Você já sentiu seu coração disparado, nada numa situação onde não tinha perigo nenhum? Você tá em casa num dia comum, do nada o coração dispara, a mão gela e bate uma certeza absoluta. Tem alguma coisa muito errada com você, com seu coração.
Você tá tendo um troço. Já aconteceu comigo. Eu fui parar no hospital, fizeram um exame, fizeram elétro, deu tudo normal.
Eu não tava me inando, eu tava tendo a primeira crise de pânico da minha vida há 15 anos atrás e ninguém soube me explicar o que era aquilo. 15 anos depois, eu sou formado em medicina, engenharia, estudei neurociência a fundo, inclusive na Universidade de California em Berkley. Escrevi um livro sobre como ter mais foco, menos ansiedade e já ajudei milhares de pessoas a lidar com a própria ansiedade.
Mas a credencial que mais importa é que eu saí do buraco onde talvez você esteja agora. Eu saí pela porta que funciona, a que tem respaldo científico, não pela mágica de internet. Nesse vídeo eu vou te entregar quatro coisas.
Primeiro, qual é o tratamento de primeira linha da ansiedade e porque quase ninguém te oferece ele primeiro. Segundo, o que a ansiedade realmente é dentro do seu cérebro e porque a lógica e força de vontade nunca resolvem. Terceiro, o mecanismo que de fato recalibra esse sistema com um protocolo para rodar isso.
E quarto, a camada que nenhum vídeo de ansiedade tem coragem de juntar com a neurociência. Porque continuar fugindo é a diferença entre os seus 30 e os seus 40 anos serem exatamente a mesma pessoa, com o mesmo aperto no peito todo domingo à noite. Isso aqui vai incomodar alguns médicos que se formaram comigo, mas a ansiedade tem um tratamento de primeira linha e não é remédio.
Se chama reestruturação cognitiva. Reestruturação cognitiva é reeducar o cérebro a parar de classificar uma coisa segura com ameaça. Vem da terapia e da exposição.
tá nas diretrizes e funciona não só para ansiedade, mas também para quem vive em estresse crônico, com o corpo travado em alerta o tempo todo. Aí você pergunta se é isso que funciona, porque que quase todo mundo recebe remédio primeiro? Não é conspiração, é um incentivo.
Consulta de 15 minutos não dá tempo de ensinar isso. O comprimido fecha a consulta em 2 minutos e o remédio, na maioria das vezes, abaixa o volume do alarme sem mexer na raiz do problema. Por isso que tanta gente toma por anos para e a ansiedade volta ainda mais, porque mexe justamente com o mecanismo que você tá querendo curar.
Eu não tô falando para largar remédio, tá? Quem mexe nisso é o seu médico. E tem caso grave, casos e casos, né, que ele dá um chão.
O que eu ataco é entregarem só isso, porque a parte que cura você tem que ir lá e fazer, ser o protagonista da sua saúde. E eu fiz, a coisa que eu mais semia na vida era a situação social. Eu cheguei a ser diagnosticado dentro do espectro autista, que vem junto com ansiedade social muitas vezes.
E o que eu fiz? Eu fui pro shopping, fazia exatamente o que me apavorava e gravei um vídeo sobre a terapia de exposição para ansiedade social, que é uma forma de ansiedade. >> Esse vídeo viralizou, você já deve ter visto ele.
E não foi coragem mágica, foi exposição. Eu mostrei pro meu cérebro na prática que o perigo não tava lá. A verdade desconfortável é que a única saída da ansiedade é atravessando ela.
Mas antes de atravessar qualquer coisa, tem uma palavra que provavelmente você precisa tirar da sua boca. Para de falar que você é ansiosa. Essa frase tá te prendendo.
Tem uma diferença enorme entre eu sou ansioso e eu tô ansioso. E não é firula de português, tem neurociência por trás. O seu cérebro tem uma rede específica que cuida da sua identidade, do seu senso de quem você é.
chamam de rede de modo padrão ou default mode network, que acende no córtex pré-frontal medial, bem no meio do seu cérebro, toda vez que você pensa sobre si mesmo. Quando você diz, eu sou ansiosa tá descrevendo um sintoma, você tá gravando ele nessa rede de identidade. Então, existe um efeito clássico na psicologia que é o efeito de autorreferência, demonstrado já nos anos 70.
Então, tudo que o seu cérebro processa como sendo você fica agravado com muito mais força. Ou seja, cada vez que você se chama de ansioso, você cimenta a ansiedade como parte de quem você é. Vira uma profecia que se cumpre.
E tem um motivo pra gente fazer isso sem perceber. É confortável. Se eu sou ansioso, então não tenho o que fazer.
É só quem eu sou e pronto. Eu me livro de encarar. Virar identidade é uma saída de emergência para fugir da fricção límbica, que é o esforço que custa pro seu cérebro vencer o puxão do sistema límbico emocional de ansiedade.
Chamar de eu sou é mais barato do que pagar o preço de atravessar. Eu tô ansioso é outra coisa. É um estado passageiro, um clima que vai embora.
Eu sou ansioso. Por outro lado, é uma sentença perpétua que você assina contra você mesmo, só para não ter que fazer o trabalho duro de certa forma. Então, troca a frase, não por positividade tóxica, tá galera?
Mas porque você para de alimentar a rede que transforma isso num estado de identidade e para de usar essa identidade com uma desculpa. Você é uma pessoa que nesse momento tá com um alarme barulhento, porque alarme é configuração e configuração a gente pode reconfigurar. E para reconfigurar você precisa entender o que esse alarme realmente é.
Ansiedade é o mesmo que empolgação pro seu corpo. Antes de uma reunião importante, antes de um primeiro beijo, o seu corpo faz exatamente a mesma coisa. Coração dispara, respiração encurta, a barriga gela, a fisiologia idêntica.
A única coisa que muda é que o seu cérebro prevê o que vem depois. Como assim? Ele prevê recompensa, você chama de empolgação.
Prevê ameaça, você chama de ansiedade. No fundo, isso que é ansiedade é, é o seu cérebro apostando que vem perigo. Quem demonstrou isso com clareza foi a Elisa Feldman Barret da North Eastern University.
Ela mostrou que a emoção não é uma coisa que simplesmente acontece com você. O cérebro ele constrói a emoção pegando as sensações cruas do corpo e colando nelas um conceito que você aprendeu. Então, a sensação sozinha, ela é neutra.
O significado é o cérebro que põe. Tanto que sentimento é a tradução para opinião, né? A etimologia de sentimento é opinião.
Você atribui aquela emoção um sentimento. E por que que ele põe o perigo, né, o nosso cérebro com tanta facilidade? Por causa da amídala.
O Joseph Ledux, da Universidade de Nova York mapeou uma via rápida no cérebro que ele chama de low road, que passa por baixo do seu cérebro. É um atalho onde o sinal chega na amídala, que é a região de medo e ansiedade, e dispara pro corpo inteiro antes de subir pra parte que você pensa. Por isso que você reage antes de raciocinar e por isso que o palpite, perigo, chega na frente.
Então, a sua ansiedade não é um defeito, ela é uma previsão de perigo, rodando com um dado vencido, colado numa sensação que por dentro é neutra. E isso é uma boa notícia, porque doença que você tem para sempre, você só administra, mas previsão mal calibrada você reescreve. Ah, mas quem dera se fosse fácil assim?
Se é só reescrever ansiedade na sua mente, por que que você não consegue se convencer de ser menos ansioso? Por que que você não consegue pensar até ficar menos ansioso? Você sabe que não tem perigo, você se fala isso e mesmo assim o coração não obedece.
Tem um motivo bioquímico. Exato. A sua força de vontade, o seu autocontrole, ele mora no córtex pré-frontal, que é a parte mais evoluída do seu cérebro.
E ela funciona com dopamina e noradrenalina na dose certa. A Amy Arnston J, uma pesquisadora, mostrou uma coisa que muda tudo. Sob estresse, o cérebro libera essas substâncias em excesso.
E em excesso, elas desligam as conexões do seu córtex pré-frontal, que é autocontrole, e fortalece amida, medo e ansiedade. O comando da sua cabeça troca de mão, sai o setor que pensa e reflete e entra o setor que reage no susto. Por isso que a força de vontade é o recurso mais escasso que existe em quem tem ansiedade.
Tem duas vias de dopamina. brigando aqui, uma alimenta o controle do córtex pré-frontal, a via mesocortical, e a outra alimenta o impulso, o desejo de alívio imediato, que é a mesolímbica e fica lá no sistema de recompensa do lado da amídala. E a do impulso, que é mais antiga, ela ganha, ela é mais rápida, ela é mais barata, a do controle ela é cara e cansa.
No pico de ansiedade, adivinha qual ganha? Quem aposta em força de vontade está sempre a um dia ruim de voltar a estaca zero. Você tá pedindo pro andar de cima resolver exatamente no instante em que o estresse que o andar de baixo cortou a luz andar de cima.
A saída nunca foi apertar mais forte, é parar de depender do músculo que o próprio medo desliga. E aqui chega o conceito que sustenta o vídeo inteiro. Se tem um conceito para você levar sobre ansiedade, é o seguinte: toda vez que você foge dela, você ensina o seu cérebro que realmente tinha um perigo ali, mesmo quando não tinha.
Pensa no que você faz quando a ansiedade bate, cancela o encontro, sai mais cedo da festa, não manda mensagem, não se expõe, não levanta a mão na reunião e vem um alívio imediato, aquele uf, escapei. Esse alívio parece cura, mas é armadilha, porque o cérebro aprende por consequência. E o alívio é uma recompensa poderosa que você tá recompensando seu cérebro por ter fugido de uma situação desconfortável, mas que era importante para você.
Na neurociência se chama reforço negativo. Você remove alguma coisa, seja ela boa ou ruim, e isso fixa seu comportamento com a mesma força de um prêmio. Só que quando você remove um comportamento que seria bom para você, você tá reforçando isso de forma negativa.
Então cada fuga ensina a amídala, região de medio e ansiedade com a prova prática, viu? Era perigo mesmo. Ainda bem que a gente correu.
Você confirma o alarme. Você treina com as próprias mãos a sua ansiedade. O alívio da fuga é um pico rápido e viciante.
E como todo pico fácil, o preço chega depois. Cada fuga deixa o seu mundo um pouco menor. Está restringindo mesmo o seu mundo.
Primeiro você evita avião, depois você evita uma reunião grande, depois sair sozinho. O território da sua vida encolhe um alívio de cada vez. Por isso que a única saída é o contrário, exato da fuga, é aproximar.
Foi o que eu fiz quando eu fiz o vídeo do shopping, por exemplo, que viralizou. Cada vez que você atravessa, ao invés de correr e fugir, você mostra pro cérebro um dado novo e ele é obrigado a atualizar essa previsão. Você para de pagar a ansiedade para ela ficar.
Eu sei que às vezes bate a pergunta: "Como eu atravesso isso sem surtar no meio do caminho? " E aqui eu vou fazer uma pausa. Para quem não sabe, foi exatamente para isso que eu montei a plataforma Aura.
Lá dentro tem vários cursos como o código neural ou o protocolo mais foco, menos ansiedade, com exercícios e práticas guiadas para você subir essa escada da sua saúde mental no seu ritmo com uma comunidade fazendo junto. Sete dias grátis, link na descrição. No final do vídeo eu falo mais sobre.
Voltando pro vídeo. Se você tem ansiedade, você já percebeu que tentar se acalmar não funciona. E tem uma razão científica.
Quanto mais você manda o corpo relaxar no meio de um pico, mais ele acelera. Aison Brooks de Harvard fez em 2014 um estudo que eu acho muito interessante. Ela botou pessoas para fazer coisas que dá frio na barriga delas, cantar na frente de um estranho, dar uma palestra, uma prova difícil.
Um grupo afirmava: "Tô calmo". E o outro dizia: "Eu tô animado". O grupo do animado performou melhor e se sentiu melhor.
Por quê? Porque ansiedade e empolgação quase a mesma coisa no corpo. O mesmo coração, a mesma adrenalina, a mesma energia ligada.
A diferença é só a etiqueta que o cérebro cola. Quando você tenta com a força de vontade, força do pensamento, falar a si mesmo que você tá calmo, é muito mais ineficiente do que você simplesmente enquadrar aquela ansiedade com uma excitação. Quem fazia, inclusive isso era Roberto Carlos, cantor.
Ele sempre falava que ele sentia aquele frio na barriga. Ele reenquadrava, é uma, é um reenquadro cognitivo mesmo para ver aquela ansiedade com uma animação. Pode ver, você tem ansiedade geralmente nos momentos que você vai fazer algo que você sempre sonhou.
sempre quis viver aquilo. Então, saltar da ansiedade direto pro calma é uma distância gigante, vai querer frear o carro a 100 por hora. Já virar a ansiedade e empolgação, é só girar o volante.
A energia já tá lá. Tem um estudo clássico do Jeremy Jamison da Universidade de Rogers que ele mostrou o mesmo com estudantes antes da prova. Então, da próxima vez não briga com o frio na barriga, fala em voz alta: "Eu tô animado".
Você não tá se enganando, você tá colando a etiqueta certa. Deixa eu te dar um exemplo. Eu tenho uma irmã que é quase o oposto de mim.
Eu, sabichão, vivia mandando ela: "Respira, se acalma". E o que acontecia é que ela ficava mais ansiosa ainda por cima ficava com raiva de mim porque parecia que eu tava simplificando ou desmerecendo a dor dela. E a tava certa, mandar alguém se acalmar geralmente piora, é pedir o impossível e ainda faz parecer o sentimento daquela pessoa bobo com energia ligada, gritar relaxa, não desliga nada.
Você não tenta desligar, você tenta redirecionar, isso sim funciona. É claro que tem casos que a ansiedade toma conta, que a gente chama de amígdala hijacking, que é quando a sua amídala simplesmente sequestra a amídala região do cérebro de ansiedade, sequestra o seu organismo, né, a sua fisiologia com muita noroadrenalina e dopamina. Esse tem que entender que tem um combustível que mantém esse alarme ligado o dia inteiro para esses casos mais extremos, né?
ansiedade, o medo nasce da incapacidade de aguentar a incerteza. Repara, você quase nunca surta quando tem um problema exatamente na sua frente. Você surta com se e se der errado?
E se ele não responder? E se for algo grave no exame? O Michael Duggas da Universidade Lavel no Canadá mostrou que essa intolerância e incerteza é uma das raízes mais fortes da preocupação crônica.
A pessoa ansiosa, ela não suporta o não sei. E como a vida inteira é feita de não sei, o alarme nunca desliga. Olha o tamanho do desperdício.
É como sair pela floresta jogando balde de água em todo canto com medo de um que um incêndio talvez nem comece. A maioria das coisas que você teme nunca acontece. E as que acontecem você lida quando chegam.
Você sempre lidou, senão você não tava aqui assistindo esse vídeo agora. Você gasta a água de hoje apagando o fogo que não existe na ansiedade. Tem uma ferramenta simples e validada por pesquisa do Thomas Borkveck.
Para isso que é a janela da preocupação. Funciona assim, você marca um horário fixo todo dia, 15 minutos, digamos 6 da tarde, por exemplo. Quando uma preocupação aparecer fora desse horário, você não briga e nem mergulha nela.
Você anota no papel e fala: "Isso é assunto para seis". E segue: quando chega seis, você senta e se preocupa à vontade. Sabe o que acontece na maioria das vezes?
chega seis e metade das tragédias evaporou. Você nem lembra que aquilo parecia tão urgente assim. Muitas vezes era barulho chegando na hora errada, mas para conseguir minimizar quase zero essa preocupação, você precisa de uma habilidade que você pode treinar e progredir nisso.
E aí tem um jeito de desligar o alarme da ansiedade em segundos e é só dar nome ao que você tá sentindo. Parece simples demais para ser verdade, mas tem até ressonância magnética provando isso. O Matthew Liberman da UCLA publicou em 2007 um estudo conhecido como Name Itame Itar.
Ele botou gente num aparelho e pediu para colocar em palavras a emoção que as pessoas sentiam. No instante em que a pessoa nomeava, a atividade da amída, ela caía. Medo e ansiedade cai e o córtex préfrontal, a parte racional, se acendia.
Só de dar nome, o alarme já abaixava. É claro que só isso por si só não resolve, mas isso abre uma porta para uma habilidade que muda a relação com a sua cabeça. Se chama desfusão cognitiva, cognitive diffusion.
Você tá desfundindo mesmo. Fundir é acreditar que o pensamento é a realidade. Desfundir é conseguir ver o pensamento como um evento mental, uma coisa que o cérebro produziu e não a verdade sobre o mundo.
Pensamento ansioso é o cérebro especulando alto, não um relatório dos fatos. E aí, como treinar na prática? Ao invés de pensar, eu vou fracassar, você fala mentalmente ou baixinho: "Eu tô tendo pensamento que eu vou fracassar".
Escuta a diferença. No primeiro, você é o fracasso. No segundo, você é quem observa o pensamento passar.
Você colocou três dedos de distância entre você e o ruído. E é nesse espaço que mora a sua liberdade. Liberdade de escolher, de ter paz interior.
A voz da ansiedade vai continuar falando. Você só para de tratar o palpite dela como uma ordem. E tem uma força que regula tudo isso, mas ela não tá dentro de você.
Você não sente sozinho. Seu sistema nervoso pega emprestado o estado das pessoas ao seu redor sem você nem perceber. Existe um fenômeno chamado contágio emocional.
Quando você fica perto de alguém tenso, o seu corpo começa a copiar a tensão da pessoa. Respiração, postura, tom. Parte disso passa pelos neurônios espelho.
Descoberto pela equipe do diócomo risolate em Parma, na Itália. São neurônios que disparam tanto quando você faz uma ação quanto quando você vê outra pessoa fazendo uma ação. Então, o seu cérebro simula por dentro o que o outro tá vivendo.
É lindo e é perigoso porque você herda o nervosismo dos outros como quem pega um bocejo. Agora, a parte que cura. O James Colhen da Universidade da Virginia botou em 2006 mulheres no aparelho de ressonância magnética sob ameaça de choque.
O cérebro ascendiu em pânico. Ele pediu para elas segurarem a mão do parceiro e a atividade nas regiões de ameaça caiu só de segurar a mão. O detalhe interessante é que quanto melhor era o casamento, né, eles mediram por vários fatores ali, mais o cérebro acalmava.
Então, a presença certa desliga o alarme. Então, presta muita atenção em quem você anda deixando perto de você. Tem gente que te mantém alerta constante.
Aquela pessoa que você precisa pisar em ovos, que um dia te acolhe, no outro dia te gela ou tá constantemente transmitindo uma preocupação, uma ansiedade para você. O seu corpo nunca relaxa perto dela. As pessoas certas fazem o contrário.
Perto dela você respira mais fundo, sem nem mandar. Procura essas e para de doar o seu sossego para quem só sabe te deixar em guarda. É claro que nem sempre vai ter alguém por perto e é legal você ter uma ferramenta de bolso.
Você não consegue acalmar a mente, mas você consegue acalmar o corpo e o corpo arrasta a mente junto. E a via mais rápida para isso é a respiração, porque ela é a única função automática que você também controla de forma voluntária. E não é respirar fundo genérico.
É uma técnica específica chamada suspiro fisiológico, tá? estudada pela equipe de Stanford, da escola de Messenger de Stanford, com o David Spegle e o Andrew Huberman. Foi publicado em 2023.
Isso 5 minutos por dia bateu até a meditação mindfulness, que é tão estudada para reduzir a ansiedade, como você faz, né? Exatamente. Você inspira pelo nariz e no fim dessa inspiração, quando parece que já encheu, você dá uma segunda fungada curta por cima para inflar o pulmão até o talo, como se tivesse chorando mesmo.
E aí você solta o ar bem devagar e longo pela boca, esvaziando tudo. Esse expirar longo ativa o nervo vago, que é o freio do sistema nervoso, e desacelera o coração na hora. duas, três rodadas já vão reduzir bem o pico.
Agora é um aviso honesto, porque eu prometi ciência e não promessa fácil. O mesmo estudo de Stanford mostrou que a respiração mexe na ansiedade no momento, no estado, mas sozinha ela não vai mudar a sua ansiedade de base, tá? A respiração é um instintor, ela é ótima para apagar o fogo agora, mas o que reforma a casa para não pegar fogo de novo é a exposição e o reenquadramento cognitivo que a gente falou, a desfusão cognitiva.
Uma apaga a crise, a outra muda quem você é debaixo dela. Use as duas sabendo o papel de cada uma. E agora a camada que eu prometi.
Aqui nenhum vídeo de ansiedade junta com o neurociência. Não tem como falar de ansiedade sem falar de fé. Eu sei que parece que virou sermão.
Aguenta, porque o que vem é lógica dura com filosofia e psiquiatria do lado. Primeiro, desarma bobagem, né? Tem gente rasa que fala que a sua ansiedade é falta de fé.
Isso é cruel e errado porque joga a culpa em cima de quem sofre. Não é disso que eu tô falando. O que eu vou te mostrar é mais fundo.
Abre o Caplon, tá? Que é o tratado clássico de psiquiatria que eu estudei na escola de medicina e lá tá escrito que medo e ansiedade são a mesma resposta do corpo. A diferença é só uma.
O medo, ele tem um objeto, um rosto na sua frente. A ansiedade é esse mesmo medo, só que sem rosto, espalhado no futuro. Agora segura essa.
O Kirkard, que é o pai do existencialismo, escreveu exatamente isso em 1844 no livro O Conceito de Angústia. Para Kirkard, a angústia se diferencia do medo justamente porque a angústia não tem objeto. Psiquiatria e filosofia, dois séculos de distância, dizendo exatamente a mesma frase.
No fundo, ansiedade é o medo sem rosto. E qual é o oposto do medo? A fé, não fé como certeza ingênua que tudo vai dar certo, mas fé como entrega, como virtude, como coragem de agir sem garantia, de fazer o certo pelo certo.
O Kirkard chamou isso de salto da fé. Você junta toda a evidência, chega numa incerteza perfeita e mesmo assim você salta. Foi literalmente o que eu fiz no vídeo do shopping.
Eu não tinha garantia nenhuma, eu saltei. Paulish escreveu um livro inteiro sobre isso em 1952. a coragem de ser, dizendo que a fé é a coragem que engolhe a angústia da incerteza.
Esse livro influenciou gente como Rolo May e Allen, que é nomes centrais na psicologia existencial. Por isso Paulo escreveu no livro Filipenses: "Não andeis ansioso por coisa alguma e a paz que excede todo o entendimento vai guardar o seu coração. Isso é um protocolo.
Entrega o que não te cabe controlar. Isso é o sistema de ameaça e lutou fuga desarma. Então, deixa juntar tudo num lugar só, porque é mais simples do que parece.
Tudo que eu falei aqui se resume a uma virada de relação com a ansiedade. A vida inteira você tentou se livrar dela. O caminho oposto é parar de fugir e começar a atravessar.
Você tira a palavra sou e devolve para tô. Você entende que é uma previsão velha e não uma sentença. E ou melhor, ao invés de falar: "Eu tô ansioso, eu tô animado, tô animada".
Você para de apostar na força de vontade que o medo desliga. Você expõe o cérebro ao que ele teme até ele atualizar o dado. Você rotula o pensamento ao invés de obedecer.
Você vira o frio na barriga com empolgação. Você manda a preocupação para 6 horas da tarde. Você escolhe as pessoas certas, usa respiração no pico e treina a fé como entrega do que não controla.
E motivo de fazer tudo isso vai muito além de ficar calmo. Calma é só consequência. Você faz isso porque do outro lado dessa relação nova tem uma vida que hoje você nem deixa entrar.
A viagem que você não faz, a conversa que você não tem, o projeto que você adia anos, cada fuga que você corta é um pedaço da vida de verdade de volta. O James Pen Baker da Universidade do Texas mostrou que a forma como você conta a história da sua vida muda como você vive. mesmos fatos, câmeras diferentes.
Você pode se contar como uma pessoa quebrada, que sempre foi ansiosa, ou com uma pessoa que num certo dia decidiu aprender a regular o próprio alarme e foi em busca da sua vida de volta. A história é a mesma. Quem segura a câmera é você.
Ó, se você chegou até aqui, é porque você não quer entender só a ansiedade. Você quer sair dela de vez, o mais rápido possível, talvez, e entender sozinho não muda rotina nenhuma. O que muda é fazer todo dia com estrutura e com gente do lado.
Foi para isso que eu construí a plataforma Aura. Para quem acompanha o meu trabalho e quer dar esse passo a mais, ter acesso a protocolos, exercícios, práticas guiadas, lá tem vários cursos. Hoje tem o curso Código Geral, que é a programação completa para você ter mais foco, menos ansiedade, com prática diária.
Tem as trilhas de identidade, os pilares espirituais por trás de tudo que eu falei no fim do vídeo agora, da virtude da fé, mas sem dogmatismo religioso, né? aquela camada de entrega de fé destrinchada com base em neurociência, passo a passo. Tem comunidade, tem o curso magnetismo dos relacionamentos, enfim, tem muito material lá para muitas horas, gente atravessando os mesmos meses que você, que é uma das coisas que mais regula o seu sistema.
E é o lugar onde isso aqui muitas vezes vai deixar de ser vídeo e virar rotina, né? Você investir um pouco em você e provavelmente eu acredito que é o melhor investimento que hoje alguém pode fazer. E o melhor, sete dias grátis, se não fizer sentido, você cancela e leva todo o dinheiro de volta.
Vou deixar o QR code aqui na tela. O link tá na descrição. Se você acompanha meu trabalho e tem condição, não sei o que você tá esperando, você não tem nada a perder.
Vai lá, dá uma olhada. Se ressoar, entra, se não, beleza. Mais foco, menos ansiedade.
Tamo junto, galera. Yeah.