A maior humilhação que eu já passei em toda a minha vida foi durante o aniversário de 19 anos de uma namorada que eu tive. Eu e a Roberta estávamos com pouco tempo de namoro, apenas 8 meses. Nos conhecemos através de uma prima dela que estudou comigo.
Eu já frequentava a casa da Roberta quase que toda semana. Me dava muito bem com os pais dela, que demonstravam que gostavam de mim. O pai da Roberta, saudoso seu Afonso, gostava muito de futebol e quase todo domingo eu assisti algum jogo com ele.
Tudo se encaminhava para que meu relacionamento com a Roberta virasse um casamento, mas a gente não chegou nem perto disso. Tudo começou no aniversário dela. O seu Afonso acabou ficando desempregado e a festa que ele havia prometido para ela não ia mais acontecer.
A Roberta ficou bem chateada. Mas o pai dela estava com dívidas do financiamento imobiliário e do carro dele e precisava dar uma segurada nos gastos. Em uma conversa com seu Afonso, eu disse para ele que gostaria de bancar a festa da Roberta.
Ela havia esperado tanto e eu queria fazer ela feliz. Queria que ela ficasse bem. A princípio, ele não queria.
disse que eu não precisava me preocupar com isso, mas eu insisti. Disse que seria algo simples, um bolo, alguns salgados e alguma bebida. Nada de luxo.
Seria algo simples. E ele acabou concordando. Eu falei com a Roberta e ela ficou muito feliz.
E nós marcamos a festa. Eu mandei fazer um bolo maravilhoso. Encomendei 200 salgados e 100 doces na época e levei bastante bebida.
Meu pai era dono de Madega e para isso eu tinha mais facilidade. Para mim, tudo já era o suficiente. A festa estava planejada para 15 pessoas, mas quando chegou no dia, eu tive uma surpresa.
A Roberta tinha convidado umas 30. E além dos gastos que eu já tinha feito, acabei fazendo mais. Fiquei com vergonha e saí para comprar mais coisas.
Estava com medo da comida acabar. Nesse dia eu estouri o limite do meu cartão de crédito. Até aí tudo bem.
Apesar dos gastos, eu queria ver a Roberta feliz. Mas durante a festa, além dos parentes dela, eu comecei a ver alguns rostos que eu não gostei muito. Algumas amigas estranhas que estudaram com ela e uns amigos também.
O problema foi que um desses amigos foi o primeiro namorado da Roberta. Aliás, o primeiro tudo dela. Ele morava próximo, morava em um bairro vizinho.
Eu fiquei imaginando como é que ele teve a cara de pau de ir no aniversário dela. Na minha cabeça, ele não tinha sido convidado. Eu acreditava que algum outro amigo tivesse levado ele.
Para mim, era impossível a Roberta ter convidado ele. Ele e a Roberta começaram a namorar quando ela tinha 15 anos, se separaram quando ela tinha 17. Ela descobriu que ele ficava com outra menina e depois de uma briga por causa disso, eles terminaram.
E por esse motivo a única explicação era que ele estava de penetra na festa. E eu fui falar com a Roberta. Contei para ela e disse que iria colocá-lo para fora.
E foi aí que eu tomei um susto. Ela disse: "Calma, Lan, fui eu quem convidou ele. Eu já superei o que aconteceu.
Está tudo bem. Eu retruquei, diz que não me sentia confortável com o ex-namorado dela na festa e ela não gostou muito. Acabei ouvindo que eu estava sendo imaturo.
Ela disse que não tinha nada a ver, que eu podia ficar tranquilo. Nós tivemos uma briga depois. O clima ficou bem pesado, mas eu me segurei.
Estava esperando só a festa terminar para ter uma conversa mais séria com a Roberta. Mas eu acabei nem ficando até o fim da festa. Quando chegou a hora de cortar o bolo, a Roberta fez um pequeno discurso e disse para todos: "O primeiro pedaço vai para uma pessoa muito especial que está aqui hoje, vai para o Jean, que é meu amigo de infância.
Ele é uma pessoa muito especial para mim. " Todos ali, ou pelo menos a maioria, sabiam que a Roberta e Jean foram namorados por mais de dois anos. E depois da fala dela, os olhares de todos se voltaram para mim.
E eu fiquei com muita vergonha. A minha vontade era acavar um buraco e entrar dentro. Os olhares de pena daquelas pessoas me olhando um por um foi a sensação mais humilhante que eu senti até hoje.
O seu Afonso, pai da Roberta, ficou bem sem graça também. Não sabia onde enfiar a cara. Não tinha mais clima.
Eu peguei minhas coisas e fui embora da festa. 10 minutos depois, o seu Afonso me ligou, me pediu mil desculpas, disse que ia conversar com a Roberta e falou que o que ela tinha feito não era certo. Eu estava anestesiado.
Eu não sabia se eu ria, se eu chorava. Eu só sabia que eu não queria mais ver ela na minha frente. Umas 3 horas depois, ela me ligou.
Eu esperava um pedido de desculpas ou alguma coisa nesse sentido, mas ao invés disso, novamente, eu ouvi que eu era imaturo. A Roberta, apesar do que tinha feito comigo, ela acreditava que estava com razão, que estava certa. Nosso namoro já havia se encerrado naquela festa e naquela ligação nós só formalizamos as coisas.
Naquele dia ficou claro que ela nunca gostou de mim. Quando eu disse que nossa relação tinha terminado, ela apenas disse que tudo bem e desligou o celular. E como diz o velho ditado, onde a fumaça a fogo.
Apenas uma semana depois do fim do nosso namoro, a Roberta já tinha sido vista em algumas baladas da cidade com o ex-namorado dela. E eu, que não estava bem, fiquei ainda pior. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, estava indo mal e só pensava naquela situação que eu passei e me odiava todos os dias por ter me enfiado naquilo.
É engraçado, a gente só enxerga esse tipo de coisa. Quando a relação termina, os sinais eram claros, mas eu não enxerguei. 4 meses depois, eu já havia superado que tinha passado.
O seu Afonso ainda me mandava mensagens direto, falava de futebol e sempre perguntava como eu estava. Ele estava feliz, tinha arrumado um novo emprego e marcamos de ver um jogo juntos. Nos encontramos em um bar perto da minha casa, onde eu costumava assistir o futebol.
Nas nossas conversas, eu nem tocava no nome da Roberta, mas ele acabava falando. Ele dizia que estava preocupado com ela, disse que ela não tinha juízo e que quando me conheceu achou que ela tomaria jeito. Depois desse dia, ficamos uns três meses sem se falar, até que eu encontrei ele bem próximo da minha casa, trocando os pneus do carro dele.
Eu estava passando pela loja que ele estava com o carro dele e fui lá cumprimentá-lo. Assim que ele pegou na minha mão, eu percebi que ele estava bem desanimado. Eu perguntei se estava tudo bem.
Ele suspirou e disse: "Rapaz, não está bem não". Ele contou que a Roberta estava grávida. Eu nem perguntei quem era o pai, pois eu já imaginava.
E eu estava certo. O pai era o Jean, ex-namorado dela, que inclusive continuava como ex. Ele saía com ela, mas não assumia compromisso nenhum.
E para piorar, assim que ele descobriu que ela estava grávida, ele juntou as coisas dele e foi morar com o pai dele, que morava no Espírito Santo, na cidade de Linhares. Nessa época, nós morávamos em São Paulo, em Itaquera. Além de fugir das responsabilidades dele, ele saiu de famanda a Roberta.
Falava que o filho não era dele, pois ela dava para qualquer um. E depois de ouvir isso, eu entendi porque o seu Afonso estava tão chateado. Eu me despedi dele naquele dia e fui embora.
Duas semanas depois, eu tive uma surpresa. A Roberta me ligou. Ela me pediu desculpas, disse que o que aconteceu no aniversário dela foi horrível e que ela estava errada.
falou que agora ela tinha perfeito entendimento da gravidade do que tinha acontecido. Eu fiquei só ouvindo a conversa fiada dela. Depois de enrolar bastante, ela disse que estava grávida.
Ela não sabia que o pai dela já tinha me contado. Eu acreditava que ela estava apenas com remorço pelo que tinha acontecido e que ela não tentaria nada, mas ela tentou. Ela simplesmente disse: "Então, Alan, o que acha da gente se ver?
Apesar de estar grávida, eu sinto sua falta". Ela falou isso de uma maneira tão natural que parecia que a gravidez dela fosse apenas uma gripe. Nada demais.
"Eu fui bem direto, dis que não queria vê-la e que não tínhamos nada para conversar e que o fato de eu ter atendido a ligação foi em respeito ao pai dela e nada mais. Ela ainda tentou continuar a conversa, começou a fazer drama e eu tive que desligar na cara dela. Ela deve ter entendido o recado, pois depois disso não me procurou mais.
Depois de um tempo, acabei descobrindo que seu Afonso tinha se separado da esposa dele e justamente por causa da Roberta. Quando o bebê dela nasceu, ela jogou toda a responsabilidade nos pais. O seu Afonso não aceitava, não queria que a esposa ficasse cuidando da criança.
A Roberta deixava o bebê com a mãe dela e sumia com as amigas. Seu Afonso disse que avisou várias vezes, mas ela sempre passava um pano paraa filha, até que ele chegou num limite e pediu a separação. Na nossa última conversa assistindo um jogo em um bar, o seu Afonso me disse: "Alan, meu amigo, eu vou te dar um conselho.
Nunca se case, pois o suco não vale". A espremida. Para você que chegou até o final desse vídeo, muito obrigado.
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Valeu. Impactit, seu canal de relatos. E o recado especial de hoje dos colaboradores do PQ vai para Oitava na Peneira, que deixou um abraço para todos do canal.
vai também para Luciano Marinheiro, que disse o seguinte: "Meu casamento é abençoado, embora os médicos insistam em dizer que eu não posso ter filhos, a minha esposa já ficou grávida duas vezes. " Parceiro, obrigado pela colaboração. Forte abraço.
Tamo junto.