estamos aqui com o Gustavo Merlo e ele vai contar um pouco da história o que aconteceu na sua vida Gustavo sergente de cara eu quando tinha 15 anos de idade Numa cidade chamada Lavinia na Região Noroeste do Estado de São Paulo e fui nadar num rio com grupo de amigos e pulei no Rio e tava Raso onde eu pulei eu não percebi eu batia a cabeça dobrei o pescoço tive lesão cervical nível C6 C7 o que me causou um estado de paralisia total do peito para baixo e na época te socorreram você de qualquer maneira
então imina um grupo de meninos né naquela época eu tenho 48 anos hoje e do jeito que eu caí ali Ainda bem que eles perceberam o acidente e do jeito que eles podiam ali me Puxaram pra margem do rio o que é óbvio pode ter agravado Inclusive a lesão que não foi utilizado um colar cervical né mobilização do tronco nenhum protocolo de atendimento ah depois depois disso eu passei por uma série de hospitais e Brasília foi aonde eu fiz a minha reabilitação no Hospital Sara Cub cheque a CD ainda não era tão forte como é
hoje e depois disso com os anos eu fui retomando os movimentos sempre trabalhando duro ali com exercícios e Reabilitação até chegar no que eu tô hoje que já é um pouquinho melhor do do que era na época hoje professor funcionário público municipal Gustavo qual é a maior dificuldade hoje do cadeirante numa Metrópole Urbana cresce a cidade o trânsito é muito complicado como que é a vida do Gustavo olha Eh seria quase que impossível sair de casa se não fosse de carro a gente tem vários problemas né Campinas é uma cidade que tem aí dois séculos
e meio praticamente e todos os problemas urbanísticos de uma Metrópole a gente encontra em Campinas e não só Campinas mas todos os lugares acho que não estão preparados para pessoa com deficiência física cadeirante no caso se locomover as calçadas são irregulares as ruas ã também não estão Preparadas para isso tem uma série de ir regularidades o transporte público os pontos de ônibus também não tem acessibilidade o próprio trânsito em si né Muito trânsito a sinalização não é feita para que os motoristas respeitem o pedestre e a gente não tem essa cultura ainda para um cadeirante
é pior ainda então a gente tem muitos desafios ainda seja na área externa quanto nos Espaços internos também aonde muitos locais mesmo de acesso público ainda não tem acessibilidade arquitetônica o que gera uma necessidade aí de como eu posso dizer ter algumas técnicas para poder circular e entrar inclusive em determinados lugares ó Isso você falou importante você que tá assistindo esse vídeo aí técnicas nós vamos vamos passar daqui a pouco algumas técnicas nada mais por aquele que vive a realidade por exemplo atravessar a rua hoje por exemplo se a sua cadeira virar se ela vira
como você contou sobre um acidente que você teve dentro do mercado a gente tava conversando um pouquinho antes aqui em Campinas Tem uma rua chamada Barão de Jaguara que é calçada de pedra portuguesa e as pedras portuguesas costumam ter irregularidades e eu acabei num num dia a gente tava passando pela rua Travou a rodinha da a frente numa pedra e a cadeira foi pra frente e eu caí caí de joelhos com a mão no chão e aquele movimento passando várias pessoas Ah e sempre tem um bom samaritano né Sargento que o pessoal às vezes quer
ajudar e muitas vezes nem sabe como ajudar né então quando aglomerou aquele monte de gente todo mundo querendo pegar para levantar e no fim com um monte de gente ninguém conseguia até que eu consegui organizar a boa vontade de todos que estavam ali e em duas pessoas eles me colocaram de volta na cadeira mas que a gente percebe né mesmo com a boa vontade das pessoas sem saber o jeito correto de ajudar às vezes acaba virando uma confusão e pode até machucar ah a pessoa que tá ali né que caiu o cadeirante Gustavo numa situação
de urgência ou emergência você caiu é constrangedor alguém chegar e pedir ajuda por exemplo Corpo de Bombeiros chega na ocorrência é importante e o corpo de bombeiros verbalizar com você Olha somos do Corpo de Bombeiros estamos aqui para ajudar você sentiria assim seguro e tranquilo eu acho que é o primeiro passo o o que causa o problema é a pessoa chegar com muita vontade sem saber o que fazer e não perguntar pro cadeirante Qual é a melhor forma de de ajudá-lo né então esse diálogo ele é essencial Então chegou Oi tudo bem se identifica Como
podemos ajudá-lo a partir daí começa um diálogo em que o cadeirante vai explicar a melhor forma de acordo com a sua lesão de acordo com qualquer outro problema que ele tenha para que o o bombeiro possa ajudá-lo corretamente