e vamos dar então início aula 10 do curso de Filosofia do Estado o tema dessa aula será estado de política e guerra Permanente em Michel fuco bom A então como de costume eu vou começar para uma breve apresentação sobre esse grande filósofo contemporâneo francês Michele focou aqui tem uma contribuição extremamente relevante para diferentes áreas do pensamento atravessa aí é uma reflexão sobre basicamente três eixos sobre a questão do saber sobre o poder de sobre o sujeito na é claro que é isso vai se desdobrar em diferentes temas o pensamento dele também passa por diferentes fases
ao nos anos 60 chamada arqueologia do saber depois nos anos 70 o período da genealogia do poder que aquele que vai nos há mais de perto e por fim já no final da vida dele nos anos 80 a questão especialmente da ética a bom e desse nesse período tocou contribuir com diferentes texto daqui a pouco eu vou falar sobre algumas de suas principais obras e ele acabou morrendo prematuramente 1984 acometido pela AIDS né no meu Deus da chamada primeira geração que foi acometido por essa por essa doença bom a vamos começar então tratando um pouco
de dos seus principais livros a produção do foi o seu principal seu primeiro grande livro foi justamente sua tese de doutoramento a história da loucura é que foi publicado 1961 a no qual ele faz uma análise das diferentes formas né de a experiência da loucura e daí das formas como a loucura foi percebida e construída no interior os diferentes espaços e instituições saberes a isso ao longo do século 16 17 18 processo de patologização da loucura etc é uma obra que teve um impacto depois importante que influenciou vários movimentos da luta antimanicomial with a esse
depois desse livro A ficou público em 63 o nascimento da clínica que é um um estudo sobre o nascimento anatomo Clínica moderna a e ele faz uma descrição a arqueológica sobre os saberes médicos e os diferentes discursos uma relação entre o dizer e o ver no interior da Medicina uma obra bastante interessante a e a saída dos anos 60 as palavras e as coisas e a arqueologia do Saber o poder público em 1969 a eles fecham digamos assim um ciclo que é considerado o o momento Arqueológico do seu pensamento nem as palavras e as coisas
que foi a obra que projetou fucou como um grande filósofo do seu tempo na França é ele vai praticamente tratado das ciências humanas nada nascimento das ciências humanas se é uma obra filosoficamente bastante densa na qual ele vai é descrever diferentes episteme mesmo diferentes Há momentos em que se configura um determinado saber fazer o certo discursos a e ele vai escrever basicamente aí perceber a chegada de termos moderna importância da figura de câncer a nessa nessa virada né digamos assim a que instaura um novo momento a uma nova etapa na Inês a TV moderna o
ficou vai mostrar justamente Como se dá e o nascimento das ciências humanas nesse momento a partir do final do século 18 o bom e na obra arqueologia do Saber basicamente o tema do focou é o que ele faz é uma espécie de balanço metodológico das estratégias de investigação que ele é doutor nos rios aquele te inscrito até então não é basicamente então esses livros do período astrológico e ele a procura ali explicitar melhor as suas ferramentas de investigação jamais e noção de enunciado denunciar são as formações discursivas etc a i.a. ele também a faz uma
espécie de Ah não só uma uma apresentação do que foi feito mas ele abre portas para Novos Rumos a prazer investigações futuras que vão acabar realmente em álcool e influenciam seu pensamento para frente alterando seu modo de pensar nessa uma característica dessa muito forte no futebol é uma um Pensador que estava sempre se reinventando sempre mudando suas estratégias de investigação sempre propondo temas novos e maneiras distintas de enfrentar que eles temos então é um um filósofo difícil de ser classificado de ser capturado digamos assim ele mesmo na arqueologia do saber e ironiza né diz que
ele ele ele brinca dizendo que ele riu das pessoas que tentam encurralado né colocá-lo em um determinado lugar fixo né é colocar uma etiqueta nele né então é um Pensador em constante a mudança né que tá sempre sendo a sempre experimentando na digamos assim novos modos de pensar é um pensa natureza um tanto está risca sempre meu ser e a road testar coisas novas na Everton a partir dos anos 70 primeiro o fio colocar uma mudança na sua na sua vida a ele ingressa no colégio da infância uma importante instituição não é conceituado tradicional instituição
acadêmica francesa a isso em 1970 ele profere em dezembro de 1970 sua aula inaugural foi publicado depois com o título a ordem do discurso que é como o costume das aulas inaugurais é uma aula na cor e apresenta seus principais pontos de partida o seu pensamento e também projeta pesquisas Para o Futuro né os temas que ele pretende abordar e desenvolver nos seus trabalhos no colégio de força é muito desse temos ele vai efetivamente desenvolver outros não bom isso em 1970 o ingresso no colégio de força EA partir de então a tem início a Ilma
aquilo que a comumente é considerado como a fase da genealogia do Poder seu pensamento na E aí o tema do Poder vai ganhar um centralidade muito grande a não só como objeto de reflexão teórica mas também do ponto de vista engajamento prático ficou vai se vincular diferentes lutas do seu tempo né especialmente a isso logo no início dos anos 70 a o com o movimento né o grupo de informações sobre a prisão e se a sua prisão que vai ser um grupo que vai lutar por melhores condições para mudanças no sistema prisional francesa 7 é
um registro dentre muitas outras lutas que ele vai se engajar nesse período então dos anos 70 o primeiro livro A importante que ele público é vigiar e punir e 1975s um livro fundamental para quem é da área e é basicamente um livro no qual ele vai discutir uma mudança na razão Curitiba aí ele vai analisar emergência de uma nova economia de poder em uma nova forma basicamente uma nova razão positiva a partir daí dos séculos 17 e a partir do século 18 basicamente a que é a ele vai escrever não só uma razão primitiva uma
espécie de emergência de uma nova tecnologia de poder uma nova inclusive organização social é aquele vai chamar de sociedade disciplinar o poder e o poder disciplinar na Esse é o tema por Excelência de vigiar e polir para além Claro de toda reflexão sobre a as formas como se une na a mudança né estratégia os objetos da poluição na lógica punitiva por isso é um livro obviamente de grande importância para quem é da os filmes que ultrapassa em muito isso né porque vai interessar para o mundo que tá interessado aqui tem vontade assim intenção de compreender
melhor a sociedade moderna é bom e um ano após beijar Pony focou o público o primeiro volume da história da sexualidade i a vontade de saber é que é um livro também no qual ele vai desenvolver a questão do Poder né vai devolver as terras da analítica do poder que eu vou a ter uma digamos assim o desenvolvimento desse projeto de uma genealogia do poder e que tem agora como um objeto de análise especificamente à questão você que foi idade a produção de sujeito de desejo e para o investigar esses cocô vai vai vai reformular
digamos assim é a maneira como a gente pensa o poder não é para estabelecer o digamos fornecer as bases necessárias para a gente entender é melhor como se dá essa relação entre o sexo e o poder entre o sujeito a e as relações de poder na Constituição de si mesmo seu próprio enquanto sujeito de desejo um sujeito de prazeres bom o esse essa coleção na história da sexualidade tinha um projeto Inicial que foi amplamente reformulado o co Demorou oito anos para publicar o segundo volume que foi bem diferente daquele previsto inicialmente mas Ele publicou no
último ano de vida dele e 1.984 o volume 2 é o uso dos Prazeres e o volume 3 que é a o cuidado de si e agora recentemente veio a ser publicado o volume 4 da história da sexualidade que focou tinha já escrito mas que não tinha finalizado ainda feita a revisão final e portanto não tinha publicado a indevido e acabou sendo publicada posto é a que aí tchau aqui ainda não tem tradução aqui no Brasil mas já tem uma tradição portuguesa a que a que é o livro As Confissões da Carne bom a dito
isso né Eu tratei aqui dos seus livros seus principais livros mas para Além disso né o material fundamental importantíssimo para gente conhecer o pensamento de cocô acabou a se organizando o vindo a ser publicado postumamente Não é além dos livros nós temos basicamente duas grandes fontes para estudar o pensamento focou uma delas são a coleção ditos e escritos é uma coleção que foi Originalmente publicada na França no final dos anos aliás nos anos 90 aí que traça foi publicado em quatro volumes né o que ela traz são todas as com ela pretensão era né organizar
cronologicamente todas as publicações feitas em vida pelo folclore aí Me desculpe pegar um artigo de diferentes revistas entrevistas saíram jornais e fica diferentes materiais material assim bem heterogêneo que eles organizaram cronologicamente que foi publicado nessa coleção Ela já tem tradução para o português só que a tradução brasileira dessa dos descritos é diferente da original porque ela não é organizada cronologicamente mas sim até maticamente São 10 volumes organizados por temos bem o propósito dessa coleção foi a facilitar o acesso na época eram textos já publicados mas em diferentes países diferentes línguas etc e foi tudo a
reunido nessa grande coleção intitulada de tudo inscritos essa é uma fonte importante né permitiu a gente visualizar muitos temas questões posicionamentos a linhas de atualização que ficou fazer né discutindo São Roque em diferentes lugares do mundo né o exame com questões mais contemporâneos né que então as entrevistas são muito interessantes nesse Rios textos em geral dos ditos escritos fornecem muitos elementos para a gente entender aquilo que aparece nos livros de Michel Foucault e para ler então dos ditos escritos a e dos livros que eu já falei a terceira fonte importante são os cursos é basicamente
os cursos que ele proferiu no colégio de fãs ao longo desde 1970 até a sua morte em 1984 com o único ano que o ano de 1977 que o fogo não proferiu cursos um de um curso no colégio de fontes do que um ano de licença sabática Mas enfim então foram vários cursos a e que fornece aí que foram publicados organizar as né eles se basearam né em grande medida em gravações que foram feitas na época dos seus cursos é os com é de fogo olhares eram bastante tinha uma visibilidade muito grande atrás de muita
gente e etc ai o corpo ficou foi um grande orador é um grande professor e o curso dele era bastante Popular digamos assim então muitos foram gravados mas para além disso a alguns né no forno totalmente gravado e eles também levar em consideração as anotações de vários alunos as notas do próprio Google então haviam cor última por último de fontes na material que permitiram a publicação desses cursos que foi feita aos poucos a partir do final dos anos 90 depois estenderão Até recentemente e agora né Já tem alguns anos todos os cursos já foram publicados
é e há uma sequência que aí sim permite a gente aprofundar vários temas inclusive vai ser daí que eu vou retirar o material que a gente vai discutir mais nessa aula de luxo e começa lá com as lições sobre a vontade saber e o cocô vai avançando os diferentes cursos no no curso que nós vamos curtir aqui é o in defesa da sociedade é um curso que focou proferiu vamos lá então que ele proferiu em 1976 a primeira um vale uma observação sobre o título desse desse curso na esse título Aliás nem é muito a
tradução me parece muito feliz né porque no original como como vocês podem ver na imagem tá escrito entre aspas na infodefensa.com toda suficiente é que em francês significa é uma é um imperativo não é preciso defender a sociedade o temos de defender a sociedade a pelo português não é primeiro que a gente perdeu a forma imperativa né Coimbra defesa da sociedade mas para Além disso Flamengo mais grave é que perdeu os astros né e E se a gente olha o título em português dá a impressão de que o focou escrever um livro em defesa da
sociedade no entanto o livro na verdade faz uma crítica esse discurso que se coloca em defesa da sociedade então daí as "e inclusive no título original acho que elas são importantes mas bem adianto isso a vamos contextualizar um pouco esse curso 76 justamente o ano em que ficou público primeiro volume da história da sexualidade e além disso é um ano um ano seguinte à publicação de vigiar e punir é importante é um período no qual foi o couro tava a ainda no interior do projeto de uma analítica do Poder interessado nessa no poder disciplinar também
mais é um curso no qual ele já abre a indica Novos Rumos na ponta para novos temas e introduz a questão a política sobre a qual eu vou falar nessa aula de de hoje é Enfim então é um curso que tá ali no procedimento dos cursos anteriores né No ano anterior o curso de 75 usando normais Ele estende algumas questões sobre o poder disciplinar Mas ele já aponta para questões a bastante que eram novas né para fogão naquele momento bem a é um curso Então como a maioria dos cursos do focou que se estende por
um conjunto de de aulas e o selecionei duas aulas para tratar aqui com vocês as aulas que eu selecionei foram a a terceira aula do curso que é de Vinte e Um de Janeiro de 1976 e a última aula desse curso que aula 17 de março de 1976 nessas aulas que eu selecionei acredito que trazem elementos interessantes para gente discutir e como ficou crítica em relação ao estado é necessidade de superarmos a teoria da soberania e etc mas sobretudo na aula de Vinte e Um de Janeiro e depois na aula de 17 de Março ou
focou traz a o tema da biopolítica do racismo de estado e acho que é uma aula interessante frente também pensar essa nova configuração do estado moderno o vamos começar então com alguns elementos contextualizando melhor o curso é primeiro Como eu disse em 1976 a gente encontra um pouco ainda a levando a cabo o seu projeto de uma genealogia do Poder LC nesse período a é o que interessava focou em grande medida era não é desenvolver propriamente uma teoria do Poder como a gente vai ver mas sim uma uma nova maneira de analisar as relações de
poder é um projeto que o pro é a mais uma analítica do Poder não é o ser humano um estudo uma análise de como poder funciona na e não uma teoria sobre o que é o poder né então a questão para forno é o que é o poder mas sim como é o como funciona né como exercido como quais instrumentos faz objetivos Quais são os sons é de que maneira acontece etc então é muito mais uma descrição que tem uma natureza analítica é a uma influência muito grande do filósofo alemão Friedrich Nietzsche na no pensamento
de focou essa influência perpassa a obra de Foucault Mostra assim diferente aspectos mas nesse momento né própria palavra genealogia remete ao livro importante livro denit na janela hoje na moral mas para além disso a tem um projeto o filosófico que a gente pode chamar de genealógico né que ficou reivindica né que ele apresenta em diferentes momentos e Que mudanças assim para pegar algumas características básicas desse projeto né a ideia de uma negação do mito da origem né gente construir a essas ilusões essas notificações sobre um passado sobre a ideia de que aquilo que somos é
uma produção humana histórica na que é contingente é que poderíamos ser radicalmente diferentes daquilo que somos é que não tem a que essas noções como natureza natureza humana tudo isso é enfim é uma espécie de discurso construído para tentar justificar geralmente o legitimar-se essas formas a essa interesse grupos enfeitam a a um a genealogia ela funciona como um discurso extremamente que a investe contra aquilo que a gente toma por natural por Evidente for necessário é que vai mostrar por de trás disso suas como aquilo se constituiu de onde aquilo vem né que as suas origens
que a origem não é nobre né digamos assim que não é um mito fundador lá na origem que existem que são simples uma espécie de conflitos incessantes diferentes lutas ao longo da história na então a genealogia ela tem essa pretensão é de ser um pensava uma estratégia assim de pensar que investe contra as nossas certezas mais arraigadas as nossas crenças mais fincadas assim ó aquilo que a gente considera natural e evidente né E isso seria uma das características aí fundamentais da genealogia e e nesse ponto a influência do nit é muito grande no pensamento do
suco de uma maneira geral e a enfim não só tipo colete influenciou muitos pensadores o o projeto é agora sendo uma chegando mais próximo ao curso de 76 é fazer uma genealogia do poder na nesse curso especificamente para o co vai também fazer uma genealogia dos discursos históricos usar as diferenças discurso sobre a guerra de raças até daqui a pouco a gente vai entrar nesse tempo é e um dos temas centrais que aparece logo nas primeiras aulas do curso é a crítica que ficou a vai fazer ao discurso jurídico do Poder não é basicamente a
nesse projeto da analítica do Poder ficou Então vai escrever diferentes modos de funcionamento poder na modernidade a e no início dos anos 70 focou começa a traçando uma diferenciação em vários cursos e momentos ele diferencia o por e a disciplinar que é merge aí que ganha né mas é Monia na modernidade que século 17 18 e ele vai contrapor ao ante o poder soberano um poder de que se conforma ainda no final da Idade Média a e que os mecanismos disciplinares em grande medida eles estendem e se eles vão para além de se poder limpar
que se contrapõem essa estrutura de poder soberano ao invés de um poder que tem um centro definido a figura de soberano poder disciplinar ele tem ser capilarizado né ao invés do mecanismo da Lei ele funciona por meio de uma espécie de normalização social a ao invés das ficções de contrato social também os mecanismos e plenárias rompem com essa figura do sujeito de direito etc o que a gente tem a diferentes é uma espécie de sujeito domesticado produzido né nos seus pequenos a por meio de vários os mesmos que vão adestrando né com formando seu gestos
corrigindo os desvios a normalizando no sentido de corrigindo eliminando anormalidades no mês sete né então focou em vários textos vigiar e punir é um livro importantíssimo nesse sentido ele vai contrapor o poder disciplinar o mostrar a diferença entre o poder disciplinar o poder é soberano e no fundo disso existe uma crítica que focou desenvolve vários momentos ao que ele chama de discurso jurídico do Poder basicamente o discurso jurídico do Poder ele confere uma centralidade ao estado a lei ao problema da soberania a figura do soberano né esse essa foi uma maneira tradicional de se pensar
o poder tanto no direito conta na filosofia política né a esse na filosofia política moderna na tradução juiz na tradição contratualista enfim a e o focou vai surgir vai pro a espécie de uma outra abordagem é uma outra estratégia de análise das relações de poder a ele considera que essa essa descrição esse modo de pensar no discurso jurídico ele não permite que a gente capture bem que a gente compreenda de conta de vários fenômenos aí de me especialmente de fenômenos modernos né de certos modos como poder vai funcionar na modernidade e obviamente tão deixa sendo
a sombra determinadas manifestações o modo de funcionamento do Poder a ir O desafio é que o cocô vai se propõe a enfrentar vai basicamente o de a fornecer um novo vocabulário uma nova maneira de uma nova inteligibilidade das relações de poder é como se um discurso jurídico do Poder eles ele nos dessem vocabulário um uma maneira de falar sobre o poder né uma maneira de perceber o que é o poder E aí e essa maneira é grande medida é limitadora ela é insuficiente para certas questões com o tempo modernas e também contemporâneas e daí o
esforço de digamos assim de propor novos instrumentos de análise e essa é o grande objetivo da analítica do Poder do projeto de uma analítica do Poder Vamos então entrar no nas aulas que o selecionei nessas essas observações iniciais que eu fiz foram mais no sentido de introduzir né contextualizar melhor o curso mas vamos agora seguir mais de perto os temas tratados nas duas aulas né eu vou começar pela aula de Vinte e Um de Janeiro que começa na época começa a aula é reafirmando algumas de suas críticas a teoria da soberania E como eu acabei
de dizer seria incapaz de analisar adequadamente as relações de poder Eu lamento na modernidade na ele vai desenvolver uma série de críticas e ele vai então dizer que o objetivo do curso de 1976 é a é basicamente é realizar uma análise do poder que seja liberta da teoria da soberania né E se ele afirma na página 51 do em defesa da sociedade o vôlei essa passagem desfocou o projeto geral o dos anos anteriores e o deste ano é tentar desamarrar o livrar essa análise do Poder dessa Tríplice preliminar do sujeito da unidade da Lei e
ressaltar em vez desse elemento fundamental da soberania aquilo que o denominaria as relações e os operadores de dominação em vez de fazer os poderes derivarem da soberania e trataria muito mais distrair histórica e empiricamente das relações e os operadores de dominação teoria da dominação das dominações muito mais do que teoria da soberania O que quer dizer em vez de partir do sujeito ou mesmo dos sujeitos e desses elementos que seriam preliminares a relação e que poderemos localizar se trataria de partir da própria relação de poder da relação de dominação que ela tem que ela tem
de facto ao de efetivo e de ver como é essa própria relação que determina os elementos sobre os quais ela insídio portanto não perguntar aos sujeitos como porque em nome de que direito Eles podem aceitar deixar-se sujeitar mas mostrar como são as relações de sujeição efetivas que fabricam sujeitos na fim da estação com essa uma uma questão que em outros momentos o focou vai colocar nos termos né de uma a pensar o poder a partir do fato da dominação não é não a partir de um suposto centro da figura do soberano dos cursos de legitimação
de nada disso né e ao fazerem isso então o focou ele a ressalta net pretende partidas relações então como eu disse de dominação do fato de dominação em sua multiplicidade e sua diferença a partir das de hoje poder incide das pontas a ideia de um uma capilaridade sem procurar a base ou centro da dominação né então a figura mesa do soberano a própria figura do Estado vão ser questionadas né Depois o cocô vai a partir de 1978 desenvolveu uma outra estratégia para analisar o estado que a partir do curso segurança território população e até Zilah
de governamentalização do Estado Mas a gente não vai tratar disso nessas aulas mas enfim nesse momento é uma espécie de desconfiança na própria noção de estado oi e daí e claramente da noção de soberania Tá bom então o fogo vai se perguntar na continuação da aula é como então realizar essa análise das relações de dominação se não vai ser por meio da tradicional teoria da soberania como que seria feito em todos e ele propõe a fazê-lo por meio das relações de guerra né então ele abraça um novo modelo ele ele vai ter seguir uma nova
hipótese naquele vai chamar de hipótese da guerra ou hipótese limite é porque esperada justamente no modelo bélico muito usado por vídeo a isso ele diz na página 53 desfocou ex a espécie de questão preliminar que eu gostaria de focalizar um pouquinho este ano a guerra pode valer efetivamente como análise das relações de poder e como uma atriz das técnicas de dominação vocês me viram o que não se pode logo de saída confundir relações de força e relações de guerra é claro mas tomarei isso simplesmente como um caso extremo na medida em que a guerra pode
passar por ponto de tensão máxima pelo diz mesmo das relações de força a relação de poder será e seu fundo uma relação de enfrentamento de luta de morte ou de guerra sobre a paz a ordem a riqueza autoridade sobre a ordem calma dá subordinações sobre o estado sobre os aparelhos de estado sobre as leis etc devemos entender e redescobrir como espécie de guerra permitido e permanente e essa questão que eu gostaria de formular logo de saído sem ignorar toda a série das outras questões será necessário formula e que eu tentarei abordar nos anos seguintes o
fim da estação tão aqui o cocô Deixa claro que o modelo da guerra é apenas uma aposta metodológica não é uma via de investigação que ele pretende seguir ele é esse curso de 76 para avaliar até que ponto isso é frutífero até que ponto é uma boa estratégia é para gente pensar as relações poder né enfim é uma aposta metodológico de Deus assim mas ele tá dizendo que as relações de poder são e como relações de guerra Ele tá dizendo que a gente pode analisar relações de poder por meio da ideia né da relação de
conflito de guerra né mas isso mas nos permitir ver algumas coisas outras não vai ser até uma aposta de é toda a lógica é Tá bom vou dar uma outra passagem na qual o cocô vai colocar questões então relativos essa aposta está na página 54 desfocou enfim a questão principal que eu gostaria de estudar este ano seria esta como Desde quando e por que se começou a perceber o a imaginar que a guerra que funciona sob e nas relações de poder desde quando como porque se imaginou que o espécie de combate e no interruptor perturba
a paz e que finalmente a ordem civil em seu fundo em sua essência e seus mecanismos essenciais é da Ordem da Batalha quem imaginou que a ordem civil era uma ordem de batalha quem enxergou a guerra como filigrana da Paz quem Procurou no barulho da confusão da Guerra a quem procurou na lama das batalhas o princípio de inteligibilidade da hora o estado e suas instituições de sua história fim das passa Então esse conjunto de perguntas aí na sequência focou dias assim mas sinto novamente quem no fundo teve a ideia de inverter o princípio de clausewitz
quem teve a ideia de dizer é bem possível que a guerra seja política praticada por outros meios mas a própria política não será a guerra travada por outros meios a fim da situação né então aqui o co a falar um pouco sobre o colo o projeto né A Proposta deste curso de 76 ele que a investigar desde quanto esse discurso e v a guerra por de trás da suposta passar suposta ordem a que foi estabelecida as leis vigentes o estado ver por de trás disso uma guerra incessante permanente quais discursos fizeram isso né Aí ele
vai contar né uma nesse ao longo desse curso ele vai e pensadores momentos históricos movimentos políticos e de alguma maneira mobilizar esse tipo de discurso na ele mostrar denunciar a guerra por debaixo da lei e da Ordem da suposta passa conquistado a e a e aqui ele propõe então que a gente faça uma espécie de inversão da máxima de clausewitz né esse General prussiano e tal que dizia aqui a a lei né que eu que o direito era o estado né a política seria a continuação a da Guerra Aliás a guerra seria a continuação da
política por outros meios né é e o Vulcão inverte ele vai dizer que não que a política e a continuação da Guerra por outros meios que tipo quando aquele dizer com isso a ideia do Fofo é ressaltar o fato de que ali no final das contas a guerra ela é um como se fosse permanente aconteceu houvesse sempre conflito que dividir descer a sociedade a sempre vencedores e vencidos há sempre aqueles que conseguem impor a sua vontade criar as leis fazer valer aquilo que querem aqueles que são excluídos são subjugação silenciado são oprimidos Mas então a
a lei Ela não é uma superação dos conflitos da Guerra Ela não é uma conciliação é que vai ela não fala em nome né de um suposto bem comum ela é sempre o bem de um contra outros lá enfrentam num certo sentido até as do folclore que o direito né o estado as leis não é política Ela não é uma superação da Guerra Não é tão contrário daquela imagem contratualista típica de que havia o estado de natureza bélico uma guerra permanente E aí com o meio do pacto social da instauração da sociedade civil partir do
momento que é um soberano é e que é um conjunto de leis vigentes no território e é como se nós então superarmos aquele estado de guerra e passamos a viver em paz passássemos a viver sob uma ordem que Visa o bem comum e etc essa imagem é que tá sendo criticada contestada por fogo no final das contas a guerra é um estado permanente e a Lei nada mais é do que um prolongamento da Guerra princesa Ela não é uma superação da Guerra pelo contrário ela é uma perpetuação da Guerra só que agora por meio de
novas armas o direito o estado funciona como uma arma no interior de uma guerra que nunca cessa completamente né que tem momentos de maior de menor intensidade mas que ela nunca é superada completamente nós Manuele ultrapassado propriamente dito então o focou né disse que essa seria a proposta né de seguir ao longo do curso os novos os cursos de guerra que aparecem no século 17 na Inglaterra aí na França e aí eu vou ler uma passagem na página 58 na Qual ficou então diz o seguinte né e contrariamente ao que diz a teoria filosófico-jurídica o
poder político Não começa quando os Essa guerra a organização a estrutura jurídica do Poder dos Estados das monarquias das sociedades não tem seu princípio no ponto em que cesse o ruído das águas A Guerra Não é conjurado no início Claro a Guerra presidiu ao nascimento dos Estados o direito à paz as leis nasceram no sangue e na lama das batalhas mas com isso não se deve entender batalhas ideais e validades tais como as imaginam os filósofos os juristas não se trata de uma espécie de selvageria teórica a lei não nasce da natureza junto das fontes
frequentados pelos primeiros pastores a lei nasce das batalhas reais das Vitórias dos massacres das conquistas que tem sua data e seus heróis de horror a lei na aci da Ace o penteados das terras devastadas fim da estação eu tô aqui percebo um ponto pelas importantes na tipicamente genealógicas em essa essa passagem né o seja desconstruir esses mitos de origem relação estado essa ideia que são narrativas criadas para legitimar o poder legitimar o soberano não é para fazer parecer que tudo foi uma espécie de grandier realização civilizacional uma Superação do primitivo do bárbaro do da Guerra
essa não no final das contas na origem de todo estado que vai existir como ele diz é todas as leis todos os estados nasceram do sangue da Lama das batalhas foi sempre a imposição de um sobre outros né são rivalidades que não são ultrapassados né que não há uma reconciliação no futuro pelo contrário às leis vão seguir para silenciar excluir o prime e ainda mais esse outro vencido derrotado né então a a lei massa dessas batalhas reais né não é uma Essa guerra permanente não é uma idealização como como Hobbes faz né ou seja pensar
hipoteticamente o uma ficção de um estado de guerra mas quem não é o estado real né é uma construção teórica não o cocô tá querendo apontar para a ideia de qualho não na origem dos Estados tais como existem existem guerras reais massacres invasões né dominações específicas em bom estado então não apenas nasce da guerra mas ele vive numa guerra permanente e nunca passe fica essa guerra não é esse é o ponto a guerra permanece e nós estamos sempre imersos na guerra a gente tá a gente sempre tem um lado não existe uma posição acima do
conflito de neutralidade a gente não é impossível pai Uirapuru sobre a poeira da Batalha A gente está sempre envolvido nela somos sempre adversário de alguém essa é uma passagem importante que eu for por dia na página 59 segundo ele a lei não é pacificação pois sob a lei a guerra continua a fazer estragos no interior de todos os mecanismos de poder mesmos mais regulares a guerra é que é o motor das instituições e da ordem a paz na menor de suas engrenagens faz surdamente a guerra e outras palavras Kun e parar a guerra sob a
paz a guerra é a cifra mesma da Paz portanto estamos em guerra uns contra os outros uma frente de batalha perpassa a sociedade inteira continua e permanentemente e essa frente de batalha que coloca cada um de nós num canto o outro não há sujeito neutro somos forçosamente adversário de alguém uma estrutura binária perpassa a sociedade é fim da estação então a tese é de que não há uma conciliação possível né existem vitórias Mas elas são sempre parciais né ela num ela não come Ficam todos os lados em nome de um único ideal de um bem
comum nelas as vitórias ela simplesmente colocam uns numa determinada posição de domínio né detendo os meios né está parece podendo encerrar impôs suas leis e outros a numa posição de resistência é isso muda ao longo da história mas no fundo é o embate ele ele é continuar né sinto novamente cocô na página 60 temos de redescobrir a guerra porque pois bem porque essa guerra antiga é uma guerra permanente temos de fato de ser dos eruditos das batalhas porque a guerra não terminou as batalhas decisivas ainda estão se preparando a própria batalha decisiva temos de vencê-la
isso quer dizer que os inimigos que estão à nossa frente continuam a nos ameaçar e não poderemos chegar ao termo da guerra e por algo como uma reconciliação ou uma pacificação mas somente na medida em que formos efetivamente vencedores né fim da citação o ainda na página 60 uma outra passagem na qual focou vai é justamente apontar a massa para esse caráter histórico político dos próprios discursos no qual a gente tem sempre um lado né dizer o sujeito que fala no discurso que diesel O que diz nós não pode e aliás não procura ocupar a
posição do jurista do filósofo Isto é a posição do sujeito Universal totalizador ou neutro nessa luta Geral de que ele fala aquele que fala que ele que diz a verdade aquele que narra a história aquele que recobre a memória e conjura os esquecimentos pois bem Este está forçosamente de um lado ou de outro Ele está na batalha ele tem adversários ele batalha por uma vitória particular Claro sem dúvida ele faz o discurso do direito e faz valer o direito reclamo Mas o que ele reclama e o que faz valer são os seus direitos são os
nossos direitos diz ele direito singulares fortemente marcado o assunto propriedade conquista de Vitória de natureza será o direito de sua família de sua raça o direito em sua superioridade ou direito da anterioridade o direito das invasões triunfantes ou direito das ocupações recentes ou milenares Mas então fim da estação fica claro aqui não só que é uma batalha permanente que atravessa a sociedade que a gente tem sempre lado que não existe uma posição de neutralidade como também que aquele que reivindica o direito não fazem nome de Nobres ideais universais em nome de todos e do bem
comum faz reivindicando o seu direito a Então existe sempre certa maneira o interesse Que perpassa afirmação desses valores que são supostamente ou vendidos como universais bom a dito isso eu finalizo a primeira parte da aula e continua a apresentação na