta histórias de quem fez história. E antes de começar
a fazer a primeira pergunta, queria convidar a curtir esse episódio, a enviar esse episódio para alguém que pode gostar de conhecer a história de Marcelo Queroga e a compartilhar com todo mundo que possa gostar de ouvir histórias de pessoas que fizeram história. Marcelo, a primeira pergunta que eu faço para todo mundo é: onde o Marcelo nasceu e como era o Marcelo criança? Marcelo nasceu aqui na cidade de João Pessoa no dia 4 de dezembro de 1965. Mas como eu gosto de me definir, eu sou um sertanejo que nasci na praia, porque a minha família é
toda do sertão, meu pai, minha mãe, meus avós. E eu nasci ouvindo as histórias que as minhas avós e os meus avós contavam sobre o sertão da Paraíba e o Cariri do Ceará. Marcelo, seus pais faziam o quê? Qual, qual era a profissão dos seus pais? Meu pai era médico, né? Tá. E minha mãe naquela época ela se dedicava, a família se dedicava ao lar por uma questão de opção. O pai era cardiologista também? Meu pai era médico clínico, tá? E depois se interessou mais pela cardiologia. Na época dele você tinha a pediatria, a cirurgia,
a ginecologia e a obstetrícia e a clínica médica, né? E a clínica médica depois ela se subdividiu em várias vertentes e a cardiologia foi a que ele se dedicou mais. Cardiologia é uma especialidade que surge ali no início da década de 1940, né? Eh, muito influenciada pelo eletrocardiograma, que é um exame diagnóstico que permite o registro gráfico da atividade elétrica do coração e com isso é possível fazer uma série de diagnósticos. esse método fantástico que serve para diagnosticar o ritmo do coração, né? Ter o ritmo da música, né? O coração também tem seu ritmo e
tem seu som, né? E o cardiologista ele se diferencia os dos outros médicos por ser o médico que ouve o coração das pessoas. E me diz uma coisa, o pai cardiologista em algum momento pensou em seguir uma outra carreira ou ser médico cardiologista sempre teve na cabeça? Nunca pensei porque o exemplo de casa foi do meu pai, né? Desde criança, eh, nós tínhamos esse exemplo e meu pai foi Um jovem que saiu do sertão, eh, com esse sonho de ser médico e ele talvez tenha sido um dos primeiros médicos da geração dele, né? Isso influenciou
a família e dele, muitos médicos se inspiraram nele, entre eles eu, meus irmãos, meu irmão, meus primos, enfim, não é? Então, se sempre isso esteve no meu horizonte ser médico. E me conta uma coisa, com relação à sua trajetória na cardiologia, você sempre nos últimos anos esteve entre os cardiologistas mais bem conceituados da Paraíba e o conceito traz, claro, grandes pacientes. A classe política sempre foi, sempre teve presente nos seus pacientes. Como era a sua relação com a classe política antes de virar ministro? Bom, a minha relação com a classe política sempre foi muito boa,
né? Porque inclusive cardiologista acaba sendo médico de políticos, né, que são pessoas iguais às outras, né, que sofrem e também sofre do coração, né? Eu tive alguns pacientes que eram políticos, que eram juristas, né, a sociedade também pessoas mais simples que nós atendíamos pelo Sistema Único de Saúde, né? Eu como médico, como cardiologista, e aqui em João Pessoa cheguei em 1993, não é, como cardiologista. E aí um ramo da cardiologia. A cardiologia já era desenvolvida aqui na cidade de João Pessoa e no estado da Paraíba. Isso aconteceu nos anos 1960, né? A cardiologia começou a
se desenvolver como especialidade no estado da Paraíba E nos anos 1990, um novo ramo da cardiologia surgia aqui no estado, que era a cardiologia intervencionista do cateterismo cardíaco, que já existia desde 1980, mas como um método de diagnóstico. A partir de 1990, esse método passou a ser empregado como terapia, como tratamento, desde que, no final da década de 1970, eh, um médico alemão chamado Andreas Grutik desenvolveu uma técnica para desobstruir as artérias coronárias com um pequeno catéter, provido de um balãozinho na ponta, né? E esse método teve um progresso avaçalador e posteriormente foi muito útil
para o tratamento do infarto agudo do miocárdio, né? A doença que mais mata mesmo nos dias atuais, se caracteriza pela obstrução de uma artéria, por um acúmulo de gordura, que nós chamamos de ateroma, mais um coágulo que se forma em cima desse ateroma ou placa de ateroma, não é? Então, quando se forma esse coágulo e esse coágulo obstrui o lume do vaso, aí o sangue deixa de circular. e vem o infarto, né? O músculo cardíaco não recebe sangue e se não recebe sangue, não recebe oxigênio. O tratamento é desobstruir a artéria e pode ser feito
através de um medicamento que a gente injeta na aveia chamado trombolítico, ou através de uma técnica mecânica que é a técnica de angioplastia. Uhum. Queiroga e outros colegas que também chegaram nessa mesma época introduziram essa especialidade, este ramo da Cardiologia aqui na cidade de João Pessoa e no estado da Paraíba. Então, foi um grande avanço paraa medicina cardiovascular eh na cidade de João Pessoa, no estado da Paraíba. E isso aconteceu também em paralelo em outras cidades, capitais aqui do Nordeste, Natal, Maceió, Recife e Salvador eram centros já mais avançados. E eu tive a alegria, né,
a satisfação de participar desse desenvolvimento. Paralelamente a isso, eh, eu ingressei na atividade associativa, né, do ramo das sociedades científicas, inicialmente a Sociedade Paraaibana de Cardiologia, que eu comecei na diretoria como secretário da gestão que foi encabeçada e presidida. Então, já tinha uma política de classe aí, né? Já já tava passando pela política. É uma política associativa, não é? Porque a medicina você tem a esfera dos conselhos de medicina, você tem o sindicalismo médico que perdeu um pouco espaço e você tem o ramo do associativismo médico, né? O associativismo médico é o mais antigo deles,
né? A medicina é uma atividade liberal e desde que a medicina começou no Brasil, né, que assim começou em 1818, 1819, quando a família real veio pro Brasil, foi necessário ter faculdades de medicina. Então, a sociedade médica do Rio de Janeiro, que hoje é a Academia Nacional de Medicina, no final dos anos eh 1890, né, surgiu a Sociedade de Medicina e Cirurgia. que é a antecessora da Associação Médica Brasileira, que por sua vez tem as sociedades de especialidade, os seus departamentos, né? Então, a Sociedade Brasileira de Cardiologia é uma delas, fundada em 1943 e ela
tinha suas estaduais, uma delas a sociedade paraibana que eu ingressei, se eu não me engano, em 1996, eu acredito que foi 96, eu era o secretário da diretoria encabeçada pelo Dr. Demostines Paredes Cunha e eu o sucedi como presidente da Sociedade Paraibana de Cardiologia. E paralelamente eu também integrava o Conselho Regional de Medicina da Paraíba, né? Nunca foi meu objetivo, mas a gente acabou ingressando nesse ramo do associativismo médico. Posteriormente eu fui eh alçado à Sociedade Brasileira de Cardiologia Interista. Só um parênteses. Nessa nessa altura que você participava da Sociedade Paraibana de Cardiologia, Sim. Já
tinha surgido algum interesse na parte de política partidária? nada de política partidária, então era 100% voltado para associativa associativa era a política associativa, né? E depois eu ingressei na política da associativa da sociedade de cateterismo cardíaco, tá? Que é uma área de atuação da cardiologia, né? Hum. E aí eu galguei posições a nível eh regional, fui presidente da Sociedade Norte Nordeste de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e depois eu fui presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista. Isso, Danilo, nunca esteve no meu horizonte, né? Eu fiz o sexto ano de medicina no Rio de
Janeiro, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, um hospital tradicional da medicina brasileira ali do Rio de Janeiro, né? presidente Washington Luiz fez uma cirurgia de vesícula lá quando era presidente da República, né? E o sexto ano de medicina, que nós chamamos de internato, a minha época era um ano, eu fiz na Santa Casa, né? E eu morava no Leme e eu pegava o ônibus que era a linha 472, que ligava o Leme ao castelo ali no centro do Rio, perto da Academia Brasileira de Letras, né? E na Santa Luzia ficava a Santa
Casa de Misericórdia. E o trajeto de ônibus, o Rio é uma cidade maravilhosa, cidade linda, né? Passava ali em Botafogo, o espelho d'água de Botafogo, o Bondinho do Pão de Açúcar, a praia do Flamengo, né? N era uma vista que enchia os olhos, mas em nenhum dos meus sonhos estava ali que eu seria presidente de uma sociedade brasileira de uma especialidade médica, né? E como foi o bastidor dessa eleição de de ser presidente de uma sociedade brasileira? Então, eh eh isso é uma eleição também, né, que tem sua disputa. Todos na sociedade de cardiologia intervencionista,
eh, houve poucas eleições com disputa, geralmente era consensual, uma eleição consensual, né? E como eu ingressei no conselho da sociedade e eu sempre tive eh uma facilidade de me relacionar para além da área médica propriamente dita, né, na área institucional. Eu acho que isso é próprio aqui do paraibano. O paraibano tem essa característica, não é? E e a minha sociedade, a minha especialidade era uma especialidade que tinha muita tecnologia, que era necessário se incorporar no Sistema Único de Saúde, né? E eu eu ia bem nessa área e eu fui galgando as posições dentro da sociedade
ser como diretor. Eu também tinha experiência nos conselhos de medicina e isso ajudava eh no ramo do da do associativismo médico até que eu cheguei à presidência da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica. E aí a época existia uma demanda que era a incorporação de um tratamento que consistia no implante de uma válvula cardíaca eh o através de um procedimento de cateterismo. Uma algo inusitado, né? Porque imagina você substituir uma válvula cardíaca sem abrir o peito, né? Esse tratamento foi iniciado a nível mundial em 2002, um médico francês chamado Alan Cribier, não é? E era um assombro
porque era uma doença que acometia pessoas idosas que não tinham muitos deles condições de fazer uma cirurgia de peito aberto e que ficavam sem eh uma perspectiva terapêutica, né? Esse procedimento chama-se TAV transcatétrica, ordem valve implantation, né? E eu fiquei assim muito impressionado com aquela tecnologia e vi que era necessário que Aquela tecnologia ela fosse provida pelo sistema de saúde do Brasil. seja o sistema eh público ou o setor da saúde suplementar. E foi quando eu assumi a presidência da sociedade em 2012, 2012, né? Essa essa assim esse interesse era crescente e havia uma dificuldade
muito grande para incorporar novas tecnologias por conta do custo, né? Uhum. não só por conta do custo, mas também porque não existia assim uma rede assistencial capacitada para oferecer esse tratamento de maneira eh mais democrática num país continental como é o Brasil, né? E é interessante porque é uma válvula sofisticada, né? E chama atenção à válvula, mas eu vi que a questão não era a válvula, né? A questão era o cidadão, o ser humano, a pessoa que precisava daquele tratamento que era um indivíduo idoso, né? Eu me lembrava de uma poesia de Cecília Meireles, né,
onde ela fala assim: "Como se morre de velhice, de acidente ou de doença, morreu de indiferença." E no final da poesia, ela diz: "Já não se morre nem de velice, nem de acidente e nem de doença, mas sim de indiferença, né?" Então, existia uma certa indiferença eh da sociedade em relação ao tratamento desses idosos. E nós precisávamos primeiro informar a população sobre essa doença. Porque se você diz que essa doença é algo premente pros idosos, se as pessoas que cuidam dos idosos não sabem disso, é porque a gente tá falhando em comunicar isso Adequadamente eh
para quem cuida dos idosos. Uhum. Uma doença que atinge cinco em cada 100 indivíduos acima de 75 anos. Então eu procurei quem cuidava dos idosos, a pastoral da pessoa idosa lá em Curitiba era sede, foi fundada pela Dra. Zilda Arnes, não é? E eu, Dra. Zilda, já tinha, infelizmente, falecido no terremoto no Haiti, mas tinha quem a substituía, que era a irmã Terezinha Tortelli, que quem me apresentou foi o Dr. Flávio Arnes, que hoje é senador Uhum. Eh, sobrinho da Dra. Zilda, né? E ele disse: "Vou lhe apresentar a irmã Terezinha, Dr. Marcelo, né?" E
eu criei uma amizade com a irmã Terezinha e com o presidente da pastoral da Pessoa Idosa, que é o o bispo, o arbispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruso, não é? Então, fiz uma verdadeira peregrinação eh no Congresso Nacional para esclarecer os parlamentares e também no governo a época, eh, da importância de incorporar esse tratamento no Sistema Único de Saúde, né? Então, dentro desse contexto, eh, eu fiz uma amizade com a senadora Ana Amélia Lemos, que lidava muito com essas causas, por intermédio do senador da Paraíba, Cásio Cunha Lima, não é? E fizemos uma audiência
pública, foi uma audiência pública muito interessante, né? Então, o médico já tinha já tinha braços também de conversas, de diálogo com a classe política. que você tem que dialogar com a classe política, com o parlamento, que representa a sociedade brasileira, com também com as instâncias governamentais, né? Perfeito. E a época o ex-senador Ivandro Cunha Lima, ele tava com esse problema, né? Daí demostras que era primo de Evandro e era meu colega, encaminhou o Dr. Ivandro para que eu eh o examinasse. Ele foi com a irmã dele, que tinha sido minha professora, a professora Maria José
Cunha Lima. E lá eh tinha realmente a o treitamentos da válvula aórtica. E eu ajudei o Dr. Ivando, que era uma pessoa muito distinta, eh, nesse tratamento. Ele fez esse tratamento no Hospital Cío Libanês, viveu a vida dele, eh, o que ele iria viver e a doença cardíaca eh não diminuiu a expectativa de vida dele, né? Ele foi tratado e o destino quis me colocar no Ministério da Saúde. Deixa eu deixa eu fazer só uma pausa aí pra gente ter um um sequência. Antes do ministério, o médico que já tinha relacionamento com políticos, até pacientes
políticos, chegou um momento que você conheceu o Bolsonaro. Não, antes disso, é, eu conheci o Bolsonaro em 2018. Como foi esse esse época? Época, a época eu era candidato a presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, né? Tá? Então o deputado Jair Bolsonaro aparecia como um um possível eh presidenciável, né? Era um azarão naquela época. Era um Dark Ross como vi o filme aí, né? E na época o o sogro do Flávio Bolsonaro, meu colega desde o Rio de Janeiro, onde eu fiz residência, médico cardiologista, eu conheci em 1989, né? Hum. Eh, e aí o o
sogro de do Flávio foi meu colega de diretoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista e me sucedeu na presidência, né? E aí quando foi essa coisa da campanha do Bolsonaro, ele disse queiroga, você não, você conversaria com Jair? Eu disse não, converso, claro, né? Então fui pro Rio de Janeiro numa ocasião que tinha um congresso da SERGE, Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro e eu era candidato à presidência da SBC, né? O que nenhum paraibano nunca tinha sido candidato à presidência da Sociedade Brasileira de Cardiologia, nem antes de mim, nem depois de
mim, né? E e eu fui candidato à presidência a época, uma eleição, essa sim, uma eleição muito disputada. Ah, não foi consensual. Essa foi disputa, não. Essa foi disputa, porque tinha disputa na sociedade brasileira muito disputada, né? Uma sociedade que tinha o quê? 15.000 associados, né? Terceira maior sociedade cardiológica em número de sócios do mundo. Uhum. Não é? E eu fui candidato. Foi uma eleição realmente muito muito acirrada, né? E no meio dessa eleição, eu fui conversar com o Bolsonaro, fiquei conversando com ele lá na casa dele, na Barra, no condomínio, e ele disse: "Tu
me ajuda, Queroga". Digo: "Ajudo, deputado, agora não posso ajudar agora porque eu sou candidato. Ajuda a a na campanha, tá? Campanha. É porque eu sou candidato aqui. Eu vou, se eu entrar na sua campanha agora, pode ser que eu não ganhe a minha, você não ganha a sua, eu vou ficar [risadas] chutando dele." Aí ele disse: "Não, não, não, não. Você vai ganhar a sua, eu já vi. Você vai ganhar, não é? Mas quando você terminar sua eleição, você me ajuda, tá certo? E e nessa altura, nessa primeira conversa, você como era teu pensamento, a
parte ideológica do Queroga antes de entrar com Não, não tinha a parte ideológica, era mais à direita. Não, eu sempre votei no PSDB. Hum. Sempre votei no PSDB. Eu sou um simpatizante do presidente Fernando Henrique Cardoso. Eu acho que o presidente Fernando Henrique Cardoso fez um bom trabalho. Eu me lembro que eu nasci em 65, né? E eu me formei em 1988, que foi o ano que foi promulgada a Constituição de 1988, né, dita cidadã pelo Dr. Ulíes Guimarães. E essa constituição é cidadã porque consagrou a dignidade da pessoa humana como o princípio básico do
Estado democrático de direito da República Federativa do Brasil, né? Ou seja, é a saúde e a educação são direitos fundamentais. E o artigo 196 da Constituição diz o que todo mundo sabe, saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Mas antes disso, só quem tinha direito à assistência médica provida pelo Estado era quem contribuía paraa previdência social. Hum. Existia o INPS, que era o Instituto Nacional de Previdência Social, foi fundado no fim dos anos 1960 e antes dele era os Institutos de Assistência e Previdência, os chamados IAPs, que são da era de
Getúlio Vagas. Cada categoria tinha seu instituto, né? E o INPS, o quem cuidava da assistência médica era o INAMPS. Uhum. quem não tinha eh eh o inamps, ou seja, quem não era segurado do inamps era indigente, ficava na dependência dos favores eh dos amigos. Por exemplo, uma pessoa lá de Araruna conhecia lá o Dr. Zé Moura, que era anestesista, é muito conhecido aqui em João Pessoa e colega de turma do meu pai, não é? Então o Moura trazia ele aqui para um hospital e tal, ajudava, assim como meu pai e outros médicos, né? Era assim,
não tinha o acesso, não era um acesso universal, né? E o SUS trouxe isso, né? E o Fernando Henrique Cardoso foi constituinte. Depois, eh, o plano real, que foi um plano extraordinário, antes disso era inflação, o preço de uma água aqui de manhã era um, no final do dia era outro, né? E o plano real devolveu as pessoas eh o conceito de valor da moeda, né? a gente passou a ter o conceito de valor da moeda, foi restabelecido nas pessoas essa ideia do do conceito do valor monetário, né? Então eu acho que o Fernando Henrique
Cardoso já no governo de Tamar fez um bom trabalho e por isso eu votei nele para presidente da República e depois votei nos candidatos do PSDB. Uhum. Nunca votei nos candidatos do PT, mas não existia essa essa polarização assim tão forte como a hoje, que essa polarização não é só no Brasil, não. Só uma polarização mundial. Nos Estados Unidos você tem a polarização, né? Perfeito. Você tem o esse Baga que é o grupo que dá apoio ao Trump, né? Trump republicano, mas os republicanos e os democratas no pós-guerra, eles sempre tiveram agendas ali muito parecidas,
né? Você pega um presidente democrata muito conhecido, foi o Franklin Delano Roos que ficou, se eu não me engano, quatro mandatos na presidência, era democrata. Você pega o Kennedy, que talvez seja mais conhecido pelo fato de ter sido assassinado do que pelas obras que fez na sua gestão, até porque a gestão dele foi interrompida pelo assassinato, né? você tem o Nixon e você tem eh o Rodard Reagan, né, que é um grande presidente eh dos Estados Unidos do pós-guerra, né? Os Estados Unidos americanos gostavam muito do Ronald Reagan. Hoje a gente tem essa polarização nos
Estados Unidos, né? Democratas e eh republicanos e os republicanos de hoje não são os republicanos do MIT Homne que disputou com o Obama. E e a polarização da sua dessa época que você falou era uma polarização do PSDB e PT. Não existia não existiação. Mas se você olhar do ponto de vista eh doutrinário, né, o PSDB é um partido socialdemocrata, não é um partido de direita, não é um partido conservador, não é? Porque com o fim do regime militar, os conservadores que antes do regime militar estava na UDN, eles ficaram ali escondidos, né? Eles não
apareciam com essa com essa essa doutrina, né? Vamos dizer assim, não é? E o Bolsonaro resgata isso porque houve uma certa desilusão. Então vamos para esse momento aí, esse momento aí de Bolsonaro que você conheceu Bolsonaro, prometeu a ele depois da sua eleição na Sociedade Brasileira de Cardiologia, você ia ajudar a campanha e como foi esse momento depois da eleição, você eleito em que você participou na campanha dele? Eu fui, eu fui escolhido, né, como presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Foi uma eleição muito disputada, eram dois turnos. No primeiro turno eu ganhei por sete
votos, no segundo turno eu ganhei por 10 votos. Eita! Aí o jornalista disse: "Mas uma diferença pequena de votos, né?" E eu citei o Neil Armstron, que eu também gosto das aventuras espaciais. Eu disse uma pequena diferença de votos, mas uma grande diferença da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Nós fizemos uma série de Reformas, inclusive no modelo de escolha da diretoria da sociedade, porque antes de mim a eleição ela acabou sendo judicializada, né? E a cada 2 anos a sociedade eh se envolvia em um processo fraticida, eleições majoritárias nacionais que envolvia até um financiamento para essas
campanhas. Que de onde vinha? Se é algo que não tem uma remuneração, que é uma atividade honorífica, não é? Então nós mudamos o modelo, deixamos o modelo de gestão da sociedade, o modelo de escolha dos dirigentes parecido com o que é o American College of Cardiology e o que é a European Society of Cardiology. Então, precisou que alguém da Paraíba chegasse lá para fazer essa modificação. E de lá para cá a gente não tem mais essas disputas, não tem essa judicialização. O que você tem é um conselho de administração e houve uma profissionalização da gestão
com executivos que administram a sociedade, a exemplo do que acontece no American Colleging, que é uma das principais sociedades cardiológicas do mundo, e the European Society of Cardiology, não é? E eu assumi a presidência da sociedade no dia 13 de dezembro eh de 1900 e de 2019, tá? 13 de dezembro de 2019, uma sexta-feira, não aca então foi depois Bolsonaro já era presidente. Bolsonaro já era presidente, então eh quando o Bolsonaro foi escolhido, o meu nome foi ventilado como um possível ministro, tá? Não é? Mas mas na campanha você teve alguma participação de plano? Na
campanha? Não teve campanha. tive no segundo, no segundo turno, o senador Flávio me pediu, eh, porque o senador já tinha esse deleito, né? Ele antes era deputado estadual, me pediu para fazer algumas sugestões. Eu fiz algumas sugestões que foram inclusive incorporadas no plano de governo do do candidato Jair Bolsonaro no segundo turno, né? E quando foi na transição, o antes da transição ser instalada, o Flávio me chamou no Rio e disse: "Queroga, olha, meu pai tá no horizonte dele, o Caiado." O Caiado não, o Mandeta. O Mandeta. Porque o Caiado tá liderando esse movimento e
tal. O que que você acha do Mandeta, né? Eu digo, não, o Mandeta é uma liderança médica respeitada e tal. Ele disse: "Você pode apoiar o Mandeta?" Eu disse: "Sim, claro." E aí, pedido do Flávio, a pedido do Flávio, ele disse: "Então você procura o Mandeta". fala pro Mandeta que eu tô apoiando ele, tá certo? Aí eu liguei pro Efraim Filho, que era líder do DEM e era uma pessoa aqui do meu estado, com quem eu tinha um bom relacionamento. Uhum. E aí ligamos pro Mandeta. O Mandeta ficou super feliz, né? E o Flávio me
pediu para ir pra transição. Eu fiquei na transição um pouco. Depois o Mandeta montou a equipe dele e a gente tinha uma boa, um bom relacionamento. Eu tive inclusive com ele no Ministério da Saúde Para discutir pautas da cardiologia brasileira. Aí veio a pandemia, né? Mas antes da pandemia surgiram os primeiros casos de COVID-19, que isso foi ali no no mês de dezembro de 2019, né? Começaram a surgir os primeiros casos dessa pneumonia diferente na cidade de Vran, na província de Rubei, na China, né? Eu confesso que isso não chamou minha minha atenção. Eh, inclusive
eh nós tínhamos muitos projetos paraa cardiologia e eu estava muito, eh, vamos dizer assim, focado, eh, na gestão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que eu tinha tido essa oportunidade e eu queria fazer e naturalmente um bom trabalho à frente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Os casos escalaram, não é? E ali em fevereiro de 2020, eh, apareceu o primeiro caso aqui no Brasil e tivemos um, uma progressão da doença paraa Europa, né? A doença se alastrou paraa Europa, sobretudo na Itália, ali na região do norte da Itália, em Milão, né? E a doença foi escalando, não
é? e a veio pro Brasil. E nós, como sociedade científica, nos posicionamos acerca eh das peculiaridades que havia em relação às doenças cardiovasculares e a sociedade e juntamente com as outras sociedades de especialidade começaram a atuar e para fazer recomendações e colaborar com o governo, né? Uhum. E aconteceu todo aquele aquelas controvérsias que o Mandeta estava ali à frente do Ministério da Saúde, né? E o Mandeta acabou sendo demitido pelo Bolsonaro. E a época o meu nome foi ventilado como um possível. Ah, então já na saída do Mandeta já. O meu nome foi ventilado no
início, quando o governo tava ali, ventilado. Meu nome foi colocado. O meu no do Lincoln Ferreira, que era o presidente da associação médica, o nome do Mandeta, enfim, surgiram os nomes, mas não havia nada concreto em relação ao meu nome, né? Quando o Mandeta saiu, entrou Nelson T. Quando o Mandeta saiu, meu nome foi colocado, né, como uma possibilidade. O presidente escolheu o Nelson, que também tava a época na transição do governo, néito. O Nelson é um bom técnico. Ele passou pouco tempo, né, Caroga? Ele ficou 29 dias, né? Teve um período de gestão curto,
né? Não se adaptou bem aquela função, que é uma função que tem suas peculiaridades. Nelson é um bom técnico, uma pessoa bem formada. Eh, e aí como ele não se adaptou bem, pediu demissão logo no começo e quando ele saiu, o senador Flávio me convidou para ir falar com Jair Bolsonaro, tá? E eu fui falar com o Bolsonaro e o Bolsonaro disse: "Não, Queroga, se eu tivesse conversado com você, eu tinha colocado você no lugar do teixe, ele chamava teixe, porque ele não se adaptou bem. E eu acho que se eu colocar um médico agora,
aquela estrutura vai acabar moendo esse médico. Eu vou deixar O Pazoelo, que era o secretário executivo, que ele vai fazer algumas modificações, alguns ajustes. Então, Pazoelo já entrou para ser interino para passar um tempo e não. Pazelo entrou como secretário executivo do Nelson, tá? Porque o presidente identificava que o Mandeta ele era muito bom na comunicação, mas o Mandeta não era um bom gestor, não é? Ele não resolvia as coisas. ele viajava muito, falava muito, mas eh em termos de gestão ele não era um um gestor que entregasse eh ações efetivas no Ministério da Saúde,
né? Uhum. E por isso o presidente julgou que ele não teve um um sucesso ali no enfrentamento da pandemia de COVID-19. E o general Pazoelo era um especialista em logística, não é? Uhum. Porque ele é de um grupo de militares chamado de intendência, cuida muito de processo de gestão e tal. Então o Pasoelho ficou ali, mas como interino. Isso naquela chamada primeira onda da pandemia. Uhum. Causada pela variante originária de Van, né? A CEPA originária, que aquela eh trouxe um impacto muito forte pro sistema de saúde. Houve aqueles fechamentos, aqueles lockdowns, não é? E no
Brasil, porque as pandemias de uma maneira geral, ela tem um tem ondas, né? Uhum. Como aquela música do Lulu Santos, né? Lembro lembro de ondas, né? Do indiví indefinito, né? Nada do que foi será do jeito que já foi um dia. Enfim, então tem as ondas. Então a primeira onda não tínhamos vacina, se sabia pouco sobre a doença, enfim, se previa que em agosto os casos cairiam, né? E efetivamente os caíram em agosto. Eu houve eleições em 2020 para prefeito, né? E o paso eh ficou ali, os casos caíram, foi quando surgiu o chamado auxílio
emergencial, não é? Uhum. Começou-se a socorrer a população e o presidente foi muito bem avaliado por essas ações e ele resolveu deixar o pasoelo. Foi quando chegou a chamada variante Gama, que foi identificada em Manaus, não é? Essa variante foi uma variante identificada aqui no Brasil, mostrando que o serviço eh do Brasil em relação à chamada vigilância genômica funciona, porque nós identificamos esse caso e houve ali eh um surto muito forte de casos e diferentemente da primeira onda, onde a doença afetou, por exemplo, São Paulo, Rio, eh aqui no Nordeste pegou eh Pernambuco, o Ceará,
região norte, Pará, Manaus, não é? Eh, a variante Gama, ela primeiro Manaus e depois atingiu quase que uniformemente todo o Brasil, não é? E a época já tinham as vacinas que começaram a ser aplicadas ali eh em final de dezembro. Foi foi essa variante que derrubou o o Pasoelo, né? E e as consequências dela essa variante terminou eh culminando com a saída do Pasoelo, né? E como é que foi o convite para para você assumir o ministério? Então o Bolsonaro, como eu falei, quando o Nelson saiu, ele disse: "Eu vou mudar na frente", né? Uhum.
Porque eu acho que se eu colocar aqui um médico, talvez ele não tenha um bom desempenho na gestão e e esse essa máquina aqui de moer reputações vai triturar o o médico também, né? Né? Então quando chegou ali aquela questão do pasoelo, foi a uma tempestade ideal para criar problema para o para o Eduardo Pazoelo, né? Porque veio a questão de Manaus. Uhum. aquela onda de casos, né? Houve o problema que se acusou o paso de ser negligente em relação ao oxigênio, que absolutamente não houve isso de negligência do pasoelo. O que houve foi um
colapso do sistema de saúde em um sistema de saúde precário, não é? Uhum. Se você imagina você, o estado do Amazonas só tinha UTI e Manaus, mesmo assim com leitos insuficientes. E a questão do oxigênio tem uma logística difícil para chegar a oxigênio em Manaus, né? E essa cepa, ela ela tinha uma uma manifestação clínica muito mais forte do que do que a outra, né? Aí o Bolsonaro teve a questão do do da vacina, não é? Porque o Brasil tinha uma estratégia de vacinação, adotou uma estratégia diversificada paraa aquisição de vacinas, não é? E as
vacinas que são Distribuídas pelo SUS, geralmente é uma marca só, né? Vou dar um exemplo. A vacina da gripe, quem produz? do Instituto Butantã. Não tem a vacina do Butantã, da Sanovid e outro laboratório, não. É o Butantã que produz. A vacina do HPV é o Buttã. A vacina da febre amarela é a Fundação Osvaldo Cruz. Mas na pandemia, inicialmente se projetou vacinar um um grupo alvo de 80 milhões de pessoas. E a estratégia do Ministério da Saúde foi uma parceria eh com a Universidade de Oxford e o laboratório Astrazênica para produzir a vacina na
Fiocruz com o insumo farmacêuticativo ou ingrediente farmacêuticativo nacional fruto dessa transferência de tecnologia. O governo botou colocou 2 bilhões. Só que não é simples fazer isso, tá? Paralelamente, o governador de São Paulo, eh, João Dória, adquiriu doses prontas de vacina na China, uma vacina com uma plataforma chamada de vírus inativado, que é uma plataforma já antiga, né, mas de baixa eficácia, de baixíssima eficácia, né, que é a chamada vacina de Dória e Bolsonaro politizou-se, né, não é uma rivalidade de Dória e Bolsonaro, é que o Dória queria se eh autodenominar o pai da vacina. Uhum.
Não é o pai da vacina é Eduard Jer, tá lá da Universidade de Oxford, inclusive eu tive lá, não é Dória, Dória não é pai de vacina nenhum, não é? Então, começou-se a politizar isso e eh a Anvisa é quem dá o registro e autorização regulatória para aplicação de vacina ou de qualquer medicamento. E a vacina produzida no Instituto Butantã, com o ingrediente farmacêuticativo originário da China, no Início, doses prontas não tinham sido produzidos no Butantã, não é? Não tinha registro na Anvisa. Isso tudo que aconteceu antes da sua chegada no ministério. Antes da minha
chegada. Mas o general Eduardo Pazoiro, ele já tinha uma estratégia para aquisição de vacinas. Uhum. Uma estratégia diversificada. Aqui já falei, a vacina do Butantã, do vírus inativado, 100 milhões de doses. A vacina da Astrazênica, 100 milhões de doses, não é? Eh, o consórcio Covax Facility foi uma iniciativa da OMS da qual o Brasil participava. Era um mecanismo chamado eh act, não é? Accelerator a, não é? Uhum. Para levar insumos estratégicos, medicamentos, né, para o tratamento da COVID-19. O Brasil integrou esse e o braço vacinal chamava-se Covax Facility. Então, o Brasil fez uma opção para
adquirir vacinas para vacinar 10% da população. Uhum. Não é que isso isso aí seria equivalente a 40 milhões de doses, né? Que até hoje a OMS não entregou essas doses todas ao Brasil. Tá? Agora vamos só fazer uma se tivesse o Brasil eh adotado a conduta que os políticos queriam comprar tudo a OMS, aí a gentea hoje ainda tava esperando as vacinas, não é? Então essa questão das vacinas eu tô falando aqui porque isso foi um dos motivos que e pesou muito para que o Paso saísse. Ah, não, porque o Pazoelo não providenciou as vacinas.
Isso não é verdade. Ele providenciou as vacinas, sim. Só que só Quem tinha vacina era os países que produziam vacina. E aquele primeiro trimestre o número de vacinas era muito pequeno. Quando eu assumi, eram cerca de 300.000 doses de vacina por dia aplicadas. E aí, só para fazer um marco, depois de tudo isso que aconteceu com Pazoelo, as críticas que foram feitas a ele, Bolsonaro decide mudar e fazer o plano original que era lhe conduzir. É, não era o plano original, mas eu tava lá. Eu tava lá entre as pessoas. Como é que foi essa
conversa com ele? Ele ligou, foi no gabinet. Havia uma pressão muito grande, né? As pessoas queriam pregar o Ministério da Saúde, né? Porque o Ministério da Saúde tem um orçamento bilionário, né? A gente tem o vírus, a gente tem as bactérias, temos os parasitas e os gafanhotos. Então tinha uma nuvem de gafanhoto em cima do ministério que eles querem os recursos, não é? E aí aparecia os queridinhos da mídia, né? Os queridinhos do STF ou queridinhas, né? Então tava lá aquela aquela seleuma, né? E o Bolsonaro, quem conhece o Bolsonaro sabe que o Bolsonaro não
se pauta por isso. Uhum. não é? E eh no domingo, me lembro como se fosse hoje, eu estava chegando de um plantão dia 14, né? Tava aqui em João Pessoal, dia 13 para dia 14, eu tava no plantão aqui na Unimed, no hospital aqui da Unimedum. Com isso, eu sou o único ministro da saúde que saí de um plantão para assumir o ministério, tá? Isso aí é fato. Antes de mim teve 49, depois mais dois, né? Um deles já tinham assumido, né? Depois de mim veio 51. Não sei se é isso aí exatamente uma boa
Ideia, né? Então o Bolsonaro me convocou, não foi o Bolsonaro que me ligou, foi o Flávio disse também. Quero você pode vir aqui a Brasília no domingo? E eu disse: "Posso, senador?" Ele disse: "Chegou tua vez, não é? Vem aqui, meu pai vai te colocar para ser o ministro. Você tá preparado para assumir esse cargo?" Eu digo: "Bom, preparado ninguém tá para assumir um cargo dessa natureza, né? Mas vamos cumprir a missão que foi me designada. E aí na época o aeroporto daqui tava fechado, tá tudo fechado. Eu fui pegar o avião em Recife, cheguei
em Brasília por volta de 6 horas da manhã, os hotéis também estavam fechados e eu fui pra casa de uma deputada que é minha amiga, é minha amiga hoje, a deputada Mariana Carvalho. Hoje ela não é deputada, mas aí eu fui pra casa dela e de lá tava com cabelo grande, né? E eu digo, rapaz, o Nelson chegou com um cabelo grande desse lá e não deu certo, vou cortar meu cabelo. [risadas] Aí você foi cortar o cabelo em Brasília. Lá em Brasília. Aí eu liguei pro deputado Hugo Mota. [risadas] Você é próximo de Hugo?
Então é o pessoal da minha relação pessoal, né? Politicamente não, mas pessoalmente tem um bom diálogo com ele. Era médico dele? Não, não. O Hugo é médico. O menino daquela deidade. Só se eu fosse pediatra. [risadas] O Hugo foi lá pra casa da Mariana. E eu digo, tô precisando de cortar o cabelo. Aí ele conseguiu um cabeleireiro para cortar o meu cabelo. Eu fui na casa do cabeleiro, cortou meu cabelo. Eu fui lá pro Palácio do Planalto, cheguei lá, ninguém nem notou que eu tava chegando, né? Conversei com o Bolsonaro, o Bolsonaro disse: "Ô, quero
tu é amigo do Hélio?" Hélio é o pai, é o sogro do Flávio. "Tu tem negócio com ele?" Eu digo, tem não, presidente. É meu amigo há 30 anos. Ele dise: "Tá, é meu amigo também. Tu quer ser o ministro?" Eu digo: "Tô aqui para servir o governo de Vossa Excelência". Ele disse: "Tá bom, então tu vai ser o ministro". Liga pro Pazo aí. Aí daqui a pouco chegou o Pazoelho. Enquanto o Pazoiro chegava, aí ele me passou algumas orientações e me disse: "Ó, Queroga, tá com muita confusão aqui. Tem uns médicos que defende um
tipo de tratamento, outros dizem que esse tratamento não presta, outros querem vacina, outros dizem que é para fazer lockdown". Eu só sei o seguinte, eu não sou médico e dizem que você é um sujeito habilidoso. Então, tua missão aqui é harmonizar essas relações, que é para eu poder governar o Brasil, né? Eu só sei que o Brasil não pode ficar fechado porque não tem mais dinheiro para dar auxílio emergencial. Porque tu sabe que eu recebi esse país quebrado. O PT entregou o Brasil quebrado. Se não fosse o Temer ter chegado ali, ter dado uma remediada,
não sei nem o que tinha acontecido com o nosso Brasil. Uhum. Né? E o Bolsonaro disse: "Eu tenho que governar o país e eu não posso ficar cuidando do Ministério da Saúde e de tudo. É tu que vai cuidar do Ministério da Saúde". Aí então pacifica essa coisa aí. Vai trabalha, faz o teu teu serviço. Cuidado porque tem um orçamento grande, bota as pessoas que você julgar da sua confiança. O Pasoelo vai fazer aí uma transição com você para lhe passar as coisas. E assim foi que eu cheguei ao ministério, né? Qua, fora a pandemia,
claro, mas qual a maior diferença e o desafio para um médico assumir um cargo de gestão desse que é outra outro jogo, é outra profissão, é outra brincadeira você ser médico e atender as pessoas na sua clínica ou no hospital é uma coisa. Você assumiu uma gestão do Ministério da Saúde com o orçamento que tem, com as demandas que tem, com as necessidades que tem, como desafio? São responsabilidades diferentes, mas são responsabilidades, eh, eu diria assim, que merece o mesmo cuidado e a mesma atenção, né? Como médico, você cuida do indivíduo, é uma responsabilidade individual.
Como ministro, você tem uma responsabilidade coletiva. Uhum. Se você é médico, você passa a ser médico eh de 200 milhões de brasileiros, não é isso? Então o só cai a ficha quando aquilo efetivamente se confirma, né? Porque fica aquela expectativa, né? Eu nunca imaginei que eu ia ser ministro da saúde no meio de uma pandemia, não é? Então isso é algo que nem nenhum dos dos 49 que me antecederam, nem os dois que me sucederam Passaram por essa experiência. Foi um momento muito sugêneros. Eu lembro que todo dia era diário isso. Tinha uma coletiva que
era quase uma sabatina que a imprensa fazia com o ministro da saúde, com reporte diários. É, comigo não tinha todo dia não, né? Porque o Mandeta que gostava disso, né? Tá. Ah, mas mas tinha com frequência alta, né? Então tinha. Eu sempre falava com a mídia, mas como é que foi o primeiro? Como é que foram essas as primeiras, na verdade, as primeiras interrogatório já da empresa? Quando eu cheguei do ministério, existia assim da parte do governo um interesse muito grande que eu desse certo. Eu me sentia assim acolhido pelo pelo governo, né? O Guedes,
Teresa Cristina, eh o ministro Braga Neto, que era o ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, o ministro Luís Eduardo Ramos, todos eles, eles queriam que eu desse certo porque já tinham três ministros da saúde eh saído, né? Uhum. E tava no meio de uma pandemia, com muitas mortes. Era o pior, a semana mais mortal da pandemia foi quando eu assumi, não é? E eu fui numa segunda-feira que o presidente, ele disse que eu vou anunciar seu nome na quarta, mas eu acho que ele simpatizou ali comigo, ele já me conhecia, mas a
gente conversou mais detidamente ali e ele resolveu anunciar que eu ia ser ministro na própria segunda-feira, dia 15 de março, né? Então de 2021. Isso aí eh mudou a minha vida, né? No dia 14, no dia 16 de março de 2021, Folha de São Paulo, da primeira página, tá lá meu nome em letras garrafais ali, né? O médico Marcelo Queiroga assume o Ministério da Saúde. Enfim, isso é algo marcante na vida da gente, né? Eu nunca imaginei que um sertanejo que nasceu na praia iria assumir uma responsabilidade dessa magnitude. E o presidente disse: "Na terça
você vem aqui pro Palácio do Planalto". Eu fui, né? Cheguei cedo lá no Palácio do Planalto, as pessoas já me chamando de ministro, que eu achava estranho, né, aquilo, né? E cheguei lá, fui falar com o setor de comunicações, com a secretaria de comunicações, que era liderada pelo almirante Rocha, almirante Flávio Rocha. E e ali e os jornalistas, assessores de comunicação do governo, né, começaram comigo, me deram algumas orientações, né, eu tava numa sala lá conversando com eles, depois eles me levaram para uma outra sala, disseram: "Não, agora, ministro, ministro, senhor vai entrar nessa sala
aqui." Quando eu entrei, tinha lá vários jornalistas, assessores de comunicação do governo, que simularam ali, é como se fosse a minha chegada para falar com a imprensa, né? Eles chamam essa atividade no mídia treino, você é da comunicação, você sabe, de emboscada, né? Então começaram a me perguntar sobre todos os assuntos, naturalmente os assuntos que poderiam surgir eh em perguntas em uma uma coletiva dessa, né, que quebraixo, que chamam, né? E parece que eu fui aprovado lá, né? Nessa foiado. Fui aprovado. Eles não me disseram que eu tinha sido aprovado, não. Mas um desses um
desses assessores se tornou meu assessor de comunicações. Aí quando ele foi, ele disse: "Ministro, o senhor tá lembrado de mim? Eu tava naquela emboscada lá. Eu vi logo que o senhor ia dar certo, porque o senhor era Habilidoso, saía, sabia se se sair das perguntas com habilidade, né? Isso foi na terça, quando foi na quarta, eu cheguei no Ministério da Saúde, tava lá os jornalistas todos aglomerados, né? E eu disse para vocês reclamam de aglomerações, estão todos aglomerados aí. Deixa eu passar que depois que eu voltar eu vou me reunir com o ministro Pazoelo, eu
converso com vocês, né? Aí eles queriam saber qual que era a minha política. Uhum. Né? Qual era o meu plano, né? Como se eu tivesse um plano que eu ia tirar da cartola para poder resolver os problemas sanitários do Brasil, né? E não existe isso, né? nessa nessa nessa fase de acomodação, eu falei que o o plano era o plano do governo Bolsonaro, que tinha sido eleito em 2019, 2018 para governar o Brasil. Aí o pessoal bateu em mim, olha aí p você vê, não vai mudar nada, é um poelho do jaleco, né? Porque eu
sabia que se eu chegasse ali com salvador, sim, eu seria um salvador da pátria, né? Vem cá, tem lá os ministros tudo trabalhando. Aí chega Queroga, vai resolver o problema do Brasil sozinho. Não, eu era mais uma peça que estava me integrando ao governo. Uhum. Não é? E eu acho que isso foi bem recebido pelos ministros. E também eu não podia chegar eh como se eu fosse resolver tudo, como se quem tivesse lá não tivesse trabalhando. Uhum. Não é? Então eu entrei ali como uma peça de uma engrenagem que funcionava dentro de uma situação que
era complexa. Você falou uma palavra muito importante, comunicação. Eh, durante a pandemia a gente teve vários ruídos de comunicação, eh, cloroquina, máscara ou não usa máscara, questão de vacina, Bolsonaro vacina, não vacina. Você acha que essa essa comunicação de Bolsonaro na pandemia e os posicionamentos de alguma forma atrapalharam a condução e a gestão da pandemia? Como é que funcionar? É um excepcional comunicador, né? Senão não tinha sido eleito presidente da República. Ele se comunica muito bem. Agora, essas questões são próprias dos períodos pandêmicos. É uma pandemia é uma época de inquietação. As pessoas estão assustadas,
não é? Ninguém é dono da verdade. Todos nós aprendemos com a crise sanitária. Ninguém tinha uma bola de cristal para saber. Olha, no início da pandemia se dizia máscara só pros profissionais de saúde. Não use máscara de tecido que isso não funciona. Depois não, agora todo mundo de máscara. Qualquer máscara é melhor do que nenhuma, né? Você tá dentro do carro sozinho, aí você tem que estar de máscara, senão leva uma multa. quer dizer, algo desarrazoado. Aí começam as medidas coecitivas que quando uma parte da população não quer aderir, já viu, né? Cria uma polêmica
grande, né? E eu aqui que sou um filho de sertanejo, né? E conheço a a as manhas do sertanejo, eu não ia entrar nessa onda. Aí você fugiu então dessa dessa discussã? Não, não fugi. Eu adotei a vacina correta para cada situação, né? Por exemplo, queriam obrigar as pessoas a usar máscara com lei, não funciona. Uhum. Aí eu disse, [limpando a garganta] você eh sabe que camisinha eh é importante para evitar infecções sexualmente pré pr transmissíveis. Vamos agora criar uma lei para obrigar as pessoas a usar a camisinha. Quem é que vai fiscalizar isso, hein?
É o Dória. Não, não é? Então tem que ser conscientização. Você tem que conscientizar as pessoas, né? E o Bolsonaro é uma figura eh que tem características próprias, né? Ele é um sujeito que gosta de nadar contra a corrente. Então, quando ele vê que as pessoas estão querendo forçar e que quer obrigar a fazer algo eh de uma maneira sem base, ele não gostava disso. Então, com passaporte da vacina, ele achava que não funcionava, que a gente tinha que fazer campanha de esclarecimento à população, não só em relação à máscara, como em relação à vacina.
Quando eu cheguei no governo, ele disse: "Queroga, tu vai me vacinar?" Aí depois começou aquela coisa. Um dia ele ligou para mim: "Quero pô, pessoal da segurança pública tá reclamando aí que não tem vacina e o pessoal que tá preso tem vacina primeiro do que a segurança." Eu digo, presidente, tem uma DPF que determina que a população carcerária toma vacina primeiro. Mas, ó, eu vou mandar o ministro da justiça aí conversar contigo, tu explica essas coisas para ele. Aí começou essas coisas de grupo prioritário. Aí o Bolsonaro disse: "Eu sou o outro para tomar vacina".
Não é? E nessa aí ele dosou os ato, né? Ele disse que não ia tomar depois, né? Não, primeiro ele disse que Era o último. Você é o último. Aquela coisa do capitão é o último andar, abandonar o barco, né? Uhum. E naquele tempo não tinha vacina para todo mundo. As vacinas foram chegando, né? E aí ele disse: "Eu vou ser o último". Aí nesse Inter fez uma dosagem lá dos anticópos, tava lá em cima, né? Muito possivelmente ele podia ter se infectado com o vírus novamente, tava com os adic lá em cima e ele
começaram a essa coisa dessa pressão em cima dele, ele não funciona sobre pressão. Isso é uma impressão minha, né? Não tô aqui validando, dizendo que é certo, que é errado. O ideal era que ele tivesse tomado a vacina logo no começo, porque eles teria sido reeleito presidente da República. Mas o Bolsonaro é assim, não é? Então, a gente sabe, eh, e eu sempre tive uma relação muito boa com ele. Tudo que eu fiz, eu discuti com ele. Essa questão da cloroquina, que era um tema que tava lá e da ivermectina e da máscara, eu saí
fora disso aí, tá? Porque não ia resolver o problema, tá? E ia alimentar uma polêmica estéril, inútil. Uhum. E eu tinha que cuidar de quem? De quem tava morrendo. E a cloroquina e as máscaras não ia resolver esse problema. Entendi. A máscara era para uma prevenção primária, que se você usar corretamente, a máscara funciona. Agora, se você usa a máscara de maneira incorreta, não vai funcionar. Se você usa a máscara certa de maneira correta em um local, por exemplo, um pronto socorro de que atende pacientes com gripe, você vai ter muito menos gripe. Uhum. Não
é isso? Perfeito. Não precisa nem fazer estudo para isso. É como pular de de um avião com para-queda. Você vai fazer o estudo para comparar pular com paraqueda e sem paraqueda. Não, não tem sentido. Tá certo? Agora, se você pega, usa uma máscara que não protege ou se você tá com a máscara num lugar onde não tem ninguém, essa máscara não vai ter utilidade nenhuma. Uhum. Concorda? Concordo. Pois bem, então eu sabia disso e tinha a legislação e eu arrumei ali umas uma um antídoto para isso que eu eu me posicionava contra a lei porque
eu achava que a lei não tinha eficácia. E com isso eu atendia o Bolsonaro e ia levando a coisa da maneira mais adequada e à medida que os casos foram diminuindo, porque se você pegar em março de 2021, o Datafolha fez uma pesquisa, tá? Em maio de 2021, o Data Folha repetiu a pesquisa, não foi em maio, foi em junho, não é? Quando foi essa essa segunda pesquisa, quer dizer, tinha o que ali dois meses que eu tinha assumido no ministério, a maioria da população brasileira já achava que a pandemia estava sob controle, né? O
colapso do sistema de saúde que não tinha vaga em UTI, não tinha vaga em UTI. Quando eu assumi, dois meses depois você já tinha vaga em UTI em mais de 60% das UTI do Brasil. Você você avalia que você ajudou a resolver a pandemia? Eu acho que eu devo ter contribuído, né? Não vou dizer que fui eu que resolvi porque não foi. E aí eu vou voltar para comunicação. Sistema único de saúde. O assunto pandemia, o assunto saúde impactou diretamente na reeleição, na reeleição de Bolsonaro em 22. Você acredita que foi mal comunicado essa resolução
da pandemia feito por um ministro de Bolsonaro? Então, a quando eu cheguei já tava todo aquele ambiente ali, aquele caldeirão, né? E era difícil você mudar aquela narrativa, né? Porque aquelas aquelas falas anteriores do presidente que não foram as melhores, não é? E aconteceu antes de eu chegar. Não que se eu tivesse lá isso não, isso poderia não ter acontecido. Talvez não tivesse acontecido, porque talvez o presidente precisasse ali de alguém que ficasse do lado dele, não alguém que tivesse ali para querer ensinar ele ou para querer tirar proveito de uma situação. Uhum. Não é?
E o Bolsonaro, eu eu vi logo porque eu sou médico há mais de 30 anos, né? E eu sempre fiz com meus pacientes, foi dialogar com meus pacientes e ter a confiança dos pacientes. E eu vi que se eu não tivesse a confiança do Bolsonaro, eu não ia eu não ia durar no ministério. Eu precisava ter a confiança do presidente, não é? Eh, e isso eu procurei conquistar e fui conquistando Ao longo do tempo. Ele eh gostava de mim quando tinha um assunto que eu sabia que era polêmico. Às vezes não era para ele, era
pra base de apoio dele. Uhum. O Lula também tem a base de apoio dele, que ele procura atender a base de apoio dele, né? Uhum. Tá. Então eu tinha que ter sensibilidade e eu levava, submetia a ele e ele dizia: "Isso aqui pode dar problema aqui, aqui, aquilo". Ele é um sujeito muito experiente e eu fui criando uma boa relação com ele, né? Ele o às vezes ele me pedia uma coisa e eu achava que aquilo não era a melhor solução. Eu ia falar com o Flávio. Eu digo: "Flávio, rapaz, teu pai tá querendo isso
aí". Disse: "Ah, Queroga, o ministro da saúde é você, pois não sou eu. Se eu for falar com o meu pai, você já sabe que ele vai fazer comigo. Ele é meu pai. Você vá lá e convença ele. Você fale com ele que você tá me dizendo aqui que ele vai se convencer. E aí eu fui fazendo isso, né? Eu fui vendo que o presidente era o meu principal aliado, era meu fiador, foi ele que me levou para lá. Não foi nenhum lobby, não foi ninguém, não foi nenhum ministro do STF, não foi nenhum presidente
da Câmara. Você fala muito de ministro do STF. O ministro do STF indica ministros de governo? Diz que indica, né? Diz indica até procuradorgal da República. Eita. Indica escritório de advocacia para assessorar alguns bancos. Perfeito, queroga, avançando nesse ponto, a, mas eu tinha um bom relacionamento com com os ministros do STF, tá? Vamos chegar nesse ponto. Mas final de 22, Bolsonaro perde a reeleição e você volta para João Pessoa paraa sua atividade médica. Foi isso? Não, eu fiquei lá em Brasília seis meses ainda no período de quarentena do serviço público. Fias, tá? E eu até
pensei em ficar lá em Brasília, porque eu gostei de Brasília, tá? Mas aí houve eh um chamamento do presidente para que eu disputasse a eleição de prefeito aqui em João Pessoa. Ah, então mas foi foi logo depois. Então você você decidiu seis meses depois. Então se meses depois que eu ia ser candidato ao Senado, sabe? Eu não fui candidato ao Senado porque eh houve a chamada variante ôicron, né? Uhum. Teve uma explosão de casos, mas que não gerou colapso pro sistema de saúde. E a época existia um receio que pudesse ter um colapso no sistema
de saúde e o presidente já tinha trocado quatro ministros, [limpando a garganta] né? Eu saio, isso não ia ser bom pro governo. Então na metade de 23 já sabia que ia ser candidato a prefeito de João Pessoa. Então a assim porque iria ter as eleiçõ muita gente, né? Em 2022 elegeu Tarcísio. Uhum. Que era meu colega de ministério, uma pessoa muito qualificada que nunca tinha sido candidato a nada, né? Uhum. E foi eleito governador de São Paulo, Marcos Pontes, senador, enfim, Damares, Teresa. E como foi essa mudança de chave? Porque uma coisa é o médico,
o médico assumir a cadeira de ministro da saúde, um cargo que pode ser exercido de forma técnica. Outra coisa, ser candidato a prefeito da capital, um cargo estritamente político. É só técnico no Ministério da Saúde e nenhum ministério vai sobreviver, tá então é um cargo de confiança do presidente da República, tá? Tá. Então você é o presidente da República naquela sua pasta. Se você não tiver jogo de cintura político, tchau, vai cair no outro dia. E como é que foi o nascimento do quero político? Queroga político ele já existia, tá? Na política associativa, né? Em
maiores proporções, eu tive que trabalhar isso no ministério, não é? Então, um mês e meio depois que eu assumi o ministério, o Globo colocou em em um em um mês o Queroga atende mais político do que o Pazo na gestão toda. Não tô aqui me comparando com o Pazoelo, eu tô dizendo que nós somos, quem é político hoje é ele, é deputado, tá? Mas assim, o eu tinha e essa habilidade de dialogar com os prefeitos, até porque como médico eu sabia de alguma maneira onde o sapato apertava, né? como um sertanejo que nasceu na praia,
eu sei que eh é fundamental o sertanejo que Convive com a seca, né, ele sabe e olha para as nuvens e ele sabe se é o momento certo de plantar, né? Uhum. Senão ele não planta, senão ele vai perder essa mente, né? Então eu sabia disso. Eu fui dialogando com os prefeitos e os prefeitos eu resolvi os problemas. Quando não podia atender, eu atendia os prefeitos e os prefeitos ficavam satisfeitos que foram recebidos e deixaram de ir no Pácio do Planalto, o Bolsonaro disse: "Ô, quero que tá acontecendo? Não vem mais ninguém aqui com questão
de saúde?" Eu digo, é porque eu tô resolvendo lá. Ele dis: "Se, tu quer ser candidato do Senado?" Eu digo: "Ó presidente, vamos lá, se uma missão aí que o senhor me der, a gente vai, né?" Dis: "Não, não, não, missão não, pô. Sabe se você quer ou se você não quer, né?" né? Então ali eu tive muito relacionamento com a política, com os políticos que são importantes pra democracia brasileira, né? Não fui candidato por uma questão sanitária superveniente, senão eu teria sido candidato ao Senado Federal em 2022. E de como Rogério se elegeu no
Rio Grande do Norte, eu teria chance de ter sido eleito aqui. Pelo menos teríamos um candidato único desse setor conservador. Em 2023 ia ter eleições para a prefeitura e o presidente queria formar quadros para administrar as capitais aqui do Nordeste. E ele disse: "Você tem uma boa experiência administrativa, administrou um orçamento bilionário, você não se envolveu lá em malversação de recurso público, é uma pessoa séria, que tem experiência, que você tem que já ajudou o Brasil, agora é hora de oferecer o seu nome à sociedade da sua cidade, da cidade onde você nasceu. E se
Você quiser agora da outra vez lá eu disse que você ia ser candidato ao Senado, você não foi." Eu digo: "Não, presidente, o senhor sabe que eu não fui candidato do Senado porque ele disse: "Não, não, tudo bem, tudo bem". Tu aí chamou o Valdemar e disse: "Quero candidato a prefeito de João Pessoa." E como é que você avalia sua eleição de prefeito de João Pessoa? Você fica, você foi pro segundo turno, ficou em segundo lugar na eleição. Experiência é diferente, né? Diziam: "Ah, esquerolga não sai de 1%, 2%". Você viu que eu cheguei lá
no segundo turno brigando com o o prefeito da cidade de João Pessoa, né? Pela primeira, não é aquela aquela história de nunca antes na história desse país, né? É, pela primeira vez na história desse município, eh, um prefeito incumbente foi obrigado a disputar o segundo turno, não é? E eu disputei com quem? Com Rui Carneiro, que é um um parlamentar muito bem conceituado, nunca perdeu uma eleição proporcional, não é? Foi, tinha sido candidato duas vezes a prefeito João Pessoa. Na última ele não foi pro segundo turno por uma questão de detalhes. Uhum. com o ex-prefeito
Luciano Cartacho, que prefeito João Pessoa por dois mandatos, fez uma gestão bem avaliada, né? Então eu tive ali contedores do mais alto nível da política pessoense, da política paraibana, né? E o povo de João Pessoa me honrou com uma votação expressiva e eu disputei com o prefeito Cícero Lucena. Foi uma eleição dura pela circunstâncias que envolveram aquele pleito eleitoral, mas foi um aprendizado para mim, não é? Disputar essa eleição. Eu vejo como a muito positivo dentro do meu da minha trajetória pessoal e política. Você teve 36% dos votos aqui em João Pessoa, Bolson em 2024,
em 2022, Bolsonaro tinha tido 49% dos votos aqui. Que que você acha que faltou desses 3549 para convencer esse eleitor que já tinha votado em Bolsonaro a votar em você para prefeito João Pessoa? Então, lembra lá da história da Copa de 58, não é? O Feola, que era o técnico, disse: "Garrixa, você vai de Bler esse russo aqui, esse outro, esse outro, depois você recruar e Vavá vai fazer o gol". Falta conversar com o russo, né? Então, por o presidente Bolsonaro teve uma votação excepcional aqui em 2018, em 2022, mas a taxa de conversão não
é 100%. Primeiro ponto é esse, né? Então imagina que se tiver uma taxa de conversão acima de 80% já é um resultado excepcional, né? O segundo ponto é que eh eu não disputava o segundo turno com o candidato da esquerda. Porque se eu tivesse disputando com o candidato da esquerda, era preto ou era branco, não é? Eu disputava com um candidato de perfil de centro, não é? Que também tem as suas qualidades. Uhum. Não é, e tinha muitas pessoas da gestão dele que eram simpatizantes do Bolsonaro. E e infelizmente a gente sabe que existe a
ocupação de espaços públicos e em cargos comissionados e muitas pessoas precisam desses cargos comissionados. Não é difícil você concorrer quando você não tem eh os argumentos necessários para fazer uma disputa eh equilibrad. Só que ele perdeu pelo contra-cheque? Eu não acho que perdi. Eu acho que eh eu ganhei. Eu cheguei num local onde eu deveria chegar, né? Na realidade eh o Povo de João Pessoa tomou a decisão e a gente respeita o resultado. Não vou dizer que foi pro contra-cheque. Enfim, o povo de João Pessoa sabe, tá? O estabelecimento de João Pessoa sabe o que
aconteceu nas eleições aqui. Eu sei que eu fiz o meu papel. Agora existe o que acontece aqui em João Pessoa não é algo só de João Pessoa. Não posso nem dizer: "Ah, isso aqui é desse prefeito Cícero Lucena". Porque isso é é algo sistêmico, sobretudo aqui na região Nordeste. Uhum. Né? Dado ao desenvolvimento socioeconômico da nossa região que não chegou ao patamar de outras regiões do Brasil, né? por exemplo, na região Sul, Santa Catarina, por exemplo, que é o estado eh desenvolvido, não é um estado de pessoas milionárias, mas é o estado onde tem uma
distribuição de renda maior, né? Por exemplo, o sistema de saúde de Santa Catarina é descentralizado. Você vai em Blumenau, você vai em Joinville, você vai em Tubarão, você vai em Navegantes, você vai em Lajes, você vai em Chapecó, você vê que em Joinville, em Florianópolis, você vê que é um estado bem mais equilibrado. Uhum. Não é? Então a gente ainda não atingiu esse patamar, né? E isso, a responsabilidade não é do povo, essa responsabilidade de todos nós, sobretudo dos gestores, que não conseguiram fazer com que o nosso estado tivesse o nível de desenvolvimento socioeconômico que
deveria ter. Agora, aquele assunto que eu deixei para depois, se agora é pré-candidato a senador e tá envolvendo um grande discurso para o Senado de enfrentamento ao Supremo. Isso existe em todo o Brasil. Inclusive um discurso da direita é: "Precisamos fazer maior senador, mais senadores." Como é que você tá enxergando toda essa essas esses escândalos, possíveis polêmicas envolvendo o o Supremo Tribunal Federal? É, não é um um discurso de enfrentamento ao Supremo, é é um discurso para resgatar o papel dos dos poderes, né? Porque isso aí não é um fenômeno brasileiro, isso é um fenômeno
mundial. Então, esse chamado ativismo judicial, né? se diz que o século XIX foi o século do poder executivo, o século XX, o século do poder legislativo e o século XX é o século do poder judiciário, né? Na realidade, eh, os poderes eles são harmônicos, não é? E eles devem ser independentes. O que a gente tá vendo hoje é o predomínio ou a exacerbação de um poder sobre o outro, né? Eu vou lhe dar um exemplo. O poder executivo, ele acaba legislando através da adição de medidas provisórias. Perfeito. O poder legislativo muitas vezes ele atua através
de comissão parlamentar de inquérito fazendo o papel do Ministério Público e o poder judiciário eh acaba por provocação da própria sociedade as chamadas arguições de descumprimento de Preceitos fundamentais ou outros instrumentos jurídicos interferindo no papel do poder legislativo e no papel do poder judiciário. Então a gente tá vivendo uma exacerbação de tudo isso. eu vou ser mais direto. E aí o Senado Federal precisa eh assumir o seu papel constitucional, que é pugnar pelo o equilíbrio federativo, já que é uma casa legislativa alta, não é? que ali revisa o processo legislativo que vem da Câmara ou
também pode ter uma atribuição legislativa originária. E ele tem a prerrogativa, o Senado, de escolher os ministros que integram os tribunais superiores, os desembargadores que integram os tribunais federais, os integrantes das agências que são indicados pelo presidente da República, passar ali por um processo de sabatina. Isso é uma maneira do poder executivo e do poder legislativo exercer uma forma de controle sobre o poder judiciário através da indicação dos seus integrantes, né? E aí a gente tá vivendo uma distócia desse processo, né? Lá em no segundo o governo presidencialista presidencial do Floriano Peixoto, foram indicados dois
médicos pro Supremo. Sabia disso? Não sabia. Foi bem. Foram reprovados pelo Senado, não é? E hoje e o critério que é o notável saber jurídico ou notório saber Jurídico, isso não tá sendo obedecido, né? Você vê os as indicações que foram feitas pelo presidente Lula são indicações muito diferentes das indicações que o presidente Lula fez no seu primeiro mandato. Por exemplo, eh o presidente Lula indicou o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que é um jurista conservador, ministro do STJ. Aí ele indicou pro pro Supremo uma indicação correta. E veja que não tem o viés de
esquerda, de direita. É claro que um presidente de esquerda tende a indicar juristas mais à esquerda, não é? O ministro César Peluso, outra indicação de nível, o ministro Lewandowski, que alguns o criticam, não é? mas não pode o criticar por questão do notório saber jurídico, porque ele é um professor titular da Universidade de São Paulo. Não que só tenha notório saber jurídico quem seja professor titular da Universidade de São Paulo, mas ele tem. Uhum. Tá. E a gente sabe como ele se posicionou no mensalão. Ele foi contra. Ele achava que não era para condenar aquelas
pessoas, tá? Então eu digo assim, o Lula indicou no primeiro mandato dele, eh, segundo os critérios constitucionais, já no segundo mandato dele, não, porque ele indica seu advogado particular, senor Cristiano Zanin. Ah, mas o Cristiano Zaninho é uma uma boa pessoa. Acredito que seja. Mas Cadê os requisitos constitucionais? Por exemplo, ele indicou o senhor Flávio Dino. Senhor Flávio Dino. Ah, mas Flávio Dino era juiz federal. Quantos juízes federais tem o Brasil? Isso. O seu juiz federal não quer dizer que tem notável saber jurídico. Absolutamente. Não quer dizer, até porque quando ele foi indicado, ele não
era mais juiz. Ele já tinha saído da magistratura há muito tempo. Ah, não, mas Maurício Correa era político, foi indicado. O Paulo Brossar era político, foi indicado. O Nelson Jobinho era político, foi indicado. É verdade, né? Mas assim, o critério de notório saber jurídico não é ah, o Messias agora, né, o despachante que levou lá um documento para para o Lula, aquele grampo, né, Dilma? É. E ele ganhou essa alcunha que ele vai morrer e não tira, não é? Então vem o B. Ah, não, mas o Beias fez uma tese, apresentou uma tese de doutorado
à Universidade Federal de Pernambuco e ele na tese dele quis provar que que Dilma não quebrou o Brasil. ou essa banca não serve para nada, ou ele é maluco, porque a Dilma quebrou o Brasil, ou seja, não tem os requisitos de notório saber jurídico, tá certo? Então, Queroga no Senado vai se posicionar de maneira isenta para avaliar esses ministros do STF em relação aos critérios constitucionais, em relação aos senhores ministros que estão no cargo. Se houver indícios de crime de responsabilidade, não há dúvida que é necessário instaurar eh processos. Eu eu perguntar exatamente sobre isso.
Existe já pedidos de abertura de processo de impeachment no Senado. O que é que você avalia sobre esse caso atual? Bom, eu não me debrucei nos autos disso, né? Até porque não é minha competência, mas pelo que está aí, há indícios suficientes para se instaurar um processo de impeachment para apurar as responsabilidades do senhor Alexandre de Moraes. Não tenho dúvida, mas não é para tirar ele do STF, é para que ele seja julgado, para dar ele o direito de defesa. Uhum. Ampla defesa, contraditório, o que ele não fez com aqueles que ele julgou por ocasião
do 8 de janeiro. E aí não é por falta. de notório saber jurídico, não, que o senor Alexandre de Moraes tem, ele tem sim notório saber jurídico. Ele não Ele não se porta assim por um viés político. Não sei o que aconteceu com ele, que ele virou ali uma espécie de xerife, tá? Então, se o senhor Alexandre de Moraes, o seiroga fosse senador, votaria sim a favor eh da abertura do processo de impeachment do senhor Alexandre de Moraes para ouvir dele o que que aconteceu com ele. Perfeito. Com que ele andou? eh se acompanhando para
mudar um jurista brilhante que tem um livro de direito constitucional que já tá para lá da 4ª edição, não é? Não sei se é feito do o Macala, né? Nunca tinha nunca nem tenho ouvido falar no nome desse negócio aí, entendeu? Esse Macala conheço aqui a Matuta, a Serra Limpa, né? Então assim, Eu acho que precisa eh dar um freio de arrumação nisso aí, não é, em relação ao SF. E e outra coisa, por exemplo, hoje já tem assinaturas suficientes para instaurar o procedimento de impeachment, o processo de impeachment para apurar as responsabilidade do senor
Alexandre Ma. Por que que não foi não foi aí instaurado? Porque o presidente da casa bota dentro de uma gaveta. Mas o presidente da casa foi eleito com voto do PL também, né? Com voto Sim. Foi. O fato de ser eleito com o voto do PL não quer dizer que o PL é refém disso, tá? E independente do presidente Davi Columbia, eu tô falando do presidente do Congresso Nacional, o presidente do Senado ou o presidente da Câmara. não pode estar na mão dele essa prerrogativa de deflagrar ou não. Aquilo tem que ser uma decisão colegiada.
Uhum. No mínimo, ele precisa submeter ao colegiado. E eu acho que seria algo que deveria se apresentar uma uma mudança do regimento interno das casas, porque senão esse esse parlamentar pode inclusive eh chantagear. Não tô dizendo que o Davi tá fazendo isso. Eu tô dizendo que isso pode acontecer de ameaçar o presidente da República. Se você não fizer isso, eu vou instaurar esse pedido de impeachment ou o ministro do STF. Isso não pode ficar na pode virar moeda de barganha. Isso não pode virar uma moeda de barganha. Isso tem que se tem que pertencer à
casa. Perfeito. Tá. Então eu acho que a gente precisa melhorar em relação ao Senado, precisa melhorar em relação ao Supremo, ao Próprio poder executivo, para que a gente coloque o Brasil dentro do ponto de vista institucional de uma forma equilibrada para atender os anseios da população brasileira. Porque seu Zé que tá lá em São José da Lagoa Tapada ou lá em São José de Princesa, São José de Bonfim, lá em Triunfo, não é? em São José de Caiana, dis que tem um mané moleque aí que disse que já não vai votar em em João Azevedo,
né? Também com esse nome parece que o seu man até uma boa pessoa, mas veja como é que é a política daqui. Política vergonhosa, que os prefeitos estão capturados por um jogo de emendas parlamentares que captura os prefeitos. Você é contra as emendas? Eu sou contra o processo de captura da forma que essas emendas são colocadas, os critérios que são colocados, que não estão transparentes e tem que se responsabilizar o parlamentar pela alocação correta desse recurso público. Um dos senadores que eu vou disputar, ele já encheu o estado da Paraíba de outdo dó, que distribuiu
R bilhões deais. Quais foram os critérios? Distribuiu para quê? Como? Eu não tô nem dizendo que ele tenha feito isso com objetivos. escusos, mas às vezes a alocação não é própria. Você precisa mudar até mesmo se considerar esse regime que a gente já vive hoje, que é um regime semipresidencialista, E ser um regime semipresidencialista mesmo para dar atribuições ao Congresso Nacional e responsabilidades. Se você assistir o filme do Homem-Aranha, ele é uma parte que diz [risadas] grandes poderes, grandes responsabilidades, né? O tio lá do Peter Parker. Tio Ben. Hã? Tio Ben, tio Ben. Então é
isso, grandes poderes, grandes responsabilidades. Queroga, vamos agora para o nosso bloco final que é de perguntas e respostas rápidas que eu chamo de momento Raconto. Racconto, minha consultoria de marketing, estúdio, estratégico criativo. E a gente tem um bordão que a gente constrói marcas únicas, marca que se destaca, marca que chama atenção. E nessa marcas únicas, no momento raconto, eu vou te perguntar coisas que são únicas para você. Então, pergunte resposta rápida. Um grande momento no ministério, o dia que anunciamos o fim da emergência de saúde pública de importância nacional um domingo de Páscoa. Bacana. Um
arrependimento, o que faria diferente? Ah, tem tanta coisa que a gente se arrepende, né? Nova York, no ministério, Nova York lá, pessoal lá do da Paula Lavine lá, aquele gesto lá. É, depois até me arrependi, né? Tem gente que faz aquela mesma coisa e não se arrepende. Você se arrepende daquele gesto? Eu me arrependo. Quem não tem pecado que atira a primeira pedra, mas a gente se arrepende. Um aliado que teve na vida pública, um grande aliado do Ministério para cá, Jair Mcas Bolsonaro, o maior aliado que eu tive, que eu tive, não, que eu
tenho. E sua maior decepção na vida pública? Não tenho decepção. Só tenho que agradecer a oportunidade que o presidente Jair Bolsonaro me deu aqui mesmo como candidato. Na eleição de João Pessoa de prefeito, você teve alguma decepção? Não, eu só tenho que agradecer as pessoas que votaram em mim, a Sérgio Queiroz, que foi meu vice, ao deputado Cabo Gilberto, que ele meu parceiro aqui, eh, do Partido Liberal, agora a gente tá ampliando, Efraim Filho, então tô só agregando um sonho, quero um sonho é ajudar as pessoas, né? E agora eu vou dizer um político e
você me devolve uma frase sobre ele. Cabo Gilberto C é o cão de guerra. Como de guerra Efraim Filho, Efraim Filho, um político muito habilidoso e predestinado. Bruno Cunha. Bruno Cunha é um um jovem político que a Paraíba ainda pode ter dele uma grande liderança estadual. Cícero Lucena. Cício Lucieno é um político experiente que deu a volta por cima e hoje eh busca governar o estado Da Paraíba com o voto direto do povo paraibano. Lucas Ribeiro é um jovem que eu espero que ele possa realizar seus sonhos como político. Veneziano. Veneziano Vital é uma pessoa
muito distinta, um pessoa educada com quem eu sempre tive um bom relacionamento pessoal e eu espero que a disputa da gente seja o mais democrática possível. Nabandlei. Nabandley é o prefeito da cidade de Patos, a cidade onde meu avô morou, minha avó, de onde meu pai saiu para ser médico. Desejo a ele também boa sorte. Hugo Mota. Hugo Mota é um político de sucesso, um jovem de sucesso, presidente da Câmara Federal, tá fazendo, eu acredito, o melhor trabalho que ele pode. Alexandre Morais. Alexandre de Moraes é alguém que tem uma qualificação jurídica ímpar, mas que
no meio do caminho ele se perdeu. Espero que ele encontre esse elo perdido. Queroga, muito obrigado por dividir sua história com a gente. Muito obrigado por por contar bastidores, inclusive do ministério que envolveram sua trajetória. A quem assistiu até aqui, peço que compartilhe esse episódio com quem pode gostar muito e ver o a história do Queroga. Toda quinta-feira Às 19 horas um novo episódio, uma nova história para contar. de alguém que fez história.