Fala pessoal, hoje nós daremos continuidade à nossa série de vídeos sobre exame psíquico e falaremos hoje sobre a inteligência, tá certo? Essa função psíquica que não é muito bem uma função psíquica, isso vai ficar mais claro na aula, tá certo? Mas como sempre, a gente primeiro vai fazer uma definição, depois a gente vai falar um pouco ali sobre a conceituação da inteligência e o que que é esperado, o que que é normal, como é que se estrutura a inteligência, tipo, bom, o que que é comum, o que que não é comum, tá certo?
Depois a gente vai dar um exemplo, um exemplo que a gente sempre tenta botar aqui algo prático para você ver como é às vezes no paciente, como é na prática, o que que você tem que se atentar. Depois a gente fala um pouquinho sobre como que você avalia e por fim a gente finaliza dando alguns exemplos dos transtornos. Então bora para lá.
Vamos começar aqui. Ã, bom, vamos pra nossa aula de inteligência. E pessoal, primeira coisa que a gente tem que fazer é a definição, tá certo?
O que que seria inteligência? Por que que eu falei assim que não é muito bem uma função psíquica? É mais como se a inteligência fosse a capacidade que a gente tem de fazer com que o pensamento ele seja eficiente e produtivo.
Ou seja, é muito mais como é que a gente usa a função psíquica do pensamento e do raciocínio. Ou então também se você quiser, a inteligência seria aquilo que a gente chama de rendimento. Rendimento é essa capacidade ou então é a expressão de uma função psíquica.
E aquilo que é rendimento em linhas gerais pode ser medido. Por isso que a gente vai dentro do campo da inteligência utilizar muito aqueles testes neuropsicológicos, tá certo? É por isso tem algumas funções que elas conseguem ser medidas, outras que elas são mais difíceis de ser medidas.
A inteligência é uma delas, tá certo? Inclusive, pessoal, a medição ela influencia também nesse conceito da inteligência. Por isso que o conceito de inteligência, ele sempre vai tá relacionado muito na nossa capacidade de resolver problemas ou de lidar com problemas, a nossa capacidade que a gente tem de fazer conceitos abstratos, de trabalhar com esses conceitos abstratos.
nossa capacidade de abstrair, de analisar, de sintetizar, de resumir, de comparar, de testar, de criticar, de tentar separar aquilo que é crucial daquilo que é acessório ou daquilo que é periférico, tá certo? Ou seja, é uma função ou análise de uma função mais rebuscada. E tudo isso às vezes é dirigido a um objetivo, ou seja, é como que você vai conseguir lidar com esse problema.
E na natureza, obviamente, isso denota justamente a capacidade que o ser humano tem de se adaptar. É através da nossa inteligência, inclusive, que talvez a gente já alcançou aí as maiores adaptações como espécie, né? E, infelizmente é o que a gente tá tentando substituir com a é justamente a nossa inteligência, tá certo?
Então assim, dito isso, essa é a definição com que a gente vai trabalhar. E a inteligência pessoal, ela depende de algumas coisas, que é o que a gente tá chamando aqui de condições necessárias. Ou seja, para você expressar sua inteligência ou então para ela ser formada, é como se você precisasse de alguns ingredientes.
E quais são esses ingredientes? Tá? Na eles não são a inteligência em si, mas eles permitem tanto a estruturação quanto a expressão de a inteligência ou de um pensamento inteligente.
O que que seria isso? Você tem que ter atenção e concentração, tem que ter memória. Para você exercícios inteligência, você tem que ter uma certa resistência à fadiga, ou seja, ficar naquela atividade ali e tolerar o esforço que aquela atividade exige.
E também você tem que, de uma certa forma, unificar a sua vontade, ou seja, fazer com que todos os seus processos psíquicos, motores, sensoriais, eles estejam trabalhando ali em uma única direção. E óbvio que tudo isso recebe um aporte de várias vias. Recebe aporte da via sensorial, por exemplo, você tem que ter input ou entrada de estímulos.
E aí vai ser muito importante ter uma integração do sensório, ter uma capacidade de escutar legal, ter uma capacidade às vezes de ver legal e de organizar aquilo que você tá vendo. Você também tem que ter uma habilidade de uma certa forma motora, tá certo? A motricidade, ela não fala só sobre a nossa capacidade de se mover, mas ela também tá muito relacionada inclusive com a nossa vontade, tá?
Por mais estranho e por mais difícil que isso pareça. E também, pessoal, a gente precisa de um certo tipo verbal, que é bem expresso na nossa linguagem e que também tá extremamente relacionada com essasões mais superiores. Ou seja, a gente precisa de todos esses ingredientes paraa inteligência tá funcionando.
E por que que é importante saber disso aqui? Porque imagina aí, pessoal, uma pessoa que ela tem um TDH aí grave no começo da vida. Às vezes, por não conseguir sustentar atenção ou por por às vezes não conseguir aguentar um pouco o tédio, a pessoa ela pode ter danos na inteligência, porque ela vai ser uma pessoa que diante de uma atividade mais difícil, ela se cansa muito fácil.
E aí, como é que ela vai aprender matemática? Como é que ela vai às vezes conseguir elevar o pensamento dela num grau mais abstrato, tá certo? E isso não é só unidirecional, então é uma via também bidirecional, tá certo?
Então, por exemplo, a pessoa pode ter um dano na atenção, isso gerar um dano na inteligência e o contrário, um dano na inteligência pode gerar também um dano na atenção. E aí fica esse processo que se retroalimenta e o que eu chamo de bola de neve do mal, tá certo? Às vezes você não sabe o que que gerou o que e que e fica entre aquela é o ovo e a galinha, o que é que veio antes, né?
Enfim. Então, sempre pensar nesses processos bidirecionais. Ah, tem um outro exemplo.
Claro. Imagina uma pessoa que tem um autismo, tá certo? E ela tem dificuldade às vezes de ver o que que a outra pessoa está falando.
Ou então ela tem capacidade, ela tem uma dificuldade na capacidade de ter uma atenção compartilhada. Para que que a gente precisa de uma atenção compartilhada? Pra linguagem.
Você precisa prestar, ver como é que a outra pessoa articula a boca, articula os gestos, articula a fala. E isso vai impactar, óbvio, na pessoa ter um atraso de linguagem, no atraso verbal. Às vezes a pessoa vai demorar a falar mais e a muito importante isso, tá certo?
E esse essa parte verbal, ela vai influenciar na inteligência. Então assim, é uma linha de mão dupla. Então a gente vê muito isso, assim como a gente vê pessoas que têm um déficit intelectual, um déficit na inteligência tendo problema em todas as essas outras sessões, tá?
Às vezes uma pessoa que tem déficit inteligência, ela vai ter uma problema de atenção, vai ter problemas motores, vai ter problemas às vezes assim que não vai conseguir se concentrar na mesma tarefa ou então ficar naquela tarefa ou vão ser muito concretas, tá certo? Então o que eu quero que vocês peguem aqui é essa influência dupla que esses fatores eles exercem. Eu acho que até esse nível aqui que você chegou, você tá assistindo essa série de exame psíquico, você já deve ter meio que entendido que as funções psíquicas elas são todas conectadas entre si, tá certo?
uma meio que influencia a outra, tá? E é para ser assim mesmo, os limites dela são imprecisos. Por quê?
Porque na prática é assim, na prática tá tudo junto mesmo, tá bom? A gente separa aqui, óbvio, às vezes para medir, para ser didático e também porque a gente tende a categorizar como ser humano e também para manter uma especialidade que nem a psicopatologia e obviamente a psiquiatria. Beleza?
E aí vamos passar aqui para um uma estudo, né, cara? a gente pode falar de inteligência ou de inteligência, ou seja, aquela famosa pergunta: "Ah, mas uma pessoa que é inteligente, ela é inteligente meio que em tudo ou então tem áreas ou então que ela pode ser mais inteligente? " Lembra daquela coisa que ficou muito famosa assim: "Ah, a pessoa tem inteligências múltiplas, ela é muito boa em música, mas ela pode não ser em matemática".
Então, o que que o pessoal propõe? Isso aqui são hipóteses, são tes muito bem estabelecido. A gente não sabe dizer se de fato tem um fator comum.
que reúne todas as inteligências ou se então são em múltiplos domínios. O que que provavelmente é isso aqui? É uma especulação, óbvio, talvez seja o meio termo, ou seja, geralmente quem é inteligente é inteligente meio que em tudo mesmo, mas tem domínios ali, onde é que isso vai ser distribuído, tá certo?
Por que que essa ideia é importante? Porque veja só, quais são geralmente os múltiplos domínios, tá? Não é muito aquela coisa, ah, inteligência emocional, não, não, não é mais concreto que isso.
É, por exemplo, são domínios verbais, são domínios de cálculo, domínios de memória, domínios de velocidade de raciocínio e também espacial ou perceptual. Não é pessoa ser boa de futebol, não, tá? Mas enfim, ela organizava o espaço relativamente bem, tá?
E você vê aqui que esses múltiplos domínios eles são geralmente afetados naqueles transtornos de aprendizagem lá da psiquiatria infantil. Então, por exemplo, às vezes a criança tem uma descalculia, mas ela tem uma parte verbal boa. Óbvio que isso não é tão puro assim.
Na prática mesmo você vê a criança com transtorno de aprendizagem meio que em tudo, tá? Mas é possível ter um transtorno que seja mais verbal, um transtorno que seja mais de cálculo, às vezes um transtorno que seja mais na velocidade do processamento, tá certo? Então, algumas coisas apontam para esses domínios múltiplos, só que também teriam fator comum ligando todos eles, tá certo?
E isso é muito importante. Por que que eu também tô cintando isso, tá certo? de ter vários domínios, porque assim, a gente sabe também isso de estudos, de desenvolvimento infantil que existem quando a pessoa tá crescendo ou ela tá se desenvolvendo, ela tá aprendendo alguma coisa, ou seja, quando ela é muito criancinha, que tem certos períodos que a gente chama de períodos críticos, ou seja, tem períodos que eles são muito importantes na vida, que a pessoa ela vai ganhar ou ela vai ter a aquisição de habilidades, de inteligência, às vezes vai ser numa parte mais motora, às vezes é numa parte mais verbal, às vezes é numa parte mais escrita, de linguagem, tá certo?
E é muito importante que a gente tem um olhar sobre isso. Por que que eu tô falando? Porque durante esse período crítico é como se ficasse mais fácil pra criança aprender ou para ela ser estimulada durante aquele período.
Se passou aquilo, não é que seja impossível, mas é que é mais difícil. Um exemplo bem simples aqui para você entender. Por exemplo, imagina que a pessoa, a criança, ela tem ali um período que ela vai est mesmo andando mais, explorando mais o ambiente.
Isso vai ser fundamental para ela desenvolver a musculatura dela, vai ser fundamental para ela aprender a andar sozinha. E se ela não é estimulada a andar naquele período, ela vai mais tarde ter muita dificuldade de andar, tá certo? E óbvio que ela pode voltar a andar, mas e ela pode andar, mas isso vai ser mais difícil.
Então é muito importante a gente estimular e a gente também na hora que a gente for investigar numa criança ou então num adulto, como é que foi esses períodos mesmo na primeira infância dele. Por exemplo, um exemplo aqui bem simples, tá certo? De um transtorno e de uma coisa que não é transtorno.
Imagina que, por exemplo, a criança tem um autismo, tá? Então ela vai ter uma dificuldade maior às vezes com a fala, porque no período ali que era mais ou menos ali até 1 ano e meio, 2 anos que ela era para aprender a falar, por um dano, tá, nessa capacidade de uma atenção compartilhada, vai ser mais difícil para ela. Então, ela vai ter uma maior dificuldade de falar.
Isso acontece também com a aprendizagem ou então com a inteligência. Imagina uma criança que entrou muito tarde na escola ou então sofreu uma privação muito grande, uma criança adotada que não foi estimulada ali de uma forma devida. Então ela vai ter prejuízos porque ela vai justamente aqui pular essas janelas, tá certo?
É isso aqui que significa esse tanto de linha colorida. Imagina como se isso aqui fosse andar, isso aqui fosse meio que falar, isso aqui fosse meio que aprender a ler, sei lá, enfim, tem janelas e isso funciona por períodos críticos, tá certo? Um exemplo muito prático que a gente pode ver são justamente as crianças que nasceram ali na pandemia.
Então elas nasceram, por exemplo, ali pro 2020, 2019. Tem muitas crianças que elas estão cursando ali com problemas na linguagem, com problemas verbais. Isso depois de um tempo vai repercutir em problemas de aprendizado, às vezes vai repercutir no grau de QI delas, tá certo?
Porque justamente nesse período que é que era para elas estarem vendo outras crianças, socializando, andando com outras pessoas, aprendendo a falar, se expondo, elas estavam meio que privadas, tá certo? Então, vejo como isso aqui pode ser importante. E por final, tá, pessoal?
Isso aqui é um bônus que eu coloquei, tá? Dá para ser mais inteligente? Veja bem, se tiver uma coisa que talvez lhe torne mais inteligente, duas coisas, tá?
E isso na ordem de preferência. Eu citaria que a primeira é leitura. Você tem que aprender a ler, tem que ler bem, principalmente é psiquiatra, tá certo?
Você tem que encarar livros, tem que sempre tá aprendendo. E uma outra coisa, além da leitura, a irmã dela que anda lado a lado é escrita. Então, talvez a leitura e a escrita seja formas naturais de lhe deixar mais inteligente, tá?
Não é usar psicoestimulante ou neotrópicos ou essas coisas aí que vendem pra gente fingindo ilusão, tá? É ler, tá certo? E eu deixo aqui de recomendação para vocês esse livro aqui, tá?
Do Stanilas de Rayeni, tá bom? Os neurônios na leitura. Um livro interessante, tá certo?
Ele tem esse autor que ele tem livros interessantes que dá para você ver aí quando você não tiver fazendo nada, que eu duvido muito, mas pode ser uma coisa interessante. Beleza? E aí, pessoal, uma coisa também que a gente vai entrar aqui um pouco, continuando essa discussão, é justamente naquela, naquilo de imagina que tem vários domínios, né, de inteligências, né, e é muito comum às vezes a gente explicar ou então pelo menos escutar no dia a dia também com esses casos assim mais de autismo, mais de TDAH, que um transtorno meio que compensa numa parte e diminui em outra, ou então que a pessoa tem autismo, mas ela é muito inteligente uma coisa, tá certo?
Eu quero só assim trazer um pouco isso pra discussão, porque o seguinte, eh, tudo bem que tem os múltiplos domínios, tá certo? Mas lembra também que tem o fator comum. O que que seria o ideal?
Então, o que que seria o esperado? O que que seria ali o desviante, né, do patológico? Ou seja, o normal.
Seria que a graça de você fazer muito bem uma coisa ou ser muito inteligente uma coisa é você conciliar isso com a complexidade da vida. Por exemplo, imagina que você é um prodígio em matemática, tá? você manda super bem em matemática e aí você manda muito bem em matemática, mas você não consegue ter relações sociais, você mina todos os seus relacionamentos, você não sabe se relacionar.
Então isso é saúde. Veja bem, isso é uma discussão muito complicada, mas eu quero trazer aqui em pauta, porque assim, pelo menos na minha opinião, tá? O que geralmente vai vai indicar uma coisa que é muito saudável, é você conseguir manter a complexidade em várias coisas, tá certo?
E não um interesse que é muito restrito, muito estreito e que seja muito destacado dos demais. Eu quero trazer aqui como exemplo essa criança, né, que é uma criança prodígio. Quando você vai pesquisar aqui os vídeos dele, você até vê aqui que essa criança ela tem um diagnóstico de autismo, tá certo?
Eu não quero entrar aqui em questão de diagnóstico ou então falar se essa criança tem ou não, tá certo? Mas eu quero mais trazer aqui para mostrar um pouco como que é você ser muito destacado em uma habilidade. Então essa criança aqui, por exemplo, ela toca piano extraordinariamente bem numa faixa etária ali que não é muito o esperado, né?
Você espera isso aqui de um pianista tem que tem 50 a 60 anos de profissão, tá certo? Só que isso é legal. Bom, não sei, eu não tô analisando esse paciente, mas o que você sempre tem que ver é não analisar a inteligência de uma forma isolada, mas ver como que a pessoa utiliza aquilo nos múltiplos domínios da vida dela, se ela se organiza, tá?
Se como que ela lida com outros tipos de problemas, tá certo? Se, por exemplo, se tocar piano é de fato a única coisa que faz da vida e o resto tá cheio de problema. Então assim, é isso que você tem que bater o olho na sua avaliação.
Então eu vou deixar aqui para vocês verem um pouco como que funciona e tipo como que é legal, tá? Só para dar um pouco de contexto aqui no vídeo. Eles tocam uma música aqui do Welton John e eles tiram a parte só do piano e aí eles botam para essa criança escutar e a criança vai desenvolver um certo tipo de arranjo em cima disso.
E o arranjo não precisa nem falar, né? Fica maravilhosamente bem. Então vamos só dar uma olhada aqui como é que como é que é isso.
[Música] Bom, nem preciso falar que é fantástico, né? Super legal ver isso aqui. E assim, só lembrem de considerar isso, esse aspecto do que eu falei, né?
Enfim, a complexidade ela é restrita em uma única coisa ou ela é múltipla, ela é espalhada, tá certo? Porque assim, isso é importante, tá bom? Beleza.
Bom, falamos sobre isso e isso é uma coisa legal. A gente agora vai ver as alterações da inteligência, né? Como que a inteligência se altera?
Primeira coisa, as a inteligência, né, ela altera só no aspecto quantitativo, ou seja, não existe alteração qualitativa da inteligência. E ela sempre se altera, pelo menos nas descrições formais, para menos. Ou seja, quando você for descrever lá no seu exame psíquico, a única coisa que você pode relatar de alteração da inteligência é déficit intelectual.
Veja bem, tá? Isso é importante. Então assim, a alteração da inteligência é igual a déficit intelectual, é quantitativo e é para menos.
E esse déficit intelectual, ele tem às vezes diferentes etiologias ou causas, tá certo? Uma delas é quando é por um certo tipo de desenvolvimento deficiente. É aquela, por exemplo, aquele paciente que ele teve um DI na infância, ele teve um autismo, alguma alteração orgânica, tá certo?
Ou seja, alguma coisa ali impediu com que ele fosse adquirindo as habilidades ou então adquirindo o desenvolvimento ou então o estímulo apropriado, tá certo? E um outro grande grupo que a gente vê é um déficit intelectual por deterioração cognitiva, ou seja, é uma deteriorização de um nível prévio. Aqui a pessoa ela construiu alguma coisa, ela teve um nível, só que aquilo ali tá funcionando menos do que era de costume.
E por que que há essa separação? Porque em um grupo nunca houve a construção, no outro grupo houve a construção, só que agora tá tendo destruição. O que que entra aqui nessa deteriorização?
deterioração cognitiva, tá? Entra aqui, por exemplo, as demências, que são alterações aí permanentes do da inteligência, custa com déficit cognitivo, um déficit intelectual aí importante e irreversível. Um outro é esquizofrenia, tá?
É também permanente, só que também tem os temporários ou os reversíveis, tá? O que que altera às vezes a inteligência da pessoa reversivelmente? uma depressão, por exemplo, às vezes a pessoa deprime, ela vai ficar mais lentificada, ela não vai ter ali acesso às vezes à memória, vai ficar ali com raciocínio prejudicado, vai prejudicar a capacidade de síntese dela.
Como que se vê isso? Às vezes ela vai ficar mais concreta, vai diminuir a abstração, você às vezes vai dar uma escolha para ela, ela não sabe mais escolher, tá certo? Isso é lido como déficit intelectual.
Tanto é que se você fizer um neuropsino, uma pessoa muito deprimida, vai dar alterado mesmo, tá certo? fez o antidepressivo, melhorou, some alteração. Então isso é importante.
Beleza? E aí e os superdotados, né? O famoso altas habilidades, superdotação, né?
Que tá aí tanto na moda. Por que que a gente consegue falar sobre isso aqui? Vamos lá, pessoal.
Então, assim, pela psicopatologia formal, ou seja, formal, os textos, vamos lá. A gente tá aqui, ó, GNO aqui na mão, tá certo? Eh, e aspes aqui na outra mão, tá certo?
Então, assim, pela psicopatologia formal, isso não é uma categoria diagnóstica, tá certo? Então, assim, não é um diagnóstico, não existe isso no sentido de que assim, bom, isso aqui é uma entidade nozológica, por exemplo, depressão, tá? Diferente.
Ah, mas existe, sim, existe. Tá certo? Quando você mede ali às vezes o QI ou então como que a pessoa envolve uma habilidade ou então ela vai ter uma capacidade de aprendizado, tem pessoas que de fato elas vão ficar acima da média.
Por quê? Porque o ser humano ele segue uma curva normal de distribuição. Ou seja, tem pessoas que a maioria delas estão na média, né?
Enfim. Então 85% desculpa, 68% tá alinho entre um QI entre 85 e 115. E também vai ter aquelas pessoas que elas destoam da média, tanto para cima quanto para baixo.
Para baixo vai ter os déficits intelectuais, para cima vai ter ali geralmente superdotação ou altas habilidades, tá? Mas lembra, isso não é um diagnóstico em si, tá? E lembra que isso também é um resultado de um teste ou um resultado de um exame.
A gente tem que ter muito cuidado para não confundir o resultado de um exame com uma entidade nozológica, tá? ou então um diagnóstico ou uma categoria ou tá falando para as pessoas por aí que isso é o diagnóstico delas, tá certo? Então a gente tem que ter muito cuidado em relação a isso.
Uma outra coisa que a gente tem que ter cuidado é o seguinte. Muitas vezes um QI ou então resultado resultado de um teste isoladamente às vezes não significa dizer muita coisa. Vide tá vide o exemplo que a gente acabou de dar.
Às vezes a pessoa pode ter uma complexidade só em uma coisa, então ela pode ter ser muito boa em uma coisa e isso pode puxar o QI dela lá para cima, tá certo? Você sempre tem que interpretar, ter um certo tipo de crítica e também ver a funcionalidade, ver como é que é a vida dessa pessoa, ver como é que ela se desenvolveu e às vezes lembrar que o mesmo QI, por exemplo, tem estudos que mostram isso, tá certo? Crianças que tm o mesmo QI, só que uma lê mais, a outra lê menos, a que lê mais, ela performa muito melhor, tá certo?
Então assim, ela tem uma capacidade de pensamento muito melhor com o mesmo QI. Então lembrar que esses números eles são quantitativos. A gente sempre tem que analisar a qualidade da experiência.
E eu tô trazendo essa crítica aqui ou então pelo menos essa reflexão, porque isso tá muito em voga, isso tá muito na moda, a gente ainda não sabe muito bem dizer o que que isso é, tá certo? Lembra que a gente não trata um papel, a gente trata um paciente, tá? E isso tem que tá sempre dentro de um todo e relacionado com o todo, que talvez seja o mais importante.
E por fim, uma coisa também que eu quero falar é o seguinte, muitos desses estudos aqui, lembrar que às vezes é, a gente tá falando aqui de uma clínica que puxa muito pra criança, tá certo? E criança tem uma coisa que a gente chama de desenvolvimento, ou seja, é como é que aquela criança ela vai se desenrolar ou desarrolar dela com o tempo. É longitudinal, é como que ela cresce, como que ela se desenvolve, como que ela adquire funções e habilidades e também como é que ela perde funções e habilidades, tá certo?
Tudo isso faz parte de um desenvolvimento. E quando a gente tá estudando isso, geralmente tem médias populacionais. O que que a gente vê também muito assim às vezes de eh superdotados é que podem provavelmente representar trajetórias atípicas.
Ou seja, você faz o teste no criança, você vê ali que deu um ke muito alto, só que se você for repetir o teste lá na frente, você vai ver que o KI dela se normalizou com os demais. Ou seja, você também sempre tem que ver numa perspectiva longitudinal, tá? Assim também como acontece o contrário.
Às vezes tem crianças que ela tem um pouco de atraso e desenvolvimento e aí depois tem uma fase que é chamada fase de bem entre aspas, tá? Catchup, que é fase de acompanhar ou então de pegar, tá? E elas voltam ali e acompanham.
Uma analogia grosseira, tá? Seria às vezes tem crianças, tem pessoas às vezes são pequenas, tá certo? Elas às vezes vão continuar pequenas pelo resto da vida ou às vezes essa é uma fase, tá?
Depois elas ficam tendo o tamanho normal ou vice-versa. Então é só para vocês terem um pouquinho de crítica que isso é mais complicado do que a parêntese, tá? Beleza?
E aí, como que a gente avalia, né? Uma coisa que é muito importante. A gente vai avaliar a inteligência da pessoa basicamente em dois domínios.
O primeiro domínio é o domínio verbal ou de processamento verbal e de conhecimento, tá? E o segundo domínio é os domínio executivo. O que que o domínio basicamente verbal e de conhecimento ele nota, tá?
Então o que que ele pelo menos assim ele ele avalia? Você vai avaliar aqui, por exemplo, se o paciente generaliza, se ele abstrai, se ele tem capacidade de síntese ou então o nível de conhecimento dele. O que é que é uma pergunta que mede isso aqui?
É, por exemplo, se você falar assim: "Ah, por que que eh por que o que que é maior? O que que é maior? o Sol ou a Lua, tá?
Ah, e por que que a lua é menor que o Sol, mas ela parece maior que o Sol? Então, você tá aqui trabalhando com abstrações, com categorias e também com um certo tipo de habilidade de lidar com esses conceitos. Se você perguntar assim também, por exemplo, ah, quem era o presidente do Brasil em 1994?
Então, às vezes, alguma pergunta geral, uma metáfora, você tá analisando processos verbais e de conhecimentos gerais. Agora também tem análise de coisas executivas. Como é que você faz isso?
Às vezes com desenhos ou figuras. Tem às vezes eh isso mais em testes formais, tá certo? Mas tem modelos que você dá uma figura pra pessoa completar ou então pra pessoa desenhar e aí ela vai lá e copia aquilo.
Um jeito também de avaliar isso é, por exemplo, pedir pra pessoa desenhar um relógio e falar assim: "Pô, desenha um relógio analógico aí marcando 915", tá? Ela tem que ter um certo tipo de organização. Então, ela tem que desenhar primeiro o contorno do relógio, depois os ponteiros.
Geralmente ela divide por quadrantes, aí ela vai pondo os ponteiros, tá certo? O ponteiro, como é 9:15, ele não pode estar exatamente em cima do nove porque já andou 15 minutos, tá? Então são essas nuances que a gente vai pegando nas funções executivas, essa capacidade mais visual de processar informações visuais, de organização no espaço e às vezes tem testes formais para avaliar isso, tá bom?
Quais são os testes formais? O primeiro é muito conhecido que é o neuropsicológico, que são aplicados por neuropsicólogos. Pessoal, esses testes aqui, esses neuropsicológicos, eles são um uma série de avaliações, tá?
Então assim, os neuropsicólogos, eles fazem isso, tipo, em várias sessões e às vezes eles falam, tá, em um teste bem feito o que que eles estão avaliando. Então eles vão avaliar parte verbal, parte de conhecimento, parte executiva. Às vezes é misturado também com a avaliação da personalidade ou testes projetivos.
Então assim, é uma bateria de testes, tá certo? Então assim, é como se fosse vários testes dentro de um teste. E para avaliar especificamente a inteligência de uma pessoa, dentro desses testes tem um que é chamado vazi, que é pros adultos, e outro que é chamado visque, que é para as crianças, tá certo?
Então são essas escalas aqui que o neuropsicólogo ele vai aplicar e ele vai ver se a criança ela tem ou adulto, né, enfim, tem primeiro sai um resultado do QI verbal, depois sai um resultado do QI executivo e depois sai um QI total. E por que que é essa diferença? Porque, por exemplo, a pessoa ela pode ter um QI verbal bom e o QI executivo não tão bom, tá?
Às vezes ela pode ter um QI executivo não tão não tão legal e um verbal bom, tá? Onde que a gente vê isso? Às vezes TDH, uma demência, tá certo?
tem diferentes diferenças, tá certo? Beleza. E aí, isso aqui é um neuropsicólogo.
Eu não vou falar aqui, né? Eu nem tenho tenho nem competência para isso, tá? Que é bem complicado, é bem complexo.
Mas o psiquiatra, ele pode fazer alguma coisa? Ele pode avaliar isso de uma forma mais informal? Pode, tá?
Às vezes você vai fazer isso nas suas perguntas, perguntando coisas abstratas. O que que é maior, o que que é menor? Qual é a semelhança entre uma laranja e uma maçã?
Enfim, qual a diferença entre um trem e um carro? Tá certo? Você pode falar isso, você pode perguntar metáforas, pode falar, contar uma fábula e tipo a da lebre, a tartaruga e pedir para ela interpretar o que que acontece ou uma metáfora, tá certo?
Ah, tem um professor meu que fala assim, ele grande professor Salé, tá? Ele fala assim: "Ah, eh, como é que ele diz? Em rio que tem piranha, jacaré, nada de costas.
Ele é muito bom essa metáfora, tá? Que que que entende? Eu acho ela muito boa porque ela é meio difícil, tá certo?
E grande professor Saless, eventualmente um dia você assistir isso aqui, um grande abraço para você. Bom, eh, mas isso é uma forma de você tá avaliando a capacidade de abstração. Só que se você quer fazer uma coisa mais formal, eu recomendo você aprender a aplicar isso aqui, tá?
É chamado teste de Kent Wilson. Dá para fazer uma pesquisa simples na internet, baixar o PDF e treinar, tá? você tem que treinar um pouquinho, aplica aí uns 10 pacientes, você vai começar pegando as nuances.
Esse teste aqui, ele testa um pouco as capacidades verbais de conhecimento e também as funções executivas. Então, no meio lá tem para desenhar relógio, tá? Eh, e isso é muito interessante por eh, às vezes você tá até mistura também com a bateria cognitiva breve, fica legal assim.
Por que que eu sugiro isso aqui? Porque é um instrumento prático que não demora tanto e que pode te dar ali um valor meio aproximado, tá? Óbvio que não vai ser aquela super ferramenta, tá?
Mas assim, sinceramente, prática, pro dia a dia, meu amigo, isso aqui quebra um galho e se você fizer isso aqui, você tá se diferenciando tanto porque assim vale muito a pena, tá bom? Então assim, eu não vou te ensinar a fazer o que a gente who, tá certo? Então assim, lá vai ter a escala, tem para você baixar, inclusive se os alunos pedirem uma aula por isso aqui, a gente pode botar lá dentro do curso.
E lembrando, tá? Momento propaganda. Se você ainda não tá no nosso curso de psicopatologia, entre aqui é só uma degustação, tá certo?
Aqui a gente tá falando só de psicopatologia descritiva, exame psíquico, tá? Aqui é um mundo. Lá dentro você vai focar muito mais em psicopatologia clínica, em bases de psicopatologia fenomenológica.
Tem atores que simulam pacientes para você aprender, ou seja, vê ali os protótipos. Tem a gente lá comentando, tem cada tem acho que 12 entrevistas ou três entrevistas. Cada entrevista tem laboratório aí de 2 horas, tá certo?
Ou seja, só nas entrevistas tem aí mais de 30 horas para você ver a gente analisando o paciente ou então o que é que é importante você analisar fazendo o exame psíquico deles, tá certo? Então lá é muito mais aprofundado, muito mais avançado. Se você quer avançar nisso, não deixe de conferir aqui o nosso site.
Tem aqui no Caiba mais, tem aqui nos comentários, você entra, tá certo? Tem o Caiba mais aqui, pá. Clica lá, vai ser direcionado pela página.
quiser falar com a gente, aperta no botãozinho lá para falar, a gente vai tá disponível. Então, alguém da nossa equipe vai te dar todas as orientações e a gente fornece justamente esse acompanhamento para quem queira. Beleza?
Voltou, voltamos aqui da propaganda, né? Eh, beleza. E aí, pessoal, como é que isso aqui se manifesta nos transtornos?
Então, assim, eu acho que o principal deles, então, pelo menos assim, o que eu mais trabalho, né, são com défic intelectual. Isso aqui é o antigo retardo mental. Esse termo não é bom você chamar uma pessoa com retardo mental porque é um termo pejorativo e as pessoas podem ficar irritadas e com razão.
E aí você usa déficit intelectual. Hoje o déficit intelectual ele precisa ter um QI abaixo do esperado, mas ele também precisa ter prejuízo funcional. O ideal, óbvio, é que tem uma avaliação formal, ou seja, com um teste, principalmente aí feito pelo neuropsicólogo, mas o diagnóstico também ele passa por às vezes critérios clínicos.
E o prejuízo funcional é o quanto que isso atrapalha a vida da pessoa, ou seja, a funcionalidade. É, por exemplo, se ela precisa de ajuda para as tarefas, o que que ela consegue fazer, se ela consegue, por exemplo, sair sozinha, ir no mercado, pegar um metrô, pegar um ônibus, não ser enganada quando mexe com dinheiro, tá certo? Existem escalas, inclusive, que medem isso aqui.
Uma escala, por exemplo, famosa é a escala de Vinland, né? Você pode dar uma olhada aí também, dar uma pesquisada, mas o déficit intelectual você vai, pelo menos assim, nas classificações mais antigas, você vai dividir ele conforme as faixas de QI. Então, de 85 a 70, você estaria ali numa taxa limítrofe.
Aqui não tem nem muito achado, tá? Na taxa de 70 a 50 você uma deficiência intelectual leve. Qual o prejuízo aqui?
Às vezes a pessoa aqui ela vai ser mais concreta, vai ter uma dificuldade às vezes de aprendizado, vai ter uma dificuldade às vezes de com pensamento mais abstrato, às vezes é um pouco mais difícil de ensinar. Aqui elas têm geralmente uma relativa independência, não precisam de ninguém ou então se precisam de alguém é meio que mínimo assim esse cuidado. Mas também isso pode, óbvio, lembra que a gente falou que a inteligência ela tá relacionada com as outras funções.
Quando você tem um pouco mais de inteligência, você consegue às vezes ir mais melhor no quesito mesmo social. você vai às vezes conseguir nomear o seu sentimento e as suas emoções melhor. Isso afeta a regulação emocional.
Então, às vezes, quando você vê uma pessoa que tem um déficit intelectual, é muito comum às vezes elas terem mais labilidade emocional, labilidade afetiva. Elas têm às vezes variação do afeto, do humor. Às vezes elas vão eh se desregular mais fácil, tá certo?
Lembre, isso aqui é um psiquismo mais friável mesmo, tá? Beleza? E além disso, né, enfim, quanto mais maior o déficit, mais vai ter às vezes problema comportamental, às vezes vai ter mais dificuldade com atenção, com memória, porque tá tudo junto, tá?
E aí depois quando a gente tem aqui uma faixa entre 50 a 35, a gente tem um di moderado. Então é tudo que tem no leve, só que aqui é mais comprometido. São pessoas geralmente que às vezes elas vão precisar de um certo tipo de suporte, tá?
Às vezes é uma criança que ela vai ter muita dificuldade de fala, vai ter dificuldade de linguagem. Às vezes ela vai precisar de uma pessoa que seja um auxiliar técnico ou um professor lá na sala só para ela, tá certo? Às vezes vai dar um um necessidade de cuidado extras pela família, tá certo?
Isso aqui é mais importante. E aí tem um DI mais grave que é abaixo de 35. Isso aqui, pessoal, já é muito difícil, tá certo?
Então assim, quando você encontra pacientes como esse aqui, que felizmente tá, minoria, é raro encontrar, eh são pacientes às vezes que eles têm um prejuízo muito já acentuado, então uma linguagem muito mais empobrecida, então são às vezes o que a gente chama de minimamente verbal, tal. Então eh falam pouco, poucas coisas e é muito concreto. Aqui óbvio que vai ter alteração de sensorialidade.
É muito comum venha com aqueles sintomas tipo B, tá? de autismo, mas às vezes não é autismo, tá certo? Então aqui a psicopatologia ela começa a se misturar muito e às vezes até um ponto que fica difícil distinguir ou então difícil de você justamente falar isso aqui é coisa tal, isso aqui é coisa tal, aqui começa a ficar meio que um argamasso, um bolo psicopatológico, tá certo?
E se isso vale pro grave, imagina pro profundo, tá certo? Então assim, no profundo, o déficit intelectual profundo geralmente é um acometimento global mesmo, tá? Então às vezes acometimento de spinter são pessoas às vezes que t é é muito comum você vê histórias trágicas aqui do período perinatal, teve asfixia, parou não sei quanto tempo, teve uma síndrome, eh foi reanimado, ficou não sei quantos dias na UTI quando nasceu, eh nunca controlou esfinter, sempre precisou de fralda e assim sempre também precisa de cuidados.
Então assim, um bi profundo é uma pessoa que ela vai necessitar necessitar assim de cuidados 24 horas por dia. E óbvio, tá? Eh, exige e muito da nossa sociedade e a gente tem que fornecer o suporte aqui para essas pessoas de uma forma adaptada, tá certo?
Tem que ter adaptações. E eu acho assim como sociedade como toda, a gente dá muito pouco cuidado assim com essas pessoas, tá certo? Eh, são pessoas que assim antigamente, tá, elas viviam ou negligenciadas num quarto dentro da casa, ou amarradas em um hospital psiquiátrico, tá certo?
São casos muito tristes assim e que a gente tem que lutar assim também como médico para mudar a situação e também assim para prover adaptações suporte para essas pessoas, tá certo? Isso é muito importante. E por fim, a gente tem a demência, tá?
que é aquele caso que a gente tinha um nível cognitivo anterior, só que a pessoa perdeu. Então aqui tem a degradação do intelecto e vai cursar, obviamente com a degradação da inteligência, mas também vem juntos com alteração de memória, alteração da personalidade. Na fenomenologia a gente fala que isso aqui é um retorno ao mínimo ao self, tá?
Você quiser aprender mais, óbvio, esses termos, tá? bacanas aí para você usar sozinho com você mesmo, porque se falar pro paciente, ele vai rir da sua cara com razão. Mas é você saber que a pessoa ela vai meio que perdendo as funções ou então perdendo as habilidades que ela adquiriu.
E óbvio que às vezes você vai ter essa, isso aqui é uma patologia mais ali da terceira idade. Eh, mas é importante você também saber que às vezes nada impede uma pessoa ter diência, tá? O que que vai dizer isso?
histórico, se isso foi bem documentado, se você conseguiu ali reconstituir a vida dessa pessoa e sempre lembrar disso, tá certo, pessoal? Na entrevista sempre avali também como é que foi a vida dela, tá? Se ela foi estimulada, como é que foi a performance escolar dela, como é que foi a série, repetiu, não repetiu, foi pro vestibular, não foi, foi na faculdade, não foi, teve letramento, não teve, tá certo?
Tudo isso implica, tá? E eu espero que vocês tenham gostado. A gente se encontra na próxima.
Eu pelo menos achei sensacional, tá? Um grande abraço e até mais.