Olá, pessoal, tudo bem? Sejam bem-vindos a mais um vídeo do canal, iniciando o ano de 2026 com tema de grande relevância para o meu público e para o público que está em busca de emagrecimento, que é a utilização do Monjaro do Paraguai, a tirepatida produzida pela indústria farmacêutica paraguaia e vendida e comercializada com os nomes de lipolés e TG. Vale ou não a pena a utilização?
Quais os prós e os contras? Quais os riscos envolvidos? e qual meu posicionamento como médico sobre o uso dessas medicações?
Então vem comigo. [música] Como que surgiu então essa história do Paraguai tá produzindo e comercializando a tizepatida, uma molécula altamente complexa. Trata-se de agonista duplo, dois hormônios gastrointestinais de LP1 e GIP, que promovem uma série de benefícios de controle glicêmico, tratamento diabetes tipo 2, emagrecimento, benefícios cardiovasculares e metabólicos, como eu já falei em outros vídeos sobre o Monjaro, aqui no meu canal.
Se você tem interesse, acessa links que estão nas descrições desse vídeo para você entender um pouco mais sobre o mecanismo de ação. Mas vou falar rapidamente, pessoal, sobre como que surgiu essa história então do Lipolés no Paraguai. O Monjaro, ele foi lançado no mundo em maio de 2022.
A empresa americana Eli Lili submeteu a medicação aprovação pelo FDA, agência regulatória americana. E a partir de 2022 começou a ser comercializado nos Estados Unidos. Em 2023 começou a ter uma expansão gradual da medicação pro mundo todo, países da Europa, Oriente Médio, Ásia, todos passados pelo crio de fiscalização dos órgãos regulatórios dos de cada país.
No Brasil, em 2024, a Anvisa aprovou o Monjar para o tratamento do diabetes tipo 2. Em 2025 começou a comercialização da medicação aqui no Brasil e no final de 2025 também a Anvisa aprovou a medicação para o emagrecimento. É uma medicação injetável subcutânea de aplicação semanal que tem seis dosagens 2,5 7,5 10 12,5 e 15.
Tem todo um esquema de escalonamento de doses, individualização de tratamento, não vai funcionar igual para todo mundo. E no Paraguai, como é que eles produzem isso? Ela não é comercializado em canetas, mas em frascos ou em seringas dessas mesmas dosagens.
Mas como que eles comercializa a medicação tá so patente? Em Paraguai eles não seguem esse protocolo de regulamentação de leis de patente. Então, de fato, a empresa americana Elil não patenteou o Monjar no Paraguai.
Então, teoricamente, a indústria farmacêutica está produzindo a medicação dentro das leis do Paraguai. E lá um laboratório chamado Éticos, que é uma indústria farmacêutica, que tá produzindo a marca Lipolés, o nome comercial, que é a tirepatida. Nessas apresentações que eu falei para vocês, lá é vendido sem nenhum tipo de controle, né?
No Brasil é exigido receita, em todos os lugares do mundo é exigido receita. Medicamento altamente complexo, a gente não tá falando de dipirona, de aspirina. Então, além de ser complexo a produção dessas medicações, também a comercialização.
Tem que ter um controle rigoroso lá. Simplesmente as pessoas chegam no balcão da farmácia, compram, saem e vão utilizar sem nenhum tipo de orientação, sem nenhum tipo de prescrição. Só tem um detalhe, no Brasil é proibido.
Anvisa proibiu a entrada dessas medicações no Brasil. Então, a pessoa que vai para lá querendo comprar porque sabe que compra sem receita, porque vai pagar mais barato, ao transportar essa medicação, se for pega na duaneira, pode ser presa, pode responder processo por contrabando, por tráfico. Então, já é um ponto muito negativo sobre o uso dessas medicações.
Vale a pena? Não vale a pena o custo, ah, porque é muito mais barato, né? No Brasil ainda é caro a medicação.
Eu concordo que realmente o custo é elevado. Não temos ainda todas as apresentações. Das seis apresentações do Mjar no Brasil, até o momento nós só temos quatro.
A de 2,5 5 7,5 e 10. Isso é um ponto negativo aqui para nós, certo? O custo elevado, então começa com R$400, a de 2,5, a de 10 mg, tá?
O custo de R$ 3. 000 mensais. Eu concordo que realmente é um preço bastante elevado.
No Paraguai você compra ali o a de 15 mg na faixa de R$ 500, porém é proibido. Se você for pego, você vai responder por isso. E o barato, então, pode sair muito caro.
A questão do transporte, essas medicações têm que ser armazenadas em baixa temperatura. Se passar a temperatura de 30º, ele perde a sua eficácia, ele pode perder a sua segurança. Então, ao transportar, as pessoas querem trazer escondido e muitas vezes das vezes isso também pode prejudicar a eficácia da medicação que já tem a sua origem já duvidosa.
Então, pontos negativos nesse sentido. Ah, mas eu não vou correr o risco, eu vou pedir para alguém trazer para mim. cidadãos paraguaios não podem transportar a medicação, mesmo com receita médica do Paraguai, não podem sair da medicação do Paraguai.
Se for pego, também podem responder processo, podem ser presos. Pessoas que compram de terceiros para pegar a medicação aqui no Brasil, então também você não sabe a origem, não sabe como é que foi feito o transporte e armazenagem da medicação. Então são pontos muito negativos.
Geralmente essas pessoas aqui do Brasil que estão utilizando a medicação estão utilizando por conta própria, porque o amigo indicou, porque o familiar tá usando, tá orientando. Então não passam por médicos, porque médicos sérios não vão indicar o uso dessa medicação, não podem prescrever medicação. Corremos risco de emitir uma receita com essas medicações, de ser caçado pelo CRM, responder um processo ético.
Então é proibido. Esses medicamentos geram efeitos colaterais, tem que ter um escalonamento correto de doses. Não vai funcionar igual para todo mundo.
Não é todos os pacientes que vão precisar das progressões a cada quatro semanas. Tem paciente que tolera muito bem, tem paciente que tem muito efeito colateral. Não adianta querer atalho, não adianta querer baratear o custo tratamento, emagrecer a qualquer custo.
Além disso, a medicação é um dos pilares do tratamento. Sempre falo isso nos outros vídeos. É preciso ajustar a alimentação, é preciso saber o que que pode comer, o que que não pode, o que que tem que evitar, tem que orientar hidratação, tem que ter um treino ajustado, atividades físicas regulares, uma mudança do estilo de vida.
É isso que realmente vai gerar o resultado sustentado e desejado no processo todo do emagrecimento. Tem que entender que é sobrepeso obesidade é uma doença crônica. Tem muita gente utilizando sem indicação, tem muitas pessoas com desmorfismo corporal que não precisam, já estão no IMC adequado, já estão magras e querem emagrecer ainda mais e aí começam a utilizar essa medicação, começam a depletar, a perder massa muscular.
Muitas pessoas que utilizam sem esses ajustes todos da sua rotina e hábitos, perdem muita massa muscular, massa magra, então passam a ter um emagrecimento não desejado. Emagrecimento, ele tem que ser saudável. Para isso, você precisa ter um acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e de profissionais éticos e bons profissionais competentes para orientá-los e acompanhá-los durante todo o tratamento.
A gente sabe que muitos estão utilizando sem nenhum tipo de orientação e essas pessoas acabam emagrecendo, param de utilizar medicação, voltam a ganhar peso e aí fica nessa efeito sanfona, nessa gangorra, nesse efeito rebote. Então, pessoal, definitivamente não vale a pena a utilização dessas medicações. Hoje nós temos opções no Brasil com custos mais acessíveis.
A medida que vai passando tempo, os medicamentos lançados há mais tempo, como por exemplo o Ozenique, o Igov, a semagluti, a patente agora finaliza agora em 2026. Outros laboratórios farmacêuticos aqui no Brasil vão começar a produzir a um custo mais acessível. Para vocês terem uma ideia, um exemplo já da parceria que a Nova Honor diz que fez com a Eurofarma e lançaram o similar do Igov Povistra na dose máxima de 2,4 mg, tá saindo a um custo de R$ 800.
Muitos pacientes me relataram que encontraram conseguiram comprar nesse valor, ou seja, tá ficando mais acessível e são medicamentos originais, seguros, desenvolvidos com todos os critérios de segurança. Eu tive a oportunidade de visitar a indústria farmacêutica Novo Nortes, que é a unidade deles em Montes Claros, Minas Gerais, que é a maior unidade deles no Brasil. E é absurdo o controle de qualidade, é tudo robotizado, o o acesso é muito rigoroso.
Então, desde da produção, invase, embalagem, então é difícil de acreditar que uma indústria farmacêutica no Paraguai vai conseguir produzir lá o Monjar com o mesmo padrão de controle de qualidade, por exemplo, numa Lili, que é uma empresa também gigante do mesmo porte ou maior até do que a Nova Nordes. É difícil de acreditar que farmácias de manipulação no Brasil que estão produzindo tes hepatida vão ter o controle de qualidade que tem as grandes indústrias farmacêuticas. Então eu não tô aqui para defender a indústria A ou B, não recebo patrocínio de nenhuma indústria farmacêutica.
Eu simplesmente prezo pela segurança no tratamento. Pacientes que geralmente têm sobrepeso, torbidades. Então não foco só no emagrecimento, a gente tem que tratar a doença metabólica, tem que tratar a deslipidemia, tem que tratar a questão da gordura no fígado, do diabetes.
Então isso tudo tem que ser acompanhado, não é simplesmente o peso, o número da balança que tem que baixar, a gente tem que promover saúde pros pacientes. E é isso que eu prezo. Então, se você tem bom senso, se você tem esse interesse em buscar um tratamento seguro, entra em contato pelo WhatsApp que está aparecendo na tela, tendo pacientes por telemedicina, pacientes de todo o Brasil e de vários países do mundo.
É um prazer poder ajudá-los e muitos pacientes que estão em acompanhamento comigo estão tendo excelentes resultados. E além do lipg, temos também no Paraguai já sendo vendida retatrutida. Pasm é um medicamento que ainda está em fase de estudo, em fase dois.
É um agonista triplo, ainda mais potente do que a tirepatida e de fato já tá sendo comercializado no Paraguai. Portanto, meus amigos, eh essa corrida maluca para emagrecimento realmente tá superando ali qualquer limite de bom senso. O mundo enlouqueceu, muitas pessoas utilizando e querendo utilizar e comprar essas medicações e se arriscando dessa maneira, colocando a sua saúde em risco.
Não vale a pena. Definitivamente a minha resposta é: não vale a pena o uso dessas medicações oriundas do Paraguai sem nenhum tipo de garantia de controle de qualidade e de segurança. Esse é um tema pro próximo vídeo, Retatrutida.
Então se inscrevam no canal, ativem as notificações para receberem as notificações dos próximos vídeos. Se gostaram do conteúdo, curtam, compartilhem nas suas redes sociais. Eu sou o Dr Mário Toscano Filho, médico e este é o meu canal.
Saúde para todas as idades. Um grande abraço e até breve.