Eh, que alegria estar com vocês. Primeiro queria agradecer o convite. Que satisfação, que felicidade. Vocês não sabem como é bom a gente se aproximar eh desses temas, dessas jornadas tão maravilhosas e incríveis. Bom, a gente vai começar esse primeiro episódio do podcast 1 Oitava acima. 1 Oitava acima. Que coisa. Vamos saber muito disso ainda. Eh, primeiro agradecendo a presença de vocês, Marcos e Marília, e Primeiro perguntando, obviamente, né, depois de de expressar toda essa felicidade, a gente entender de onde surgiu essa ideia, como é que surgiu uma oitava acima, por uma oitava acima e não
e não duas. Boa. E a gente quer saber um pouco disso. Acho que acho que a ideia ela vem até antes do nome, né? A gente já há algum tempo eh sente um desejo, um chamado, diria, de começar, acho que a gente falou um pouquinho sobre isso, né? De colocar para fora um pouco do que a Gente vem percebendo e vem sentindo eh fruto do nosso trabalho, etc. E a expressão oitava acima surgiu ao longo da dessa jornada. a gente começou a tentar identificar eh como é que a gente representa esse convite que a gente
sente de fazer paraas pessoas. Eh, e acho que foi, eu não, eu confesso que eu não lembro exatamente da onde veio, assim, qual foi a inspiração, mas provavelmente algum lugar em que eu tenha escutado, ouvido e falei: "Nossa, Isso faz muito sentido". Eu acho que isso representa bem o convite que a gente sente de fazer, eh, que na prática é isso, né? Oar oitava acima, né? Na nota, na na escala musical, a gente tá falando literalmente de uma oitava acima, mas na nossa na na prática a gente tá é um convite de vamos elevar nosso
nível de consciência, eh, e perceber que é possível a gente operar de um, de um outro lugar. e quais são as consequências, enfim, como é que a gente Opera de um lugar diferente e quais são as consequências dessa desse convite, né? Isso é bastante importante, né, Marcos, porque a gente percebe hoje um momento histórico bastante eh interessante e oportuno, né? um ser humano em busca de encontrar novamente a sua essência, uma busca pelo autoconhecimento. E no mundo corporativo, que não é diferente, a gente encontra algumas situações que são bastante relevantes, interessantes e às Vezes meio
chatas, né? A gente vive às vezes uma situação no mundo corporativo e às vezes reflexo da nossa vida ou a o corporativo refletindo na nossa vida que nos causam alguns transtornos. Você concorda com isso? É, cara, eu diria assim, a a acho que o mundo corporativo ele é um recorte que eu diria que ele é super importante da nossa sociedade atual, né? Se for olhar no tempo, eh, as instituições que eram relevantes no Passado, né, como o estado, a igreja, quer dizer, hoje as organizações têm um tem um um espaço de impacto de formação de
cultura, de formação de sociedade, de contribuição pra sociedade, que é extremamente significativo, né, que no fundo nada mais é, eu até fui pesquisar recentemente, até compartilhei com a má e a palavra corporação. Ela vem de ela vem de o corporativo vem de corpo, vem desse sentido de você eh ter eh são mais pessoas juntas tentando entregar alguma Coisa, e que sozinhas elas não vão conseguir fazer e acontecer, né? Então, no fundo, a gente tá falando de um coletivo, eh, e que tem as suas características, vamos dizer, que, que vem perpetuando ao longo do tempo, né?
Então, quando a gente fala, pelo menos para mim, né? Não sei se a sensação de vocês é assim, mas quando a gente fala eh mundo corporativo, parece que já vem uma série de de meio que arquétipos, né, de tipo, já já consigo entender do Que que a gente tá falando, né? Criou essa essa essa identificação. E aí sim, concordo, né? Quer dizer, como qualquer cultura que a gente vive, o mundo corporativo tem uma cultura muito particular, eh, e que eu acho que assim como a sociedade tá fazendo ou eu sinto que tem um espaço de
um salto em relação à sociedade, o mundo corporativo não é diferente nesse sentido, né? Então, como é que a gente olha para essa realidade e como é que a gente entende o que faz Sentido, o que não faz sentido, como é que a gente desconstrói isso, no fundo é um pouco do convite que a gente sente de fazer. Interessante, né, Marília, que eh ele quando ele fala de corpo, a gente entende organismo, né? E quando fala de organismo, a gente entende de uma série de células, de componentes, de órgãos que precisam estar ali em harmonia,
né? Mas se a gente vê também o mundo corporativo, além de tudo, toda essa Harmonia que se busca, obviamente, clima, saúde dos colaboradores, uma série de de situações obviamente super importantes, mas a gente vê algumas patologias. E aí eu queria chamar um pouquinho de vocês que vocês trazem uma a questão do transtorno do aprisionamento eh corporativo, né? Como, o que significa isso? Como é que vocês identificaram? Eh, me conta um pouco mais desse desse transtorno. Eu acho que que a gente começou a Perceber de eh de partida, assim, acho que isso não é novidade, que
o ambiente corporativo de fato eh ele está doente, né? como você mostrou, tem a o organismo são células e essas células estão muito adoecidas. E nos nossos trabalhos junto às empresas, a gente começou a perceber que as pessoas eh elas estão de fato muito aprisionadas, mas não necessariamente se percebendo aprisionadas. Elas percebem que tem um um desconforto, incômodo, alguma coisa Que não faz sentido. E a busca que a gente percebe é de buscar soluções fora do da célula, né? buscando soluções eh seja na na organização, seja fora de si, mas não necessariamente um olhar mais
profundo para entender o que que dentro dessa célula tá trazendo essa essa doença, né, pro mundo corporativo. E aí a gente começou a observar que tinha de fato um aprisionamento. As pessoas estão sentindo que há uma doença eh sem perceber qual que elas próprias estão Aprisionadas dentro desse sistema, né? Então, acho que a gente começou a a observar e essa é uma das grandes motivações que a gente tá sentindo de trazer paraa reflexão, porque é uma é uma urgência, né? A gente sente que o que o organismo como um todo ele tá bastante adoecido, né?
Ma perfeito. É uma célula do uma célula do Imagina um coletivo de células adoecidas ou aprisionadas, né? A consequência, eu acho que essa é a provocação que a gente Costuma trazer, né? Então, eh, porque o que a má trouxe, né? Eh, esse aprisionamento muitas vezes faz as pessoas inclusive se sentirem vítimas desse sistema, né? Então elas elas olham hoje hoje o o mais comum é você chega numa organização para você tentar fazer algum tipo de de movimento de trabalho, de transformação. Eh, são as pessoas muitas vezes reclamando daquela cultura que vivem, né? Eu ia até
aproveitar para te perguntar isso, Marcos. Qual seriam As características de uma corporação, de uma organização, de uma empresa que nutre esse transtorno de uma forma diária, mensal e faz com que seus colaboradores, de certa forma doeçam com o tempo? Quais seriam essas características? Só um assim, um olhar que eu te convido a olhar diferente, que é assim, a inconscientemente são as próprias pessoas que estão nutrindo, porque a o quem é a corporação são as pessoas. Exato, né? E esse é o grande convite. Eu diria que em essência, quando a gente fala de uma oitava acima,
eh, a todo momento, talvez a nossa maior tecnologia, se a gente pode chamar assim, é justamente ajudar as pessoas a reconhecerem que elas são cocriadoras da realidade que elas vivem. Então, hora que a gente fala que a se tem uma organização, se tem um coletivo, no caso as organizações, né, as corporações que a gente olha e fala que elas estão Doente, a pergunta é: qual é a minha contribuição para essa doença, né? Mas voltando paraa sua pergunta, que quais são essas características, né? Eh, eu diria que assim, se eu fosse resumir, eu costumo eu costumo
ter um olhar que é as organizações eh elas têm dois principais eh modelos mentais que acabam criando essas condições dentro da desse sistema. O primeiro é é o que a gente chama de um modelo mental de independência, né? Se você for olhar Historicamente, eh, quando você pensa para que servem as empresas, né? Eu lembro a minha aula de administração, não lembro a sua formação, engenharia. Engenharia. Então, na minha aula de administração, você não, você não foi a primeira, a segunda aula, algum professor entrou lá e falou assim: "As organizações existem para dois pontos o lucro,
né? Eh, socialmente você vai abrir uma empresa hoje, você tem dois caminhos de abertura de empresa. Ou você Abre uma uma limitada, uma empresa com fim, desculpa, limitada não, uma empresa com fins lucrativos ou se é para uma empresa sem fins lucrativos. Então, daí para mim já é uma cisão eh que que ela é irreal, né? Porque na prática as organizações são coletivos de pessoas que estão a serviço de levar pro mundo alguma coisa que o mundo se beneficie, né? Então não tem como você desconectar a a eh a oferta do que você leva pro
Mundo, o servir que você tem, né? Então, e aí ao servir em agradecimento, a sociedade fala: "Obrigado". E o agradecimento é o dinheiro, né? Então, e eu preciso desse dinheiro num montante que seja suficiente para que eu consiga eh ter continuar prestando aquele serviço. É como que é bem isso, né? Muito obrigado. Continue nos servindo, né? Então, eu diria que o o dos vieses que de modelos mentais que eu sinto que são extremamente eh críticos no no olhar Eh é é que a gente chama de uma cultura egoomecânica. Então, por que egomecânica? Ego por é
uma cultura que tá olhando mais para si. Eu quero extrair lucro, né? Que não não tem nada de errado em extrair lucro. Mas se eu olho paraa organização como primariamente sendo extração de lucro, qual é a consequência disso para todo mundo que tá convivendo com aquilo, né? O que que você que que as pessoas vão criar pro mundo, né? Então essa é a primeira e a segunda é acreditar que as organizações funcionam como sistemas que a gente fala mecânicos por egomecânica. Então aí o tradicional é eu estabeleço uma estratégia, coloco objetivos, metas e aí o
que você acaba achando que você sabe o que você tem que fazer é a sua meta, né? Sem necessariamente você se conectar com com o que tá por trás daquilo, se faz sentido aquela meta ainda. Quer dizer, uma série de consequências. Então, eu Diria que essa combinação eh de você ter uma organização que ela tá aprisionada em servir a si mesma primariamente e acreditando que as pessoas funcionam como máquina, né? Eh, tem alguns vídeos até recentes que a gente tava até trocando aqui, o professor Vicente Falcone, que é um papa de gestão de desempenho, de
gestão por metas, etc. e que é uma pessoa super admirável e super respeitável. Mas se você olha em essência os ensinamentos Que vêm a partir desse olhar, é um ensinamento de que eh as pessoas, os líderes precisam bater metas e isso basta, né? E a gente vê no nossos trabalhos a consequência que isso traz. Então, em essência, trabalhar numa organização que tá olhando pro lucro primariamente, qual é a consequência disso pra célula? É, acho que isso responde diretamente à pergunta que ele traz, quais os sintomas Que a gente observa, né? E acho que o sintoma
que me chama muita atenção é a desconexão que as pessoas hoje sentem com o próprio trabalho, com o próprio servir. A gente costuma dizer, né? A pessoa trabalha 40 horas semanais, depois ela precisa fazer algum trabalho voluntário para ela ter o sentimento de que ela tá fazendo algum bem pra sociedade. E a gente fala que isso acontece por quê? Porque as pessoas elas são falando de células, nós somos Células de amor. Então a nossa natureza inata, a nossa essência é servir, é estar a serviço de algo maior do que nós mesmos. Então quando a gente
tá nessa condição onde o lucro tá sendo colocado à frente, onde bater metas, é o objetivo primário, onde a gente se sente parte não pertencente a algo maior, as pessoas se sentem naturalmente muito desconectadas, mas não é desconectadas do trabalho, é desconectadas da própria essência, que é essa natureza servidora. Então isso a gente vem observando como um dos sintomas que a gente fala desse aprisionamento, essa eh essa não conexão com essa natureza inata de estar a serviço de forma interdependente de algo maior, né? É, na prática o que a gente, só para concluir o que
trouxe assim, na prática você chega nas organizações, a a pergunta que as pessoas estão se fazendo, mas muitas vezes não falam, é que que eu tá valendo a pena? Faz sentido, né? faz sentido Para que que eu tô fazendo o que eu tô fazendo, né? E aí às vezes acaba fazendo essa mesma segregação que que daí para mim é o grande sintoma do aprisionamento, que daí eu trabalho para ganhar meu dinheiro e não interessa a consequência desse meu trabalho porque é uma coisa realmente mecânica, né? Eu não consigo perceber que isso tá levando para, quer
dizer, que qualquer coisa que eu esteja fazendo aqui, qualquer produto que eu esteja Produzindo, qualquer serviço que eu tô fazendo, eu não consigo perceber que isso é um benefício social e que isso é um servir e que você tá colocando seu talento a serviço disso, porque eu tô tão aprisionado naquilo que eu me desconecto totalmente daquilo. Então eu trabalho, ganho lá o meu dinheiro em troca, porque a empresa tá ganhando dela com lucro e eu tô ganhando o meu como consequência. Sabe alguma uma alguma coisa que eu que a gente ouve com Frequência e eu
acho que vocês já ouviram também, né, gente? Mas que vida besta, né? Que vida besta, né? Acordar e trabalhar e tal. E eu acho que isso tem muito a ver com o que vocês estão dizendo, né? Eh, e aí eu lembro um pouquinho das aulas lá de gestão, né? Construir construir ao invés construir pontes, ao invés de construir muros, né? E eu acho que cada vez mais dentro das corporações nós construímos muros, né? Eh, paredes que nos dividem, que nos Isolam e muitas vezes nos distanciam dessa essência que você trouxe, né? Mar, agora me fala
um pouco eh de quais as consequências de tudo isso no final das contas. como é que essas pessoas têm se sentido, né? O que que vocês têm percebido no relato nas empresas e nos trabalhos que vocês têm desenvolvido? Como é que vocês t percebido essas pessoas? Para onde elas estão caminhando? Acho que se você olha, tem tem Consequências paraas células, né, pros indivíduos e tem consequências sistêmicas para as organizações e e até pra forma com que a gente olha pra sociedade. Mas em essência é isso. Você sente as pessoas eh até adoecendo, né? são pessoas
pessoas que estão desempenhando, desempenhando, desempenhando, desempenhando e e meio que quase que sentindo que não, aquilo não tem fim. Eh, então, por que que a gente tá Vivendo uma crise de saúde mental, né? Por que que as organizações estão uma normalização muitas vezes disso, inclusive não é incomum a gente chegar a empresas, as pessoas tomando remédio para poder dar conta, né? E e aquilo parece que tá tudo bem, porque você olha do lado, o outro também tá tomando. Cada vez mais jovens. É, pois é, cada vez mais cedo. O que eu o que eu sinto
que é eh bem trágico até eh que muitas pessoas estão identificadas nesse papel de ser Um executivo, um líder, uma líder de sucesso, bem-sucedido. E o que se tornou eh bem-sucedido no mundo corporativo é você e avançar na carreira de forma rápido, você bater suas metas, você ter reconhecimento, um salário, formar um time bacana, tá numa empresa que que entrega seus resultados de sucesso e as pessoas vão se identificando com esse eh com com esse papel, com esse com esse personagem, como se aquilo representasse de fato quem ela é no mundo. Só que para Ela
representar esse esse papel de um executivo bem-sucedido, isso tem um custo e daí o aprisionamento, né? Exato. Porque o custo muitas vezes tá relacionado a a você performar algo que você não acredita necessariamente. Então, para entregar o resultado que a empresa precisa, muitas vezes você faz escolhas que elas vão na contramão daquilo que você entende como sendo o certo, o verdadeiro, aquilo que faz sentido para aquele momento. Mas aqueles Que vêm e que ousam desafiar muitas vezes essas regras eh que são bastante rígidas, essas pessoas são tidas como como loucas e de de pouco a
pouco elas vão sendo excluídas, né, da organização. Então você ir nessa contramão do que tá todo mundo fazendo, batendo meta, entregando resultado e sendo bem-sucedido, te demanda um esforço de você ter uma autenticidade, uma integridade, onde você vai colocar o seu na reta. O que que é o seu na reta? você Ter que desafiar e ser visto muitas vezes como como alguém que que tá tá colocando o dedo onde não deve ser colocado, tá trazendo incômodo que ninguém quer olhar, tá trazendo desconforto pra mesa que parece eh trazer um mal-estar entre as pessoas. E o
que eu percebo é que muita gente, a maioria das pessoas que estão no meio corporativo, não estão dispostas a colocar o seu na reta porque o benefício que as pessoas, a falsa segurança que as Pessoas estão colhendo de de manter eh esse papel bem-sucedido, ele parece que tá valendo a pena. Mas aí no final do dia, quando a pessoa sente, quando você vai volta para casa, que é quando surgem as perguntas que é, será que realmente tá valendo a pena, né? né? Ou seja, as pessoas trabalham muito para ter o status, o poder, o reconhecimento,
o sucesso e no final do dia ainda a sensação de vazio. O vazio vem justamente dessa escolha não autêntica De fazer eh escolhas no dia a dia que você sabe que não são as melhores escolhas, mas que o sistema ele é tão construído, tão já eh engessado para que aquilo aconteça, que para você desafiar aquilo vem um sentimento de que isso não é possível. E aí vem uma outra eh característica que a gente observa nessas culturas de aprisionamento, que é o sentimento de impotência. Então, de forma geral, as pessoas coletivamente acreditam que não é possível
mudar o Status ponto. Essa era uma outra questão que eu ia colocar para vocês. Parece que por nós estarmos tratando de um organismo, parece-me que cada órgão e cada célula pode de alguma forma contribuir com todo. Então, muitas vezes a gente até escuta, né? É, você falou uma coisa muito interessante, Mar, aqui é eh a gente escuta esses comentários no mundo corporativo, né? Nossa, no CNPJ não dá para conviver, mas na pessoa física é uma pessoa tão legal, né? Que Papel é esse que se desenvolve para causar mal-estar, para se atingir objetivos e resultados numa
cultura de alta performance, onde a gente, no final das contas entra numa série de de loopings e de ciclos de extremamente viciosas onde a gente se vê muitas vezes culpado, muitas vezes fracassado, frustrado, porque nem sempre a outra performance é possível e nem sempre se vence todos os todos os jogos e todos os momentos, né? Então assim, eu eu acho Que eu queria ouvir um pouquinho de vocês, assim, cada um em cada ambiente, como a gente pode ser diferente, como a gente pode fazer a diferença, né? Então eu vou dar exemplo de hoje. Eh, a
gente, eu, uma conversa que eu tive com um uma uma cliente, uma aluna, inclusive, eh, que tá vivendo numa situação muito parecida, a organização tá fazendo escolhas e que ela tá olhando e tá dizendo: "Cara, não é por aí". Então, em em síntese, a organização tá acreditando Que vai atingir um determinado resultado e ela tá algum tempo dizendo que aquilo não é possível. E ela e ela é a responsável por dar essa informação, ela é quem faz esse tipo de monitoramento. Eh, qual é a escolha, né? Você tem duas escolhas. Eu me calo, eu falo
uma vez, porque foi o que aconteceu. Falou, gerou incômodo. Ah, você tá pessimista. falou de novo, recebeu outro feedback, tipo, ah, você poderia falar de um jeito Menos eh agressivo ou você poderia falar isso de uma forma mais privada, porque senão as pessoas acham que vão, você vai você vai espalhar esse mal, esse mau humor, esse pessimismo, na, entende? E no fundo ela só tá querendo dizer assim: "Não, eu não acredito." Exato. Eu tô, eu tô tentando mostrar que isso não é possível. O que eu, mas o que eu achei bonito da da postura, porque
no passado eu conversava com ela e ela falava isso e Se calava muitas vezes. E o que eu senti é que ela falou assim: "Você sabe que eu tô num outro lugar que é um pouco do que talvez a gente queira dizer da oitava acima. Eu tô apontando, eu tô incomodando e eu tô recebendo ainda esse mesmo feedback, mas tudo bem, eu sinto que eu tô fazendo a minha contribuição e pouco a pouco eu tô percebendo que porque fechou o primeiro quarter, né? Fechou o primeiro trimestre, eh eu tô agora, os resultados vieram, ao ver
os Resultados tão tá confirmando o que ela dizia, né? Eh, então assim, como é que eu tenho coragem de sustentar? Porque é quase como você é um médico que diagnostica alguma coisa naquele paciente e fala e o paciente, ah, não, mas não, não, não tenho isso, né? Então, a gente fala muito isso. Inclusive um dos convites que a gente procura deixar ou pros alunos ou para pros clientes que a gente faz projeto, eh eh sejamos autoterapeutas e terapeutas também das Organizações. A gente também precisa ajudar as organizações eh a reconhecer e o o a realidade,
porque no fundo há uma negação da realidade muitas vezes, justamente por esse aprisionamento. Eu tô preso, tão preso na meta, que a pergunta não é o que tá acontecendo no mundo. A pergunta é o que você vai bater ou não vai bater a meta. E aí a consequência disso é sistêmica. Eh, um dos exemplos que você perguntou quais São as consequências, tem ter tem o lado do indivíduo e tem o lado da organização. Então, um exemplo que é fácil de ilustrar isso, mas que eu eu lembro uma vez saindo de casa, três semanas de chuva,
de repente eu e tava ainda garoando um caminhão pipa regando as plantas, entende? Assim, eu acho que é o melhor, é simples. Eu tenho certeza que muita gente tá ouvindo a gente vai se vai se perceber. Regando planta, chovendo. Ou seja, aquela meta já não faz sentido nenhum, mudou, só que eu tô aprisionado. E isso gera, isso começa a gerar no indivíduo um sentimento quase de loucura. Eh, tem histórias de loucura de você colocar a pessoa no manicôio e falar assim: "Não existe essa janela". Ou ao contrário, não tem janela nenhuma. E você fala: "Tem
uma janela aqui." Passa seis meses que você tá reforçando que tem uma janela. a pessoa acha que Tem uma janela e vai pular para querer sair da janela. Então você cria uma loucura coletiva e eu diria essa loucura coletiva ela está, eu vou dizer quanto por 99% das organizações. Eu e eu brinco, eu costumo brincar que nós estamos criando algumas frases de efeito e a gente usa e nós usamos em todos os instantes que são extremamente eh acomodadas eh que nos permitem eh ficar na zona de conforto de uma forma eh eh muito estranha, né?
E e a gente fala Assim, ah, a gente comenta algumas coisas difíceis e fala, mas tá tudo bem, faz parte. Faz parte. Será que faz parte mesmo? Será que não é a busca da essência, essa essência que que que vocês nos trouxeram, que é o sentido eh real da existência do mundo corporativo, da corporação enquanto organismo, que reúne pessoas em torno de um objetivo. Mas esse objetivo não precisa ser só o lucro, ele pode ser o bem-estar, ele pode ser a saúde mental, psicológica, Emocional. Mas é aí que tá, né? Se você olhar, Fernando, o
lucro, eu diria assim, que as organizações não estão a serviço do lucro, não é uma questão ideológica, é uma questão lógica. Porque a primeira, o que que você faz primariamente? Você serve. Qualquer coisa que a gente faça, produto ou serviço, você serve. Você oferece o serviço, você oferece o produto, etc. Então, é o o primeiro, o que vem primeiro é o servir. Qual é a Consequência do servir? alguém olhou, gostou daquilo, comprou aquilo, a consequência é você receber um um agradecimento, um dinheiro em função daquilo. Então, a sua capacidade de fazer com que esse dinheiro
seja suficiente para você continuar é secundário. Então, não adianta eu querer colocar o lucro como primário, porque isso é uma isso, de novo não é ideológico, é lógico. Então, qualquer pessoa que traga que o lucro ele é Primário ou ele é primário, é só uma ignorância. Ela não é uma uma ideologia, ao mesmo tempo que não dá para você falar o lucro não é importante, porque o lucro faz com que a organização sobreviva. É é como dizer para você, eh, não vou te dar salário para você trabalhar, você vai trabalhar pelo pelo servir. Você precisa
comer, você precisa dormir, você precisa, né? Então, eh, como é que a gente, de novo, acho que é uma é uma é uma inconsciência, né? E de Novo, o convite é uma oitava acima. Como é que eu opero uma oitava acima reconhecendo que esse servir vem primeiro? Porque aí eu já começo a ativar a potência do indivíduo, porque o indivíduo não é uma, nós não somos uma peça mecânica que quer cumprir meta. Nós somos, né, que a gente costuma dizer, células de amor altamente disponíveis e potentes para poder levar pro mundo. Por que que a
gente se sente tão conectado quando você você, né? Porque eu lembro de situações que eu vivi que a empresa parava para fazer um uma ação social, cara. Mobilizar, pessoas chorava, as pessoas viam que aconte. Cara, eu tô fazendo ação social todo dia em tese, não que eu não deva fazer, não é não sobre isso, mas assim, então por que que não tô conectando as pessoas a esse verdadeiro servir, né? Então, e aí eu desperto, eu ativo a potência do ser humano e não só a o mecânico do ser Humano, né? Que é E você e
você não acha, ô Marília, que essa cultura do rápido, do fast food, do imediato também atrapalha um pouco? Porque às vezes a gente percebe assim que existe uma disposição íntima de muitas pessoas pela mudança, pela por essa busca de tudo que nós estamos conversando aqui, mas rápido de uma hora para outra. E me parece, me ocorre que a natureza não dá saltos. Da mesma forma que nós trabalhamos até aqui para construir essa cultura egomecânica, Nós vamos ter que reconstruir e revisitar alguns ambientes, mas demanda tempo. Como é que você que você me diria assim sobre
isso? Sim, sim. Acho que isso conversa um pouco com o que a gente falava desse condicionamento, né? O que que é esse aprisionamento? Que as pessoas hoje estão tão num looping de entregas, de bater metas, de resultado, que não existe espaço para as pessoas respirarem, pensarem. discernirem, ter algum senso crítico de olhar pro que tá Sendo feito e desafiar e ver se aquilo de fato faz sentido. Então, a sensação que dá de fato que as pessoas estão nesse looping sem espaço para para repensar no que tá sendo feito e e eu sinto que uma camada
mais profunda disso vem de um sentimento que a gente falou também da impotência, né? E eu sinto que há uma discrença de que é o que você falou assim: "Ah, é assim mesmo, nem adianta a gente querer mudar, porque as coisas são assim, uma normalização". E Essa impotência, eh, ela vem das pessoas se sentirem de fato reféns desse sistema. Ou seja, as coisas, as coisas funcionam dessa forma. Quem sou eu, Marília, que vai fazer alguma mudança acontecer diante de uma organização aqui de mil centenas de de pessoas, enfim, que já tem toda uma cultura instalada.
Então esse sentimento de potência, ele tira das pessoas a responsabilidade eh dessa compreensão também bastante verdadeira de que nós Somos que a gente fala cocriadores da realidade. Então, se a gente hoje vive coletivamente uma realidade de escassez, de miséria nas dentro das organizações, no sentido que de que tá todo mundo competindo, entregando muitas vezes o seu pior, eh tem uma responsabilidade de cada célula de perceber que ela está fazendo escolhas conscientes ou inconscientes, mas que estão nutrindo aquela realidade. Então essa impotência, a gente sente que o que o caminho, a Chave de saída é a
gente começar a olhar de forma muito madura pra nossa realidade e entender que nós estamos cocriando ela, né? Nós somos autores, atores, protagonistas daquilo que a gente vivencia hoje dentro das organizações. Só que tem essa sensação de impotência, porque a gente tá tão imerso numa num mecanicismo já tão impregnado, tão arraigado, que as pessoas não têm tempo de eh refletir, pensar e romper esse padrão que é Altamente tóxico, altamente limitante e que coloca as pessoas nesse looping. Então, porque eu não tenho tempo para pensar, eu continuo fazendo. Mas porque eu continuo fazendo coisas que não
t sentido e que só geram mais complexidade, eu tenho cada vez mais sobrecarga, menos tempo. Então, a gente fica num looping altamente vicioso, não tenho tempo, continuo fazendo as mesmas coisas e a vida vai acontecendo e a desconexão e o vazio. E onde é que tá a A porta de saída? consequência na organização, você chega lá, as pessoas não sabem se o que elas estão fazendo de fato gera o valor necessário para aquilo que que a organização precisa naquele momento. Porque tá todo mundo aprisionado na meta. Cada meta serve a sua a sua a seu
interesse e a interesse da sua própria área. O mundo tá dinâmico mudando, ou seja, pode não fazer mais sentido. Muitas vezes não tem Interconexão. Então, eh, você causa uma, de novo, uma loucura coletiva, né? E aí dessa loucura coletiva, esse sentimento de de tá todo mundo fazendo igual, né? Eh, e aí o volume, porque é muito interessante as medidas que são feitas para se lidar com carga de trabalho, volume de trabalho. Então, ah, vamos fazer uma short Friday, vamos fazer não sei que, não sei que lá. Não que de novo, não, não gosto de não
gosto de invalidar nada. Eu acho que tudo é tudo Tem o seu valor, mas a gente precisa também ter uma inteligência de de entender a origem, né, da da coisa. E a origem tá muito no que tá uma tá trazendo. Quer dizer, se eu se eu tô na simplesmente na fazessão, sem condição de parar e discernir e fazer escolhas conscientes, sem entender o que tá acontecendo com o corpo, porque deu sou uma célula totalmente focada em fazer só aquilo que a o que me deram como meta, né? Eh, qual é a consequência disso? Então você
entra nas organizações, tem um volume insano de trabalho e se você for olhar em essência, as pessoas não sabem de fato o que que é essencial, o que que realmente precisa ser feito, o que que muda o ponteiro, qual a necessidade daquele organismo hoje, para onde esse organismo tá indo. E aí começa a a como a loucura tá tá tão coletiva, as pessoas não conseguem mais olhar pro pro que tá fora e falar: "O Que que o organismo precisa fazer? Ela só consegue olhar pra sua meta e continuar fazendo aquilo que ela precisa fazer. Então
é coisa como o corpo. De repente tá andando, vem um leão atrás, eu não tô vendo que tem leão. O coração tá lá batendo 80 por hora e o corpo precisando correr. O coração 80 por hora não, né? 80 batimentos por por minuto, né? 80 90. Teu coração vai dizer assim: "Não, minha meta é 80, 90 por minuto. Leão, nem sei que tem Leão, eu tô focado No no que tem ali." Então, é muito comum a gente chegar numa organização aonde o coração tá batendo a a 80 porque é a meta, o leão tá atrás
chegando e o corpo não tá correndo do leão. Ele tá fazendo alguma outra coisa porque em algum outro momento foi tirado uma fotografia e achando que aquela fotografia ainda é real. ou pior, ele ele tá correndo do leão, achando que ele está em perigo, ameaça. Muitas vezes também analogia também funciona, né? As pessoas elas Estão em estado de sobrevivência o tempo inteiro dentro das organizações. Então você tá o tempo todo funcionando em estado de fuga ou luta, correndo correndo do leão, de sobrevivência, que o leão não existe. O que que é esse leão, né? Esse
leão é uma ameaça ilusória de que você tá sendo ameaçado de alguma forma, mas quem tá sendo ameaçado é a sua identidade, o seu ego. E aí, por isso esse caminho às vezes ele é tão difícil de saída, porque as Pessoas tendem a estar tão aprisionadas de novo com esse personagem de sucesso bem-sucedido com essa persona, né, de esse líder que deu certo, que venceu na vida, que colocar isso em cheque demanda desafiar algumas ah algumas crenças pessoais que vão dar o trabalho. A gente costuma dizer que que a que a jornada é uma jornada
para dentro, não é para fora. E isso serve pra gente. Então, vou te dar exemplos. do nosso trabalho como consultor. Muitas vezes a gente chega e Ouve um pedido que na hora que você vai investigar aquilo não faz sentido. Se eu adicionar aquela camada, o meu projeto de, se eu adicionar um projeto, uma camada de complexidade para atender uma determinada demanda que o cliente acha que vai resolver o problema dele, mas que na verdade não vai resolver, eu tô criando mais complexidade para aquele sistema, ao invés de eu ajudar aquela organização a sair do buraco.
Só que pergunta se Porque é o mesmo modelo mental, a consultoria também tá querendo pensando no lucro dela. Eu poderia dizer, Marcos, que a gente a gente tem hoje um modelo mental de escassez, um modelo mental onde, por exemplo, eu e não ter esperança, não alimentar a esperança sobre nada, sobre coisas melhores, sobre sonhos, sobre o ser humano como um todo, é uma cultura que empresarialmente, no modelo atual, ela prospera e ela cresce porque é uma cultura de sobrevivência e É uma cultura do açoite, onde eh eu pago, eu recebo e aquele que trabalha e
que presta o serviço, continua trabalhando pela sobrevivência e pelas necessidades básicas. Essa é uma, essa é um, me parece um, um um círculo extremamente eh conectado, porque me parece que não, os elos dessa corrente estão muito bem bem bem presos. E como é que a gente faz para desatar isso? A a minha pergunta é: Eu começo do topo da hierarquia, preciso começar da base. Cada célula pode fazer por si com em cada parte da empresa, onde isso pode começar em termos empresariais? Então, empresarialmente falando é o que a gente vem fazendo há, sei lá, a
pela Bia há 10 anos, eu há 25 anos trabalhando como consultor, né? E eu e eu sempre aprendi que você começava de cima para baixo, até que a gente teve uma experiência contrária. Então, uma uma vivência que a gente teve em que não foi dado pra gente o o acesso ao topo, Vamos dizer assim, falar: "Ó, a gente precisa fazer um trabalho de mudança cultural aqui, mas assim, deixa essa turma aqui, eles não precisam, né? Como se fosse". E diferente do que talvez o a Bíblia, né, da consultoria dissesse, não, se não vai ter acesso
à alta liderança, a gente não vai fazer projeto, a gente isso não vai funcionar, etc. A gente topou o desafio e a gente começou a justamente provocar nas células, porque a origem é aí, nas Células a gente começou a provocar justamente essas essas esses incômodos, né? E acima de tudo o incômodo de perceber que aquilo que tava incomodando era sustentado ou era cocriado por cada uma das células daquela organização. Passou um ano mais ou menos, as o me liga o diretor de RH: "Cara, o presidente fulano aqui tá tá me perguntando o que que vocês
estão fazendo, porque as pessoas estão Começando a desafiar coisas que nunca desafiaram. Quero marcar uma reunião com vocês. Resultado, aconteceu assim, a transformação foi linda de ver. Inclusive começamos a a o próprio, eu diria que até o próprio RH não sabia exatamente o que a gente fazia, eh, porque achava que a gente tava ali, talvez fazendo um trabalho mais tradicional de de treinamento, não sei qual era. E eles depois a gente passou, Sei lá, seis meses ajudando o RH a entender um pouco do que tava sendo feito, ajudando a diretoria a compreender e aquilo começou
a ajudar. Então, eh, agora essa é uma parte. A outra parte que tem muito conexão com a sua pergunta, a gente começou a perceber que a origem é a célula mesmo. E consultivamente a gente atuava sempre num escopo limitado, seja uma única organização, seja uma área muitas vezes. Então a gente começou a perceber que a gente não queria focar exclusivamente nessas oportunidades, porque se a célula é a origem, a gente queria atuar na célula. E daí vem a formação. A gente criou uma formação que, enfim, não é não é o caso de de falar disso
agora com profundidade, mas a gente hoje atua tanto formando tanto na célula quanto no coletivo de células, né? Então, a nossa, eu diria hoje, a nossa, até a nossa energia primária hoje, o próprio Conteúdo que a gente tá gerando aqui, ele tá a serviço de ajudar as células a saírem desse aprisionamento, a a aturrarem uma oitava acima e a partir desse novo lugar cocriarem realidades primeiro para si e não necessariamente, ah, vou criar uma nova empresa com uma cultura extremamente, isso é um, isso é uma consequência, né? Mas que para mim já é o exemplo
que eu acabei de contar, aquela pessoa que me liga e fala: "Eu tô Sustentando uma opinião que eu não tinha coragem de sustentar". Cara, isso muda o jogo, entende? Pode não mudar num primeiro momento imediatamente, como você falou, porque nem sempre a coisa é tão imediata, mas para aquela pessoa, ela falou: "Eu já eu já tô dormindo tranquilo". E cara, é tão incrível você ouvir isso. Você falar assim: "Nossa, é isso, né? Tô, eu tô sustentando uma ideia que eu acredito. Eu não rio mais das piadas que não tem graça, que muitas Vezes desmerecem. Eh,
isso é muito interessante e eu acho, mas voltando, eu queria falar um pouquinho mais do transtorno do aprisionamento cultural corporativo. Demorei decorar isso, gente, sabia? Demorei porque é muito, é muita, é muita patologia junto, né? Eh, mas eu queria falar um pouquinho mais disso, queria saber um pouco mais individualmente quando eu chego em casa, membro de uma corporação, tô me sentindo de como é que eu estou me sentindo e o Que eu posso fazer diante daquilo? Porque muitas vezes, obviamente, quando eu sinto algo que é mais leve, que tá muito relacionado ali, de repente a
uma vivência mais tranquila, talvez seja um pouco mais fácil, mas existem pessoas que estão totalmente colocadas nos lugares errados e com uma dificuldade tremenda de sair daquela situação. Onde está a porta de saída? E aí, o que que a gente, o que que vocês diriam para essas pessoas? Como começar esse processo, Essa transição, se encontrar novamente? Bom, eu diria que o começo é a consciência do aprisionamento. Boa. É isso. Eh, que que é muito difícil assim as pessoas. Por quê? Porque eu olho pro lado, tá todo mundo repetindo. Vamos pegar, né? É um transtorno de
aprisionamento cultural. Ou seja, eu tô eu estou aprisionado a uma cultura e isso tá me trazendo um transtorno e a gente e o corporativo porque é uma cultura corporativa. Então, eh, Transtorno de aprisionamento cultural, ele pode ele pode servir é um transtorno social, ele pode servir pra família, ele pode servir para qualquer outro tipo de contexto social que a gente tem. Mas a pessoa muitas vezes que que tá acontecendo? O que que é a formação? Aí a gente fala um pouco de cultura, mas sem se aprofundar, mas a cultura na prática é são os aprendizados
que você acaba tendo do que é certo, do que é errado e você reproduz aquilos muitas Vezes inconscientemente. Então, e por quê? Porque o coletivo tá tá reproduzindo aquilo e raramente aquilo é questionado. Então, pronto, você já configurou um aprisionamento, né? No momento em que você deixa de ter consciência de quais são as escolhas que você faz e quais são as consequências que isso traz, porque tá tudo bem você fazer escolhas coletivas e e denominar isso de cultura. Só que essa cultura ela precisa ser viva, porque as o a a o Contexto é vivo, os
problemas são diferentes. Então eu eu preciso estar a todo momento atento a saber o o que que o o que que o corpo pede, né, como contexto, qual é o contexto e o que que o corpo pede, né? Mas aí e talvez não seja não seja possível sem se conhecer, né? O conhece-te a ti mesmo seja extremamente importante nesse momento, né? Porque se eu não me conheço muito bem, como é que eu sei que eu estou num transtorno? Estou aprisionado? Se essas Ideias todas que eu estou vivendo, esse comportamento todo, ele é meu realmente? Será
que é isso que eu busco? Acho que eu eu sinto que talvez o indicador que mostra que eu não estou aprisionada é o sentimento de de liberdade para ser quem eu sou, independente do contexto da situação, ou seja, independente do que as pessoas vão pensar, vão achar, eu vou expressar o que eu vejo, o que eu sinto, eh, sem o receio, o medo de que ao ser quem eu sou, isso me traga algum tipo de Retaliação. Porque no momento que eu faço uma escolha no intuito de pertencer, seja o que for, a uma relação, a
um emprego, a um grupo de amigos, eu estou me adaptando, estou deixando de ser quem quem eu sou em essência para me moldar aquele contexto. E aí a gente se aprisiona. A gente se aprisiona porque a gente vai matando partes nossas pra gente caber dentro daquele daquele modelinho, né, que foram que foi definido. E isso traz esse que a Gente fala desse aprisionamento, porque a pessoa muitas vezes não tá se dando conta de que ela tá tentando se encaixar e abrindo mão da, de novo, voltando pro começo da conversa, da essência. Daí vem o sentimento
de vazio, daí vem o sentimento de desconexão e daí vem a frustração, né? Não é a frustração só de não bater uma meta, de não entregar um resultado, é a frustração da gente eh estar se moldando o tempo todo. Muitas vezes tá entregando as metas. Exatamente. Tá entregando as metas, mas o vazio continua, né? o senso de frustração e e a sobrecarga que eu vejo que as pessoas sentem que fala assim muito de burnout, eh na minha opinião, isso é menos relacionado eh sobre o workload que as pessoas têm, o excesso de trabalhos, projetos, iniciativas
que realmente drena a energia vital, mas eu vejo que isso vem muito do esforço que as pessoas precisam fazer para, de novo ser essa pessoa que a cultura diz que Você tem que ser. E isso gera muito desgaste. A gente tentar o tempo todo performar um, né, um uma pessoa dentro do contexto. É como se você fosse dois personagens, né? Você coloca uma máscara quando você entra no seu CNPJ, no corporativo, e aí quando você chega em casa, você relaxa. Muitas vezes o inverso, né? No trabalho você é mais à vontade, em casa você é
um personagem. Mas eu acho que a consciência de que você está aprisionado é justamente essa, Quando você não está livre de fazer escolhas, de ser autêntico, de expressar quem você é, porque você tá entrando dentro de um de um molde, né, daquilo que você acredita que esperam de você, tá? Só sem dúvida. E não, e para só para pra gente ficar com mais clareza, né? Porque às vezes a gente também vai fortalecer ideias e equivocadas, né? Que não é que eu não tenha que me adequar ao coletivo. Muitas vezes é, obviamente eu é necessário uma
adequação, né? a em Função de convivência. Isso é senão não tem convivência. Se não tem convivência. Mas em contrapartida também existe uma possibilidade de da de do ser original, né, do ser genuíno, do ser que que se expressa com espantaneidade, que pode ser quem quem ele é, do ser humano, tá? Do ser humano, né? E e nós estamos falando sobre isso, né? Só para ficar claro e ninguém achar que amanhã pode ir pra empresa e fazer o que quiser, porque agora eu tô sendo quem eu sou. é um Excelente exemplo disso, porque isso isso traz
a tendência que é eu me sinto aprisionado e aí eu saio e vou para outro extremo, eu viro um ativista. Perfeito. Militante. O militante agora eu faço quero nenhum. O convite não é até porque o que a gente costuma dizer assim, nós somos células, mas somos interdependentes. Ou seja, o que rege as minhas escolhas não é primariamente a minha escolha, especialmente no momento em que eu faço uma escolha de estar em Um coletivo. Então, no momento que eu estou num coletivo, a o as células do nosso corpo, elas estão servindo ao quê? Primariamente elas servem
à vida. Primariamente elas estão a todo momento. Qualquer se começar dá cortou aqui e pronto, todo mundo fica trabalhando para entrou um vírus, todo mundo trabalhando pra vida. Então eu diria em essência, esse é o convite. Nós estamos aqui para servir ao coletivo. E cara, tem coisa Mais, eu diria, tem MBA mais bacana de você olhar paraa organização como esse pequeno coletivo, pensando no planeta como um grande coletivo. Só que o que que eu tô fazendo com essa possibilidade de est num pequeno numa, né, num pequeno órgão que é uma organização? O que que eu
tô fazendo com essa possibilidade? né? Eu acabo desperdiçando essa oportunidade, né? Eu não tô literalmente ali fazendo uma escolha que coletivamente, então, pra sua linha, é Muito linha que você falou, eu estou a serviço, mas a serviço de um lugar onde eu ofereço os meus talentos, né? ofo que eu seja, porque acho que são as duas coisas, como que eu estou nesse lugar de inteireza a serviço. E aí que eu sinto que quanto mais a gente faz esse caminho de de se conectar de de autenticidade mesmo, mas naturalmente a gente quer transbordar e se colocar
a serviço, mas as coisas estão completamente conectadas, né? Tem uma Passagem do que a gente viu recente linda, do chosen. Chosen, né? Você lembrou também a mesma passagem? Quer contar? Não, não sei se é a mesma. Acho que é que eu não sei se que quem era Maria Madalena que eles estão andando e não que não que alguém vem questionar como que era alguém veio questionar eh quem foi eh bom um dos discípulos foi questionar e falar aquele Jesus que a lei falava que ela deveria ser apedrejada. É isso? Não, acho, mas não, mas não
foi, não necessariamente essa passagem, não. Essa passagem era uma passagem em que por alguma razão eles estavam ali produzindo alguma coisa manualmente. E aí veio alguém e disse assim: "Por que que a gente tá produzindo isso manualmente, Judas, né? Por que que a gente tá produzindo isso manualmente? Se a gente já tem dinheiro aqui, a gente poderia usar esse dinheiro para isso, para aquilo, para aquele Outro, se aqui, não sei que lá." E a resposta de Maria Madalena, para mim, ela é muito potente, porque ela responde exatamente ao que a gente tá falando, que ela
falava assim, neste momento, neste contexto, nessa situação, é esse, é isso que a gente precisa fazer agora. Então, eh, no momento que eu me coloco, eu posso ter dons, eu posso ter talentos, mas se eu coloco ele acima do que é a necessidade maior, é o meu ego atuando em cima de uma coisa maior. Só Que se eu me coloco também abaixo de uma coisa, eh, como assim? Eu eu eu sou um, né, eu simplesmente tenho que me adaptar e eu tenho que ser exatamente como naquelas condições que as aí que eu saio também do
meu estado. Então, como é que eu crio essa que a gente chamaria de integralidade? como é que eu me torno íntegro comigo e com todo para poder servir de um lugar aonde eu ofereço o que é necessário a partir do que de fato eu entendo que é o Coletivo, né, que é o necessário. Sim, isso isso é muito muito maravilhoso. E eu tava me lembrando aqui de uma passagem de um pensador que ele fala assim: "Quando você se questiona de algumas coisas que são ruins, porque muitas vezes a dúvida do ser humano naquele momento e
às vezes são segundos para decidir o que fazer, né? segundos para você decidir qual atitude você vai tomar. Então ele fala assim: "Imagina se todo mundo fizer isso, como é que vai Ser, né? Então se todo mundo jogar o lixo na rua, como é que vai ser? Imagina se todo mundo agora, se todo mundo se cumprimentar todos os dias, como é que vai ser, né?" Então eu eu sempre penso que talvez esse seja um ponto de reflexão para nós no mundo corporativo. Imagina se todo mundo fizer isso que você tá fazendo, não atuar, não ter
uma atitude eh fraterna, uma atitude que seja companheira, uma atitude que seja realmente proativa, que vise não só o Seu bem-estar, mas o do outro. Talvez se nós pensarmos dessa forma como um todo, isso também tem um caminho bastante próspero, né? Com certeza. E e aí acho que entra a lei da abundância, né? E e aí e ao mesmo tempo a lei de que você não faz ou você não oferece esperando de volta, você faz a sua parte. Então porque isso é isso é o lugar aonde as aonde entra o sentimento de utopia, porque as
pessoas vão olhar pro lado, vão falar assim: "Puta, não, isso não, Isso não vai acontecer. As pessoas não vão fazer o que eu estaria disposto a fazer". É, fica assim, o sentimento de de quem quem faz primeiro, né? Exatamente. Exatamente. Quem começa? Exato. Porque se eu começar agora, talvez eu nem eh eu nem consiga desfrutar, usufruir dessa nova realidade. A gente costuma falar que a gente tá semeando aqui uma uma nova consciência, eh, e que eu sinto que a gente precisa de um tempo para Desconstruir todas as camadas de ilusão dentro desse contexto corporativo, mas
não é sobre a colheita, é sobre a semeadura. Perfeito. Porque quando a gente tem essa essa compreensão eh mais ampla de de eternidade mesmo, assim, a gente não tá preocupado com que a gente vai eh colher enquanto resultado daquilo que a gente tá semeando imediatamente. Imediatamente, exato que você falava, né? Eu eu aprendi também uma um uma coisa na vida que é assim e às vezes a Semeadura ela não é responsabilidade sua, se florcer, e muitas vezes a gente vai semear no abismo, né? a gente não vai saber nem onde essa semente vai cair. E
eu acho que esse podcast, uma acima, ele tem muito esse objetivo, não é para todo mundo, mas é para aqueles que em algum momento vão levar pra consciência esse e essa situação e ou se encontrar ou se vê de repente dentro dessas patologias, desses dessas situações, né? Eu me vejo, Já me vi várias vezes aqui, tá gente? nesse podcast aqui já me vi no mundo corporativo, passando por várias situações e voltando para casa às vezes triste, frustrado, eh melancólico, passando um fim de semana muitas vezes extremamente vazio, porque na sexta-feira, hoje, por exemplo, a meta
não foi batida, o resultado não foi entregue, aquilo não aconteceu conforme por Mas na verdade não mexeu com nada da empresa, Marcos mexeu com o meu ego Apenas mexeu com o meu ego que está conectado a um ego maior, mecanizado, automático, extremamente aprisionado. Então assim, eu acho que a gente tem um caminho e a jornada é longa, ela não é uma jornada imediata e nem curtinha. É. E o convite é esse, cara. É um convite muito individual, né? E que é o que você volta a sua pergunta, né? Como é qual o que fazer, né?
Acho que o primeiro passo é justamente esse é esse despertar de de porque de novo, uma cultura egomecânica Significa que os as células estão egocânicas, né? Então, se eu se eu consigo me perceber atuando primariamente pro meu próprio interesse e de uma forma extremamente mecânica, pronto. Então, se eu se eu se eu consigo me perceber assim e aí eu olho olha pra natureza do ser humano, a natureza do ser humano não é essa. O ser humano, o ser humano tem uma prédisposição a servir. O ser humano ele é vivo, né? Não, à toa o essa
é outra outra conversa Que a gente pode abrir um outro podcast em algum momento, mas eh a cultura mecânica, ela inibe eh uma essência muito potente do ser humano, como por exemplo intuição, como por exemplo sentimento, criatividade. Exatamente. Então que é o que é o que a gente costuma dizer que é o lado feminino, né? A energia mais feminina. Então ah, as organizações são masculinizadas. Sim, elas são masculinizadas justamente porque o que tá sendo, o que se pode Fazer lá dentro tá muito mais ligado a questões mais eh racionais, intelectuais do que necessariamente emocionais eh
e de sentido, né? Então, quando falar falta propósito, eh porque o feminino tá tá tá de lado, né? Eh, socialmente falando, as organizações são só um reflexo disso, né? Então eu diria que em essência tem muito desse convite de como que e e é esse é outro bom, esse também pode ser um outro papo, né? Porque assim, eh há há de fato uma falta De feminino até de presença que fala: "Ah, as mulheres precisam ter mais, sim, precisam". Mas há um grande convite, eu não tenho lugar de fala para falar disso, mas assim, eh, as
mulheres têm uma uma elas têm uma oportunidade de trazer paraas organizações um feminino verdadeiro, que muitas vezes o que a gente vê é que elas acabam se adaptando no masculino para poder funcionar dentro dessa dessa cultura, né? Então, a má trabalha com muitas mulheres para para Fazer processos de coach e percebe as consequências dessa eh adaptação. Adaptação. Perfeito. E a gente entra no mesmo padrão, né? Então, pra mulher a adaptação também tem esse custo e deve ser e deve ser extremamente sofrido, né? Eh, a gente pode falar dentro da nossa própria relação de sociedade, né?
Eu por muito tempo também junto com a tentava ali tá nesse papel mais masculino também, né? de de querer tá à frente, de querer eh dar direção. E no momento que Eu fiquei em paz, com o meu lugar de mais de sustentação, lugar mais do sentir da intuição, a gente teve um encaixe muito maior. É, acho que isso tem um, a mulher, como falou, ela tem uma potência dentro da das organizações de de trazer essa essa qualidade dessa energia feminina, eh, que a gente sente que tá tá sendo corrompida justamente por essa e valorização, super
valorização daquilo que é mais pragmático, racional, analítico, Resultado, direção, objetivos e metas de novo, né? Tem uma oportunidade aqui para para maior equilíbrio nesse sentido, né? Talvez 1 oitava acima a gente poderia dizer que não é só a energia feminina, mas a gente realmente desconectou da com a essência do divino mesmo, com a essência daquilo que transcende. É toda tudo isso que a gente tá aqui. Quando a gente para para pensar, e obviamente um pouco mais assim, né, e transcendental, mas quando a gente para para pensar que Tudo isso é muito transitório, que todas essas
questões e quando a gente não constrói nada, a gente vê que em algum momento a gente vai viver um vazio muito grande, porque nada com muito alicerce, com muito embasamento foi construído. E a gente percebe isso claramente nas equipes que a gente faz gestão dentro das empresas, né? como as equipes se dispersam, como o o turnover é alto, como a gente começa a viver, porque não não existe não existem não existem Conexões eh que justifiquem aquela presença, que d alegria, satisfação. Quantas vezes eh eu já ouvi pessoas dizerem que putz, eu gosto tanto daquela empresa,
tanto da equipe que eu trabalho, que não não mesmo que me ofereça um pouco mais, não faz sentido para mim, mas não faz sentido porque o sentido verdadeiro foi encontrado dentro daquelas relações, né? Isso é muito interessante, né, Marcos? Eu eu acho que a gente tem muito assunto para Desenvolver eh nesses podcasts e eu acho que nós vamos várias oitavas acima. Pô, acho que é por aí. Acho que como primeiro como como assunto de largada, muito bacana. Mas eu queria queria de vocês assim uma mensagem para finalizar, né? de repente um grito de esperança, uma
mensagem de de motivação, eh a continuidade desses assuntos, para onde nós vamos caminhar, onde vocês pensam, imaginam que a gente possa chegar. Fala um pouquinho pra gente, pra gente já ir Caminhando pro nosso encerramento. Acho que você trouxe um agora no final, né, esse sentimento da gente resgatar essa nossa divindade mesmo, né, esse esse esse Deus que nos habita. Eu sinto isso, assim, a gente tá no momento de eh de resgatar esse esse poder pessoal e se permitir sonhar mais, porque a gente tá de fato cocriando uma realidade a partir dos nossos modelos mentais, da
do que a gente acredita que é possível. E eu fico pensando, o que que seria possível se um Número maior, uma massa, um coletivo de pessoas começassem a sonhar grande desde esse lugar, né, mais eh conectado com essa essência divina que somos, né, com células de amor, estando a serviço, conectado com aquilo que a gente tem de para oferecer pro mundo, o que que seria possível? Acho que é um um grande ponto de partida a gente começar a resgatar essa esse caminho. A gente fala que na que na BI nós somos um campo de possibilidade,
né? E, e eu Particularmente, eu acredito que isso é possível, mas para isso a gente precisa eh fazer a nossa parte, né? Eu costumo dizer que é cada um fazendo a sua parte é possível cocriar uma nova realidade, mas isso parte de uma escolha muito individual. É, acho que eu vou pegar no final da má, que é o a jornada é individual, mas ela não precisa ser solitária. Então, acho que a gente, seja no podcast, seja nas na formação, seja Nos trabalhos que a gente tem procurado levar pro mundo, eu acho que sustenta justamente esse
convite. Eh, quem sentir de vir vir vem junto. A gente quer criar justamente esse campo eh para que a gente se se ajude, né? para que a gente possa, então acho que é um pouco para que a gente mantenha nosso fogo aceso também coletivamente, né? Acho que tem uma uma troca que a gente não se sente e fala que quem vê sozinho é louco, mas quem vê junto transforma. É Algo que a gente costuma dizer também, é quando a gente se junta e vê que tem mais loucos como nós, vendo a possibilidade da gente criar
novas realidades, isso traz uma potência, né, do daquilo que a gente sente que é possível levar pro mundo. E sem dúvida nenhuma nós estarmos aqui faz parte também do nosso processo de cura. Sim. Sim, sim, né? De originalidade, de exercer os nossos talentos, as nossas possibilidades e de repente te levar Para alguém. Se uma, duas, três, quatro, algumas pessoas se virem nesse lugar e se melhorarem a partir disso e se encontrarem, eu acho que nós já de alguma forma cumprimos um grande objetivo. É, vamos cada um fazendo a sua parte. Primeiro podcast, uma cima. Muito
feliz de estar com vocês, de estar com vocês. Quero agradecer muito Marília Marcos, eh, pelo conhecimento, pelas informações reveladoras, por tantas reflexões. Eu acho que é muito denso, o Assunto é bastante profundo, tem muito conteúdo, então a gente precisa eh se aprofundar. Eu acho que os próximos episódios vão trazer pra gente aí mais clareza, nós podermos aí aprofundar em alguns temas específicos de uma forma mais poderosa e tenho certeza que uma oitava acima só começou. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado você por ter aceito o convite e por ter, né, conduzido com tanta sensibilidade, maestria nossa nosso
papo. Obrigado.