Então, o título dessa mensagem é Sete Mandamentos para a saúde da igreja. a gente iniciou lá lá em Campinas um uma série no livro de Thiago no final do ano passado. Eh, alguns outros temas entraram aí no final do ano, aí a gente foi eh jogando um pouco pra frente. Então eu decidi começar esse ano finalizando a série. Eh, e acabou que do jeito que ficou organizado as coisas aí, essa é a última mensagem da série e que eu tô pregando aqui antes de pregar lá. Eh, então não conta pro pessoal lá o que que
acontece no final, né? Eh, eu sem spoiler, por favor. Mas antes da gente ler, eu queria só ajudar vocês dando um pouquinho de um pouquinho de contexto aqui, né, sobre o que que é falado na carta de Thiago. Eh, eu confesso que assim, depois de um tempo pregando Thiago, chegou uma hora que eu queria terminar logo de pregar Thiago, porque Thago ele não ele não relaxa, né? Ele acordou e escolheu a violência. Ele não, cara, é é tempo ruim o tempo todo. É uma pancada atrás da outra, assim. Então você vê que Thago não é
uma carta muito extensa, não é uma carta como romanos, Hebreus, ela é mais concisa, muito direta, ela faz muitas referências tanto ao Antigo Testamento quanto eh as próprias palavras de Jesus, né, principalmente sermão do monte. E Thago realmente tá muito preocupado com duas coisas. Tem duas coisas que Thiago tá em mente ali que ele fala: "Olha, isso daqui é o meu objetivo ao escrever para vocês". E eu resumo isso daí dizendo que a preocupação de Thago é autenticidade e sabedoria. Então ele quer instruir os irmãos para que eles vivam uma vida cristã autêntica. Mas ele
também entende que para que eles vivam essa vida cristã autêntica, eles precisam de sabedoria. E essa não é uma sabedoria natural, não é uma coisa que porque você é uma pessoa mais experiente, porque você é uma pessoa que eh já viveu muita coisa, necessariamente você vai ter isso. Por quê? Porque essa é a sabedoria que vem do alto. Ela é diferente da sabedoria desse mundo e ela inclusive vai estar em contraste com a sabedoria desse mundo em várias ocasiões. Então, as os cinco capítulos que a gente tem aí, a gente tem uma introdução onde Thiago
vai falar sobre passar por provações, passar por dificuldades, sobre como que a gente deve encarar isso, como que deve ser o nosso coração, o nosso posicionamento quando a gente passa por tribulações e dificuldades. Ele vai falar depois no capítulo dois sobre fé e obras, sobre como que eh a verdadeira fé ela vai se manifestar em obras. Então, citando aqui Paulo em Gálatas, Paulo vai dizer que eh a fé atua por meio do amor. Então, se você tem fé, isso significa que essa fé vai se traduzir em uma vida que ama. E isso daí é o
verdadeiro fruto da vida cristã. A verdadeira vida cristã, ela se expressa através de obras que são empoderadas pelo verdadeiro amor que vem de Cristo. Então, você quer saber qual é o nível de espiritualidade de alguém? Você não vai ver o quanto essa pessoa gasta em oração, você não vai ver o quanto essa pessoa lê a Bíblia, você não vai ver o quanto que essa pessoa entende teologia. você não vai ver o quanto essa pessoa eh assim tá envolvida em ministérios na igreja. Você vai ver o quanto essa pessoa ama, porque ela pode se envolver no
ministério, mas sem amor isso não adianta de nada. Ela pode gastar horas em oração, mas se essa oração não for uma oração que vem desse lugar de entender que eu preciso chegar diante de Deus, por quê? Porque eu não sei amar, mas Deus me ama e eu tenho esse lugar seguro diante dele. E ao permitir que o meu coração seja preenchido com o amor de Deus, eu passo a amar outros. Então Thiago tá falando: "Olha, vocês precisam viver uma vida cristã autêntica, de verdade, sem falsificações. E como que vocês vão fazer isso? Através de exercer
as obras que nós vemos no próprio Jesus". No capítulo três, eu sei que a coisa já tá tensa antes das coisas que Thiago vai falando, mas aí ele vai falar sobre a língua. E talvez esse é um dos capítulos mais tensos para falar sobre, porque ele vai dizer muito claramente, todos nós erramos. Ele vai deixar claro, ó, se alguém consegue refrear a própria língua, essa pessoa é perfeita. Tem alguém aqui que é perfeito? Alguém? Não, não. Alguém levantar a mão, por favor. OK. Então, não. Então, se você é perfeito, você não comete erros. Você não
fala o que você não deveria, você não fala na hora que você não deveria, mas ele deixa claro que, ó, todos nós cometemos erros. Só que a gente tem que ter consciência de que muitos desses erros eles têm a ver com problemas que não dizem respeito só à nossa língua, dizem respeito ao nosso coração. E aí entra novamente essa vida cristã autêntica. é uma vida que reconhece a nossa própria maldade e que coloca isso diante de Deus e deixa claro isso, abre isso pros nossos irmãos para que a gente receba ajuda. E é exatamente esse
ponto que vai fazer com que a gente entenda que é sim necessário ter essa sabedoria divina da qual Thiago tá falando, porque sem ela eu sou lidibriado pelo meu próprio coração. O meu coração é enganoso. Eu sei que a gente crê na doutrina do pecado. Eu sei que a gente crê que o ser humano é mal. Eu sei que todo mundo aqui vai concordar com isso, mas eu tenho vez após vez pensado nesse fato de que é muito fácil dizer que eu concordo com a Bíblia dizendo que eu sou pecador. Outra coisa é lidar com
o fato de alguém dizendo que eu estou errado. É bem diferente, porque a partir do momento que alguém vem me confrontar e dizer que eu tô errado, eu deixo de crer na maldade humana. E eu começo a crer na minha própria justiça. Eu começo a trazer justificativas do porquê. Não, eu não devo tá tá errado. Eu não devo estar errado. Eu eu eu sei lá, você tá confundindo, você tá pensando mal de mim, você tá eh com uma com uma imagem das minhas intenções que tá distorcida. E gente, não é que isso não possa acontecer,
porque assim como a gente erra e peca contra outros, outros erram e pecam distorcendo ou interpretando mal as ações alheias. Eu eu sempre falo o seguinte, gente. Você já teve aquela experiência de você encontrar com alguém, você achar que a pessoa tá esquisita com você e você ficar depois pensando, cara, por que que a pessoa me tratou desse jeito? Por que que ela tava assim? Mas gente, tem um negócio que chama diarreia, ok? E às vezes é isso. Às vezes a pessoa você encontrou com a pessoa, nossa, por que que ela me tratou desse jeito?
Ela foi tão seca, ela tá com pressa. Ela tem um negócio sério para resolver. Ela não pode expressar a afeição dela por você naquele momento, porque ela não pode expressar muita coisa. Ela ela está contida em todas as suas ações, inclusive no seu caminhar. E não tem a ver com você. Não tem nada a ver com você. Não tem nada a ver com qualquer coisa que você tenha feito ou que a pessoa tá pensando de você. não é nada disso. Ela só tem um assunto para ser resolvido. Eh, Thago vai falar no capítulo 4 sobre
as paixões humanas, sobre como que a nossa amizade com o mundo, ou seja, os nossos desejos, os nossos anseios, as nossas ambições, as coisas que a gente começa a almejar na nossa vida, como que essas coisas podem ser inflamadas por desejos que são pecaminosos. E isso daí vai influenciar diretamente no quê? Nos nossos relacionamentos. Ele fala: "De onde vem as brigas, de onde vem as dificuldades que vocês têm uns com os outros?" Ele vem das paixões que vocês cultivam. E cara, Thago vai falar de um monte de assunto que é difícil reconhecer, é difícil tocar
nesses pontos, é difícil falar sobre isso, é difícil olhar para dentro de si mesmo e dizer realmente e eu tô, cara, eu não tô vivendo uma vida cristã autêntica. Tem áreas da minha vida em que eu preciso da luz do evangelho. Tem hipocrisia no meu dia a dia. Por quê? Porque a fé que eu professo, ela não necessariamente tá alinhada com as obras que eu pratico. Eu não tenho tido qualquer tipo de cuidado com a minha língua. E na verdade eu tenho usado da língua para poder eh aliviar as a as minhas frustrações, sejam com
outros irmãos, seja com o próprio Deus, seja com as circunstâncias que eu tô vivendo. E a verdade é que isso daí tá sendo inflamado por paixões mundanas, pecaminosas, que estão distorcendo as minhas ambições e fazendo eu desejar aquilo que na verdade não vai trazer satisfação pro meu coração. E Thaiago vai finalizar falando sobre o seguinte. Ele volta no tema das tribulações. Ele fala sobre as injustiças. Ele fala sobre como que esse mundo vão ter pessoas que vão tirar a vantagem de outras. Ele fala da circunstância desses irmãos que estavam ali espalhados em vários lugares do
Império Romano, muitas vezes sofrendo porque eles não tinham recurso suficiente para se sustentar. E aqueles que empregavam eles para trabalhar nas suas terras estavam explorando eles exatamente pelo fato deles estarem numa situação de fragilidade. A a ao ler isso daí, eu lembrei que o Aroldo sempre sempre comentava de um de um versículo eh que é um versículo de Isaías 42 que ele fala que é o versículo que define o brasileiro, que ele começa falando assim: "Esse é um povo roubado." Eh, e cara, né, o Guin falou aqui, né, a gente tá no Brasil, a gente
sabe qual que é a situação, a gente sabe que você tem que ralar muito para e não é para você ter uma vida luxuosa. É, é óbvio, cara. Tem gente que é abençoada e que avança muito na área financeira e cara, beleza, isso acontece, mas isso não é o comum, isso não é o e e é errado, inclusive, se você é alguém que foi abençoado na vida financeira, é muito fácil você atribuir esse mérito ao seu próprio trabalho, a sua própria força e olhar pros outros e pensar assim: "Não, fulano, se fulano se esforçasse mais,
se eu tivesse no lugar dele. Mas cara, tudo que a gente tem é fruto da providência de Deus. Se você foi abençoado financeiramente, você pode ter ralado muito, mas tem gente que ralou muito mais do que você e que não tem nem 10% do que você tem. Inclusive, se você não se considera alguém abençoado financeiramente, tem gente que rala muito mais do que você e que não tem 10% do que você tem. E a gente tem a tendência de atribuir ao nosso próprio mérito tudo aquilo que dá certo, né? Não tudo aquilo que dá errado,
mas tudo que dá certo a gente fala: "Ó, foi foi comigo". Mas isso é fruto da providência. Foi Deus que colocou. Você pode falar assim: "Não, mas eu não vim de uma família que tinha dinheiro. Eu não vim numa circunstância tal, eu não tive tais e tais privilégios. Tá bom, mas você podia ter nascido burro. E aí acontece, ué, você podia, você podia não ter tido as oportunidade que você teve. Em algum momento da sua vida, você tava no lugar certo, na hora certa, assim como em outros momentos você tava no lugar errado, na hora
errado. Então, a gente tem que reconhecer isso e entender que, cara, as injustiças que nós vemos nesse mundo, as faltas que nós temos na nossa vida, elas não podem determinar o quanto a gente aprecia a vida que Deus nos deu. Porque mesmo, cara, passando por dificuldades, mesmo sofrendo perseguições, mesmo sendo explorados, Thago tá falando para esses irmãos aqui, ó, todos aqueles que fizeram mal a vocês, todos aqueles que exploraram vocês, eles vão encontrar juízo. Mas ao mesmo tempo você precisa considerar motivo de alegria passar por provações. A gente tem que aprender porque é passando por
dificuldades e confiando em Deus que a gente cresce em sabedoria. É entendendo que a melhor forma das coisas acontecerem não é a forma como a gente determinou que seria a melhor forma, mas é a forma como Deus determinou. E você sabe como você pode descobrir qual é a forma que Deus determinou? É, vendo a forma como aconteceu. Simples assim. Você olha paraa circunstância, você fala: "Cara, aconteceram coisas ruins, mas Deus continua no controle de tudo." Cara, aconteceram coisas boas e tudo isso só veio pelo controle e soberania do próprio Deus. Independente do que acontece na
minha vida, ele tá no controle. E Thaiago vai finalizar sua carta trazendo algumas orientações práticas. Então, é uma prática muito comum dessas epístolas que a gente tem no Novo Testamento, elas finalizarem com recomendações um pouco mais práticas, um pouco mais aplicáveis pra realidade, falando sobre problemas que são concretos, que a igreja tá enfrentando e que os irmãos podem de uma forma muito muito clara, muito simples, eh, contribuir paraa resolução. E por isso que eu falei sobre esses são 10 são sete mandamentos aqui pra saúde da igreja. Por quê? Porque são de fato mandamentos, são afirmações
imperativos que Thiago tá trazendo, dizendo: "Faça isso, não faça isso, viva assim, pratique tal coisa" e que são coisas que são proveitosas para nós. A gente deveria pensar nisso. Às vezes a gente vai filosofando muito sobre tudo, a gente vai pensando muito e a gente acha que a gente tá sendo eh profundamente teológico, mas na realidade a gente tá sendo eh mais é prolixo mesmo. A gente tá a gente tá na verdade é eh enrolando, a gente tá filosofando quando, na verdade o problema ele é muito muito claro e objetivo diante de nós. tem muito
problema que a gente tem na nossa vida, que ele, grande parte dele é constituído de uma complicação causada por nós mesmos. É, não, não tem a ver com não é um, é uma coisa muito difícil de resolver, não. Difícil de resolver sou eu, é a minha cabeça, são as coisas que eu crio, mas às vezes o problema em si e como eu posso contribuir pra saúde da igreja local não é não é algo tão complexo. Quando a Bíblia fala de sabedoria, o conceito de sabedoria, ele tem a ver com a aplicação prática de um determinado
conhecimento. Quando você fala de sabedoria, sabedoria não é a pessoa pode conhecer muita coisa, pode ter muita informação e não ser sábia. A pessoa ao mesmo tempo pode ser sábia, mas a informação que ela tem, o conteúdo que ela tem pode ser muito pouco. Você já encontrou pessoas que assim que t baixíssima escolaridade, pouquíssima cultura, mas que são pessoas sábias. Por quê? Porque elas pegaram todos os recursos que elas tinham e elas aprenderam o que fazer com aquilo ali. Isso daí é sabedoria. Então, às vezes a gente se preocupa em crescer em conhecimento, mas o
crescimento no conhecimento, quando ele se torna desproporcional, a sabedoria que a gente tem para aplicar esse conhecimento, isso daí pode ser um problema pra gente. A gente pode ter a tendência de falar muito e praticar muito pouco, de ter muita teoria e pouquíssima prática, de ter muita crítica e pouca contribuição pra resolução. Então, Thago quer trazer exatamente isso pra gente e ele vai contrastar dois tipos de sabedoria. Ele vai falar da sabedoria do alto e ele vai falar da sabedoria terrena. Ele vai dizer que a sabedoria do alto, ela olha paraa vida através das lentes
da eternidade. Ela vai encarar o sofrimento sabendo que existe um propósito divino aqui. Ela vai encarar a prosperidade entendendo, olha, isso daqui não determina a minha posição diante de Deus, nem como Deus sente a meu respeito. Isso daqui não determina o meu valor em relação às outras pessoas. Gente, isso é algo muito próprio da nossa cultura dentro da cultura brasileira. Se você já leu, eu acho que é o o triste fim de Policarpo Quaresma do do Lima Barreto, que ele vai falar sobre eh como que o o personagem é criticado, porque ele tem fala assim,
tem esse monte de livro, nem é um doutor. A a cultura brasileira ela associa ela associa conhecimento como algo que é simplesmente instrumental. Ou seja, conhecimento serve para quê? para você ganhar dinheiro. E se você ganhou dinheiro sem ter conhecimento, isso daí já é válido. Se se você tem dinheiro, a sua opinião é válida para todas as coisas. Isso dentro da nossa cultura. Se você não tem dinheiro, sua opinião não é válida. É óbvio que a gente vai ter gente que é fora da curva e que eh que acredita na validade da sua opinião, independente
do seu sucesso financeiro, eh, e independente dessa opinião ser ou não proveitosa. Mas a questão é que assim, Thago falou sobre isso no início da sua carta, dizendo que o irmão que é humilde, querendo dizer aqui, você que não tem recurso financeiro, você precisa lembrar que você tem uma posição exaltada diante de Deus. E ele fala: "O irmão que tem recursos financeiros, lembra que diante de Deus você não é nada. Lembra que você, a sua posição é humilhante, porque ele tá querendo trazer equilíbrio. Você sendo pobre diante da sociedade, pode ser que as pessoas não
dão valor para você, mas você precisa entender. Você tem uma posição alta diante do Senhor. E isso daí deveria te dar confiança o suficiente para saber que independente do quanto de grana você tem, Deus pode te dar graça e sabedoria para contribuir muito com aquilo que ele tá fazendo. E você que tem dinheiro, você precisa entender que não é o fato de você ter dinheiro que valida a sua opinião. Gente, tem muita gente que tem muito dinheiro, que tem muita prosperidade e que ainda que a pessoa tenha determinadas habilidades em uma área específica, muitas vezes
a pessoa é uma porta. Eu conheço gente, gente, eu conheço gente que tem muita grana e que a pessoa não sabe discernir a mão direita da esquerda. Ela sabe fazer aquilo ali que deu dinheiro para ela. E, cara, glória a Deus por isso. Mas eu conheci gente que é assim e que tem humildade para reconhecer quando não sabe de alguma coisa. E eu conheci gente que é assim, que é profundamente arrogante e acha que é melhor do que todo mundo. A gente precisa entender que a sabedoria do alto não olha para isso. Ela não olha,
ela não faz acepção de pessoas, ela não dá mais crédito porque alguém tem mais recurso. Ela não dá mais crédito porque alguém parece ser superior. Ela exige que haja uma prova clara de sabedoria no indivíduo para que ele seja reconhecido por isso. Eh, então, a sabedoria do alto não vai olhar pra aparência, ela não vai focar no quanto a pessoa sabe. Ela vai focar não numa aparência de piedade, mas numa prática de obras dessa fé que atua pelo amor. O último contraste que a gente tem aqui é que a sabedoria do alto, ela rejeita o
orgulho, a inveja, a ambição egoísta. Ela é, nas palavras de Thago, pura, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem hipocrisia. Então, irmãos, a gente precisa crescer nesse tipo de sabedoria. Isso deveria ser a nossa ambição. Isso deveria ser o que a gente almeja, o que a gente mira. Isso aqui deveria ser a nossa resolução de ano novo. Por mais que a gente quer, é, por mais que você quer emagrecer, por mais que você quer ir pra academia, por mais que você quer, sei lá, aprender inglês, por mais que você
quer começar um curso, uma faculdade, por mais que você quer arrumar um emprego melhor, por mais que você quer começar um negócio, por mais que você quer crescer no ministério, por mais que você quer, cara, a gente tem várias coisas na nossa mente, mas o que a Bíblia chama a a gente para ter como ambição é ser parecido com Jesus. Acima de qualquer outra coisa. Acima de qualquer outra coisa. Se a sua vida tá cheia de inveja, ambição egoísta, amargura, se a sua vida tá assim entrelaçada em falta de perdão, em culpar outros pelas suas
circunstâncias, se a sua vida não tá crescendo em pureza, em paz, se você não tá se tornando um pacificador, muito pelo contrário, você tá tá se tornando um incendiador, porque você tá usando da sua língua para poder inflamar outros contra outras pessoas. Você tá, ao invés de falando a verdade para as pessoas, você tá falando aquilo que você pensa sobre as pessoas para outras, você não tá indo nesse caminho. E a verdade, gente, é que, cara, é diariamente, semanalmente, mensalmente, a gente vai se perceber saindo desse caminho. E por isso a gente precisa dessa consciência
que de fato, cara, eu sou, eu sou mal, eu sou pecador, eu preciso da graça de Deus, eu preciso confessar os meus pecados para meus irmãos, eu preciso de gente que vai falar a verdade para mim. Porque não é porque tem alguém que é melhor do que eu, seja ele um líder, seja lá o que ele for, não. Não tem alguém melhor do que você no sentido da constituição humana, mas nós temos vários outros pecadores que podem se apoiar nessa jornada. O objetivo não é a gente ficar julgando os outros e se colocando como superior,
não. O objetivo é quando você vê o pecado do outro, você não perde a memória do seu. Esse que é o negócio. É, é fácil às vezes a gente olhar o pecado do outro e ficar revoltado com pecado alheio. Sabe o que que faz a gente se revoltar e ficar amargurado com o pecado de outras pessoas? é falta do con do da consciência do nosso próprio pecado. É falta de clareza de que, cara, eh, talvez os pecados do outro são diferentes dos meus, mas eu não sei o que que eu faria na circunstância dele. Eu
não sei o que que eu faria se eu tivesse no lugar dessa pessoa. E uma coisa eu sei, eu não tenho força em mim mesmo para ser perfeito ou para impedir o mínimo erro que eu poderia cometer. Quando a gente fala de mandamentos aqui, a gente precisa lembrar o seguinte: os mandamentos eles não excluem a graça de Deus. Os mandamentos servem para duas coisas. Uma delas é, eles servem para demonstrar para nós a nossa necessidade da graça. Você abraça os mandamentos, você entende que eles devem ser o padrão da sua vida. Você não despreza aquilo
que Deus falou no passado. Jesus falou no sermão do monte, ó, vocês ouviram o que foi dito aos antigos? Então, no caso, vocês tem que ter ouvido, né? Sim. Se você não sabe o que foi dito aos antigos, as palavras de Jesus elas estão caindo assim, elas estão caindo em ouvidos surdos. Você tem que saber, você precisa entender, você precisa saber quais são os 10 mandamentos, o que que eles significam para você, qual que é o sentido desses mandamentos, o que que isso quer dizer na prática, na minha vida? Quais são os momentos em que
eu tô quebrando os 10 mandamentos? Agora a questão é, você não vai aprender esses mandamentos com a expectativa de que não, ó, aprendi agora os 10 mandamentos, nunca mais vou errar. Não, não é isso. Você aprende os mandamentos primeiro, gente, para ser humilhado. Como Paulo vai dizer que a lei veio para que todos sejam colocados debaixo do pecado, para que toda boca se cale. A lei vem para calar sua boca, para cortar sua justiça própria, para fazer você admitir a sua pecaminosidade e fraqueza. Mas além disso, além desses mandamentos fazerem com que a graça de
Deus seja realçada, porque eles estão mostrando para você e lembrando você que você não é merecedor daquilo que você recebeu em Cristo. Simplesmente você não merece, você não merecia tá diante de Deus, dirigir as suas palavras a ele, experimentar a presença dele. Nada disso, gente, tem a ver com algo que a gente poderia alcançar. E é só conhecendo os mandamentos da Bíblia. Não só os 10, mas é conhecer os 10 mandamentos, é olhar para pras palavras dos profetas a respeito do que é misericórdia. é olhar para as palavras de Jesus e entender a interpretação mais
profunda daquilo que Deus exige na lei. É olhar paraas cartas dos apóstolos e compreender que aquilo que eles estão falando ali como um imperativo também é mandamento bíblico, também é algo que Deus tá falando para nós, também é a palavra de Deus. E quando a gente toma consciência disso, a gente se vê diante do seguinte: ou você enlouquece, ou você compreende a graça de Deus. Mas a gente fica às vezes num limbo. A gente nem compreende a graça, mas a gente também não se desespera completamente. A gente fica num negócio que é, ele tem um
pouco de graça e um pouco de legalismo. Ele tem uma mistura em que em algumas áreas da minha vida eu encaro de acordo com a graça. Em outras áreas eu sou super rígido, de preferência nas áreas que eu não tenho dificuldade, que só os outros têm. Mas o que a Bíblia chama a gente a fazer é ser é ser imparcial, é entender a gravidade não só dos pecados do outro, mas dos meus também. E diante dessa humilhação que a gente sofre, a gente de fato chega diante de Deus por meio da graça dele, por meio
desse caminho pavimentado com o sangue de Jesus. Porque se quando eu peco em alguma coisa que eu considero grave, eu me sinto constrangido e eu tenho dificuldade de me aproximar de Deus, eu tenho dificuldade de de parar e orar, eu tenho dificuldade de adorar a Deus, eu tenho dificuldade de servir, de dar uma palavra para alguém. Se porque eu pequei, eu travo nessas coisas, isso significa que antes eu não travava porque eu era justo. Isso quer dizer que antes eu não travava porque eu tinha santidade o suficiente para que Deus me aceitasse, né, pelas minhas
próprias obras. E isso é uma mentira. Então, Thago vai chamar a lei de a lei da liberdade. Por que que a lei é a lei da liberdade? Porque primeiro, quando você conhece a lei, ela te empurra paraa graça e isso é o que te liberta. Quando você conhece a lei, você aprende o que você foi criado de fato para viver. Você foi criado para viver em santidade. E não teve um momento da sua vida que o pecado te trouxe o mesmo nível de satisfação e alegria que o próprio Deus pode te trazer. Só que a
gente se deixa enganar, a gente se deixa levar, a gente cai na propaganda enganosa, a gente cai em mais um esquema de de pirâmide. A gente mais uma vez acredita, não, agora vai, agora agora vai dar certo, mas nunca dá. E e essa falta de padrões objetivos de santidade prejudica a nossa saúde espiritual e a nossa saúde como igreja. Por quê? Porque os padrões eles vão se tornando subjetivos, os padrões eles vão se tornando questão de preferência. Os padrões eles estão menos ligados àquilo que é revelado na palavra de Deus e mais ligados às nossas
preferências pessoais ou a uma espécie de misticismo que a gente herdou de algum lugar. E é por isso que tem um monte de gente que não conhece os mandamentos, mas tá preocupado em discernir a vontade de Deus para tomar uma microdecisão na sua vida. E isso daí nos confunde, isso daí nos prejudica, isso daí tira de nós uma visão de santidade, de fé, de amor, de compaixão que de fato é saudável e bíblica. Então vamos aqui para esses sete mandamentos. Vamos ler a passagem aqui. Tiago, capítulo 5, a partir do verso 12. Palavra de Deus
diz assim: "Acima de tudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por outra coisa qualquer, mas que o sim de vocês seja sim e que o não de vocês seja não, para que vocês não encorram em condenação." Alguém de vocês está sofrendo? Faça oração. Alguém está alegre? Cante louvores. Alguém de vocês está doente? Chame os presbíteros da igreja e estes façam oração sobre ele, ungindo com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, estes lhe serão perdoados.
Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra e por 3 anos e 6 meses não choveu. Depois orou de novo e então o céu deu chuva e a terra produziu seus frutos. Meus irmãos, se alguém entre vocês se desviar da verdade e alguém o converter, saiba que aquele que converte o pecador do seu caminho errado, salvará da
morte a alma dele e cobrirá uma multidão de pecados. Isso é a palavra de Deus. Então, a gente tem sete mandamentos aqui. Cumpra a sua palavra, que o seu sim seja sim, que seu não seja não. Ore por aqueles que sofrem. Cante com aqueles que se alegram. Chamem os pastores para orarem pelos enfermos. Eh, que os pastores orem pelos enfermos, confessem seus pecados uns aos outros e, por último, orem uns pelos outros. Então, primeiro aqui tem a ver com cumprir a nossa palavra. Obviamente, Thago tá fazendo um paralelo aqui entre duas passagens e dois mandamentos
diferentes. Um deles é o que Jesus vai falar no Sermão do Monte, dizendo exatamente essas palavras, que o seu sim seja sim e que o seu não seja não. Mas isso faz referência a um mandamento de não utilizar o nome de Deus em vão. Porque é exatamente o mandamento de não utilizar o nome de Deus em vão que vai levar a conclusão de não faça juramentos. Porque quando um judeu fazia um juramento, ele fazia o juramento como? Usando o nome de Deus. Se esse juramento utilizava o nome de Deus, quer dizer que aquilo ali era
uma coisa séria. Se você jura pelo nome de Deus e não cumpre a sua palavra, isso daí vai trazer de fato condenação para você. E foi assim que eles criaram todo esse sistema. Só que tinha um problema aí, tinham outros juramentos que eles faziam, que eles não usavam o nome de Deus. Eles usavam outra coisa. Ah, eu juro pela terra. Ah, eu juro pelo templo. Ah, eu juro pelo enfim, por qualquer outra coisa. E quando eles faziam esses juramentos aí, eles eram juramentos não comprometedores. Ou seja, de acordo com eles, eles não estariam pecando ao
fazer um juramento por uma outra coisa que não era o nome de Deus e não cumpria a sua palavra. E a conclusão tanto de Jesus quanto eh essa ecoando aqui em Thaago é: "Cara, simplesmente não faça juramento. Se você precisa jurar, isso quer dizer o quê? Isso quer dizer que o seu sim não é sim e que o seu não é não. Agora, uma coisa que pode surgir aqui pra gente é o seguinte, tá? Mas então eu não deveria falar nada, porque vai que eu falo alguma coisa, eu me comprometo com algo e por circunstâncias
que estão fora da minha assim do meu controle, eu não posso cumprir aquilo ali. Então eu tô sendo condenado diante de Deus. Não, esse não é o objetivo da passagem. O objetivo da passagem não é dizer que você nunca vai cometer nenhum erro. Thago tá tratando com as intenções deles. Ele tá dizendo o seguinte: você tá falando coisas que você não tem a intenção de cumprir. Isso você não deveria fazer. Se você tá dizendo algo simplesmente por pressão externa, você tá falando algo porque você quer agradar aquela pessoa, você tá falando algo porque você acredita
que vai ter alguma vantagem naquilo ali, você tá falando algo simplesmente que você não consegue dizer não, aí sim você tá incorrendo em condenação. Por quê? Porque a sua palavra, ela tá ligada a ao quanto você tá vivendo a partir da verdade. Eu sei que para muita gente isso daqui é um desafio, cara. Eu sei que tem gente que se sente muito pressionada. Eu se Eu sei que tem gente que se sente muito constrangida. Eu sei que tem gente que tem dificuldade às vezes de dizer não, assim como tem gente que tem dificuldade de dizer
sim. Tem gente que tem dificuldade de dizer não porque se sente constrangido diante dos outros. Tem gente que tem dificuldade de dizer sim porque nunca acredita que tem a capacidade de fazer absolutamente nada. Mas nenhuma dessas duas circunstâncias é viver a partir da verdade. Por quê? Porque se você acredita que você não tem condições de fazer, de contribuir, de ajudar em absolutamente nada, nunca ninguém, cara, você tá sendo eh você tá tendo é uma é uma arrogância em ter baixa autoestima. Você tá achando que você é o melhor em ser o pior. Ninguém supera você.
Não, não, eu eu não tenho a capacidade de fazer nada nunca. E eu vejo isso acontecendo, cara, vez após vez. A pessoa ela tem o desejo de fazer algo. Ela sente às vezes Deus chamando ela para fazer alguma coisa. Ela é ela é inclusive convidada para ajudar em algo e ela fala assim: "Não, não, não vou". E por quê? Porque ela não consegue acreditar nela mesma. Deixa eu te contar um negócio. Você não precisa. Você não precisa acreditar em você mesmo. Gente, eu lembro de sofrer durante anos, anos e anos, porque, cara, eu me sentia
chamado pro ministério da palavra, me sentia chamado para pregar, para ensinar, mas ao mesmo tempo, toda vez que eu pregava, que eu ensinava, toda vez que eu subia no púlpito, toda vez que eu tava numa sala de aula, eu experimentava uma frustração terrível. Porque a minha expectativa do que eu deveria fazer nunca era alcançada. E eu sempre saía dali pensando assim: "Cara, eu eu preciso arrumar alguma outra coisa que fazer da vida. Eu preciso largar isso porque isso daqui eu eu não consigo." E você sabe o que que resolveu isso daí para mim? Não foi
melhorar. O que resolveu para mim foi parar. de me avaliar. Sabe por quê? O que eu faço assim, não é importante o que eu faço ser bom aos meus olhos. Não é importante que o que eu faço seja suficientemente bom dentro dos parâmetros que eu estabeleci na minha mente e nem dentro dos parâmetros mundiais, nem na comparação com não quem que são as pessoas que eu admiro. Não, gente, o que eu faço tem que ser bom o suficiente para abençoar as pessoas que Deus me colocou para servir e só. E ao mesmo tempo, cara, eu
não tenho que ficar me avaliando. Se você faz muito uma determinada coisa, a grande chance de você fazer aquilo ali melhor do que quem faz pouco, mas a grande chance de você fazer aquilo ali mal muito mais vezes, não é? Quanto mais você faz, melhor você vai ficar naquilo, mas mais vezes você vai ser ruim naquilo. Então, tem gente que não quer nem começar a pregar, porque a pessoa pensa: "Se eu começar a pregar, mas e se for ruim?" Não se preocupa com isso, vai ser, porque ninguém começa a fazer algo e é bom. Você
não é um gênio, cara. Você não é o espurjon. Você não é cara alguém que, nossa, que nasce um a cada 100 anos na humanidade. Se fosse esse o caso, tem, olha, gente, de verdade, se fosse esse o caso com você, a gente saberia, você saberia, você teria sido informado, mas não é, não é. E a questão é, não importa, porque o que que importa de verdade? O que importa é, cara, eu tô ajudando as pessoas, eu tô servindo de um jeito que abençoa aqueles que estão ao meu redor. É isso que tem importância. Eu
tô fazendo as coisas dentro do escopo que Deus me deu para fazer. Isso daí que é importante. Então, tem gente que fica travada durante muito tempo na igreja local porque fica assim: "Ah, mas eu acho que não é bom o suficiente o que eu faço. Eu acho que eu não consigo" e tal. E, cara, isso não tem importância. Não é um concurso para ver quem é o melhor, para ver quem é mais popular, não. É o desejo de servir o corpo. E esse é e esse é o ponto que eu mais vejo, gente, a maioria
das pessoas que vem falar comigo sobre ministério. Pessoa vem falar: "Cara, que eu sinto chamado, eu queria ajuda com isso e isso e isso". Aí a pessoa vai falar sobre o que que ela tem desejo, o que que ela sente chamado. Sabe do que que ela acaba nunca falando? de outras pessoas, da necessidade dos outros. Ela só fala dela. Ela fala do que ela sente. Ela fala do que Deus falou com ela. Ela fala do que ela tem vontade, ela fala do que ela recebeu de Deus. Mas sabe uma coisa que tá faltando aí? Eh,
eh, assim, ministério significa serviço. Você deveria estar preocupado em servir, não em encontrar realização pessoal por meio da atividade. E, e, e gente, tem pessoas que servem a Deus, que t muita graça, que abençoam pessoas e que caem constantemente nessa armadilha. Elas acham que o que elas fazem no ministério tem a ver com realização pessoal. E a maioria começa pensando isso. Não tem nada a ver com realização pessoal. Você encontra realização pessoal em Deus, não naquilo que você faz. O que você faz tem que fluir desse lugar de amor, cuidado e serviço ao próximo. Thiago
vai falar: "Orem por aqueles que sofrem". E gente, não tem a ver só com a ação prática de orar. Tem a ver com ter empatia e identificação com sofrimento alheio. Se você parar para pensar, a oração é o ato cristão que menos nos custa. Mas a falta dela revela o nosso egoísmo. O quanto nós não oramos por aqueles que sofrem, aqueles que passam por dificuldade, revela não que a gente, porque se a gente tá falando de contribuir financeiramente, se a gente tá falando de dedicar o seu tempo, dedicar, cara, isso daí de fato pode exigir
ter determinadas habilidades para conseguir ajudar aquela pessoa. Uma vez eu tava conversando com o Ciro lá, ele veio falar: "Cara, eu tô preocupado com tal irmão porque ele tá sem emprego". E aí assim, a gente tava eh dando assistência pra família e tal, só que ele tava preocupado com o cara ter um emprego. Aí eu falei para ele, eu falei: "Cara, me responde uma coisa, você tem um emprego para dar para ele?" Aí falou: "Não". Eu falei: "Então você tá se preocupando, no caso, além daquilo que você tem a capacidade de fazer. Eh, o que
é comum dentro do exercício pastoral? É comum isso acontecer. Mas o que eu o que eu conversei com ele na hora foi, cara, tem coisas que estão além das nossas forças, tão além dos nossos recursos, mas não estão além da oração. E se a gente não faz isso, isso tá demonstrando que ou a gente não tá tendo fé, ou a gente não tá com o nosso coração de fato voltado pra pessoa o suficiente para dedicar, cara, às vezes segundos. do nosso tempo para orar por aquele irmão, por aquela irmã. Ele fala: "Cantem com aqueles que
se alegram". Gente, é difícil às vezes a gente conseguir colocar o nosso coração na miséria do outro, mas às vezes é mais difícil colocar o nosso coração na alegria do outro, principalmente se você tá passando por momentos difíceis. Mas é isso que a Bíblia tá chamando a gente para fazer, é você entender que assim, cara, tem hora que eu não vou ter motivo nenhum, a não ser o próprio Deus para me alegrar a respeito da minha própria vida, mas talvez eu vou ter motivo para me alegrar na vida do outro. E eu preciso aprender a
fazer isso. E por isso ele fala de algo muito prático, que é cantem. Ele tá falando de algo que assim que não envolve você. Você pode não estar sentindo nada, você pode não est super alegre, você pode não tá, cara, não tá tendo aquele sentimento de que, ó, a conquista dessa pessoa é a minha. Mas você consegue cantar, você consegue cantar. Você consegue louvar a Deus por aquilo que ele fez. você consegue olhar para ele e agradecer e expressar essa gratidão. E isso daí faz alguma coisa no nosso coração, abraçar a alegria do outro como
sendo nossa, de maneira prática, ainda que isso seja contrário àquilo que a gente tá sentindo naquele exato momento. É importante paraa nossa saúde e pra saúde da igreja. Próximo ponto aqui é, ele fala para chamar os pastores para orar por alguém que tiver doente. E isso fala não só dessa responsabilidade de, cara, tem uma pessoa doente, cara, eu vou chamar os líderes, eu vou chamar os pastores, eu vou falar, ó, eh, você podia ir lá orar por tal pessoa? Mas isso fala de uma outra responsabilidade que a gente tem, que é entender que a igreja
é um corpo. E o serviço do corpo, ele não é exclusivo dos líderes, mas ele é algo que tem a ver com a cooperação de todos. A a igreja local, ela não serve só para ser um campo de atuação dos pastores e líderes, mas ela serve também como um corpo que ajuda inclusive a regular esses pastores e líderes. É algo imprescindível que a gente faça eh da nossa responsabilidade como membro da igreja algo concreto. Eu eu falo o seguinte, cara, eu prefiro uma pessoa eh eu prefiro uma pessoa proativa, que meta os pés pelas mãos,
que faça um negócio às vezes de maneira apressada, às vezes de maneira impensada, que eu preciso falar para ela calma, segura do que alguém que é passivo. Eu eu prefiro alguém que como um pastor de uma comunidade local, alguém que me enche a paciência do que alguém que simplesmente nunca fale nada. Por quê? Porque é muito fácil cair numa mentalidade de consumidor. É muito fácil cair numa mentalidade de eu vou ver aqui eh qual que vai ser a minha avaliação pro pro serviço aqui. Mas eu não vou nem me dar o trabalho de falar nada,
eu não vou contribuir com nada, eu não vou levantar necessidades, eu não vou eh não nada disso, não vou. Só que só que eu tenho uma regra. Se você vier, se você vier até mim com queixas, eu, eu vou te enviar com responsabilidade. Se você vier falando, olha, cara, eu acho que tá faltando tal coisa. Eu em várias ocasiões eu vou concordar com vocês, falar: "Tá mesmo, você não quer fazer não". E e cara, isso é importante. Eu não tô dizendo que a pessoa tem que fazer. Às vezes a pessoa vai falar: "Não, eu não
posso". E é verdade, ela não pode. Mas é essa consciência de que, cara, a gente precisa uns dos outros. A gente precisa. Ninguém consegue exercer a sua função do corpo totalmente sozinho. Ninguém consegue fazer isso. O próximo é: pastores, orem pelos doentes. E isso daqui fala de é que agora pega mal, né? Falar porque o exemplo é tão bom, né? O problema é a pessoa que deu. É que é que uns anos atrás um um pastor deu esse exemplo, né? que ele falou que tinha tinha jogo que acho que era final do time dele. E
aí na hora que tinha começado o jogo, ele recebeu uma ligação dizendo que tinha uma pessoa que tava no hospital e tal. E ele falou assim que ele não precisou decidir. Por quê? Porque ele decidiu aquilo ali quando ele se tornou pastor, né? Ele ele sabia que assim não tem opção, não tem não vou pensar aqui se eu vejo o jogo ou se eu vou visitar o irmão no hospital. Não, não tem não tem essa possibilidade. Eu eu já decidi isso lá atrás quando eu falei: "Vou ser pastor". E aí eu sabia que quando chegassem
momentos como esse, eu tinha exatamente determinado o que eu tinha que fazer. O problema é que aí uns anos recentes, ele decidiu atualizar a Bíblia, né? Eh, mas o exemplo continua bom. Então, cara, são microdecisões automáticas. Se alguém liga para você tarde da noite com uma situação urgente, existe uma pequena janela de tempo em que a sua mente deseja descartar aquela demanda, mas aí você precisa lembrar, isso já foi decidido há muito tempo atrás. Penúltimo é: confessem os seus pecados. E existe uma ligação aqui entre os pastores orarem pelos doentes, confessar os pecados e o
próximo que é orar uns pelos outros. Porque em todo contexto aqui ele tá falando tanto de situações em que o indivíduo de fato está doente, isso tá bem claro na passagem, por mais que é difícil pra maioria de nós, né, ter essa eh essa ideia, é que existe sim a possibilidade de que a doença do indivíduo seja disciplina divina. Não é que sempre é isso. Não é que sempre a gente vai encarar como sendo dessa forma. Mas a questão é que a gente esquece que Deus disciplina os seus filhos. O autor de Hebreus deixa muito
claro dizendo que se alguém é deixado sem disciplina, ele não é filho, ele é bastardo. Então Deus disciplina os seus. E essas disciplinas elas são elas se traduzem em circunstâncias, em dificuldades, em tribulações. E que isso não quer dizer necessariamente que isso é um sinal de pecado, mas pode ser. Deus pode muito bem mandar dificuldades paraa vida de alguém para que essa pessoa abandone o pecado. E a gente tem medo de falar isso e e é compreensível ter medo de falar isso, que é muito fácil errar ao falar sobre isso. Mas a questão é que
Thago tá dizendo aqui, ó, gente, se tem alguém que tá vivendo uma vida de pecado e essa pessoa caiu doente e ela deseja se arrepender, confessar e se consertar, você deveria sim chamar os pastores da igreja para que eles orem por ela, para que essa pessoa seja restaurada. Aí uma pergunta que sempre vai surgir nessa passagem aqui. Ah, mas e e o óleo? Tem que usar óleo, não tem que usar óleo. Eh, tem que ser o óleo de Jerusalém. Primeira coisa que a gente precisa combinar aqui é eliminado da nossa vida a expressão óleo ungido.
Porque é essa é uma das missões da minha vida. Porque óleo ungido é exatamente a mesma coisa que falar água molhada, sem tirar nem pô. Porque ungir é passar óleo e molhar é passar água. Então o óleo ungido é água molhada. Então, vamos parar de falar isso daí. Eh, agora, eu acho errado o uso do óleo. Não, não acho errado. Você tem inclusive alguma base aqui nessa passagem. Agora, se você vai olhar pra passagem como o estabelecimento de uma doutrina, uma prática na igreja local, cara, é uma passagem falando um negócio. Aí você vai dizer:
"Ah, mas no Antigo Testamento eles usavam óleo". Mas eles também, né? cortava a goela do bod. Então, eh, não necessariamente porque fazia lá, tem que fazer agora, eh, cara, na minha visão, e existem interpretações diferentes dessa passagem aqui em vários comentaristas, o óleo é uma prática cultural, ele não tem a ver com qualquer propriedade espiritual que é transmitida. Eu sei que talvez você ganhou de presente um olleozinho, né, de Israel, de alguém, e você acha legal usar, usa. Usa. Se você quiser, usa. Não usa em mim, porque minha pele é muito oleosa. Eu eu eu
tento me esquivar do dos irmãos ungidores, mas eu acredito que assim, o que tá sendo falado aqui não tem a ver com propriedades do óleo em si, mas uma prática cultural de ungir pessoas que estavam doentes. Mas o que vai trazer de fato aqui cura, transformação, mudança é a oração. João na sua carta, no capítulo 1, versículos 8 e 10, vai dizer: "Se disser que não temos pecado algum, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar
de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, nós o tornamos mentiroso e a sua palavra não está em nós." Gente, você tem pecado? Qual que é a resposta bíblica? Você, vocês não estão convencidos ainda. Vocês tm pecado? Sim ou não? Sim. Quando que você confessou seus pecados? Qual foi a última vez? Porque se isso daqui tem a ver com práticas que vão aumentar a nossa saúde, tanto como indivíduos como como igreja, você tem que pensar o seguinte: "Cara, será que a minha prática de confissão de pecados ela tá se tornando cada vez mais
rara? Por vamos para as opções. Opção número um, eu não tô pecando. Já estabelecemos aqui que não é essa opção número dois. Eu estou deixando de confessar. Eu sei que eu tô pecando, eu tô consciente disso, mas eu não estou confessando esses meus pecados. A questão é, isso pode vir de vários lugares, ter vários motivos, mas o que a gente precisa ter consciência é isso é um mandamento que a Bíblia tá trazendo para nós. Nós devemos confessar os nossos pecados. Eh, terceira possibilidade é: eu não estou consciente dos meus pecados. E, infelizmente, é muito comum
disso acontecer. você perguntar para alguém, falar assim: "Cara, qual o que que você pecou essa semana?" E tem um monte de crente que não vai saber te dizer. Por quê? exatamente pela falta daqueles padrões objetivos de santidade que eu falei eh no no início aqui. Se a gente não tem padrões claros e objetivos, a gente não tem consciência do nosso pecado. Se a gente não tem consciência do nosso pecado, a gente tem menos consciência da graça de Deus e da cruz de Cristo. E se a gente tem menos consciência da graça e da cruz, isso
significa que a gente expressa menos isso na nossa vida e no nosso dia a dia. Então, você quer ter mais revelação da graça de Deus, você precisa ficar mais consciente do seu pecado. E quando você tem consciência disso, confessa o seu pecado, abraça a graça do evangelho, você consegue crescer. E isso daqui vai fazer com que a gente passa pro último passo aqui, que é orar uns pelos outros. Tem um um um termo que é utilizado que é o termo confessor. Esse termo foi usado de várias formas na história da igreja. Um deles é que
ele é utilizado para se referir à pessoa que recebe a confissão. Tem várias ocasiões em que eu percebo assim, cara, a gente precisa ter, todo cristão deveria ser treinado como um confessor. Por quê? Tem gente que não sabe ouvir confissão. Tem gente que ouve confissão e e dá conselho. Tem gente que ouve confissão e e não sabe o que fazer. Pessoa fica, a pessoa trava, pessoa fala: "Complicado". E e cara, o que que significa ser um confessor? Significa que você precisa saber que como cristão, cara, o maior milagre que você pode realizar não é orar
por alguém, essa pessoa ser curada. Maior milagre é algo que tá muito mais ao nosso alcance, que é alguém pode confessar os pecados para você e você pode estender as mãos e liberar o perdão de Deus sobre esse indivíduo. Você é um canal da graça de Deus. Então você precisa aprender a ouvir, você precisa aprender a quando necessário chamar o seu irmão ou a sua irmã pro arrependimento. E você precisa aprender a proclamar o perdão e a graça sobre essa pessoa. Isso daí, gente, deveria ser uma prática constante na nossa vida. A gente não pode
esquecer dessas práticas fundamentais. É, é o feijão com arroz, é o básico da vida cristã. É confessar os seus pecados e orar uns pelos outros. É abrir o seu coração e receber o perdão de Deus. é ouvir o seu irmão expondo as suas feridas, as suas falhas, os seus pecados e estender a graça para ele de uma forma que todos nós, como comunidade vamos sendo cada vez mais mergulhados nessa realidade de graça. Você sabe que você é pecador, você confessa o seu pecado e isso daí vai te empoderando para viver cada vez mais uma vida
de santidade. E é por isso que Thago vai concluir falando o seguinte, ó. Elias era um homem comum. Ele não era alguém extraordinário. Às vezes, gente, pelo que a gente vê nas redes sociais, pelo que a gente ouve dos feitos de outros, pelo que a gente, assim, tem todo um papo por aí de melhoria pessoal, de que você precisa disso, daquilo e ser sei lá o quê, que cara às vezes a gente tá tentando ser uma pessoa extraordinária. Você não foi chamado para ser extraordinário, você foi chamado para ser uma pessoa comum. mas que é
instrumento de Deus para coisas extraordinárias. Elias era comum, ele era fraco, ele era falho, ele orou e não choveu. Ele orou de novo, voltou a chover. Você é comum, você é fraco. Nós somos, nós somos falhos. Eu posso orar e alguém receber a graça de Deus na vida dela. Seja alguém que eu prego o evangelho para que esse indivíduo se arrependa. Seja um irmão que vem arrependido e eu estendo a graça de Deus através da minha oração. A questão é que essa vida comum, mas que faz coisas extraordinárias, é o que a gente é chamado
para viver se a gente abraçar essa vida cristã autêntica e cheia de sabedoria. Amém. M.