Olá a todos eu sou natlie valin Oliver Bento Torres sou fisioterapeuta professora da Universidade Federal do Pará e hoje eu vim conversar com vocês sobre a neurociência do exercício físico e cognição em pessoas idosas essa aula faz parte do módulo 3 do curso de neurociência do exercício que tá sendo hospedado na UFRJ e organizado com liderança da professora andr desantes bem já é o terceiro módulo então vocês sabem que é essa aula e o material de apoio estão disponíveis na Ava da UFRJ observem que na maioria dos slides eu vou apresentar a embaixo do slide
o a referência na qual eu me fundamentei para escrever e aquele slide Então quem quiser se aprofundar quem puder se aprofundar pode buscar essas referências para leitura Mas eu também deixei disponível na Ava alguns artigos poucos para que vocês possam ler e se aprofundar na informação Deixei também disponível eh o manual sobre atividade física da OMS e o documento sobre a década do envelhecimento saudável da opat esse último é particularmente importante para quem estuda envelhecimento também tem lá na Ava um de Talk tá legendado que é sobre depressão não é um assunto diretamente da nossa
aula mas é um assunto muito importante para quem estuda cognição no envelhecimento sugiro que também acessem esse material bem quando a gente fala de cognição um dos conceitos que a gente precisa eh ter em mente é que as funções cognitivas elas declinam durante o envelhecimento todas vão declinar num ritmo específico eh a partir de momentos diferentes da vida mas esse declínio ele é ele é fisiológico ele é esperado ele acontece no envelhecimento em diferentes proporções porque ele também assim como o envelhecimento é multifatorial né o a formação da cognição e o seu comportamento ao longo
da vida também é e depende de múltiplos fatores individuais que são a construção ao longo da vida uma das coisas outras coisas importantes de entender no envelhecimento na cognição é que existe uma dispersão muito grande de desempenhos Esse estudo aqui ele analisa a latência de resposta visual e uma medida de memória de trabalho em azul avaliamos as pessoas jovens e em vermelho o desempenho das pessoas idosas cada bolinha cada círculo é uma pessoa esse esse esse gráfico mostra que existe uma dispersão uma variação de desempenhos muito grande entre os jovens e entre os idosos a
gente tem idosos que desempenham tão bém quanto Ou até melhor que a média do desempenho dos jovens nos dois testes aqui parece que é uma bolinha só mas não é não é porque tem várias pessoas sobrepostas mas a gente também tem jovens que desempenham pior aqui maior tempo de latência é um desempenho pior do que vários jovens ou seja o desempenho é muito variável dentro de uma faixa etária isso acontece em todas as faixas etárias inclusive no envelhecimento e inclusive em outras espécies essa dispersão dos dados é uma característica da cognição envelhecimento e depende desde
a escolaridade inicial da pessoa depende de hábitos de vida da genética de vários fatores da estrutura e função cerebral e e a gente pode entender isso até como uma janela de construção a cognição ela é construída ao longo da vida e no envelhecimento Já digo se mantém plástica Então a gente tem janela de de trabalho pra melhora da função cognitiva no envelhecimento inclusive modulando esse desempenho no envelhecimento ocorrem alterações morfológicas estruturais e funcionais do cérebro também é fisiológica então aqui eu tenho figuras que ilustram as alterações do da substância cinzenta as alterações corticais Então existe
uma diminuição do volume cortical no envelhecimento aqui ó é uma representação da camada externa e da camada interna do córtex mostrando que existe um encolhimento e esse encolhimento é o que representa essa figura aqui do lado ele não é linear Ele É principalmente num Gradiente fronto temporal e afetando aqui e eh de um modo já de partida áreas relacionadas à memória como eu disse essas alterações elas ocorrem ao longo da vida então aqui nos três gráficos existe a expressão da idade nesse eixo aqui e para diferentes eh áreas cerebrais no outro eixo tá expresso o
volume de área cerebral e vocês vejam que tanto no no córtex préfrontal lateral ponto no córtex visual primário ponto no hipocampo existe um declínio ao longo da vida não no mesmo padrão mas existe um declino Então à medida que se envelhece o volume das diferentes áreas cerebrais vai diminuir esse volume Por exemplo quando você pega uma ressonância Isso aqui é uma imagem de uma pessoa saudável de uma de um idoso sem declínio cognitivo e você percebe e um uma característica dos sucos dos do ventrículo do de toda a imagem e aqui uma imagem de preservação
apesar de já ter uma redução eu vou apresentar uma imagem de uma paciente com da É lógico queem um outro um outro momento do corte mas a mesma visão e percebam como eu já tenho um espaço maior esse fundamento esse espaço e esse ventrículo tem um volume muito maior do que a imagem anterior isso é característico dessa diminuição do volume cortical essa alteração do envelhecimento ela não ocorre só no córtex ela ocorre também na substância Branca eu tenho uma diminuição da integridade da substância branca e isso também afeta o desemp pên cognitivo é uma diminuição
não linear da substância Branca ao longo do envelhecimento e essa degeneração ela é medida como uma redução da anisotropia aqui eu tenho a imagem de um jovem e aqui a imagem de um idoso percebam como aqui tá mais branco e essa imagem mais Branca representa uma maior integridade da substância branca Branca impedindo a passagem dos feixes de luz aqui eu tenho uma menor integridade da substância branca e aí a luz da imagem né da técnica de imagem ela passa mais fácil nesse gráfico aqui a gente tem uma medida do tempo de reação pela anisotropia que
é a medida dessa imagem que eu mostrei para vocês agora no jovem não tem uma correlação direta né é tudo espalhado não forma uma correlação linear no idoso que é esse gráfico da direita eu tenho uma relação de que quanto maior a anisotropia menor o tempo de reação e Como anisotropia diminui no envelhecimento Eu tenho um uma associação com maior tempo de reação maior tempo de reação é o maior tempo de resposta a um determinado estímulo e isso de significa uma menor velocidade do processamento da informação lembra que na substância Branca estão os peixes dos
neurônios que transmitem a informação entre as áreas cerebrais os comandos as respostas motores então por exemplo um menor tempo de resposta a uma alteração de postural por exemplo também tá associada a isso essas alterações morfológicas do do córtex da substância Branca elas estão associadas as alterações celulares então por exemplo aqui eu tenho a imagem de uma célula jovem e aqui destacado nesse retângulo que tá aqui embaixo uma amostra de como estariam os os Ramos dendríticos dele então as espin e cada bolinha dessa são espinhas dendríticas desse desse raminho aqui e aqui é de um idoso
aqui não são eh células de pessoas né mas são de macacos mas a gente tem a mesma situação eh a gente pode extrapolar isso e vej como aqui tem menor espinhas dendríticas tá muito menos espinhoso do que aqui do lado essas espinhas dendríticas são os pontos onde se faz conexão entre células onde se formma sinapse um dos pontos em que isso acontece então ter menor densidade de espinhas dendríticas também significa menor eh menor conexão funcional menor espaço de conexão funcional o que também é traduzido em alterações funcionais então o menor volume ventricular a menor espessura
cortical eles são Associados a um menor desempenho aqui esse desempenho tá avaliado pelo custo da dupla tarefa custo da dupla tarefa é uma medida de como você como a pessoa tem um uma influência no desempenho por no desempenho motor por adicionar uma tarefa cognitiva então várias vezes a gente faz duas coisas ao mesmo tempo a gente fala e e anda a gente tá cozinhando e respondendo uma tarefa numa pergunta a gente tá sentado ou em pé mantendo postura e tendo que fazer um planejamento a gente tá atravessando uma rua e decidindo qual o caminho que
segue são tarefas motoras e cognitivas realizadas ao mesmo tempo e quando o na pessoa idosa fazer essas duas tarefas ao mesmo tempo costuma trazer uma dificuldade adicional isso gera um custo um custo da adição dessa tarefa cognitiva e dentro dessa alteração morfológica eh fisiológica no envelhecimento esse essas ações também estão associadas a um pior desempenho medido pelo custo bem essas alterações que são típicas que são características do envelhecimento Elas têm um nome elas são chamadas de declínio cognitivo associado à idade esse declínio cognitivo associado a idade Ele é sim parte natural do envelhecimento ele ocorre
eh ao longo da vida né apesar de a gente ter Marcos em que isso acontece de uma forma mais expressiva ele ocorre ao longo da vida como eu disse ele ocorre num Gradiente fronto temporal que é o gradiente da degeneração e ele pode converter em quadros patológicos Então essa imagem aqui é uma imagem muito interessante que eh do Alzheimer disease Association essa aqui de 24 é um documento bem completo para quem quiser ler sobre o assunto e ela mostra a evolução pros quadros de demência da doença de alzheimer e mostra que existem várias etapas antes
da demência da doença de alzheimer inclusive uma fase pré-clínica em que não existem sintomas depois eu vou retomar aqui com vocês quando eu quiser quando eu for falar sobre os Marcos motores eh do declínio cognitivo mas é importante saber que essa esse declínio cognitivo associado à idade ele não necessariamente vai levar a demência mas ele pode sim evoluir pra demência então entender o declínio cognitivo associado à idade e assumir estratégias de prevenção de lentificação desse declínio são eh é importante dentro do contexto da Clínica gerontológica bem aqui aquele detalhe que eu falei para vocês do
Ted Talk então a depressão e as alterações de sono elas são elementos muito importantes para a alteração da função cognitiva no envelhecimento então a gente precisa poder identificar rastrear sintomas depressivos e encaminhar tá a gente não vai não vai a maioria de nós não vai tratar né talvez a gente tenha psicólogos aqui assistindo mas a maioria da equipe precisa encaminhar para tratamento e fazer orientações sobre as alterações de sono a gente precisa garantir que o idoso tenha a informação para que ele possa manejar as alterações de sono que são típicas características de envelhecimento normalmente o
idoso dorme menos tem um padrão de sono alterado E aí eu recomendo que vocês assistam a aula do professor Túlio que também faz parte dessa desse curso que é específica sobre o sono mas a gente precisa poder orientar o idoso sobre a as boas práticas de sono a exposição à luz do sol para poder eh manter um controle neural do Sono para que ele possa dormir adequadamente e também a gente precisa encaminhar as pessoas com sintomas depressivos pro tratamento da depressão porque sono e humor são fundamentais para uma saúde cognitiva na pessoa idosa como eu
disse eu deixei aqui um ted to lá na Ava Esse é o nome do arquivo que vocês vão encontrar lá por favor assistam tem um 5 minutos bem no envelhecimento eu eu comentei com vocês que são múltiplos os fatores que influenciam né o desempenho cognitivo eu gosto muito dessa imagem porque ela mostra pra gente dois elementos muito comuns de se encontrar na pessoa idosa e que fazem toda a diferença pra saúde cerebral e portanto pra saúde cognitiva vejam como a gente obviamente identifica que na linha de cima eu tenho características das imagens muito diferentes da
linha de baixo nas duas nas duas linhas são pessoas sem alteração patológica cognitiva São pessoas que tão saudáveis cognitivamente mas aqui na linha de cima a gente percebe por exemplo um aumento muito grande do ventrículo em relação a pessoa de baixo a gente percebe que aqui em cima existe um aprofundamento dos sucos e dos giros muito maior do que aqui na pessoa de baixo a gente percebe na aqui na nas imagens do meio o a grande quantidade de microangiopatia Ática que são essas marcas brancas aqui na imagem B que não tão tão presentes na imagem
e nessa linha nessa nessa imagem c e na f a gente percebe que na imagem C Eu tenho um menor fluxo sanguíneo do que na imagem F E aqui é uma expressão de maior saúde cerebral essa vascularização mais abundante Então eu tenho sim aqui embaixo imagens de um cérebro mais saudável e o que diferencia essas duas pessoas é que a pessoa que tá representada aqui em cima é uma uma pessoa idosa que tem hipertensão e diabetes hipertensão e diabetes são eh patologias muito comuns no envelhecimento e o tratamento delas é o controle dessas patologias é
muito importante também pra saúde cerebral pra gente poder preservar a cognição porque essa degeneração essa essas alterações da do cérebro vão induzindo degeneração e alterações mais rápidas daquele declínio cognitivo associado da idade nesse sentido eu quero pincelar com vocês o conceito de Health neuroscience em neurociência da Saúde talvez eu interroguei porque eu não conheço a tradução o termo cunhado eh em português né na literatura internacional a gente chama de Health neuroscience Então esse artigo que também tá disponível lá na plataforma avve é um artigo curto conceitual que Vale a pena ler ele define que a
neurociência da saúde é um campo interdisciplinar emergente que Visa avaliar e compreender como o cérebro afeta e é afetado pela saúde física e e eu acredito que esse é um conceito muito importante para um curso de neurociência do exercício e que tá sendo construído por uma equipe interdisciplinar nós temos entre os alunos e professores que que estão construindo esse curso representantes de todas as áreas da Saúde bem o que que o r neuroscience trata ele trata o cérebro sobre três perspectivas o cérebro como um desfecho o cérebro como um outc o cérebro como um mediador
e o cérebro como um preditor E aí tudo isso em relação à atividade física né então aqui a gente entende que a atividade física ela pode eh exercer uma influência direta sobre o cérebro através de diferentes moderadores então a atividade física ela vai sim alterar o cérebro diretamente então a gente sabe que por exemplo a atividade física o exercício pode modular a espessura cortical pode eh aumentar e preservar preservar e aumentar os volumes cerebrais aarquiteta a conectividade funcional mas o cérebro também pode ser entendido como um mediador o exercício a atividade física alterando essa estrutura
cerebral a pode influenciar a funcionalidade cognitiva no nosso caso e também o cérebro pode ser um preditor Então essa estrutura cerebral o cérebro saudável pode vai influenciar através das suas características cognitivas e fisiológicas por exemplo eh aderência ao exercício a motivação para fazer o exercício então quando a gente pensa no cérebro em relação à atividade física a atividade física vai est influenciando o cérebro de e a função cerebral de diferentes formas sobre diferentes perspectivas E aí assim sintetizando eu posso dizer com muita tranquilidade com base na literatura que o exercício físico é neuroprotetor então o
exercício físico ele vai induzir sim neuroproteção ele vai sim eh promover essa saúde cerebral e existe um significativo corpo de evidência que esse o estilo de vida ativo é neuroprotetor então aqui a gente tá falando tanto do exercício físico regular como da quebra do comportamento sedentário o exercício físico regular pode alterar o curso temporal do declínio cognit associado à idade e dos declínios patológicos isso aqui quer dizer que isso aqui tá associada que tá escrito embaixo né sobre a influência do desempenho cognitivo o exercício físico ele vai agir de modo a prevenir o declínio e
também a tratar então o ex quando a gente tem esse estilo de vida ativo fazendo exercício e que com uma quebra constante do comportamento sedentário o ritmo com que aquele declínio da idade a diminuição da função cognitiva ocorre ele pode lentificar ele lentifica então as perdas que seriam fisiológicas esperadas normais do envelhecimento elas podem acontecer num ritmo mais lento e é também a gente sabe que esses benefícios ocorrem em pessoas que já têm uma doença instalada uma patologia instalada e isso ocorre porque o exercício vai influenciar diretamente o cérebro como uma unidade funcional e também
indiretamente que que é a medida que a gente viu né acima ele como um desfecho ele como um mediador existem evidências de que a atividade física atua estimulando neurogênese que é a formação de novos neurônios incrementando a cito arquitetura e eletrofisiologia ou seja aumentando a as conexões cerebrais aumentando as possibilidades de conexão e transmissão da informação de um modo funcional ele muda a estrutura da célula mas ele também isso ocorre de um modo eficiente funcional e também reduz a formação de betamil Loide e diminui a atrofia cerebral betamil Loide vocês vão ver na aula da
professora Andreia das landas que tá envolvida na forma na patologia da doença de alzheimer e do declínio cognitivo L bem aqui é um uma ilustração disso que eu acabei de falar vejam que e a gente tem o hipocampo esquerdo nesse gráfico e o hipocampo direito nesse outro gráfico no eixo aqui embaixo a gente vê representado O vo2 que é uma medida do Fitness do do do do da do Fitness aeróbico né e aqui a gente tem uma medida do vo2 do volume cerebral do hipocampo esqu do hipocampo direito e aqui o que esse gráfico mostra
pra gente é que a medida que aumenta o vo2 ou seja melhora O condicionamento físico da pessoa eu também tenho um aumento associado do hipocampo então maior condicionamento físico maior volume do hipocampo maior condicionamento físico maior volume do hipocampo isso isso também em pessoas e o slide anterior eram com pessoas saudáveis pessoas idosas saudáveis esse slide aqui com pessoas com doença de alzheimer e a mesma eh medida a gente identifica as pessoas com doença de Alzheimer com maior condicionamento físico maior Fitness tem maior volume do hipocampo tanto do do hipocampo quanto do par hipocampo porque
são duas estruturas associadas à memória então maior condicionamento físico maior volume do hipocampo e é importante dizer que a gente tá falando tanto de preservar o volume do hipocampo quanto de aumentar o volume do hipocampo as duas situações ocorrem a partir do exercício físico bem um outro ponto que eu queria comentar com vocês Imagino que a gente vai ter muitas pessoas da fisioterapia e da Educação Física fazendo esse curso é que existem alterações físicas e motoras que são consideradas marcadores não cognitivos do declínio cognitivo então para ilustrar isso eu trago Esse estudo aqui que ele
compara idosos mais jovens e idosos um pouco mais velhos e ele faz medidas de funcionamento cerebral pelo Nisa é uma medida em que ele usa um aparelho na cabeça da pessoa para medir o fluxo sanguíneo cerebral E aí ele mede isso indo em tarefa simples na linha de cima indo tarefa na linha de baixo se a gente olhar primeiro aqui só pros jovens pros idosos jovens ão todos aqui são idosos tá bem a gente vai ver que aqui ele faz uma medida numa velocidade autos selecionada em que a pessoa anda naquela sua velocidade de conforto
e aí ele faz essa medida em tarefa simples e tem essa expressão do fluxo sanguíneo cerebral da resposta hemodinâmica à tarefa e aqui ele faz a mesma tarefa na mesma velocidade aut selecionada só que aqui ele Adiciona uma tarefa cognitiva e vejam como aumenta a demanda hemodinâmica quando ele em velocidade a selecionada Adiciona uma tarefa cognitiva que é a expressão daquilo que eu falei para vocês né quando a gente a gente Adiciona uma tarefa cognitiva a uma tarefa motora eu tenho maior demanda aqui ao lado ele faz a mesma coisa só que aqui ele faz
o ele pede para que a pessoa caminhe numa velocidade mais rápida não numa velocidade de conforto autos selecionada numa velocidade mais rápida então quando ela caminha mais rápido ela tem uma ativação quando ela caminha mais rápido e faz uma tarefa cognitiva essa ativação aumenta mas vejam como ela já tem uma menor ativação do que na velocidade aut selecionada quando a gente Traz essa demanda pro idoso mais idoso a gente percebe esse padrão maior né que na Dupla tarefa a dificuldade a a as exigências a aumento né da resposta cerebral mas a gente também percebe uma
diminuição dessa resposta e aqui o que a gente vê é que quando adiciona dupla tarefa existe uma uma maior ativação porque eu tenho uma compensação então eu tenho mais demanda eu tenho mais ativação para compensar essa demanda só que existe um limite desses recursos cognitivos esse limite dos recursos cognitivos que faz com que a pessoa consiga atender essa maior demanda consiga responder positivamente essa maior demanda dando conta da tarefa até um limite quando esse limite é estabelecido tem um prejuízo na performance um prejuízo no desempenho esse prejuízo no desempenho ele é expressão pelo maior custo
da dupla tarefa que Eu mencionei antes esse maior custo faz com que as dificuldades no dia a dia apareçam e elas podem ser expressas por exemplo em maior risco de queda ela podem elas podem ser expressas nas dificuldades de realização bem aí eu quero voltar para cá para aquele gráfico que eu mostrei antes para vocês e destacar que nessa fase pré-clínica que é uma fase em que ainda não se identificam sintomas de uma doença que pode vir a existir então nessa primeira fase que tá em verde é uma um uma fase pré-clínica da doença de
alzheimer que pode avançar pro declínio cognitivo leve em que a e existem já alguns sintomas mas que não interferem no dia a dia antes de avançar pras próximas Fases em que se já identifica sintomas com interferência na atividade de vida diária mas aqui eu quero falar sobre essa fase pré-clínica que é uma fase em que não se identificam sintomas clássicos da demência da doença de alzheimer mas que já se identificam mudanças na velocidade da marcha então mudanças na velocidade da Marcha podem ser encontradas 12 anos antes do diagnóstico Clínico do declínio cognitivo leve dessa fase
aqui em laranja e aí tem um documento bem interessante que é esse documento um consenso canadense publicado em 2020 que ele vai tratar das recomendações pro diagnóstico pros marcadores precoces da demência e quando ele lista o as evidências sobre os diversos marcadores que podem ser considerados marcadores precoces existe eh eu destaquei esses aqui para pelo nosso interesse do grupo que é principalmente velocidade da Marcha Com nível de evidência 1b a marcha em dupla tarefa também com nível de evidência um b e a força muscular também com nível de evidência um b e aqui essa força
muscular é medida pela força de preensão manual eh medida pelos dinamômetros né de prão Então essa essa influência essa essa a marcha as alterações de velocidade da Marcha tanto em tarefa simples quanto em dupla tarefa C marcador ela tá associada ao fato de que marcha e cognição compartilham muitas áreas de controle Então as áreas de controle da marcha do movimento elas são muit muito né Eh sobrepostas com as áreas cognitivas Então a gente tem uma relação que esse essa figura aqui tenta representar uma relação muito próxima entre alterações cognitivas aqui ó inclusive diz medidas a
interferência do Risco integrado né da marcha e da cognição as alterações cognitivas elas de um modo bidirecional elas influenciam e são influenciadas por as alterações da marcha e da mobilidade essas alterações elas mutualmente se interferem uma na outra assim como elas estão associadas a outros fatores de risco indireto Então as alterações de marcha e mobilidade levam né as uma alteração a uma menor velocidade da marcha e aqui tá representadas alterações de de queda e fratura Mas de fato uma diminuição da velocidade da Marcha podem levar a várias outras alterações por exemplo medo de cair o
medo de cair leva a uma a uma prevenção da pessoa de desempenhar várias atividades porque ela tem medo de se expor e cair ela pode levar uma diminuição da atividade física Geral do do indivíduo idoso então se eu tenho uma menor velocidade eu tenho uma eu faço as tarefas numa num ritmo menor eu tenho medo de cair então eu me exponho menos a isso para evitar acidentes e isso diminui minha atividade física de um modo geral Além de eu ter mais chance de cair ao ao entrar nesse ciclo eu aumento ainda mais o meu risco
de cair porque eu diminuo o meu condicionamento eu vou diminuir meu condicionamento físico minha força muscular porque eu estou eh menos ativo e isso também influencia a saúde cerebral aumentando o meu risco de síndromes demenciais e quando eu aumento o meu risco de síndromes demenciais e eu aumento as chances de declinar mais rapidamente a cognição eu também vou influenciar Meu Risco minha saúde física então isso entra em um looping de retroalimentação importante que justificou a criação de uma síndrome chamada síndrome do Risco cognitivo motor a síndrome do Risco cognitivo motor que do inglês é motó
cognitive risco síndrome mcr vocês vão ler em vários artigos é uma síndrome pré inal caracterizada pela presença de queixas cognitivas não necessariamente não há alteração dos Testes cognitivos mas o idoso já tem queixas cognitivas subjetivas e marcha lenta em indivíduos idosos sem demência ou deficiência de mobilidade Então você tá a gente tá falando aqui de um idoso aparentemente saudável mas que a partir das medidas de velocidade da marcha e da observação das queixas da pessoa a gente pode identificar pessoas em risco aumentado do desenvolvimento de declínios cognitivos patológicos no futuro e a gente tá falando
um futuro bem longo a gente tá falando de de de um de que essas alterações cognitivo motoras ocorrem 10 12 anos antes das medidas clínicas de alteração cognitiva e aqui ó é uma ilustração para ah para mostrar como múltiplos fatores Então as alterações do sistema músculo esquelético cardiopulmonar endócrino sistema nervoso central metabólico a inflamação sistêmica e vários fatores do estilo de vida vão influenciar principalmente vão influenciar igualmente a velocidade da marcha e a memória a intersecção disso é a síndrome cognitiva motora que pode que é preditora que vai pode evoluir pra demência é isso aqui
eu comentei há pouco com vocês na verdade isso ocorre Porque existe uma uma sobreposição das áreas de controle da marcha e da cognição na E e essa sobreposição faz com que as alterações que levam alterações de uma influenci diretamente nas alterações do outro componente e aqui ó é o teste de velocidade da Marcha então é um teste que a maioria de vocês devem conhecer é um teste por exemplo que faz parte do sppb que é um outro um um instrumento né bastante usado no envelhecimento para medir a funcionalidade E aí o que se faz é
uma medida de da velocidade da marcha em 4 m no idoso a gente sempre começa caminhada com antes do que de fato eu quero medir então aqui eu devo ter pelo menos 6 a 8 m de trajeto o idoso começa a caminhar depois de 1 a 2 m de caminhada Eu meço a velocidade de durante quatro que ele a velocidade que ele demora para percorrer esses 4 m então cronometro tempo e calcula velocidade e ele continua mais um ou 2 metros depois para que eu desconsidere os o a as alterações de velocidade pela aceleração e
pela desaceleração então 8 m de percurso começa a Caminhar 2 m de percurso eu marco o tempo que ele demora para caminhar 4 m e ele continua o ponto de corte estabelecido hoje na literatura é que se considera uma velocidade da Marcha diminuída se ele faz menos de 0,8 m/s em tarefa simples e considerando a dupla tarefa se ele tem um um aumento de 20% quando ele fizer em dupla tarefa em relação à Simples então a velocidade da Marcha dele em tarefa simples for diferente em 20% da tarefa dupla E aí assim uma provocação que
eu queria fazer com vocês é se o tratamento dos aspectos não cognitivos podem ajudar a prevenir ou tratar a doença de alzheimer ou demência relacionada Então se a gente tá falando de áreas cerebrais compartilhadas entre a cognição e a memória e a e a marcha e a gente sabe que a gente consegue detectar essas alterações da velocidade da Marcha precocemente elas são marcadores do declínio cognitivo futuro então avaliar essas alterações motoras na clínica é importante e assumir estratégias de Treinamento das funções motoras e cognitivas também a a gente sabe que o ambiente e a estimulação
do ambiente são muito importantes e a gente sabe que no idoso a plasticidade cerebral é preservada então aqui nesse estudo a gente a gente estudou pessoas idosos institucionalizados e não institucionalizados e a gente tem informações importantes o idoso institucionalizado tem um desempenho cognitivo menor do que o idoso não institucionalizado em vários doss testes que a gente fez ou seja o ambiente pobre em estímulo que era típico das instituições de longa permanência e que que foram parte dessa pesquisa eles influenciam o desempenho cognitivo da pessoa a gente precisa de estimulação cognitiva ambiental no dia a dia
da pessoa idosa mas a a gente também sabe a gente também detectou e vários outros estudos também reforçam essa informação de que o o idoso ao receber a estimulação cognitiva ele melhora o seu desempenho tanto o idoso institucionalizado quanto o idoso não institucionalizado Ou seja existe plasticidade existe resposta ao estímulo melhorando o desempenho cognitivo no envelhecimento existe também na literatura já informação de que a frequência do exercício importa Então esse estudo é um estudo clássico antigo que mostra que a na linha contínua as pessoas faziam três ou mais vezes por semana e na linha pontilhada
as pessoas faziam três ou menos vezes por semana exercício físico e as pessoas que faziam três ou mais vezes passaram mais anos cognitivamente saudáveis do que as pessoas que faziam menos vezes que ao longo da vida foram desenvolvendo demência eh de um modo mais acentuado esse declínio da linha mostra isso do que as pessoas que faziam mais vezes por semana esse estudo também mostra que essa relação Ah tá associ ada ao condicionamento físico ou seja as pessoas que aqui as pessoas que tinham um menor condicionamento físico um condicionamento físico moderado e um maior condicionamento físico
então quando as pessoas têm um maior condicionamento físico a influência do número de vezes por semana não influencia tanto assim mas quando ela tem um baixo condicionamento físico ou um moderado condicionamento físico se torna ainda mais importante o número de vezes que é realizado então três ou mais vezes por semana é o que a literatura recomenda é que os guias recomendam como prática do exercício físico e aí essa nessa última parte eu queria trazer exemplos de estudos que o meu grupo de pesquisa tem feito usando intervenções em dupla tarefa para essa estimulação cognitiva da pessoa
idosa Então a gente tem feito sempre no contexto da atenção primária saúde a gente desenvolve isso em salões paroquiais em ginásios de escola eh e a gente investiga diferentes modalidades do exercício em dupla tarefa e os efeitos disso sobre a saúde física e cognitiva da pessoa idosa a gente tenta testado protocolos sempre ah desenvolvendo né descrevendo com detalhes a estimulação cognitiva realizada e o exercício então a pessoa faz exercício simultaneamente a uma estimulação cognitiva nesse primeiro estudo aqui a gente fez o exercício multimodal então treino funcional treino de resistência dança ao mesmo tempo que se
fazia a estimulação cognitiva de múltiplos de múltiplos domínios E aí a gente fazia isso numa sala de aula da Universidade num salão paroquial e as pessoas fazia isso em grupos o grupo tem sido sempre uma resposta muito positiva nos nossos estudos Porque existe também evidência do convívio social como neuroprotetor no envelhecimento Então a gente tem testado sempre em grupos e de um modo feliz de um modo animado né então aqui por exemplo a dança eles a música é a música Era Uma música música Regional a gente tá no Pará então aqui era o Carimbó e
o brega e as sempre músicas que os idosos gostam que os osos escolhiam como músicas prazerosas de ouvir e de dançar e a coreografia era por si o a estimulação cognitiva dessa sessão dessa oficina a gente tem encontrado respostas positivas tanto cognitivas quanto motoras esse Eh esses treinos Eles foram realizados duas vezes por semana perfazendo os 150 minutos mínimos de atividade física recomendado e a gente também fez isso no pilat então a gente fez o pilates em dupla tarefa as pessoas tinham que fazer os treinos do pilates realizando a estimulação cognitiva simultânea também em grupos
aqui um desafio a maior né porque o pilates já tem algumas demandas de concentração de atenção de controle eh muito específicas mas nos dois a gente tem eh o desafio de manter a tarefa cognitiva estimulante pro idoso num grupo as pessoas vão ter dificuldades físicas e cognitivas específicas e a gente precisa garantir que a estimulação cognitiva esteja sendo desafiadora para cada um E que o exercício esteja sendo feito de um modo correto na intensidade correta então os idosos eles sempre foram monitorados para frequência cardíaca para garantir que eles estivessem numa intensidade de treino desejada que
no nosso caso foi moderada E para isso equipe a gente sempre teve muitas pessoas envolvidas para que a gente pudesse monitorar os idosos e garantir esse desafio também no artigo tá descrito qual foi o exercício usado e qual foi a estimulação cognitiva para Cada sessão a intenção de fato é criar um protocolo que possa ser reproduzido por quem tá na clínica e aqui a gente também tem encontrado respostas eh positivas tanto físicas quanto cognitivas nesse estudo do pilates a gente teve um resultado interessante no em relação à dupla tarefa o empenho em dupla tarefa do
grupo que fez o exercício e tá aqui representado em azul ele não mudou mas do grupo controle que não fez o exercício declinou e declinou de um modo importante a gente diz que é clinicamente significativa uma redução de 20% do custo da dupla tarefa e eles tiveram Umo uma diminuição de mais de 40% no desempenho dessa tarefa Ou seja a gente garantiu que o grupo que fez exercício duas vezes por semana eh por três meses Manteve o desempenho Ou seja a gente lentificado à idade e isso é uma tarefa importante aqui o declínio foi mantido
no motor e aqui teve uma queda apesar de ainda não significativa houve uma queda no cognitivo Ou seja a gente conseguiu manter o desempenho cognitivo e o desempenho motor aqui também a expressão dos outros testes mostrando que houve melhora nas funções cognitivas associadas e físicas esses esses protocolos estão disponíveis para vocês eh analisarem como o protocolo de treino né físico e cognitivo e eu também fico à disposição para qualquer dúvida qualquer discussão eh através do meu e-mail aqui é meu Instagram meu e-mail o endereço do programa de pós--graduação de ciências do movimento humano da UFPA
no qual eu faço parte Ah aqui no no curso a gente também vai ter disponível um espaço para perguntas para as dúvidas e vocês podem enviar que os monitores e eu Faremos o possível para responder e para orientar qualquer leitura adicional que precisem qualquer dúvida que surja tá bom foi um prazer est aqui com vocês eu espero que vocês estejam gostando de todo o curso Até logo