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🚨 Suicídio: Dicas Cruciais para Estudantes de Psicologia! 🧠 com Raysa Lima e Larissa Brandão #21

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Oi gente tudo bom Eu me chamo Larissa Sou estudante de psicologia e hoje eu tô aqui com uma convidada maravilhosa para falar sobre o tema prevenção do [Música] suicídio Oi eu sou Raísa Sou psicóloga e sou especialista em prevenção do suicídio tô aqui hoje para falar desse tema que eu trabalho aí há alguns anos e é um tema que eu acredito que é muito importante e é pouco falado né fora do Setembro Amarelo inclusive Com certeza então para começar o que é prevenção ao suicídio vou falar o que não é prevenção do suicídio para começar
a gente vê o tema de prevenção do suicídio e quando viraliza um vídeo nas redes sociais é sempre uma pessoa num local de risco sendo arrancado a força daquele local de risco e as pessoas dizendo que isso é salvar a vida né de que aquela pessoa que tirou ela dalali é um herói etc gente isso não é prevenção de suicídio o que acontece numa situação como essa é que a gente invade o espaço a pessoa quebra a confiança dela e pode ser que em outras situações seja mais difícil ajudar então prevenção do suicídio não é
sobre evitar mortes não é sobre arrancar as pessoas de um local de risco a força não é sobre salvar vidas prevenção do suicídio é sobre ajudar as pessoas a viverem Uma Vida na qual ou descobrirem uma vida construirem Uma Vida na qual seja possível viver seja possível desejar viver porque quando a gente pensa numa pessoa que tá num sofrimento tão temo a ponto de que ela quer sair da vida tem algo ali que precisa ser transformado não é sobre valorizar a vida não é sobre querer viver impedir a morte é sobre olhar entender Por que
essa pessoa chegou nesse limite o que que ela precisa para sair desse lugar e não é um trabalho rápido não é um trabalho fácil não é heroico é um trabalho de dia a dia é um trabalho que vai Respeitar o espaço do outro porque não dá para separar uma pessoa dela mesma por muito tempo do contrário a gente vai evitar a morte e deixar a pessoa contida o tempo inteiro isso não é prevenção do suicídio isso é violência e a gente precisa começar a entender que prevenção do suicídio é dar autonomia e ajudar a construir
vidas Viví veis E isso não é um trabalho que a gente consiga fazer em um minuto em um dia nem um trabalho que a gente vai receber medalha para ele é um trabalho que a gente vai ajudar a pessoa a salvar a própria vida dela porque só ela vai poder fazer isso mas ela não consegue fazer isso sozinha muitas vezes e aí a gente vai est do lado dando suporte eu falo que é como numa revolto você precisa saber nadar mergulhar respirar é numa posição que você entra em cena para cuidar de alguém que se
afoga sem poder salvar ou nadar por ele você vai ajudar ele a construir isso aprender a nadar Mas você vai est ali do lado o tempo inteiro isso é prevenção de suicídio muito bom um esclarecimento muito necessário como foi que você chegou a isso assim esse tema Esse estudo todo você pode contar um pouquinho mais assim da sua história queria partir do conceito de lugar de fala da Jamila Ribeiro que basicamente ente diz que a nossa história de onde a gente veio quem a gente é vai dizer muito do que a gente fala já que
eu tô aqui para falar de um monte de coisa né de que lugar eu falo de onde é que eu venho eu moro em Salvador há 8 anos Salvador Bahia mas eu sou sertaneja eu venho de Petrolina Pernambuco Hum e na minha história de vida ela perpassa muito sobre a minha escolha por prevenção do suicídio eu desde criança me interessava muito pelas pessoas em escutar as pessoas e tem um outro recorte né que eu fui descobrir na minha própria terapia que tinha muita relação com uma coisa que eu nunca achei que tinha impactado tanto a
minha vida que é o fato de que eu sou uma mulher com deficiência física eu não tenho movimento no braço esquerdo muita gente não sabe disso também que me acompanha Mas eu acredito que essa experiência na minha infância já porque foi algo que aconteceu no meu parto né quando eu nasci isso me impactou sobre conhecer o que era a a dor a limitação e sobre olhar com empatia pro outro e desde a minha infância Eu gostei muito de falar com as pessoas de conhecer as pessoas extrovertida demais no nível máximo e quando eu sempre escutei
que eu ia ser psicóloga quando eu crescesse eu nem sabia o que era psicóloga ainda mas eu sempre escutei que eu seria uma é sempre assim né É E aí eu fui crescendo só que eu tinha que trabalhar eu fiz várias coisas antes de ir pra psicologia e eu trabalhei durante a minha graduação então o lugar que eu venho a família que eu venho a realidade que eu vim né de ser uma pessoa que precisou trabalhar durante a graduação passei por várias profissões mas quando eu cheguei em psicologia Logo no início eu sabia que eu
queria prevenção de suicídio eu assisti uma palestra e falei é isso é isso que eu quero pra minha vida foi no primeiro ano da faculdade e fui criar grupo de estudo não tinha na na graduação inclusive naquela época tinha muito muito mais Tabu inclusive dentro dentro da faculdade né dentro da faculdade as pessoas tinham medo de falar sobre isso não tava na grade E aí eu criei meu primeiro grupo de estudo fui ali buscando todo conhecimento que tinha aham e tentando trazer pra faculdade até hoje existe que é o gs na Universidade Jorge Amado Centro
Universitário Jorge Amado e eu tinha sempre bom eu aprendi isso eu vou levar eu aprendi isso eu vou ensinar as pessoas porque eu acredito que a educação ela transforma a minha vida e ela pode transformar a vida das pessoas então acredito muito na psicologia como muito mais do que uma graduação que você vai se formar você vai atender pacientes você vai para organizacional Eu acredito que a psicologia tem uma missão de ensinar as pessoas uhum sobre si mesmas sobre as relações sobre as emoções eu não acredito numa psicologia que serve só pra academia eu acho
que quando a gente traz um conhecimento aprende algo que pode mudar a vida das pessoas a gente precisa compartilhar eu acho que essa é a nossa missão no mundo esse é o nosso maior legado que a gente pode ter e é lindíssimo questão da subjetividade humana é um tema muito importante agora assim quando é uma família que não é muito colaborativa por exemplo o paciente ele tá lá porque ele insistiu para fazer uma terapia e é uma família que não vai participar muito não vai colaborar qual estratégia melhor assim para se lidar né Ã Não
tanto com os adolescentes porque normalmente os adolescentes que eu tive por trabalhar com prevenção de suicídio Eles já chegam quando a família já entende que aquilo é muito grave e a família começa a colaborar com isso Mas no geral eh com os adultos inclusive porque falando em prevenção do suicídio a gente inclui a família também a rede de apoio que não necessariamente é a família nesse processo certo e quando não existe essa rede de apoio estruturada a gente ajuda o paciente a construir mas a gente começa a fortalecer ele para que ele busque essas alternativas
Então se é uma família que de alguma forma ali não colabora que tá como fator de risco que produz sofrimento também nesse paciente a gente precisa começar a fortalecer ele para que ele consiga colocar limites para que ele se estruture para que ele se se individualize desse ambiente né porque o foco vai ser nele a gente tá ali e eu trago isso né eu tô junto com você você não tá só então aqui já temos nós dois remando o barco tá furado a gente vai junto a gente vai fazer acontecer a gente vai buscar mais
pessoas para ajudar se não tem a família a gente vai encontrar gente tem muita gente no mundo disposta muito bom você acha que se colocar nessa posição pode ser um pouco arriscado por exemplo assim do paciente te ter como única rede de apoio assim ou mais forte e a ocorrer uma transferência sentimental não tem muitas consequências ou vale a pena assim boa pergunta porque eu digo que o vínculo é a ferramenta mais poderosa de prevenção do suicídio que a gente tem mas aí a gente tem que tomar cuidado para que a gente não seja o
único vínculo talvez a gente seja por um período certo por quando é uma pessoa que chega com os vínculos muito fragilizados com muita experiência traumática primeiro a gente precisa trabalhar isso e talvez por um tempo esse paciente precise mais de você e aos pouquinhos você vai identificando outras pessoas na própria história no dia a dia pessoas que estão ali dispostas interessadas e você vai construindo junto com ele essa rede de apoio Então você começa só mas você não vai continuar só e esse é um ponto né você é uma ponte para uma construção de várias
pessoas que vão chegar ali eu sempre falo paraos meus pacientes o meu trabalho é ser desnecessária meu trabalho é chegar a um momento onde você tenha outros recursos tantos recursos que a sua terapia seja mais uma coisa na sua vida só que para isso às vezes a terapia no início vai ser mais presente não tem outras relações e para até ajudar uma pessoa que muitas vezes tá tão acostumada com relações que são uma repetição dessa violência ela precisa primeiro ter um modelo de uma relação saudável e aí a terapia vai servir para isso para ela
poder identificar poxa é assim que eu quero construir as minhas relações e a partir disso ela poder criar vínculos saudáveis então assim temporariamente a gente pode se tornar muito necessário só que aí também a gente não trabalha só com profissional a gente trabalha com psiquiatra a gente trabalha com terapeuta ocupacional outras terapias Então até essa rede de apoio escola por exemplo a gente já vai se juntar com essa galera porque a gente também não trabalha só mesmo que a gente se torne muito necessário a equipe toda vai virar necessária junto e assim esse primeiro vínculo
que você faz com o paciente esse raport né como a gente chama na faculdade tudo Geralmente os pacientes mais depressivos pacientes com tendências Suicidas e tudo mais eles chegam mais fechados como é é difícil a se aderir ao tratamento muitas vezes sim e aí o ponto que eu sempre trago eu não cuido de doenças eu cuido de pessoas doenças T sintomas pessoas TM músicas preferidas série ah filme que elas gostam de assistir então meu primeiro momento com paciente é conhecer ele como pessoa que fala importante eu quero saber o que ele gosta de assistir o
que ele gosta de ouvir quando ele se ele quiser me mandar a Playlist dele para eu ouvir eu vou ouv eu assisti Naruto inteiro por causa de uma paciente inteiro inteiro por causa de uma paciente que era muito importante para ela e esse é o momento Isso é isso é uma coisa importante da gente falar porque existe o preparo dos livros o preparo técnico e existe o estudo da pessoa eu estou estudando nesse momento quando eu tô assistindo uma coisa que meu paciente gosta e eu preciso ter um tempo para estudar Isso para assistir as
séries para assistir os filmes para escutar as músicas porque o primeiro vínculo nada mais poderoso do que você chegar é a sua terapeuta e dizer assim eu ouvi a música Ouvi sua playlist e tal vamos falar sobre essa música ou no início quando eles não conseguem falar sobre eles e a música é muito presente né na adolescência eu peço me manda a música que você tá ouvindo no dia só isso não precisa falar me manda uma música que eu vou escutar e talvez se a gente conseguir conversar sobre isso eu vou te conhecendo então eu
acredito que se a gente se apega muito só à técnica ao estudo e tenta encaixar o paciente na nossa teoria a gente perde o elemento humano e a conexão não dá para você fazer uma vinculação se você chega com um protocolo de avaliação de risco de suicídio e parece um inquérito policial ele não vai te falar ele não tá se sentindo confortável é violento invasivo Então a primeira coisa é se vincular com pessoa e deixar o paciente também entender que tá tudo bem Se ele não quiser falar e eu falo isso tá tudo bem você
não quiser falar eu sei que eu sou estranha tá você vai me conhecer também depois vai ficar menos esquisito a gente vai conversar se você quiser compartilhar alguma história comigo pode mandar até meme que eu tô amando figurinhas também aceito e aí a gente vai se conhecer e qu aos poucos você vai ficando mais confortável comigo e esse é um espaço seu você pode falar pode não falar você pode fazer o que você quiser certo pode compartilhar comigo o quanto você sentir à vontade você não obrigada a nada aqui a vida já tem obrigação demais
essa não é uma delas Tá bom a gente vai se conhecer e aí com o tempo Espero poder te ajudar a chegar onde você quiser chegar seja lá onde for Que lindo né ver um profissional com essa visão assim eu já tive algumas experiências com terapia que foram mais mecânicas e realmente eu acho que isso faz toda a diferença essa longa jornada né para um resultado final mais efetivo e tudo mais agora sobre essa longa jornada Você tem muitos pacientes que melhoram e voltam para você como é que é Olha meus pacientes como a maioria
chegou muito grave eles acabam ali ficando mais no processo porque depois que você sair da crise tem muita coisa para trabalhar e eu acredito que terapia não é só para resolver um problema eu faço terapia há anos até hoje eu faço eu acho que a terapia vai ajudando e a a nossa vida ela é Ela é um sistema que é inconstante sempre acontece alguma coisa sempre aparece alguma coisa Às vezes o paciente vai ele dá um tempo da terapia depois ele volta só que é é muito interessante porque em termos de prevenção do suicídio né
ou de manejo de crise eu sempre falo que a gente tem ali à Não é o objetivo de Olha eu vou curar nunca mais vai acontecer alguma coisa eu falo que inicialmente o objetivo é espaçar as crises demorar mais entre elas né E como é que isso vai acontecendo isso vai acontecendo tendo outro recurso além da crise para lidar com sofrimento então eu posso falar agora eu posso ligar paraa minha terapeuta né se é uma situação de crise eu vou tendo outros recursos e outras coisas na minha vida então os pacientes acabam construindo ali ficando
a longum tempo depois alguns T alta e vão tendo alta e vão vivendo outras coisas de vez em quando vem uma história de ai Rai tô namorando encontrei o amor da minha vida ou me formei tá aqui e aí eu vou você vai recebendo né essas informações esses updates porque de alguma maneira você fez parte dessa história também e é importante você tá ali apesar de ter se encerrado o processo terapêutico existe uma parte na vida daquela pessoa que essa história fica marcada e eu eu acho isso lindo inclusive na psicologia demais demais Eu acho
que é o viés mais mais bonito da Psicologia essa mudança na vida das pessoas e na própria também né Uhum sobre essa questão de tratar as pessoas e tudo mais você acha que tratar do comportamento suicida é sempre tratar de depressão também porque você falou que tem períodos que se você se passa né entre uma crise e outra seriam crises mais depressivas tá sempre é sempre um trabalho conjunto do o do comportamento suicida com o da depressão da autolesão também como é essa essa pergunta é boa porque as pessoas acham que teve risco de suicídio
a pessoa tem depressão não necessariamente tem pessoas que vão ter comportamento suicida sem depressão e outra coisa a depressão é mais popularizada se sabe mais sobre ela mas tem muitos outros diagnósticos que estão mais até Associados com comportamento suicida do que a própria depressão a gente tem a bipolaridade o transtorno border por exemplo ou várias outras questões o autismo que se fala muito pouco então todo mundo já imagina a a pessoa pensou em suicídio e ela tá depressiva e não necessariamente a pessoa pode não ter diagnóstico nenhum e pensar sobre suicídio que é outro ponto
Então a gente vai identificar e importante entender o diagnóstico pro tratamento pro acompanhamento ali psiquiátrico também se existe um diagnóstico que é por exemplo de neurodivergencia que pode demandar um outro tipo de tratamento que vai est ali casando com a psicoterapia isso é importante mas o mais importante eu digo que se existe uma coisa que a gente trabalha é no Cuidado ao sofrimento psíquico e aí a depender do diagnóstico esse sofrimento psíquico vai mudar de forma a depressão não causa suicídio a depressão é um fator de risco para o suicídio e várias coisas causam a
depressão não é uma coisa só do mesmo jeito que várias coisas repercutem são fator de risco para o suicídio então a gente sempre busca uma resposta é por isso que a depressão chega do lugar de suicídio por causa da depressão e não é suicídio por causa da de pressão é a depressão e o suicídio por conta de muitas coisas entendi acho que é isso uma desconstrução importante né acho que a gente tem uma visão muito estigmatizada do que é suicídio mesmo dentro da faculdade imagino para pessoas que estão de fora seja ainda mais forte de
estigmatizar esse comportamento a questão do do termo até que mudou recentemente né para autolesão era automutilação Isso é ótimo até hoje muita gente usa na verdade é porque automutilação é uma forma de autolesão grave a gente tem perda de parte do corpo por exemplo tá muito associada com a Psicose a autolesão é que a gente tem mais característica né que deixa pode deixar sequelas mas que não é algo que tem uma perda de funcionalidade importante a gente tá desenvolvendo muito na prevenção do suicídio tem muita coisa para saber ainda eu tô né o tempo todo
aprendo uma coisa nova também a gente tá estudando a gente tá mudando a gente tá revendo né Por exemplo uma coisa que você falava muito ainda que as pessoas ainda usam é o contrato de não suicídio que é um contrato Pol vira pro paciente e combina ali com ele que ele não pode tentar suicídio enquanto ele tá no tratamento não se usa mais isso mas a gente tem uma nota técnica do crp ainda que a última que a gente tem orientando isso então a gente precisa se olhar e tá muito atualizado e ver o que
que tá funcionando o que que não tá funcionando pra gente poder não tá ali replicando uma técnica é por isso que é tão importante escutar o paciente porque se você estabelece um vínculo seguro sempre que eu tento uma estratégia nova eu digo você que vai me dizer se vai funcionar com você ou não sempre que eu te sugerir alguma coisa você tem totaler ai não deu certo não consegui fazer eu não vou insistir com você nisso você vai me dizendo como você se sente cada vez que eu tento uma estratégia nova eu vou ali Fazendo
a manutenção disso e dizendo você vai me dizendo como você se sente em cada parte disso que eu tô tentando com você porque mesmo que seja uma estratégia validada que funcione para muita gente pode não funcionar para essa pessoa cada pessoa é única né isso o nosso atendimento é sempre personalizado então cada paciente meu tem uma raa diferente para ele pensando no que ele precisa e dentro disso assim Já que é tudo tão singular e tal como ter um uma prevenção assim sabe identificar os sinais de que aquela pessoa já tá precisando de muita ajuda
e tudo mais esse é o desafio porque por exemplo se eu pergunto para você existem sinais universais de que alguém tá sofrendo dá para saber qualquer pessoa quando ela tá sofrendo não não universais sabe que não é então assim como é que a gente identifica que alguém tá sofrendo tem os clássicos né a pessoa Às vezes ela ela some ela tá com aparência triste mas que quem nunca botou uma maquiagem específica e Sorriu mais porque tava num dia triste e tentou esconder esse pode ser um sinal de Sofrimento quem nunca eh as frases de término
né quando as pessoas botam frases de superação porque na verdade estão tentando se fazer superar alguma coisa é um sinal de sofrimento mas como identificar então o ponto dos sinais é que eles nem sempre são visíveis e nem sempre vai ser fácil a gente saber como é que a gente lida com eles porque saber que alguém tá sofrendo não significa que eu sei como lidar com aquele sofrimento e os sinais são sinais de Sofrimento de Sofrimento insuportável de Sofrimento que eu não que eu não consigo mais lar e por isso a pessoa pensa em desistir
da vida porque ela não consegue imaginar saídas pro sofrimento dela ou seja os sinais são sinais de sofrimento e cada pessoa vai ter seus sinais não dá pra gente se culpar depois e dizer ah devia ter visto porque a gente não sabe o que fazer a gente não é preparado Muitas vezes os profissionais nem sabem o que fazer que dirar a população em geral então um ponto da gente entender que não existe culpa do su a gente precisa sim observar na medida que a gente conseguir tentar escutar as pessoas e est presente só que a
gente tem que tirar a ideia de que é possível prever de que se eu souber os sinais magicamente eu consigo mudar tudo porque não funciona assim isso só gera culpa para todo mundo é bem complicado essa questão da culpa deve ser um dos sentimentos que você mais lida né Tanto do paciente quanto das famílias existe um lugar para para depositar essa culpa existe Como transformar ela como se lida com sentimento tão pesado assim acho que a culpa tá relacionada com o controle com a sensação de que a gente precisaria ter controle da situação e o
controle dá segurança se eu tenho controle eu consigo fazer alguma coisa sobre isso eu poderia ter feito alguma coisa sobre isso e é assustador como ser humano não ter controle e ter situações que não você não tem como fazer você não tem o que fazer que é impotência e a impotência às vezes é mais difícil de liar até do que a culpa porque a impotência diz para você que não importa o que você faça você não tem poder sobre aquilo a culpa te dá alguma sensação de que você podia ter feito algo diferente então acho
que é poder pegar essa culpa olhar pro que tá por trás dela que normalmente é a impotência é a tristeza é o desejo de poder fazer alguma coisa e entender que a gente faz o que a gente dá conta e nem sempre a gente vai poder fazer coisas porque a gente não sabe o futuro né vou dar um exemplo simples quando as pessoas se culpam de alguma situação por exemplo um acidente tá tem o aniversário da minha casa eu convido amigos e um casal de amigos sofre um acidente E aí naturalmente a pessoa se cula
e disz poxa se eu não tivesse convidado a pessoa não teria morrido Mas se você tivesse convidado esse mesmo casal de amigos o teto da casa dele estivesse desabado e porque eles saíram dali eles sobreviveram É verdade não dá para você saber de uma situação numa situação Você salvou a vida deles mas você não salvou a vida deles porque você não sabia na outra situação de alguma maneira você colaborou para um acidente Não nenhuma das situações você tinha controle e a gente quer ter controle a gente deseja isso porque dá segurança pra gente a gente
precisa disso só que a gente não tem como ser culpado de uma coisa que a gente não sabe a consequência acho que essa a parte mais importante Realmente você gostaria de trazer algum caso Clínico Porque você acha que ia conscientizar PR gente já caminhar pro final aqui de Episódio eu quero trazer uma coisa que eu acho que é importante a experiência de que prevenção do suicídio não é sobre evitar mortes não é sobre controlar a morte não dá para lutar contra a morte assim aprendizado que eu tenho né de uma forma muito importante nos meus
casos eh que chegou um momento com um caso que eu tava atendendo que eu tentava de tudo para poder prevenir o suicídio dessa paciente e assim tentava em todas as frentes tentava fazer de tudo E conversava com a família conseguia psiquiatra e fazia de tudo e eu tinha muito medo que ela se suicid asse foi um dos primeiros casos que eu atendi tem que ter um cuidado também a gente vai ter medo a gente vai ter medo isso é natural para você não não pegar muita responsabilidade vi a própria culpa depois né Uhum E aí
o que que eu percebi nesse processo né o grande ponto que eu tava ali tentando prevenir evitar E aí eu percebi que não dá para lutar contra a morte a morte tá lá todos nós vamos morrer não dá para lutar contra a morte e do contrário meu trabalho só vai ser bem sucedido se essa pessoa morrer de causas naturais em algum momento porque até quando a gente evita essa morte e ali eu comecei a perceber que a morte já chega ali no pensamento na no na elaboração do paciente no planejamento muitas vezes e na consequência
de que a vida acaba em morte então o que que a gente faz a gente cuida da vida a cada dia que a gente tem com paciente ali a gente tá no lucro a gente tem hoje então a partir disso eu parei de querer evitar a morte e comecei a pensar como é que Eu transformo essa vida numa vida junto com a pessoa na qual ela quera estar viva e esse é o meu trabalho não é lutar contra a morte é transformar vidas perfeito acho que cabe muito analisar a visão de morte né que cada
um tem um professor repetiu uma fala que eu achei muito M legal que foi o paciente suicida né com tendências Suicidas eh ele não quer morrer necessariamente ele quer por fim um um sofrimento acho que é importante ter muito essa visão para não não acabar caindo num no reducionismo né sobre as questões que ele tá passando e até o que qu é morrer né e o que queer morrer para cada um o que a morte significa cada um né O que que a vida significa Então acho que é sobre isso a gente entender que os
conceitos que estão postos não necessariamente O que significa para mim vai significar paraa outra pessoa a mesma coisa não necessariamente a vida que para mim é uma coisa boa que a gente tem que valorizar que a gente tem que lutar para essa pessoa Talvez a vida não seja uma coisa boa Então a gente tem que primeiro conhecer a pessoa e o significado de cada coisa para ela pra gente poder ajudar ela porque o mundo dela é diferente do nosso e a gente não tá preparado para isso chega me repir assim que se faz um bom
trabalho terapêutico muito lindo R muito obrigada você gostaria de deixar alguma pergunta assim pro pessoal pra gente encerrar aqui para refletir eu acho que eu queria deixar uma reflexão paraas pessoas no geral que assim entendam os limites de vocês entendam o que vocês precisam de quem vocês precisam A gente não cresceu aprendendo a pedir ajuda a gente cresceu aprendendo uma falsa ideia de que todo mundo tem que ser independente dar conta de tudo e a gente não é então assim reconheçam o limite de vocês não tenham eh receio de procurar ajuda ou tenam receio mas
lidem com esse receio apesar disso né que a gente não controla o que a gente sente mas busquem as pessoas que estão dispostas a ajudar vocês Isso vai ser extremamente desconfortável porque ninguém é preparado para pedir ajuda mas peçam e saibam os limites de vocês do outro olhem para isso com atenção e não ignorem os limites de vocês é a melhor coisa que vocês podem fazer pela saúde mental Com certeza agora encerrando Raí como é que a gente faz para poder te encontrar suas redes sociais seu trabalho então eu tenho Instagram que eu falo para
profissionais estudantes de saúde né saúde mental especificamente que é o espaço Amarelo @ Paco underline amarelo bem sugestivo e eu falo não só sobre prevenção de suicídio eu trago reflexões sobre o lugar do terapeuta também eu falo muito pra gente né estudante psicólogo escrevo muito a maioria é texto Então quem gosta de ler quem gosta de reflexões lá é o lugar e também os cursos né que eu trago muito tudo que eu estudo que eu aprendo na prática de prevenção de suicídio manejo de crise adolescência o próprio lugar do psicólogo Então tudo isso eu vou
trazendo lá e quem tem interesse acho que vai gostar seja bem-vindo Olha gente eu conheço e pode acreditar é maravilhoso são falas lindíssimas poéticas quase sempre que levam reflexão muito importante e é isso muito obrigada por terem assistido até aqui obrigada R por ter vindo compartilhar sua sabedoria com nós meros mortais estudantes espero que vocês tenham gostado e por favor não deixe de interagir [Música] h [Música]
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