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Entrevista Renato IAG Saúde 2025 03 11 16 27 GMT 03 00 Recording

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B! Storytelling
a tá gravando ai ai pronto para me contar muitas histórias hoje h nada melhor que uma conversa fiada Você concorda Pois é eu gosto bastante ai ai Renato eu vou só para você entender como é que vai ser a dinâmica eu vou te fazer algumas perguntas tá E você vai me contar o máximo de coisas que você puder sobre elas tá bom tá então a o que eu tô atrás aqui são de histórias tá então aquela coisa quanto maior mais detalhada cheia de nuances de eh Insight sobre o que você estava pensando na época o
que qual qual foi o resultado dela né se foi Qual foi o aprendizado que você tirou tudo isso é importante combinado tá bom E aí para iniciar eu quero que você conte para mim como que foi a como que era a sua família tá porque e e já emendando nisso é da onde que veio a sua vontade de cursar Medicina eu eu sou irmão mais velho de quatro irmãos né Nós somos quatro homens e minha mãe ficou viúva meu pai morreu é muito jovem com 44 anos ele morreu eu tinha 13 anos que e o
meu mais irmão meu irmão caçula tinha oito e meu pai era dentista e muito eh empreendedor e muito eh ativo né então e quando ele faleceu ele deixou algum patrimônio e tinha eh um ele era funcionário do do INSS era dentista do INSS e também contribuía né então duas pensões e tinha um patrimônio e ela foi vendendo ao longo eh dos tempos à medida que a gente pra gente estudar né e medicina eu realmente não não eh não pensava em fazer medicina que eu pensei eu eu na verdade ia fazer engenharia que eu tenho mais
facilidade para matemática física e e sempre achei a Biologia aquela parte de memorizar e tudo uma coisa muito chata né então aquelas coisas de briofita ter dofta eu sempre achei muito chato então eu preferia mais a parte de raciocínio e da parte de ciências humanas então Eh eu ia fazer vestibular para engenharia e não sei exatamente Porque alguns meses antes resolvi fazer medicina fiz vestibular e passei e cursei né mas não foi uma ser médico não foi um não era um sonho de infância nem algo propósito não havia nenhuma influência familiar me parece que talvez
o a motivação seja mais de natureza de cunho eh de social dessa questão do do ajudar o outro sabe que é uma uma questão que norteia minha vida como um todo mas não tinha assim um desejo de eh nunca tinha pensado em medicina falei me pensei três meses antes e aí fui lá mudei tava fazendo eh cursinho para fazer engenharia junto com o terceiro ano né aí mudei do cursinho para biologia e dei sorte passei no n bolado e Mas o que aconteceu TRS meses antes que fez você não sei não sei que mudei eu
eu eu na verdade porque tinha essa história né ah gosto muito de biologia tal vou fazer medicina eu detestava biologia aquelas coisas decorar aquelas brof perid troço chato e eu tinha mais facilidade com ciências humanas né e eh matemática física química que er minhas facilidades biologia mesmo eu tinha verdadeira alergia olha só que engraçado ai E aí você pegou não eu sou eu sou entusiasmado com tudo que faço né então Hora que fazendo medicina medicina é uma área que eu falo o seguinte o sujeito que não gosta ele tem um problema psiquiátrico porque não tem
jeito de você não gostar porque a área ela é tão Ampla que o sujeito vai arrumar um lugar para encaixar se ele quiser dormir com doente todos os dias você tem atividade que é dormir com doente todo dia mas tem também atividades que você nunca vai encontrar com paciente então é é uma uma profissão que ela tem tanta tantas possibilidades que qualquer pessoa vai ficar bem na profissão se não ficar bem é problema que eu te falei é diagnóstico psiquiátrico e não é um problema Ou é outro não é um problema com a profissão porque
não tem jeito você não ficar bem e quando eu fiz o curso eh eu eu eu logo me interessei mais pela área Clínica mesmo sabe trabalhei muito tempo com para ganhar dinheiro a gente naquela época era muito comum estudante de medicina dava plantão né Uhum extremamente comum porque o número de médicos era muito pequeno aquela coisa toda Acho que até hoje né não até que hoje acho que não viu hoje tem muito médio viu Eh então eh a gente dava plantão e eu dava trabalhei durante muito tempo comecei a dar plantão no quinto período e
comecei e dava plantões em obstetrcia então trabalhei muito estudei muito obstetr ginecologia mas hora que foi lá para o nono período nono período não um pouco no sétimo período eu tive um professor de clínica mé eh muito interessante e e ele tinha ele coordenava uma enfermaria na Santa Casa nós era gostavam muito daquele negócio da Clínica e tudo ele perguntei para ele se eu podia ir lá ver os doentes lá na enfermaria dele falei não pode tal aí eu passei a acompanhar a enfermaria dele lá a gente ia cada um de nós tinha um paciente
a gente ia todo dia olhava os doente e aquele negócio foi sensacional né que eu achei aqui no melhor coisa do mundo né E aí mergulhei na clínica médica e a Obstetrícia que eu tinha iniciado ela foi ficando paulatinamente eh deixada para trás e eu acabei depois ó que terminei o curso naquela época não é fazer residência não era uma coisa mandatória e eu tinha tido uma experiência como aluno muito grande então ele eh a gente podia ter ficado como já assistente lá na própria Santa Casa trabalhando mas eu não sei exatamente porqu e eu
resolvi fazer residência né Aí fiz prova de residência e entrei eh no Hospital das Clínicas E aí fazendo Clínica Médica lá que eu conheci a Tânia né porque ela também ela formou eh seis meses antes de mim e então ela já estava já tinha entrado na residência nós nos conhecemos durante a residência e depois começamos a trabalhar no mesmo dia de plantão cer e mas e dessas coisas do curso eh me parece que das coisas que mais me marcaram que e impactaram na profissão foram as experiências com os pacientes as experiências catastróficas né então Eh
quando eu no acho que no nono período e o nono período devia ser começo dos anos 80 né porque eu formei em 85 82 por aí terapia intensiva ela foi introduzida no Brasil em 1970 até então não existia CTI no Brasil teve um programa da organização Panamericana de saúde que trouxe o c então quando eu fiz o curso 82 na verdade tinha um pouco mais de uma década que existia CTI no Brasil e o Então eu tinha um CTIS em Belo Horizonte tinha no Hospital das Clínicas tinha no centro de trauma que é o João
23 e tinha na santa casa aí eu fiz uma prova para para tinha estágio lá e entrei nesse estágio lá e nesse estágio lá eu fiquei muito marcado pelos eventos pelas complicações então o primeiro paciente que me deixou muito marcado era um senhor que chegou com uma opressão muito alta e pacientes com pressão muito alta você não pode baixar muito rapidamente a pressão porque o vaso cerebral fica regulado para para conter a pressão alta se você baixa muito diminui a circulação no cérebro e você tem um AVC então eu passei à noite acordado com esse
paciente a latinamente foi baixando a pressão dele devagarinho foi dando dedicação moral e tal e no final da manhã era lá pelas 5 horas da manhã foi possível tirar a droga venosa uma droga que é muito potente Você ligou na mesma hora cai pressão impressionante cada gotinha faz uma difer microgota que você usa o homem não falei nossa senh que espetáculo pressão tá controlada com medicação oral tudo certo hora que eu fui examiná-lo uma hora depois porque passar de plantão é C eu encontro ele com uma respiração né Ou seja é pré-morte né uma respiração
profunda F meu Deus o que vai aconteceu chama lá o plantones e tal corre para lá corre para cá oxigênio não sei mais o que e tal hora que foi ver o que que aconteceu o o técnico de enfermagem Ele abriu aquela substância que é altamente potente e abaixou a pressão do sujeito e a pressão dele foi a zero hora que nós vimos aquilo fechou a pressão dele subiu mas aí ele tinha tido um AVC e ficou sequelado não isso eu digo que é meu primeiro caso Clínico que esse Eu fiquei traum o cara que
era um sujeito que tava bem deviam ser um sujeito assim da minha faixa etária e que tava bem e e que terminou nessa tragédia aí mesmo no nesse CTI teve o que eu chamo meu segundo caso eu eh um um paciente ele eh aqui em Belo Horizonte o centro de trauma ainda é o maior centro de trauma o João 23 que era onde a tinha esse CTI Então esse paciente chegou com corte no pé H que chegou com corte no pé e eles atenderam ele na no ambulatório limparam a ferida e deram o ponto e
mandaram ir para casa só que ele voltou eh poucos dias depois com uma infecção gravíssima nesse pé estendendo pela perna sabe uma infecção grave com qu desinfecção de nada com septicemia e esse paciente chegou foi direto pro bloco cirúrgico lá no bloco cirúrgico eles limparam uso daquilo tudo e tal foi pro CTI eu recebi no CTI no pós-operatório grave com uma lesão pulmonar secundária essa infecção disseminada precisando de um oxigênio em alta concentração e o que Já me deixou chocado quer dizer o sujeito vem com qute no pé e termina lá no CTI é uma
tragédia né né e o quadro dele prolongado continua grave e a gente dava plantão uma vez por semana né chicava lá ficava lá e aí na semana seguinte tá ele lá de novo gravíssimo só que o que acontece a infecção tinha se agravado ainda mais e ele terminou tendo que amputar a perna merda e aí o quadro pulmonar que dá nesses casos é semelhante ao que o covid dava é uma lesão igual do covid e aquilo precisa de ficar no ventilador um longo período aquele senhor foi ficando lá ele era jovem né E aí a
gente conhece a família que vem visitar veio a mulher aí fiquei sabendo que a mulher tinha quatro menino cachorro passarinho né e o homem vai melhorando tá bom pelo menos tá vai sair daqui não tem uma perna mas tem alguma chance num dia que eu tô de plantão também noturno eu dava um plantão acho que a gente alternava dia e noite plantando novamente de noite e eu examinei o paciente umas sei lá umas 4 horas da manhã que tava com falta de ar eu examinei e aí chamei o plantonista o plantonista examinou fal ah ele
tá com um broncoespasmo que é equivalente a tá com uma asma vamos fazer nele um um bronco dilatador aí o plantonista prescreveu lá o uso do Bronco dilatador numa injeção subcutânea deu o bronco dilatador e esse paciente melhorou aí nós largamos ele lá é sei lá tá ótimo estado for embora pro quarto eu só sei que logo depois passada aí umas duas horas eu voltei para fazer aquele exame matinal hora que eu chego lá chamo ele ele não atende eu falo chama o plantonista lá que o homem aqui entrou em coma chama aperta tal chama
chama eu não sei porque o o plantonista teve uma luz né foi uma luz ele falou Putz glicose 60 ml de glicosada hipertônica faz na veia P fez o glicosado hipertônico e o cara abriu o olho na verdade o técnico tinha trocado eh esse bronco dilatador por insulina Hum e colheu os exames antes de dar glicose e a glicose dele tava de 12 só que a hora que o cara recuperou ele teve uma lesão Neal que ele ficava alerta mas a o córtex dele quer dizer ele não tinha cognição ele não não relacionava ele não
falava e não sei mais o quê então esse paciente acabou tendo alto CTI e tudo mas ele também me traumatizou né chegou com pé cortado e sai sem perna e sem cabeça né Quatro Menin para quear é bastante traumatizante né E aí eh já marcado por isso hora que chega na na na nossa época de residência tudo sem maiores questões mas teve um especificamente quando eu e Tânia nós começamos terminamos a residência nós fomos chamados para trabalhar no CTI da universidade e ficamos dando plantão no mesmo dia a gente alternava na sexta uma semana de
dia e outra semana de noite e aí teve numa passagem de plantão um paciente tetânico e naquela época tinha muito tetano e era um sujeito e e tétano era e o Hospital das Clínicas vinha do Estado inteiro para tratar o teto dá contraturas musculares e o sujeito morre ência respiratória porque não consegue respirar então o tratamento você coloca na ventilação artificial e usa uma droga que paralisa o então não tem contratura aí você espera a toxina e indo embora aí depois vai diminuir as contraturas vão desaparecendo e você pode sugir do respiro naturalmente e vai
tocar a vida então esse paciente ele fica sem mexer nada usando curar que é aquele mesmo curar que índio usa lá naqueles negócio é a mesma droga mesmo paralisante e ventilado na veando na passagem plantão eles chamam que e esse paciente era um mulato daqueles que não cabe na cama sabe o que que cabou que sai o pezinho para fora assim sai pezinho para fora que monstro aí o chama que ele tinha parado tinha tir uma parado Da Gu e o it na passagem de plantão ali e nós corremos lá para para para para ver
a coisa e atendemos a parada e tudo e não conseguimos ele morreu né e e na verdade ele morreu porque ele tava com os músculos paralisado lado os técnicos de enfermagem resolveram dar banho e a hora que estavam dando banho eles mexeram desconectou o respirador ele não tinha como respirar morreu então esses caso aí nessa época nós tivemos a oportunidade que nós fomos contratado pela Universidade 20 horas semanais só que a gente estava 12 horas de plantão e tinha um plantão a cada quatro semanas e mais 12 horas no fim de semana na verdade não
dava uma carga completa de 20 horas e o o o chefe falou olha Vocês podiam fazer um protocolo vamos fazer os protocolos porque a gente tinha muito problema também de infecção espar vamos fazer os protocolos de infecção spalar aí então nós fizemos aqueles protocolos naquela época não existia controle de infecção hospitalar nenhum Na verdade o controle de infecção hospitalar ter uma noção e foi validado como atividade o trabalho que validou foi em 1985 nós formamos 85 então era o controle de hospitalar era uma uma atividade que absolutamente incipiente no mundo todo cer mesmo nos Estados
Unidos ele tinha começado nos anos 60 nos anos 50 come anos 60 e só tinha se tornado uma atividade aceita em 85 com esse estudo aí nós começamos a fazer o o como eu já tinha essa história dos eventos adversos nós começamos então fazer o controle de infecção hospitalar que aí então deslanchou PR ade de Segurança do paciente que nós conduzimos durante muitos anos inicialmente sa entendi você acha que o quanto você ter vivido essas experiências traumáticas por a gente pode chamar isso de erro eu não sei qual que o termo inglês é erro né
aqui a gente o termo milhor talvez fosse falhas né falha tá é porque em português tem uma relação de culpa né culpa entendi fhas é algo que é tudo involuntário mas mata alérgico sim sim ah você acha que a partir disso e eh você ter vivenciado esses casos de falhas eh cometidas durante o essas internações e você está presente nisso te motivou a teia é eu aí nós nos envolvemos com essa questão de estudar a infecção hospitalar aham eh na época nós fizemos então todos os protocolos pro CTI como ninguém você vê o seguinte não
tinha nem livro na biblioteca nós tivemos que importar o livro eu e Tânia compramos um livro lá importamos um livro para poder estudar que não tinha nem livro na biblioteca de infecção hospitalar como ninguém estudava isso a hora que eu e Tana estudamos ela foi chamada para fazer o controle de infecção hospitalar no Hospital das Clínicas e ela acabou logo depois ela saiu e ficou no controle de infecção hospitalar e eu fui chamado eu tinha um colega muito amigo até hoje e ele foi convidado para fazer o controle de infecção solar num hospital super chique
aqui de Belo Horizonte o Materdei ele que nós terminamos a residência foi no início da pandemia do HIV então eh O Mozart tinha se tornado um um reconhecido especialista em HIV e ou seja infectologista então quando ele foi chamado chamou o mozar infectologista só que o mozar não sabia nada de controle de infecções Você Fez aqueles protocolo você podia vir comigo aqui para você me ajudar que eu não sei negóci vamos eu tava fazendo meu mestrado e o e e falou você vem que aí você faz seu mestrado e nesse com os dados que nós
vamos coletar e tudo lá decol de infecção hospitalar a beleza que aí eu vou ganhar um dinheirinho faço o mestrado e vou tocar a vida aí nós começamos era o é um hospital privado Materdei um hospital privado super chique e tudo nós começamos lá mosara era chefe eu era ajudante cearense E aí fom fazer o controle de infecção estruturando controle de infecção palav lá e tudo e foi muito um sucesso Foi ótimo e tudo e eu fiz minha dissertação de Mestrado já com com exatamente descrevendo eh os métodos epidemiológicos do contor de inspecção spalar Eles
foram introduzidos numa grande publicação em 91 Então logo eu apliquei ninguém tinha usado ainda esses métodos no mundo tinha pouquíssimas publicações então eu fiz o meu mestrado usando esses métodos no materday e fiz minha dissertação exatamente descrevendo a epidemiologia do das infecções hospitalares que a gente encontrava ali naquela época e usando essa metodologia epidemiológica que era recente Aí eu terminei o mestrado eh dessa maneira então nós eh só que o itan falou fal vamos não podia plantão junto vamos montar alguma coisa junto aí conseguimos con essa experiência do Materdei eh eu fui levado pelo mozar
no primeiro hospital que conversamos lá e eles nos contrataram aí o a tân veio comigo né E aí nós fomos eh começando a prestar serviço eh em mais hospitais nessa área de controle de infecção hospitalar E então mas eu continuava exercendo a clínica eu gosto muito da atividade clínica eu quando terminei a residência eu passei num concurso da prefeitura para atenção primária então eu trabalhei eu trabalhava no C das clicas trabalhava na atenção primária do SUS de Belo Horizonte e e eu gosto muito todos os níveis de cuidado eu acho bom todos eu trabalhei acho
bastante bom eu continuava no CTI o CTI é uma uma atividade que eu realmente gostei muito de ter feito dava plantão em dois CTIS durante 15 anos e gostava muito da atividade Publiquei um livro muito um tratado super bacana de de terapia intensiva e emergência Então foi uma área que eu me dediquei a vida toda e gosto até hoje gosto muito mas depois de de muito tempo acabou que as atividades foram aumentando eu acabei parando da plantão em terapia intensiva na clínica médica O que aconteceu é que eu terminei o doutorado E aí eu fiz
um concurso na UFMG para professor de clínica médica e eu voltei a exercer Clínica Médica eh na assistência direta porque eu era professor de emergência médica prática então comecei voltei a a a clinicar na emergência que é uma área que eu nunca tinha trabalhado tinha trabalhado a vida toda ess mas não na no no pronto socorro Uhum E aí comecei a trabalhar no pronto socorro para mas eu mantive a atividade Clínica a vida toda e foi mudando mais essa atividade né o controle de infecção hospitalar quando eu fui estava fazendo doutorado a gente recebia aqui
no Brasil um americano lá do da Universidade de Harvard o o Charles ele estudava cont toda deção hosar no terceiro mundo ele vinha aqui rapaz muito animado e via Nossa a gente trabalhava em cada poss que sen não tem nem noção chiqueiro você não tem noção de que do que que era um negócio só que eu não tinha noção do chiqueiro que eu tava aí quando tava fazendo doutorado eu conversei com ele Você podia me receber lá e fui para lá fiquei lá pouco tempo AL al uns meses mas aí foi muito impactante porque eu
vi que eu tava num numa privada suja era um lugar absolutamente primitivo primitivo você não tem noção como era primitivo há pouco tempo atrás uhum era extremamente primitivo e vi que o que se fazia lá era outro planeta não tinha nem jeito de fazer aqui não havia nenhuma possibilidade nem recurso nessa época quando eu fui lá havia uma discussão de que o foi foi 9 qu por aí havia uma discussão lá iniciada que a a infecção spalar ela é seria determinada por primeiro pode ser que ela seja produzida porque você fez uma invasão que quebrou
as barreiras de Defesa do paciente fez uma cirurgia cai bactéria lá pode infectar ou então pode ser que as defesas caíram tanto que mesmo a bactéria que vive normalmente invade né E então a os a o equilíbrio era esse agora uma parte que seria isso você não pode às vezes você tem que operar tem que operar como é que você vai fazer então isso é um vamos dizer é um determinante não modificável a defesa cai por doenças medicamentos você também então o que era possível modificar era a qualidade do Cuidado a qualidade de fazer intervenção
invasiva era a qualidade de tratar o paciente então quando eu voltei de lá falei poxa um negócio nosso é estudar esse negócio de qualidade pra gente usar os métodos de qualidade para prevenir infecção aí eu fiz doutorado aqui também no FMG e esse negócio movimento de qualidade no Brasil Ele nasceu o modelo japonês foi introduzido aqui pela UFMG por causa da Minas ainas quando criada era uma uma sociedade mista né era o governo brasileiro e o governo então os japoneses quando vieram eles tinham uma os japoneses são muito interessantes eles tinham uma grande preocupação de
capacitar os brasileiros e eles tinham sido muito beneficiados com os métodos de gestão da comidade então eles montaram procuraram o FMG montar uma linha de capacitação na UFMG para se transformar o UFMG num centro disseminador dos métodos gerenciais japoneses então criou a fundação Cristiano otone de onde vem o Falcone Falcone era que era o l dentro desse processo e depois criou a consultoria dele a o Falcone que é uma consultoria de gestão muito conhecida ver grande parte do Sucesso da é oriunda do trabalho do Falcone aí o Falcone nessa época era professor aí falei com
meu orientado fha tem que dar um tratamento desse doutorado um pouco diferente eu tô querendo entender esse negócio de gestão e tal eu vou procurar lá na na engenharia o Falcone para mim fi lá na cara dura falei ô Falcone contei meu caso cas F Renato eu viajo demais eu não tenho tempo para te orientar mas tem aqui o osmário que mexe exatamente nessa sua área que é controle de processos né que é os indicadores essa coisa toda e ele então pode ser seu cor orientador Man um sujeito Tão gentil e o osmário ia lá
e me dava um livro estudava o livro voltava e discutia as dúvida e me dava outro volava discuti as dúvidas aí então nós começamos a pegar esse método de qualidade para estruturar o processo preventivo então nós fomos organizar a assistência para que não ocorresse infecção só que a nós estávamos organizando assistência nós notamos que na verdade a assistência é a parte final mas depende de toda a cadeia exemplo tô lá padronizei como que tira a secreção de um paciente no ventilador tem que usar a sonda estéreo a luva estéreo tem que fazer Ass assim assada
técnica descrevi a rotina treinei todo mundo e todo mundo ficou craque eu tô passando a corrida de leite no CTI e tô vendo lá que na verdade a moça tá usando uma sonda errada eu falei ué mas que você tá usando essa Sonda aí não acabou lá na farmácia a sonda falei ou vou lá na farmácia farmácia que que foi essa Sonda aí sabe o que que foi acabou não M cheer fado Ô mon Cher fado o que que foi que aconteceu com essa sonda não foi o setor de compra que não Pou falei que
pariu setor de compra vai lá setor de compra setor de coma não faltou dinheiro porque o faturamento não conseguiu faturar Ou seja eu tô te dando uma um desenho mas o o que acontece o seguinte é uma cadeia produtiva sim e lá na ponta reflete essas disfunções e o que que nós F fazendo naquela época por exemplo você ia paraa Lavanderia não existia um sujeito que entendesse de como lavar roupa de hospital não existia no Brasil essa atividade qu como é que esteriliza a roupa ninguém sabia nada era uma dona Maria que lavava roupa igual
lava na sua casa nós temos que estudar lavar roupa hein P estud lavar roupa poneso como é que lavar roupa arruma lavação de roupa para ficar estérel e tal você ia na cozinha rapaz não existia esse negócio de nutricionista e é o negócio era igual cozinha da casa dos outros S os Prat todo contaminado a gente mexia com maternidade est uns lactar surto Então como é que faz isso aí a gente tinha que estudar tudo escrever como é que fazia e tinha que não adiantava udade você tinha que escrever e e e transformar isso em
rotinas e protocolos para treinar as pessoas e serem aplicado na ponta e quando você mudava o funcionário Você tinha que ter esse inscrito porque tem que ter outro treinamento Que que foi acontecendo nós F passamos a paulatinamente a entender de todos os processos hospitalares e de estruturá-los com base nos modelos de gestão japonês paraa gente poder resolver a infecção hosar nós fom estrutura aqui estrutura com lá estrutura com lá então na hora que a gente chegava num hospital que a gente não trabalhava a gente tinha que fazer uma reestruturação dos processos todos para que diminuísse
a infecção hosp lá então era um contor de infecção hospitalar meio esquisito né mas a gente começou a ser conhecido em Bel pela capacidade de organizar o hospital e aí eh em 95 quando nós fizemos a primeira edição do nosso O que que a gente começou a fazer então como a gente tinha que escrever tudo enfermeiro não lê em inglês então tinha que ser tudo a gente tinha que traduzir para português então a gente escrevia tudo para treinar os enfermeiros que trabalhavam com a gente Aqua confusão fal Vamos fazer um livro com esse negócio todo
aqui aí em 95 nós publicamos um primeiro livro o primeiro livro Nosso de controle de infecção hospitalar e nesse livro em 95 nós colocamos um capítulo que era qualidade total aplicada ao controle de infecção suar um outro capítulo que era Norma ISO aplicado a hospitais no meio de um livro de infecção hosp Então quem leu ali falou Editora deve ter trocado colocar um capítulo aqui que não tem nada a ver com as coisas então Nós já estávamos naquela época 95 já com uma bagagem de conhecimento que permitia a gente inclusive escrever sobre esse assunto e
treinar as pessoas que trabalhavam com a gente nessas ferramentas para que a gente organizasse os processos dos hospitais para que reduzisse a infecção hospitalar como nós fomos ficando conhecido em Belo Horizonte eh início dos anos 200000 ou final dos anos 90 a Associação dos hospitais eh nos contratou para que a gente auxiliasse uma empresa de custo para estabelecer o custo correto do hospital para eles estabelecerem preço e negociarem então a gente fazia o quê Tecnicamente que olha uma hemodinâmica como é que precisa funcionar uma hemodinâmica aí a gente CONSEG estabelecia tudo hemodinâmica aí vinha empresa
de custo e colocava o custo então nós fizemos esse trabalho na associação de hospitais e nessa época novamente eu reencontro com o CEO do Materdei que é o fundador o Dr Salvador e ele vi lá fazendo esse trabalho eu já tinha trabalhado Na infecção hospitalar do Mater fiquei lá com mosar muitos anos a medida que fomos crescendo saí fiquei só itania com vários hospitais aí o Salvador nos contrata para fazer primeira da atividade administrativa que nós fizemos que era organizar a os protocolos assistenciais do hospital matd aí que nós começamos foi a primeira contratação eh
eh para atividade gerencial é até engraçado porque quando o eu sou mais falante né do que a Tânia e aí acabou que o Salvador me conhecia também que eu tinha ficado no maerd aí quando me contratar falou não Então vem eu e a Tan falou não eu quero contratar só você falou não eu só venho se a Tan vi não vai custar mais caro não mas ela vem comigo gostava mais dela do que de mim você [Risadas] entendeu Mas aí então nos contratou para fazer essa estruturação gerencial dos protocolos eu falei Doutor expliquei para ele
o caso da farmácia se a gente só organizar assistência na ponta não adianta porque não vai funcionar eu sugiro a gente fazer o seguinte a gente o médico estabelece como é que vai ser o tratamento aí a enfermagem faz a sua rotina para ajudar o médico no tratamento mas aí nós levamos lá pro setor de compra faz coisa que precisa né E aí a gente a partir da necessidade da assistência a gente estrutura tudo que é de suporte para que a assistência saia do jeito correto pode ser pode ser aí lançamos um projeto que chamava
diretrizes o do médico saiam as diretrizes de estruturação de todo o hospital e estamos organizando aqui quando eu for começar eu falei Doutor Você não acha que vale a pena fazer isso assim no modelo da Norma ISO senhor quiser certificar falou não você bobagem B eu posso fazer pode normal vamos fazendo vamos fazendo aí quando criou a a nap Associação Nacional de hospitais privados eram uns 11 hospitais mais ou menos e entre as regras tinham que todos tinham que est certificado aí o doutor chamou para que a gente perguntou Renato você dá conta de fazer
isso mole mola aí fom fazer aí que nós fizemos então estruturação gerencial completa pela primeira vez de um hospital usando esses conhecimentos acumulados em mais de uma década de trabalho onde a gente estruturava com outro fim que não era ser certificado mas a gente dominava todos esses processos E aí nós dominamos as ferramentas de gestão da qualidade e aí então nós fizemos isso tudo ajustado para acreditação e tivemos sorte que o o Materdei foi acreditado no nível mais alto ele foi o primeiro Hospital privado brasileiro no nível mais alto então como o doutor tinha muita
influência e tudo então F Aquele negócio tava na nap na nap não é essa nap de hoje é na nap que não tinha lá uns 11 12 hospitais E então fez um evento cherm aqui no Palácio das Artes veio o vice-presidente ministro todo mundo lotado para comemorar aí a paraa entrega do do certificado e essa coisa toda com isso nós ficamos conhecidos como tendo feito esse negócio no Mat aí então nós começamos a ser contratado para fazer a estruturação gerencial de hospitais onde então a gente organizava o hospital todo para acreditação e essa atividade então
que a partir do desse dessa acreditação ela foi paulatinamente ocupando o espaço do controle de infecção hospitalar mas nós deixamos o controle de infecção hospitalar H sei lá 1 ano e meio dois sei lá que nós paramos a atividade completamente de controle de infecção hospitar nós continuamos fazendo controle de infecção hospitalar e fazendo a estruturação gerencial de hospitais começamos com hospital mas paulatinamente outros prestadores de serviço foram nos contratando tivemos sorte porque tem tem muita sorte né você primeiro foi tecido no matd logo depois o que aconteceu o Unimed BH ia abrir um hospital a
gente tinha acabado de certificar o matd e eles não sabiam nada de como estruturar o hospital e a gente acreditado o matd que era o mais chique que tinha e sou médico eu e sou médico oper eles nos contrataram aí nós preparamos o hospital e acreditamos o hospital da da Unimed e ele foi o segundo Hospital privado brasileiro acreditado no maior nível num tempo muito rápido nós conseguir preparar el aí Vixe Maria dão conta de fazer né e quando nós fizemos no no hospital a operadora falou ah Renato esse negócio fica bom mesmo hein você
podia organizar operadora aqui ol organizar Unimed aqui é bom aí nós passamos a estruturar a gestão da Unimed também BH então a gente passou a ter estruturar prestador e operadora e aí a partir disso aí nós fomos essa atividade foi tomando um volume cada vez maior e nós tivemos um volume dessa atividade sim gigantesca né gigantesca operadora nós fizemos um projeto com o sistema Unimed onde nós preparamos mais de 200 unimeds para acreditação eh Então na verdade criou uma um sistema onde os processos são todos semelhantes os indicadores a nossa tecnologia que nós desenvolvemos que
quando nós começamos o primeiro soft foi isso a gente implantou no Materdei E você tem uma noção para ter documento todo todoo mundo com os documentos para conhecer as rotina gargia toda a gente tinha 10 office boy carre xerocar carib aquela esse negócio não tem jeito 10 não tem jeito aí nós na época lá no Mat nós pegamos e Montamos na rede de deles lá um diretório com os arquivos fal não vai ter jeito da gente crescer sem tecnologia aí então Nós já tínhamos desenvolvido um software o primeiro software nós desenvolvemos foi na década de
90 com software dos para fazer o controle de infecção hospitalar Por quê a gente usava um indicador e uma métrica que tinha sido lançada em 91 nos Estados Unidos que ela exigia vários cálculos várias variáveis para gerar um score de risco pro paciente então Eh nós fizemos o primeiro software a hora que nós esse software era comercializado a coisa toda e depois nós fizemos de qualidade que também passou a ser comercializado junto com a consultoria que aí a gente criou um padrão escalável de consultoria né como é que fica aqui até que hora que você
que vai como é que é continua não podemos continuar tá eu tenho marcado aqui até 5:30 bom então então essa parte tecnologia não começa com software lá em na década de 90 depois para infecção espar depois vem H que a gente vai começar a ter maior número de clientes nós observamos que não tinha jeito da gente fazer isso sem software então nós desenvolvemos um softw de gestão da qualidade que ele é até usado até hoje nós temos especificamente esse produto que é comercializado até hoje esse softw de gestão da qualidade ele nos ajudou a escalar
porque as consultorias elas são um artesanato em geral né mas o consultor nós não nós transformamos a consultoria num modelo de escala flexível nós tínhamos padrão de tudo todos os processos padronizados a hora que eu ia chegar por exemplo lá naquele almor xerifado olha vamos mapear seu processo olha como é que é geralmente o processo eu já tenho mapa de processo pronto vamos ajustar ele aqui vamos fazer as rotina Olha eu tenho essa rotina aqui vamos ajustar então a gente criou um padrão para estruturação de qualquer prestador de serviço uma clínica de mar um serviço
oncológico uma operadora tudo para cada processo nós tínhamos o padrão Aí não caiu o afixo o seguinte pô consultoria que que o consultor faz ele ensina né Por que que eu não vou ensinar usar uma método de ensino pedagógico eu tô lá na faculdade dando a pedagogia Ué por que nós não fazemos isso vamos fazer esse negócio montar um um processo de ensino só que aí o quê ensino à distância então lá atrás se lá ano atrás fe essa questão então o que que nós fizemos nós substituímos o consultor presencial por ensino distância então aquilo
que eu gastava se eu vou estruturar a gestão do hospital de 150 leites eu precisava de três Consultores dentro do hospital durante 18 meses agora como é que eu vou ter três Consultores 18 meses lá no Amazonas não tinha jeito então o que que nós fizemos nós pegamos um tinha tudo padronizado eu vou dizer que é o livro texto da estruturação gerencial tinha um projeto com as etapas de como é que aquilo ia sendo implantado que que nós fizemos treinamento a distância que era aplicado e o cara então pegava aquele material e ajustava ao seu
coisa e a consultoria ia em 10 semanas num projeto de 18 meses de 20 meses 10 semanas ele ficava lá um consultor sujeito fez o para casa as tarefas era estruturar a gestão aprendeu a mapear processo e pegava o mapa de processo e ele então ajustava o mapa de processo à área dele chegava o consultor dava os retoques finais então nós conseguimos sair de três pessoas 18 meses para 10 semanas um uma pessoa então com isso a gente conseguiu escalar e tá presente no Brasil todo então a gente tinha simultaneamente 80 90 projetos com uma
equipe pequena e num preço acessível porque a gente usando ensino à distância uhum no pronto Ficava muito barato então nós conseguimos escalar a consultoria e fazer tantos por causa disso que nós de conseguimos transformar o artesanato numa produção em escala flexível porque a gente ajustava de acordo com a estrutura da organização quais os processos tem montava ali o o padrão dele que ia ser implantado montava o curso e vai embora olha ficou um negócio tão fácil que eu nem via isso acontecer que que tava acontecendo a turma tocava depois de padronizado custou muito tempo PR
a gente criar o padrão mas depois ficou uma coisa muito escalável né Nós nós estruturamos a gestão de mais de 200 operadoras e de mais de 300 prestadores e prestadores grandes né redes nacionais gigantes que a gente estruturava inteira eh e com muita facilidade por quê tinha uma lógica nós entendemos o que era consultoria é ensinar só que não havia um livro texto da operação Nós escrevemos o livro texto que era o padrão e fizemos todo o treinamento via EAD então com isso a a a consultoria deixou de ser um artesanato e ficou plena e
facilmente escalado sa então aí nós crescemos muito nessa área de consultoria então a infecção hospitalar num certo momento a gente era a a maior do Brasil que a gente tinha publicava coisas assim do arco da velha que mesmo no mundo só governo tinha volume enorme de informações que a gente tinha então lá na minha linha de pesquisa na universidade era uma uma moleza porque tinha um banco de dado muito grande então os alunos produziam muito e coisas muito interessantes introduzimos algumas coisas por exemplo toda a parte de vigilância cirúrgica porque as infecções cirúrgicas 85% delas
ocorrem em casa só que isso não era muito Claro no mundo nós introduzimos um método de vigilância em pós alta usando telefone tentamos outras formas mas o que melhor funcionar er telefone E aí era interessantíssimo né Por exemplo você tinha um balho a maior parte das infecções surg em casa então você tinha um surto fora do bário e dentro do bário táa tudo normal primeiro trabalho publicando tinha uma epidemia com 60% de infecções pós alta com tudo normal Inter hospitalar porque o menino fica pouco tempo né e contam iia manifestar lá fora então foi foi
a infecção foi sensacional Nossa Senhor fizem muita coisa interessante depois da gestão fomos Caminhando com a gestão paulatinamente e na gestão surge lá no Mater que foi o nosso primeiro cliente de gestão surge um problema que era o problema de como medir se aqueles processos que organizava dava o resultado esperado por quê o resultado na assistência ele Depende de um conjunto de determinantes diferente do que acontece na produção normal se eu vou produzir uma pizza e eu defino Eu quero uma pizza com essa espessura com essa crocância né tá tem água na boca essa pizza
min aí o que que eu faço eu eu padronizam né falo olha pegar uma farinha de trigo com a granulometria x 722 G pego ovos que cada e peso de cada ovo tantas gramas vou misturar vou pegar x ml de leite misturo bato assim bata assado tal tal sai a pizza então eu criei eu padronizou a matériaprima eu padronizou a processo E aí eu entrego o produto dentro daquilo que eu quero se não tá dentro do quero volto aqui na produção mexo na matéria prima quando vou fazer assistência não tem jeito porque a matéria prima
que é o paciente ela é não padronizáveis de doente Bora er um treem complicado Falei pô como é que eu vai fazer aí eu comecei já na década de 90 esse negócio era me atormentava desde a época da infecção hospitalar como é que eu comecei a mexer meu doutorado eu fiz nisso que era o seguinte é exatamente estudando eh Quais as variáveis de um doente determinavam por exemplo que vai ter pneumonia você entendeu para mim ao comparar dizer Olha esses pacientes aqui estão tendo muita pneumonia e não tem uns determin antes a matériaprima paciente não
é de risco então eu comecei lá atrás quando eu em CTI ainda esses modelos preditivos eles surgiram na medicina eh num infecção hospitalar esse modelo para ver a influência do paciente no resultado surgiram na infecção hospitalar nessa metodologia que eu te falei que eu fiz meu mestrado uma coisa muito primitiva comparado com o que é possível hoje e também na terapia intensiva onde os modelos para predizer óbito levavam em consideração a população que você você a gravidade da população Ah tô com 20% de óbito Ah tá mas o seu score de gravidade é muito elevado
então Eh nós começamos quando eu comecei a mexer com infecção hospitalar Nós criamos o software para criar esse modelo que ajustava medir o risco de ter infecção hospitalar para cada paciente de maneira que a hora que eu me disse a infecção hospitalar e dissesse que tava alta falasse ó tá alta para doent que não se espera ficar desse tamanho porque eles têm uma característica diferente morreu muito em CTI morreu muito mas eram doentes graves olha aqui a classificação de gravidade é esperar morrer tanto hora que eu vou fazer meu doutorado eu utilizei já um método
que isso também foi tudo desenvolvido no final dos anos 80 comç dos anos 90 aí eu já usei modelamento matemático porque esses cores eles eram eh profissionais que sentavam e falava Olha tá com hemoglobina baixa vale um ponto mas tá com inuência renal Vale era bom senso e consenso Uhum E aí então eu fiz no meu doutorado eu já fiz usando modelo matemático eu pegava o conjunto de variáveis pegava o desfecho aí eu via quais as variáveis determinavam eu estudei óbito em prematura quase determinável e com a força daquela variável então o peso ele tem
uma influência de um peso 07 agora se eu pegar a idade gestacional o peso é 03 E aí eu consegui nisso você gera uma fórmula matemática a hora que você põe a fórmula matemática você coloca as variáveis já calcula 10% de Chan de morrer 15% de Chan de morrer o modelo matemático Uhum Então eh já tinha todo esse conceito de que para medir a produção eu precisava de um ajuste que levasse em consideração a matériaprima eu vinha estudando minhas linhas de pesquis lá os outros alunos meus ó que eu fiz doutorado comecei a orientar todos
começaram a trabalhar com os modelos preditivos de risco aquela coisa toda aí quando nós começamos na gestão falamos como é que nós vamos medir Se Essa gestão que nós estamos fazendo tá servindo para alguma coisa por quê Tem que ter um medidor e tinha um medidor que tinha se desenvolvido nos Estados Unidos em Eo que era um medidor que levava em consideração o custo a partir da complexidade a complexidade x o custo é tanto esperado E isso se repetia né então eu poderia comparar C fal olha vamos adaptar essa tecnologia que aí nós fomos adaptar
isso aqui lá no materia ainda o Dr Salvador raz era tudo que propunha ele topava era um sujeito muito aberto a Inovação nunca vi coisa bom contatou uma enfermeira para coletar os dados nosso nós fos mexer no negócio nós descobrimos raz que não tinha jeito da gente usar no Brasil por quê PR imagina para saber a complexidade do doente você pega as seguintes variáveis a idade você imagina de intra útero até cento e tantos anos certo Você pega o diagnóstico principal 10.000 diagnósticos principais você pega o diagnóstico secundário 10.000 os pacientes que se internam no
Brasil eles têm em torno de três diagnósticos secundários Então se um principal 10.000 10.000 10.000 10.000 10.000 isso é aí tem as cirurgias Aí você pega os procedimentos cirúrgicos 6000 Então você tem que fazer uma combinação de milhares de variáveis para chegar numa categoria para isso preciso de software Então a gente tem coloca os códigos de doença e tudo hora que salva fa o agrupamento e coloca o paciente numa categoria foi esse o méo desenvolvido uma categoria E toda vez que ocorre aquela categoria o consumo de recurso Ele é igual então ele tem um um
consumo previsível para aquela complexidade pois bem Só que os códigos de saúde do Brasil são diferentes dos códigos de saúde usados no mundo e os códigos cirúrgicos são diferentes também então nós fomos começar a usá-la no Materdei e contratou a Cristiane que depois foi se tornou até funcionária Nossa e a Cristiane começou a coletar os dados e nós descobrimos e tivemos que avisar pro Dr Salvador que não era bem assim não então paramos mas a hora que nós fomos caminhando e o volume de de de de gestão tinha eh cresceu bastante então o que acontece
nós tínhamos uma necessidade de Fal nós vamos ter que adaptar isso t e aí eu eu tinha gente crii umas fantasi Eu contratei O estagiário lá da Medicina esses meninos aqui vão me ajudar aqui nós vamos fazer essa adaptação Eu só não tinha jeito né aí a Tânia finalmente entrou e a Tânia é mais organizada né E a Tânia assumiu aí a frente de de fazer essa adaptação dos códigos pro Brasil e aí nós conseguimos lançar a tecnologia que media de fato ajustada a complexidade se aquela gestão Nossa tava gerando produtos com custo correto então
eu poderia agora dizer que a pizza tava adequada ou se ela tava inadequada não era matériaprima era um processo eu f podia falar olha tá caro mas tá caro não é por causa da complexidade é o processo de trabalho da nossa que melhorar o processo aí eu eu tendo uma medida eu consigo gerenciar então a grande dificuldade de gerenciar em saúde é medir porque toda vez que você vai medir você tem que levar em conta a complexidade e medir ajustado a complexidade é algo muito recente e incipiente né então nós então aí nós lançamos essa
tecnologia em 2011 que é essa tecnologia do drg que é esse medidor de custo lançado em 2011 só que nós não fizemos esse negócio para medir curo né panta paciência né a gente queria medir era os desfecho lá dos pacientes e tudo mas o Complex metet disponível era esse só que o que aconteceu IAF se tornou mais disponível e eu já tinha o e a Tânia também já tínhamos uma vivência de pesquisa nos modelos preditivos matemáticos aí em 2016 eu participei de um evento fui dar um evento e assentei com o cara da que era
o representante do Watson da América Latina Watson é aquela tecnologia da da IBM Iá é o que eu vi ele apresentando on falei que eu voltei não tem jeito não bicho nós temos que usar estudá não quero nem saber vamos contratar essa de qualquer jeito aí nós conseguimos contratar eh a começar a usar a ia da Amazon 2000 aí já no comecinho de 17 A gente já tava se deve 16 em 17 nós começamos só como a gente dominava os métodos de usar que na verdade a ia é modelo matemático mais robusto sim então o
que que nós fizemos foi mais fácil pra gente aí em 2018 nós lançamos os primeiros modelos preditivos de desfecho então a gente conseguia prever ót de acordo com a complexidade eh infecção hospitalar outras complicações reinternação isso ajustado à complexidade e a gente comparava o predito pela complexidade com o ocorrido E aí você podia dizer se tá bom ou se tá ruim então em 18 a gente então passou a ser capaz de medir custo desfecho ajustado A complexidade então a gente começou a ter uma medida de entrega de valor em saúde valor em saúde é quanto
custa um resultado que eu que desejo isso né Eu não quero sair cirurgia cardí sem morrer Quanto custa aí sem morr M então aí então nós começamos a a medir valor em saúde e avançar com a tecnologia no sentido dessa mensuração de valor como um todo sabe uhum Eu particularmente acho que a única coisa que não mudou nesses anos todos foi o propósito ou seja porque o propósito sempre foi fazer medicina Bem Feita tá infecção hospitalar fazer bem feita aí vou mexer no resto aqui para sair bem feito eí bem feito o caminho para entregar
medicina bem feita foi o que mudou então quer dizer não variou o propósito o que mudou são os métodos para alcançar o propósito E esses métodos foram sendo ajustados de acordo com as possibilidades que a ciência e a tecnologia permiti lá o primeiro método infecção hospitalar som campeão he do e tal como mas tem que organizar aqui aí você começa a organizar tem que aprender gestão para organizar essa merda aqui para entregar medicina Ah Puxa tem que organizar tudo Ué porque assim como que faz você vai agregando coisas foi agregando coisa foi agregando tecnologia nunca
pensamos sentamos assim F assim ah eu vou montar uma empresa de gestão nunca não pensei nisso eu vou agora montar uma empresa de tecnologia sabe essas pessoal que você da eu vou montar uma está Porque eu tive sou um cara muito sabido e tem uma ideia nunca ocorreu essa coisa de uma maneira é sempre uma busca para entregar aquele proposto aí foi modificando a ciência mudando foi mudando nós fomos acompanhando as possibilidades existentes né entendi e hoje a gente o que se consegue com a tecnologia Nossa e os métodos ISO não acreditável acreditável eu imagino
vocês não teriam tantos clientes e seriam tão bem eh recomendado sen não se os resultados não fosem incríveis é porque o sujeito quer resultado né ninguém compra uma boa história do Renato ninguém quer saber não quer pior que querem eles querem saber como é que você chega entendeu o que que você fez para chegar lá ai ai olha o únic nós é correr atrás entendeu como é que faz para chegar lá e aí eu acho Eu particularmente acho que o que movimenta o tempo todo foi o E o restante todo foi secundário a essa busca
do propósito de acordo com as condições que existiam a cada momento dessa trajetória né Renato Essa foi a nossa primeira conversa você respondeu você se adiantou em algumas partes alguns assuntos mas acho que foi muito válido eu vou conseguir tirar muita coisa da conversa aí eu preciso agendar contigo uma segunda conversa você precisa consultar aí a sua agenda precisa me dizer quando que você pode eh quanto eh semana que vem ó semana que vem eu posso aí o o para mim é sempre o quanto antes melhor é eu posso eh terça-feira dia 18 dia 18
eu posso às 16:30 então pode ser o mesma horado não há problema é aham Combinado então vou at Rep eu já vou mandar o o o invite para ti que daí já fica que salvo bonitinho uhum não sei porque ele não puxa o seu e-mail o da t ele puxa facinho se eu nunca pua de não sair você puxa da Tana na memória vai el lá é louco de não obedecer aqui não seu não não puxa bem mas eu já mando para você tá bom então muito obrigado por enquanto tá ótimo e aí a gente
se fala de novo na at curiosidade para ver a versão da Tânia você entendeu Olha vocês falaram de coisas bem semelhantes hoje porque a pergunta foi a mesma pros dois né a a Tânia ela ficou um pouco mais no lado eh digamos mais pessoal uhum tá você ficou no lado pessoal mas sempre apontando pro lado profissional uhum entendeu Você levou sempre um pouco mais para esse lado e eu vou querer tirar de você um pouco mais de coisas do lado pessoal aí Ótimo ótimo Ai mas tudo certo semana que vem e nos vemos semana que
vem tchau tchau Y
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