Oi bonitas e bonitos, tudo bom com vocês? Começando mais uma quinta misteriosa aqui no canal. Se você é novo por aqui, ainda não tá inscrito, aproveita e se inscreve aqui embaixo que tem vídeo novo toda segunda e toda quinta para vocês. Playlist completa com mais de 500 casos para maratonar vai est aqui na descrição. E Quinta Misteriosa também é podcast para você ouvir quando e onde quiser. E não esquece de me Seguir nas redes sociais que eu vou deixar aqui na tela para vocês. Me siga por lá que tem muito conteúdo extra de séries, filmes,
livros e, é claro, tr crime. E eu sei que esse caso aqui é muito esperado por vocês. Eu já fiz alguns casos sobre Tremembé, né? As pessoas que aparecem em Tremembé. Então eu tô fazendo vários eh que vocês me pediram. Então já fiz dos Cravinhos da Suzane Sandrão e as outras detentas que aparecem na série. Mas eu sei que esse Aqui acho que é o que vocês mais esperavam, que é o caso da Elise. E a minha pesquisa foi feita 99% com base nesse livro aqui, que é Elise Matsunaga, mulher que esquarteou o marido do
Lis Skemb. Vou deixar para vocês aqui embaixo o link. Agora eu consigo linkar para vocês os livros que eu cito. Então, se você clicar na descrição, vai aparecer para vocês. O livro é enorme e ele é muito bom. Então, assim, eh, não tem como eu contar absolutamente tudo Que tem aqui no livro, no vídeo, senão o vídeo teria 5 horas. Mas todas as partes super importantes e coisas que eu não sabia nem imaginava, eu coloquei tudo para vocês. Mas tem muitos relatos também que são bem interessantes no livro de pessoas que passaram pela vida da
Elise. Então vale muito a pena ler o livro. Eu acho que vocês vão gostar muito. Então é isso, bora começar o caso de hoje. [música] Elise Araújo Jacomini nasceu em 29 de Novembro de 1981 em Chopinzinho, uma cidade de pouco mais de 20.000 habitantes no interior do Paraná. Seu pai biológico era Walter Zacarias de Acomini, mas o nome dele não constava na certidão de nascimento dela, nem nos documentos da sua irmã mais nova, Adriana. Segundo relatos familiares, ele nunca foi um pai dentro de casa e também era um péssimo marido. Quando a Dilta de Ramos
Araújo, mãe da Elise, foi registrar as filhas, o Walter não estava Presente. Ele era alcólatra e preferiu ficar no bar. Com isso, a Dilta decidiu não colocar o nome dele nas certidões. O Walter nasceu no dia 26 de março de 1962, no município de Francisco Beltrans, do oeste do Paraná. Filho do italiano Adelino de Acomini e Vladislada de Acomini, dois imigrantes violentos tratavam os empregados como pessoas escravizadas. Uma vez o Walter, ainda adolescente, chegou em casa alcoolizado. Para repreendê-lo, os pais deram uma Surra tão pesada que ele ficou hospitalizado por uma semana com as costelas
fraturadas. Na década de 80, era raro encontrar o Walter Sobrio. Ele era um homem bruto e descontrolado, até mesmo sóbrio. Se casou duas vezes e as duas contam histórias de horror sobre o matrimônio. As esposas sofreram de violência doméstica, física, psicológica, moral, matrimonial e abuso. Quando Walter morava com a mãe de Elise, ele usava o álcool como justificativa Para bater nela. A Elise tinha 3 anos em 1984, quando o Walter de 22 saiu para trabalhar e nunca mais voltou. A mãe dela inocente foi procurar por ele. Demorou 4ro meses para ela concluir o óbvio que
ela tinha sido abandonada. Para sustentar as duas filhas, ela passou a trabalhar na função de fachineira de segunda a segunda. Ela morava com as filhas num casebre de madeira com dois compartimentos cobertos com folhas secas de palmeira, piso de Barro batido e banheiro externo. A família tinha energia elétrica, mas não contava com água encanada. Quando mais velhas, as meninas perguntavam do pai e a mãe dizia que tinha esperanças que ele voltasse. Até que numa manhã de domingo de 1988, ele de fato voltou depois de 4 anos. A família ficou feliz, mas ele tava bêbado. Ele
ficou estático olhando as duas filhas crescidas, não falava nada e nem retribuiu o abraço da Dilta. As filhas estavam assustadas e sem saber Quem era aquele homem. Foi quando a mãe respondeu que era o pai delas. Alegria durou pouco porque Walter disse que não estava de volta. Muito pelo contrário, ele tinha constituído outra família e já era pai novamente. Adilto o agarrou ainda mais forte, proibindo ele de ir a lugar algum. Então ele empurrou ela com força e deu um murro em seu rosto tão forte que o sangue esgui pela roupa. A Elise tinha 7
anos e assustada com a cena, ficou abraçada. da irmã Caçula. As Duas estavam assistindo TV. Quando o Walter chegou, ele desligou a TV e foi embora levando a TV junto. No livro conta que o Walter conheceu essa outra esposa, que ela também sofreu muito nas mãos dele e que quando ela resolveu deixá-lo, ele a trancou dentro de casa com o bebê no colo e ameaçou tacar fogo em tudo. Assim como a maioria das mulheres no interior, elas dependiam do marido e por isso não denunciavam. Walter morreu em 2009 aos 47 anos, Vítima desse rose. A
segunda esposa, Terezinha e sua filha não apareceram no velório. Para elas, a morte dele foi um alívio. Então, voltando um pouco depois desse episódio que a Dilta achava que o Walter tinha voltado, mas na verdade ele não tinha. Então ele pegou a TV, foi embora, ela decidiu deixar as duas filhas na casa dos avós. Então ela larga as meninas lá e se muda sozinha para Curitiba. Lá ela trabalhava como auxiliar na cozinha e também fascinava Apartamentos de classe média. Foi lá que ela conheceu o recepcionista Wagner Malman, de 25 anos. E para ela ele era
o oposto do Walter, então ela se apaixonou. Ele morava no município Agudos do Sul, que fica a 70 km de Curitiba. Então para trabalhar ele tinha que fazer uma viagem de ônibus todos os dias. E aí os dois começaram relacionamento, eh eles começaram a se ver, só que como ele morava longe, ela morava em Curitiba e tinha o trabalho, Eles tinham tipo uma hora por dia para se ver antes dele pegar o último ônibus. Então com a ajuda dela, ele compra um carro. Era um carro usado, mas pelo menos ele podia ir trabalhar de carro,
ficava mais tempo com ela. E aí eles seguiram assim por um tempo, até que do nada ele desaparece. A Dilta ia na frente do local onde ele trabalhava como recepcionista todo dia e ele não aparecia. Ela não sabia o que tinha acontecido até que ela decide pegar o Ônibus e ir até a cidadezinha que ele morava e procurar por ele. O que parece uma coisa muito doida, mas era uma cidade bem pequenininha. Então ela começa a andar pelas ruas, imaginando que em algum momento ela vai encontrar com ele até que ela encontra o carro. E
aí ela fica esperando do lado do carro. Ele tava estacionado próximo de uma igreja até que ele aparece. Só que ele tava com a esposa, com filhos e ela não imaginava que ele era casado. Então ela Começa a fazer um barraco e ele fala que pede desculpas para ela. Diz que no momento em que eles ficaram juntos ele tinha separado da esposa, mas tinha voltado e que ele ia devolver os R$ 800 que ela emprestou para que ele pudesse dar entrada no carro. E ela disse que não era por isso que ela tava lá. Ela
tava lá porque ela amava ele, mas ele devolve o dinheiro e aí ela começa a jogar o dinheiro pras pessoas e as pessoas começam a pegar o dinheiro na Rua e aí ela fica com dinheiro só para poder voltar para Curitiba. Então no ônibus ela conhece outro homem. Seu nome era Francisco Gomes da Silva, ele tinha 36 anos e os dois começam a conversar ali, se dão bem e aí em poucos meses eles decidem morar juntos em shoppingzinho. Então ela volta para lá onde as filhas estavam morando. Ela conseguiu arrumar o emprego de serviços gerais
na prefeitura e aproveitou esse momento para pegar as filhas de volta. Então ela pega Adriana, Elise, eh, para que elas morassem juntas novamente e agora junto com o Francisco. Então, para ela conseguir uma renda extra, ela também fasinava alguns lugares do centro. E aí, em 1997, a família já tinha prosperado um pouco. A Dilta era muito trabalhadora, então ela passou a ganhar mais do que o Francisco. E ele trabalhava com carteira assinada em uma fábrica de esquadrias. E aí ele decide deixar esse emprego, que era o emprego Fixo para fazer bicos. E aí em pouco
tempo ela começou a sustentar a casa praticamente sozinha. E a família criticava isso, dizia que não fazia sentido ela paga todas as contas, mas a Dilta nem ligava. A irmã mais nova da Dilta chamada Roselie, ela tinha 23 anos na época e era extremamente mais madura, mais estável emocionalmente do que a irmã mais velha. Então, ela tentava alertar a Dilta sobre essas decisões que ela tomava, sobre a vida Amorosa destrambelhada e pela atenção intensa e descontrole que ela demonstrava toda vez que ela estava em um relacionamento. Mas a dilta não ligava e aí com o
tempo, o Francisco, que era chamado de Chico, começou a beber muito e se tornou alcólatra. Ele bêbado virava um monstro e a Elise volta a morar com a mãe definitivamente quando ela tinha 13 anos. E o Chico sempre dizia que ele sonhava em ter uma família grande e tal. Então ele tinha o costume De pegar a Elise e colocar sentada no colo dele quando a Dilta não tava por perto. E aí ele começa a sediar a Elise. Foi uma coisa que aconteceu aos poucos e aí foi aumentando, aumentando, principalmente quando ele estava sozinho em casa,
né, com ela e a Dilta tava trabalhando. fazia isso até que um dia ela tava tomando banho e aí quando ela saiu do banheiro, ela tava enrolada numa toalha e ele tentou violentá-la, ela conseguiu empurrar ele e fugir, começou A correr pelo mataga e aí ele começou a correr atrás dela até que o momento ela tropeça, ele consegue alcançar ela e ali mesmo ele abusa. Eles tinham uma vizinha que morava ali perto e ela testemunhou tudo. Ela viu Elise saindo, correndo, o padrasto correndo atrás dela e depois ela viu inclusive ele voltando sozinho para casa.
Quando a mãe chegou, a Elise contou para ela tudo que tinha acontecido e ela chorava muito. Então a Dilta ficou histérica, disse que iria Pra delegacia, que ia denunciar o Chico. Só que aí ele começa a chorar, fazer um escândalo, pedir por misericórdia, dizendo que amava tanto a Dita de forma insensata, que se ele fosse preso, ele iria tirar a própria vida. Ele começou a dizer pra Dilta que não houve abuso nenhum e que a Elise dava em cima dele já há muito tempo. E a Dilta acreditou. Nesse momento ela dá uma bofetada no rosto
da Elise e manda ela sair de casa. A Elise saiu imediatamente, pegou uma Mochila com algumas coisas e saiu sem rumo. Então ela rapidamente tinha se despedido da irmã e saído sem um dinheiro no bolso. Então ela começa a andar até a casa de uma tia que ela gostava muito e fala para essa tia que a mãe dela tinha pedido R$ 50 emprestado. Então a tia dá o dinheiro para ela e começa a sair ali de shoppinzinho sem rumo. E nisso, na mesma noite, a vizinha que tinha visto tudo, decidiu ir até a casa da
Dilta. como quem não quer nada. Mas para alertar Dilta, dizer que ela tinha visto que era verdade, que ela deveria denunciar o Chico e levar Elise no Instituto Médico Legal para fazer o exame de corpo de delito. Ela argumentou que a Dilta tinha outra filha em casa e que ela estava correndo perigo também. E aí a Dilta começa a chorar desesperada. Parecia que o mundo tinha acabado para ela e como resposta ela disse que ela não conseguiria viver sem o Chico, que ela precisava de um companheiro ao seu Lado e que amava ele de uma
forma inexplicável. A vizinha que tinha visto tudo ficou enojada com aquela fala e decidiu que ela iria até a delegacia iria denunciar o Chico. Só que quando ela estava chegando na delegacia, o caminho dela cruza com a Elise que tava indo embora. E aí, nesse meio tempo, quando ela sai da casa da Dilta, Dilta vai até o bar que o Chico tava lá bebendo para contar para ele que a vizinha sabia de tudo. O Chico saiu Correndo e conseguiu chegar na frente da delegacia junto com a vizinha e disse para ela que se ela entrasse
naquela delegacia para denunciá-lo, ele a mataria. Então, com medo, ela voltou para casa. A Elise saiu de casa naquele dia decidida nunca mais voltar para shoppingzinho. Ela tava com muito ódio do que ela tinha passado. Ela tinha sido abusada, a mãe não tinha acreditado nela e tinha mandado ela embora. Ela tinha 15 anos de idade. Então, ela começa a Caminhar sem rumo. No primeiro dia, ela dorme em um cemitério. No dia seguinte ela estava próxima de um posto de gasolina e um caminhoneiro disse que daria carona para ela se ela fizesse alguma coisa com ele
ali e aí ela começa a chorar. Então ele fica com dó e decide dar a carona para ela sem pedir nada em troca. Ele leva ela até Chapecó em Santa Catarina e aí ela tinha só R$ 50 para poder se alimentar. O dinheiro acaba e ela decide começar a se prostituir para Sobreviver. Ela tava cobrando R$ 30 pelo programa e aí ela consegue uma outra carona que foi até Passo Fundo no Rio Grande do Sul, até que ela foi parar em Gravataí a 700 km de shoppinzinho. E aí a família começa a questionar a Dilta
sobre a Elise, o que tinha acontecido, onde ela tava. E a Dilta em nenhum momento disse eh a verdade, disse que ela tinha sofrido um abuso e que ela tinha mandado ela sair de casa. E aí ela até chegou a sugerir um sequestro, fez Um boletim de ocorrência. Então a polícia começou a colocar algumas fotos, pendurar algumas fotos da Elise por postes, relatando que ela tava desaparecida, então ela já estava fora de casa há duas semanas. Até que em uma operação da Polícia Rodoviária Federal para combate à prostituição Infanto Juvenil em 1997, ela foi apreendida
e levada para o Conselho Tutelar de Gravataí. Lá eles a identificaram como a garota sequestrada de Chopinzinho. No Dia 29 de setembro de 1997, um carro da polícia levou ela de volta para casa e ela foi devolvida pra sua mãe. Isso aconteceu exatamente duas semanas antes dela completar 16 anos e aí ela não queria voltar a morar com a mãe, obviamente, e decidiu morar com a avó. E aí ela não contou para ninguém o que ela tinha feito para sobreviver naquelas duas semanas e ela decidiu focar 100% nos estudos. Elise sempre tirava notas boas, só
que aí depois de tudo que Aconteceu com ela, ela começou a ficar muito reclusa, muito quieta. Então as pessoas percebiam que ela tinha mudado, mas ninguém sabia realmente o que tinha acontecido com ela. E aí cerca de um ano depois, a mãe dela tenta convencer a Elise de voltar a morar com ela, dizendo que o Chico tinha mudado, que ele era um homem diferente, mas a Elise foi muito direta e disse que ela só voltaria para casa se ela mandasse o Chico embora. E aí a mãe respondeu que ela não deveria Ter que escolher entre
o companheiro e a filha. Então a Elise pediu para ela esquecer da sua existência para sempre. Nesse meio tempo, a Elise continua recebendo assistência do Conselho Tutelar. Então ela foi encaminhada para uma psicóloga que percebeu que alguma coisa tinha acontecido, que ela tinha passado por um trauma e ela achava que se a Elise conseguisse trabalhar, aquilo poderia ajudá-la. Então ela pede para um amigo advogado contratar a Elise. Então Ela consegue esse emprego, ela começa a trabalhar como secretária e ganhava um salário mínimo. Sua função era atender os clientes, fazer alguns serviços de banco e fascinar
os cômodos. Eram dois cômodos. E aí ela era super eficiente e sempre calada. Foi nessa mesma época, quando ela tinha 16 anos, que ela conheceu o seu primeiro namorado, que era um garoto da mesma idade, chamado Pedro. Na época que ela conheceu o Pedro, ela tinha acabado de ser Devolvida para Chopinzinho, para sua família, né, pelo Conselho Tutelar, o que fez com que ela virasse essa pessoa super retraída, que eu disse, especialmente com a família, mas ela conseguia ser um pouco mais extrovertida quando ela tava fora de casa. E o Pedro era um jovem alto,
ele era atlético, só que ele era muito ansioso, muito ciumento. O próprio Pedro conta que quando ele conheceu Elise nessa época, ele achava que ela tava fora de suas Possibilidades. Eles diziam que ela era muito bonita, era um mulharão e que ele perto dela aparecia um bananão. Os dois começam a namorar, mas o relacionamento não dura muito porque o Pedro era extremamente ciumento. Até que a Elise já estava decidida que ela não ia ficar morando em shoppingzinho, então ela queria sair dali e morar em Curitiba. E ela odiava despedidas. Então eles meio que nunca tiveram
essa conversa sobre o término. Ela simplesmente foi embora sem Se despedir. Então ela conseguiu concluir o ensino médio e com o certificado em mãos, com 17 anos, ela decidiu que ela iria embora. Ela queria estudar enfermagem, queria recomeçar sua vida. Então, ela tava esperando o ônibus para ela poder fazer, né, essa viagem até Curitiba e ela tava lá sozinha na rodoviária. E ela fez uma rápida despedida antes disso, se despedindo da das irmãs, se despedindo da tia que ela gostava, da madrinha só. E aí ela foi Pra rodoviária, até que a mãe dela parece lá.
Ela não se despediu da mãe, né, porque ela ignorava a sua mãe e fingia que o Chico não existia. A mãe dela se ajoelhou, começou a falar um monte de coisa, começou a pedir desculpa para Elise, começou a chorar muito, o ônibus já tinha chegado ali, todo mundo já tava entrando e a Elise só conseguia olhar pra mãe dela e não conseguia dizer nada. O ônibus já tava pronto para sair. Eles e não conseguia falar nada pra mãe Também não conseguia se mover e entrar no ônibus. Até que ela viu a mãe dela daquele jeito,
desesperada, com dificuldade até para respirar no meio de tudo aquilo, quando a Elise chorou, mas ainda assim ela não conseguia se mexer. A mãe perguntou se ela perdoava e nesse ponto a Elise decidiu correr atrás do ônibus e pedir pro motorista parar para ela poder entrar. E assim ela entrou no ônibus e saiu do shoppingzinho para nunca mais voltar. Já em Curitiba, Eliz Com 18 anos era aluna de um curso profissionalizante. Ela estudava na Escola Vicentina Técnica de Enfermagem Catarina Labouré, onde a maioria das alunas eram pobres e a escola era administrada por freiras que
mantinham alojamento com diversos belixes. Cada cama custava R$ 120 por mês. Então Elise dormia num quarto amplo com outras seis estudantes. Como ela tinha notas muito boas, ela ganhou das freiras uma indicação para estagiar como técnica de Enfermagem no Hospital Nossa Senhora das Graças. E lá a Elise começou a trabalhar no centro cirúrgico. Ela não participava diretamente das cirurgias porque essa não era a sua função. A sua tarefa era receber o paciente e relatar como ele havia chegado, se estava bem ou não. Porém, ela presenciava todas as decisões feitas durante a cirurgia. Então, foi nesse
centro cirúrgico que ela conheceu a enfermeira Stella Arnud, de 27 anos, que não revelava o seu nome verdadeiro De jeito nenhum. Ela morava sozinha num flucho no centro de Curitiba e ela era profissional da saúde e do sexo. Entre seus clientes haviam deputados estaduais do Paraná, vereadores de Curitiba, prefeitos do interior paranaense, empresários, executivos, advogados e uma infinidade de pais de família, ricos integrantes da tradicional família brasileira. A Estela falava muito palavrão, o que chocou a Elise, mas em pouco tempo elas se tornaram muito Amigas. Quando a Elise viu o carro de luxo e o
apartamento incrível da amiga, ela ficou chocada. Para ela, ela decidiu confidenciar tudo que ela tinha passado em Shopinzinho. Todas as coisas que aconteceram com a Elise deixaram sequelas psicológicas que assombravam durante as noites. Ela passou a ter distúrbios do sono, depressão, sentimento de degradação e perda da autoestima. Ela carregava consigo culpa, ansiedade e medo de ficar só. Ela tinha Medo de pessoas estranhas e tinha pesadelos repetidos, recapitulando o abuso, além de síndrome do pânico e problemas com relacionamentos íntimos. Ela passou a nutrir um sentimento de despersonalização e começou a desenvolver lentamente uma segunda personalidade para
se proteger. Essas sequelas começaram ainda quando ela estava em shoppinzinho, mas se acentuaram em Curitiba. Um dia, Elise perguntou pra sua amiga se ela levava Jeito para esse negócio de luxo. A amiga respondeu que só se ela nascesse novamente. Então a Elise começou a seguir os conselhos da amiga e tomou a primeira providência para sair daquele pensionato horroroso. O primeiro passo foi aumentar o limite do cartão de crédito para ter capital necessário para dar início à carreira de garota de programa de luxo. Ela falsificou o contracheque de R$.200 do hospital para R$ 11.200 e duas
semanas depois recebeu Um cartão de crédito com limite de 35.000. Ela ligou pra Estela dizendo que estava pronta para renascer e elas combinaram de se encontrar no shopping e foram às compras. A Estela dava dicas e a Eliz obedecia. Ela gastou R$ 5.000 em roupas, sapatos, acessórios e depois foi direto para um salão indicado pela Estela, que pediu pro seu amigo cabeleireiro deixar a caipira com cara de rica. Lá, ela atingiu os cabelos castanhos claros de loiro, fez as unhas Dos pés das mãos e ganhou 30% de desconto na conta que tinha ficado R$ 900.
Quando ela foi encontrar a amiga no seu flat, a Estela ficou espantada com a nova Elise. As duas brindaram com vinho à nova fase. Estela disse que poderia passar para ela alguns dos seus clientes em troca de uma comissão de 60%. A Elise topou. A Estela deu aulas de expressão corporal e também de etiqueta. Ela também disse para ela nunca usar o seu nome verdadeiro. Então Elise adotou o Nome de trabalho que seria Kelly. Na tarde do dia seguinte, o seu primeiro cliente chegou. Era um narcotraficante procurado pela Polícia Federal, um homem educado, charmoso e
carinhoso. Quando terminou, ele pagou com 20 notas de R$ 50. Kelly tomou um banho, colocou o uniforme branco, encarnou a técnica da enfermagem Eliz e foi pro hospital trabalhar. Sem se dar conta, ela aprendia no hospital técnicas cirúrgicas que ela usaria no futuro. Ela observava Fascinada os procedimentos e naquele dia era uma cirurgia em um paciente de 42 anos com câncer de pulmão. Como técnica da enfermagem, ela tinha que ajudar o enfermeiro chefe em toda a cirurgia, como, por exemplo, na conservação e manutenção dos equipamentos. Ela tinha etiquetado e tinha encaminhado ao laboratório da análise
o pedaço de pulmão retirado do paciente. No final, ela tinha lavado alguns dos instrumentos usados, depois os armazenou na estufa Paraa esterilização. Ela recebeu o elogio dos médicos pelo empenho e a forma delicada com que guardava os instrumentos. Enquanto isso, na sua vida como Kelly, ela sonhava em se encontrar apenas com clientes atraentes, educados e ricos. Mas a Estela tentava em vão mostrar para ela que a vida na prostituição, mesmo a de luxo, não era tão encantadora como na imaginação. A Elise disse que precisava encontrar um local o mais rápido possível para Atender os seus
clientes VIPs. Então, no dia seguinte, ela alugou um loft mobilo, de 70 m² por R$ 3.800. Foi lá que chegou o seu segundo cliente, ele se chamava Josemar. Foi ele quem estreou o Loft. A Estela tinha enviado pra amiga um velho. A ideia era mostrar pra Elise que a vida real no mundo da prostituição não era nem um pouco colorida. Foi tudo um horror e a Elise concluiu o óbvio. Não existe glamor no universo da prostituição. Então ela decidiu desistir Daquela vida e investir na carreira de enfermagem. Porém, ela tinha várias faturas de cartão de
crédito para pagar. Então ela começou cobrindo algumas folgas de uma enfermeira cuidadora em tempo integral na mansão de Gloria Facry, uma viúva milionária de 66 anos. Cada diária na casa dela rendia R$ 800 para Elise. A Glória sofria de câncer de ovário. Era uma mulher muito simpática e certo dia ela perguntou sobre o passado da Elise. Sensibilizada, ela queria dar Dinheiro pra Elise que recusou. como ela havia sido ensinada. Ela acabou cobrindo várias folgas das enfermeiras na Casa da Glória e pelo relato do livro, parece que as duas tinham um carinho uma pela outra. Quando
a Glória faleceu, o filho dela convidou a Elise para sair. Ele era casado e pediu sigilo e disse que ele tinha um fetiche por enfermeiras. Só que aí a Elise disse qual era o preço dela e ele não queria pagar pelo programa e ameaçou denunciar a Elise ao Conselho Regional de Enfermagem. Então ela acabou fazendo o programa sem cobrar. Só que aí no final, quando ele tava tomando banho, ela começou a se vestir e havia se transformado na destemida Kelly, porque ela teria outro cliente naquele dia. Quando saiu do banho, ela falou sobre a Glória,
a mãe dele falecida, e sobre os seus cuidados. Ela contou as suas desconfianças envolvendo a possibilidade da paciente ter tido a vida abreviada pelo médico a pedido do filho. O homem Ficou pálido quando foi questionado, então ela pediu R$ 8.000 pelo programa especial e mandou ele ir embora. Ele disse que precisava passar no caixa eletrônico e ela disse que não precisava porque ela tinha uma máquina de cartão de crédito e débito. Ela ainda cobrou mais R$ 160 por um programa que ela fez quando tinha 15 anos, onde um caminhoneiro fazia pausas para ler versículos da
Bíblia e no final não pagou nada. Naquele momento, ela decidiu Que quem pagaria o prejuízo era o filho da glória. Como a Elise tinha eh meio que essa personalidade para conseguir se proteger de tudo que ela tinha passado, ela percebeu que como Kelly ela era diferente. Quando ela virava Kelly, ela não sentia culpa e nem emoção. A partir dali, ela decidiu que todas as vezes que ela precisasse fazer programa, sua segunda personalidade entraria em cena. Em 2023, aos 22 anos, a Elise ficava cada vez mais bonita com uma agenda Sólida de clientes e pacientes. Ela
pagava suas dívidas com tranquilidade e ela começou a enviar dinheiro até pra família dela em shoppingzinho. Ela comprou um carro zero e mesmo que ela ganhasse quase R$ 8.000 por mês só fazendo programa, ela decidiu continuar o seu trabalho como enfermeira, que era uma coisa que ela amava. Então ela seguia cuidando dos pacientes e atuando no centro cirúrgico de dois hospitais de Curitiba. Os seus colegas de trabalho Nem desconfiavam sobre a existência da Kelly e muito menos os seus familiares. Foi nessa época que Elise conheceu o deputado estadual do Paraná, Mário Sérgio Zaches, que no
início eles se encontravam uma vez por semana no loft dela e ela cobrava R$ 800 o programa. Desses R$ 800, ela ficava com R 320, porque os clientes dela eram todos arranjados pela Estela, que tinha 60% de comissão. Com o tempo, Mário começou a se apaixonar pela Elise e chegava a Visitar ela no Loft cerca de quatro vezes por semana. E aí ele pediu para ela largar a prostituição e ser apenas dele. Para ser exclusiva, a Elise pediu uma mesada de R$ 10.000, mas ao invés de dar esse dinheiro para ela, ele prometeu que daria
um cargo comissionado e ainda por cima de meio expediente na Assembleia Legislativa do Paraná. A Elise acabou aceitando e apesar dela dizer que o local era um covil e que ela sabia que o deputado era casado, ela Queria mudar de vida, ela queria largar a prostituição e ela dizia que tava apaixonada por ele também e que conseguindo ali manter o relacionamento com ele, ganhando aquele dinheiro, ela poderia mudar de vida e seguir com esse trabalho novo e também com o trabalho de técnica de enfermagem. A Estela sabia que isso não ia dar certo. Ela deu
vários conselhos pra Elise, mas ao mesmo tempo ela decidiu que ela ia deixar que ela quebrasse a cara sozinha. A primeira Briga entre a Elise e o deputado aconteceu quando ela recebeu o seu primeiro salário, que foi de R$ 800 e não os 10.000 que ele tinha combinado com ela. O político conseguiu amançar a briga eh dando um dinheiro por fora e ele também dava presentes e mimos para ela e um desses mimos foi um carro zero. Lá dentro do gabinete, a Elise meio que assumiu esse papel de primeira dama. Ela exigia limpeza, dava ordens
a subordinados, exigia café quente e Reclamava da quantidade de pedidos que chegavam na porta todos os dias. Porém, suspeitas começaram a cair sobre Elise quando um documento conhecido no meio político como relatório de crise desapareceu. Esse relatório descrevia denúncias graves contra um parlamentar e havia sido elaborado por seus advogados e assessores para apontar pontos sensíveis que poderiam ser explorados por inimigos políticos. Essas acusações que conham nesse documento eram bem Sérias, incluindo tortura, tentativa de homicídio, fraude processual e até porte ilegal de arma. Então esse documento ficava guardado em uma gaveta trancada e mesmo assim ele
desapareceu. Então o deputado foi até o loft da Elise na esperança de encontrar o documento lá. Quando ele chegou ele ficou surpreso porque um cliente estava saindo do apartamento e ele achava que ela não estava mais fazendo programa, mas ela disse que era impossível com a quantia De dinheiro que ele dava para ela. Não tinha como se manter. E aí ele queria encontrar esse dossiê, mas não tava lá. Ele ficou com muita raiva, deu uma bofetada na Elise e a demitiu. Quando eles se encontraram nos corredores da Assembleia Legislativa, teve um bateboca entre os dois
na frente de jornalistas. Segundo funcionários, esse afere entre os dois era tomado por essas brigas que eles faziam na frente de todo mundo. E a Elise não tinha recebido o valor Acordado entre eles, mas tinha recebido muitos presentes, joias, roupas caras. E aí o deputado dizia que nem conhecia ela, que nunca teve relacionamento com ela, enquanto ela o acusava de violência doméstica. Então, nesse ponto, a ela começa a falar pra Elise que isso que ela fez estava errado, começou a repreender ela, porque os clientes políticos que ela tinha, que eram muitos, não queriam mais se
ver perto das duas com medo que acontecesse algo Parecido. Então, por conta de todo aquele escândalo, eles estavam com medo de aparecer nas páginas de jornais. E aí aconteceu exatamente o que a Estela achava, né, que a amiga ia quebrar a cara sozinha. E aí, pouco tempo depois disso, a Estela chamou alguns amigos para comemorar seus 30 anos. E ela disse emocionada num discurso que a partir daquele dia ela tava largando a prostituição e que ela queria recomeçar sua vida, iniciar esse novo capítulo Fora da prostituição. E ela também não queria contato com ninguém da
prostituição porque ela realmente queria começar ali de outra forma. Ela disse que tinha guardado bastante dinheiro e que ela sempre quis fazer um investimento com o posto de gasolina. Então ela ia até se mudar de Curitiba para poder fazer esse investimento de R$ 800.000. Então, na despedida, Elizorou muito pela despedida da amiga, sabendo que não veria mais a Estela, mas ela Também chorou da alegria porque a Estela disse que repassaria para ela todos os seus clientes. A Elise, vendo que a amiga conseguiu sucesso, né, mesmo com aquele trabalho degradante, ela também teve esperanças disso acontecer
com ela um dia. A Estela também deu um conselho valioso pra Elise. Ela disse que ela nunca mudaria de vida se envolvendo com os clientes, porque eles mesmo se apaixonando ou enfim, eles sempre veriam ela no final das contas como uma Prostituta. Ela também deu alguns outros conselhos pra Elise. Ela disse que ela era muito bobinha, confiava demais. Então ela disse que não era bom que ela continuasse atendendo aquele primeiro cliente, o narcotraficante, porque ele era uma pessoa que poderia trazer problemas para ela e tal. Só que aí passou um tempo, cerca de um mês
depois, a Elise estava deprimida em casa, quando ele liga para ela e ela aceita atendê-lo às 2 horas da manhã. Só que quando ele Chegou, ele não tava sozinho. Ele levou bebida, drogas, amigos e até uma amiga. Então ele chega com mais essas três pessoas e eles começam uma festa no apartamento. Como a festa ia se seguindo por horas, os vizinhos incomodados chamaram a polícia. Quando a polícia bate na porta, Elise estava desesperada tentando guardar as drogas para que eles não encontrassem. Só que para sua surpresa, eles eram amigos do narcotraficante. Então eles entram e
se Juntam à festa. Então além dele, dos três convidados, agora tinham mais cinco policiais. Depois que a Estela foi embora, a Elise começa a perceber que ela tava tendo ali uma decadência, porque ela não tinha mais a amiga, né, que dava os conselhos para ela, sempre ajudava. E também ela tinha perdido muitos clientes por conta do escândalo entre ela e o deputado. E esses clientes eram clientes fixos, que não queriam mais se encontrar com ela. Então, no Meio de tudo isso, ela só fazia besteira, só tomava decisões erradas. E aí ela decidiu que ela não
queria mais viver em Curitiba e ela ia mudar para São Paulo e lá ela encontraria um marido rico. Ela se muda em agosto de 2004 com 23 anos, decidida a se casar lá com um homem que a bancaria. Esse narcotraficante se chamava Gilberto e ele deu um conselho eh paraa Elise e disse onde ela poderia ir lá em São Paulo, que era basicamente para ela se Encontrar com uma cafetina chamada Aretusa Becker. Então Elisa entrega o flat de Curitiba, se muda para São Paulo, aluga um novo flat no Itaim Bibi e foi até o casarão
da Aretuza, que ficava em Boema, que era uma propriedade gigantesca onde festas aconteciam por lá. E aí ela se encontra com a Aretusa pela primeira vez. O local, apesar de ser gigantesco, era bem discreto, então você não conseguia ver nada além do muro. E aí tinham 12 câmeras seguranças. A propriedade ficava em um terreno de 2000 m cercada por animais. Empresários, políticos, atores famosos, estrangeiros, cantores internacionais, pilotos da Fórmula 1, jogadores de futebol, agentes esportivos, todos batiam ponto lá. As festas aconteciam de quarta a sábado e o local era super bem decorado com sofás de
couro, com bar, garçom, e lá tinham muitas festas e também não era só um ponto de encontro, lá também tinham eh programas que esses homens poderiam Fazer e aí a cafetina ficava com 60% do valor que era o que ela cobrava. E aí esses programas poderiam custar até R$ 8.000. Mas essas garotas que ficavam na mansão eram garotas muito lindas, que pareciam modelos, que falavam várias línguas e tal. E aí além desse local que era paraas garotas, as melhores garotas da cafetina, ela decidiu abrir um segundo local que foi uma boate no baixo Augusta que
era basicamente para garotas que não fossem como as da mansão, né? Além disso, era voltada para um público que não tinha R$ 8.000 para pagar num programa, mas poderia pagar entre R$ 300 e R$ 400. Quando a Elise fez uma entrevista com a Aretusa, ela disse que ela era uma prostituta de luxo de Curitiba, mas a Aretusa disse que o que era de luxo em Curitiba era bem diferente do luxo de São Paulo. Depois de uma conversa e da Aretusa explicar tudo pra Elise, ela disse que ela não era com as suas garotas de luxo,
mas que Ela tinha esse segundo lugar se ela quisesse ir até lá. Então a Elise vai e lá ela conhece o gerente, um homem chamado Joel, que explicou para ela que ela poderia trabalhar ali, que eles cobravam 300 o programa, que metade ficava para casa e que ela precisaria aprender algumas coisas, como por exemplo, dançar no polyance e até atuar como garçonete ou na cozinha nas horas vagas. Lá a Elise ficou amiga do Joel e ela também conheceu uma garota chamada Chantal e também ficou amiga dela e a Chantal deu alguns conselhos pra Elise. Ela
disse que tinham sites onde ela podia fazer um perfil, colocar algumas fotos e aí os homens iriam até ela através do site. O site era voltado para profissionais que habitavam entre a prostituição de luxo e a prostituição praticada em casas noturnas. E aí a Elise disse que ela tinha muito medo que alguém da sua família descobrisse o que ela estava fazendo. O Joel disse que ele Poderia levar alguns clientes para ela por fora e aí ele queria uma porcentagem de 30%, a Elise topou e era uma coisa que ela não poderia fazer porque a Aretusa
queria que todas as suas garotas trabalhassem apenas para ela e não por fora, né? Então era uma coisa que eles faziam as escondidas. Até que um dia o primeiro namorado da Elise, aquele lá do shoppingzinho, estava em São Paulo para um trabalho e alguém indicou para ele a boate onde Elise trabalhava. Então ele Vai até lá e ele tava bêbado, então ele olha para ela, mas ele não a reconhece imediatamente porque ela tava muito diferente, né? O cabelo de outra cor já faziam alguns anos. Mas ao se aproximar dela, ele a reconheceu imediatamente e a
Eliz começo, fingiu ser outra pessoa. Quando Pedro ameaçou contar o que ela estava fazendo para todo mundo de shoppinzinho, ela pegou ele, levou até o seu flat e lá ela contou para ele tudo que tinha acontecido e por ela tinha Saído sem se despedir, porque ela tinha abandonado o shoppingzinho. E eram coisas que ele nem imaginava, né? Então ela contou todos os abusos, tudo e ele ficou mexido com a história e decidiu guardar aquele segredo. Disse que não contaria para ninguém. E aí a Chantal, amiga da Elise, é descrita no livro como uma pessoa muito
linda, com rosto perfeito. E aí ela se especializou em estado do masoquismo. Então ela vivia coberta por hematomas. Ela era espancada Em praticamente todos os programas. Para ajudar a amiga, Elise usava suas habilidades como técnica de enfermagem para cuidar daqueles hematomas. No livro, Ulisses relata toda a história da Chantal, que é muito triste, porque ela trabalhava muito para sustentar a faculdade do irmão. O plano dela era que ele se formasse, se eu não me engano, ele fazia odontologia, então ele ia se formar, eles iam abrir um consultório e ela finalmente poderia largar a Prostituição. A
mãe dela também tava doente e ela se desdobra para conseguir dar conta e pagar tudo. A Elise tava fazendo poucos programas, ela precisava de dinheiro e acabou ouvindo aquele conselho do Joel e da Chantal de fazer um perfil nesses sites. O site era basicamente um bordel virtual chamado Mclass. A Elise se encontrou com o proprietário. Ele disse que ela precisaria fazer uma sessão de fotos e um vídeo para assinantes. Além disso, Ela tinha que pagar por essas fotos e tudo mais e também pagar para ter o perfil ativo no site. No anúncio, ela se identificou
como Kelly, né, o seu alter ego. E mais tarde, quando toda a família iria descobrir o que ela tinha feito, esse nome causaria muita desavença. Lembra que eu falei para vocês que o pai da Elise tinha uma segunda família com uma mulher chamada Teresinha, que também sofreu muito. E a Teresinha tinha uma filha com ele chamada Kelly. Quando Elise postou o seu anúncio a Kelly, sua meia irmã tinha 18 anos. E aí familiares acabaram encontrando aquele anúncio da Elise com o nome da Kelly e ela ficou muito assustada ao ver a Elise usando seu nome.
Então as duas eram meio parecidas. E aí alguns amigos da Kelly viram esse anúncio, né, nesse site de acompanhantes e começaram a perguntar para ela quanto ela cobrava no programa. E ela ficava extremamente brava com isso. Ela tava revoltada e queria tirar Satisfação com a Elise, mas a sua mãe Terezinha não deixou. O perfil da Elise estreou no site no dia 1o de setembro de 2004 e aí a maior parte da sua demanda vinha da plataforma. Ela cobrava R$ 300 por programa e começou a faturar cerca de R$ 30.000 R$ 1.000 por mês. Ela cronometrava
o tempo de uma hora com cada cliente. Então ela colocava um CD que dava exatamente uma hora. Então quando acabava o tempo tinha acabado. E aí ela começa, né, a fazer os programas E tal. E quando chegava algum cliente esquisito ou que pedia coisas que ela não queria fazer, né, ela mandava esses clientes para Chantal. Eram clientes mais bruscos e gostavam dessas coisas. Enfim, tem uma parte do livro que é bem dedicada a essa questão da prostituição, os seus perigos, histórias de várias prostitutas e também várias informações sobre a regulamentação da profissão. Até que certa
noite a Eliza estava muito cansada de ter trabalhado o dia todo. Ela tomou um banho, colocou uma camisola e foi relaxar tomando uma taça de vinho. Ela não tinha mais nenhum cliente até que a campanha tocou às 10 horas da noite. Ela achou muito estranho porque a portaria não tinha avisado para ela que alguém estava subindo. Então ela se assustou e ela abriu a porta sem tirar aquela correntinha. Então, a porta abriu o som um pouco, né, porque ela não sabia quem era. E aí ela viu um homem de 30 e poucos anos que vestia
roupa social e Tinha cabelos pretos. Ele usava óculos e uma aliança de ouro. Então, obviamente, ele era casado, assim como praticamente todos os clientes dela, o que dificultava que ela encontrasse um marido. O homem trouxe com ele um buquê de rosas colombianas e uma garrafa de vinho que custava R$ 2.000. Ela perguntou se ele tinha a hora marcada e ele disse que não, que ele tinha um apartamento ali perto, tava passando por ali e decidiu ir até o apartamento dela E resolveu perguntar se ela tava livre. Esse homem era Marcos Quitano Matsunaga. Marcos nasceu em
1o de outubro de 1970 em São Paulo. Ele era neto de Yoshisukitano, o imigrante japonês que fundou a empresa alimentícia Yok na década de 60. O Marcos passou sua infância no bairro do Parque Continental, zona oeste de São Paulo, próximo ao Butantã. Ele estudou nos melhores colégios da região, concluindo seus estudos em 1988 no prestigiado Colégio Santa Cruz. Sobre a infância dele, as informações disponíveis são limitadas. Seu pai era Mitsu Matsunaga Si Yoda Yok. A sua mãe era Misako Kitano Matsunaga, filha do fundador da empresa. Segundo relatos de familiares, Misako cuidava da casa e não
trabalhava fora. Ambos os pais de Marcos nasceram no Japão e emigraram para o Brasil. O Marcos tinha um irmão mais novo chamado Mauro. Então o casal juntamente com a irmã de Mizako detinha a maior parte das Ações da indústria de alimentos Yok. Em 2010 faturavam em média R 1 bilhãoais por ano e empregavam 5.200 trabalhadores. A marca Yok surgiu de fato na década de 80. O pai do Marcos antes atuava no mercado com fabricação de amortecedores para veículos leves, pesados e motocicletas. Com o tempo ele se desfez do negócio e investiu o capital na empresa
da família da esposa, tornando-se sócio e mais tarde sendo elevado ao posto de CEO. Depois do Ensino médio, Marcos estudou a administração na Fundação Getúlio Vargas para assumir o controle da empresa construída pela família. Mais tarde, ele se tornou diretor executivo da empresa com foco na área agrícola. Ele tinha uma participação simbólica de menos de 1% nas ações das empresas subsidiárias do grupo, ou seja, ele não participava das tomadas de decisões importantes. Segundo funcionários, ele era um chefe metódico, organizado e respeitado. Ele falava Baixo, ele costumava ser calmo, respeitava os funcionários, mas ele se alterava
com facilidade, principalmente quando os subordinados cometiam erros. Além disso, ele mantinha sua vida pessoal reservada. Já o caçula da família, o Mauro, dois anos mais novo, foi diretor de logística e depois encarregado da área industrial. Os irmãos tinham personalidades absolutamente opostas e o Marcos era o preferido da mãe, que tinha conhecimento Das loucuras do filho e as acobertava. Na adolescência, por exemplo, o Marcos usava o cartão de crédito da mãe para bancar viagens e farras com prostitutas de luxo. Já o caçulamauro era um homem discreto, sério e bem mais próximo do pai. Ele era caseiro,
tímido e tinha saúde frágil. Não bebia. Ele era casado com a namorada da adolescência e raramente saía à noite. A forma diferente com que os irmãos levavam a vida acabou criando um abismo entre Eles, que não frequentavam a vida um do outro e raramente se falavam por telefone. Eles só se encontravam nas reuniões da diretoria da Yok. Na empresa o salário bruto dos irmãos era de 31.000 cada, mas esse valor não bancava nenhum da vida que Marcos levava. Para engordar os sentimentos, ele montou escondido da família uma empresa de exportação dentro da própria Yok. Era
com o dinheiro dessa empresa, cujo faturamento médio anual chegava a 32 milhões de dólares, que lhe Custeava a vida de luxo, além de viagens excêntricas ao redor do mundo. Na época, o Marcos era casado com Lívia de Souza Pontes e eles moravam numa mansão no Alto de Pinheiros. O casal tinha uma filha pequena e depois de uma tentativa de assalto na residência, o Marcos passou a andar armado o tempo todo e iniciou sua coleção bélica. Além de frequentar aulas de tiro, ele dirigia uma BMW blindada e sempre deixava itens de luxo em casa, como relógios
Rolex, Quando ele ia um encontro de prostitutas no apartamento do centro. Nesses momentos, ele também usava outro carro que era uma pajiro TR4 blindada. Nessa parte do livro, UICE cita uma prostituta bem conhecida em São Paulo, de 28 anos, chamada Tati Chanel. Ela conseguiu seus clientes pela internet. Na época ela tinha um blog com 36 fotos bem produzidas e um número do telefone. Então isso foi na década de 2000. Na época o Marcos tinha 31 anos e ele Contratou seus serviços. Ela foi até o seu apartamento, que era um local bem limpo e arejado. E
o Marcos tinha vários imóveis e ele tinha esse específico que era só pros seus encontros, né, pros programas. Então ela chegou, ela entrou e aí ele fala para ela que ela era bem diferente da foto, então ele pagaria R$ 50 e ela podia ir embora. Mas ela responde que agora ela já tinha entrado, ela já tava ali, eu tinha que ter dito isso antes e agora ela queria o valor do Programa, né, o valor total. O Marcos insistiu que ela fosse embora e jogou uma nota de R$ 50 no colo dela. Ela respondeu que ainda
faltava R$ 150 e aí a tensão entre eles aumenta quando ela pega o telefone e fala que tá fazendo uma ligação e ela fala em voz alta: "Delegado Guzmão, preciso de um favor. Você poderia mandar uma viatura aqui para Bela Vista para resolver um BO? Antes dela conseguir falar o endereço na ligação, ela sentiu alguma coisa na sua Nuca. Era a ponta de um fuzil AR15, o mesmo modelo usado pela Polícia Civil e Militar de São Paulo. Essa arma portátil custava na época R$ 45.000 e ela fazia parte do acervo de 33 armas que o
Marcos tinha avaliado em 300.000. Só as munições do fuzil custavam R$ 10.000. A Tati levou um susto tão grande quando ela viu o fuzil que ela não conseguiu falar mais nada. Ele tomou o celular da mão dela e jogou com tanta força na parede que o aparelho quebrou. E aí ele Começou a apontar a arma no peito da Tati. Ela começou a chorar, implorar que ele não fizesse isso. E aí ele começou uma tortura psicológica. Ficava passeando com o cano da arma pelo rosto dela. Ela começou a rezar em voz alta até que o Marcos
rasgou a blusa dela e mandou ela embora. Então ele colocou ela na rua daquela forma nua e chorando. E aí ela foi embora na rua deserta. E basicamente o Marcos tinha duas vidas completamente opostas. Ele tinha face Nobre que era assumida pelo pai de família, empresário de respeito. E aí do outro lado ele era viciado em prostitutas e era extremamente violento. Na hora de escolher uma profissional, o empresário ia do luxo ao lixo. Ele saía com garotas baratas, assim como a TATI, e também saía com garotas de alto padrão, cujas despesas poderiam chegar a R$
10.000. Então ele tinha dois apartamentos basicamente separados só para isso, para esses encontros. Então Tinha esse primeiro apartamento que foi o que ele levou a Tati, que era um apartamento mais simples, mantido no centro de São Paulo, que era para receber essas prostitutas de valor mais baixo. Já para modelos sofisticadas de valor mais alto, ele recebia elas em um flat no Itaim Bibi. Por uma questão de segurança, ele tinha pavor de sequestro, então ele não abordava as mulheres na rua e raramente ia para mot. Para manter essa vida dupla, ele tinha dois números Do celular.
Então, um deles era só para falar com as garotas de programa e aí ele nunca levava esse celular para casa. Os amigos da alta roda, né, pessoas que trabalhavam com o Marcos, nem sonhavam com essa vida dupla, mas ele tinha alguns amigos que tinham o mesmo perfil e faziam basicamente a mesma coisa que ele. Então, esse segredo era mantido entre eles em sigilo. O vício do Marcos em prostitutas escondia uma patologia conhecida como ninfomania. Nos homens, Esse transtorno é chamado de satiíase, que é basicamente o impulso sexual excessivo. Marcos também era portador de uma síndrome
chamada timidez do amor, cuja maior característica é a incapacidade de seduzir uma pessoa de forma natural por causa de ansiedade crônica e excesso de acanhamento. Convivendo diariamente com prostitutas, o empresário costumava se apaixonar por elas, que também se envolviam emocionalmente com ele. Em 2002, ele Contratou por R$ 600 uma profissional chamada Luzia Savóia, conhecida como Luluzinha. Seu currículo era invejável, já tinha sido dançarina do programa Raul Gil e pousado pra revista Sexy. Ela tinha 27 anos e o Marcos 33 quando o romance começou. Quando o Namoro completou se meses, ele deu de presente para ela
uma pajiro TR4 nova. E mesmo saindo frequentemente com ela, o empresário encontrava-se escondido com outras profissionais e ainda encontrava Tempo para se dedicar ao casamento. Por outro lado, ele exigia exclusividade das prostitutas que não podiam sair com outros clientes, mas a fidalidade custava caro. Ele pagava mesadas de até R$ 30.000 para bloquear a agenda delas. Em um jantar, a Luluzinha teve oportunidade de fuçar o celular dele e descobriu que estava sendo traída. Ela fez um escândalo, gritava que aceitava que seu namorado fosse casado, mas não admitia encontros com outras Prostitutas. Conforme o ciúme foi aumentando,
Marcos perdeu o encanto. Ela ficou com o carro, mas perdeu a mesada. No livro Lice se cita outras prostitutas que também saíram com o Marcos. O Marcos era uma pessoa de poucos amigos e como ele mantinha nessa vida dupla, ele também se tornou uma pessoa bem fechada. No seu papel de homem de família, ele raramente fazia programas sociais com a esposa. E já na sua outra vida, ele tinha dois amigos, o Paolo, que era um Engenheiro de 39 anos, e o Lincoln, o supermercandista também viciado em sexo. Juntos eles batiam um ponto toda semana na
mansão da Aretusa, além de outros prostíbulos e também sites de acompanhantes. Eu citei para vocês esse encontro do Marcos com a Tati, né, e a forma como ele do nada pegou uma arma e começou a ameaçar ela. E no livro cita vários outros encontros que ele teve com garotas de programa que também foram ameaçadas pelo Marcos. Até que um dia Ele convida o Lin com um dos seus amigos para almoçar com uma das garotas de programa dele. O Marcos chegava a namorar com três garotas de programa ao mesmo tempo. Então ele já estava quase três
meses com a Eli, mas ele não tinha terminado totalmente com a Luluzinha. Então eles estavam, né, todos juntos nesse restaurante. Quando a Luluzinha entra, encontra o Marcos lá e começa a fazer um barraco. Então as duas começam a brigar e o gerente manda eles saírem Do restaurante, senão ele vai chamar a polícia. Então o Marcos decidiu terminar com a Eli, depois ele ligou pra Luluzinha terminando tudo definitivamente, chegou até ameaçar ela de morte. Depois de todo esse barraco, o Marcos e o Lincoln decidiram dar um tempo dessas garotas sem classe e investir um pouco mais
em profissionais de luxo, as de nível intermediário que cobravam na internet entre R$ 300 a R$ 500 o programa. Certa noite, quando eles Estavam na mansão da Aretusa, ela apresentou uma garota chamada Alícia pro Marcos. Ela era lindíssima, tinha 26 anos e queria ser atriz. Então, ela iria acompanhar ele durante uma viagem na unidade da Yok do Mato Grosso. Então, eles foram e tudo mais e depois disso eles se tornam amigos. Então, voltando agora à aquele momento onde o Marcos apareceu no apartamento da Elise, aí ela deixa ele entrar e ali acontece o primeiro programa
com o Marcos. Aí Depois eles conversam, ele admite que é casado, que tem uma esposa, que tem filha, afirmou encontrar na calmaria do lar o combustível para poder viver essa vida dupla, essa vida onde ele era livre, com outras mulheres, né, com quantas ele quisesse. E aí ela percebeu que ele era rico pelas roupas, acessórios, relógio e tal, mas ele não tinha falado para ela que ele era milionário. Por volta das 4 horas da manhã, ele decidiu ir embora e pagou R$.00 pelo programa. E durante o livro tem várias falas eh do Marcos quando ele
falava sobre uma garota de programa, a forma como ele citava essas mulheres era sempre como se elas fossem um objeto. E tem vários trechos disso pelo livro. Mas a primeira vez que ele falou da Elise, que no caso estava como Kelly, ele foi muito respeitoso, disse vários elogios e aí os amigos até perguntaram se ele tinha se apaixonado. E aí ele manda mensagem pra Elise para se encontrar com Ela naquela noite. Ele vai até o Flat e ele já estava lá 2 horas quando o celular dela começa a apitar com várias mensagens chegando. Ele percebeu
que eram outros clientes mandando mensagem para ela e perguntou quantos clientes ela ainda tinha naquela noite. Ela disse que pelo menos mais três. Ele mandou ela cancelar todos porque ele ficaria ali até o café da manhã. Nesse dia, o Marcos mentiu paraa esposa que ele tinha uma reunião no município de Nova Prata e ele Precisava ir para lá. A esposa acreditava nas viagens falsas do marido e ela nunca deu o trabalho de investigar para ver se era verdade, se ele realmente estava nos lugares que ele dizia. Como o Marcos falou que ia ficar lá, ele
pediu um jantar, pediu um vinho caro para eles e ele ficou realmente até outro dia. Ele foi embora meio-dia e pagou R$ 2.500 em dinheiro pra Kelly. E aí ele combinou de sair com os amigos na mansão da Aretuza no dia seguinte, que Era uma quinta-feira, então era meio que uma coisa tradicional para eles. Eles sempre iam lá. O Marcos sai da festa sem nenhum acompanhante e ele decide direto pro apartamento da Elise sem avisar ela. E quando ele chega lá, a porta tava trancada porque ela tava com o cliente. Então ele senta do lado
da porta e fica esperando até o cliente ir embora. Depois de duas horas o homem saiu e ele entrou. E aí ela disse que eles não tinham marcado hora, então ela não podia Atender ele e que ela tinha outro cliente chegando, ele precisava ir embora. Mas ele ignorou tudo que ela disse, deitou na cama e dormiu. A Kelly cancelou o próximo cliente e aí o Marcos só acordou às 10 da manhã com muitas mensagens e ligações perdidas no celular. A esposa tinha ligado, o trabalho tinha ligado também. Ele se desculpou e saiu às pressas sem
pagar nada. Mas aí ele entra em contato com ela para acertar a conta e ele disse que Queria se retratar pela inconveniência. Então ele leva ela para jantar num dos restaurantes mais badalados de São Paulo. Ele foi buscar a Kelly pontualmente às 8 da noite. E aí ela ficou um pouco chocada com o cavalirismo porque ele abriu a porta do carro para ela, ele tava todo de social. Ela viu que ele tinha uma BMW de luxo e ela começou a perceber que nenhum homem tinha feito uma gentileza daquelas para ela. Então, eh, eles foram jantar
e aí Ela viu que ele conhecia muito da gastronomia. Então, ela prestava atenção em tudo que estava acontecendo. E depois do jantar eles foram pro apartamento dele no Itaim. Quando eles chegaram, a Elise deu um grito de pavor, porque tinha um javali no canto da sala. O animal estava embalsamado, mas parecia vivíssimo. O Marcos praticava caça esportiva e costumava levar alguns animais para serem embalsamados e ele colocava eles nos seus apartamentos. Para ele eram considerados troféus, né? E aí eles dormem lá no apartamento pela manhã. Ele leva café da manhã na cama pra Elise e
pergunta qual o seu nome verdadeiro. O Marcos disse que estava apaixonado e aí ela respondeu que quando ela também estivesse apaixonada ela diria o seu nome verdadeiro e aí ele disse que esperaria pacientemente e pagou R$ 4.000 pelo programa. Em 2004, depois de sair por dois meses com o Marcos, a Elise garantiu pra sua amiga Que ela estava apaixonada. Eles se viam pelo menos duas vezes por semana e eram encontros românticos, mas também remunerados. Ela também saía com outros clientes. E aí o Marcos perguntou quanto ela ganhava mais ou menos por mês. E ela disse
que cerca de R.000 porque ela tinha muitos gastos, ela tinha que pagar o flat, ela ia começar a fazer cursinho, ela queria cursar direito, que também era muito caro, então ela precisava trabalhar. Até que um dia, em um desses Encontros com o Marcos, ele perguntou quanto ela cobraria para ser exclusiva dele. Ela disse que 30.000 e que aí ela, né, teria esse namoro com ele, ele pagaria os 30.000 1 e ela poderia tirar o perfil dela do site. O McLass também pedia exclusividade, então sempre tem essa questão da exclusividade. E aí ela conseguia alguns clientes
por fora através de uma cafetina chamada Violeta. Quando o dono do McLass descobriu que ela tava pegando esses encontros por Fora, ele tirou o perfil dela do ar e coincidiu exatamente com a época que o Marcos perguntou quanto ela queria para tirar o perfil do ar. Então quando ele entrou lá já não tava mais lá. Ele ficou eufórico quando viu que o perfil dela tinha sido excluído. Então ele passou numa floricultura, comprou flores, foi até o flat, ele tava emocionado e perguntou qual era o seu nome verdadeiro e ela respondeu que era Elize. Depois de
negociarem as cláusulas do namoro, eles Começaram a se ver sempre, a sair sempre. Então eles eram muito afetuosos em público, sempre grudados. Os principais amigos do casal era o Paolo, o Lincoln, que eram esses dois amigos do Marcos e a Alícia. Os amigos ficaram muito chocados ao verem os dois juntos, porque o Marcos nunca tinha ficado dessa forma com ninguém e ele nunca tinha demonstrado isso nos outros relacionamentos que ele teve. Então, era um excesso de zelo, de cuidado, de Atenção que ele dava pra Elise, até que ela contou certo dia toda sua trajetória para
ele e ele ficou ainda mais comovido. E aquele sentimento de proteção e acolhimento se tornou ainda maior, porque aquela história de uma vida super penosa despertou nele empatia e paixão. No fim do desabafo, Elise estava trêmula com os olhos marejados quando ela disse que ela tinha o sonho de estudar, se casar e ser mãe. Agora não havia mais segredos entre eles e a Elise se sentia leve. Juntos, o casal fazia diversos passeios, iam para restaurantes badalados, iam para zoológico, que era uma coisa que eles gostavam muito. Além de outros lugares públicos também, juntos eles tiravam
fotos, faziam promessas de amor e o Marcos agia como se ele não fosse casado. Em um jantar com os amigos, o Marcos começou a demonstrar carinho de forma excessiva, como se não tivesse mais ninguém por perto. Quanto mais ele Defendia o namoro dele com a Elise pras pessoas, mais a Elise sentia que ela seria resgatada da prostituição. Na terceira semana juntos, o Marcos levou a Elise em uma viagem que ele ia fazer pela Yok em São Bernardo do Campo. Então ele leva ela, eu acho que na verdade foi a mesma viagem que ele fez com
a Alícia. E aí ele leva ela para vários lugares e a Elise ainda não tinha recebido os 30.000 que eles combinaram, né, para ela ser exclusiva. Quando ela falou sobre o Assunto, ela disse que seu aluguel tava quase vencendo. Aí o Marcos enrolou ela dizendo que pagaria ela até o quinto dia útil. Só que ela tinha vários boletos para pagar e não tinha visto a cor do dinheiro. Então ela decidiu não abrir mão de alguns clientes especiais até que o Marcos realmente pagasse ela pela exclusividade. O Marcos tinha saído para fazer uma viagem em família
e quando ele voltou dessa viagem, ele foi direto pro Flash. Chegando lá, ele deu um telefone Novo para ela com um número novo também, era um celular de última geração, entregou para ela e exigiu que ela desse o antigo para ele. Ele queria fazer isso para que ela não tivesse tempo de pegar nenhum número no celular antigo. E ele também exigiu que ela entregasse o flat, porque assim não teria a possibilidade dos homens que ela recebia encontrarem. Na semana seguinte, ela se muda para o apartamento dele no Itaim Bibi, que era um apartamento que ele
mantinha para Poder se encontrar com garotas de programa de luxo. Essas atitudes autoritárias e abusivas não passaram despercebidas pela Elise, mas ela achou que ele tava fazendo tudo aquilo simplesmente por amor. E aí a Chantal tentou alertar ela sobre todas essas coisas. Ela disse que esse tipo de violência era uma coisa que ia crescendo. E aí o Marcos também pediu para Elise se livrar de todas as coisas que ela tinha da época da prostituição e Gastou quase R$ 40.000 R$ 1.000 para renovar o guarda-roupa dela com roupas de uma mulher de família. Segundo a definição
dele, a Elise nessa época não sabia que o Marcos tinha dois celulares. Até que ela descobriu e perguntou para ele porque que ele tinha dois. Ele disse que um era só para resolver coisas do trabalho e que era nesse celular que ela falava com ele e que o outro era para falar apenas com a família, quando na verdade ele usava um celular para falar Com pessoas do trabalho, da empresa, familiares, e o outro era só para falar com as garotas de programa e marcar os encontros. Só que Elise não sabia disso. E aí o Marcos
faz o primeiro pagamento paraa Elise e ele paga R$ 20.000 ao invés de 30, né? Então faltava um 10. Ele disse que pagou 10.000 a menos, porque ela não tinha mais aquele gasto mensal com aluguel. E aí eles ficam acertados então que seria 20.000 por mês pela exclusividade. Certo dia, Elise Estavam no apartamento com a sua amiga Chantal. As duas estavam lá, até que a Elise percebe que alguém estava tentando abrir a porta. A pessoa não conseguia abrir porque a chave tava ali na fechadura. Então ele foi abrir a porta para ver quem era e
se deparou com uma mulher de 30 e poucos anos, bonita, bem vestida e com sotaque gaúcho. A Elise perguntou quem ela era e ela respondeu: "Sou a esposa do Marcos e você". A Elise ficou em choque porque ela nunca tinha Visto o rosto da Lívia, nem fotos. De repente ela tava ali e a Chantal decidiu assumir a situação e diz que as duas eram universitárias e estavam alugando o flat. A Lívia respondeu que ela sabia que o marido iria alugar alguns dos seus imóveis, mas não sabia que esse seria alugado. Então, ela se desculpou por
ter aparecido lá do nada e quando ela tava prestes a sair, a Chantal convidou ela para entrar e tomar um café com elas. Meio acanhada, a Lívia aceitou e entrou No apartamento. E aí a Elise mandou mensagem pro Marcos contando o que tava acontecendo. Ela tava tremendo e o Marcos em choque que a esposa tava lá junto com a namorada. A Elise resolveu sustentar aquela história de que as duas estavam alugando o apartamento do Marcos, mas ele disse para tirar a esposa dele de lá imediatamente. Então de repente Elise entra dizendo que a Chantal precisam
sair às pressas por conta de uma emergência. A Lívia se Despede delas dizendo que ela não tem muitos contatos em São Paulo, pessoas para sair. Então ela troca de número com a Chantal. Ela disse que tinha gostado dela. Falando um pouco sobre a Lívia, o Marcos conheceu ela na fábrica da Yok, no Rio Grande do Sul. Ela era uma das funcionárias e chamou a atenção dele. Então ele a convida para jantar. Em duas semanas eles já estavam namorando firme e ele até pediu a bênção dos pais dela. O Marcos tinha 33 anos e a Lívia
28. Então ele era um dos herdeiros da empresa, né? A mãe dela falou pra filha que aquele seria um ótimo namoro. Em se meses eles se casaram. A festa tinha 400 convidados, custou quase meio milhão deais. E a vida da Lívia mudou como num conto de fadas. Um dia ela era operária de fábrica e no outro ela era casada com um dos herdeiros, né, de uma das maiores empresas alimentícias do país. No começo casamento era ótimo, eles viajaram muito, tudo era perfeito, até que mais Ou menos meses depois a relação começa a ruir. Nesses primeiros
meses, o Marcos tinha parado de eh sair tanto com os amigos, de fazer programas com prostitutas e tal. E aí ela percebeu, né, a Lívia, que ele tava mudando, ele ainda tratava bem e tal, mas ele voltou a sair com esses amigos sem que ela soubesse. E aí ele volta para aquela vida e passa muito tempo fora de casa, sempre culpando o trabalho. Então, às vezes ele ficava até 2 horas da tarde Fora de casa e dizia que ele tava trabalhando muito ou fazia muitas viagens por conta do trabalho, o que fez com que a
Lívia ficasse muito sozinha. Então, ela fazia viagens frequentes pra casa dos pais no Rio Grande do Sul. E ela dizia pra mãe que tava deprimida, mesmo morando numa mansão com oito empregados, eh, uma mansão de 3.000 m². E a mãe dela dava vários conselhos para ela manter o casamento. E ela respondia que era difícil manter um casamento Quando o amor havia acabado. E aí ela tava muito deprimida e foi aí que ela teve a ideia de cuidar de todos os imóveis que o Marcos tinha, como se fosse mesmo uma corretora de imóveis. Então ela tava
fazendo o levantamento de todos eles. E foi assim que ela chegou no flat do Itaim Bibi e encontrou a Eliz e a Chantal. Depois do encontro, o Marcos exigiu que ela deixasse esse trabalho paraa corretora e que ela não fizesse mais isso. Ela obedeceu e aí Depois que eles já estavam casados há 4 anos, ela engravida e tem uma menina. A paternidade transformou eh o Marcos em um ótimo marido, um marido mais presente. Ele parecia mais feliz e tal. Só que aí um mês depois do nascimento da bebê, ele estava oficializando o namoro com a
Elice. Ele conciliou o casamento com o namoro com a Elise por pelo menos 3 anos. A princípio, a Lívia tava muito ocupada com a bebê, né, cuidando da criança. Até que um tempo depois ela Resolveu remexer no passado e perguntou pro Marcos sobre aquela mulher chamada Elize, que ela viu naquele flat do Itaim. Aí ela perguntou se ele conhecia a Elise, ele respondeu que não. E aí ela disse que ela nunca encontrou o contrato de locação daquele imóvel e que o porteiro disse que a Elise morava lá sozinha há mais de um ano. O Marcos
disse para ela deixar os seus imóveis de lado e esquecer isso. E aí ela conta que no dia que ela entrou no apartamento, Ela viu a Elise escondeu uma foto do Marcos. Tinha uma foto dela e uma foto do Marcos no apartamento. Então quando ela entra, ele se esconde, mas ela viu. E foi a partir desse momento que a máscara dele começa a cair. Sem qualquer explicação, a esposa deixou de ser pacífica no casamento e naquele dia ela tinha trocado o número com a Chantal. E aí as duas começaram a ficar muito amigas. Elas se
viam pelo menos uma vez por semana. E aí, segundo a Lívia, um Dia Chantal teria contado para ela que a Elise era namorada do Marcos e que ele sustentava ela há mais de 2 anos. E essa é a história que a Lívia conta, que a Chantal teria confidenciado em segredo isso para ela, mas a Chantal jura que nunca contou isso para ela, porque ela também era amiga da Elise e que na verdade a Lívia descobriu isso através da corretora. Essa questão do imóvel teria sido pivô do fim do casamento da Lívia e do Marcos. E
aí um dia ela pediu Que ele provasse que a Elise realmente era uma inquilina. Aos berros, o Marcos teria posto a verdade para fora, dizendo que a Elise era sua mãe até 3 anos, e que ele queria acabar o casamento e era para Lívia pegar suas coisas e sair da casa dele naquele instante. A Lívia ficou com medo de ser espancada que alguma coisa acontecesse. Ela sabia que havia muitas armas na casa. Então ela pegou a filha e foi para um hotel naquela noite. Ela já tinha arrumado as Coisas dela para ir embora e tal.
E aí antes de ir embora ela decidiu passar no apartamento, né, no flat, que a Elise estava morando no dia seguinte. Então ela chega lá com a filha no colo e pede para conversar com ela e diz que queria dar um conselho, mesmo sabendo que a Elise não iria segui-lo. O conselho era para Elise pular do barco enquanto ainda havia tempo. Ela disse que o Marco se apresenta como um homem romântico, amoroso, mas na verdade é altamente Perigoso, cruel, desequilibrado, machista e muito violento. Ele vai te mostrar um mundo maravilhoso e você ficará cega depois.
Ele vai destruir sua vida e quando você se dar conta já é tarde demais. A Elise respondeu que a sua história com o Marcos seria diferente, mas ela agradeceu o aviso depois de fazer profecias ali pra amante do Marcos, que mais tarde se provariam verdade, né? A Lívia, que estava com a filha no colo, com as malas prontas, Voltou a morar em Nova Prata, onde os seus pais moravam, e ela passou a receber R$ 8.000 de pensão do Marcos, porque o salário dele declarado na IO era R1.000. >> [roncando] >> Então, do nada, a vida
dela muda de novo, completamente. Agora, ela tinha só esse valor eh para cuidar da filha, para sobreviver. Ela entrou em uma depressão profunda e no livro conta bem toda essa parte e é bem triste assim tudo que ela Passou. A Elise ficou bem mexida com o discurso que a Lívia fez para ela antes de ir embora, mas ela preferiu comemorar que agora o Marcos estava livre e desimpedido. Logo depois, o Marcos assumiu a Elise como sua namorada e começou a apresentar ela pros seus amigos e pras pessoas como namorada dele. Eh, ele continuava pagando os
20.000 por mês, mas não saía com outros homens. E aí, de todas as amizades da Elíia, a única que ela manteu foi a da Chantal e do Joel, que era o gerente. E o Marcos não gostava dos dois, implicava com eles. Mas Elise argumentava que ela não tinha como viver só em função dele. Nessa nova fase, segundo o Paolo e o Lincoln, o Marcos parou de manter contato com outras garotas de programa, exceto uma chamada Gisele, que ele já mantinha há muito tempo desde o começo do casamento com a Lívia. E no livro eles citam
que às vezes esses homens que se relacionam com muitas garotas de Programas têm uma viança e que seria a garota preferida deles e que eles poderiam abrir mão de todas menos aquela. E foi o que o Marcos fez nessa época que ele começa a namorar com a Elise, né, um namoro eh aberto, onde ele contava pras pessoas que estavam namorando ela. E ele mantinha ainda os encontros com a Gisele, que disse que os encontros profissionais que ela teve com ele duraram desde 2001 até 2008. Ela disse que eles só saíam Profissionalmente e que ele deu
um carro zero para ela e também pagou a sua faculdade. Ele pagou até ela se formar e eles só pararam de se encontrar quando ela acabou casando com um dos seus clientes, que era americano, então ela foi morar com ele nos Estados Unidos e hoje é uma esposa. Então ela casou com ele, tem filhos. Depois da separação com a Lívia, o Marcos voltou a morar com os pais. Quando ele e a Elise completaram 4 anos namorando, ele decidiu ir morar com Ela no flat do Itaim. E mesmo morando juntos, ele ainda pagava os 20.000 por
mês. Nesse ponto, Marcos começou a desenvolver um ciúme doentil pela Elise, principalmente na forma como ela gastava esse dinheiro. Como ela não trabalhava mais, ela gastava o dinheiro fazendo compras, indo pro salão. Ela vivia no salão fazendo as unhas do cabelo. Ela passava o dia fazendo musculação e ele começou a ficar muito inseguro, achando que ela queria se embelezar cada vez Mais para os outros homens. E com isso ele decidiu passar a se cuidar mais também. E aí, como ele sempre foi muito apaixonado por C, levou a Elise num clube de tiro, no clube calibre
na Lapa, que é um clube de tiro esportivo. O Marcos já frequentava o local há 5 anos e era um excelente atirador. Um mês depois, ele dá de presente pra Elise sua primeira arma, que era uma pistola Taurus. A Elise estava gostando muito de fazer as aulas de tiro, ela já tinha Melhorado muito e aí ela passou pra fase intermediária, que é quando basicamente você faz as aulas simulando situações reais, que era basicamente para trabalhar aspectos essenciais na prática de tiro, como postura, agilidade e reflexo. Mesmo sob pressão psicológica, Elise conseguia tirar no alvo central.
Ela também aprendeu a fazer rapidamente a recarga de munição, troca de pequenas peças e até limpeza das armas. Como a Elise não tinha trabalho, ela começou a Frequentar muito o stand de tiros enquanto o Marcos estava trabalhando. Um dos instrutores disse que ela tinha uma precisão de alvo extraordinária. Segundo ele, o aperfeiçoamento dela era reflexo de muito treino a tiro seco. Quando ela praticava em casa com a pistola que ela ganhou do Marcos e praticamente tiro a seco é quando a arma não está com munição e a pessoa pratica o disparo para o treino de
manejo. Ela passou a pressionar o Marcos para mostrar a ele o Potencial dela em caças e ele prometeu levá-la nas próximas férias a uma mata no Paraná, onde a caça esportiva de javali era permitida. O casal também passou a frequentar aciduamente o zoológico de São Paulo para ver os bichos em cativeiro. Eles iam praticamente toda semana e faziam passeios no zoológico no Zo Safari, para sentir a emoção de estar perto de dezenas de animais selvagens. Foi nessa época que o Marcos comprou numa loja Clandestina de animais um filhote de Giibóia recém-nascido e deu de presente
pra Elise. A vida do casal tinha mudado. A Elise foi aprovada na Universidade Paulista para o tão sonhado curso de direito. Em 2006, ela e o Marcos estavam noivos. O casamento no civil estava marcado pro dia 8 de junho de 2009. O Marcos decidiu então comprar um apartamento para morar com a futura esposa. A ideia era fazer uma surpresa para ela. O imóvel escolhido foi uma Luxuosa cobertura duplex na vila Leopoldina. Na verdade, ele comprou duas coberturas, uma ao lado da outra. Segundo psicólogos que cuidaram da sua saúde mental, o empresário sofria de um distúrbio
conhecido como transtorno do exagero, caracterizado em vários aspectos por uma compulsão na hora de comprar bens materiais de alto valor aquisitivo. Isso era comprovado pela prática de tiro, por exemplo. Ele não tinha uma, duas ou três armas em casa, Ele tinha 33. Ele também tinha uma dega particular com 2.000 garrafas de vinho avaliada em R$ 3 milhõesais na época do crime. Ele colecionava Lego e ainda por cima tinha uma gibóia. Esse foi seu argumento para comprar as duas coberturas. Os imóveis juntos somavam 370 m². Eram seis suíts, três salas de estar e um dos quartos
foi transformado em paiol para armazenar a coleção bélica do Marcos. As portas eram blindadas e ficavam escondidas por trás de um Armário de madeira como uma espécie de bunker. Dentro havia um sistema de refrigeração independente e humidificador, além de linha de telefone exclusiva para chamadas em caso de emergência. Uma das suits tinha virado o cativeiro da Giibóia, que eles apelidaram de Gigi, que já tinha 1 ano, media e pesava 10 kg. O local tinha direito a uma minielva. Ela dormia na banheira e passeava tranquilamente, livremente, por todo o apartamento, Principalmente de madrugada. Às vezes, ela
também tomava banho de sol na área externa da cobertura. Para comemorar o novo apartamento, Marcos deu a Elise um pajiro TR novo blindado. Além disso, ele deu a ela uma das coberturas recém-cpradas avaliada em 600.000. A Elise disse que não queria mais a mesada, porque isso fazia com que a relação parecesse algo mercantil. Marcos concordou e deu a ela acesso à sua conta bancária de pessoa física. conto agora Era conjunto. Com o casamento marcado, eles decidiu arrumar as malas e ir para shoppingzinho para tentar reatar ali os laços familiares e evitar o vexame do lado
dela do casamento ficar vazio. Ela chega na casa da mãe, né? Ela foi dirigindo um carro que era enorme, então chamou a atenção ali da vizinhança. E aí chegando lá, quem abriu a porta foi o Chico. Então ele recebeu Elise e disse que a mãe tinha cedo para comprar pão. Ela entra e os dois ficam esperando a Mãe dela voltar e ali tinha um silêncio constrangedor. Foi ali que ela percebeu como ele tava diferente. Ele tava parcialmente cego, extremamente magro e bem diferente do homem que ela lembrava que correu atrás dela pelo mataga. Quando a
mãe dela chegou, ela já percebeu que talvez a Elise estivesse lá por conta do carro estacionado ali na frente. As duas não disseram uma só palavra, apenas se abraçaram e choraram. A Elise perguntou se valeu a pena viver A vida com o Chico e a mãe respondeu que ela pagava um preço alto por conta das escolhas erradas que ela fez ao longo da vida e que ela tinha descoberto, né, anos antes que ele tinha uma segunda família. A Elise disse que carregava uma dor tão forte, tão profunda, que ela não sabia onde começava e onde
terminava, que depois de viver por uma década guardando essa mágoa sem fim, por tudo que ela viveu em Chopinzinho, ela percebeu que ela só estaria livre quando Ela perdoasse a mãe. Então assim, as duas fizeram as pazes. Então a Elise contou pra mãe que iria casar com todo o apartamento da Giibóia, dos planos de estudar direito e que ela planejava se tornar especialista em vinhos nobres. E aí depois de fazer as pazes com a mãe, a Elise volta para Shoppinzinho em outro momento com o Marcos para ele conhecer a família dela. Ele pediu a mão
da Elise pra Dilta e convidou toda a família pro casamento. A Elise queria que a Chantal, Né, sua melhor amiga, fosse madrinha de casamento, mas o Marcos não deixou. Nessa parte do livro é o Ulisses conta como estava a situação da Chantal com a família dela, mãe doente e tudo mais. E aí, resumindo, ela pagava uma vizinha para cuidar da mãe dela, para pagar as contas da mãe dela e tal, porque eles estavam prestes a perder a casa. E também continuava pagando os gastos do irmão para ele se formar. Até que ela descobriu que ele
foi preso, ela pagou Advogado, aconteceu 1 milhão de coisas. A vizinha não tava pagando a casa como disse que ia pagar. Então assim, a Chantal estava cheia de problemas, precisava de dinheiro e a Elise ajudava ela sem que o Marcos soubesse. Quando ele descobriu, ele exigiu que ela parasse de ajudar a amiga e que ela cortasse relações com a Chantal, que foi o que ela fez. sem nunca dar explicações. Faltando três meses pro casamento, a Elise faz mais uma viagem Para shoppingzinho, porque a sua mãe havia descoberto um câncer no intestino em estágio inicial. O
Marcos aproveitou a viagem de última hora da esposa para fazer sua despedida de solteiro. Ele estava com os amigos e aí eles perceberam que o Marcos não saía do celular e achavam que ele poderia estar falando com a Elise. E aí na hora de ir embora ele não levou ninguém. Mas o que os amigos não sabiam é que ele estava trocando mensagens com a Chantal. Os Dois se encontraram por volta das 3 horas da madrugada no apartamento dele e ele cobrou a dívida de R$ 31.000, que era o dinheiro que a Elise tinha dado pra
amiga. E a Chantal disse que não tinha como pagar esse dinheiro, então ele disse que ela dormiria com ele 60 vezes. Dessa forma, ao longo do ano, ela quitaria a dívida e sem ter para onde fugir, a Chantal aceitou. Antes da Elise cortar relações com a Chantal, ela já tinha levado eh a Chantal no apartamento E amigos também. E ela morria de medo da cobra. Então o Marcos amarrou a Chantal numa cama, pegou a cobra e colocou em cima do corpo dela. Ela ficou extremamente estérica, ela quase desmaiou e aí no fim ela tomou coragem
e disse pro Marcos que não havia mais dívida nenhuma, que não era mais para ele procurar ela e que se ele fizesse isso, ela iria registrar dois boletins de ocorrência contra ele, um por abuso e um por maus tratos animais. A massa Funcionou e o Marcos nunca mais a procurou. Já na faculdade de direito, a Elise tinha dois melhores amigos que viviam passando por dificuldades. Ela também ajudava eles financeiramente. Eles sempre diziam que ela era conhecida ali por ser muito generosa com todo mundo. Ela inclusive arrumou um emprego na Yok paraa Janaína, que era essa
amiga dela, e que acabou se tornando também a sua madrinha de casamento. Elizaram em 17 de outubro de 2009 numa cerimônia Realizada pelo reverendo René Henrique Gots Llitch na igreja anglicana em São Paulo. Nesse dia, a Elise adotou sobre o nome do marido. A festa foi para 200 pessoas, mas somente 100 compareceram. A Elise não tinha sido apresentada a muitas pessoas da família de Marcos, como tios, primos, colegas de trabalho. E aí os convidados da noiva não interagiam com os convidados do noivo, mas apesar disso, Marcos parecia feliz. Os dois casaram sob o regime de
comunhão Parcial de bens, ou seja, todo o patrimônio adquirido por eles de forma onerosa durante o casamento passaria a pertencer aos dois. Em caso de separação, o que o Marcos já tinha em seu nome antes do casamento continuaria dele. Como a Elise não possuía bens em seu nome, depois da união, ela ficaria somente com a metade do patrimônio constituído durante o casamento. Em caso de divórcio, ela não teria qualquer possibilidade de acessar os bens da Família Matsunaga. Ou seja, o único jeito dela ter o patrimônio do marido seria se ele morresse, porque isso faria dela
herder a necessária. Depois do casamento, eles fizeram várias viagens e em uma delas, eles foram paraa Austrália, onde era permitida a caça temporária de cangurus, em razão da superpopulação que ameaçava a biodiversidade. Já no Canadá, o casal se especializou em executar alces selvagens a longa distância. Os dois fizeram um Curso de cinco semanas e obtiveram uma licença especial para caçá-los feito profissionais. Eles caminhavam horas e horas desde cedo por trilhas e pântanos e no caminho também eliminavam coiotes, gansos, guains. Quase todos esses bichos eram esquartejados e desoçados por Elise, mas os alces recebiam um tratamento
especial. O casal decepava a cabeça e depois levavam para que fossem empalhados. Algumas das caças foram penduradas na parede do apartamento do Casal como troféu. Outro hobby do casal era colecionar vinhos caros. A Elise fez cursos básicos de somelier enologia e logo começou a dominar os aspectos envolvendo aroma paladar e visual. Em uma das viagens do casal, Marcos estava na recepção reclamando com o gerente por terem manchado uma calça da Elise. Enquanto ela esperava, ela ouviu inúmeros sinais sonoros vindos do computador do marido. Foi quando ela resolveu olhar e encontrou uma conversa Dele com uma
funcionária que ele chamava de Claudinha. Ela percebeu que eles misturavam assuntos íntimos com profissionais e que inclusive tinham marcado um date para dali uma semana. Quando ele voltou pro quarto, ele tomou o computador do colo da esposa de forma abrupta. Houve uma discussão e ela começou a chorar e ele jurou de pé junto se tratar de um relacionamento profissional e que Claudinha tinha até um namorado. A Elise pediu para ler Todas as conversas do marido, mas ele não deixou e pediu um voto de confiança. Em São Paulo, as brigas continuaram. O Marcos sentia saudade da
filha que teve com a Lívia e que na época já tinha 8 anos. Segundo o que ele dizia pros amigos, a Elise o impedia de vê-la por causa da ex-esposa. A Elise teria ciúmes e fazia escândalo sobre isso. Até hoje a Elise nega ter criado obstáculos para o marido visitar a filha. Eles tinham outras brigas também por conta de Ciúmes. Eles discutiam, brigavam e depois faziam as pazes, mas ela ainda ficava chateada. Para recuperar o amor da esposa, Marcos deu para ela uma pistola semiautomática em belalibre 380 GC. O mimo reacendeu o amor. Um ano
depois, eles voltaram a brigar porque os dois começaram a nutrir mutualmente um ciúme doentil. No meio das discussões, Elise sempre ameaçava se separar e o Marcos implorava o perdão. Em meio a todas essas brigas, o casal decidiu Tentar ter um filho. Como eles não conseguiram de forma natural, recorreram à ciência. Elise fez um tratamento para engravidar em uma clínica particular e o Marcos também recorreu a um tratamento de uma clínica especializada em fertilidade masculina. Os dois acabaram abandonando os tratamentos por conta de discussões que sempre terminavam em períodos longos sem relações, o que reduzia as
chances da Elise engravidar naturalmente. Por conta das brigas, eles Frequentemente dormiam em quartos separados. Depois de um tempo, em agosto de 2010, a Elise engravidou naturalmente de uma menina. Nos primeiros meses de gravidez, ela começou a investir no projeto de abrir uma importadora de vinhos nobres. No mesmo período, a IOK passou a ser assediada por multinacionais com ofertas milionárias para ser vendida. Eles começaram as negociações de compra e venda da companhia. Foi nessa época que veio à Tona a companhia de exportação aberta por Marcos para vender produtos da fábrica ao exterior, cujo faturamento anual chegava
a 39 milhões de dólares. Documentos internos revelaram uma dívida de R$ 15 milhões deais só em créditos de exportações atrasados em nome dessa empresa secreta. Pelos planos da família, depois da venda da empresa, caberia a Marcos um bônus de R$ 100 milhões deais para ele recomeçar a vida profissional. Ele teria achado o valor Desse bônus muito baixo, mas ele e a Elise começaram a fazer planos com a futura fortuna. Ele dizia a ela que queria morar em Miami tão logo o bebê nascesse. A Eli, sem falar inglês, pensava em ficar no Brasil e abrir a
tão sonhada importadora de vinhos. No entanto, para amigos, o Marcos já cogitava abandonar a Elise e a filha e viajar sozinho pro exterior. Até que o Marcos começa a imaginar de forma obsessiva a possibilidade de ser Sequestrado ou assaltado. E o maior medo dele era chegar em casa na cobertura e ter alguém esperando por ele lá, porque eram duas coberturas bem grandes que tinham ao todo seis portas que davam acesso ao apartamento. Eram três sociais e três portas de serviço. Preger a família. Com a ajuda da Eliz, eles pegaram 20 armas daquele quarto, onde ele
guardava todas as armas e foram escondendo pela casa nos cômodos para que caso acontecesse alguma coisa, eles Pudessem alcançar uma arma mais rápido. Além das armas, também tinham armas brancas. Eles até simularam um assalto para ver quanto tempo eles levariam para chegar até uma arma. O Marcos nessa época oscilava entre indiferença e carinho. A Elise tava grávida, né? Então logo ela daria luz. E ela disse pro Marcos que ela tava com medo que a cobra deles, a Jibóy e Gigi, comesse a filha deles e queria que ele tirasse a cobra do apartamento, por mais que
ela amasse A cobra. Eles tiveram meio que uma briga por conta disso, porque o Marcos amava a cobra, disse que também era filha dele, mas daí ele pega a cobra e leva pra casa de campo do Lincoln. Então, chegando lá, pro amigo, ele começou a reclamar do casamento, falando que ele nunca deveria ter envolvido emoções e negócios. Disse que os dois estavam tendo muitas brigas e até agressões físicas. Os dois amigos decidiram ficar na casa de campo durante o fim de semana e pediram pra Detusa Mandar duas modelos que não tivessem medo de cobras até
lá. Ele ficou o fim de semana inteiro na farra e aí ele desligou o celular, então a Elise não conseguiu falar com ele. No momento de voltar para casa, ele simplesmente não conseguiu se despedir da Gigi e voltou para casa com a cobra. E aí eles brigaram porque ele tinha ficado o fim de semana todo fora. E aí eles fazem as pazes e depois o Marcos decide doar a Giibóia Gigi ao Instituto Butantã. Elize Deu a luz a sua filha no dia 15 de abril de 2011 e concluiu o curso de direito em outubro do
mesmo ano. O Marcos voltou a demonstrar carinho pela esposa e adorava a filha. Ele reformou três cômodos do apartamento pra chegada da criança. Comprou duas cachorras, uma da raçazu e uma Poodle. Ele tinha voltado a ser um homem afetuoso. Eles contrataram cinco empregadas: uma governanta, uma babá, uma cozinheira e duas fachineiras. A governanta era a única que podia andar Livremente pelo apartamento. Nesse ponto, tudo parecia bem na família. O Marcos brincava com a filha todos os dias, ajudava a dar banho e só depois ia trabalhar. Até que aos poucos ele começou a mudar, começou a
ficar frio, já não eh dava banho na filha todos os dias antes de sair. E aí ele começou a fazer exatamente o que a Lívia disse que ele faria. Ele começou a usar o processo de venda da Yok como desculpa para ele sempre ficar fora de casa. Ele saía de Casa bem cedo e voltava tarde também viajava a trabalho. Solitária, Elise começou a chorar todos os dias e desenvolveu o transtorno da ansiedade generalizada e um de seus maiores medos era perder a filha. Ela chegou a ficar quatro dias seguidos sem dormir para ter certeza que
nada aconteceria com a sua filha. E sobre o casamento, ela percebia, né, o quanto o Marcos estava mudando, mas ela queria salvar o casamento. Então ela sugeriu que eles Fizessem terapia de casal. O Marcos foi a três sessões e depois disso ele parou de ir à sessões e começou a dormir definitivamente no quarto de hóspedes. Segundo Lincoln, nessa época o Marcos escolheu ser um homem livre completamente. No livro Lisses conta que o casal confiava em um conselheiro espiritual que era o mesmo reverendo que celebrou o casamento deles, o Renê. E ele queria se encontrar com
o casal para uma sessão espiritual para resgatar a Harmonia. Esse reverendo era conhecido por ser fofoqueiro, rigoroso com os fiéis e até meio grosseiro. Por outro lado, pouca gente do seu círculo social estudou causas humanitárias como ele. Ele sempre se quechava das dificuldades financeiras que ele tinha na igreja e o casal sempre ajudava financeiramente. Ele foi até a casa deles naquele dia e disse ao casal que sempre tinha uma saída para manter o casamento. Foi nesse momento que eles mostrou que tinha a Senha do computador do marido e lia os seus e-mails. Então eles começam
a discutir. Aí eles jogou o computador no chão e pisou em cima até quebrar. O reverendo disse que não havia harmonia no casamento deles e aconselhou que eles dessem um tempo na relação. Então Elise foi passar uns dias com a filha e a babá num resort de luxo na Bahia enquanto trocava mensagens a todo momento com o Marcos. Depois das trocas de mensagens carinhosas e das brigas recorrentes, a Elise finalmente fez um movimento concreto de separação. No dia 21 de maio de 2012, ela foi até a advogada Priscila Correa da Fonseca, conhecida em São Paulo
por ser a rainha dos divórcios. No encontro, Elise falou da deterioração do casamento, motivada por brigas, traições e falta de amor. A advogada perguntou se ela tinha provas da infidelidade do marido e ela disse que não. Mas ela disse pra advogada que gostaria que ela não contasse para ninguém que ela foi Até ali. Ela disse que precisava que fosse feita urgentemente uma separação de corpos. Ela queria que o oficial de justiça chegasse em casa e tirasse o Marcos de lá imediatamente. Ela disse que nesse dia ela nem queria estar presente porque ela não sabia qual
seria a reação dele quando descobri que ela tomou essa atitude e que ela tinha muito medo. A advogada aconselhou Elise a conseguir uma prova concreta de que o Marcos era adúltero. Ela disse que seria Sua advogada e que cobraria os honorários de R$ 70.000 R$ 1.000 a partir da aceitação. Ainda pediu um pagamento de 10% de tudo que Elise ganhasse na separação do marido. Por meio da ação judicial, além de uma quantia líquida equivalente a seis vezes o valor da pensão alimentícia a ser paga pelo ex-marido. No fim, também tinha um boleto de R$ 3.000
para custos com xeroxes, condução, hospedagem e incidentes. Em um encontro do Marcos com O reverendo, ele preencheu um cheque de R$ 6.000 para que ele cuidasse de problemas hidráulicos em sua creche de crianças carentes. Ele também disse que tinha encomendado um carro zero de presente para o conselheiro que chegaria na semana seguinte. O reverendo disse que no dia que visitou o apartamento, viu que tinha uma arma escondida no banheiro. Então ele aconselhou o Marcos a guardar todas as armas da casa dentro de um dos cômodos, trancar a porta e Esconder a chave da esposa. Ele
teria dito, entre aspas, escute bem o que eu vou te dizer. A sua mulher está perturbada espiritualmente. Fora de si. Ela vai pegar uma dessas armas e vai matá-lo. O Marcos ficou pensativo e classificou o prognóstico do religioso como exagero. Com o casamento em queda livre e cada vez mais distante emocionalmente, Marcos voltou a sair com prostitutas a frequentar a mansão da Letusa, boates e prostíbulos. voltou a Usar o flat do Itaim e o apartamento da Bela Vista, repetindo o mesmo padrão do passado. Pelo site MCL, ele encontrou a Lara de 24 anos e marcou
um programa com ela. Depois de uma semana de encontros diários com ela, ele passa a chamá-la pelo seu nome verdadeiro, que era Natália, e pediu para namorar com ela mesmo sendo casado. Então, ele começou a repetir os mesmos padrões da época que ele começou a namorar Elisa. Então, ele começou a levar a Natália nos mesmos Restaurantes, combinou uma mesada de R$ 27.000 R$ 1.000 para ela para que ela fosse exclusiva dele. E também quando chegou o carro do reverendo, né, que era uma Pageiro TR4, que por algum motivo era só esse carro que ele dava
de presente. Ele pegou o carro e deu pra Natália ao invés de dar pro reverendo. O empresário dormia fora de casa mais de uma vez por semana e sempre dava desculpa de trabalhar muito, viagens a trabalho. Certa noite, ele chega em casa Alterado e a Elise disse para ele que ela estava pronta para deixá-lo e que ela faria isso no dia seguinte. Marcos teria aceitado a separação, mas segundo a Elise, ele teria feito uma exigência que seria ficar com a guarda da filha. Depois disso, houve uma discussão violenta a seguida de uma ameaça. Marcos teria
dito, entre aspas, "Vai embora, mas se você levar minha filha, vou dar um tiro bem no meio da sua cara e a bala será tão rápida que você não saberá de Onde ela veio." Essa teria sido a primeira e única vez que o Marcos teria feito uma ameaça de morte concreta pra Elise. Depois da discussão, o Marcos simplesmente saiu da casa para encontrar amigos. Apavorado com a ameaça, a Elise decidiu acionar a polícia. Foi cadastrada uma ocorrência na Polícia Militar e se o Marco se tornasse à residência, ela deveria ligar pro 190 imediatamente. Por volta
das 9 horas da noite, o interfone do apartamento tocou E a Elise conseguia ver lá de cima do apartamento dela as luzes das viaturas na frente do prédio. Ela não atendeu e os policiais foram embora e retornaram uma hora depois e ela também não atendeu. Como a queixa nunca foi levada adiante, a polícia arquivou a denúncia de ameaça. Na mesma noite, o Marcos volta para casa mais calmo e o porteiro falou para ele sobre as viaturas da polícia. E com medo ele resolveu fazer as pazes com a esposa. Em outra ocasião Ele também teria visto
ela fazendo as malas e chorando. E ele se comoveu e pediu para que ela ficasse. Os dois se abraçaram, mas não se reconciliaram porque eles continuavam dormindo em quartos separados. A Elise faria uma viagem a Shopinzinho para mostrar a sua filha paraa sua avó, mas antes disso ela decidiu ligar para um número de um anúncio de detetive particular especializado em casos extraconjugais. Então ela liga nesse número pela Primeira vez no dia 16 de maio de 2012. O nome do detetive era William Coelho de Oliveira. Ela foi até o escritório do detetive e falou sobre suas
suspeitas. Então, o orçamento para esse trabalho foi de R$ 8.500 e ela deu um sinal de R$ 1750. Ficou acertado o pagamento restante quando ele tivesse provas concretas, né, filmagens, fotos que revelassem a tal amante. E ela deixou claro que precisava que fossem fotos nítidas, porque ela usaria essas imagens No processo de separação. No dia seguinte, ela viaja para Chupinzinho com a filha e a babá. Enquanto isso, o detetive tinha recrutado dois homens para ficar seguindo Marcos por São Paulo. A Elise ficava ligando de hora em hora pro detetive para descobrir se ele tinha informações
novas para dar para ela. Mas até então, né, até a tarde daquele dia não tinha nada. Às 7 horas da noite, ela liga pro detetive dizendo que o Marcos iria sair de casa, que ele Tava arrumado, perfumado, e quem tinha passado essa informação para ela tinha sido uma das empregadas. Os homens conseguiram seguir o Marcos até o flete da Natália, então ele busca ela lá e sai para jantar. O restaurante era o fazano, então o detetive vai até lá, consegue entrar e ele tinha uma câmera escondida para fazer, né, os registros, só que o restaurante
tava muito cheio e era impossível registrar um flagrante lá dentro. Então a Elize liga a agressiva Exigindo que ele conseguisse as imagens. Nessa parte do livro é ressaltado que não exigiam mais provas de adultério no processo de separação litigiosa. Mas como a advogada orientou a Elise que ela conseguisse essa prova? Porque dessa forma ela poderia processar o marido por dano moral e conseguir uma indenização financeira, porque a traição violaria os direitos legais dela como sua honra e dignidade. Por isso, ela estava empenhada em conseguir uma prova Irrefutável da traição. Na madrugada de sexta-feira, dia 18,
quando Marcos saía do restaurante com a Natália, finalmente eles conseguiram fazer o flagra, enquanto eles estavam na frente ali do restaurante, esperando que o carro do Marcos fosse entregue para ele poder embora. Os dois estavam agarrados feito o casal e ele até beijou a Natália nesse momento enquanto o carro não chegava. E aí depois que o carro chegou, eles foram pro flat dela. Na manhã de sexta-feira, Elise seguiu com a filha até Cascavel, porque lá ela pegaria um voo para Guarulhos. Antes de embarcar, ela foi até um shopping e comprou uma serra elétrica Totico, o
mesmo modelo usado por seu padrasto Chico em trabalhos em Chupinzinho. Ela ligou pra advogada dizendo que ela tinha as provas da traição e aí a advogada aconselhou a ela que ficasse calada até o pedido de separação de corpo ser protocolado na justiça. E aí elas marcaram uma reunião Para assinar o contrato e iniciar o processo de divórcio. Elise chegou em São Paulo na tarde do dia 19. Era um sábado e o Marcos foi buscar ela no aeroporto e ele tava uma pilha de nervos. A venda da empresa se aproximava dos momentos finais e ele falava
com o pai no telefone. Haveria uma reunião dali poucos minutos para que eles informassem como seria feito o desligamento da família Matsunaga da companhia e aí o Marcos chegaria muito Atrasado. Irritado, ele jogou o celular no painel do carro. Ele começou a acelerar na pista que estava molhada porque chovia e até esmurrou fortemente o volante. Então essa atitude deixou a babá assustada e a filha do casal também. Então a Elise decidiu pegar o celular e ligar pro sogro. Ela assumiu a culpa pelo atraso do Marcos e disse que ele só tinha se atrasado porque o
voo dela tinha atrasado em uma hora. E aí o sogro disse que a reunião já tava quase Chegando no fim, então Marcos nem precisava comparecer. Pelas imagens das câmeras de segurança, o casal chega no apartamento às 6:35 da tarde e dá para ver que o Marcos ainda tava bem alterado. Ela deu um banho na filha, colocou a criança para dormir e dispensou todas as empregadas que estavam no apartamento às 7 horas da noite. O Marcos pediu uma pizza por telefone e abriu uma garrafa de vinho. O telefone do Marcos tocou e ele foi Atender na
varanda para ter um pouco de privacidade. E aí ele disse que foi marcada uma reunião em cima da hora para tratar da venda da Yok. E aí a pizza chegou logo depois. Meu elevador mostra ele indo pegar a pizza. Ele falando no telefone e chutando as paredes irritado. De volta ao apartamento, ele colocou a pizza sobre a mesa que já estava posta. Ele estava cortando a pizza quando a Elise começa a questioná-lo, perguntando com quem ele tava falando no telefone, Para onde ele iria e ele disse que era uma reunião em família e que seria
na casa dos pais. Então a Elise fala para ele que ela sabia que ele tinha uma amante porque ele não confessava logo que ia sair para encontrá-la. Resposta do Marcos foi: "Do que você está falando, sua louca? Ninguém tinha tocado na pizza e nem no vinho. E os dois estavam tendo uma conversa super tensa, só que ninguém estava levantando a voz, ignorando o conselho da advogada e com Raiva por toda vez que o Marcos chamava ela de louca quando ela citava amante. Elize disse que dessa vez ela tinha contratado um detetive e que ela sabia
de tudo. O Marcos levantou alterado, perguntando com que dinheiro ela contratou um detetive para espioná-lo. Ele mesmo respondeu que era com o dinheiro dele, já que ela não trabalhava. A partir desse momento, o bateboca fica mais acalorado. Durante as brigas do casal, Marcos costumava dizer Que ela nunca tinha deixado de ser uma garota de programa e ficava insultando a Elise. Então isso mostra bem assim durante o livro as coisas horríveis que ele falava. Então a Elise disse que iria embora para Chopinzinho pela manhã e ele disse que ela poderia ir embora, mas que a filha
deles iria ficar. Enquanto Marcos xingava ela, ela corria pelos corredores. E no livro UI cita também que apesar das coberturas, né, eram duas serem gigantescas, elas eram tinham Distribuições meio esquisitas de cômodos, então tinham muitos corredores estreitos. Então ela tava correndo, ele indo atrás dela. Em certo momento ele segura o braço dela e dá uma bofetada em seu rosto. Foi bem forte e segundo ela relata, os corredores eram esquisitos, eram estreitos, como eu disse para vocês. E aí quando ela entrou na sala, ainda ouvindo os estigamentos do marido, ela se aproximou do bar e ela
abriu rapidamente uma gaveta que tinha os Charutos do Marcos e ela sabia que ali também tinha uma pistola escondida. A pistola era a que ela tinha ganhado de presente e tava carregada. Ela conta que o medo tomou conta do ambiente, porque como o apartamento era muito grande, ela não sabia onde o Marcos estava. Até que de repente ele surgiu por trás com a imagem dele sendo refletida em um espelho. Ela tomou um susto, se afastou e acabou se aproximando do marido enfurecido. Ele não tinha percebido a Pistola semiautomática que ela segurava junto às costas. Enquanto
ele ainda machucava com palavras, ao passo que ele ia se aproximando dela, Denise emphou a arma e disse para ele ficar onde ele estava. O Marcos se surpreendeu, mas não se abalou e começou a rir. Debochado, ele abriu os braços e deu dois passos em direção a ela. Ela não recuou e ele gritava para ela tirar enquanto a chamava de prostituta. Elise mandou ele repetir o que ele tinha dito e quando Ele começou a repetir a palavra ela tirou. Elise mirou na cabeça do marido, fechou os olhos e deu um único tiro em direção ao
marido. Ele tombou para trás. Sangue e pedaços de cérebro foram espalhados por todo o piso de madeira do local. O projétil entrou pela região da fronte anterolateral da vítima, causando traumatismo no crânio encefálico. A vítima começou a se afogar com o próprio sangue, o que os médicos legistas denominaram de broncoaspiração Sanguínea, ou seja, quando o sangue é aspirado e vai para os pulmões. O Marcos começou a se debater e a grunhir de forma estridente. Ele se mexia no chão como se levasse uma descarga elétrica. Então foi pego na mochila uma faca japonesa cuja lâmina media
21 cm e perfurou o pescoço de Marcos. O golpe acertou as artérias carótidas, causando um derramamento ainda maior de sangue. Aproveitando a faca encravada, ela tentou decaptá-lo, mas teve Dificuldades. Aquela arma branca não foi feita para partir ossos, então toda vez que mergulhava no corpo, a lâmina entortava. Por incrível que pareça, Marcos ainda respirava. O barulho não chamou a atenção dos vizinhos, mas acordou a filha do casal que começou a chorar. No atestado de óbito do empresário de 41 anos, consta como causa da morte, hemorragia intracraniana traumática e traumatismo crânio encefálico causado por projétil de
fogo. A Elise tinha 31 anos. Quando perguntaram por ela disparou aquela arma, ela respondeu com uma sinceridade comovente. Ela queria apenas que ele se calasse. Até que dias depois, uma cachorrinha chamada Mel, que vivia solta com outros cachorros numa chácara toda arborizada, localizada na zona rural do município de Cotia, caminhou por 3 km por uma estrada de terra. Ela sempre costumava fugir, até que ela chegou a um lixão clandestino, onde eram despejados Os restos mortais de bois e cavalos. Isso aconteceu no dia 21 de maio de 2012. Depois a cachorrinha voltou para casa e o
seu dono cavalgava pela chácara quando viu a sua cachorra preferida ao pé de uma árvore. Quando ele se aproximou, ele teve vontade de vomitar quando viu a Mel devorando um braço humano contendo uma mão. Quando ele chegou mais perto, foi possível ver que o membro já estava em processo inicial de decomposição. A polícia foi chamada e Vasculhando a redondeza, fizeram uma descoberta ainda mais horripilante. Com a ajuda de outros cachorros, a cachorrinha teria devorado outro braço do cadáver humano, deixando apenas pedacinhos de ossos. A cachorrinha era suspeita de homicídio. O dono disse que ela jamais
machucaria ninguém e que era super dócil. Então essa acusação durou menos de 24 horas. No dia 22 de maio, moradores de Cuti encontraram na estrada das palmeiras, perto de um orquidário, a 7 km da chácara do dono da cachorrinha, um saco plástico de lixo azul contendo uma perna humana com o pé. Próximo foi encontrado também uma calça jeans escura toda ensanguentada com um cinto preso nela. No dia seguinte, o telefone da delegacia tocou mais uma vez. Um quadril e mais uma perna com o pé foram encontrados. Juntando com os outros membros que já tinham aparecido,
faltava apenas a cabeça, mas já era possível concluir que o corpo tinha sido cortado Em sete pedaços. Até então, ninguém sabia de quem era aquele cadáver. O Marcos era mais próximo da mãe do que do pai e eles se viam praticamente todos os dias e ficavam trocando mensagens durante o dia. Na segunda-feira, dia 21, ela tentou entrar em contato com o filho e não conseguiu e ela ficou incomodada. À tarde, o pai do Marcos liga para Elise para perguntar onde o filho tava e ela conta que ele tinha saído de casa dois dias antes com
uma mala com algumas Roupas, R$ 20.000 em espécie, sem dizer para onde ia, entrou num táxi e saiu. Como a empresa tava em processo final de venda, foi cogitado a possibilidade de um sequestro. E aí a Elise decidiu se reunir com a família Matsunaga para contar o verdadeiro motivo do sumisso do Marcos. Então ela levou um DVD e colocou na frente de todo mundo que eram as imagens do Marcos saindo do fazano com a amante. Nesse ponto ela fala para eles que não se tratava de um sequestro e sim Do Marcos fugindo com a amante.
Depois ela começou a chorar e os pais do Marcos a consolaram e respiraram aliviados porque era muito melhor ter um filho que estava atraindo a esposa do que um filho que tinha sido sequestrado. Orientados pelo advogado Luís Flávio Borges Duro, um dos mais respeitados da cidade, a família fez um boletim de ocorrência comunicando a polícia o sumisto do empresário, independente dele ter fugido com amante ou não. Três dias depois do Crime, o caçula, né, o irmão mais novo do Marcos, o Mauro, vai até a delegacia para falar sobre o sumisto do irmão e ele leva
algumas fotos do irmão e da amante. Então ele tinha feito isso para denunciar, né, o sumisto do Marcos. E aí a Elise teve uma ideia, ela decidiu ligar o computador dele e mandar várias mensagens para familiares como se fosse o Marcos mandando. O texto dizia: "Avise Elise e a mamãe para não se preocuparem. Estou bem". Assinado Marcos. Só que aí o Alívio da família durou poucas horas. No mesmo dia, o programa Brasil Urgente fez uma chamada de impacto dizendo que pedaços de uma vida foram abandonados em uma estrada de terra em Cotia, formando um grande
mistério. Então a família se viu ali em um misto de desespero e aflição, porque o Marcos ainda não tinha aparecido, né? Depois cometeu crime, a Elise continuou a vida dela como se nada tivesse acontecido. Segundo Ulisses, ela levava uma vida normal, como a dona de Casa que ela era. Quando a governanta perguntou para ela se o Marcos desceria para tomar café da manhã, ela disse que não, que ele não dormia em casa duas noites e pediu ajuda para trocar os lençóis. A Neusa, que era a governanta, disse mais tarde que não notou qualquer preocupação da
Elise em relação ao marido e também não a viu chorando. Cinco dias após o crime, no dia 24, a Elise ordenou que a governanta fosse até um banco e depositasse R$ 10.000 R$ 1.000 na conta do Marcos. Ela nunca tinha pedido nada do tipo antes, mas a governanta fez o que ela pediu e no mesmo dia ela foi pra terapia e na terapia ela falou sobre o sumisso do Marcos, como se ela não soubesse onde ele estava. E aí depois ela mostrou pros pais do Marcos a movimentação na conta dele, dizendo mais uma vez que
não era sequestro coisa nenhuma. Ainda no dia 24, a General Mes anunciou a compra da Yok. Saindo da casa dos sogros, a Elise Passou num banco e retirou R$ 8.000 da conta do Marcos. pegou o extrato e mostrou pra família dele, fazendo com que a tese da fuga com amante ficasse cada vez mais convincente. Até que no dia 28 a polícia encontra a cabeça do empresário. O Mauro, o irmão mais novo, um diretor da YOK, Luiz Carlos Lósio, foram chamados para fazer o reconhecimento do cadáver. E primeiro entrou o diretor e ele tinha a certeza
absoluta que era o Marcos, mas ele não Falou nada. E aí o Mauro entrou e rapidamente saiu dizendo: "Ufa, não é o meu irmão". Só que o Mauro tava na dúvida ainda se era o irmão ou não e perguntou pro diretor o que ele achava e tal. Então, como ele tava nessa dúvida, ele decidiu voltar ao no dia seguinte e ele passou uns minutos encarando o cadáver. Ele tava bastante emocionado e pediu para ver o braço dele. Ele disse que Marcos tinha as unhas idênticas às dele, então ele queria ver as unhas e Ali ele
viu que realmente era o seu irmão. Em choque, ele liga pro pai para dar a triste notícia. O irmão não tinha fugido, ele tinha sido brutalmente assassinado. Depois ele ligou paraa Elise para dar notícia e ela falou várias frases negacionistas, chorou. E no dia 29 ela foi até a igreja para contar pro reverendo a notícia triste. O reverendo perguntou se o Marcos tinha deixado alguma coisa para ele, um carro em seu nome e a Elise respondeu que não. A viúva pediu uma missa em homenagem ao falecido marido. O reverendo se ofereceu para fazer um funeral
maior, mas a família não quis porque eles sempre foram muito discretos, né? Então eles vetaram essa ideia. A Elise ainda não sabia, mas investigadores da Polícia Civil já estavam em sua cola, inclusive na missa do reverendo, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa DHPP havia escalado o delegado Mauro Gomes Dias para descobrir quem era o assassino Do Marcos. E aí nessa investigação ele teve dois aliados bem importantes, que era o Mauro, né, o irmão mais novo, e o Lósio, né, que eu citei para vocês, que era um dos diretores da IOK. Ambos estavam super
empenhados em descobrir quem tinha cometido aquele crime horrível. Então, os três se encontram com a Elise no apartamento. Eles tinham combinado de se encontrar com ela lá. E o delegado pergunta quem ela achava que poderia ser, né, o assassino. E a Elise Responde a amante. O policial consegue entrar em contato com a Natália, vai conversar com ela e aí ela nega qualquer participação no crime. Inclusive, ela apresentou um álibe de que ela passou o fim de semana inteiro em um hotel, justamente quando o Marcos desapareceu. Ela também falou em depoimento as impressões de Marcos sobre
Elise. Ele dizia que ela era louca, muito ciumenta e falava em separação. Na delegacia, um policial chocou o Mauro e o Lósio com Uma pista quente que eles tinham recebido. A pessoa que se cortejou Marcos entendia da anatomia e tinha levado mais de 6 horas para seccionar o corpo e era uma pessoa organizada. Os sacos plásticos usados tinham capacidade de 100 L, eram biodegradáveis da marca Dover Roll e eles eram azul cintilante e tinham uma fita vermelha. No final da conversa com a Elise, o delegado perguntou qual era a sua profissão. Eles responderam que era
bacharel em direito Porque o Mauro e o Ló não sabiam dessa formação que ela teve anterior, né, no curso de enfermagem e que ela tinha participado de várias cirurgias, muito menos da habilidade que ela tinha em desquartar animais. Uma semana depois do crime, o Mauro entra em contato com a Elise. Ele tava inconformado com toda a história e pediu para que ela checasse as câmeras de segurança do prédio, porque ele queria ver o irmão saindo com a tal mala de dinheiro. A Elise não se Opôs e no mesmo dia o delegado descobriu que ela tinha
sido garota de programa e que ela já tinha trabalhado em centros cirúrgicos em Curitiba. As suspeitas sobre ela aumentaram. O policial pediu na justiça um mandado de busca e apreensão no apartamento. À noite, o Mauro e o Lósio voltam ao apartamento da Elise e eles vão conversar com o síndico que deu acesso a todas as imagens gravadas pelas câmeras de segurança do condomínio. Eles passaram horas vendo Todas aquelas imagens e o Mauro estava muito intrigado porque nas câmeras aparecia a Elise e o Marcos chegando do aeroporto, descendo para buscar a pizza, subindo de volta com
a pizza e depois não tinha imagens dele saindo. A Elise foi chamada até a sala do síndico para ela dizer em que horário exato o Marco saiu de casa para eles procurarem nas imagens. Ela disse que por volta das 8 horas e o síndico respondeu que isso era impossível. Eles tinham olhado todas as Imagens gravadas das 10 horas da manhã de domingo até 6 horas da manhã da segunda-feira e o Marcos não aparecia em nenhuma. O síndico deixou a Elise nervosa. Então eles voltam pro apartamento dela, ela pede uma pizza, eles comem a pizza, tomam
um vinho, ela, o Mauro e o Lósio. Já era madrugada quando o síndico bate na porta com um relatório depois dele ter investigado ali tudo. Ele disse que o Marcos realmente não aparece saindo do Apartamento em nenhum momento, mas que a Elise aparece no levador de serviço com três malas de viagem às 11:32 da manhã de domingo e só voltando para casa às 11:50 da noite, sem nenhuma das três malas. Então ela começa a chorar, a soluçar. Ele não se comoveu com o choro e saiu do apartamento dizendo que ele já tinha acionado a polícia.
O Mauro e o Lósio não tinham questionado ela depois que o síndico saiu e ela mesmo eh disse que ela tinha saído com essas malas Porque tinha vinho dentro, que ela tava fazendo uma entrega para uma cliente da sua futura empresa de vinhos. Depois o Lózio começou a limpar a mesa, eles tinham comido pizza, ele começou a limpar a louça, levar pra cozinha, né? E aí a Elise disse que ele não precisava fazer isso, que pela manhã a empregada iria limpar tudo, mas o loja continuou limpando mesmo assim. Então ele tava prestes a jogar os
restos de pizza na lixeira que abria, né, automático. Então Quando ela abriu para ele jogar, ele viu que o lixo que estava dentro daquela lixeira era exatamente azul cintilante com a fita vermelha. Ele foi checar e viu que era da mesma marca do overall. Então, disfarçadamente, ele consegue pegar um desses, é, sacos de lixo e guardar. Ali ele tinha certeza que era o mesmo saco usado para embrulhar o corpo do Marcos. Então ele esconde esse saco, pega o Mauro e os dois vão direto pra delegacia. Percebendo o que estava Acontecendo, a Elise procurou o seu
ex-professor de direito penal, Luciano Santoro, para ser o seu advogado. Ela repetiu a história da fuga do marido com a amante e o defensor quis saber onde seu marido foi visto pela última vez. Ela respondeu: "Em casa". Ele disse: "Então será na sua casa que a polícia irá procurá-lo". No dia 4 de julho de 2012, 16 dias após o crime, o delegado bateu a porta de Elise com o mandado de prisão temporária no qual se lia. Suspeito de prática de crime de homicídio. Elise manteve-se calma, pediu um momento e foi tomar um banho, trocou de
roupa e se despediu da filha. Aquela altura, sua tia Rose de Chopinzinho já tinha chegado para dar apoio pra Elise. Na delegacia, os policiais já tinham a sua ficha corrida e já sabiam do seu passado. Ela disse que esperaria o seu advogado chegar e irredutível, ela ficou calada. Lá, ela foi conduzida para uma sala fétida na delegacia de Itapevi, no Município de Osasco. Quando teve voz de prisão, Elizinha cara exposta em todos os jornais e programas de TV. As fotos do corpo da vítima tinham vazado da polícia e circulavam em programas populares, chocando ainda mais
a opinião pública. As investigações avançaram e Elise não tinha mais como negar a autoria do crime. A quebra do sigilo do seu telefone celular revelou por onde ela andou quando saiu com o seu carro na manhã de domingo. Os dados só foram Descobertos via operadora de celular porque ela ligava praticamente de hora em hora querendo saber com a babá se a filha estava bem. Com essa descoberta, ela foi chamada mais uma vez para depor. O delegado começou a pressioná-la, a confessar o crime. A cuada, ela pediu para falar com seu advogado. Ela disse que estava
preocupada com toda a repercussão que estava sendo tratada como uma assassina fria e cruel. Ela então decidiu confessar porque ela tinha Medo da filha nunca saber o que aconteceu de verdade dentro daquele apartamento. O seu advogado advertiu: "Se é para confessar, fala exatamente o que aconteceu. Não esconda nada, nenhum detalhe". Após o advogado mostrar os cenários possíveis diante de uma confissão, a Elise se preparou para contar sua versão do crime. O delegado Mauro Dias resolveu filmar todo o depoimento que durou 8 horas. Elize contou diante de uma câmera como matou o Marido e dividiu o
corpo dele em sete partes. Depois os embrulhou em sacos de lixo e colocou em três malas pretas de viagem. Depois ela pegou sua pajira e seguiu pela noite por uma estrada de terra para desová-lo no matagal de Cotia. Ela deu detalhes de como tudo isso aconteceu. Ela disse que depois de dar o tiro, ela retirou dois tapetes do chão da sala e puxou uma cadeira para deixar o caminho livre. Ela arrastou o corpo pelo corredor até chegar ao quarto De hóspedes. Seu plano inicial era acionar a polícia e confessar, mas ela desistiu porque imaginou que
seria presa e ficaria longe da filha. Aparentemente, sem saída, ela recorreu a um plano alternativo, foi até a área de serviço e pegou um balde com água, pano de chão e um produto de limpeza. Ela passou a madrugada tirando sangue do piso de madeira e do corredor. 12 dias depois, quando os peritos foram até o apartamento e usaram o composto químico Que detecta sangue, eles não detectaram nenhuma gotícula vermelha no piso de madeira. De acordo com o relato dela, a babá chegou por volta das 6 horas da manhã e a Elise pediu para não ser
incomodada em hipótese alguma. Então ela pegou uma faca de cortar carne de 30 cm e se trancou no cômodo onde o corpo do Marcos estava pelo menos 10 horas, usando sua experiência em esquartejar e desoçar animais na selva e também aplicando métodos observados em centros Cirúrgicos. Ela disse entre aspas, como eu entendia de anatomia humana, não tive dificuldade em esquartejá-lo. Eu queria tirá-lo de casa. Infelizmente, a única forma de fazer isso foi cortando. No livro é citado em detalhes toda essa parte do crime, como isso chamou a atenção dos legistas pelos cortes limpos que ela
fez. Depois ela tomou banho, se vestiu, avisou a babá que estava de saída e não tinha hora para voltar. Dentro da bolsa estava o cano da arma Usada para tirar. Ela arrastou as malas para dentro do elevador e de carro ela começou a dirigir rumo a Shopinzinho. Após percorrer 3 horas de estrada, ela se lembrou da mata fechada em volta da chácara Dom Juan de propriedade do amigo Horácio em Cotia, onde costumava passar fins de semana com o marido. Então ela faz o retorno. Ela estava dirigindo em alta velocidade quando passou por um radar inteligente.
Seu licenciamento estava vencido há 20 dias. Então no Posto da Polícia Rodoviária Estadual, os policiais já esperavam por ela. Fizeram sinal para ela parar e ela se manteve calma e disse que não sabia que o licenciamento estava irregular. O bagageiro do carro tem vista livre tanto pelo vidro traseiro quanto pelas janelas laterais. Ou seja, foi impossível que os guardas vissem as três malas no interior do carro. Ela foi multada e liberada. Na mata em Cotia, ela abriu uma das malas e despejou os sacos de lixo. Dois Cachorros pularam a cerca e avançaram em sua direção.
Com medo de ser vista, ela jogou a mala vazia para dentro do carro e acelerou em disparada. Quando ela chegou à rua Bragança, ela se livrou de mais alguns sacos, seguiu mais 600 m na mesma rua e jogou mais alguns deles e se desfez dos últimos numa área conhecida como calcaia do alto. Segundo o lado do ML, os sete pedaços foram despejados num raio de 4,4 km. Ela disse que jogou o cano da arma na rodovia Raposo Tavares e As três malas vazias foram postas num contêiner de entulhos. A faca foi deixada numa lata de
lixo do shopping Vila Lobos. Ela levou os policiais até os locais, mas os objetos não estavam mais lá. Não se sabe se ela mentiu ou se os garis já haviam recolhido as provas. No final da confissão, o delegado perguntou se ela tinha algo a acrescentar no depoimento. Ela disse, entre aspas, "Queria deixar registrado que eu amava o meu marido como nunca Havia amado homem algum, mas ele era extremamente violento. Ele já não me respeitava como mulher, esposa e nem como mãe da sua filha. Me humilhava por eu ter sido garota de programa e pobre. Dizia
que eu era louca, que ia me internar num hospício, que eu nunca mais veria minha filha, que a minha família era uma merda. Mesmo assim, eu amava com todas as minhas forças. Queria muito que meu casamento tivesse dado certo, mas infelizmente não deu. Após a confissão, Ela decidiu colaborar com as investigações para obteruente na hora de ser julgada. Então, ela deu mais três depoimentos complementares e participou da encenação do crime, que inclusive foi coordenada pelo perito Salada. Eu já entrevistei ele aqui no canal, vocês lembram? Então ela se sentou na mesa de jantar e mostrou
como ela levou uma bofetada do Marcos, que teria sido o primeiro gatilho pro assassinato. Em nenhum momento ela chorou ao relembrar a Morte do marido, nem quando ela simulou o tiro e o esquartejamento. Na hora de reproduzir o momento em que ela conseguiu acomodar os sacos dentro das malas de viagem, houve um impasse de como fazer a mala pesar 30 kg. Para fazer isso, os peritos decidiram pegar vinhos da Deega e ir enchendo as malas até que tivessem, né, eh, o peso que precisava para fazer quando um dos peritos pegou um dos rótulos mais caros
do mundo, avaliado em $25.000, quando a Elise disse: "Essa garrafa não, por favor, é um vinho nobre, pegue outra garrafa mais em conta". Final da encenação, a Elise pediu pros policiais para se despedir da sua filha e eles deixaram ela se despedir por meia hora. A sua tia Rose estava lá, né, porque ela tava cuidando da criança, então ela chorava nesse momento da despedida e a Elise não derramou nenhuma lágrima e se despediu dos cachorros e da filha. Elise foi acusada de homicídio triplamente Qualificado por motivo torpe e recurso impossibilitando a defesa da vítima e
meio cruel além da destruição e ocultação de cadáver. O promotor sustentou que a Elise planejava a morte do marido bem antes de viajar para Chopinzinho e que ela matou o marido por dinheiro e não por medo de ficar longe da filha. Ela era beneficiária única de um seguro de R$ 600.000 R e ficando com a filha, que era a herdeira do enorme patrimônio do pai, resolveu matá-lo, Porque assim ela ficaria com a herança, né? Ela ficaria rica e ao mesmo tempo conseguiria se vingar. Mas a Elise sustentou diversas vezes que a motivação foi o medo
de ficar longe da filha. A Elise disse que o Marcos ameaçava tirar a filha dela o tempo todo e o juiz disse que isso não fazia muito sentido pelo estilo de vida incompatível com a de um pai que o Marcos levava, que era uma vida desregrada e ele vivia em Bordéis e Boates. Ele disse também que o Marcos Não fazia questão nem de visitar a filha do primeiro casamento com a Lívia e que essa conversa de tirar a filha da Elise não fazia sentido. Baseado em laudos policiais, o promotor acusou a Elise a ter dado
um tiro na cabeça do Marcos a queimar roupa. Então, logo ele voltou para apartamento segurando a pizza e não durante uma discussão conforme ela tinha dito no depoimento. Ele também disse que ele tinha certeza que ela teve ajuda no momento de esquartejar o corpo do Marido, porque seria impossível uma mulher fazer todo aquele trabalho sozinha. O perito criminal Jorge Pereira de Oliveira, autor da maioria dos laudos cadavéricos anexados ao inquérito, também sustentou a tese de uma terceira pessoa estar envolvida. Ele disse que os cortes feitos no corpo do empresário tinham dois padrões distintos. O primeiro
tipo foi um ferimento feito nele vivo e o segundo são cortes produzidos depois da morte. Ele disse Ainda que os ferimentos realizados na região cervical e nas raízes dos membros superiores apresentam características de reação vital. Havia ainda impregnação de sangue na musculatura do pescoço, o que também prova que a vítima estaria viva no momento do esquartejamento. Eles também falaram que quando acontece um escortejamento, a cabeça é a primeira a ser cortada, porque sem ela o corpo passa a ser um cadáver sem rosto e sem nome. Já Elise tinha dito em depoimento Que tinha deixado para
cortar a cabeça por último. O perito afirmou no laudo que o primeiro membro a ser cortado foi a cabeça e não a perna. Ele também disse de forma categórica que Marcos não teria morrido em função do tiro na cabeça como a Eliz dizia, mas sim em decorrência do afogamento do próprio sangue quando houve a inundação das vias aéreas. O sangramento só chegou nos brônquios porque havia respiração ativa e a origem dessa hemorragia foi o corte feito na Região cervical. Diante dessa hipótese da Elise ter recebido ajuda de uma outra pessoa, eles abrem um segundo inquérito
para que a polícia pudesse investigar quem seria essa terceira pessoa. Orientada pelo advogado, Elise não colaborou nesse segundo inquérito. O advogado diz que não fazia sentido ela ajudar porque ela já tinha confessado e ela já estava denunciada pelo Ministério Público. Portanto, nunca foi aprovada essa participação de uma terceira pessoa Na cena do crime e esse inquérito foi terminado com o carimbo de inconclusivo. Já a teoria de que Marcos teria sido esquarteado vivo foi desqualificada ao custo de muita dor pra família da vítima. No dia 12 de março de 2013, o corpo foi esumado ao pedido
da defesa de Elise para realização de mais perícias. Os peritos da esumação não disseram de forma categórica se o empresário estava vivo ou morto no momento do escortejamento por conta do avançado Estado de decomposição do cadáver. No entanto, no exame anatomo patológico assinado pela perita Maria de Seixas Alves concluiu que a vítima estava morta quando foi esquartejada. A versão de Kelly fez tudo sozinha ficou mais próxima da verdade, até porque as imagens do condomínio nunca mostraram uma terceira pessoa chegando no apartamento. De acordo com o Código Penal Brasileiro, crimes contra a vida são graves demais
para deixar o destino Do réu somente nas mãos do juiz. Esses casos são encaminhados ao Tribunal do Júri, onde sete pessoas comuns representam à sociedade para formar a opinião sobre o acusado. A decisão de submeter a Lise ao Tribunal do Júri foi publicada mais de um ano após o crime, considerando um dos mais longos da história da justiça de São Paulo. O julgamento começou no dia 28 de novembro de 2016 e durou 7 dias. Na madrugada daquele mesmo dia tinha acontecido o Acidente da delegação Chapecoense, então o início do julgamento não teve tanta repercussão na
mídia. O júri da Elise foi formado por quatro mulheres e três homens. Durante o julgamento, a serra elétrica comprada por ela na véspera do crime causou um bateboca entre defesa e acusação. O Ministério Público associou a aquisição a premeditação do crime. Elise refutou essa tese dizendo que o próprio marido tinha encomendado a serra. Ele pretendia usar o acessório Para abrir caixas de madeira vindas do exterior contendo garrafas de vinho. Seu advogado rebateu a acusação dizendo que não tinha o menor cabimento, porque se ela tivesse comprado a serra para usar durante o crime, ela teria usado
o que não aconteceu. Essa foi uma das várias discussões que aconteceram no tribunal. Orientada pelos advogados, a Elise se recusou a responder ao interrogatório da acusação, mas ela respondeu algumas perguntas feitas pelo juiz. Quando Questionada se tinha intenção de ficar com os bens do marido, ela respondeu: "Se eu fosse me separar dele, não ficaria embaixo da ponte, porque um apartamento era meu e o outro era dele e a pensão alimentícia não deixaria minha filha desamparada. Também não é verdade que premeditei a morte do meu marido, que eu matei o Marcos por dinheiro. Isso não faz
sentido. Se eu quisesse matá-lo por dinheiro, teria esperado a venda da empresa. Ele ia ganhar um dinheiro do Pai e planejávamos montar um negócio juntos. Também estão insinuando que eu matei ele com crueldade. Eu não queria que ele morresse, excelência, muito menos com crueldade. Se eu quisesse que ele morresse, teria dado mais tiros nele. Elise recebeu uma pena de 19 anos, 11 meses e um dia, sendo 18 anos e 9 meses pelo homicídio e 1 ano e 2 meses e um dia pelo esquartejamento e ocultação do cadáver. Na sentença, o juiz classificou o crime como
brutal e Ediondo. Destacou que Elise era boa mãe e educada no trato com as pessoas, mas seria uma mulher fria e perigosa. Teria cometido crimes sob uma violenta emoção provocada por ofensas feitas pela vítima. Algo que pesava contra era o fato dela ter se passado falsamente pelo marido, morto, para fazer a família acreditar na história da fuga. O conselho de sentença acreditou que Elise só confessou o crime porque as investigações convergeram contra ela. Quando recebeu a sentença, ela já havia cumprido 4 anos e meio de prisão. Sua defesa conseguiu um abatimento de 2 anos e
6 meses da pena. Então, sua condenação baixou para 16 anos e 3 meses. O crime chocou o município de Chopinzinho e levou notoriedade a sua terra natal a partir de 2012. Repórteres, fotógrafos, além de muitos curiosos, se aglomeravam em frente à casa humilde onde ela foi criada. No Jornal Nacional, eles contavam a cada edição um capítulo novo Sobre o caso. E como todo caso de grande repercussão no Brasil, só se falou nisso por muito e muito tempo. A mãe da Elise morreu há 59 anos em 2016, sem saber a sentença da filha, e o padrasto
faleceu um ano após a condenação. Já em Tremembé, eles tentam abreviar a volta à liberdade graças a programas sociais criados com objetivo de melhorar a vida de criminosos. Elise se inscreveu em um projeto de literatura para estimular a cultura entre os presos. E pelo Programa, eles podem usar até 12 leituras por ano e ganhar redução da pena em até 48 dias. O detento provava a leitura fazendo resenhas da obra e a Elise também trabalhou para ganhar desconto na pena. Ela foi auxiliar da biblioteca e chegou a exercer função dupla como operadora de máquina de costura,
coordenadora da unidade Fabril. A cada três dias trabalhados, os condenados têm um dia batido em sua pena. A Elise não recebia visitas na Prisão. As assistentes sociais, ela reclamava de pesadelos recorrentes com animais selvagens e até com o corpo do marido todo mutilado. A Gigi também habitava seus sonhos medonhos. A sua tia Rose, que era a mais próxima da Elise, conseguiu visitar ela algumas vezes a Tremembé, mas ela não conseguia fazer essa visita com frequência por conta de questões financeiras, então ela foi pouquíssimas vezes. Além disso, a falta de tempo fez com que ela deixasse
de Visitar a prisão logo após a condenação. As irmãs e amigos da Elise nunca visitaram. Ela progrediu pro regime semiaberto em 28 de junho de 2019. Ou seja, ela deixou de cumprir a pena, encarcerada em celas e passou a dormir em alojamento com as outras detentas. Na nova fase, ela também recebeu o direito às saidinhas que acontecem em algumas datas comemorativas do ano, onde o detento pode sair por 7 dias. Na primeira vez que ela pôde sair da prisão Dia 8 de agosto de 2019, ela preferiu não sair. O motivo era porque ela não tinha
endereço para ficar e a sua tia Rose se recusou a receber ela em casa porque ela tinha um filho adolescente. Quando ela teve a segunda vez a saidinha, ela aproveitou e essa segunda vez foi no dia 10 de outubro de 2019. Quem aguardava ela do lado de fora eram seus advogados. Na primeira vez que ela conseguiu sair, ela teve toda a atenção voltada para ela. Então, ela andava com Passos curtos, livre e sorridente, bem diferente da Suzane Von Ritstoffen e da Ana Carolina Jatobá que escapavam do assédio da imprensa saindo do presídio correndo até o
carro. A Elise não, ela saiu tranquilamente caminhando e sorrindo e acenando para algumas fãs que em sua maioria eram mulheres vítimas de relacionamentos abusivos. Nessa primeira saidinha da Elise, uma das detentas começou a bater palmas para ela, parabenizando ela pela primeira Liberdade, né, pela primeira vez que ela ficaria sete dias em liberdade. Então, as palmas começaram de forma mais contida, mais tímida, até que várias outras detentas se juntaram e de repente estava todo mundo batendo palmas para ela. No meio disso tudo, uma voz gritou: "Vai, Elise! Vai cuidar da vida que você merece". Ainda no
regime fechado, onde as detentas não têm muito contato entre si, ela começou a se adaptar ao cotidiano da penitenciária. No livro Lisses conta que carente ela envolveu-se com colegas de cela a partir de 2014, quando ela tinha 33 anos. Uma delas era a Sandra Regina Ruiz de 32 anos, na época conhecido como Sandrão. Elas começaram a namorar e três meses depois conseguiram o privilégio e foram transferidas a uma galeria especial da penitenciária destinada a mulheres com relacionamento estável declarado no papel. Sandrão ocupava o cobçado posto de rainha de Tremembé. As agentes de Segurança tinham medo
dela. Ela já havia sido punida por ter explicado violentamente uma funcionária do presídio que a repreendeu por ter beijado a Elise no pátio que era proibido. O namoro acabou quando o Sandrão começou a se envolver com Suzana e Von Rtofen. As três trabalhavam 8 horas por dia com outras 40 detentas, confeccionando cerca de 10.000 peças de roupas por mês. Já com segundas intenções, Suzane fingia pequenas panes Em sua máquina no meio do expediente e chamava Sandrão para consertá-la. Não demorou para Sandrão assumir namoro com a Suzane. A Elise namorou outras mulheres em Tremembé. Depois de
Sandrão, ela iniciou um romance com Tânia que tinha 36 anos. Em 2014, ela estava presa por um crime passional. O namoro acabou porque a Tânia migrou pro regime aberto. Perto do Natal de 2020, a Elise começou a namorar em Tbembé com Thiago Neves, um presidiário transpria Pena na penitenciária feminina porque corria risco de ser rejeitado ou violentado se fosse colocado na unidade destinada aos homens. Mas os dois negavam o romance porque Thiago namorava outra detenta de Tremembé. Quando Lise aplicou pro regime semiaberto, ela precisou fazer o teste de Horchá. No livro, LES conta que hoje
os autos estão em segredo de justiça, mas antes dessa data era possível consultá-los para fins jornalísticos. De acordo com o laudo Assinado pela psicóloga Cláudia Lúcia Calegari Teixeira, Elise teria diagnóstico de transtorno depressivo, desconforto emocional e tendência a isolamento. Segundo a perita, ela seria narcisista, teria autoestima baixa, estrutura psíquica infantil e imatura. Se Eliz apresentava evidências de sentimento de culpa ou remorço pelo crime, a prita respondeu que sim. O resultado favorável das duas vezes que ela fez o teste fizeram com que ela Conseguisse as saidinhas. Até hoje, os psicólogos debatem se Elize é ou não
psicopata. Em liberdade temporária, ela ficava no município de Campos do Jordão, onde alugou uma kitnete para recomeçar a vida. Ela também se empenhou na reaproximação da filha. Como ela é impedida judicialmente de entrar em contato com a criança, ela aceitou o convite para protagonizar a minissérie Elize Matsunaga. Era uma vez um crime na Netflix. Seria uma chance de contar com As próprias palavras porque ela teve de interromper a vida do pai da sua filha. Essa parte é bem interessante também porque até então ela não poderia fazer nada do tipo para falar, contar a sua versão,
não podia fazer documentário, participar de nada do tipo, mas aí o advogado dos Matsunaga fez uma participação e ele meio que era porta-voz da família e por conta disso que ela conseguiu fazer esse documentário na Netflix. No Documentário, ela tenta explicar a sensação de ter atirado em Marcos. Ela conta que ela ainda não sabe que tipo de emoção que a fez apertar o gatilho. Ela diz que estava sentindo tanta coisa, medo, raiva, alívio de não estar louca. No entanto, ela não revelou o sentimento aflorado no momento do esquartejamento e disse que é segredos que ela
levará pro túmulo. No documentário, ela aproveita para pedir perdão à filha. Elise viu a filha pela última vez quando ela tinha 1 Ano e 2 meses. Então ela não sabia como era a fisionomia da filha depois de todos esses anos. E aí Elise conseguiu ficar com a sua parte dos bens adquiridos após o casamento. Eram R$ 900.000. R$ 1.000 em vinhos, além de joias, carro. Ela usou o dinheiro para pagar os honorários dos advogados e o restante para recomeçar sua vida. Como o Marcos morreu poucos dias antes da concretização da venda da Yok, ele não
recebeu os 100 milhões, né, que os pais Prometeram para ele. O dinheiro não foi depositado na conta, obviamente, porque ele desapareceu antes da finalização, né, da venda. Então, o valor ficou de fora do inventário. Os valores que ele tinha em suas contas bancárias foram bloqueados pela justiça e serão divididos em partes iguais entre as suas duas filhas, assim como as duas coberturas onde o casal morava. Um mês depois do crime, a mãe do Marcos apareceu no apartamento para pegar os Bens do filho dela, para tomar previdências jurídicas sobre os bens deixados, além de definir o
destino da filha do casal. Como eu falei para vocês, a filha estava sendo cuidada pela tia Rose. Mas depois que a família começou a fazer tudo isso, né, a mãe do Marcos decidiu fazer um teste de DNA para ter certeza que a criança era filha dele. O teste voltou e deu que ele realmente era o pai da criança. Então eles conseguiram na justiça a guarda Provisória da criança. Em julho de 2021, Elise ainda brigava na vara da infância para não perder a filha definitivamente pra família de Marcos. Criada no luxo e cercada de babás empregadas,
ela foi blindada de informações envolvendo o assassinato do pai. No entanto, quando tinha 8 anos, um coleguinha da escola a chamou num canto e contou a tragédia. A menina chegou em casa chorando e cheia de perguntas. Para protegê-lo, os avós a mudaram de escola e fizeram uma nova Matrícula usando outro nome social, mesmo sem ter uma autorização judicial. Em audiências na vara da infância, Mitsu nunca escondeu a vontade de levar a neta para morar definitivamente fora do país e assim impedir seu acesso aos detalhes da história. Ela tem acompanhamento psicológico e a essa altura já
sabe o que a mãe fez. Mas ela chama a avó de mãe e o avô de pai em casa. Mas quando os apresenta para os amigos, os chama de avó e avô. Eles entraram com uma ação de Destituição do poder familiar em desfavor da Elise logo após o crime. Se eles obtiverem êxito no processo, o seu nome será excluído da certidão de nascimento da filha e ela terá um novo documento. O campo destinado ao nome da mãe ficará em branco. Longe da filha, a Elise recorreu a cartas para alcançá-la. Inclusive, essa carta tá no livro.
Ela também mandou uma carta pra mãe de Marcos, que ficou chocada com a audácia e rasgou a carta. Ela foi ignorada pela Família do Marcos e se via longe da filha. Ela não sabe se um dia será perdoada por ela, mas conta com a certeza que seus demônios jamais a deixarão em paz e que ela é assombrada por eles. Nesse ponto, a Elise estava no regime semiaberto, como eu contei para vocês. E aí, em uma conversa com outras detentas, ela descobriu que ela já poderia ter evoluído para o regime aberto. No dia 30 de maio
de 2022, ela ganhou a liberdade condicional e Conseguiu sair da prisão, né, para poder cumprir o restante da pena em liberdade. Mas como eu falei para vocês nos outros vídeos, para fazer isso tem uma série de regras que o detento precisa cumprir. Então ela decide recomeçar sua vida, né? Ela tinha o dinheiro do seu patrimônio guardado, que ela decidiu guardar para quando ela finalmente conseguisse a liberdade, ela pudesse recomeçar. Então ela comprou um apartamento e um carro no município de Franca, a 400 km de São Paulo. Ela retirou o nome Matsunaga da carteira de identidade
e começou a trabalhar como motorista de aplicativo. Alguns dos passageiros reconheciam ela e aí a opinião dos moradores de Franca se dividia, enquanto metade não a queria circulando pelas ruas, a outra metade tentava encontrá-la no aplicativo. Por conta disso, ela decidiu se mudar. E aí, para escapar do assédio da imprensa em Franca, eles entram em contato com uma velha amiga que era a Tânia, que eu Citei para vocês, que foi uma das pessoas com quem ela se relacionou dentro de Tremembé. As duas namoraram por cerca de 3 anos no regime semiaberto. A Tânia morava em
Sorocaba e disse que falaria com o marido, se ela poderia ficar lá com eles. E aí ela disse que não era para ela citar de forma alguma que as duas tiveram um rolo. O marido aceitou e aí ela vai para lá e começa a trabalhar na empresa deles, que era uma empresa de obras. e Ela fiscalizava essas obras e ganhava R$ 3.000 por mês. Em Sorocaba, Elise teria dado em cima do marido da Tânia, o que teria deixado ela irritada. Ela teria sugerido ter relações com o marido da Tânia um dia que ela não estava
em casa e ele contou para ela que foi quando a Tânia decidiu se vingar. Então ela começou a produzir uma espécie de dossiê contra a Elise. A Elise trabalhava como fiscal de obras em condomínios de luxo e para conseguir entrar nesses locais a Empresa exige atestado negativo de antecedentes criminais, o qual a Elise falsificou. Tânia juntou várias provas, juntou isso, juntou o fato dela ter violado a condicional porque ela não podia sair de Sorocaba e aí elas foram praia. A Tânia podia ir para outros lugares por conta da empresa, mas a Elise não. Enfim, ela
juntou todas as provas contra a Elise e mandou esse dossiê pra delegacia de Sorocaba. Elise acabou sendo indiciada por falsificação De documento e aí o promotor pediu à justiça a suspensão imediata da liberdade para que ela fosse mandada de volta para Trememb. Porém, o juiz deu mais uma chance pra Elí a manteve livre. Atualmente ela voltou a viver em Franca. Em regime aberto, ela mora sozinha, mantém endereço fixo e precisa informar qualquer mudança ao judiciário. Ela não pode sair de franca sem autorização prévia da justiça. Ela trabalha com costura pet em seu atelier próprio, Produzindo
roupas para animais. E esse trabalho permite que ela mantenha uma vida mais tranquila e discreta. E esse é o caso da Elise Matsunaga, uma história que envolve os extremos da sociedade brasileira. uma relação marcada por poder, controle, traição, violência, que acabou culminando em um dos crimes mais chocantes que o país já viu. A filha da Elise cresce hoje sobs. É, toda essa parte dela é citada em muitos detalhes no livro, a parte também Do patrimônio do Marcos, como foi tudo dividido, enfim, é tudo citado em mínimos detalhes e obviamente a criança está sendo protegida como
deve ser e ela só poderá decidir se ela quer ter contato com a Elise ou não quando ela completar 18 anos e hoje ela tem 15. Esse é um caso que levanta questões muito profundas, principalmente para as mulheres, que é a questão da violência doméstica, relações abusivas, poder econômico e também a forma como a mídia Trata esses crimes passionais. Será que a Elise foi vítima por um bom tempo antes de se tornar uma assassina? Será que esse crime poderia ter sido evitado? Enfim, são perguntas que eu levanto aí para vocês responderem nos comentários. E aí,
no final dos livros tem fotos. Então, tem várias fotos aqui sobre as coisas que eu citei para vocês. Tem até foto da Gigi aqui. Então, como eu falei, tem muita coisa no livro. Eu não consigo contar tudo. Mesmo o vídeo ficando Gigantesco, se eu fosse contar absolutamente tudo que tem aqui, ia ficar tipo assim, 5 horas. E aí tem muitas histórias paralelas, né, como eu falei para vocês, histórias de outras pessoas que passaram pela vida dela, de outras prostitutas, enfim, vale muito a pena ler. Eu vou linkar para vocês aqui embaixo do vídeo. É só
clicar em descrição que vai tá lá minhação depois e falar por 19 horas foi com Deus. E como vocês sabem, ou para quem não sabe, Já tem vários outros vídeos sobre casos e de criminosos que apareceram na série Tremembé. Então, já tem vídeo da Suzane Valrettoffin, dos Cravinhos, da Sandrão e outras criminosas que também cometeram crimes horríveis, mas que os casos não foram muito explorados pela mídia. E ainda faltam alguns casos que eu vou contar para vocês na sequência. Mas é isso, espero que vocês tenham gostado desse caso completíssimo. Aconselho vocês a lerem o livro
e também a Assistirem o documentário que eu citei na Netflix, que aí tem, né, a Elise contando eh da perspectiva dela e tudo mais. Então eu aconselho que vocês façam isso. E é isso. Se você gostou, deixa muito like. Se você não tá inscrito, se inscreve que tem vídeo novo duas vezes por semana. Plit completa com mais de 500 casos para maratonar e que misteriosa também o podcast. Não esquece de me seguir nas redes sociais que eu vou deixar aqui na tela, que tem muito Conteúdo extra por lá. Então eu espero vocês lá. E é
isso, eu vejo vocês no próximo vídeo. Что?