Atolado em escândalos, o senador Flávio Bolsonaro agora tenta fugir de mais uma bomba que está prestes a cair em seu colo. Cláudio Castro. Depois de virar manchete nacional por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e o escândalo do banco master, o filho de Jair Bolsonaro teria recebido orientação de auxiliares jurídicos para se distanciar do ex-governador do Rio de Janeiro, agora na mira da Polícia Federal.
Mas não existe mais espaço para Flávio fingir que está desconectado da sujeira que cerca aliados políticos. Antes de virar alvo da Polícia Federal, o recém inelegível tinha a intenção de ser pré-candidato do PL ao Senado. Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma investigação contra o ex-governador sobre possíveis fraudes fiscais pela Refite, a antiga refinaria de manguinhos.
Essa refinaria estaria sendo utilizada para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Agora, o curioso é que essa ação está dentro do âmbito da ADPF das favelas, que investiga sabe o quê? A conexão de organizações criminosas com agentes públicos.
Então, vamos lá. alvo de busca e apreensão da Polícia Federal agora de manhã. Cláudio Castro, ex-governador inelegível, no âmbito de quê?
Investigação sobre organização criminosa e agente público. Enfim, tem que investigar mesmo até o fim, até as últimas consequências. Cláudio Castro é impressionante.
Ele bate record inelegível por abuso eleitoral em 2022, contratação de funcionários fantasmas. de corrupção ali. Agora, mais aí um esquema possível relacionado a refit, que pode também ter relação com organização criminosa.
É isso. Cláudio Castro é a representação dessa relação entre política, crime e corrupção dentro do Rio de Janeiro. Inclusive, o próprio bolsonarista Otoni de Paula apontou o elo entre Ricardo Magro, dono da Refite, Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro.
Magro está nos Estados Unidos e já é considerado foragido. O STF também pediu a inclusão do nome dele na lista da Interpol. Sabe aquele sonador que o presidente Lula falou para o presidente Trump, me entrega ele o nome dele é Ricardo Magro.
Tá lá em Miami, escondidinho lá, protegido lá. Não é esse camarada? Ele é o elo de ligação com o governo do Rio de Janeiro e, infelizmente, infelizmente a família Bolsonaro, que é quem dá sustentação ao Cláudio Castro deu enquanto ele era governador.
O Cláudio Castro montou, ele pediu a esse Ricardo Magro, me deu um nome para ser secretário de fazenda. Ele deu, me deu nome para ser procurador do estado. Ele deu.
Agora com o novo governador, nós estamos descobrindo tudo e a Polícia Federal está revelando tudo. Eu só quero avisar uma coisa. Uma coisa.
O Cláudio Castro, o Claudinho Lalau vai pra cadeia, uma criatura, não tem outro caminho para ele. Agora a pergunta é, Charles, se ele vai pra cadeia, por que que o Flávio Bolsonaro não solta a mão dele vai se queimar? Não pode, porque é sócio, tem sociedade.
E se tem sociedade tem que ir até o final, senão ele pode ser preso e pode delatar. Então, para não delatar, vamos com ele até o final. É a única explicação.
Governo rachado. Governo não é rachadinha não. Governo rachado.
O que aconteceu? É isso que nós estamos vendo. Lamentavelmente a família Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, não vem a público para pedir perdão ao Rio de Janeiro por essa quadrilha que eles indicaram para o governo.
O jornalista Octavio Guedes na Globo News também levantou uma hipótese perturbadora que cruza com os R 61 milhões deais recebidos por Flávio Bolsonaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro com o governo do Rio de Janeiro, que enviou quase R 1 bilhão deais do Rio Previdência para ser aplicado diretamente em fundos geridos pelo master de Daniel Vorcaro. Que é uma falácia a história do Flávio Bolsonaro dizer que tava cuidando de dinheiro privado com banqueiro. tinha acabado de ganhar 1 bilhão de reais de dinheiro de aposentado e pensionista do estado do Rio de Janeiro.
Então aqui as datas, né? Só Rapura porque é um governo do partido do do senador, o estado do senador. Então ele tinha obrigação de saber.
Eu não vou tratar isso como pedido de empréstimo, de financiamento, nada. Isso é tomação de grana. Uhum.
Isso é tomação de grana para usar o dialeto que o Flávio Bolsonaro tá falando. Isso não tem nada de de ligar para pedir financiamento. Esse é o primeiro tom.
O primeiro ponto e um tom assim meio bonzinho, né? vamos pagar os boletos aí, meu irmão. Pô, tá ruim para você, tá ruim para mim, mas quebra essa aí.
Uma coisa assim, é um dialeto de malandragem. Não é não é uma conversa de financiamento de filme. Tomação de grana.
Ele dá entendção de grana. E quero te ouvir ainda. Ele dá a entender nesse contexto tá falando que ele tinha espaço para isso, que ele fala assim: "Eu eu fico até meio sem graça de te cobrar, mas como você disse que podia e tal, então que tem uma relação nesse sentido?
" Bom, então eh não é um financiamento, não é um pedido de finanço, porque não se pede o financiamento, não se bate a porta de nenhum empresário para pedir um financiamento com esse dialeto eh de maladragem. Então esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, se houve um golpe no golpista, se o dinheiro foi parar no Texas, não foi para financiar só o Eduardo Bolsonaro, não, porque naquele momento Eduardo Bolsonaro estava fazendo uma campanha pelas sanções, sanções contra eh o presidente, o Brasil, né, como todo, mais do que contra o presidente, contra um governo, contra o Estado brasileiro.
Contado. Isso. Então esse dinheiro não era para pagar a refeição do Eduardo Bolsonaro e isso investigadores já admitem, era para financiar a campanha de tarifas de magníca e etc, etc, contra o país.
É isso tem que ser investigado, não é? Ah, tadino, meu irmão, entendeu? Então, acho que a gente tem que botar os pingos no nos.
Não é conversa de financiamento de filme, é conversa de tomação de grana e não é para pagar as contas do irmãozinho que tá nos Estados Unidos. Tem que ver se não é para financiar a campanha, o trabalho que o Eduardo Bolsonaro desenvolvia lá fora para eh taxar, impor sanções ao Brasil. É disso que se trata.
E as bombas envolvendo Cláudio Castro continuam surgindo em sequência. A divulgação recente de áudios envolvendo aliados do ex-governador colocou o grupo no centro de investigações sobre supostas indicações de cargos públicos ligados ao tráfico de drogas em Campos dos Goitacazes. São conversas que mostram a influência de Rangel na área da educação estadual do norte e do noroeste do estado.
E uma negociação, gente, com um traficante sobre uma vaga de emprego para parentes dele. Rangel tá preso há 13 dias, acusado de chefear um esquema criminoso de fraudes e desvios de recursos da educação. Júcia, continua aí do jeito que você tem que estar, tá OK?
Tudo que acontecer dentro da regional, eu quero saber. Não tem que dar satisfação a ninguém, porque o deputado sou eu, a indicação é minha e quem manda sou eu. Em outro áudio que está na investigação da Polícia Federal, a irmã do traficante Júnior do Beco cobra de Thiago Rangel a nomeação de um cargo prometido na Secretaria de Educação.
Júnior do Beco é considerado pela Polícia Civil como chefe do terceiro comando puro em Campos e é investigado por tráfico de drogas e homicídio. Thiago Rangel, aqui é Gace, a irmã de Juninho do Beco. Eu fui fazer uma entrevista agora em agosto ou setembro e até hoje ele não me deu uma posição.
Aí meu irmão pediu para mim te ligar para ver o que tá acontecendo. Segundo a Polícia Federal, Thago envia um contato, salvo como Júnior do Beco, e pede para que o assessor parlamentar Fábio Porbax entre em contato. Fábio também foi preso na mesma operação da Polícia Federal.
O nome de Castro não para de aparecer em investigações envolvendo suspeitas de corrupção, favorecimento político e relações perigosas. Seu vice era Rodrigo Bacelar, aliado de Flávio Bolsonaro, preso por ligações com o comando vermelho. Quanto mais tentam esconder, mais a sujeira aparece.