[música] Irmãos amados, nós vamos abrir a palavra de Deus no livro do profeta Jeremias. Profeta Jeremias, capítulo 18, versos de 1 a 6. Profeta Jeremias, capítulo 18, versos de uma 6, está escrito: "Palavra do Senhor que veio a Jeremias, dizendo: "Dispõe-te e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras".
Desci a casa do oleiro e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo o bem lhe pareceu. Então veio a mim a palavra do Senhor.
Não poderei eu fazer de vós como fez este oleheiro a casa de Israel, diz o Senhor. Eis que como barro na mão do oleiro. Assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Amém. Irmãos, eu gostaria de, a título de introdução dizer que esta passagem tem um contexto remoto, um contexto próximo e um contexto imediato. O contexto remoto é que as 10 tribos do norte, conhecido como o reino de Israel, cuja capital era Samaria, já havia caído nas mãos da Síria.
Aquele reino rebelde durante 209 anos pecou contra o Senhor. Adorou outros deuses, não ouviu a voz dos profetas de Deus. e foi levado para o exílio pelo poderoso império assírio.
Esse é o contexto remoto. O contexto próximo é que Judá, de onde o profeta Jeremias está profetizando, oscila entre obediência e rebeldia. Reis piedosos eram sucedidos por reis maus.
E no obstante tantas advertências de Deus, a nação de Judá estava cambaleando, oscilando entre obediência e desobediência e estava também na eminência de ser levada cativa pelo império babilônico. A tempestade do juízo já estava se formando no horizonte. Era a 11ª hora quando Deus está chamando mais uma vez o seu povo ao arrependimento.
Esse é o contexto próximo. O contexto imediato é que Deus se dirige ao profeta Jeremias para descer à casa do oleiro, não com o propósito de pregar uma mensagem. mas com o propósito de receber uma mensagem a fim de transmiti-la à nação.
E esta mensagem tinha duas características bem claras. Primeiro, a nação se arrependia e era poupada, ou a nação se endureceria e seria certamente visitada pelo mal inexoravelmente. Em outras palavras, antes da tragédia chegar, Deus oferece ao seu povo mais uma chance.
A chance de se arrepender. Arrependimento e vida, rebeldia e morte. Não havia outra alternativa.
É como se a nação de Judá fosse como um vaso que se estragou na mão do oleiro. E o oleiro está disposto a fazer um outro vaso. não jogar aquele vaso quebrado fora, descartá-lo, mas apanhar aquele vaso, amolecê-lo de novo e fazer um outro vaso perfeito, bonito, útil paraa glória do seu nome.
E aqui decorre, portanto, desta casa do oleiro algumas lições. Primeiro, os homens estão sob o absoluto poder e autoridade de Deus. Se você lê o demais contexto desse capítulo, Deus está falando apenas de Israel e Judá, está falando de todas as nações.
Deus tem o controle do universo. Deus tem o controle do mundo. Deus tem o controle das nações.
Deus tem o controle da igreja. Deus tem o controle da sua vida, da minha vida, da nossa vida. Ele tem o controle de tudo.
Em outras palavras, Deus tem o poder de pegar alguma coisa que está estragada, uma vida que está trincada. Deus tem o poder de pegar um vaso que se estragou, que não é mais útil, e fazer desse vaso um outro vaso, um novo vaso, fazer uma verdadeira obra de restauração completa. Segunda conclusão, os homens não podem dar pleno significado a sua própria vida e os homens não podem restaurar a eles mesmos.
O homem caiu. Não há homem que não peque. Todos pecar e destituídos estão da glória de Deus.
O vaso quebrou, o vaso trincou, o vaso se estragou na mão do oleiro. E nenhum de nós pode restaurar a si mesmo. Nenhum de nós pode refazer a si mesmo.
Sem a intervenção de Deus, o barro não pode reerguer-se. Se for deixada a sua própria sorte, o barro fica imóvel, amorfo, incapaz, no chão. Essa é a ideia que o texto quer passar para você e para mim nesta noite.
Não temos a solução em nós mesmos. Não podemos restaurar-nos a nós mesmos. A vida à parte de Deus é amorfa e sem propósito.
Terceira conclusão. Quando é que o vaso se estraga nas mãos do oleiro? Primeiro é quando esse vaso demonstra alguma rachadura.
E quando um vaso demonstra alguma rachadura, ele perde o seu valor, ele perde a sua beleza, ele perde a sua utilidade. É quando o homem ao receber a palavra, o conteúdo da palavra, essa palavra vaza. Ela não é retida, entra no ouvido, sai no outro.
Deus falara e falara tantas vezes, muitas vezes, aos pais pelos profetas. E a nação de Israel e a nação de Judá perseguiu os profetas, matou os profetas, tapou os ouvidos para não ouvir a voz dos profetas. O vaso estava rachado, a palavra não foi retida, o vaso estava estragado.
Agora, como o vaso se estraga? Ele se estraga quando ele resiste como barro rebelde as mãos do oleiro que busca moldá-lo. Assim a vida se torna cheia de defeitos, de vícios, de manias, deincrasias, defeito de caráter.
Defeito de temperamento, hostil a palavra de Deus. As palavras que brotam da boca são palavras torpes. As atitudes são grosseiras.
Tornamos-nos inúteis, vasos rachados. Às vezes podemos até fazer uma espécie de caiadura, de verniz, um pouquinho de cera externa para passar a ideia de que somos bonitos, mas às vezes por dentro o vaso está todo estragado. Precisávamos ser como a igreja da glória, a igreja triunfante.
Quando você lê o relato de Apocalipse capítulo 21, aquela igreja é bonita por fora e aquela igreja é bonita por dentro. O fundamento que ninguém vê, que ninguém percebe é feito de pedras preciosas. Quando alguém olha por dentro, tá tudo belo.
Quando alguém olha por fora, a glória de Deus resplandece nela. É isso que Deus quer, que você e eu sejamos. Belos por dentro, belos por fora, completamente úteis nas mãos de Deus.
Mas uma outra pergunta ainda se faz. O que é que dificulta este vaso ser modelado pelo oleiro? E a resposta é material impróprio.
Primeiro, o barro não pode ser insensível como a pedra. Às vezes, meus irmãos, nós somos duros com a pedra. Resistimos ser moldados, transformados, somos inflexíveis com a pedra, somos rebeldes, somos insubmissos às mãos do oleiro.
Aquele que tem a dureza das pedras não pode ser vaso nas mãos do oleiro. É gente difícil de ser moldada. na linguagem bíblica, gente de dura servi.
Escuta, escuta, escuta, escuta domingo após domingo, mês após mês, ano após ano, mas não se rende, não se dobra, não se amolda, não se curva, não se submete. Num dos retiros que realizamos lá em Vitória certa feita, convidamos pastor Russel Ched para ser o pré-eleitor e tivemos um momento de perguntas e respostas. Me lembro que uma pessoa se levantou e perguntou ao pastor Russeled: "Pastor Russeled, no seu entendimento, qual é o maior pecado que os crentes hoje cometem?
" E ele respondeu: "No meu entendimento, o maior pecado que os crentes cometem é dureza de coração. Dureza de coração. Somos como pedra.
A chuva cerôde do Espírito Santo desce e escorre. A palavra chega e não fica. A pessoa cria uma casca de resistência e ela vem à igreja domingo após domingo, anos e anos.
Nada muda, nada acontece. Continua resistindo e resistindo e resistindo à palavra de Deus. Dureza de coração.
Quando eu olho, por exemplo, para Davi e Saul, essa é a diferença que a gente vê. Davi é um homem pecador. E às vezes quando você lê na Bíblia os pecados que Davi cometeu foram mais graves, mais escandalosos do que os pecados de Saul.
Mas Davi tinha uma característica. Quando Deus falava com ele, ele se quebrantava. Quando Deus falava com Saul, ele se justificava.
Não havia quebrantamento, não havia a postura de ser maleável nas mãos do oleiro. Era como pedra que não se amolda. Segundo lugar, material impróprio.
O barro não pode ser desagregado como areia. Areia é gostosa de pegar, é boa para andar nela. é fofa, não suja as mãos.
Quando o sol bate na areia, até reflete cores variadas, porém a areia não é maleável, ela não tem liga, [risadas] ela não se amolda. Eu quero dizer para você, amados, que muitas vezes nós somos como areia, não tem liga, não se adequa, não se amolda, passa a ideia do crente egoísta, isolado, que ele não tem comunhão, ele não tem prazer em estar junto. Fazemos parte do corpo, mas não nos sentimos parte do corpo.
Somos ovelhas, mas não gostamos de estar junto do rebanho. Não vivemos em comunhão uns com os outros. Não somos um corpo.
Não somos barro na mão do oleiro. Somos areia que não tem agregação nenhuma. Mas em terceiro lugar, material impróprio.
O barro não pode ser sujo como a lama. Barro não é lama. Lama suja as mãos do oleiro.
Barro é diferente lama, porque lama não tem liga. A lama além de sujar as mãos do oleiro, ela passa a cheirar mal. O barro precisa ser limpo.
Ele não pode ter impureza, ele não pode ter mistura, do contrário, ele não tem liga. Para que sejamos vasos nas mãos do oleiro, precisamos ser limpos. sem impurezas, sem misturas.
Mas finalmente, material impróprio. O barro não pode ser volátil como a poeira. A poeira não permanece quieta nas mãos do oleiro.
Qualquer vento espalha a poeira em diversas direções. Ela é inconstante. Qualquer tribulação afasta essa pessoa de Deus.
É como a poeira que o vento leva. Portanto, gostaria agora de olhar para esta passagem e extrair dela três lições principais. Primeira lição.
Deus não desiste quando você falha em cumprir o seu propósito. Veja você o versículo 4. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu.
Irmãos, Deus seria justo se diante dos meus pecados, das minhas falhas, das minhas rachaduras, dos meus trincamentos, dissesse para mim: "Eu vou jogar você fora, você não serve para mim. Vou buscar o bem melhor do que você. " Bendito seja Deus.
Ainda que você na sua rebeldia resolva desistir de Deus, Deus não desiste de você. Deus não abre mão da sua vida. Deus não abdica do direito que ele tem de ter você para ele.
Ele não joga você fora. Não tem lata de lixo no reino de Deus. O oleiro não descartou o vaso porque o vaso se estragou em sua mão.
Ele resolveu pegar esse barro, amolecer esse barro e fazer outro banjo. Irmãos amados, nós somos criados perfeitos à imagem e a semelhança de Deus. O pecado veio e nos deformou, nos sujou.
Temos trincas, temos rachaduras, mas não perdemos por completo a imagem de Deus. Ilustrando isso de maneira muito simplória, você está caminhando numa noite ensolarada, ou melhor enuarada, a noite clara, a lua brilhando. Você chega perto de uma poça d'água que está límpida e você vê a lua refletida naquela água.
Lá no passado, diz que o Narciso viu a si mesmo refletindo o seu rosto e ficou apaixonado por si. Daí vem a palavra narcisista. Mas imagine que você esteja caminhando numa noite em luar.
Você chega numa poça de água suja e você não vê a lua refletida. A lua continua brilhando. Ela não saiu do seu lugar, mas você não vê mais o reflexo.
Não é porque a lua não esteja brilhando, é porque a água está suja e não reflete a lua. Às vezes nós somos como essa poça d'água suja que não está refletindo de maneira completa e bela e perfeita a imagem de Deus. Mas o que Deus está fazendo com você e comigo?
Ele não pega esse vaso estragado e joga fora. Ah, como Deus é paciente conosco. Como Deus é generoso conosco.
Quantas vezes nós pecamos? Quantas vezes nós nos rebelamos? Quantas vezes Deus nos chama o arrependimento?
Quantas vezes nós lemos a palavra e somos quebrantados e somos eh levados ao arrependimento, as lágrimas? E quantas vezes nós reincidimos o erro e quantas vezes nós repetimos a mesma transgressão? Quantas vezes nós nos rebelamos contra ele?
Quantas vezes o nosso coração se endureceu contra ele e ele reincidentemente nos amando e reincidentemente nos buscando e continuamente nos querendo e completamente nos restaurando. Louvado seja o seu nome. Ele continua investindo a nossa vida.
Como é bom saber que Deus não desiste de nós. Eu fico olhando a experiência do Pedro. Para mim uma das mais belas da Bíblia.
Quando as mulheres vão ao sepulcro, elas encontram o túmulo aberto, elas encontram o túmulo vazio, elas saem do túmulo e um anjo pergunta para elas: "O que que vocês vieram fazer aqui? " e procurar entre os mortos aquele que está vivo. Ele não está mais aqui.
Mas ide, dizei aos seus discípulos e a Pedro que ele irá diante de vós para Galileia e lá o vereis como ele vos disse. E é curiosíssimo que Jesus mencione o nome de Pedro, uma vez que Pedro também era discípulo, como os demais. E por que Jesus menciona o nome dele?
É porque Jesus sabia que aquelas alturas Pedro não se sentia mais discípulo. Pedro havia negado o seu nome, a sua fé, o seu apostolado, o seu Senhor. Pedro desistiu, mas Jesus não desistiu dele.
E eu quero dizer para você nesta noite que Jesus não desiste de você. Ele conhece as suas dores, ele conhece as suas lutas, ele conhece as suas fraquezas, ele conhece os seus fracassos, ele conhece os seus pecados, ele conhece os seus deslizes, ele conhece os seus resvalões, ele conhece as suas trincas, ele conhece as suas rachaduras, mas ele não abre mão da sua vida. Ele não desiste de você.
Ele continua trabalhando na sua vida para fazer de você um vaso de honra. Bendito seja o seu nome. Que graça maravilhosa.
Segunda lição do texto que eu quero destacar. Deus não faz remendos no vaso, ele faz um vaso novo. Volta de novo ao verso 4, por favor.
Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso. Isso é maravilhoso, porque o que Deus tem para você e para mim não é uma reforma, não é uma caiadura, não é um verniz, não é um cosmético, não é a mera aparência, não é algo apenas externo. Porque tem muita gente que apenas pensa que cristianismo é uma maquiagem.
Não se trata disso. O que que é ser crente? Tem muita gente que pensa que ser crente é deixar de fumar, deixar de beber, deixar de dançar, deixar de frequentar discoteca, dançar deixar de jogar.
Tem crente que tá jogando, né? Não. Os caras estão fazendo uma fezinha por aí.
Agora, preste atenção nisso. Essas coisas você devia deixar de fazer mesmo. Mas é possível que alguém não beba, não jogue, não fume, não adultere, não roube, não faça isso, não faça aquilo, faça aquilo outro e não seja um crente.
Essas reformas externas até você consegue fazer algumas coisas para uma melhorada no performance. Vejam vocês que o Senhor está falando é de uma nova vida, é de um novo coração, é de uma nova mente, é um vaso novo. Pensa comigo na seguinte possibilidade.
Aqui no Brasil, pelo menos aqui em São Paulo, mas lá no sul do Brasil, você vê um pouco ainda disso, uma casa toda de madeira. Aí imagino que essa casa esteja velha. Aí, imagina que essa casa esteja comida de cupim.
Ela tá de pé, mas está prestes a ruir. Aí imagine que alguém vai lá e passa um verniz e quem passa e olha, que casa bonita, que casa linda, parece tudo novo, mas por dentro tá tudo podre. O que Jesus faz com você e comigo não é apenas uma caiadura, apenas um verniz, numa estrutura podre, não.
Ele muda toda a estrutura. É uma nova vida, é um novo coração, é nova mente, é uma nova família, uma nova pátria, uma nova herança, é um novo nascimento, é uma transformação real, é um vaso novo. Bendito seja Deus.
Eu [roncando] leio na Bíblia que o filho do Salomão, o Roboão, enfrentou uma situação adversa de uma nação que chega e saqueia os escudos de ouro que ele possuía. Era tão rico o império salomônico que até os escudos eram feitos de ouro. E aí diz a Bíblia que uma vez que os escudos de ouro foram saqueados, ele fez outros escudos de bronze.
É como se ele dissesse assim: "Para Deus qualquer coisa serve. Não tem ouro, vai bronze mesmo. O que Deus está fazendo na sua vida, na minha vida, não é isso.
Ele não faz um vaso de segunda mão inferior, não. Ele faz outro vaso novo. Não é reforma, não é caiadura, é algo absolutamente novo.
Me permita ilustrar isso. na Roma antiga e você anda hoje e vê essas antiguidades lá do passado. Era muito comum os escultores fazerem estátuas de personalidades ou de um animal e as pessoas gostavam de comprar essas obras de escultura pro adorno da sua casa ou pros seus jardins, pros seus palácios.
E aí alguns desses escultores na hora de fazer a sua obra tinha defeito, tinha trincaduras, tinha rachaduras, tinha trincas. E eles iam lá com muito jeitinho, com muita capacidade, com muita perícia e cobriam essas rachaduras com cera. O comprador chegava e olhava e não via defeito e pagava altos valores por aquela obra de escultura e levava paraa sua casa e botava no seu jardim.
Daqui a pouco o sol batia, o calor chegava e a cera derretia e a fenda e a rachadura e o defeito aparecia. Isso levou os consumidores serem mais exigent exigentes e chegavam pro vendedor e perguntava: "Eu quero uma estátua, uma obra de escultura sinicera [roncando] sem cera. E esta palavra, portanto, do sinicera veio a cunhar a nossa palavra sinceridade, sem cera, sem máscara, sem ludíbrio, sem falcatrua, transparente.
É isso que Jesus faz na sua, na minha, na nossa vida. É um vaso novo, sem rachadura, sem cera, autêntico, real, perfeito. Mas a pergunta é: qual é o processo que o oleiro usa para pegar um vaso que estragou na sua mão para fazer outro vaso?
Qual é o processo? E esse processo passa por três etapas. Primeiro, primeira etapa, ele precisa ser amolecido com água.
E a água, meus irmãos, é um símbolo do Espírito Santo. Então, é preciso que o Espírito Santo amoleça o nosso coração. Porque se o Espírito Santo não amoleceu o nosso coração, nós vamos ser um barro resistente nas mãos do oleiro.
Se o Espírito Santo não nos convencer de pecado, o nosso coração continuará duro e rebelde. Hoje o pastor Arival termina o sermão dele agora da tarde dizendo algo que é um óbvio, mas é tão essencial. Quando alguém se levanta aqui para pregar, o que nós conseguimos é apenas falar aos ouvidos.
na esperança de que o Espírito Santo que inspirou essa palavra ilumine o nosso coração para que esta palavra entre pelos ouvidos da nossa alma e toque o nosso coração. Se o Espírito Santo não agir, em vão o homem fala. Se o Espírito Santo não operar, nós poderemos falar aqui a noite inteira e não entrará no coração, porque essa é uma peculiaridade absoluta do Espírito Santo.
Só ele pode falar ao coração. Se essa água não amolecer o coração, esse vaso continua estragado. Mas há um segundo estágio.
O barro precisa passar pela prensa do do oleiro. A prensa do oleiro. E eu quero dizer para você que a prensa de Deus dói.
Você é amassado, você é triturado para você ser maleável e moldado. E talvez você esteja nesta noite na presença de Deus. Mas eu quero dizer para você que a prensa de Deus não destrói você.
A prensa de Deus molda você para que você fique bonito, caro, raro, único e útil. Esse processo é para tirar as bolhas. O barro precisa ser prensado, amassado, para que o vaso fique de acordo com a vontade do oleiro.
Mas é um terceiro estágio nesse processo. O vaso, depois de ser amolecido pela água, de ser moldado pela prensa, agora o vaso precisa ir para o fogo, para a fornalha. E eu quero dizer para você que o fogo de Deus arde, mas não destrói.
E o fogo de Deus tem o propósito, meu amado irmão, de criar em você resistência. Embora nós não gostemos da fornalha, não pode existir vaso de honra sem passar pelo processo da fornalha. É o batismo de fogo.
E o Espírito Santo, Jesus vem para batizar com espírito e com fogo. O fogo de Deus é para dar resistência a você. E é depois que você passa por esses três processos, ser amolecido pela água, ser moldado pela prensa e ser fortalecido pelo fogo, que então você se transforma em vaso útil, precioso, pra glória de Deus.
Não pulemos os estágios. O oleiro sabe o que faz. Então vamos à última lição do texto.
Terceira lição. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer. Deus não faz de mim um vaso conforme o meu querer.
Deus faz um vaso novo, segundo o seu querer e o seu propósito soberano. Volte os olhos ao verso 4. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo o bem lhe pareceu.
Louvado seja Deus. Sabe o que significa isso? Não é o barro que manda no oleiro, é o oleiro que manda no barro.
Não é a minha vontade que deva ser feita no céu. É a vontade de Deus que precisa ser feita na terra. Nós somos barro.
Deus é o oleiro. Eu queria que nós lêsemos dois textos. Se puder botar na tela, eu agradeço muito.
Primeiro deles, Romanos, capítulo 9. versículo 19 e 20. Vamos ler todos juntos a igreja comigo, por favor.
Toda a igreja. Tu, porém, me dirás de que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?
Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: "Por que me fizeste assim? Quem manda em quem?
O oleheiro manda no barro. O barro se submete ao oleiro. Vamos ao texto dois.
Isaías 64. Ponha na tela, por favor. Isaías 64 verso 8.
Vamos ler juntos por por gentileza. Versículo 8. Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro e tu o nosso oleiro, e todos nós obra das tuas mãos.
Então o oleiro modela o barro conforme a sua vontade. E a vontade de Deus é boa, é agradável e é perfeita. Agora, preste atenção.
Deus é criativo e não faz vasos em série. Sabia disso? Você é único, você é exclusivo.
Se você não for você, ninguém mais o será. Porque Deus fez você, jogou a forma. Então, quando você se olhar no espelho, dê graças a Deus, porque se você rejeitar o projeto, você rejeita o projetista.
Não cabe no cristão complexo de inferioridade. Não cabe no cristão autoestima chatada. Quando Deus fez você, quando Deus moldou você, ele não errou no projeto, ele sabe o que tá fazendo.
A Bíblia diz que Deus predestinou você para você ser conforme a imagem de Cristo Jesus. A Bíblia diz que Deus está transformando você de glória em glória na imagem de Cristo, Senhor. Então, bendito seja Deus.
Você é um vaso de honra que Deus fez pro louvor da sua glória e um vaso exclusivo que tem a assinatura do criador do universo. Pastor Elival, quando eu estava lá em Vitória, eh, montando no nosso apartamento, eu queria ter um quadro na sala, eu gosto de paisagem. Eu falei: "Eu quero ter um quadro de paisagem".
E aí passei numa loja bonita em Vitória, falei: "Eu gostei desse quadro, fiquei todo empolgado. " Quando eu perguntei o preço, eu fiquei desanimado, caríssimo. E eu pensei, deve ser a moldura, porque a moldura era belíssima.
Falei, não [risadas] tem nada a ver com moldura. A moldura pode ir de graça. Falei: "Mas então por quê?
" Ah, porque esse quadro foi pintado por um pintor muito famoso. Tem a assinatura dele no quadro. E eu confesso que não sou tanto amante assim de ar assinatura dele.
Eu queria o quadro. [risadas] [suspirando] Claro que eu não comprei o quadro, viu? Compre um outro bonito igual.
Não tinha assinatura, mas é bonito. Deixa eu dizer para você, você é um vaso único, exclusivo, que tem a assinatura do Deus todo- poderoso, do oleiro celestial. Você tem valor pro coração de Deus.
Talvez você não se sinta assim. É pena que às vezes a gente não se sente assim. Isso me faz lembrar de um grande leilão que foi feito na Europa pros amantes da música.
A Europa tem tantos lugares que amam tanto a música, como Alemanha, um lugar que respira música, como a Áustria que respira música. estavam leiloando um violino estradivários já velho. E ninguém dava valor e ninguém se importou tanto com o valor dele e as ofertas eram tão pequenas e não não agradava o leiloeiro.
Aí levanta-se um cavalheiro, pega o violino nas mãos, aprecia o violino, limpa o violino, afina suas cordas e arranca do violino acordes maravilhosos. Aquele violinista era o Paganini, o maior de todos os tempos. E o auditório aplaudiu ruidosamente.
E aquele violino foi vendido naquela noite por um por peso de ouro. Porque alguém viu o valor dele, porque um especialista arrancou dele acordes tão lindos. Talvez hoje você se sinta um violino velho, sem valor, sem importância.
Mas eu quero dizer para você que o maior dos violinistas, o maior dos músicos, o Senhor Deus todo- poderoso, afinará suas cordas, embelezará você e arrancará da sua vida acordes maravilhosos paraa glória do seu nome. Você é o vaso nas mãos de Deus. Quem sabe nós pudéssemos pensar e cantar.
Eu quero ser um vaso novo, como um vaso nas mãos do oleiro. Quebra minha vida [gemido] e faz-a de novo. Eu quero ser.
Eu quero ser um vaso novo.