[música] Esse podcast é representado por bov.com.br. Olá, eu sou Carlos Merigo. Esse é o cinemático 626. Bia Fioro. Tudo bem? Tudo bem. Hoje vocês se preparem que o episódio em si já vai ser uma odiceia. Vixe Maria. Iago Vinícius. E aí Iago? Para quem não tá no vídeo, a a Bia tá vestida com ETEG porque tá de space odsey aí de Zig Star Dust. Zig Star Dust. This is GR Control to Major Town. Muito bem, vamos falar aí. Esse mas é outro, mas vamos lá. Vamos falar do filme do ano. Até o momento a estourando
a boca do balão. Os donos de cinema tudo felizes porque eles estão, né? Christopher Nola estraia seu novo filme, a Odisseia que estraiou agora no dia 16 de julho, certo? E assim aqui é o popular, só se fala nessa coisa, né? Porque, cara, dessa vez de verdade só se fala disso. Só fala isso. Inclusive, inclusive eu tava vendo, ah, que que a gente vai falar semana que vem no cinemático? Não tem nada. Os caras não querem estrear nada entre Odisseia e Homem-Aranha. Então vai ficar uma semana de, sei lá, enfim, Eu disse Homem-Aranha que tem
o exato mesmo elenco. Exato. Mas [risadas] isso aí, mas isso aí é um problema pra gente eh do futuro, né? Mas vamos conversar. Vamos conversar. Vai. Isso. Muito bem. Então é isso aí. É mais é por isso que esse episódio é único da semana, tá pessoal? Ele é mais longo, ele é mais caprichado, mas como não teve outra perf estreia porque ninguém é doido, a assim, a gente assim como, né, a galera de Hollywood deu todo o dinheiro lá pro Christopher Nolan fazer o épico dele, filmar 100% em IMX. Eu dei meu dinheiro pro Christopher
Nolan. Sim, na lei Juan. A gente aqui no cinemático também todo o nosso investimento, né, de produção alocada aqui para esse episódio. Então, verdade. É isso, né? Então, por isso que é o episódio especial da semana. Tá bom. Tá bom. Vamos. Bom, mas antes, mas antes, antes, ó, seguir @cinemátic nas redes, o recadinho de sempre, e se inscrever no nosso canal no YouTube, youtube.com/bnob. Você dá joinha e você vê o cineminha aparecendo aí no seu joinha. Eu quero, esse é um episódio especial, né, gente? Tô esperando grande audiência. Tô esperando as pessoas descobrindo que nunca
ouvindo, ouviram cinemático chegar aqui para ouvir e talvez xingar a gente nos comentários, mas tudo bem. Você pode vir e deixa seu like. Então, quero 1000 likes. É a meta de likes. Likes eu queria eu queria fazer uma, um pedido, hum, pra nossa audiência também. Tô cheia de pedir coisa, né? Mas é que é o seguinte, vá lá no @cinemáticopod na no Instagram, no TikTok, escolha um corte que você gosta mais, ou do filme que você gosta mais, ou do filme que a gente tá metendo pau, você quer que vai tomar no cu. E reposte.
Eu não tô nem falando para você pôr no seu story, não tô nem falando para você marcar como é que é. Marque três amigos e siga o perfil. É só um botãozinho lá. É só aquele lá clique, repost. O que você mais gostar? É gostando de um filme ou ou x chochando um filme. Só isso. Por favor, já nos ajuda muito. Eh, ah, quero fazer mais de um story, mais de um corte. Perfeito. É o que tocar seu coração, mas tô pedindo só um. E um likezinho. Realmente não há de ser muita coisa. A gente
agradece bastantão. Muito bem. Vamos para a pauta. Vamos. Tell me what you remember. [música] A wife, [música] a son. We war. Help me go home. [música] This is a household waiting for master. I want you to choose me. [música] King is coming back. No, he's not. What would he do if he came back here and find all these in his house? Daddy. Who's looking [música] after your wife and do you see my dad is coming home bringing [música] bringing it all. Ô Bia, assim, a gente não tem que ficar apresentando Christopher Nolan aqui nesse podcast,
né? Não, fecha a pauta agora. Fecha a pauta. Tá bom, fechei. Não tô olhando porque eu proponho um jogo para você. Uhum. Ó, antes de mais nada, eu queria falar que a gente já falou do Nolan no cinemático 12 sobre Dunk Kirk. 12 12 12 12 12 cinemático 157 sobre Tenet. Tá aqui no meio da pandemia. 377 de Openheimer. Então, mais informações sobre onde ele nasceu, trama de infância, não sei o que lá, você ouve lá. Aqui a gente vai relembrar para vocês alguns dos principais filmes dele. Mas se esse é o seu primeiro cinemático,
eh, eu não sei se você sabe, mas o Carlos Merig é um grande fã de Christopher Nolan Vra. Hum. E aí, pra gente falar dos filmes que ele fez, que são destaque, eu queria jogar com você o qual você prefere. Hum. Tá, Gabu, coloca uma trilha de game show. Uma trilha de qual você prefere? Como funciona essa? É assim, eu vou te dar dois filmes e aí eu vou falar e xuxas doentes ou xuxas gêmeas. Aí você escolhe um adorer. Outro sempre quis fazer isso. Meu sonho. Meu sonho. Então vamos começar. Lembrando que não são
todos os filmes da carreira do Christopher Nolan. Segundo, lembrando que o que o Merigo escolher no final não Significa que é o melhor e todos os outros são merda. Carlos Merigo, amnésia ou Batman Cavaleiro das Trevas. Não, mas aí você quer você tá jogando já? Sim. É, é o quê? França e e Espanha na final da Copa do Mundo. Chega. Acabou a Copa do Mundo. Acabou o futebol. Vai. Não, Cavaleiro das Trevas. Perfeito. Cavaleiro das Trevas ou o Grande Truque? Cav. Ah, assisti também Grande Truque semana passada. É, faz o jogo, depois você fala. Cavaleiro
das Trevas. O Cavaleiro das Trevas ou interestelar? Cavaleiro das Trevas. Cavaleiro das Trevas ou Inception? Ah, não, você já falou. Não, não falou não. Cavaleiro das Trevas. Cavaleiro das trevas ou Openenheimer. Cavaleiro das Trevas. Cavaleiro das trevas. Chatísima essa essa brincadeira, porque você pegou de cara o meu primeiro lugar, cavaleiro das trevas ou dank, cavaleiro das trevas. Isso. Então agora rodada bônus. Cavaleiro das trevas ou cavaleiros da trevas. Das trevas ressurge com ah não, nem se compara. Cavaleiro das trevas. O cavaleiro original. Muito bem. Então, cavaleiro das trevas com o Coronga, grande vencedor. É, porém
é isso que eu te falei, eu acabei, eu reassisti o grande truque Inception, Openheimer, é, tá na, tá meio fresco na memória e eu diminuí notinha dos dois, tá? Então assim, o Cavaleiro das Trevas eu não assisto desde sei lá quando. É, eu assisti recentemente, então, mas ele é o meu cinco estrelas do Nolan. O meu único cinco estrelas do Nolan, aliás, que fique já o spoiler. Você tem algum cinco estrelas do Nolan? Cara, eu acho que não. Se bem que eu gosto muito de de Inception por motivos de razão. Gostei também. Não é assim,
é incrível. Eu diminuí nota por questões idiotas, mas porque também era cinco estrelas, foi para 4 e5 depois dessa reassistida. Porque enfim, gente, se ficar explicando aqui a minha lógica interna de estrela, é lá, vamos lá. Vamos lá então. Tá bom. Agora vamos começar. Pessoal, é o seguinte, aqui hoje na bancada nós temos um beletrista. E eu também queria dar dois disclaimers para vocês. O primeiro é que a gente vai falar de forma superficial das coisas, por mais que eu queira me aprofundar, porque é um assunto muito, muito, muito profundo, extenso, com muitos recortes, que
é a Elída e a Odisseia. Inclusive, existe a parada de que meio que talvez Homero não tenha existido em si e mas Não mas não tem certeza de que sim, não tem certeza de que não. Tem um rapaz em Bruxelas que diz uma coisa, tem uma moça no Salvador que diz outra. Então tem isso. É, a gente não vai avaliar a literatura ocidental, né? A gente vai falar do filme. Exato. E a segunda coisa que eu queria falar, que é uma bobagem pessoal, é quando eu li e lia da Odisseia adaptado para pré-adolescentes no meu
colégio, quem nunca, né? É, a tradução era a tradução latina que chama o Odisseu de Ulisses. Então, é provável que vocês me ouçam falar Ulisses e no filme é Odisseu. Peço perdão. Eh, vou trocar sem querer porque eu já fiz isso algumas vezes conversando aqui em casa. Quando eu falo Ulisses, eu falo de Odiseu. Eh, mas eu vou me policiar. Vamos lá. Bora, bora. Pra gente falar do poema Odisseia e um bocadinho do poema que tá sempre do ladinho dele ali, que é Elíada, eu vou citar Camila Zanon. Você conhece, Iaguito? Não, na verdade. Ela
é doutora em letras clássicas pela Fefelh, para você que não conhece esse essa sigla, é a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. E ela deu essa entrevista ao Renan Braz para pr pro próprio site da FFL. E aí ela vai começar dizendo o seguinte: "A Elí e a Odisseia são as obras mais antigas de que se tem notícia no mundo ocidental e cujos textos chegaram até nós de forma completa ou muito próxima de ser completo. A sua importância, contudo, Não reside apenas no fato de serem as obras fundes da literatura ocidental, o
que por si só as coloca numa posição de grande destaque. por serem dois poemas monumentais, cujo valor literário e cultural tem sido reconhecido por mais de dois milênios e meio. Christopher Nolan não está adaptando qualquer bolinho, entendeu? A vontade dele foi maior que tudo. A Eli conta com cerca de 15.693 versos e a Odisseia com cerca de 12.109 109 versos com pequenas variações, dependendo da edição, dependendo do tamanho da palavra. Sem alemão fica maior, fica menor. É, tem a tradução famosa aí da moça que é criticada inclusive, né? Esqueci o nome dela. Falaremos dela. Falaremos
dela hoje também. Segura aí. E aí você se pergunta, como eu me perguntei e é engraçado, gente, eu tive e Elída e Odisseia no colégio um quê? Uns 12 anos, mais ou menos por aí. Caramba, tava comendo ranho nessa época. Mas eu tava comendo rã e lendo. Fica tranquilo que uma coisa não não exclui a outra. Mas eu li a cebolinha e eu também. Aí que mania de querer excluir, tá? Ah, eu tava lendo só não sei o quê. Você pode ler o Cebolinha, ler a Ilíada e comer o ranho que você quiser. Isso. Até
uma do jeito que você preferir. Até uma certa idade. Depois faz só no faz só na sua casa. Não é recomendável. Bem f aí vocês perguntam como eu me perguntei. Eu cristalizei isso quando eu tinha 12 anos. Eu nunca tinha mudado até agora quando eu fui ver esse filme pensar, [ __ ] é verdade. Ué, mas o Odisseia não é tipo a segunda parte da história? Por que que o o Nolan tá fazendo só o dois? Não é um e dois. E aí não é exatamente. Aí a nossa querida amiga Camila continua. Os dois poemas
se conectam de várias maneiras. Eles fazem parte da mesma tradição de poesia oral, utilizando o mesmo pé métrico e, portanto, as mesmas técnicas de composição e transmissão. Os dois pertencem ao gênero épico, não confundir com vai ser épico, [risadas] narrando os feitos dos guerreiros que combateram e Troia. A Eliada narra um período de cerca de 50 dias no último ano da guerra de Troia. A Odisseia narra a longa viagem de retorno de Odisseu, um dos mais importantes combatentes em Troia. depois do fim da guerra. Então, os dois são épicos, portanto, conectam-se também por meio de
seus personagens e dos eventos narrados. Tá conectado, cronologicamente, um vem antes do outro, mas são coisas Diferentes, não é parte um, parte dois, né? Então tem isso também pra gente tirar [música] da frente. Outra coisa, Iago Vinícius, eu fiquei obsecada. Aham. Eu descobri que esse poema ele foi avançando no tempo só por tradução oral. Sim. Só os cara pip piip popó toda vez. E sabe quando você vai fazer gente PPT de comunicação, que você sempre põe as pessoas em volta da fogueira para falar que a humanidade gosta muito de histórias? Exato. É, foi foi o
que aconteceu. É isso. Eu fiquei muito feliz que o começo é o Bardo, né? figura que faz a a recita poemas cantando e tal, dizendo exatamente como é que funcionava essa essas coisas de transmitir transmitir oralmente. O pé métrico é justamente para as pessoas conseguirem decorar e transmitir. Que que é um pé métrico? O pé métrico é é a métrica que a gente estudava na faculdade. Então tem o métrico, eu acho que agora não vou ter certeza, mas tem o o pé métrico Alexandrino, tem o decassílabo, do decassílabo, enfim, tem uma série de de de
sílabas poéticas que a gente tem em cada verso o mesmo tanto de sílabas poéticas. Sílabas poéticas não é igual sílaba porque é sobre o ritmo, né? Então, geralmente a última você desconsidera, enfim, tem todo um esquema de fazer, porque fica mais fácil de decorar e aí ter o mesmo pé métrico eh em histórias relacionadas é mais fácil se você contar suas mesmas Histórias e você fazia exatamente aquilo. Era basicamente um show. É como você contratar eh a Linica para cantar no seu casamento. Você você vai lá, chama o Bardo, o Bardo vai lá e recita
essas essas histórias que você já conhece, algumas partes você conhece de cor e tal, e as pessoas eh vibravam com aquilo ali. E tinha uma coisa e e o bom de ser ritmado é que é meio cantado mesmo. Então tem uma coisa de encantamento, uma coisa meio artística. E aí fica essa essa discussão de Homero existiu ou não existiu, se era cego, se enxergava e meio que não importa tanto, porque era um poema que era patrimônio do do da civilização grega como um todo, assim. Eh, isso foi transmitido durante séculos. Eh, demorou muito para ser
escrito. E aí, por isso que também tem vários problemas de tradução, enfim, a gente fala aproximadamente esses versos, porque, eh, a gente não sabe se o poema tá completo, se tá só muito encaminhado. Tem vários poemas gregos que estão faltando pedaços mesmo. Eh, mas essa tradição oral aí eh durante séculos que foi foi eternizada. Eh, de acordo com esse mesmo essa mesma entrevista, a o primeiro registro dele escrito de Odisseia, escrita e Ilida e Odisseia tá lá para 5 anos antes de Cristo. Primeira vez que alguém sentou e falou: "Não, pera aí, deixa eu escrever
esse negócio aqui que vai que alguém esquece". É isso. Maria com Jesus Cristo lá sentada, olha aqui, canta, ó, música que não é 5 anos antes de Cristo. Então ele já se foi alfabetizado com Elias de Cé. [risadas] Muito bem. Maravilhoso. Ó, as influências de Elida e Odisseia são Gigantes, são eternas. Existe um fragmento ínfimo que eu achei legal de citar, mas lembrando que é imensurável. A Divina Comédia de Dante Aligeri tem várias referências. O paraíso perdido de John Milton, Fausto de Gate, Ulisses de James Joyce. Nas artes plásticas, a influência de Homero vem especialmente
na pintura e na escultura do renascentismo, porque retrata temas presentes nos dois épicos. Niets, Freud e Jung leram Homero e incorporaram. Gostaram da palavra? Inventei agora. Incorporaram nas suas obras. [roncando] E aí no Brasil vai se destacar Guimarães Rosa, o homem, o mito, com os chamados cadernos Homero, que são anotações que revelam a leitura atenta dos poemas por parte dele. E aí também tem o artista plástico pernambucano, Francisco Brenan, com suas esculturas que remetem a personagens dos poemas. Então, para fechar essa breve contextualização sobre Eleda e Odisseia, muito breve, só pra gente ficar aqui todo
mundo junto, a gente tem a Camila Zanon citando o Ítalo Calvino. Hoje esse programa tá clássico. É isso. Como disse Itítalo Calvino sobre os clássicos, eles servem para entender quem somos e aonde chegamos. Como todo clássico, eles exploram aspectos fundamentais da condição humana e nos fazem refletir sobre questões Atemporais, como as que envolvem honra, glória, vingança, guerra, companheirismo e compaixão. E aí, gente, tem uma um um trecho que eu nem ia colocar, mas eu reli, eu falei: "Hum, eu acho que a gente pode juntar com um negócio aqui interessante". É muito significativo que a literatura
ocidental, em seu início, tenha como tema, ou menos como pano de fundo, uma guerra. Uma guerra travada em função do rapto de uma mulher. Um rapto que leva um enorme contingente a cruzar o mar e sitiar uma cidade por quase 10 anos. O que significa para um exército sitiar uma cidade por tanto tempo? E o que significa para uma população viver refém no seu próprio território por tanto tempo? Quais são as consequências para ambos os lados dessa guerra? Qual é o custo humano? Não são perguntas diferentes das que fazemos diante do horror das guerras que
testemunhamos ao longo do século XX e ainda testemunhamos no século XX para lá de atual essa conversa, né? Homero, mesmo depois de mais de dois milênios, ainda dá muito que pensar sobre nós, sobre o mundo em que vivemos e o mundo que queremos. E aí, só entrando nessa questão do Calvino, ele foi muito safadinho falando que é de onde quem somos e aonde chegamos, porque eh aí conectando já com o filme também, eh filmar odisseia não é só filmar a história mais antiga de que se tem notícia na civilização ocidental, mas é filmar a história
por excelência. Todo mundo que estudou um pouquinho de jornada do herói se bateu com a trajetória de Ulisses, que é o herói que precisa voltar para casa. E eh o e o que esse lugar significa na história ocidental como um todo. Eh existe uma questão de que esse é o texto mais antigo e influenciou muito, muito a literatura brasileira porque a literatura mundial ia falar de Guimarães Razé falei literatura brasileira também mundial também faz parte do mundo. É. Eh, esse é o texto mais antigo que tem notícia influenciou muito a literatura mundial por conta dessa
memória, mas também esse é um texto que provavelmente sobreviveu pela força dele e pela força de representar os os dramas e as angústias que as pessoas têm, eh, de forma excelente, assim. Eh, então quando você fala de influência da da Odisseia na literatura mundial e na arte mundial e em tudo, não é só porque as pessoas se inspiram nessa história, porque estudaram e se inspiraram nelas, como eh Guimarães Rosa, que era um grande intelectual e e foi atrás para fazer inclusive sertão veredas, mas porque é muito difícil você fugir do esquema da história que a
ser representa, que é você perder alguma coisa e precisar buscar ela. E isso e eh baliza toda a sua vida e você tentar um pouco desafiar os deuses. Brincar com os deuses. Isso é muito fundamental na experiência humana. Então, quando você se propõe a filmar o Odsesso, se propõe a filmar a história por excelência. E aí esse é o desafio com que o Nolan tava se tava lidando e por isso que ele fala tanto sobre ele se sentir validado finalmente para fazer. Eh, porque você vai ler o Grande Sertão Vereedas, é basicamente a história da
da Odissé. você vai ler eh enfim, deixa ver. É verdade. Jackens de literatura grega é é voltado à história da Então é sempre sobre o macuna também a história de perde um um artefato, vai atrás desse artefato, tal. Eh, é dali que vem One Piece. [risadas] Exato. É isso. É isso. Eh, então acho que quando você vê, por exemplo, hoje eu tive muita dificuldade para gravar e aí eu até pedi para atrasar o tempo da gravação, tá? Não sei que lá. Eu fui contar para alguém e falei: "Nossa, eu estou vendo minha própria odisseia para
gravar esse esse programa". Virou um sinônimo, porque é o sinônimo de aventura. Então ele tá ele tá lidando com retratar o que é uma aventura. E aí a gente vai falar do filme a partir desse viés assim. Exato. Carlos Merigo tá a fim de ouvir do seu querido sempre. [risadas] Do Cristóão. Do Cristóão Nolão. Com certeza. Em 2023, o Nolan lançou o Openheimer, inclusive criando o evento Barbheimer na época, né, que foi Dois Opostos, né, um filme com cores frias e sóbrias e aí quiseram criar uma disputa aí que, enfim, é pro pro cinema foi
ótimo, né? Deu certo. É, exato. E aí em 2024 ele surfou o sucesso nas premiações, levou sete carsas, feliz da vida. E aí ele passou a pensar no que faria em seguida. E aí em 2023 ele falou que tava aberto a qualquer coisa paraa Variety e que as adaptações tinham um processo para ele. E aí ele abre aspas. Como roteirista e diretor, para qualquer coisa que eu faça, eu tenho que ter autoria completa, tem que ser original para mim. A semente da ideia original pode vir de outro lugar, mas precisa passar pelos meus dedos em
um teclado e sair da minha visão apenas. Então não mexe comigo, não fala comigo, não. Solta meu braço, me deixa quietinho que eu preciso fazer meus negocinhos aqui. E aí em 2024 para Empire, a produtora Ema Thomas, que também é esposa do Christopher Nolan, trabalha com ele sempre, confirmou que o sucesso de Oppenheimer tinha aberto uma grande oportunidade para algo épico. Farmar aura. Épicamente épic. Exato. Épicamente épico. E aí, pro Rud the Guardian, especificamente pro Tom Shone, que é um repórter que entrevistou muito o Nolan várias vezes ao longo dos anos, ele deu uma brincada,
ele contou que ele adotou um cachorro, eh, um labrador chocolate, porque os filhos dele todos já saíram de casa. Ele e a esposa ficaram meio assim, putz, ninho vazio, tem nada ninho vazio. E aí ele falou: "Pegamos um cachorro e aí eu resolvi fazer a Odisseia porque é o filme de cachorro definitivo." [risadas] Muito bom. E é impressionante como tem cachorro nesse filme, né? Como tem cachorro e como eles são odiados no filme. [risadas] Falaremos disso. Eh, mas depois ele reforçou que ganhar o Oscar das mãos do Spielberg, né? aquele momento ele falou que ele
abraçou o Spielber que falou que ele tinha parecia que ele tinha cruzado uma linha de chegada assim, tipo, ai [ __ ] acabou, ganhei. Uh. Então, enfim, ganhar esse ócar foi o que consolidou a autorização da Universal, que green lightou Carlos Meringo, a produção de Odisseia. E aí ele falou, eu pensei: "OK, agora eu tenho a oportunidade de filmar algo que jamais teria conseguido de outra forma". E aí nessa entrevista, gente, lembrando que ele é bamban faz tempo, tá? É isso para você. Ele ele precisar de toda essa renda para conseguir fazer. É, eu acho
que um pouco se explica nessa. Ele sempre foi um paraninfo, um como que é? Uma um standarte, um standarte do IMEX, né? Então ele sempre foi esse cara de criar esse cinema espetáculo. Evangelista. Evangelista. Eu vou fazer na maior na maior tela possível para você assistir na maior tela que você conseguir. Então ele veio vindo cada filme, ele adicionando um pouco. Um ele filmou algumas cenas, outro filmou 20% em IMX, 36% e agora ele filmou 100%. É o Primeiro filme comercial que é filmado 100% em IMAX, porque as câmeras são enormes, né? O rolo de
filme gigantesco, precisa de duas pessoas para para levar. Então você imagina como isso deve encarecer o projeto e talvez, né, venha daí essa eh essa esse ele dizer que tem teve dificuldade, né? Agora eu vou conseguir fazer. Eu acho que é um pouco isso. Eu acho que é obviamente que ele conseguiria filmar a Odisseia, eh, ter orçamento para fazer Odisseia, mas para fazer o filme desse jeito, né, com a tecnologia que ele queria, eh, talvez tenha sido realmente um, a primeira vez que ele teria essa, né, isso aí, oportade. Exato. Bom, nessa entrevista ele também
contou que por pouco tempo ele integrou o time de roteiro de Troia. Ah, mesmo? Ah, tô ligado. 2004, Brad Pitt, que é baseado na Elíada. Sim, né? Eu não vi, eu só vi uma vez, eu acho. Eu não. É, eu vi uma vez na época que fez bastante barulho, mas no final das contas ganhou um Oscarzinho. Sei é, não foi um um grande coisa assim, né? Mas enfim, era Brad Pitt. Exato. No auge. E aí, eh, desde então ele quis se meter com Homero e aí ele tinha cristalizado na mente dele a cena de um
cavalo enfiado na areia ali numa tentativa de Algo que só podia dar mais errado do que certo. Boa. Eu falei porque a imagem que a gente tem, né, inclusive do dos quadrinhos da Turma da Mônica, [risadas] é o as pessoas chegando com trazendo o cavalo numa num carrinho assim, né, empurrando os soldadinhos em pé dentro do cavalo assim. Então, a primeira vez eu todo, todo livro de história tem eles em pezinho. Isso, isso. Acho que é a primeira vez que eu vejo uma uma cena, né, um de cavalo de Troia que é o que é
isso, né? bagulho não, um bagulho que é e um negócio jogado lá na praia, quase como se fosse um um negócio descoberto lá no meio da areia, enfim, identifia desse cavalo que mais podia dar errado do que certo, eu acho que diz sobre um pouco da história dessa adaptação, porque em outro trecho dessa entrevista, ele conta que ele não quer fazer as coisas difíceis porque elas são difíceis e ele gosta, mas porque fazer a odisseia é difícil porque ele precisa de coisas que não estão prontas, de coisas que não existem. Ele tem que mandar construir
as coisas, ele tem que imaginar um novo jeito. E aí no meio dessa exaustão física e mental dele, da equipe, ele várias vezes pensou que tinha tido o olho maior que a barriga e que ele não ia dar conta. E nós vamos julgar aqui se tinha e se deu, né? É exato. Que ele ficava eh contou que o problema dele, aí você Ouvinte talvez se identifique, o problema dele era o domingo à noite. Hum. Que ele sentava e ele ficava relendo as cenas que ele precisava gravar e ficava lendo a ordem do dia seguinte. E
aí ele pensava: "Puta que o pariu, como é que eu vou gravar? Para que que eu fui inventar? E agora eu tenho que ir lá, eu tenho que fazer". E aí ele não dormia, ficava planejando, chegava no sete aparecendo frajola, bebendo café e fumando três cigarrosum. Mas ele tinha um plano e aí ele fazia. Foi difícil. E aí ele brincou que o elenco e a equipe no último dia, sabe quando tem assim: "Ah, acabou, that's a wap". Sim, sim. Festinha, bolinho, sanduíche de metro, né? Mãe, sanduichinho de metro. Que que que você comprou pros vegetarianos?
Ai, amiga, você não pode só tirar o salame do sanduíche? Ah, vai tomar [risadas] no cu. Guaraná, né? Guaranazinho. É guaraná quente porque não deu tempo de gelar, [risadas] mas tudo bem. Aí o pessoal lá e aí ele falou que no último dia parecia que realmente ninguém queria ir embora, mas porque eles tinham criado um vínculo traumático entre [risadas] si. Ele usou vínculo trauma bonding, vínculo traumático, mas que estavam todos juntos e se fosse para ir pra outra eles iriam pra outra juntos. E aí pra Empire, pra gente terminar essa parte, ele contou sobre a
abordagem escolhida, porque é o que o Iago falou, né? É a história de tudo, é a história primária, a caverna de Platão. É a caverna de [risadas] Platão. É, é a história que nasce do pé da da civilização ocidental, né? Então você tem vários jeitos de encarar isso. E aí ele falou que ele queria abordar elementos mitológicos de um jeito mais vida real. E aí ele fala: "Precisava avançar nessa abordagem criativa pensando que tudo que é explicado pela ciência hoje já foi tratado como sobrenatural. Raios, trovões, terremotos, vulcões. As pessoas estavam vendo deuses por todos
os lados e não exatamente a prova de que eles existem, mas as suas ações mesmo. Ele quis jogar aí com esse elemento. Muito bem. Sinopse. Sinopse. O Iago, as pessoas estão ouvindo muito a minha voz. Você não quer ler a sinopse? Hã. Sinopse adaptada do IMDB. Após a guerra de Troia, o herói grego Odisseu retorna a Ítaka, na Grécia, enfrentando figuras da mitologia grega. Muito bem, repercussão. Ó, no Roten Tomatoes tem aprovação de 95% da crítica versus 97% do público. Então, de mãozinhas dadas aí. Lerbox 4. No IMDB 8,4 de 10 e no Meta Critic
89 de 100. Inclusive, pouco antes da gente gravar, chegou uma notificação aqui no meu Letterbox dizendo que eu disse foi o filme mais rápido a atingir 1 milhão de espectadores lá na rede social. Então, olha aí, conforme li meu letter box, conforme é Conforme me informado no meu letter box, a gente filme evento, né? como a gente falou, faz as pessoas falarem muito, faz os ânimos ficarem complicados. E aí é assim, a gente sabe que a internet ela é feita cada vez mais de grandes extremos. Trabalhamos muito para que não seja assim, mas é difícil,
né? É porque mais um lance que você tem que ser contra ou a favor, né? Você não tem Isso. Exato. Quem amou eh tá indo fazer vigília na casa do Cristofer Nono Cabela. É. E quem odiou tá arrancando a a calça pela cabeça. Cal, tá jogando pedra na janela dele. Não tem meio termo. Hollywood Reporter deu 250 milhões de dólares de orçamento para esse filme e eu gostaria de apontar que este é o mesmo orçamento de Moana live action. Não, para [risadas] é impossível isolamento. Perfeita ponto. É imposs assim. Não tem como. Os car é
lavagem de dinheiro esse Moana, né? Vou te dizer então de seia. É, a peruca do do The Rock foi cara, né? É, ela é uma é uma atriz paga, né? Isso. Mesmo assim não foi bem, coitada. Bom, e tá pago porque o final de semana de estreia meteu uma bilheteria de quase 265 milhões de dólares pelo mundo, fazendo dessa a maior estreia da carreira do Nolan. Antes tinha sido cavaleiro das trevas, óbvio. E aí agora é esse. Mas aí, galera, temos um efeito colateral de o filme evento, como a gente estava falando, que todo mundo
vai querer ter uma opinião. Ai, e aí os influenciadores e pensadores, entre muitas aspas da extrema direita, estão gente que nunca nem vai ver um filme, né? Assim, gente, olha, eu juro por Deus, sequestradores de pauta, que é essa história, sequestradores profissionais de pauta, pauta cultural, pauta política, [ __ ] que eu pari o [ __ ] A quatro lá vão eles de novo. Eles estão espalhando desde antes da estreia do filme que esse filme cumpre agenda walk. Wismo cultural. Eu já ia ver o filme, não precisa me convencer mais. Isso [risadas] é não, não
me ameace com coisas gostosas, por favor. Isso. Eh, motivos de ser agenda w dois pontos. Ter no elenco Elliot Page, que é um ator trans para interpretar Sinon, um personagem que não existe no poema original. Então, tá inventando coisa para botar. O Sinon, se eu não me engano, é da Ilía, né? Não éida. Eu acho que é a Eli. Eneida. Isso. Isso. É. E aí trouxe para misturou. É. Trouxe para quê? para ensinar as crianças a serem trans. É porque ele queria trazer um um soldado, o soldado normal, né, que tem todo mundo lá com
as suas soldado legal normal, Com as suas loucuras, né, de de guerras e conquistar o mundo e um soldado que precisa viver o dia a dia lá e meu, tô me [ __ ] aqui por tua causa, né? Exato. Outro motivo, ter a Lupita Niono como Helena de Troia, porque ela é uma mulher negra. E no poema, inclusive dizem que existe a descrição de que ela tem braços brancos, uma figura alva. É, eu é assim, tenho e cabelos e eh brilhosos, alguma coisa assim, mas não diz em nenhum momento ela é branca, loira, né? Aquela
imagem que se se pinta, mas enfim. Ninguém chama margou hobby, né? Isso é exatamente. [risadas] E assim, a Helena de Troia é a mesma coisa que a que a Pequena Sereia, certo? Isso. Não existe Helena de Troia Negra. Deixa eu te contar uma coisa. Assim como não existe o Batman. Enfim, então não é que foi uma figura, né? Não fala que não existe o Batman. O Neymar pode te ouvir. Fala baixo senão ele fica triste. Desculpa, tá bom? Ter Travis Scott, um rapper como o Bardo. Ah, ele é o é o Travis Scott. É o
Travis Scott. Ah, não pode ter. Onde é que já se viu rapper fazendo cinema? Onde já se viu o Bardo fazendo bardice, né? Porque é um rapper isso, né? O que que é um rapper se não bardo, né? Que da hora, Trevis. Bom, entre essas pessoas da extrema direita, que eu não vou ficar citando, até porque eu nem conheço o nome delas e e as que eu conheço, eu faço questão de esquecer, está Elon Musk. É óbvio. É claro que onde há eh fedor a bosta e onde a bosta Elon Musk. E aí ele disse
que Nolan insultou a obra de Homero. Ah, e perdeu a sua integridade por ter escalado Lupita. O problema dele foi com a Lupita Nion. Depois ele seguiu concordando com outras pessoas lá no Twitter, no a que também atacaram o Nolan. Então ele ia lá dá um reply nossa mano, pode crer, meu. Entre outras. Essa dis o Nolan representou ele. Ele respondeu isso, né? Ele disse que eu não vi a resposta do Nulan, eu vi a resposta da Lupita. Diga aí, depois eu falo o que eu li do Nulan. Boa. Lupita chegou a responder brevemente numa
entrevista lembrando a galera de que essa é uma história mitológica. Isso. Exato. Sabe aquela aquela aquela legenda que apareceu ontem na final da Copa do Mundo? Acho que foi o Guardian que fez, que é eh o dono da FIFA explica carinhos é infantil explica carinhosamente para Donald Trump que ele não faz parte da delegação da Espanha. [risadas] É muito bom. É isso. Lupitanong explica delicadamente de que um um mito não é verdade. E aí ela falou que é isso, cara. É uma história mitológica. O Nolan quer representar o mundo. E aí virou a É. É.
Então, então me responde aqui por que que não tem grego no elenco, hein? Hã? O Nolan ele é contra a representatividade de grego. É, meu Deus. Tinha grego na graça antiga? Não, não era assim que eles se chamavam. É isso. [risadas] Os conservadores seguem reclamando do sotaque dos atores também falando que é muito americanizado. Eles falam dad, né? Eles falam mam. Eles não t uma não tem aquela impostação, né? De um poema clássico. Eles estão parece uma família americana. Mas e foi o que você falou foi foi justamente, né? no que você já colocou, que
você falou aí, que falou que a intenção dele era representar um um ter um elenco global que representasse eh várias pessoas do mundo, assim. Então, essa foi a pensamento dele em escolher e assim ele tem tinha todo o orçamento que ele podia, né, para poder escolher pessoas, [risadas] até pouco, tá isso. E ele é uma história com um monte de personagem com nomes complicados. Ele pegou os hostels, [risadas] né, as carinhas mais famosas de Hollywood do momento para ajudar a gente a lembrar quem são os personagens. Acho que e são essas pessoas. Então, Isso, isso.
Exato. Aí, pra gente finalizar, Merigo citou a Emily Wilson. Emily Wilson, desculpa, lá no começo, gente, eu não conheço Emily Wilson, né? Nunca tive o prazer de um beijo para o último churrasco na casa do qu isso. Eu falei assim: "Ah, a moça lá, né, a mocinha que de repente, né, sei lá, uma baita, né, estudiosa, beletrista do mundo. E eu definitivamente ela é, mas a gente tá aqui entre amigos, ficou desrespeitei, tá? A BBC entrevistou a Emily Wilson, que é essa autora que publicou uma tradução de Odisseia em 2017 e ela foi muito criticada
por ter modernizado a linguagem. Olha, o seu crime foi ter democratizado ainda mais o texto, né? Isso ninguém tava lendo porque tava achando um saco e complicado. Aí você resolveu fazer um jeito que as pessoas vão querer ler mais. E aí, Carlos Merigo, aí aí é você, porque você é mulher, aí ataque misógeno, aí ameaça de abuso, ameaça de morte, é super tranquilo trabalhar em 2026. E aí ela comentou todos esses ataques da extrema direita ao filme falando: "Acho isso bastante desconcertante, são pessoas que não se importam com o poema, mas quando se trata desse
discurso de guerra cultural na internet, demonstram raiva e proteção em relação a ele." Perfeito. Tem a ver com uma noção totalmente estável de grandeza e masculinidade. Qualquer coisa que desafie essa interpretação do que é a história antiga ameaça sua identidade em termos de gênero e raça. Perfeito. Emily, você abichona mesmo. Desculpa ter te chamado de de tiazinha, tá? De mocinha. Mocinha. Isso. Isso. Porque bom tá bom. Podemos podemos. Vamos falar do filme primeiro. Sem spoiler. Certo. Certo. Ah, sim. Vocês tiveram 3.000 anos para ler o poema, mas isso. Isso. Mas acho que que é válido,
não é? O filme o filme tem suas liberdades também. Isso. Muito bem. Eh, Iago Vinícius quer começar? Você quer ir antes, amiga? Posso ir? Vamos lá. Bom, eh, é uma honra ser a primeira a falar. Eu não contei o que eu achei de propósito, eh, pro Merigo não ganhar coisas aqui. Ah, que você acha que eu tô planejando? Eu acho, eu acho. Eu conheço você. Você planeja coisa você planeja com as suas estrelinhas. Você nem quis falar como é que você pensa nas estrelinhas. Você pensa que eu não percebi. É isso. A metodologia secreta dele.
Isso é todo um. Eu não sou muito afeita ao Nolan. Hum. Né? Eu tenho, já conversamos sobre isso, vocês já sabem. Eu acho que os tem os filmes dele que eu gosto, Deception é um deles, Danirk é um deles. Batman Cavaleiro das Trevas eu reassisti recentemente e aí achei que era melhor não ter reassistido, mas enfim, [risadas] eu fui com a impressão de que fosse talvez fosse bom, porque as pessoas ficaram enlouquecidas quando elas saíram da das apresentações de imprensa e tudo mais. E quando acabou o filme, ah, uma coisa importante, eu não assisti em
IMEX, eu assisti e numa na sala Dimus da do Cinemarquise e não morri. Fica calmos. Eu senti que os elementos são centralizados assim, aquela coisa meio layout da página. Exato, exatamente. Então, fica tranquilo. Eh, eu não assisti a Max, mas quando acabou o filme eu pensei assim: "Porra, eu tô muito feliz pelo Nolan". Porque ele conseguiu. Esse filme tinha tudo para ser uma merda, porque é uma coisa difícil de adaptar. Podia ter virado um, eh, novela 10 mandamentos de 3 horas, [risadas] mas assim, cara, tinha tanto caminho merda para ele tomar e ele não tomou
e ele resolveu e ele conseguiu fazer a Odisseia, um filme que é bom. Mas o filme para mim não é extraordinário. Então assim, cara, eu juro por Deus, eu saí do do cinema e o Caio e eu, a gente começou a conversar, eu falei assim: "Caramba, eu tô tão feliz por ele, nossa, que alegria! Uh, tá resolvido, Não ficou horroroso? Então, para mim o que que acontece? Eu gosto do que ele fez, eu acho bem resolvidas as simplificações que ele fez, mas eu queria falar uma coisa que é assim, eu não sei se é spoiler,
acho que não é. Me falta bicho na tela, porque as lendas e os mitos é muito comum que você seja sempre encontre criaturas mitológicas. Toda capa de livro de história mitológica vai ter um bicho, não vai ter um cara, sabe? E aí vai ter um bicho, vai ter um cara, uma mulher, nunca. Mas enfim. Eh, então a gente tem bichos muito legais quando eles aparecem. E aí eu fico pensando se o Nolan não quis. Eu fiquei pensando em duas coisas, que é um ah, eu não vou gastar mais dinheiro com isso, chega, eu eu tenho
eu tenho salário para pagar aqui, pessoal. Ou a segunda coisa que é não fazer por medo de ficar ruim e aí fala: "Ah, então deixa, a gente faz de outro jeito". Mas eu senti muita falta mesmo, porque eu acho que essas histórias, o grande terror dos desses bichos enormes de eh de aparências pouquíssimo humanas que você não entende o que é, acho que esse terror do desconhecido que é praticado ali me faltou bastante. Segundo, o Mat Damon primeiro está a cara do Dan Stubac no mercador de Veneza. Perfeito. Ele tá igual com aquela barba igual.
Mais um filme dele tentando chegar em casa, né? Não dão paz pro homem. É isso. Eh, e a segunda coisa é, eu achei o Mat Damon, não sei se foi coisa dele, não sei se o Nolan dirigiu ele assim, achei ele meio blazê demais às vezes. Aham. Ele tá bom, ele não tá ruim de E eu acho que ninguém tá ruim, tá? Eu, mas é que ele tem umas coisas que aí a gente pode falar depois dos spoilers, umas construções de sentimento que a gente vai entender que vão culminar no final, que eu achei que
eu eu tive que imaginar demais, assim, eu achei que faltou uma sustância ali nele. Eh, e tal. El hot page, [ __ ] cara, você pode levar todas as minhas coisas, entendeu? É um dos meus atores preferidos no mundo. Junor é o filme da minha vida. Eu tenho o Hamburger Fone Tatuado. Eu já mostrei aqui antes, porque eu gosto muito dele e eu gosto muito de vê-lo nesse contexto dramático, interessante, porque é isso que o Meringo falou, ele faz um cara comum que está lá se [ __ ] por conta da ideia dos outros. E
não importa o quanto que você fale: "Não, mas veja bem, mas olha o que você fez". Tipo, não, cara, o que você fez é que você enfiou no meu cu e ainda bem que eu consegui fazer virar, né? se não fosse também. Mas beleza. A cena, tem algumas cenas que eu achei um pouco tipo, ah, eu sei o que vai acontecer depois. Acontece que eu não sei se isso acontece, porque essa é a história primal, entendeu? Então, talvez eu saiba mais ou menos o que vai acontecer depois, pensando em cena, tá? Não, na história, pensando
em que tipo de cena que vai ser construída Ali, talvez por conta disso. E eh também queria falar que é impossível odiar tanto cachorro quanto esse filme odeia cachorro, filhote de cachorro, [ __ ] cachorro, não sei o que lá, [ __ ] chuta o cachorro, jogo cachorro do penhasco. Eh, eu sei que é tudo de mentirinha, mas é que a primeira cena eu fiquei assim, que isso? Eh, mas beleza. Adiciona colorido ao negócio. Eu só queria citar no mais, gente, eu fiquei, é isso. Eu achei bom. Ele não é excepcional e fantástico. E aí
eu acho que cai uma coisa que é, eu não vi no IMAX. Eu poderia ter visto no IMAX e ter eh me deleitado mais com as cenas do jeito que elas são. Mas aí eu acho que cai numa coisa que para mim é o que mata o Nolan um pouco, que é excelência técnica e visual. Assim como eu falei no episódio do Openheimer, assistiu, eu assisti o Openheimer no IMAX e cara parecia que eu ia tomar um choque quando aquelas coisas elétricas estavam acontecendo. Era muito imersivo e é barulhento, né? É, é, é, mas é
uma coisa assim imersiva e interessante. Nesse filme tem uma hora em que os soldados vão tampar a orelha com cera para não ouvir e certas coisas. E aí no cinema que eu tava, que tinha o áudio muito [ __ ] você para de ouvir de um lado primeiro o som do lado do cinema e depois do outro. Uau! Sabe, é uma coisa Muito, entre aspas, simples, mas pensar nisso é um rigor estético e técnico que o Nolan sabe fazer, que é muito dele. E é o que o Merigo falou, ele tem uma vontade de fazer
umas paradas que às vezes é até dois ou três passos para além do que ele consegue agora. E eu não tiro isso dele e eu acho que fez com que ficasse legal, mas para mim sempre essa parte é maior do que o roteiro que ele cria. Então vira uma coisa tipo, é mais forte você ver no cinema do jeito que ele imaginou do que depois você vê em casa, porque você não pode ver, né? Ou você vê na [limpando a garganta] sala de cinema do seu bairro mais próximo e aí ele acaba perdendo em em
suntuosidade por conta disso. Aí eu acho meio qualquer nota, mas foi Nolan. Você fez, cara. Entregou. Boa. É isso. Job na rua. Muito bem. Quer ir vinicius? Bora. Obrigado, Bia, por ter falado que acordou coisas na minha na minha mente. Eu tenho muitos problemas, alguns problemas com uma forma que o filme aconteceu. Eh, mas eu gostei muito dele por causa dos problemas. Tem várias coisas ali que são defeitos que eu gostei no sentido de que algumas coisas, por ser uma história muito grandiosa, onde acontece muita coisa, tem muito elemento e a Bia falou, são 12.000
versos, dá dá para dar conta de uma grande história em 12.000 versos e por mais que o filme tenha 3 horas, eh, você vai perder um monte de coisa do do da história original, eh, e acaba ficando algumas coisas meio soltas, meio mal resolvidas, meio que Que tá acontecendo. Mas eu gosto disso porque isso é odiceia, né? é você ficar meio perdido, imerso, você não sabe como ele, se ele volta para casa, como é que ele volta, que que acontece. Então eu eu gostei desses desses desses problemas. Não deixa de ser um problema. Eu só
achei me divertir assim ao longo desse desse processo. A Odisseia da Odisseia, né? É a Odisseia. Exato. Eu sempre eu sempre falo aqui que a história do filme conta a história, a história que o filme foi feito também conta a história do filme, assim. Então, para mim pensar um pouco nisso de como é dar conta disso aí é muito interessante assim. Acho que ele faz escolhas corajosas mesmo no sentido de que ele tá mais, me pareceu que ele tá mais preocupado até na sala do cinema assim, mais preocupado em causar efeito do que contar uma,
sabe, uma história bem amarradinha, tal, não sei o quê. Tanto que eu acho que o roteiro mesmo, diálogos, é a parte mais fraca assim. Eu achei que muita coisa ali foi por marcação, sabe? Só diálogo que aconteceu para acontecer. Mas é o que você falou, tá todo mundo bem. Eh, fiquei muito chateado pela Zendaia porque a Atena dela não acontece e porque não tem espaço para acontecer, porque você vê que tem uma coisa ali que podia ser [ __ ] Se desse um pouquinho mais de tempo de tela para Atena, ela ia ser ela Eu
sei que no final, você acha que ela saiu de casa só para ficar olhando pro horizonte? Eu achei que foi isso, assim, ficou aquela [risadas] coisa de passar, sabe? O, ela pegou os os negocinhos que ela usou em Duna. Isso mesmo amarrou de novo. Exato. Eu tenho até essa dificuldade de falar: "Puta, ela tá do mesmo jeito que tá induna". Meio estranho, né? Não, mas o cabelo tá diferente que tá bom. Deu uma bagunçadinha mais. Isso que é que é também uma outra coisa, né? Esse filme também podia ser resumido com a frase: "Só quem
é ateu". E viu milagres como eu né? Porque [risadas] ele o Nolan com certeza não acredita e é tudo bem, né? que ele é um adulto funcional e americano, mas ele não acredita em Deus de forma alguma e e nada que seja místico. Eh, e aí ele se propôs um desafio complexo, eh, que eu acho que é irresolvível mesmo. E ele ele topou ser irresolvível, que é, eh, ele tá muito focado no drama psicológico do Odisseu, que é um aspecto que não é tratado geralmente, né, do tipo, cara, eh, esse cara é o grande vencedor,
mas esse esse vencedor cagou com a cabeça dele, deixou ele completamente traumatizado. É, e ao mesmo tempo que ele tá tentando mostrar que é tudo coisa da cabeça dele, até um ponto que você desconfia, é o narrador da é o narrador que você desconfia. Agora esse seu do filme não dá para acreditar em nada, assim, tem um momento que você fala: "Cara, ele tá inventando tudo que ele tá falando". Assim, então dá desespero até. Eh, ao mesmo tempo acontece coisas muito extraordinárias, né, na vida dele ao redor. Então, fica um um paradoxo que é eu
preciso dizer que a cabeça dele é o é o é o que manda ali. Não tem nada que é nada que é mais grave do que a própria consciência. Uhum. Ao mesmo tempo que, cara, tem coisas muito graves acontecendo. Tem gigantes, tem seres mitológicos, tem ida ao inferno. Então, Amigo, e o Eurículo lá, pelo amor de Deus, vai morrer mais gente. Você é doido. É isso. E ele falando: "Galera, vocês vão morrer, viu? Deixa eu contar para vocês. O pessoal, o divino me contou, me veio por meio da minha espiritualidade. Você exato. Eu gosto, eu
eu fiquei incomodado e depois que eu acabei o filme eu desincomodei de não aparecer Zeus, Poseidon, mas eu gosto da forma que eles que eles foram retratados no filme, que a gente vai falar nos spoilers, o que também deixa meio em questão a a Atena ali, que é só Zendaia mesmo, porque não tem não tem muito de Atena, né? Tem a deusa da sabedoria que chega e e mete mete bronca, porque é uma história sobre o homem. E aí é um paradoxo mesmo porque é uma história sobre e e vamos lá, eu defendo o que
isso tem acontecer, tá? Mas é uma história sobre o homem do século XX e os impasses que o homem do século XX tem em uma história clássica. vai ter um desencaixe, mas é um um desafio que é importante se topar, porque você contar os clássicos ao longo do tempo também faz parte de você repaginar os clássicos, porque se você ficar contando a mesma história, ela vai, se você ficar contando eh história clássica com sotaque britânico, o que o pessoal da extrema direita tá reclamando é que não tinha sotaque britânico, na verdade. É, é sobre isso,
assim, porque sotaque britânico para eles é o sotaque clássico. Então é, se você topa. Eu o acho que o o que o Nan pensou é, já que eu já vou dar uma atualizada, vamos atualizar tudo e vamos fazer o drama do homem moderno que as pessoas consigam se identificar, porque como eu falei no Começo da da da do episódio, eh essa história pegava porque as pessoas se identificavam com ela. Então as pessoas se identificando, isso vai existir algumas modificações. Não, não, não se resolve porque é isso, tem gigantes e tem seres poderosos com flores mágicas
acontecendo ao tempo inteiro. Mas eh vale a pena olhar para esse drama, para esse para esse viés de que eh além de ser um cara abençoado pelos deuses, que que é a potência desse cara e que que a potência desse cara custa? Assim, acho que é um drama muito muito legal assim, esse efeito funciona, mas como uma pessoa que, enfim, fez letras e aí é uma frustração minha, pau no meu cu, mas eu fiquei numa numa ah numa apreensão assim de será que as pessoas vão pegar exatamente que que é circ? Será que as pessoas
vão pegar exatamente que que é Calipso? E eu vou falar disso nos spoilers de novo. Concordo muito. Calipso que é a Charles Teron de saída de praia só. Perfeito. É isso. Eh, então eu fiquei fiquei meio nessa nessa ideia de tipo, será que não tinha que se propor também um pouquinho mais apresentar essas histórias são maravilhosas? Ou será que vai esperar a curiosidade nas pessoas e elas vão atrás e tal? Eh, isso foi uma coisa que eu eu f tipo se eu não soubesse nada da Odisseia e eu sei muito pouco, porque quanto mais você
estuda menos você sabe, eh, que que eu dependeria do filme assim, sabe? Acho que é um um um exercício interessante, mas na minha sala, o pessoal lá de casa, na minha sala do cinema, todo mundo vibrando assim, apreensivo e eu nem vi no IMAX também, então tipo, não vi porque não consegui vaga, tá? Porque tá um um furbo. Ah, é, gente, tem essa história, tá? Não sei como é que foi pro merigo. Eu você até pôs no no grupo, acho que eu não vi. Consegui, foi a primeira vez na minha vida que eu comprei um
ingresso em pré-venda. É uma ver o filme como Nolan gostaria, que é o meme, né? É só tem 41 salas no mundo de cinema que tem esse IMX 70 mm, polegad, sei lá qual é o [risadas] o o tamanho. [roncando] E no Brasil não tem nenhum, né? Nós temos IMAX aqui, mas nenhum desse tamanho. No Brasil a gente tem eh acho que quatro salas, cinco salas IMAX, né? Então, paraa maioria da população é impossível assistir nesses grandes formatos aí que eles e aí as poucas aulas que tem, obviamente as pessoas fizeram uma correria para ir.
Eu fui porque eu peguei uma sessão 10:30 da manhã, então horário de vagabundo, né? Horário de herdeiro e aí eu consegui, mas à tarde, fim de semana, esquece, não tinha não. É, já vai daí então, Merigo. Conta pra gente o que que você achou. É, já vou daí. É bom. Primeiro acho que tem o lance de a Bia falou muito bem lá na na no nosso preâmbulo, né? que acho que você tem aqui no nesse filme uma escala de ver um diretor que tá operando com recursos e com artistas, né, que poucos cineastas vivos conseguiriam
reunir. Eu tava vendo, eu vi o documentário do Scoresi faz pouco tempo e eu ficava chocado como ele tinha dificuldade de fazer filmes, sendo que ele empilhava às vezes um sucesso atrás do outro. assim, tudo bem, às vezes tinha um que não era, mas ele contava dificuldade de vender um Filme e talvez nem desses grandes, essas grandes lendas do cinema conseguiriam fazer um filme desse tamanho como ele conseguiu. Então, acho que isso por si só é um chamado, né, a ir ao cinema e tentar ver isso na maior tela que for possível, assim. Então, isso
acho que isso tá lá, né, a escala, ambição, eh, o esforço que ele tentou fazer. Acho que a gente consegue enxergar isso. E ele faz no filme aquilo que o Nolan faz em todos os filmes que ele pega, né? Assim, ele fez isso com Batman, né? Que talvez o que tem mais de ridículo de um homem vestido de morcego, né? Eh, enfrentando, fazendo justiça com as próprias mãos nas ruas de Gottan City. Ele pegou esse personagem que a gente conhecia de uma maneira, algumas vezes, bastante colorida e tirou, né, eh, toda a cor e transformou
isso numa experiência brutal, física e emocional que faz a gente sair cansado dos cinemas. E ele fez isso novamente, como ele já fez com outras histórias, ele fez isso com o Odisseia, né? Você tira o o Odisseu na história original, é um cara mais safo, digamos assim. Eh, [risadas] eh, né? Ele é um baita guerreador. Esse é o lance dele. Isso. Mas ele é um mentiroso. Ele tem uns tem humor, né? Eh, tem as criaturas, como a Bia falou, né? Eh, né? Os mitos. O Nolan tira tudo isso e vai colocar e pedra, armadura, areia
na sua cara. Isso. Tempestade vai ser uma experiência realmente exenante, né? Então, ele vai fazer isso ao mesmo e isso tem um preço, né? ao mesmo tempo que ele coloca essa história bastante grudada no chão, né? Uma história de de desse tamanho, com criaturas mitológicas, mas parece que ela é real, isso também tira um pouco do calor humano, que é uma das grandes críticas que o Nolan tem na carreira, né, de conseguir fazer essas grandes histórias, esses grandes épicos, mas ter pouca pouco sentimento, né? Eu acho que é uma coisa que acontece aqui eh novamente.
Então assim, para mim o consenso que eu colocaria e meu, né? Não tô não com vocês, porque vocês já discordaram consenso de você consigo olhando no espelho. É que ele tem assim, a realização técnica é monumental, né? É um é um grande filme de aventura, a o a jornada do herói, né? primordial, eh, que você vai ter toda essa força sensorial que ele sempre traz, mas talvez não o equivalente dramático que se espera de uma história como essa, né? Então, eh, eu acho que isso tá lá. O que eu vocês criticaram algumas coisas que talvez,
eh, entra muito naquela naquele naquela discussão eh da existe, é, não da adapta, de como adaptar uma história, né? É óbvio, cada um que vai adaptar pode fazer de um jeito, né? Vai ter uma uma visão. Então ele precisou eh Mudar partes importantes dessa história para fazer isso caber na tela e na visão que ele tinha. Então ele ele corta personagens, ele mistura personagens, ele eh eh muda decisões. E na minha visão, né, considerando quem tá fazendo que é o Nolan e o que ele quis trazer pra tela, cara, eu acho que praticamente todas as
decisões que ele toma são decisões acertadas, assim, porque ele vai trazer uma história em que vai humanizar mais isso, né? Humanizar os deuses. A gente nem vê esses deuses, né? Então, é uma é uma decisão. Eh, ele traz no personagem do Odisseu uma atualização que para mim tem um um valor porque atualiza, né, ao mesmo tempo que deixa de fora. Cara, Odisseu e a turminha dele passaram por vários lugares barbarizando o mundo, né? Tacando fogo, estuprando, matando. Você não tinha como fazer a Ele não tinha como fazer a gente se importar com esse personagem. Se
ele não não mudasse isso, né? Então, eh será que não dava para ter feito de outro jeito? Cara, você vai ver o Odiceu matando criancinha, estuprando gente, você vai conseguir ter uma conexão? Não precisa. Eu acho que existe um meio termo entreg, aliás, gostaria de pôr um adendo. Obrigada, Christopher Nolan por Fazer alusão à violência sexual sem mostrar em tela uma pessoa sendo violentada. Eh, apesar de tudo, aprendam, tá? Dá para fazer isso e assim e trazer uma uma moralização para essa guerra que cara tem cara, por que que você vai adaptar essa história milenária
que já foi adaptada outras tantas vezes, que o mundo conhece, táanã? É do jeito que tá lá e não atualizar para contextualizar com o que a gente tá vivendo hoje e que eu acho que tem, ele consegue muito fazer isso, né? Porque ele vai usar Troia, depois nos spoilers a gente fala mais, né? eh, como origem de uma crise civilizacional, não é só a guerra pela guerra, como a gente vê acontecer no na Odisseia normalmente. Então, cara, tem para mim traz um peso e uma profundidade que eu acho eh muito valiosa para esse filme e
que me ajuda, inclusive quando eu tô lá, tá, Nolan, você tá fazendo de novo essa coisa nessa escala, nessa brutalidade, mas eu não tô conseguindo eh eh botar o meu coração para para jogo, assim, né? consentir isso. E eu acho que ele faz umas mudanças que no final do filme eh me fazem pela primeira vez sentir que tem um o Nan instalou ali o aplicativo de de sentimento que talvez não estivesse, [risadas] né, nos filmes anteriores. E assim, o lance do que ele faz em tudo que é trazer, é isso, né? Ele é tão técnico
que não é que ele ganhou um coração, ele instalou O ele instalou o app dá para, olha, dá para você ter aqui, hein, Nolan? Fazer as pessoas sentirem alguma coisa, talvez derrubar uma lagriminha. Então acho que tem ele conseguiu fazer uma atualização nesse sentido. Uma coisa que ele sempre fez, que eu falei, né, ter essa materialidade no blockbuster e ele faz aqui de novo. E talvez isso explique bastante porque que você não tenha grandes deuses, né, grandes cenas, porque ele usa alocações reais, né, cenários físicos, o próprio Ah, foi pra Islândia, tá, gravar a cena
de de Ades. Exatamente. Mesmo quando ele usa CGI, eh, isso tá integrado com coisas que ele tá fazendo. Então, eh, você sente o peso, né? As cordas que os caras estão puxando, os remos, as embarcações, acho que tudo isso, essa lama, essa sujeira. E cara, você tá, ele faz você sentir isso. Então, eh eh é um filme que poderia, ele trabalha com essa fantasia pregada no chão, que poderia, obviamente, para outro caminho. Tem o bichão lá que aparece de de várias cabeças lá, né? Eh, cara, ele faz mal aparece, né? Na verdade, é isso, exatamente
que mal aparece e o pouco que aparece é meio até é bem cinza, né? É meio é parece o Devoradores de Estrelas, parece o bicho [risadas] lá. Isso. Uma pedra. É, então ele traz esse esse realismo pro negócio e dá um peso para para algo que é que seria super fantasioso assim, né? Então, eh eh o próprio Ciclope, como eu falei, tem isso. Ele poderia ser um personagem mais bobalhão, inclusive porque o a cena, né, que existe no livro do do Odiceu com Ciclope, ela tem uma das Grandes piadinhas, né, que é um trocadilho. Ele
tirou disso no filme porque viu que não cabia aquele tipo de humor, né, que é o o lance de falar ninguém, né, que é o fala quem que você eh qual que é o seu nome, né? Ele fala nobody, né? Fala ninguém. Aí quando chegam lá para perguntar quem que que furou seu olho, o ele fala: "Ninguém, ninguém, ninguém". Então não não culpam o Odiceu por isso, cara. É uma piadinha, né? um trocadilho, piadinha de tiozão praticamente, que não caberia aqui na nessa estrutura que ele tá fazendo. Então você vê que a humanidade sempre foi
a humanidade. Isso. Piadinha de tiozão de mais de 3.000 anos. É, exatamente. Então você tem e aí o próprio cavalo de Troia, esse negócio de ser enterrado na areia. Achei, cara, aquela cena é incrível, né? Bonito. É bonito pr caral. E o cavalo em si é muito o cavalo, né? Então, e ele consegue fazer uma coisa que eu achei muito legal dele trazer o o cavalo de Troia eh numa sequência de de horror de guerra, né, de do que aquilo desencadeou depois, assim. Então, eh, você ter um cavalo, né, que ao mesmo tempo você pode
considerar uma maravilha da engenharia, é uma grande mentira, né, como a gente usa até hoje, e uma sentença de morte, né? Então, cara, é o objeto do Nolan perfeito para Ele trabalhar. Eh, nesse filme tem a sequência da CC, né, que, cara, acho para mim um dos grandes momentos do filme. Sim, eu acho que é o o preferido tanto em significado que eu acho que é quando tem mais emoção, porque aí aí eu vou poder falar nos spoilers com você essa coisa do ai tinha que atenuar o Ulisses para que a gente pudesse dar a
mãozinha para ele. Eh, mas eu acho que ali a gente tem essa bruxa 100% agindo na emoção, fazendo aquilo por tudo que ela já viveu. E aí ali ela cita, né? Ah, engraçado, vocês chegam fazendo o diabo na casa dos outros, construindo por meio de violência e e guerra e morte. E aí vocês não são aí, enfim, não vou falar, né? Mas vocês apenas ganhar, foram transmutados naquilo que vocês já eram. Essa cena é muito boa. E aí, Merigo estava falando que tecnicamente tem isso. Nolan não é muito afeito, a CGI, usa pontualmente e tal.
Essa cena, ela é basicamente resolvida no técnico, no, desculpa, técnico não, no prático. Ela tem CGI para várias coisas, mas tem um monte de joguinho ali de cortinho de cena, especialmente quando acaba a questão e ela se transforma de volta, que ela é só corte da pessoa passar na frente, cortar aqui, cortar ali. Isso eu achei bem issooso. E a própria a personagem em si, né, ela é atualizada de um jeito que assim e e ela é inteligente, né? Tá Cansada da daqueles caras violentos, como você falou, que no na história de WK, né? Ela
é WK também. É o Exato. É assim, ela é o você pegar o que ela faz no na história original e o que ela faz no filme, cara, isso é uma é muito bem-vindo, né? você fazer desse jeito. Eh, você falou do Mat Damon, né, que ele realmente acho que divide bastante opinião, mas eu acho que é o que o Nolan queria, né, assim, você trazer um cara que é mais cansado, né, assim, uma aparência mais comum, né, você não tem o o Mat Damon tem uma aparência comum para você. É, tem um pouco, né,
agora com ele tá com essa barba aí parece tá mais comzinho assim. Então o Nolan tira dele, né, essa malícia que a gente eh eh e humor do Odisseu e traz esse cara que tá tentando sustentar um peso não só físico, mas como o Iago falou, psicológico, né? Depois a gente fala, enfim, mais nos spoilers. O Robert Patson, cara, aproveitando muito o direito de ser detestável, como esse cara consegue fazer personagens que são manipuladores e odiosos, né? [risadas] Esse ele deve ter se divertido. Eu acho que ele se divertiu. Eu tenho a impressão que o
Tom Holland se divertiu também fazendo. É, é, exatamente. Tem tem umas pessoas que que a gente sente que aproveitaram mais o a oportunidade de de brincar de Odisseia, né? Sim. Você falou de cachorro, mas o personagem do John Legamo, que é o eu meu, cara, ele ele que dá o filme a emoção mais simples, né? Mais gostosinha, mais próxima, né? Da gente e torcer por ele, assim. Então acho que tem é o personagem mais comovente ali, apesar dele fazer o que ele faz com com C. [risadas] Cara, eu também eu fiquei, eu eu agarrei minhas
pérolas, entendeu? Sabe que falei para qu, né? Para qu isso, rapaz. Não. E gente, é 6 minutos de filme isso acontece. Eu isso isso chocante. Outra coisa, o walquismo, Annie Hatway com eh trazendo uma Penélope que assim o Nolan sempre foi é muito diferente, né? Michele Bolsonaro, basicamente [risadas] o no. Pois, pronto, acabou com agora você tá me fazendo rever. Acabou até semana que vem. Obrigado. A personagem. É porque o Nolan sempre foi criticado com justiça por, né, personagens femininas. Ele basicamente não sabe fazer, né? Devia aproveitar que ele não conhece nenhuma mulher. Isso. Devia
aproveitar que a esposa dele é produtora dele e e banca os filmes junto com ele para meu me ajuda aqui, né? Já que eu não sei fazer. Ele faz o filme sozinho no quartinho dele. Ele não quer terite. Pois é, ela continua sendo o a esposa fiel esperando o marido, mas ao mesmo tempo ela também tem ali uma um uma intensidade e um jeito de E ela tem uma fala que inclusive a Nina fui assistir com com as crianças, né? Ela a Nina saiu. A coisa que eu mais gostei foi quando ela falou tal coisa
que vocês devem devem imaginar, né, que ela dá ali um uma lacrada. Elacra. O la veio de foguete lacre lucra. Ela lacra. Eh, então todas essas mudanças, cara, eu acho que são para mim muito bem-vindas, assim, a questão do diálogo, né, que as pessoas falaram: "Meu, eu não queria, eu já assisti um filme que era a a interpretação literal do do Shakespeare." Cara, achei um saco, porque, meu, não, talvez lendo seria uma outra coisa, mas vendo isso na tela eu não gostei. Então, isso não é uma coisa que me incomoda assim. Acho que eh você
falou da da Zendaia, né? Eu tava nessa mesma toada aí. Ah, meu, ela veio aqui só para olhar pro horizonte, mas acho que o final dela, uma cena final lá justifica. É bem interessante. Mas, mas, mas o Zendaia tá lá, você não vai escrever mais para ela não? Pois é, não é Atena, né? Tipo, é a própria Atena, aquela grande figura, tal. Mas tudo bem, faz sentido com o que o Migo falou, né? Tipo, tem uma coisa de reduzir um pouquinho o papel dos deuses, falar, será que eram os deuses astronautas e [risadas] e promover
os humanos, a a a angústia humana, assim, beleza, topo, mas fiquei triste. É, e assim, pra gente para ir pros spoilers, o meu o meu resumo é esse, assim, é, cara, quem que vai fazer um blockbuster autoral, né, nessa escala? Quase não tem ninguém para fazer isso. E o cara fez, entende? Assim, você pode até não gostar das mudanças. Eu não tenho apego nenhum a a Odisseia e tal, aos personagens, aos mitos gregos. Você pode fazer o que você quiser. Tanta gente já brincou com isso, né? É, é uma coisa assim, vá assistir na maior
tela que você puder, obviamente, porque acho que é um um cinema evento de espetáculo e impossível você sair da sessão, eh, sei lá, pode não gostando tanto, mas vai ser impactado por aquilo de alguma maneira, né? Isso é uma coisa, você vai sair com conversa, seja de um jeito ou seja de outro, perfeito. Você vai sair e tentando lembrar, ai como é que era o nome desse bicho mesmo? Ai, como é que era não sei o quê? E e caiu que o Iago falou: "Carc, gostei, putz, quero saber mais sobre esse personagem aqui. Agora vou
ler, vou não sei o quê, vou procurar outras adaptações, enfim, para mim é Nolan. Sendo Nolan, o que para mim, como vocês sabem, é sempre bom. Vamos pros spoilers. Vamos. Spoiler de 3000 anos atrás. [música] [música] Gente, volta pr casa. Hum. É isso. É. Ah, merigo. Existe algo entre mostrar o Ulisses fazendo coisas horríveis e mostrar ele apático. Apático. As coisas acontecem, ele é frio demais. Eu ia gostar muito mais filme que existe versus filme que está na tela. Vá, mas eu ia comprar muito mais a virada e e ir fazendo junto com ele se
eu visse um odisseu embebido na própria habilidade de fazer o que ele sabe fazer e embebido na vontade de ganhar para conseguir eh tipo passar essa fase para poder finalmente chegar lá e dar um abraço na minha mulher, um beijo no meu filho, né? Que é isso que importa. Não, mesmo porque o o Odisseu não deixa de ser um líder carismático assim, as pessoas querem seguir ele, querem seguir o que ele faz porque ele é um [ __ ] cara [ __ ] inteligente, que fala, ele não parece isso, né? Não parece, ele parece um
cara que um brodinho que tem escolhas horríveis assim, eu também me questionei isso. Por que que essas pessoas seguem tanto ele? Para mim não fica e aí a virada, a virada moral da do que aí é isso, essa cena é muito interessante quando ele passa a olhar o que aconteceu do cavalo de Troia de uma forma de catástrofe, né, de de culpa, né? No fim ele tava, ele se sentia culpado pelo que fez. Pelo amor de Deus, o que foi que ele tal qual o Nolan? Meu Deus, para que que eu fui inventar, né? Eu
teria acreditado muito mais porque isso acontece na vida. E esse é um essa é uma história, como o Iago bem colocou, sobre todos nós e a vida e o mundo. Uma coisa que a gente faz crendo que tá fazendo Certo e até meio entorpecido por quão bem você consegue fazer ou quão bem você consegue se safar. com isso, né? Fazer a parada e saber saltar, falar que teu nome é ninguém para pro pic falar eh que é o ponto onde deixa de ser uma piadinha de tiozão e vira de fato uma prova da esperteza do
do Odceu. Isso. Mas você olhar para isso, mas só para terminar, você com o passar do tempo da sua experiência, do que tá acontecendo, passar a olhar para isso não como triunfo, mas como culpa. Existir esse esse esse Ulisses mais sempre depois existir outro. Como só existiu ele papel sulfite em branco e depois culpado, eu não comprei, entendeu? Comprei. Vir Uhum. É, eu fui pego pela de surpresa assim, porque eu não esperava essa esse plot twist dele virar um cara complicado, consumido pela culpa, né? Um homem em busca de redenção, porque é uma coisa que
a história não tinha isso, né? o o Odisseu, ele cometia as atrocidades que ele cometia e nunca teve um arco de arrependimento. Então eu eu fui pego de surpresa por isso. Falei: "Cara, também agarrou suas pérolas." É. E falei: "Caramba, que legal, né? Essa essa acho que fala muito em enfim com o tempo que a gente e vive hoje. Inclusive tem uma conexão muito direta com Openheimer, né? Porque eh tinha isso, é porque tinha um negócio lá do do lance do triunfo militar. que é você criar a bomba atômica, mas ao mesmo tempo, cara, eu
criei a bomba atômica, meu Deus, né? E aqui é isso, né? De novo, você tem um triunfo militar, mas ele abriu aí eh eh a caixa de Pandora para isso. E aí vou te falar que você tá falando e eu consigo até fazer uma uma conexão com o IA, que é a ideia de eh você fazer o desenvolvimento a todo custo. Por quê? Porque a gente precisa se desenvolver, porque a gente vai se superar, porque cada dia mais, porque cada vez mais, porque todo dia um passo a mais. você é contra o desenvolvimento. Então, se
você não sei o quê, sendo que existem consequências de e repercussões, eu não tô nem falando do clássico que é roubar a arte das pessoas com arte com IA generativa ou os data centers, apesar de ser uma parte importante, mas também o dano social pesado assim, né, que vai se causando em nome de fazer o melhor que a gente consegue sempre para ganhar uma corrida que eu não entendi quem criou, mas excelente. Isso. Você queria trazer um outro ponto, desculpa. Eh, que eu tava a cena das sereias, né, cara? Que sereia é que eu achei
muito Não vi sereia que eu achei muito legal, tipo, não, a gente não saber, né, eh, o que elas do que elas estão falando. E esse lance do Odisseu tem medo de talvez admitir que será que ele quer mesmo voltar para casa, né? Então, cara, isso eu acho muito [ __ ] cara. É um é um para mim adiciona complexidade, eu não entendo e como vai pro final, né? Embora tipo Exato. A defesa apaixonada pela pelo Poema original de Odisseu que ninguém tá lendo. Eh, sendo que para mim isso aqui é bem mais complexo do
que a gente tem na nas histórias. É óbvio, a gente tem o eh tem muito mais que ele tirou, né, os os mitos, os deuses, as criaturas e tal. Isso tudo é maravilhoso, mágico, né? e estimula a nossa imaginação a milênios. Até corroborando isso aí, o a maior parte do poema não é Os monstros maravilhosos, é o Odiseu em casa testando como mendigo as pessoas para ver quem gosta dele, quem que não gosta. [risadas] Exato. Exato. A coisa mais básica, né? E e pô, cara, a Penélope, né? Assim, a a eu de novo, o que
tudo que o o Nolan fez em relação a personagens femininas, não é grande coisa, né? Então ele tá saindo de uma barra bem baixa, mas eu acho que ele ele descobriu que mulheres existem. A esposa dele cansel falou: "Cara, nível um isso, cara. A CC no no na história, ela é uma amante, né? É assim que ela eh eh ela dorme com os com os soldados lá durante um ano, né? E no filme não, né? Tipo, ela transforma eles naquela cena em porcos que, meu Deus, cara, aquilo ali eu aquilo é maravilhoso, maravilhoso, tecnicamente super
bem feito, a ideia grotesca. E é isso que eu queria, Tô falando muito sobre isso, né? Mas é que eu realmente saí deficitária dessa história, que é, eu queria muito maravilhamento bom e ruim, sabe? Eu queria ficar espantada com umas coisas. Caribides é aquele bicho que é o redemoinho, né, do mar. A gente nem fala que aquilo é um bicho, sabe? E é e eu eu sinto que a parte do medo de você passar por aquilo para além de ser um redemunho no mar é que tem um negócio ali embaixo cheio de dente que vai
vir te pegar. Eh, tem essa parte do medo de que as coisas te aconteçam, que você não sabe explicar e tal. Isso, essa transformação em porco que ela mete a mão até o cotovelo dentro para fazer. Esse é um um é é o tipo de sensação que eu queria ter também nas outras coisas, porque é, olha como esse cara é o bicho, ele consegue vencer e fazer com que o exército venha com ele das coisas mais obscuras e e no blá, como fala no lero. Exato. [risadas] E essa essa cena para mim é uma cena
que eu queria ter sentido mais desse desse gostinho em vários outros momentos. Muito boa. Bom, bom texto, bom, bom jogo de câmera. E aí eu amo que os porcos ficam tentando avisar ele de não comer o o negócio, batendo a cabeça ali no negócio e se se comunicando como podem, fazendo essa ponte aí de que esses homens são assim esse tempo inteiro, né? Muito [ __ ] Agora tudo bem, não precisa seguir o poema original. Inclusive, é isso, sou Defensor. Eu comprei essa ideia porque é a história de um pai que trampou muito e não
acompanhou o crescimento do filho e abandonou [risadas] espéculo XX. Tá certo? Eu tô dentro disso. Isso é Brasil. Agora tem um um problema e eu acho que é um problema mesmo da história, não só de não ser fiar o poema, mas com Calipso que fica uma coisa muito estranha, porque Calipso tá prendendo o cara e tá mandando ele embora, tá tentando fazer ele recuperar e fica uma coisa meio Augusto Matraga assim, que no Augusto Matraga o cara vai lá, se recupera, depois ele vai viajar na dele e tal, mas não é isso, né? Ela é
uma sedutora, ela é uma apaixonada, então ficou uma coisa meio perdida ali e ela isso é um problema porque ela é, um papel grande no no filme, né? E fica meio sem sem se entender que que é essa coisa do você não estava pronto e agora você ficou pronto porque deu na minha telha que pô agora agora decidi que você pode ir embora agora você tá com a barba, o tamanho da sua barba é o suficiente. [risadas] Eh, e dava para ter feito um baita arco porque Calipso ela ela libera o o Odisseu, porque os
deuses vão lá carcar nela. Zeus vai lá, Atena vai lá e o pessoal cata ela de pau assim. Sim. E e ela podia ter ido, por mais que os deuses não apareçam, podia ter ido nesse lugar da angústia, que é de, cara, eu não, eu não, eu não posso mais prender desse cara aqui, mas eu, eu eu não quero liberar ele, mas eu preciso liberar. Teria sido legal se ela fosse mais perturbadinha assim, né? Eh, eu sempre quero que as pessoas sejam perturbadas, mas Pois é, porque senão fica fica a chal terão usando uma saída
de praia, que foi o que aconteceu. É, mas o que ficou bom foi que deu para fazer os planos e sem ser cronológicos, né? essas histórias acontecendo que é muito legal porque é importante, eu acho, eu defendo muito nesse filme a sensação de ficar perdido um pouco. Se você começou a ver e senti um pouco perdido, continua porque é isso, é meio naufrágico. Odisseia é isso, né? Você tá desviando ali. Então o filme tem o seguinte, eu acho isso muito legal assim e uma coisa que eu acho que eu sempre gosto muito e eu achei
que apareceu muito pouco nesse filme e tudo bem, não precisava ter mais tempo de tela é a questão política da Penélope e do do filho do Odiceu, que me foge o nome sempre, pois são nomes gregos. É o DBDB de Debidom. Pera aí. TBT, telêmo, né? Telêmo. Isso é tanto que o começo do livro é a telemaquia de que tem uma questão de que não é só ai eu amo, eu amo meu marido, eu amo meu pai de uma forma abnegada e eu preciso muito dele de volta porque ele é meu amor da minha vida.
Não, cara, eu preciso dele de volta por causa do trono também. Isso aqui também é importante. A a decisão do do que vai acontecer no futuro do reino também é importante e tal. Eu acho isso muito legal porque o poder também não pode estar fora da mesa, né? Eu acho que a Grécia tinha uma coisa muito abnegada, muito de ai os predestinados e quando você fala de um drama psicológico, não dá para ser um predestinado, né? Então eu tava muito nessa nessa questão tipo cara, como é que vai resolver isso? E foi uma surpresa boa,
vê que eles estão preocupados não só com a volta do do Odiceu, mas com a integridade do reino como um todo. Assim, achei que foi um bate acerto. Queria dar um momento aqui. Você sabia que existe uma cidade chamada Telemacuborba, no estado do Paraná, localizada na Região dos Campos Gerais, a cerca de 235 km de Curitiba. Olha só, um beijo aí para Telema com Borba. Tá bom. Eu queria, eu não falei em nenhum momento no, [risadas] no parte sem spoilers, cara. Eu queria elogiar a trilha sonora do filme e a a barulheira, porque ver no
IMAX é exaustivo, é porque o negócio tá é cansativo. Inclusive, eu ficava assim, pesadelo sensorial um pouco, né? É porque eu fiquei pensando assim, como que você vai dar conta disso? Poderia ser uma série, mas o Nola não faz série. Poderia ser um filme em duas, três partes, né, como virou moda, né, você tem e fazer três filmes de 3 horas de duração, tipo du poderia, mas eu não sei se eu queria porque é uma experiência exaustiva. Então, que bom que ela tem 3 horas e ela conta tudo que tem que contar ali, porque além
de toda essa coisa, né? Fogo, areia, madeira, metal, tempestade na sua cara, cara, a trilha sonora é insistente e naquela mistura de de coisas antigas com coisas novas, né? Tipo, tem um um como que eu posso dizer, né? Eu não entendo nada de música, mas sei que aqueles sons que estavam ali não fazem parte da da época da da época. Exatamente. Então eu fiquei, cara, fascinado com essa com a agressividade e e o bagulho rítmico, né? Porque ele vai várias vezes, né, dando aquela e vai aumentando, né? até a cena final, inclusive, que é a
luta final do Ulisses com todos os os caras ali, eu senti que ela era meio longa, mas aí por conta desse ritmo que você tá falando, eu senti que na hora que começou a rodar, falei: "Ai, meu Deus do céu, vai ficar um tempo, vai virar John Wick essa porra". Que virou, né? Ele virou de seu virou John Wick de fato. De fato, [risadas] né? Aí quando ele começa a a a ficar cada vez mais pegado, vai fazendo tá e vai aumentando. É. Beleza. Legal. Entendi, entendi. Vocês acabaram de descobrir o efeito do pemétrico. É
para isso que ele serve, [risadas] para marcar. Meu Deus, literatura ao vivo. Eu adorei quando ele fica batendo ali, porque é isso, você vai contando dessa maneira, [ __ ] Você tá [ __ ] Não. Nossa, eu tô toda arrepiada. Eu tô ouvindo a trilha direto desde que eu vi o filme. Me odeio, né? Porque ela te deixa ansioso. Mas sei que você tá fazendo isso, mas é fotografia. Que que você achou, Merigo? Cara, é bastante cinza, né, escuro, mundo no assim, mas pro que ele colocou, paraa intenção dele, né, de botar isso pé no
chão, mais realista, né, do que uma aventura mitológica colorida, eu acho que combina e acho que tem, ele tem várias cenas, né, na praia, né, como você falou, Charlisteron de Saída de praia. É, é uma coisa que muita gente criticou quando saiu o trailer e que eu também fiquei com o pé atrás, que é o lance dos figurinos, né? Porque ele é meio de uma simplicidade assim, né? Eh, a própria armadura lá do Hamenon, né? Muita gente falou, "Pô, imprimiu na impressora 3D. Ham, love, love, love. Jo, Jo, eu pensava nisso todas." Car, eu acho
que funcionou muito, até porque ele a gente nem vê a cara dele, né, que é o Ben Safid. Ele é só o cara grandão, né? É, e acho que funcionou isso de eh ter um umas roupinhas mais, né? Você encontra talvez na Zara ali e não, cara. É que é isso. [risadas] Seria muito legal. É, aí a gente chega na ponto de quando é bom não tem melhor. Não teria feito tanta diferença se a gente tivesse outros pontos mais fortes, mas também se tudo fosse bom, ter um ter um figurino magnífico também seria só mais
um ponto. Sei lá. Eu acho que não, do, poxa, de todas as coisas que eu gostaria de de consertar, entre aspas, nesse filme, essa não é uma prioridade. É, também exatamente, não é? Tem uma coisa que você falou, ah, que você me perguntou, né? Ah, como que a gente vai eh gostar, né, do Odisseu? Porque assim, uma coisa que no filme desaparece é sexo, né? Não tem. A gente sabe que os deuses gregos passavam o tempo todo. O Christopher Nola é Z, amigo. Ele não, ele quer pular cenas de aqui você tem um Odiceu Casto,
né? Então o na história, né, cara, o Odiceu é adúltero, né? Ele fica pagando de marido fiel aí, mas ele passou o rodo, né, enquanto ele tentava voltar para casa. Então, eh, esse é o tipo de Tô morto, né? Tô tô perdido, mas não tô [ __ ] E sabe o que que isso me faz, Cara? A cena final da da lutinha que a gente sabe, né? Precisa ter a grande redenção, a grande luta. E aí é onde eu trago o ponto que eu te citei lá no começo, que eu senti o Nolan, talvez de
todos os filmes que ele já fez, eh, o que mais emocionalmente me tocou assim, porque ele vai tudo que ele vai plantando no caminho, né? a estatuinha lá que a Penélope dá para ele, o bagulho dele ser o único que consegue coisar o arco e dele fazer um barulho com o negócio para avisar super telegrafado, que é claro que quando ele conseguisse ele ia fazer o blum e não, mas que é isso? Eu não tava esperando de jeito nenhum. Na hora que isso acontece, eu perdi o fôlego de um jeito que eu falei: "Caralho, vou
vou morrer". [grito] Porque assim, sobe um negócio, falei, [ __ ] ele né, tudo bem, isso tá tudo vai vem, a gente já viu milhares de filmes, a gente sabe, né? Nunca os bons cineastas nunca botam coisas à toa, né? Eles vão plantando coisinhas lá que em algum momento isso vai ter a recompensa no final. Então assim, eu sabia, tudo bem, ele vai entrar, ele vai ser o único que vai conseguir fazer isso, tá claro? que ele vai que vai ser aí todo mundo vai ver, [ __ ] o mendigo conseguiu fazer e ele vai
matar todo mundo. Vai ser a grande a grande coisa. Mas o bagulho dele fazer o barulho e o jeito que ele filma, que é um segundo antes dele fazer isso, a Penelope vira as costas, ela tá indo embora e aí na hora que ele toca, ela vira. Tudo bem, como a caça, né, que ele fez no antes ser no Anterior. E tudo bem que é a mesma é é a mesma analogia, mas cara, achei achei lindo isso porque e aí que ela [ __ ] é [ __ ] demais, meu. Eu essa essa hora eu
falei: "Porra, Nola, aí você conseguiu trazer alguma emoção, né, no meio de tudo, de toda essa angústia que você criou o tempo inteiro". E também gosto muito de que, cara, você tem um personagem que saiu, né, o Odiceu renunciando ao poder, entregando o futuro pra nova geração, né? Eh, no poema você tinha um cara que saiu para recuperar patrimônio e no filme o cara saiu para recuperar a alma. Cara, isso isso é lindo demais, velho. Melhor atualização que alguém poderia fazer. Dá o Oscar pro Nula. Pronto, eu vouar. Mas eu juro, ele sempre dobra as
[risadas] coisas. De uma forma ele tá acompanhando, aí ele vai para um lugar que a gente fala, pera aí, você é aí, ó, eu eu tinha sacado justamente porque ela tinha virado, não sei na hora que ela virou, eu saquei que ela ia virar por causa desse negócio. É isso. Não, é que para mim foi tão rápido que eu não eu não consegui. Outra coisa que eu achei mais óbvia foi também quando corta a cabeça da Atena que cai a cabeça da estátua. Legal. Ficou legal, mas é tipo, aí eu, tipo, se ela fosse [
__ ] no durante o filme inteiro, eu ia ficar muito entregue nela chorando. Agora, como ela Só ficou parada e chorou, eu falei: "Ah, beleza." Quero que você fale disso aí, que você não gostou, né, da Zendaia, que eu também tava na mesma ponta, no mesmo tom aí, mas aí na cena final eu acho que a Zendaia foi fazer o que ela foi chamada para fazer, que era aquela Zenda achou o que eu a meu problema com o personagem. Eu achei que o personagem não não teve espaço para se colocar assim, não teve Atena ali.
Eh, e aí de novo, não é uma questão de ai precisa seguir o o poema, tal. É só falando que, cara, é uma [ __ ] personagem incrível da história da humanidade, tal, e e do jeito que ela intercede nas questões é muito particular, assim. Então, tinha que ter esse cheiro dessa deusa da sabedoria, tal, da da estratégia de guerra. Eh, eu achei que isso só sumiu assim, mas aquele final onde corta a cabeça e ela chora, tal, aquilo ali é uma cena, em alguns lugares eu li, né, que é um filme impressionista. Aquilo ali
é uma cena impressionista, podia botar a ópera de fundo ali e e lindo assim. E que é que é de novo efeito efeito melhor que roteiro nesse filme o tempo inteiro. Causa o efeito na hora que que quer ser causado ali. Eh, por mais que, sei lá, os diálogos anteriores não tenham sido uma construção tão incrível para isso, assim. É, o tem os realmente tem talvez essas conversas, os diálogos não dem, né? Mas essas atualizações é que eu acho que, por exemplo, tem um lance que eles falam no filme da da Lady Zeus, né, que
eh que na Grécia, né, era uma obrigação religiosa, assim de você eh não é porque as pessoas tinham uma bondade universal em relação aos outros, é porque você Tinha é um jeito de criar uma rede de proteção, de comércio, né, eh de aliança entre as famílias que você tinha a obrigação de alimentar e e proteger. quem vinha de fora, né? Então, eh, obviamente os visitantes não tinham direito de abusar dessa recepção, mas é o o que os anfitrãs deveriam fazer e justamente o que tá acontecendo lá em Itaka, né? No filme, ele pega essa lei
de Zeus e traz para um lado mais humano, que é tratar os outros como você gostaria de ser tratado, né? E cara, isso tá muito conectado com a nossa realidade de refugiado, de estrangeiro, né, de fronteira, xenofobia, que a gente tá vendo aí a a torto a direito. Então, o que você tinha na uma na história, né, da Grécia como um negócio aristocrático e pragmático, né, você tem uma ética humanista. Então, eh eh é uma coisa mais simples do que era e muito mais adequada à mensagem que ele quer trazer mais contemporânea. Então, cara, essas
mudanças de de ética, eu acho que são são muito bonitas para essa história. E, cara, eu não jamais queria ver o Odisseu terminando a história, matando todo mundo e vou sair para pilhar, roubar, estuprar e vou reconstruir meu patrimônio. Não, ele ser esse cara quebrado, né, que é o Mat Damon triste, né, como tá o filme inteiro. Eu entendo, eu concordo muito com o que você falou, Bia. Eu acho que realmente é uma virada inesperada, né, assim, quando não senti que ele tava com toda aquela culpa, né, enquanto a gente tá vendo o negócio acontecer.
Mas cara, quando isso é revelado, eu acho que é moralmente muito mais coerente, né, com a história que tá sendo contada e com o mundo que a gente tá tá vendo hoje e, enfim, com as histórias que a gente tá a fim de consumir e ou pelo menos eu tô a fim de consumir atualmente, sabe? Tem uma cena boa que eu queria citar que é quando ele [limpando a garganta] pega o piroquinho lá da guerra, olha pro Robert Petson e fala: "Ó, o se não mandou enfiar isso aqui no teu cu, hein? [risadas] Toma o
seu supositório aí. É bom demais. Isso, isso, cara. Eu queria destacar muito o Elot Page. Eu acho que ele faz um, ele fez um, um, um homem comum de uma forma muito essa sensação de assim: "Ah, entendi, então eu sou descartável, né, para isso que tá fazendo, não importa o que fale." Eu acho que ele ressurge quase irreconhecível ali na nas trevas, que eu fiquei olhando, falei: "Mas é o Sinon ou não era ele?" e tal. Eu achei interessante, tem essa essa coisa de honrar quem morreu, mas, mano, não dá para sair honrando todo mundo
porque eu Tenho que ir lá é fazer as coisas. E aí, de novo, isso é um pouco descolado porque parece que ele não quer fazer porque, ah, a gente não vai dar, mas aí na hora de dar uma segunda flechada no ciclope, engraçado, né? Que aí tem, aí tem espaço, aí quer fazer uma coisa para todo mundo descer a colina, todo mundo sabe que descer a colina correndo é para você tropeçar. Dá ruim, entendeu? Botando todo mundo em perigo. Mas o E aí eu também queria falar que é o ciclope. É claro que é cinza,
né? Ai, Nolinha, você é tão você mesmo, né? Mas eu acho que tinha também uma cena perdida ali que é quando eles descobrem que o COP fala. Ah, é mesmo, verdade. E existe uma cena muito legal que poderia ter acontecido, talvez que pudesse inclusive ser um gancho, porque o ciclope é no começo, né? pudesse ser um gancho para as coisas que a gente vai refletir, que ele vai refletir ao longo do tempo, que é isso, uma criatura bestial que você não compreende de fei precisava furar o olho do bicho, tava quieto lá com as ovelhas
dele. Então, mas aí o É, é. E olha que coisa dissonante, entendeu? Ele é o cara que faz o negócio de furar o olho do bicho que fala que tem sentimento, que tem local, que tem identidade. Identidade. É isso. E botou todo mundo na merda, né? Toda, todo atitude que ele toma só piora. Eu não sei se o E aí é isso. Eu não sei se o Nolan tava como foi a odisseia pessoal dele. Eu não sei se foi ele que Faltou ou se foi o Mat Damon que também faltou. E ele falou assim: "Ah,
quer saber? Tá bom, D. Faz quiser. É. do jeito que tá. Mas eu acho que esse foi um ponto que me que me prendeu muito. E outra coisa, gente, a minha gost participar, né? É, ela tá lá, né? A neta da atriz brasileira Maria Glades. A neta da atriz brasileira Maria Glades chegou, falou 17 palavras, saudade, deu um beijo na boca, o único. Deu um beijo na boca do Robert Pattinson e falou: "Obrigada, eu retiro meu cachê na saída". [risadas] É isso. E e ficou para morrer, né? falou: "Ah, você pertence aí fora". Aí ela:
"Não, a minha avó, a minha avó [risadas] Maria Glades nenhuma vai te salvar, minha filha". Ai, ai, ai. É graxa. Mas é isso, cara. Eu fico feliz que a questão é eh teria feito de outro jeito. Não mudou a minha visão sobre o Nolan dessa de eh forma acima do conteúdo. Queria que ele trabalhasse com outros roteiristas. Eu acho que ia ser ma legal. Imagina, ele faz uma uma colabí Quartinho no mundo é bem grande. E aí fizesse coisas com outros rotistas pra gente entender que ele poderia aplicar todo esse rigor a histórias que fossem
mais substanciosas. Tá certo esse objetivo? Certo, tá certo? Certo. E e obrigada. E aí, quem sabe a gente pintava com uma coisa mais interessante aliando esses talentos. De resto, fico curiosa para saber o que vai acontecer. Temporada de Ócar, será que vai? Ah, tem que ter, vai pintar, tá? Certeza. O homem salvou o cinema. Mentira, eu não, eu essa frase que todo mundo brinca, né? Ah, ele veio, Nolan salvou o cinema. A gente gravou semana passada sobre o convite, né? E eu acho como é legal, né? Eu como é que nem todo mundo enxerga dessa
maneira, mas o convite pode não ser um filme evento, né? como Odisseia, mas também é um filme para você ir ver no cinema, né? E como você consegue ter as duas coisas, o negócio contido, né? Só se passa num apartamento super emocional e o outro um grande blockbuster, naná naná. E os dois convivendo. E são dois filmes para você ver no cinema, sabe assim? Não é porque ah não, esse aqui assistir o convite em IMAX 70. É isso. Isso. Então, acho legal, sabe, as duas coisas serem seguidas da outra assim, porque, cara, filme para ver
no cinema, não tô dizendo que são todos, né? Tem muitos, como a gente sabe que não. Mal mal no streaming a gente deveria assistir. Inclusive, espera chegar em casa, né? Para não dar o trabalho. Exato. Mas como dá para você fazer as duas coisas para você ver no cinema, né? Então, eh, os dois não tá no Oscar, hein? Convite Odiceia. Acho que vai ser uma temporada Wild e Christopher Nolan. Isso. E o Harry Styles foi ver quem? Ele foi assistir o convite no aqui no espaço Petrobras do Sema de São Paulo. [risadas] Muito legal. Ai
meu Deus. É como que é? É prestigiando a ex, né? Ah, e ele achou que ele ia passar batido usando 40 moletons. Não, você acha? Ele achou, ele tava fazendo de propósito. Quero sair, quero que me mostrem aqui, ó. Tô vindo ver o filme dela, tá? Ela Iago Vinícius, você reconheceria Hellur Styles no [risadas] Parque Brapuera? Não, porque ele é qualquer pessoa do Parque Brapuera, né? Ai ai. Muito bem. Vamos dar notinhas ou vocês têm notinhas? Não, tá para mim tá bom. Começa aí, Bia, já que você começou. Começa, Bia. Eu vou dar três. Cara,
que triste, Bia. Vou ter que aumentar minha nota. Três. Ai, olha que filho da [ __ ] [risadas] Ó o método dele aí. a metodologia aparecendo. Eh, três é mais do que a metade, lembrando. Tá bom. Mas eu acho justo. Eu acho que 3,5 é perto de mais de quatro pr as coisas que a gente pensou, entendeu? Eu não sei a nota que o Iago vai dar, mas eu eu já prevejo que não é uma coisa muito absurda, mas eu só queria dizer, só queria falar isso assim, porque eu acho que, OK, você não gostar
do filme, o filme não ser para você, né? Eh, enfim, tem gosto para tudo e e é simplesmente pode ser um estilo que você não gosta, mas uma galerinha aí que tá querendo lacrar, né, e atrair, meu Deus, de repente o merigo de extrema direita. Ai, meu Deus, atrair Rage bait dando tipo uma estrela, meia estrela, meu Deus, é a pior coisa que eu já pior coisa que eu já vi, né, assim, é muito ruim. A internet é um lugar muito complicado pro pior, assim, é patético do É que assim, não é comparável no sentido
de não é comparável que as pessoas de extrema direito estão fazendo, que é sequestro de pauta. Uhum. Mas o que essas outras pessoas que não estão a favor dessa narrativa de forma primária, ainda que acabe contribuindo com ela de alguma forma. É, é, é tipo falar também que amor cinco estrelas, eu vou cair no braço de quem fala mal do filme. É isso. Exato. Dá, dá para respirar isso. Dá pra gente conversar junto e, enfim, cada um achando o seu negócio e ainda que você tenha odiado muito sem ser essa luta pelo engajamento do, "Ah,
mude a minha ideia, eu vou falar assim, o Nan é um merda assim ou o N é Jesus de volta". Pois é. É, mas acho que são é um filme, não é contra o a favor, né? Continua, [risadas] continua sendo uma experiência pessoal. Exato. E aí, aí, amigo, é uma coisa que a gente pode fazer um episódio só sobre isso, que é o fenômeno que cada vez mais fica pior e aí é o Iago que vai ter que resolver no projeto bridge, entendeu? que é a eu não vou falar polarização, é, eu pensei em polarização,
mas é que não é isso. É um uma opinião, se ela não é acirrada, ela não é de verdade. Eh, a radicalização, né? Isso. Perfeito. E muita gente que nem viu o filme querendo ah, enfim, gente, isso é outra. Vai, qual que é a tua nota? Vai. Quase duas horas de programa, hein, gente. Qual que é minha nota? É a sua, cara. Eu originalmente dei 4 e5. Hã, mas eu fiquei feliz com a nossa conversa aqui e o filme subiu no meu conceito. Ah, eu não acredito. Eu vou dar cinco estrelas, cara. Que é um
momento histórico. Se você colocar o Brasil tá acontecendo aqui. Se você fizer a perguntinha lá de novo. Brincadeira. Odisseia ou cavaleiro das trevas. Ah, nesse momento eu vou escolher Odisseia. Muito incrível. O que vocês estão testemunhando aqui é eh é a corrupção em seu mais alto nível. Não, pô. Ô, Bia, eu não tô saindo de 3,5 ou quatro para cinco. Eu tô saindo de 4 e5 para 5 que eu já estava predisposto a dar. É que se você falasse primeiro ia ser 4 e5. Engraçado que eu falei e você falou: "Eu vou ter que aumentar
minha nota". Não contou qual é o sistema de estrela. Sinceramente, Thiago Vinícius, se você não der um, Mentira. É isso, [risadas] exatamente. É, mude, né? Não, gente, eu vou eu vou de 3,5. Eh, eu acho que, enfim, tem questões e tal, mas como sempre a nota e a recomendação coisas diferentes. Não deixem de ver um espetáculo na tela da melhor história do mundo, assim, tipo, vão vão vão passar por isso. E tem muitas outras e adaptações, tá, gente? Não cob porque a pauta ia ficar muito mais gigantesca ainda, mas tem até uma série que o
Copola foi produtor da outra série e tal. Tem o filme com R F, né? Eu acho, eu vi, eu não assisti também, mas tem todo mundo daí o Cris também que é igual. E assim, eu saber, procure saber. Ah, escuta. Nota 3,83663 que é quatro. Quer quatro? Eu achei ótimo que eles botaram a a censura em 14 anos, né? Que levei as crianças para para assistir. E como você falou, Bia, foi conversa per dá, né? É isso. Ai, que coisa boa. É isso. Tem que dar mesmo. Exatamente. Exatamente. Então, muito bem. Posso só fazer uma
nota aqui. Hum. Um disclaimer. Disclaimer. Se no seu coraçãozinho, você não precisava estar falando isso nas redes sociais, mas se no seu coraçãozinho tá te dando um incômodo com a figura da Lupita Niono sendo a Lea de Troia, reflita, tá? Não é possível que a pessoa chegou até aqui. O problema, eu não tô, eu não tô criticando, eu não tô te criticando, não tô falando que você é horrível, não tô falando nada, porque às vezes dá um incômodo, você dá um susto, fala: "Nossa, mas é, pense um pouco, tira um dia para pensar nisso, porque
às vezes o problema tá com a gente mesmo, sabe?" Ah, aliás, adorei isso. Tipo, eh, ela mata lá o o mano, né? Porque isso que o cara pegou a filha e jogou dela, não é a gente dela, irmã? É irmã, né? É a irmã dela, né? Mas ela foi lá e mata o cara. Isso é que Lupitaongo duas vezes, né? Isso, exatamente. O dobro, o dobro de Lupita demais. Sacrificou o cara lá. Não, nem aparece, né? Animal. Animal. Muito bem. Então é isso, gente. Até semana que vem. Sejam gentis nos comentários. Noletes e haters do
se você amou. Isso. Eh, omiretes que são muito conservadoras, né? Pessoas contra a Grécia. Vamos abraçar. Pessoas contra, eu sou contra a Grécia. Antigregos, né? Não sei se existe. Em vez de você ficar xingando, coloque seus pontos, né? Ah, eu achei isso, isso, isso. Discordo disso, concordo disso. É simples. Não precisa merda, opinião de merda, vocês são uns bosta. Não. Escreve o que você achou. Dá argumenta. Reflita. Reflita. Reflita. Muito bem. Então é isso. Até semana que vem. Até semana que vem. Beijo. Tchau. Beijo. Beijo. Cavaleiro das treas. Das tregas. [risadas] É o que eu
é o que acontece se eu te interrompo. Olha aqui. Que cavaleiro das pregas. Cavaleiro. Cavaleiro das pregas. [risadas] Que isso? Calma aí. Desculpa. O programa já vai ser cumprido. Vai, vai. [risadas]