[música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] >> Olá, pessoal. Boa noite. Boa noite. Boa noite, boa noite. Sejam bem-vindos aí à nossa segunda aula da imersão em psicopatologia dos casos difíceis. Antes de qualquer coisa, eu quero saber se vocês estão me escutando bem, se vocês estão me ouvindo bem, se a imagem tá boa, tá? se tá tudo certinho. Então, por favor, comenta aqui no chat,
dá um OK sobre o som, sobre a imagem, só para eu Ter certeza que tá tudo bem paraa gente poder começar, tá? Eu já quero pedir uma coisa super importante para vocês. Afinal de contas, a gente já está na aula dois, muitos de vocês já assistiram a aula um comigo, né? Cliquem, por favor, aqui nesse joinha que aparece aí no canal do YouTube. Já curte esse vídeo porque ajuda muito a gente, tá? ajuda o YouTube a entender que precisa entregar essa aula para mais pessoas. E se você não é inscrito aqui no nosso canal do
YouTube também se inscreva aqui no Encantato Psicologia, porque a gente sempre fala de temas muito importantes ali paraa prática clínica, paraa vida do psicólogo, pra vida de fanodiólogos, pedagogos, enfim, tá? E a gente sempre fala muito de psicopatologia que é um tema do seu interesse, afinal de contas você está aqui, né? Meu nome é Sara Cassimiro Marques, sou psicóloga, especialista em neuropsicologia, trabalha há muitos anos com temas que Diretamente estão relacionados com psicopatologia. Já fui professora de disciplinas da graduação, da pós-graduação. Gosto muito desse tema, acho fascinante e por isso que a gente tá fazendo
uma imersão sobre isso, né? Muito gostoso falar de psicopatologia, de entender o funcionamento patológico, até pra gente tentar fazer o quê? prevenir para que uma pessoa não adoeça a esse ponto desenvolver algum tipo de patologia, Algum tipo de transtorno mental, tá? E nós estamos agora na nossa aula dois. Obrigada aí pelo feedback em relação ah ao som e à imagem. Obrigada, obrigada, obrigada. A gente já vai começar então a nossa aula dois. O tema dela é quando o diagnóstico muda a história. A gente vai falar de autismo, esquizofrenia e erros aí de psicopatologia. tá relacionados
a essa parte que acho que a gente precisa falar bastante, né? Então essa imersão ela é composta de quatro aulas. Nós Estamos aqui na segunda aula, mais segunda-feira, né, nós tivemos a nossa primeira aula. Na segunda-feira nós começamos falando de psicopatia, nós discutimos alguns pontos muito importantes, como o conceito de psicopatia, a diferença entre o psicopata, socióa, transtorno de personalidade antissocial. falamos da psicopatia primária, psicopatia secundária, os riscos de rótulos fáceis, a importância da gente não reduzir a Psicopatologia a qualquer critério diagnóstico, a qualquer manual específico, né? Então, a gente falou muitas coisas fora do
senso comum. Então, caso você não tenha assistido essa aula um, eu recomendo que você assista, porque tem muitos aspectos importantes aí para você, tá? Hoje a gente vai falar da aula dois, né, que é esse tema, quando o diagnóstico muda a história, mas eh na sexta-feira nós temos a aula três e no domingo nós temos A aula quatro, tá? Hoje eu vou falar um pouquinho sobre a nossa pós-graduação em psicopatologia, mas nós vamos abrir as inscrições para essa pós-graduação na sexta-feira, tá pessoal? Eu vi algumas perguntas de vocês ali no direct do Instagram, aqui no
próprio YouTube. As inscrições para após de psicopatologia vão ser abertas na sexta-feira, mas hoje eu já vou falar um pouquinho mais sobre como vai funcionar e etc, tá? Que é uma especialização eh que a gente gosta Muito aqui, porque a gente consegue aprofundar nesses temas que são eh importantíssimos, tá? Então vamos lá, vamos lá, vamos lá, ó. Hoje, eh, a gente vai falar de quadros que são de difíceis diagnóstico. A gente já começou na aula um falando sobre isso, né, psicopatia, né, em si. Mas hoje a gente vai falar de sintomas que aparecem em diversos
transtornos, eh, e que estão relacionados com algumas funções cognitivas, como, por exemplo, com a Cognição social. Então, a ideia de hoje, gente, é a gente sair de uma leitura superficial, rasa, e começar a entender que às vezes o que parece no início para nós determinado quadro, na verdade pode ser outro. E eu tô muito animada com essa aula, eh, porque esse tema, eu acho que ele mexe diretamente com a prática clínica da gente, né? Eh, quando eu fazia graduação, ainda quando eu fazia graduação, né, há mais de comecei o quê, 20 anos atrás, o que
que acontecia? Eh, As pessoas associavam muito um determinado sintoma com um quadro, tá? Eu não sei se isso aconteceu com vocês, mas na minha época associavam assim: "Nossa, se a pessoa tem eh alucinação auditiva, quer dizer que ela tem esquizofrenia". Já ouviram falar disso? Ah, se a pessoa tem alteração na comunicação, na interação social, quer dizer que ela tem autismo, né? Eh, esses, essa relação direta entre o sintoma e o quadro que a pessoa tem, Gente, isso, a gente não pode ter esse tipo de pensamento porque não é um sintoma que define um transtorno. Quando
a gente fala de transtorno, eu gosto de dar o exemplo que o transtorno ele é um pacotinho de coisas, é um conjuntinho de coisas. O transtorno ele é um conjunto de sinais e sintomas. Então, um único sintoma, ele não vai fazer com que você tenha um determinado diagnóstico, tá? Eh, ou seja, a gente tem que tomar cuidado. Às vezes pode parecer muito uma Coisa, mas se a gente não investigar bem, a gente vai acabar dando o nome errado para aquilo dali, tá? Então, fica comigo até o final dessa aula pra gente poder aprender mais sobre
esses quadros difíceis e também essa separação de sintoma com transtorno, tá? E no final da aula eu vou explicar direitinho como que vai funcionar o envio do resumo da aula, tá? Eu mandei o resumo da aula um para vocês ali nos grupos do WhatsApp e no final dessa aula eu vou explicar para Vocês o que que vocês precisam fazer para eh pegar ali o resumo da aula dois, tá bom? Então não se preocupem em ficar anotando aquela correria, tal, etc. Preocupa em prestar atenção e conseguir entender, tá? Porque isso que é importante. E eu quero
já começar a aula de um jeito diferente também, tá? Antes da gente entrar no conteúdo em si, eu quero fazer algumas perguntas para você. Você vai me responder mentalmente ou aí no seu caderno, tá? Ou ou até no chat, Se você quiser, fica à vontade. A ideia, obviamente, não é provar nada, eu não vou te dar uma nota, claro que não é isso, mas a ideia é fazer você pensar, tá? Porque muitas vezes a gente acha que já entendeu determinado conceito, mas quando ele aparece em um caso real, né, enfim, a gente acaba eh se
confundindo, tá bom? Então, a gente vai começar com perguntinhas. Essas perguntinhas, elas têm A, B, C e D. Então, ela é umas perguntas de múltipla escolha. Você vai Assinalar e ao final da aula eu vou voltar nessas perguntas pra gente ter certeza aí de qual que é a resposta correta. Então, no final da aula, eu vou dar o gabarito, tá bom? Na verdade, eh, nem vai precisar, né, dar o gabarito no final da aula, porque eu tenho certeza absoluta que vocês vão responder tudo certinho, tá certo? Então, vamos lá, vamos para o nosso desafio, OK?
Então, presta atenção na pergunta, eu vou eu vou ler e aí você vai marcar aí no seu Caderno, enfim, qual a alternativa que você acredita que eh é a alternativa correta, certo? Então, vamos lá. Uma criança olha para o rosto da professora, mas não percebe que a expressão dela mudou de acolhimento para impaciência. Qual componente da cognição social parece mais diretamente alterado? A mentalização, B, afiliação, C, percepção social e D conhecimento social. Anota aí qual a alternativa que você acha que é correta. Questão número dois. Um adolescente quer se aproximar dos colegas, mas entra na
conversa sem perceber o momento certo. Fala por cima e não entende quando já perdeu o turno da interação. Qual componente da cognição social está mais implicado? A conhecimento social, B memória episódica, C praxia ideomotora e D atenção seletiva visual. Anota aí qual que você acredita. que tá Mais que que é a alternativa certa. Questão número três. Um exemplo mais típico de falha em conhecimento social seria a não perceber a diferença do olhar do outro, bão entender que falar de um tema íntimo em voz alta no meio da sala de aula é inadequado. C. Não reconhecer
a própria tristeza. D. Não responder ao nome quando chamado. Marca aí qual a alternativa que você acha que é certa. Quatro. Uma criança vê a mãe apontando Um avião no céu, mas não acompanha o gesto nem compartilha a experiência com ela. Qual o sistema da cognição social está mais diretamente envolvido nesse exemplo? A. Comportamento e experiência. B conhecimento social. C mentalização. E D. função executiva fria. Marca aí qual que você acredita. Vamos paraas últimas duas. Questão cinco. Qual alternativa melhor diferencia em geral a dificuldade social do transtorno do espectro autista da Dificuldade social do transtorno
de atenção e hiperatividade? Letra A. No TDAH, a dificuldade tende a ser mais primária ligada a interesses restritos. B. No transtorno do espectro autista, a criança geralmente entende melhor as regras sociais do que no TDAH. C. No TDH, a dificuldade social costuma estar mais ligada à desatenção. E D, no transtorno do espectro autista. Ah, desculpa, li errado aqui, ó. C. No TDH, a dificuldade social costuma estar Mais ligada à desatenção, impulsividade e falha de execução social. D. No transtorno do espectro autista não existe prejuízo em pragmática e teoria da mente. Marco alternativa que você acha
que é certa. E a última questão, número seis. Em um paciente com transtorno de personalidade narcisista, o prejuízo de cognição social costuma aparecer mais frequentemente como a incapacidade Global de perceber qualquer pista social. B falha completa em teoria da mente desde a infância. C. Leitura social preservada ou até estratégica, mas usada a serviço da grandiosidade, da admiração e da exploração. E D, deteriorização cognitiva progressiva com sintomas psicóticos associados. Marca aí qual que você, né, qual que você acredita que é a alternativa correta. OK? Ó, mesmo que você não saiba nem errar Essas questões, fica tranquilo,
porque no final você vai me acompanhar aqui e no final você vai conseguir acertar todas. Eu vou voltar e vou falar do gabarito e justificar e você já vai saber também a resposta, tá bom? Então, a ideia é só estimular a curiosidade. A gente vai falar de todos esses aspectos que estão nas questões e muito mais, tá? E aí eu quero começar já a aula, inclusive falando de um dos temas eh mais discutidos atualmente, né, mais Falados na atualidade sobre transtorno do espectro autista. E eu quero começar falando sobre o transtorno do espectro autista, eh
porque eh entrou em circulação na semana passada algumas informações eh eh sobre o autismo. E na verdade assim, hoje se fala muito sobre o autismo em si, né? Se fala na internet, no consultório, na escola, nas famílias, nas redes sociais. Ah, se fala de diagnóstico tardio, de mulheres autistas, mascaramento, fenótipo Ampliado, super diagnóstico, subdiagnóstico, a gente fala de um monte de coisa, né? Então o autismo ele deixou de ser um tema restrito a poucos especialistas e realmente ele passou a ocupar um espaço muito maior no debate público e clínico em si, né? Isso por um
lado, gente, é muito importante porque, é claro, né? amplia a informação, eh favorece inclusive a população em si, principalmente pais, né, a reconhecer ali sinais precoces, né, eh, ajuda a Diminuir essa invisibilidade de certos perfis, como nos perfis de mulheres, né, e obviamente ajuda as pessoas de maneira geral a finalmente encontrarem o nome para aquilo que elas estão sentindo, para aquelas experiências que elas antes eh sentiam que eram mal compreendidas, né? Então, por um lado, isso é muito bom, né? Mas por outro a gente tem que tomar muito cuidado porque isso aumenta a nossa responsabilidade
clínica, né? Então, quando um conceito ele acaba Ampliando demais, existe o risco da gente começar a usar esse nome, esse transtorno, ã, para perfis muito diferentes do que deveria acontecer e aí o diagnóstico perder a precisão. E é justamente isso, né, que uma pesquisadora muito, muito famosa e reconhecida, né, que fala muito sobre o transtorno do espectro autista, né, que é a Ora Fint, eh falou no na semana passada e isso foi divulgado em vários canais, né? Então, essa discussão Em da gente tomar cuidado eh de tudo eh eh parecer, de tudo a gente enquadrar
e ampliar demais os critérios diagnósticos para um determinado quadro, no caso transtorno do espectro autista, pode fazer com que o diagnóstico ele perca a precisão. E essa foi a discussão que aconteceu, né, com essa pesquisadora. Tá aí a imagem dela. Vocês conseguem achar isso na internet em vários lugares, inclusive, né? Eh, ela afirmou que o conceito do transtorno do espectro Autista, ele pode ter perdido a utilidade como um diagnóstico clínico. Por quê? Porque essa ampliação desse conceito ao longo das décadas, das últimas duas décadas, eh teria passado a incluir, gente, grupos muito diferentes entre si.
Então ela afirma que parte dessa ampliação, desse conceito ali, pode estar ligada à inclusão de características antes interpretadas como traço de personalidade ou sensibilidade mais individual e que não Necessariamente estaria, né, que essa pessoa seria ali a alguém que estaria dentro do transtorno do espectro autista. E ela lembra inclusive que a gente não que a gente não possui biomarcadores definidos por transtorno do espectro autista. que realmente faz com que o diagnóstico ele dependa da avaliação clínica. E é isso, gente, né? O TDH depende da avaliação clínica. Qualquer transtorno de personalidade depende da avaliação Clínica, a
esquizofrenia, o transtorno bipolar do humor, todos os transtornos, a gente não tem biomarcadores definidos para esses transtornos, né? Então não tem como eu pedir para você um exame de imagem, um exame de sangue para fazer um diagnóstico de um transtorno mental. Não é assim, né? Então o autismo, assim como os demais transtornos, a gente não tem biomarcadores definidos, então depende da nossa avaliação clínica. E isso é importante a gente poder discutir essa Essa discussão, ela voltou à tona, né? Eh, porque essa fala, gente, ela toca num ponto muito sensível, né? que é assim, como que
a gente pode preservar a utilidade clínica do diagnóstico, que é importante. O diagnóstico ele é útil, é útil para ciente, é útil paraa família, é útil pra sociedade, enfim, o diagnóstico, sim, ele é útil, mas como que a gente pode preservar essa utilidade do diagnóstico sem apagar uma diversidade real que existe dentro desse Aspecto? Então, a gente não tá falando que não exista diversidade dentro do transtorno do espectro autista. existe, mas a que ponto a gente vai incluindo características, vai incluindo, né, características tão diversas que faz com que perca a sensibilidade eh desse transtorno, né?
Então, e essa e ela é uma pesquisadora tão importante pra área que a gente teve uma reação internacional à fala dela. Aqui no Brasil, vários posts, várias pessoas em Redes sociais, como Instagram, como o canal do YouTube, como reportagens em televisão, inclusive começaram a discutir isso, né? Porque essa discussão ela é viva, gente, ela é sensível. E é importante a gente falar isso, né? Eu acho isso que é um que é um ponto, inclusive muito maduro paraa gente eh poder tá falando, tá? Eh, não quer dizer, a gente discutindo isso não quer dizer, gente, que
a fala dela tá negando o autismo, sabe? Falando: "Ah, Transtorno do espectro autista não existe, por favor, né?" Então, assim, a gente tem anos e anos comprovando que sim existe sim, tá? Então, não é essa fala, tá? Isso não significa negar o autismo, não é isso, tá? Não é falar que as intervenções eh não funcionam, não é falar que a gente tá dando diagnóstico à toa, que existe super diagnóstico. Não é nesse sentido, mas é no sentido que talvez a gente precise ser mais específico sobre como a gente define o Transtorno do espectro autista, como
a gente descreve esse transtorno, como a gente compreende as diferentes manifestações do espectro, senão tudo vai acabar sendo o quê? autismo mesmo e aí a gente vai perder essa sensibilidade. Então é uma discussão séria, né? Porque autismo, ah, como TDAH, eh, como esquizofrenia e tantos transtornos, né, que prejudicam tanto a vida das pessoas, a gente não pode tratar eles apenas como um nome, eles Precisam sim ser compreendidos como um modo de funcionamento. E precisa existir um perfil, gente, precisa existir um perfil características específicas que a gente consegue detectar, apesar de qual, né, que cada pessoa
é uma pessoa, ou seja, cada pessoa com autismo, ela é única. Isso não quer dizer eh que tudo cabe no mesmo lugar sem critério, tá? Sim, pode existir uma diversidade de perfis dentro do transtorno do espectro autista, mas tem alguma coisa que faz Com que essas pessoas sejam chamadas, né, sejam enquadradas em transtorno do espectro autista. E é esse alguma coisa que a gente precisa definir direito, porque senão o tema em si, né, senão o transtorno em si, ele perde algo que é específico. E por causa dessa discussão que a gente tá falando atualmente, né,
eh, eu resolvi trazer esse tema da aula dois voltado para um aspecto central de diversos transtornos, não só não só do transtorno do espectro autista, mas uma Função cognitiva que tá alterada dentro do transtorno do espectro autista em vários outros quadros, como quadro de TDH, como quadro de esquizofrenia, como quadro de transtorno de personalidade narcisista. e que a gente precisa aprofundar nela, porque quando a gente aprofunda nessa função cognitiva fundamental que a gente vai falar agora, a gente começa a fazer diferenciação entre os quadros e a gente não fica com aquele senso comum de que
Ai tem problema de interação social, então é autista, não é assim, tá? Então hoje a gente vai falar um pouco mais e se aprofundar ah sobre cognição social. Por que falar sobre cognição social com vocês? Porque a cognição social, gente, é uma função que tá alterada em diversos quadros. Então, ela tá alterada no transtorno do espectro autista, ela tá alterada na esquizofrenia, tá? Ela pode aparecer alterada no TDH, ela pode aparecer alterada no transtorno de Personalidade, ela pode aparecer alterada na deficiência intelectual, né, no transtorno desenvolvimento intelectual e demais outras condições clínicas e neuropsiquiatras. Então
essa questão de estudar cognição social vai ajudar a gente a começar a diferenciar os quadros. Então esse é o motivo da gente estudar hoje a cognição social. Só que eu quero estudar a cognição social com vocês de uma forma organizada, tá? Porque sim, ela pode aparecer em vários Quadros. Então a gente vai estudar o que é cognição social e depois a gente vai estudar o que é cognição social em cada um desses quadros. Porque em vez de você ficar falando que ah, dentro do transtorno do espectro autista, ele tem dificuldade social, OK? Isso é muito
geral, você vai começar a especificar que dificuldade que ele tem, porque essa dificuldade você vai aprender que tá ligada à cognição social e a um dos componentes da cognição social, tá? Então esse é o nosso objetivo hoje, eh, e é um objetivo que muito importante. Então, em vez da gente perguntar, né, falar assim, ai, eh, ã, o que que no autismo há dificuldade social? A pergunta correta seria o quê? Como a cognição social dessa pessoa tá organizada e como ela tá alterada? E é isso que a gente vai entender. Então não basta, gente, a gente
só perguntar se tem prejuízo social ou não. Então a gente precisa entender a qualidade dessa Dificuldade, onde que tá a falha, que nível que acontece, qual a hipótese diagnóstica que faz sentido nesse processo. Por isso a ideia da gente estudar cognição social, tá? E aí eu vou começar, obviamente com a pergunta básica para nós, né? Eh, que é o que é eh a cognição social, tá? o que que significa isso? Tá? Então, ó, cognição social, ela pode ser definida de diversas formas e a gente vai estudar uma definição aqui, tá bom? Eh, mas Quando a
gente fala de cognição social, eh, se você for olhar os autores, existem inúmeros autores que falam sobre cognição social. E isso muitas vezes é um problema. Qual que é o problema? Quando a gente se depara com um conceito como cognição social, como função executiva, como atenção, por exemplo, eh, às vezes, gente, a gente se perde porque tem tanta gente falando sobre isso, né? Eh, tem tantas pessoas falando sobre o que é cognição social, que aí Você pega um pedaço de um conceito do fulano, um pedaço do conceito do ciclano que não sei o quê, e
no final das contas você acaba não entendendo nada. O ideal quando você tá estudando uma função cognitiva ou um transtorno que for, é você se aprofundar num modelo teórico, naquele modelo teórico que você gosta mais. Não quer dizer que é um modelo que tá super certo, né? Porque se tivesse um único modelo certo, não precisaria ter os outros, né? Então, geralmente existem Vários modelos, né, que tentam explicar e a gente que tá estudando que tem que definir qual modelo que a gente prefere, né? né? Tem muito mais com a nossa, tem a ver com a
nossa preferência, tem muito mais a ver com que a gente entende, né? Eh, a nossa capacidade de compreender aquele modelo. Tem muito mais a ver com isso. Então, assim, existem vários teóricos que explicam que é cognição social. Eu não vou ficar aqui colocando definição de 200 pessoas. No final das Contas você vai não entender nada, né? Porque aí eu joguei um monte de conteúdo em vocês. Eu gosto muito da definição e eu vou trazer ela para vocês que é do modelo teórico integrativo de cognição social, que é do Thiago Figueiredo e da Tatiana Meca. O
Thiago Figueiredo e a Tatiana Meca, eh, eles entendem que a cognição social ela é dividida em cinco componentes, tá? E aí eles chamam isso, né? eh eh esses componentes, esse modelo deles de modelo integrativo da cognição Social, tá? Então eu vou explicar sobre esse modelo e a gente vai aplicar esse modelo nos transtornos mentais, OK? Mas vou reforçar o que eu disse, existem existem eh diversos teóricos que falam sobre cognição social. Eu não vou ficar aqui jogando para vocês tanto de de definição que não vai acrescentar sua vida. Eu vou explicar e vou explicar muito
bem o modelo integrativo da cognição social, porque eu quero que você saiba dele olhando para os Transtornos mentais, que é o mais importante, tá? Então esse é o modelo do Thiago Figueiredo e da Tatiana Meca, que vai dividir ã esse sistema, que vai dividir o que que seria a cognição social, tá? Em cinco grande sistemas, tá bom? E é esse que a gente vai tá olhando aqui. Então vamos lá. H, Saara, quais são esses cinco grandes sistemas, tá? É o sistema da percepção social, do comportamento e experiência, da afiliação, Do conhecimento social e da mentalização.
Não precisa decorar, a gente vai olhar um por um, fica tranquilo, tá? Então, a gente vai estudar a percepção social, o comportamento experiência, a afiliação, o conhecimento social, a mentalização. E a gente vai estudar também como eles se relacionam, porque os três primeiros sistemas, né, que é a que é a percepção social, comportamento, experiência e afiliação, são considerados sistemas Mais básicos, tá? sistemas elementares e os dois últimos ali, que é o conhecimento social e a mentalização, são sistemas considerados mais analíticos. Nós vamos estudar isso, tá? Esses esses sistemas eles estão integrados, a gente vai entender
ali como eles funcionam, tá bom? Então vamos começar, tá? Eh, pelo primeiro sistema, o sistema de percepção social, sistema um. O, a percepção social, gente, ele é Considerado o ponto de partida de uma interação social. Então, o cérebro ele precisa perceber que aquele estímulo que a gente tá lhe dando, ele é social, né, que importa, né, e começar a processar esse sinal. Então aqui na percepção social seria a nossa habilidade de perceber o rosto, perceber o olhar, a expressão facial daquela pessoa, perceber a mudança na voz da pessoa, na prosódia dela, perceber a ironia pela
entonação que ela vai est usando, Perceber a distância interpessoal, perceber a respectividade do outro, né? Quanto ele está receptivo, né? Eh, quanto ao que a gente tá falando ou não. Então, percepção social, vamos dar um exemplo aqui. É eu tá conversando com você e eu falar assim: "Não, não, não, não, não, não, não, não, não gostei do que você tá falando. Mesmo que o conteúdo da fala seja Não, não, não, não, não, não, não gostei de você tá falando. Só pela entonação da Voz, né, que eu levantei, só pelo gesto que eu fiz, pela aproximação
que eu tive do meu rosto com você, você consegue perceber que eu não gostei muito do que você disse, que eu tô lutando contra o que você falou. Não, não, não, não foi isso que eu disse, né? que eu fiquei nervosa, por exemplo. Isso é percepção social. Essa habilidade da gente entender. Quando a gente tá falando, por exemplo, eh, usando uma metáfora ou eh falando uma ironia, o conteúdo da fala é O que menos vai importar e sim a maneira como você vai falar. Então, você pode falar uma coisa assim: "Parabéns, hein, Joãozinho, que maravilha!
Derramou suco para tudo quanto é lugar. Nossa, parabéns, viu? Se a gente for só pelo conteúdo da fala, parabéns, Joãozinho, derramou o suco para todo lugar. Parabéns. Bom, se o Joãozinho tem dificuldade na percepção social, ele vai achar que tá de boas ele ter derramado o suco, que a pessoa tá Super feliz, porque ele vai pegar apenas o conteúdo da fala. Mas se ele tem essa percepção social ali, eh, o que que ele vai começar a entender? que isso é uma ironia pela maneira, como eu disse. Então, isso é percepção social, é a base da
interação, é o reconhecimento ali, eh, de que aquele estímulo ele é social, que ele importa e que você vai começar a processar aquele sinal. Então, envolve isso, perceber o rosto, a expressão social, tá feliz ou tá triste, tá Nervoso, tá achando engraçado ou não tá, a mudança de voz, a prosódia, entonação, a distância interpessoal, quando as pessoas estão interagindo, quanto o outro está receptivo para você ou não, tá? Então, tudo isso é o que a gente chama de percepção social. Deixei um exemplo aqui, ó. Então, uma criança de 7 anos não capta a expressão de
a desaprovação da professora, por exemplo, quando a colega demonstra desconforto, ela continua falando do mesmo jeito. E São exemplos de pessoa que tem dificuldade na percepção social, né? Então, a criança tá ali fazendo uma coisa que não é legal e a professora tá com a cara, né, de que não para e ela não consegue perceber, né? Então, um colega tá sentindo, né, meio cuado, não tá gostando de algum comportamento dessa criança e ela não consegue perceber isso e ela continua fazendo do mesmo jeito. Então, gente, às vezes o sujeito ele não responde mal porque ele
quer numa Interação social, ele responde mal porque ele nem percebeu corretamente o que tava acontecendo socialmente. E aí você precisa fazer o quê? Falar, né? Então assim, falar pessoas que têm problema de percepção social, elas não entendem sinais que você tá mandando para ela, né? Eh, por exemplo, eu sempre gosto de dar esse exemplo porque eu eu fico incomodada, não sei quanto vocês, mas sabe quando as pessoas estão conversando e tem gente que gosta de Ficar cutucando a gente, sabe? Tipo, você tá num numa pizzaria no aniversário, e tem alguém que quer chamar sua atenção
e fica ou sabe, cutucando. Nossa, como eu tenho um ódio disso. Só que como a pessoa tá me cutucando e às vezes ela não sabe que eu não gosto, eh, eu fico sem graça muitas vezes de falar pra pessoa da primeira vez quando ela me cutuca e eu falar para ela: "Olha, fulano, eu não gosto muito, fica pegando em mim e tal, você não é Legal, ok, não gosto." Porque eu fico pensando, nossa, a pessoa vai ficar sem graça, né? Enfim, né? Eh, do que eu tô falando. Então, eu não costumo chamar a atenção da
pessoa verbalmente da primeira vez. Então, quando ela começa a cutucar, eu dou uma olhadinha, sabe? Ou chega o braço mais para cá, desencosta um pouco para ver se ela pega, se ela tem a percepção social de que isso não é legal. Só que com a pessoa, com prejuízo na percepção Social, não adianta eu fazer isso, não adianta eu chegar meu braço para cá, não adianta, né, eu dar aquela olhadinha, né, pra pessoa para ela tentando fazer com que ela entenda que eu não gostei, porque ela não vai entender, porque ela tem uma dificuldade na percepção
social, tá? Então, percepção social, primeiro elemento, segundo sistema, comportamento e experiência, tá? Aqui, gente, não basta só perceber, tá? Então entra também a forma como a pessoa responde Emocionalmente, como ela compartilha as experiências e ela sintoniza afetivamente com outra pessoa. Então tem a ver o quê? Tem a ver você tá, por exemplo, sorrindo para alguém e essa pessoa sorri de volta. Pensa, por exemplo, com uma pessoa que você tá conversando com ela, alguma coisa, aí a pessoa no meio do caminho ela sorri para você. Ah, é não sei o quê, gente. Automaticamente, tendo ali comportamento
e experiência, esse segundo sistema Adequado, você vai dar a resposta para ela do sorriso de volta. Ela tá sorrindo, tá? Então, a gente costuma dar essa resposta social do sorriso até para continuar, né, para manter aquela determinada conversa, né? Aqui entra você conseguir compartilhar alegria ou tristeza quando você tá conversando com alguém, quando você tá interagindo. Como assim, Sara? Não, quando eu tô muito feliz, eu tô o quê? Sorrindo, falando mais, às vezes mais rápido, Gesticulando muito, né? Achando graça de tudo e tal. Quando eu tô mais triste, muitas vezes eu falo numa atualidade mais
baixa, eu olho mais para baixo, tenho dificuldade às vezes de olhar, né, pra pessoa, meu movimento é mais lento, não gesticulo muito porque eu tô um pouco mais triste, né? Então isso tem a ver com comportamento e experiência, minha capacidade, né, eh, de demonstrar uma resposta emocional, tá? Entrar em sintonia relacional com o outro, né? A Pessoa tá falando de uma coisa tão difícil, você vai começar a rir. Ela tá falando, sei lá, de um abuso que ela sofreu e aí você continua rindo, fazendo graça ou começa a contar uma história sua. Não, a pessoa
tá precisando ser acolhida. Você para o que você tá fazendo, você fala mais baixo, você chega mais próximo, você tenta colher aquela pessoa de alguma coisa. E tem a ver com o contágio também emocional. Que que é contágio emocional? É você Conseguir transmitir uma emoção, contagiar aquela emoção, né? eh aquela determinada emoção para outras pessoas. Quando a gente tá muito feliz, gente, a gente costuma fazer isso. A maneira como a gente fala, a gente olha, você tá super feliz, às vezes a outra pessoa tá até um pouquinho meio para baixo, mas ela começa a sentir
muito bem, porque você tá o quê? Você tá super ali, você tá empolgado com aquela determinada coisa. Isso chama contagem emocional. Da Mesma forma que eu acho que vocês já passaram por uma situação eh de que você tava super animado e aí você começa a conversar com uma pessoa, uma pessoa sabe mais pessimista, que tá meio mal, que tá mais para baixo e aí você começa a perceber assim, gente, se eu continuar aqui daqui um pouco eu tô chorando, né? Porque a pessoa tá muito para baixo, quer ajudar, enfim, a colhir muito bem, mas tá
me contagiando, né? Tá influenciando o meu comportamento, né? Então isso é contagem emocional. Então aqui, gente, eh tem a ver com você conseguir responder emocionalmente, compartilhar experiência e sintonizar de uma forma afetiva. Um exemplo clínico, né, que a mãe aponta para um pássaro no quintal, a criança não acompanha o gesto e não compartilha aquele momento, como se a tentativa, né, de compartilmento, de compartilhamento não tivesse importância para aquela criança. A mãe fala: "Nossa, olha que bonito aquele Pássaro". e a criança nem olha, né? Ou um adolescente percebe que o colega tá chorando, mas parece que
ele não é tocado eh por aquilo que tá acontecendo, tá? Então isso o que a gente chama de sistema dois, tá? Então o sistema um é pista social, é o reconhecimento da pista social. O sistema dois é o meu comportamento e a minha experiência, tá? Então perceber o outro não é a mesma coisa que entrar em sintonia com o outro. Muitos pacientes conseguem Perceber que a outra pessoa tá triste, perceber que a outra pessoa tá muito feliz, mas não consegue eh compartilhar essa experiência. Um exemplo que eu tenho de um paciente é que a mãe
dele chegou no consultório, né? Ele veio para avaliação neuropsicológica e aí a mãe dele falou assim: "Olha, eu tô muito preocupada porque eu acho que o meu filho ele é frio, ele é insensível, eu tenho medo dele ser um psicopata". Essa era a fala dela, né? E aí eu perguntei o Porquê, né? Enfim, né? E aí ela falou assim: "Olha, Sara, eu tava assistindo televisão e aí eh, eu tava na sala, alguém ligou, né? Eu abaixei o volume da televisão e era a notícia de um familiar meu que tinha falecido. E aí eu comecei a
chorar, a chorar. E aí meu filho entrou na sala de TV, ele viu que eu tava chorando, mas ele pegou o controle, mudou o de canal o controle e continuou lá. não fez mais nada. Ele não me acolheu. Ele não perguntou: "Mamãe, por Que que você tá chorando? O que que tá acontecendo?" E aí essa paciente, essa mãezinha me contou essa história super preocupada com a criança dela. Essa criança, ela conseguiu perceber que a mãe estava triste, chorando, conseguiu, gente. Tá? Então, se era uma criança que conseguia perceber as emoções, a expressão facial dos outros,
mas ela não conseguia entrar em sintonia. Então, em vez dela acolher do tipo, abraçar a mãe, perguntar se tava tudo bem, a maneira Que ela conseguiu expressar que para a mãe foi insuficiente é sentar do lado da mãe. Foi o que ela fez, sentou do lado da mãe, é o que ela conseguia fazer. Então, ou seja, uma dificuldade ali nesse compartilhamento ali da experiência, tá? Terceiro sistema, afiliação, tá? Nesse sistema de afiliação, afiliação, gente, tá ligada ao que a gente chama de motivação social. que é o quê? É o interesse que a gente tem pelo
outro, a tendência de Buscar proximidade, de vínculo, né, de potencialidade, de pertencimento, de conexão, enfim, de esse é o processo. Afiliação, é até relacionada a afiliação com a motivação eh social, então é vontade de se aproximar de uma pessoa, né? Eh, ou a ou os pacientes nossos podem ter essa vontade de procurar outras pessoas ou até mesmo de evitar a interação. A gente tem que ver, a gente tem que entender se ele tem prazer interagir com outra pessoa ou se ele não Tem prazer em estar com outro, se ele tem interesse por compartilhar, se ele
busca eh um vínculo, né? Então, um exemplo é uma criança, por exemplo, que quer brincar, que tenta se aproximar de outras crianças, né? mas que faz isso de forma desajustada, mas ela tem o desejo de vínculo, né? Então, ela tem afiliação, ela tem dificuldade na execução do processo, mas ela tem esse desejo. Um outro exemplo é uma criança eh que parece não tem interesse em Engajar, não busca em compartilhar, não se mobiliza por vínculo, né? Aí a afiliação ela tá mais comprometida porque é uma criança que o quê? Não tá buscando essa interação, né? Às
vezes a gente escuta de alguns adultos com determinados quadros, a gente vai falar disso daqui a pouco, que ele não quer, ele não deseja essa interação, ele não faz questão dessa proximidade. Então aí você tá falando de uma alteração no sistema de quê? De afiliação, tá? Então Perceba, nem toda a dificuldade social, gente, nasce da mesma coisa. Às vezes o problema tá em como a pessoa percebe sistema um. Às vezes tá em como ela experiencia sistema dois. E às vezes tá no quanto ela deseja ou não se vincular. Sistema três. Às vezes esse desejo de
vinculação também é o quê? Muito baixo. Então é por isso que ela não faz o quê? Que ela não tenta eh aproximar, tá? Eh, eu atendo ã adultos que falam isso, né? Que eu não tenho Vontade de envolver com ninguém. OK? é muito diferente de uma pessoa que quer se aprofundar, mas não consegue, por exemplo, ler ali a interação, não consegue entrar em sintonia. Então, são problemas, eh, o problema vai acabar sendo na dificuldade social, mas o motivo desse problema na dificuldade social aí é diverso, ok? O sistema quatro é o sistema de conhecimento social.
Então, aqui é a capacidade de compreender regras, scripts, contexto, Convenções e papéis sociais, tá? Então, é o repertório sobre como o mundo social funciona, é o seu conhecimento social. Então, o que que entra aqui? Saber que não se fala igual com o professor e com o amigo. A maneira que a gente fala com autoridade é diferente da maneira que a gente fala com amigo. Entender o que que é íntimo e aquilo que é público. Ou seja, tem coisas que não dá pra gente falar no meio de um restaurante com todo mundo escutando, Né? né? Tem
coisas que a gente fala dentro de casa, por exemplo, né? Perceber o que que é apropriado dizer em cada contexto específico e compreender regras implícitas da convivência. Quer ver um exemplo? Eh, tem algumas famílias que eu já atendi, eh, que elas falam assim, eh, eu já vi uma uma mãe falando assim para mim: "Olha, Sara, você vai fazer a avaliação do meu filho e tal". Às vezes, de vez em quando, pode ser que ele solte um palavrão, porque a gente Tem um combinado em casa, né? Eh, como a gente solta, né, a gente fala palavão,
eu, pai dele, enfim, etc. Eh, o nosso combinado é o seguinte, que ele só não pode falar em na escola. Então, na escola ele não pode. Então, em vez eh a gente até fez esse combinado, né, e meu marido, a gente até depois pensou, nossa, podia ter estendido para outros ambientes públicos, mas o combinado foi a escola. Então, às vezes ele solta o palavrão, mas na escola ele não fala, tá Beleza? Tá tirando aí o mérito, se isso é certo, errado, enfim. Tá gente, tirando isso, isso é um exemplo de conhecimento social. Se a criança
não usa palavrão, não fala palavrão na escola, então ela sabe qual o contexto que ela pode o que ela não pode falar, orientada pelos pais, né? Então é, às vezes ela solta um palavrão fora ali de escola, enfim, né? Tá dentro do que tá combinado com os pais, ela entende o contexto, tá? Então essa que é a ideia, Tá bom? É o conhecimento social. Um exemplo clínico aqui, um adolescente fala em voz alta sobre um assunto extremamente íntimo no meio de uma sala de aula, sem perceber inadequação, tá? Então ela não tá delirando nada disso,
mas ela pode ter um problema de conhecimento social, tá? Então, eh, tem gente que percebe o outro, consegue se relacionar, mas não entende as regras implíças do jogo social. Aí, esse é um problema de conhecimento social. E por último, que é o sistema cinco, a gente tem o sistema de mentalização, tá? O que que é isso, né? É conseguir pensar sobre a mente, né? Então, sobre a própria mente ou a mente do outro, compreender o que que o outro pensa, o que ele sente, o que ele deseja, o que ele acredita e interpreta de forma
diferente, entender que ele faz tudo isso de forma diferente de mim, tá? Então, eh, um exemplo que tá aqui, ó, eh, no slide aqui para nós, tá lá o a Moça que parece que tá triste e tal, etc. E tá lá o rapaz tentando entender, né, assim, primeiro inferindo que ela tá triste, ele consegue ter ali a pista social e reconhecer esse processo, né? Enfim, mas ele tá pensando assim: "Nossa, eh, por que que ela tá triste, né? Aconteceu alguma coisa, tem uma coisa de relacionamento que é muito comum entre homem e mulher, não é?
que todo casal é assim, não tá? Eh, mas às vezes nós mulheres a gente tem uma Tendência de ficar chateado com alguma coisa e de emburrar, vou usar esse termo. Em vez a gente falar: "Olha, não gostei do que você fez por causa disso, disso, disso e disso". A gente às vezes se fecha e aí o coitado do homem, nesse exemplo, coitado, tá? Eh, que que ele acaba fazendo, né? Ele acaba tendo que se virar, né? Do tipo, o que que tá acontecendo? A pessoa entende que a gente tá chateada em alguma coisa, começa a
falar: "Ah, você tá chateado Por isso, você tá chateado por aquilo". e começa a adivinhar porque a gente não fala. Então isso seria um exemplo, né, do que o homem vem fazendo de mentalização. Ele reconhece que há um problema e ele começa a tentar fazer inferências. Existem outros exemplos melhores, né? Então vamos, por exemplo, uma criança que vê um boneco, ã, né, ser guardado ali numa caixa, tá? Um boneco de brinquedo ser guardado numa caixa, né? Aí depois que esse eh que essa Criança não, né? Que outra pessoa, né? A criança vê uma outra pessoa
guardando esse boneco. Depois que essa pessoa que guardou o boneco sai, essa criança vai lá buscar aonde que tá esse boneco. Se essa outra pessoa mudar de lugar, ela não vai encontrar, porque ela só conseguiu ver naquele momento que aquela pessoa tava guardando em determinada coisa. Então, se ela guardou na gaveta um, ela vai procurar na gaveta um. Se por acaso a outra pessoa foi lá e Escondeu na gaveta três, ela não vai conseguir achar porque ela não percebeu. São tarefinhas, inclusive esse exemplo que eu tô dando de teoria da mente, né? Eh, que tá
dentro do que a gente chama de mentalização, tá aqui dentro, né? Então, entender uma crença falsa, né? Que o outro pode acreditar em algo que não é verdade, inferir uma intenção, um desejo, perceber que o outro quer, que que o outro pretende com determinada ação, né? captar uma ironia e uma dupla Intenção e além do sentido literal daquela fala, prever uma reação emocional ali, antecipar como o outro vai se sentir do tipo, nossa, eu preciso falar uma coisa pro meu filho, mas eu acho que ele vai chatear bastante com isso, né? Não é só porque
eu conheço meu filho, porque talvez aquele contexto, aquela fala que eu tenho que falar com ele, não é uma fala que é legal, sei lá, temos que mudar de casa, né? Temos que mudar de estado. Meu Deus, né? ele não Vai gostar. Por quê? Porque ele gosta muito dos amigos dele, né? Com certeza uma mudança não vai ser uma coisa muito legal. Então essa capacidade que a gente tem de inferir uma reação, de prever uma reação emocional, isso a gente chama de mentalização, que daí é o sistema obviamente mais complexo ali, eh, que a gente
tem em si, né? Eh, porque justamente envolve compreender o que o outro pensa, inferir, né? Eh, o que o outro pode estar pensando, o que ele Está sentindo. Lembra sempre dessa imagem aqui no exemplo do slide que vai ficar mais fácil da gente entender. É o sistema mais complexo. Como eu havia falado para vocês, os três primeiros sistemas, né, que é o sistema do perceber, responder, compartilhar e vincular, enfim, são sistemas mais considerados mais básicos, tá? a gente vai falar da relação deles aqui. E os últimos dois sistemas, dois sistemas que são sistemas de entender
regras, Sistemas de mentalização, aí são sistemas que a gente chama de o quê? De mais complexos em si, tá? Então esses são sistemas que exigem um pouco mais eh da gente. Então aqui nesse eh slide que eu estou mostrando para vocês, nesse esquema, tá falando: "Olha, eh primeira coisa que acontece, eu percebo, né? Eu percebo ali as emoções, é, de uma outra pessoa, eu percebo a proximidade dela, a tonalidade de voz. Então, é a percepção social inicial. Aí, percebendo a Tonalidade de voz, a maneira como ela tá falando, eu posso reagir, ou seja, eu respondo
e compartilho ali as minhas experiências. Se eu percebo que alguém está sorrindo, eu posso fazer o quê? Sorri de volta. Estou compartilhando, respondendo essa interação, né? Aí tem a questão de vincular. Eu posso desejar estar interagindo com aquela pessoa, eu gostar e ter prazer de estar ali na interação com outras pessoas, né? Aí eu preciso entender as regras sociais, Inclusive para ser interação dar certo, porque senão não vai dar certo. Eu tenho que entender, eu tenho que ter um conhecimento social contextual ali dentro daquele contexto e a mentalização vai me ajudar, né? Então, a mentalização
vai me ajudar o quê? Eu vou fazer inferência sobre os estados mentais daquela pessoa e como que eu posso falar, se eu posso ou não falar determinada coisa, se ela vai ficar chateada ou não com aquilo que eu estou Eh pontuando, com aquilo que eu estou falando, né? Então, eu posso estar conversando, a gente tá interagindo bem e eu perceber hã ah, sei lá, uma coisa simples, que a boca dela tá suja de comida. E aí você interage um pouco com a pessoa e você vai olhando e pensando assim: "Nossa, será que eu falar que
tá suja aqui? Ela vai ficar chateada, acabei de conhecer ela ou não? você começa o processo de mentalização, tá? Então, eh, se a falha nesses cinco Sistemas ela acontece muito cedo, nesses primeiros sistemas, perceber, responder, compartilhar, obviamente vai repercutir nos sistemas seguintes e aí o problema vai ser o quê? Enorme. Então, quer dizer, o quê? Existem transtornos mentais que a falha começa no perceber, no responder, no compartilhar. Tem outros transtornos mentais que, na verdade, começa lá não entender as regras e mentalizar. Aqueles transtornos mentais que o problema começa no início, Já começa na parte da
percepção, o prejuízo vai ser maior porque vai alterar todos os outros sistemas, tá? Então a dificuldade social nesse sentido, gente, é vista como se fosse só a ponta de um arciberg. É só aquilo que você tá vendo. Ah, fulano tem dificuldade eh de interação social. OK, tá. Mas que que é isso? Dificuldade de interação social pode ser tanta coisa. É só o bag, é só a pontinha do que você tá vendo. O que o que está embaixo ali na Água que você não consegue enxergar direito é hum essa dificuldade é porque ela tem dificuldade de
percepção, de responder e compartilhar por causa de vinculação. É porque ela não entende de regra, por causa de mentalização. Por quê? Entende? Falar que é dificuldade de interação social não precisa de uma avaliação e não precisa de profissional nenhum para falar isso. Todo mundo fala, mas eu quero entender o que tá por Baixo, né? Que a gente não tá conseguindo ver do do iceb, né? Qual que é a arquitetura interna dessa dificuldade? É isso que a gente precisa, tá? E para fechar essa parte inicial sobre o conceito de cognição social, pra gente já ir aplicando
nos nos transtornos, eh vamos falar de um caso integrativo aqui, tá? eh, só pra gente poder eh aplicar esses conceitos, tá? Então, eh, o caso fictício, tá? Pedro, 11 anos de idade, Desde pequeno eh ele é relatado como se ele vive no mundo da lua. Na escola ele não entende ironias, pouca leitura do clima social, conversa longamente sobre temas de interesse, interrompe sem perceber, quer se aproximar, mas de forma pouco ajustada e não compartilha espontaneamente experiências do dia. Claro que é só um trecho pequenininho do que é o quadro do Pedro, né? Mas nesse trecho
a gente já pode pensar através do modelo que a gente tá usando, o modelo Integrativo, que é o quê? Se a gente for olhar a percepção social dele, né? possivelmente tá alterada, né? Porque ele não ele não percebe pistas que são sutis, né? Se a gente for olhar o processo dele de eh de comportamento e experiência, pode haver baixo compartilhamento de experiências. Quando a gente vai pro conhecimento social, há uma dificuldade clara, eh, em regras mais implícitas, porque a gente tá falando, né, que ele tem ali uma pouca Eh leitura ali do clima social, enfim,
né, eh interrompe sem perceber e assim por diante. Na questão da filiação, eh, não parece que tá alterada, porque ele quer interagir, né? Então, ele ele conversa longamente sobre um tema de interesse, ele quer se aproximar, mas ele faz de uma forma desajustada. Então, a afiliação, no caso dele, estaria o quê? OK. porque ele quer interagir. Em termos de mentalização, a gente também poderia inferir que há uma dificuldade, Né? Porque ele tem dificuldade de inferir, intenção, estado mental. Então, ou seja, se a gente for pegar o modelo do caso integrativo aqui, no caso do Pedro,
a gente falaria que a única componente que não estaria a priori alterado seria o componente do quê? Da afiliação, tá? Eh, todo o restante, sim. Então, em vez de falar que o Pedo tem dificuldade social, o modelo permite a gente dizer, Pedo apresenta prejuízo em múltiplos sistemas da cognição social, Com destaque pro conhecimento social e mentalização, que parecem ser os dois sistemas mais prejudicados, tá? E aí vamos aplicar esse conceito de cognição social aos diversos transtornos ah que a gente pode estar falando aqui, tá? Eu quero começar com transtorno de espectro autista porque a gente
começou a aula com transtorno de espectro autista, tá? Mas a gente vai falar eh de outros quadros eh também nesse sentido, tá? Então vamos lá. Eh no autismo, a Dimensão social costuma est alterada de forma primária, não simplesmente como a consequência de um outro problema, né? Então isso é importante, a gente vai falar dos sistemas, né? Então esse essa alteração social faz parte do próprio desenho do desenvolvimento ali eh de pessoas dentro do transtorno de espectro autista. Então, no transtorno do espectro autista, a dificuldade social não costuma ser só uma consequência de uma Outra coisa.
Por exemplo, ai tem um prejuízo na parte social porque ele é meio desatento. Não, tá? Ela faz parte do que a gente fala de arquitetura do transtorno. Então, vamos ver como que acontece eh as alterações no transtorno de espectro autista. No transtorno de espectro autista, tá? Elas podem aparecer dificuldades em priorizar os estímulos sensoriais, acompanhar o olhar, reconhecer pistas faciais e vocais e perceber o valor social de Certos sinais. E em crianças pequenas é evidente essas alterações de percepção social logo no primeiro sistema, né? Então esse primeiro sistema de percepção social costuma estar alterado. A
gente não pode falar que todo paciente com transtorno de espectro autista tem alteração de percepção social. Por que que eu não posso falar que tem? Porque muitos desses pacientes, principalmente pacientes ali com do que a gente chamava mais antigamente até de nível um, né, Que ou seja, que que precisa de pouco, né, eh, auxílio ali, pouco apoio, eh, são pacientes que têm ali uma inteligência preservada, que respondem bem, por exemplo, a uma determinada intervenção que você faz. Então, esses pacientes eles podem muito bem ser reabilitados eh não apresentarem ali no futuro alterações de percepção social.
E aí às vezes você pega um paciente que já fez várias intervenções, né? Um paciente mais velho ali, como eu disse, nível um, E que não tem alteração de percepção social. Aí você fala: "Ah, não pode ser transtorno do espectro autista". Pode, tá? eh porque ele já passou por uma determinada intervenção, tem uma inteligência preservada, respondeu bem essa intervenção, mas caso não tem essa inteligência preservada, caso não eh tenha feito intervenções e quanto mais novo for, maior a probabilidade de ter alteração de percepção social. Um exemplo aqui, né? Uma criança de 2 anos De idade
que não acompanha o apontar da mãe, não olha para onde o adulto olha, parece mais interessado em objetos do que em rosto em si e não responde prontamente ao nome, né? Antes da gente pensar que é uma característica de personalidade dessa criança, né, a gente precisa entender se há uma alteração ou não ali da percepção social dela, tá? Um outro exemplo, outra criança de de agora de 8 anos de idade que olha pro rosto, mas não percebe quando a expressão do Outro mudou, né? Eh, então ela não nota que alguém ficou irritado ou que ficou
entediado. Também é alteração de percepção social, tá? Então, no transtorno de espectro autista, a pessoa ela pode até ver o outro, mas nem sempre ela lê o outro da mesma forma que uma pessoa com desenvolvimento típico esperaria, tá? Então é uma dificuldade que pode e costuma estar alterado, é de percepção social. E aí vamos lá, se a percepção social tá alterada, os outros Sistemas também vão o quê? Tá alterados, né? Quando a gente fala de comportamento e experiência, né? no transtorno de espectro autista, uma menor resposta ao nome, o menor compartilhamento de atenção e uma
menor coordenação eh espontânea. Então, é aquela pessoa que tem dificuldade no compartilhamento e na sintonização ali da experiência. Exemplo de uma criança, a mãe aponta para um avião no céu e diz: "Olha, legal!" E a criança não acompanha o gesto e não Compartilha aquele momento. Então, não é só uma questão de percepção visual. tá enxergando, né? Então, enfim, mas é uma questão de falha na experiência que é o quê? Compartilhada. Um outro exemplo de uma outra criança, um menino que vê o colega cair, não consola, não reage de forma coerente com a cena, não pergunta
se tá tudo bem com o colega, como se aquilo não produzisse uma mobilização afetiva recíproca importante, apesar dele sentir, né, que é um colega que ele Gosta, enfim, mas ele não consegue dar, né, compartilhar aquela experiência ali com o colega, tá? Então, perceber o outro não é a mesma coisa de entrar em sintonia com outra pessoa, tá? A afiliação no transtorno de espectro autista, tá? Nem toda pessoa autista apresenta a mesma forma de afiliação. Aqui é o primeiro ponto de cuidado. A gente vai encontrar pacientes dentro do transtorno do espectro autista que querem muito compartilhar
a experiência, Que querem muito estar próximos, né, de outras pessoas, como a gente encontra pacientes dentro do transtorno de espectro autista que t muita dificuldade, não querem. Então a gente vai ter quadros de afiliação preservada, né, que muitas vezes a gente escuta no consultório. Eu queria muito ter amigos, mas eu nunca sei como entrar numa conversa. Então existe o dever o o desejo de vínculo. O problema tá em como esse vínculo eh é socialmente Construído. Então a afiliação, nesse caso, ela tá o quê? Preservada. Existe alteração, né? pacientes que têm afiliação comprometida, ou seja, não
demonstra vontade de participar dos grupos, não sente falta, né, da interação, parece pouco mobilizado pelo pertencimento. Então, ou seja, não existe uma regra de que pacientes dentro do transtorno de espectro autista vão ter um prejuízo ou não de afiliação, tá? Então a gente precisa entender que a Motivação social pode estar alterada aí ou não. Sobre o conhecimento social no transtorno de espectro autista. Aqui a gente tá falando de regras sociais, convenções, adequação ao contexto, scriptos sociais, o que é esperado em cada situação, compreensão ali do implícito. Nem pacientes, nos pacientes dentro do transtorno de espectro
autista costuma está alterado o conhecimento social, tá? Até mesmo porque o conhecimento social ele já é um sistema Um pouco eh mais complexo, né? E aí já é um dos últimos sistemas ã um sistema que a gente chama mais analítico. E aí ele costuma até mesmo estar alterado per falha dos sistemas anteriores que a gente tem como de percepção social. Então o exemplo um menino entra numa festa e começa a falar por 20 minutos sobre um assunto extremamente específico, sem perceber que ninguém acompanha mais a conversa. Aqui o problema não é só um interesse restrito,
Que é o o sintoma que a gente tá falando, mas também pode haver dificuldade em ajustar o discurso ao intelector, perceber a mudança de contexto, sustentar a pragmática da interação. E o outro exemplo é um adolescente que responde de forma excessivamente literal e franca a uma situação social delicada e não entende porque os outros eh se incomodaram com aquilo. Então, o problema pode estar na regra social implícita que ela não Consegue compreender no contexto, na adequação pragmática. e na leitura daquilo que não foi não dito. Então, o conhecimento social no transtorno de espectro autista costuma
estar alterado. Da mesma forma que o último sistema, que é o mais complexo, que é a mentalização no transtorno de espectro autista, também costuma tá alterado. Então, crianças autistas costumam apresentar grande dificuldade em tarefas implícitas de teoria da mente. Mesmoadultos com bom Desempenho formal podem manter dificuldades em mentalização espontânea, automática e em tempo real, tá? Então, geralmente a gente escuta do adulto. Eu eu consigo entender as pessoas quando eu penso muito, né? O problema é fazer isso toda hora porque tá me cansando. Quer dizer, mesmo num adulto eh existe uma dificuldade no processo de mentalização.
Talvez esse adulto até consiga, mas ele consegue com quê? com muito esforço, tá? E não é uma mentalização que a gente Chama de espontânea, ou seja, fluida no tempo real e que não tem uma dificuldade nesse sentido, tá? Não é. É uma mentalização mais lenta, mais pesada, que cansa mais do sujeito, tá? Então a gente costuma ter alteração de mentalização quando a gente tá pensando ã no transtorno do espectro autista, tá? Então é é um quadro que a gente costuma est alterado, tá bom? Então, o que que a gente precisa eh pensar? O transtorno de
espectro autista é um transtorno do Neurodenvolvimento, então ele começa na infância, então ele tem que ser pensado numa perspectiva de desenvolvimento, tá? Então, num desenvolvimento típico, várias habilidades sociais surgem progressivamente. Agora, quando a gente fala do transtorno do espectro autista, esse percurso ele se organiza de uma forma diferente desde cedo, né? Então, no fim ali do primeiro ano de vida, né, a gente começa a perceber numa criança alguns sinais de orientação social Atípica, né, que começam a ficar mais nítidos, como, por exemplo, a dificuldade de manutenção do contato ocular. Quando a gente tá falando de
bebês, por exemplo, a gente não faz diagnóstico numa criança de 3, 4, 5 meses. Mas em bebês, gente, eh, quando o bebê nasce, ele enxerga 30 cm de distância, né? 30 cm é, gente, a distância ideal entre o olhar da mãe e o bebê que está sendo aqui amamentado. Seja ele amamentado no seio ou na Mamadeira, não importa. Você vai colocar o bebê aqui, ó, e essa distância entre o olhar, né, e próximo aqui ao seio é de 30 cm. É o que ele enxerga. É perfeito isso. E aí a mãe no início com o
bebezinho ali recém-nascido, ela vai tá amamentando o bebê, acariciando, conversando com ele. Isso é uma estimulação social extremamente importante, inclusive, né? E aí o bebezinho de um mês de vida, ele vai ter muita dificuldade inclusive de Permanecer com o olho aberto. Gente, eles dormem 17 horas, né, por dia, eles dormem bastante, OK? Mas vai passando um mês e meio, dois meses, esse bebê ele começa a fixar o olhar na mãe. Então ele tá mamando e ele tá olhando. O meu bebê, o Caio, o mais novo, ele nasceu dia 31 de janeiro. Então o Caio eh
não tem dois meses de vida, né? E hoje eu estava amamentando ele, conversando com ele e ele olhando. E aí esse bebê ele vai começar a fazer mais isso, que é o quê? Olhar, manter o contato ocular quando você está amamentando e ele vai começar a fazer o quê? dá o sorriso social, todas esses aspectos do desenvolvimento que a gente estuda. Então, um bebezinho dentro do transtorno do espectro autista tem muita dificuldade nessas características já de manter o contato com a mãe quando tá amamentando. Muitas mães falam assim pra gente: "Nossa, eh, parece que a
amamentação, no meu caso, era assim, era só porque ele queria Mamar mesmo, não porque ele queria ter um contato mais afetivo comigo, porque a mãe sente que era mais ou menos isso, porque o bebê não olha, o bebê não sorri, o bebê não interage, né? Então ela começa a perceber que tem algo ali. Então no final do primeiro ano já temos algumas características que é muito difícil a gente fechar um diagnóstico, mas no final do segundo ano fica muito mais claro, tá? Então, com mês e meio, com um ano e meio, na verdade, 18 meses,
A gente já pode dar ali levantar uma suspeita de transtorno de espectro autista, porque a gente tem claramente ali algumas características, né? Então, com dois anos, a gente consegue ver alterações claras de atenção compartilhada, resposta ao olhar e movimento biológico. Na fase pré-escolar, a gente percebe dificuldades em brincadeiras recíprocas, comunicação social, flexibilidade na fase escolar, prejuízo em teoria da Mente, conhecimento social e pragmática tornam-se mais evidentes. É claro que eu não consigo detalhar cada um desses casos aqui, gente. A gente não tem tempo. Psicopatologia é algo mais complexo, exige o tempo da gente, tá? Mas
o fato é que se a gente entende de cognição social e se a gente entende quando cada uma dessas fases ela se desenvolve, você consegue perceber o que tá dentro do esperado daquilo que não tá dentro do esperado, né? Então a a Dificuldade social do transtorno do espectro autista, gente, costuma ser uma história de desenvolvimento e não uma ruptura abrupta, que é onde eu quero chegar, porque isso faz parte do diagnóstico diferencial. Uma dificuldade social no transtorno de espectro autista é uma história de desenvolvimento dessa dificuldade. Quer dizer, o quê? Ele tá chegando para você
no consultório com 18 anos. Não é que essa dificuldade social começou hoje. Não é que essa dificuldade Social começou ontem, começou lá, ó, na fase de bebê. É uma história de desenvolvimento, não é uma ruptura. Isso é muito importante porque ajuda a gente em diagnósticos diferenciais, como fobia social. Então a gente precisa entender transtorno de espectro autista. Você precisa olhar a história do sujeito no desenvolvimento e não como a ruptura. E aí de novo, nem toda a dificuldade social é transtorno de espectro autista. Existem outros Transtornos que também apresentam essa dificuldade, né? E aí a
gente precisa olhar que que assim e a gente não vai achar que, nossa, só a pessoa usan de espectro autista tem problemas, portanto, nesse sistema de cognição social. Não, gente, outros quadros também tem e a gente precisa entender o porquê. Vamos dar um exemplo. TDAH, transtorno do défic de atenção e hiperatividade. Eh, a criança que tem TDAH, ela Interrompe, ela perde pista social, ela briga com com os colegas, mas ela quer brincar, ela entende regra social, ela percebe ironia. O problema maior dela tá na tensão dela e na inibição, na capacidade que ela tem de
inibir. Como muitas vezes ela tá desatenta, ela não percebe uma pista social. Não porque ela não consiga perceber essa essa pista social, mas porque ela não prestou atenção. Muitas vezes ela entende a regra social, Ela compreende que, sei lá, numa missa, num dentro de uma missa, numa instituição religiosa, num culto, você não pode ficar conversando enquanto o pastor ou o padre tá falando. Ela entende a regra social, mas ela não consegue o quê? se conter impulsividade e daí ela começa a falar e aí o padre, pastor, sei lá, chama atenção dela, a mãe o pai
chama atenção. Então ela tem a dificuldade social, mas por um outro motivo muito diferente de uma pessoa Dentro do transtorno de espectro autista. Pessoas com transtorno de linguagem, né, podem parecer socialmente esquisitas, não sustenta uma boa conversa, falha na parte pragmática da linguagem, mas é porque a linguagem tá alterada e não porque ela tem uma falha na cognição social. Pessoas com ansiedade social evita contato, fala pouco, parece estranho, mas a pergunta não é, será que ele entende o aspecto social ou ele tem Dificuldade? Ele teme ser avaliado? Pessoas com ansiedade social, elas têm dificuldade de
se comportar socialmente porque elas têm medo da avaliação do outro. Então, ela não apresenta um trabalho da faculdade lá na frente porque ela tem medo que os colegas fiquem rindo, fazendo gracinha dela, né? Então, existe uma dificuldade social, mas por um outro motivo, porque é um medo do julgamento do outro. Esquizofrenia Também, tá? Então, e aí a gente vai entender a esquizofrenia, porque eu acho que a esquizofrenia é um é um aspecto muito importante, inclusive, da gente fazer essa compreensão, né? Na esquizofrenia, gente, a gente também tem alteração de cognição social. Então, ou seja, não
é exclusivo do transtorno do espectro autista a gente ter essa alteração. Muito pelo contrário, tá? pessoas com esquizofrenia também tem. E aí uma questão importante, eh, que eu Acho da gente falar é que a cognição social é um dos principais preditores de funcionalidade e prognóstico na esquizofrenia. Então, não é um detalhe periférico saber sobre a cognição social de um paciente esquizofrênico. É algo central você entender isso, porque isso tá associado à funcionalidade, isso associado a prognóstico. Se é um prognóstico mais favorável reservado, ou seja, se é um prognóstico que eu vou esperar, vou ter Uma
expectativa legal de desenvolvimento dele, ou é mais reservado. Eu acredito que pode ser uma coisa que não seja tão legal assim. Então, não é um detalhe entender de cognição social na esquizofrenia, é algo importante. E o que que diferencia a, né, na um paciente esquizofrênico de um paciente do transtorno do espectro autista nesse quesito. No transtorno do espectro autista, a pergunta principal que a gente faz é Como esse sujeito se desenvolveu socialmente desde cedo, lembra? Porque eu tenho que entender o paciente ao longo do desenvolvimento. Transtorno de espectro autista é um transtorno do neodenvolvimento, aparece
na infância, certo? Então aqui a gente fala de alteração primária do paciente, sistemas primários, alteração de pista social, de compartilhamento de experiência. Isso tudo no transforme de aspecto autista a gente tem presente desde o início do Desenvolvimento. Na esquizofrenia, a pergunta não é como esse sujeito se desenvolveu socialmente desde cedo? Isso é pergunta do transtorno de espectro autista. Na esquizofrenia a pergunta é: houve ruptura? Houve um desenvolvimento típico? Em algum momento houve uma quebra? E aí começaram a aparecer os sinais e sintomas, como os clássicos, delírio, alucinação, Entende? Então aqui eh a gente não fala
de um desenvolvimento desde o início, assim, mesmo em pacientes com esquizofrenia na infância. Esquizofrenia pode aparecer na infância, tá gente? Mas mesmo na infância a gente fala de uma ruptura, porque quando aparece na infância você fala de aparecimento com 4, 5 anos de idade, mas até lá o desenvolvimento provavelmente dentro do esperado, entende? Então aqui a leitura daquela pessoa, o aspecto social da Pessoa ficou estranho eh em algum momento. Então a assim mesmo a esquizofrenia com início na infância, ela costuma surgir após um desenvolvimento normal ou quase normal, ou seja, estava desenvolvendo bem, em algum
momento o problema aconteceu. É isso que significa ruptura. Então ela tá lá com com 4 5 anos de idade, com desenvolvimento adequado de atenção compartilhada, pista social, compartilhando regra social, tudo OK. E Ali com 4 anos começa os sinais e sintomas da esquizofrenia, aí começa o problema social. Então houve uma ruptura, o desenvolvimento tava OK e aquilo dali quebrou. A percepção social na esquizofrenia. Há prejuízo um reconhecimento de expressões faciais e pistas vocais ligadas à disfunções de regiões límbicas e frontais frontais aqui na frente, levando a distorções da percepção e interpretação de rostos neutros e
aversivos. Um exemplo disso é Um paciente que vê um rosto neutro de um colega e interpreta como se fosse uma ameaça, né? Nossa, ela me odeia, dá para ver no jeito que ela olha para mim. Então essa percepção social tá alterada, principalmente pacientes, né, que t esquizofrenia paranoide, né, que tem os delírios paranoides de alguma forma, né? Eh, então aí a gente fala, né, que eh a pessoa ela enxerga, mas ela interpretou de uma forma o quê? Envieszada. Isso é uma alteração de percepção social, tá? Então, o rosto neutro ali, ela acaba interpretando como hostil.
E aí uma diferença crucial com o paciente dentro do transtorno de espectro autista, né? é que no transtorno de espectro autista muitas vezes falta uma leitura social fina. Na esquizofrenia existe essa leitura, mas ela pode ser distorcida, enviezada e persecutória de acordo com o delírio e alucinação que o paciente tem. Então o delírio e a alucinação tão na frente na esquizofrenia, que acabam Alterando a percepção social do sujeito. Então o motivo que ele altera é porque ele tem delírios persecutórios. Ele acredita que as pessoas estão conspirando contra ele, estão falando mal dele, né, de alguma
forma. E aí acaba que a visão dele eh fica alterada. Ele acha que as pessoas estão coxixando, falando sobre ele, que é que o fulano tá fazendo caras e bocas, olhando para mim de uma forma distorcida, né? Então aí a percepção social é distorcida de forma Secundária, porque tem alguma coisa ali na frente, né? Tem uma alteração de delírio, né? Eh, tem algo nesse sentido. A mentalização na esquizofrenia, tá? Eh, é um déficit que é complexo, tá? Então, não existem só défic simples na esquizofrenia, como de percepção social, tá? Eh, pode existir na esquizofrenia alteração
de mentalização e essa alteração pode ser para um défic, né, para uma interpretação escassa de mentalização, mas pode ser para uma Interpretação excessiva. Vamos entender isso. Que que é uma interpretação escassa, né? ele deixa passar estímulos sociais relevantes e ele tende a associar mais aos sintomas negativos à esquizofrenia, que é o quê? Eh, avolia, eh, a nedonia, falta sentir prazer nas coisas que sentia antes, embotamento afetivo, socialização mais baixa. Então, se deve mais esses sintomas negativos. E a interpretação excessiva é que muitas vezes ele supervaloriza estímulos que São neutros, né? E aí isso tende a
associar mais os sintomas considerados positivos, principalmente os persecutórios. Sintomas positivos, gente, é alucinação, delírio. Até cabe aqui uma, eu vou até explicar isso, não é muito foco da nossa aula, tá? Eu vou explicar mais rápido, mas o que que é esse negócio de positivo e negativo? Eh, positivo, a gente não quer dizer: "Nossa, que legal, eu quero muito ter uma alucinação". Não, não é isso, tá? positivo quer dizer que acrescentou a vida psíquica. Então, o sujeito ele tinha um conjunto de crenças e aí quando ele começou com os delírios, aumentou esse conjunto de crenças. Então,
ele tinha uma quantidade X de crenças e com os delírios isso acrescentou a vida dele, né? Então, por isso que a gente chama de sintoma positivo. Cresceu o conjunto de crenças patológicas, né? Mas cresceu, teve delírios. O sujeito tinha uma percepção Dentro do esperado e agora ele tá tendo alucinações. Ele tá vendo coisas que ele não que ele não tava que ess outras pessoas não vêm. Ele tá escutando coisas que as outras pessoas não escutam. Então, acrescentou-se a vida psíquica dele, né, as alucinações. Por isso você chama de sintomas positivos. Então, o sintoma positivo não
é porque é legal, é porque acrescentou a vida do sujeito, né? Aumentou a quantidade de percepção dele, tá? E sintomas negativos é porque Tem perda, tá? A Nedonia, por exemplo, é um sintoma negativo. Então ele sentia prazer em coisas do tipo, ah, passear com os cachorrinhos, eh, ir ao shopping, fazer compra, ã, assistir um filme, comer um doce e tal. Agora tem perda de prazer nas coisas que ele sentia antes. A nedonia, ele está perdendo, tá? Então isso é sintoma negativo. Então na esquizofrenia a gente pode classificar os sintomas como positivos ou como sintomas o
quê? Negativos, tá? Então na Esquizofrenia, a falha de mentalização pode ocorrer tanto por uma falta quanto por um excesso, ligado a sintomas negativos ou positivos. Isso diferencia muito do transtorno do espectro autista, onde se observa classicamente eh a uma dificuldade em ferir estados mentais e pouca espontaneidade em teoria da mente, tá? nesses casos o transtorno do espectro autista. E dentro da esquizofrenia também existe um aspecto que é interessante eh falar Sobre ele, que é o viés de atribuição na esquizofrenia, né? Então, o paciente ele pode atribuir eh negativas, né? Atribuições negativas e o X ação
dos outros, principalmente eh se ele tiver esses delírios mais persecutórios, né? Então, por exemplo, o paciente, ele vê duas pessoas conversando, dois colegas conversando e ele pensa: "Hum, eles pararam de falar porque eh quando eu olhei para eles porque eles estavam falando de mim". Eh, Isso é uma atribuição, é um viés de atribuição, né? Isso é um, é um tipo específico, né? De eh que a gente fala de delírio, que é o delírio autorreferente, é um tipo de delírio persecutório, tá? E que a pessoa faz essa atribuição envieszada. Então, sei lá, ela tá andando na
rua e alguém espirra a Tim, né? E aí ela pensa, tá espirrando para me implicar, tá? Eu tenho certeza que ela tá fazendo isso porque tá querendo me implicar. A pessoa Tá espirrando porque ela é um ser vivo, não porque ela tá fazendo isso para poder implicar com você, entende? Tá? Então eles têm essa viés de atribuição também, essa alteração, tá? Eh, uma hiperinterpretação que eles fazem das coisas, né? saltam para conclusões muito rápidas, uma leitura meio paranoide ali da mente da outra pessoa, tá? Então isso pode acontecer ali quando a gente pensa nesses casos
eh de esquizofrenia. E aí é interessante, gente, a gente eh eh Pensar nisso, porque olha só, tantas alterações ali que a gente que a gente pode pensar na esquizofrenia, né, e que são tão diferentes do transtorno do espectro autista. E como eu disse, a cognição social ela não é um detalhe na esquizofrenia, ela é o primeiro preditor funcional, tá? A cognição social é um dos principais preditores de desfecho funcional na esquizofrenia, se o paciente vai ser mais funcional ou não, tá? Então isso é importante porque Interfere na funcionalidade comunitária, então déficites de percepção social se
ligam à pior funcionalidade dentro ali da comunidade, né? E a teoria da mente prediz comportamentos pró-sociais, habilidades sociais e funcionalidade interpessoal. Então, se ela tem uma habilidade de teoria da mente mais preservada, isso vai ajudar ela no contexto, né? Se ela tem ah mais prejudicada, obviamente isso vai prejudicar a funcionalidade dela Comunitária. Então, eh entender sobre cognição social eh não é um detalhe apenas quando a gente fala eh dentro da esquizofrenia, tá? Então, resumindo, transforme de espectro autista, alteração social desde cedo, dificuldade em teoria da mente ao longo do desenvolvimento, menor compartilhamento espontâneo, interesses restritos
e repetitivos, ausência de psicose como eixo principal, psicose, alucinação e delírio. Já na esquizofrenia, Desenvolvimento anterior melhor ou quase normal, antes da ruptura, ruptura, deteriorização, desorganização, sintomas positivos e negativos, viaés de atribuição, leitura persecutória, hipermentalização e cognição social se altera de uma forma mais progressiva, tá? Então, a gente precisa pensar nesses quadros de diferenciação, eh, porque vai fazer com que a gente consiga, eh, dizer, né, se um quadro é tão diferente do outro ou não. Um outro quadro que eu Quero falar com vocês é o quadro de TDAH, como é a cognição eh social no
quadro de TDH. Por quê, gente? Porque esse diagnóstico, transtorno de espectro autista e TDAH são dois quadros que confundem bastante, tá? Então o Thiago Figueiredo ele coloca que dificuldade de interação social estão entre os disfechos adversos mais frequentes no TDAH. Tanto desatenção quanto a hiperatividade, a impulsividade eh predisseram pior desempenho ã social, ou Seja, estão relacionados a um pior desempenho social. Esses outros autores em 2022 colocam que crianças com TDAH apresentam mais dificuldades pragmáticas do que seus pares típicos, especialmente em início inadequado de conversa, né? Eh, assim, eh, imagina uma criança com TDAH mais impulsiva.
Então, eh, ela tá, você tá falando para ela uma instrução de um teste, eu que trabalho com avaliação, isso acontece Todo dia, né? Então, você tá dando instrução de um teste pra criança e aí que que acontece? ela te interrompe, ela nem espera você terminar de falar aquilo dali e ela já fala: "Ah, eu já sei, tia, já tô fazendo tal, não sei o quê", etc, né? Ou seja, eh, uní inadequado ali daquela conversa, né? E ela tá pressupondo que a gente vai falar, falar: "Eu já sei ti". E muitas vezes não sabe, né? Um
discurso social muitas vezes alterado e a coerência narrativa Também alterada, né? Então, essas dificuldades elas parecem ser desproporcionais à linguagem estrutural, né? a criança pode não ter prejuízo global da linguagem, mas ainda assim apresentar problemas pragmáticos que sejam relevantes. Por isso que é importante a gente aplicar esse modelo que a gente tá estudando também nesses quadros eh de pacientes com TDAH. Então vamos lá, tá? Então, aplicando o modelo de cognição social, que alterações que Pacientes com TDH apresentam? Na percepção social, ele perde pista, não por um déficit primário de leitura social, mas por desatenção. Não
está prestando atenção, tá? Quando se reorganiza, consegue entender ali o que aconteceu. Então, ele pode perder uma pista social porque ele não tá prestando atenção. Então, num exemplo que eu dei de que eu falei para vocês que eu não gosto, que a pessoa fica me cutucando, sabe, tipo assim, etc., né? Eh, e aí eu, como eu não gosto de falar, eu dou aquela olhadinha e tal, eh, a pessoa poderia não perceber essa olhada, não porque ela tem um problema, né, da pista ali social, mas porque ela não tava prestando atenção, tá? Então, no caso do
CDH, isso acontece sobre o conhecimento social. A criança muitas vezes sabe a regra, mas ela não consegue aplicar eh com consistência, né? No transtorno de espectro autista, às vezes o problema é entender a regra implícita. No TDAH não. Às vezes ela não consegue aplicar porque ela tá muito agitada, como eu disse, o exemplo da igreja ou do culto ali, da missa, do culto, que ela não consegue ficar parada mesmo sabendo da regra, tá? Na afiliação, muitas crianças com TDAH querem muito brincar e ter amigos. Então não costuma estar alterado ali. O problema não é ausência
de desejo social, é que elas acabam entrando mal nessas interação, nessas interações. Elas brigam mais pela Impulsividade, pela desatenção e não sustentam a resposidade organizada. Em termos de mentalização, pode até entender uma ironia, mas perde a pista por distração, né? ou reage de uma forma impulsiva antes de processar o processo. Então, ou seja, eh, no TDAH muitas vezes o problema não é na cognição social, repercute na cognição social, né? Eh, ele não consegue usar a cognição social com consistência no timing, certo, né? Autorregulado por um problema de Atenção, de impulsividade, de agitação, tá? Então, no
TDH, o problema de cognição social, ele não é primário, tá? Então, eh, como é o caso do transtorno de espectro autista, ele é decorrente dessas alterações de atenção, né, e do funcionamento dela. Então, um quadro. Resumindo, no transtorno de espectro autista, alteração social é mais primária, dificuldades mais em pragmática, teoria da mente, leitura implícita, uma história claramente de Desenvolvimento alterada desde o início, né, interesses restritos e repetitivos. No caso do TDH, a criança ela quer brincar, ela quer se vincular, então a afiliação ela tá preservada, entende muito socialmente, mas falha na execução. Ela perde pistas
por desatenção, ela entra mal por impulsividade e mais dificuldade em negociação e regulação social. Então, no TDAH, muitas vezes a criança sabe, mas ela não consegue executar. ela tem um Problema nessa parte da execução. E um outro aspecto que é importante aqui a gente entender e fazer a diferenciação também são nos casos de transtorno de personalidade e cognição social. Falei para vocês que a gente falaria do transtorno de personalidade, né, eh, narcisista, por exemplo, né? Então, eh, aqui a dificuldade social no transtorno de personalidade, ela costuma estar relacionada a padrões emocionais, a estilo interpessoal e
a forma de Interpretar o outro, né? Não, ou seja, não é da mesma forma, não é o mesmo mecanismo do transtorno do espectro autista, nem da esquizofrenia. Então, se a gente for olhar, por exemplo, pacientes borderline, né, com transtor de personalidade borderline, ele interpreta sinais de abandono com enorme sensibilidade. Borderline, eu sempre gosto de explicar ele assim, transformalidade boderline, o principal, gente, ele é um é um medo por Abandono e a instabilidade emocional. São os dois focos. Você não precisa ficar decorando, tipo, aquela decoreba daqueles critérios diagnósticos do DCM5 TR, pelo amor de Deus, né,
gente? A gente não vai ficar, enfim, decorando aquilo dali. Não precisa decorar, tá? O importante é você gravar dois, duas ou três características dos transtornos, porque aí você consegue compreender. Você tem que entender o núcleo principal do transtorno de personalidade. No Borderline, o núcleo o núcleo principal é o quê? Medo de abandono e instabilidade emocional. Por isso que ele chama borderline. Ele está no limite, na borda, né? Borderline, instabilidade emocional, tá? Então, esses pacientes borderline, eles interpretam sinais de abandono com enorme sensibilidade. Então, ele oscila muito entre a idealização da pessoa e a desvalorização da
pessoa. Eu amo o João. Aí eu odeio o João. Nossa, o João é a Melhor coisa que aconteceu na minha vida. Nossa, aquele trae, eu odeio esse homem, né? Então, idealiza demais ou desvaloriza demais, né? E a mentalização, ela pode colapsar em estados de alta ativação emocional. Ou seja, a pessoa imagina uma situação assim que ela ela interpretou um sinal como se fosse de abandono, tá? Ela ela tem uma melhor amiga, aí ela chega no shopping para encontrar com essa amiga e essa amiga tá conversando com outra Pessoa. Como eles são muito sensíveis a qualquer
sinal de abandono, ele interpreta de uma forma errada essa amiga tá conversando com outra pessoa como se fosse: "Nossa, chamou alguém aqui, né, para sair com a gente, era um dia de amigas. O que que essa pessoa tá fazendo aqui?" Ah, ela gosta muito mais dessa menina do que de mim. e começa esse processo que eles têm, né, de de medo de abandono, né, e de uma reação intensa, né, que eles costumam ter. eles São muito intensos, né? Eh, e isso pode atrapalhar o processo de mentalização. Então, a mentalização tá alterada por essa ativação emocional
excessiva. Nos casos desses pacientes com borderline. Nos narcisistas, narcisista ele é o centro do mundo, né? A palavra central, né? O núcleo central do diagnóstico é isso, né? Eh, justamente essa parte mais eh egocêntrica, né, desses pacientes, né, de maneira geral. Então ele pode perceber muito bem o outro, mas ele usa Isso, né, eh, para se engradecer, tá? Ele usa o outro como um instrumento para ele, sabe, ele sempre tá eh na em cima como a melhor pessoa, a pessoa mais inteligente, a pessoa mais bonita, enfim. Então, ele tem baixa empatia, ele tem essa grandiosidade,
ele tem essa necessidade e admiração. Então, apesar dele perceber o outro, ele passa por cima do outro. Ele não entra muito em sintonia. Tá? Porque ele usa o outro como instrumento para ele sempre o quê? Engradecer. E o antissocial, o psicopático, que a gente até falou bem na primeira aula, né? Ele tem uma leitura social, ele costuma ter uma leitura social eficiente, a não ser que ele tenha um prejuízo mais vinculado com inteligência. Daqui a pouco eu vou falar da inteligência, tá? Eh, mas ele usa muito essa leitura social também, assim como o narcisista, eh,
a bem próprio, né, para o seu próprio bem, né? Então ele usa a varabilidade da pessoa, ele Manipula, ele apresenta pouca culpa e pouco remorço. Então, apesar dele ter uma leitura social geralmente adequada em pacientes com preservado nível de inteligência, ele acaba usando o sujeito ali nesse sentido, né? Então, nos transtornos de personalidade, muitas vezes, o problema não é ausência de cognição social, mas o modo como ela é filtrada por padrões afetivos e relacionais, né? A maneira como a pessoa utiliza essa cognição social. E aí eu até citei sobre inteligência e eu quero falar sobre
eh inteligência, tá? Eh, porque isso também é um ponto importante que às vezes eu tô dando supervisão, né, para alguns alunos e eu percebo uma dificuldade aqui, né, nesse sentido, né, eh, hoje a gente, a deficiência intelectual, que as pessoas costumam chamar de deficiência intelectual, a preferência, gente, é que a gente chama de transtorno e desenvolvimento intelectual, tá? para Enfatizar que a deficiência intelectual é um transtorno do desenvolvimento. Então, em vez da gente usar o nome deficiência intelectual, né, a ideia é que a gente use o nome transtorno do desenvolvimento intelectual, tá? Então, eh, na
deficiência intelectual, gente, a cognição social, ela pode estar comprometida, eh, mas dentro de um quadro mais amplo, porque não é só a cognição social que tá comprometida, há um rebaixamento global. Da inteligência, tá? Então, a criança, ela pode ter ali, criança, adulto, né, enfim, a pessoa com transtorno de desenvolvimento intelectual, prejuízos maiores, ela tem prejuízos maiores, linguagem, abstração, raciocínio, autonomia adaptativa, tá? No transtorno do espectro autista, a alteração social costuma ter um perfil mais específico, ou seja, mais alterado. É aquilo dali como forma principal tá alterado. Só que a maneira como eh essa alteração da
Cognição social dentro do transtorno desenvolvimento intelectual e dentro do transtorno do espectro autista acontece, eh, é diferente, tá? Eh, existe uma limitação de inteligência quando a gente fala do transtorno desenvolvimento intelectual. Então, infelizmente, muitas vezes, quando a gente tenta estimular essas pessoas, eh, esses pacientes com deficiência intelectual, né, com transtorno desenvolvimento intelectual, a resposta É muito baixa. Se ele tiver só entre aspas, né, mas transforme do espectro autista e não tiver um comprometimento intelectual associado, eh, a resposta às intervenções de cognição social, elas são melhores. Eu até comentei isso, né? um paciente com alteração de
de pista social, de percepção social, se ele não tem problema de inteligência, mas ele tem um diagnóstico de transtorno de espectro autista, muitas vezes ele vai sendo estimulado até um ponto ali, eh, Na qual ele ele até já não tem mais problema de percepção social, né? Então, inteligência é um fator associado a prognóstico, tá? É isso que eu quero dizer. Inteligência é um fator associado a prognóstico. Se a pessoa tem tem transtorno de espectro autista, mas ela não tem alteração de inteligência, ela tem um prognóstico mais favorável do que aquela pessoa que tem transtorno do
espectro autista, mas que também tem comprometimento de inteligência, tá bom? Então, infelizmente, o comprometimento de inteligência ele acaba eh tando associado a uma alteração eh mais clara ali, né? Uma alteração eh mais básica, com prognóstico ali ruim ser associado, tá? Aí eu até coloquei uns um uns exemplozinhos aqui só para essa diferenciação, né? Eh, por exemplo, um exemplo de uma criança, Bruno 10 anos de idade com quadro de TDAH. Ele quer brincar, ele gosta de estar com outras crianças, ele entende quando erra, eh, Mas repete, não espera a sua vez, fala sem pensar, a afiliação
tá preservada, né? Então ele tem um quadro de TDH que impacta ali a parte pragmática, cognição social, né? Mas não tem alteração de cognição social primária, é secundária o quadro que ele tem. Já a Mariana, 26 anos de idade, boderline. Ela entende ironia, contexto, intenção, mas ela interpreta quase tudo em chave de abandono, reage impulsivamente, oscila entre idealização e desespero e a Mentalização dela colapsa em situação de ameaça afetiva, típico do borderline. Já o Samuel de 13 anos, sem dificuldade em regras sociais complexas, fala infantilizada, higienuidade social, rendimento globalmente muito baixo. Não é só problema
de cognição social, é problema de tudo, né? Sem interesse restrito marcante nem resposidade atípica eh precoce. Há um prejuízo social dentro do desenvolvimento intelectual prejudicado. Aí a gente tá Falando o quê? De um di, de um transtorno do desenvolvimento intelectual, tá? Então é muito importante, gente, a gente perceber que, e eu acho que esse é o principal ensinamento aqui dessa aula, que é a principal coisa que eu quero deixar com vocês, né? Eh, que olha só, quando a dificuldade social é a queixa principal, eh, a gente tem que diferenciar eh coisas simples, sabe? Eh, se
ela não interage bem, por quê? Porque ela não Entende o outro, né? Porque ela não consegue manter amizade, porque ela interpreta tudo errado, né? porque ela parece estar no mundo dela, ela não tá prestando atenção, porque ela tem um problema geral de inteligência, não é só a questão social, tem alguma coisa mais, é porque ela se isola, é porque ela não quer interagir com o outro, entende? Porque é aí que entra a psicopatologia, né? A psicopatologia, gente, ela entra nesse exercício da gente não ficar só Com a frase: "Ah, ela tem problema de interação social,
só com fenômeno bruto". Não é isso, né? Então a gente sair disso para tentar entender por você tá falando que ela tem problema de interação social, entende? Então assim, o que que tá acontecendo ali? E para poder ajudar vocês nesse aspecto, eu quero deixar aqui para vocês oito perguntas clínicas fundamentais nesse processo de investigação, tá? E não precisa ficar preocupado em anotar, como Eu falei para vocês, senão a gente perde aqui o raciocínio. Essas perguntas vão estar no no nos materiais complementares que eu vou entregar desta aula. Daqui a pouco eu explico eh como vocês
podem acessar esse material complementar. Fica tranquilo, não precisa anotar, só entenda, por favor, tá? Oito perguntinhas práticas para você usar na clínica, tá? Primeiro, fulano tem dificuldade interação social? OK. Primeira pergunta que eu vou fazer, isso Vem desde cedo ou apareceu depois? Porque isso é importante pra gente saber, né? Então eu preciso entender isso. Vem de cedo ou apareceu depois? Ah, desde cedo. Então a questão de neurodesenvolvimento, apareceu depois. Então eu tô falando de alguma coisa de quê? De uma ruptura. Pode ser uma psicose, pode ser um trauma. Aí eu vou atrás, né? Não vou
saber. Não tenho bola de cristal. A gente vai investigar. Segunda pergunta. O problema tá em Perceber, compartilhar, vincular, entender regras ou mentalizar. O que que eu quero dizer? Aonde que tá o problema na cognição social dessa pessoa? Você precisa localizar a falha lá no modelo integrativo. Então você vai voltar lá no modelo e vai buscar Sara, ah, eu não gosto do modelo integrativo. Eu, Sara, para mim acho que é o melhor modelo que explica cognição social, né? atualmente você não gosta, de boas, escolhe outro modelo para você, estuda ele. Então aí Você vai se perguntar
de acordo com o modelo do fulano, aonde que está a alteração do ciclano? Ok? Aí você se pergunta qual componente tá alterado. Terceira pergunta: A pessoa quer se relacionar, mas não consegue? Ou ela não quer se relacionar, né? Ou ela entra mal, entende? Você vai avaliar a filiação, porque isso é muito importante, independente do modelo que você escolha, tá? a pessoa quer ou não quer. Tem um transtorno que a gente não Conseguiu falar aqui, gente, é porque é muita coisa assim, eu tô me esforçando ao máximo para dar o máximo de conteúdo, né? Sem cansar
muito vocês, tá? Eu até sei que eu já tô no meu limite do horário, mas calma aí, tá acabando a aula, que é uma questão de, por exemplo, transtorno de pridadeidade esquisotípico. A gente não falou do esquisotípico do transtorno de pridade paranoide. Eh, esses quadros a gente tem que se Perguntar, a pessoa quer se relacionar ou não quer? Porque às vezes o núcleo do que você tá trabalhando aqui é porque ela não quer essa interação. Então essa pergunta é importante. Quarta pergunta. Há sintomas psicóticos, delírio? Há uma leitura persecutória? Há uma hiperinterpretação? Porque se tiver
isso isso aponta para um campo mais psicótico e não do neurodenvolvimento. Eh, quinta pergunta, há interesse Restrito e repetitivo? Porque isso pode fazer com que a gente seine mais pro transtorno de espectro autista. Claro que não só pacientes com transtorno de espectro autista tem interesse restrito e repetitivo. Eu só tô tentando te guiar para onde que você vai ali. Sexta pergunta: O prejuízo é específico da área social ou acompanha o rebaixamento global? Porque se for para o rebaixamento global, eu já tô pensando Em quê? Deficiência intelectual. Sétima pergunta. A dificuldade tá mais ligada a impulsividade
pragmática e autorregulação? Porque aí eu já vou pensar em quadros mais próximos, como por exemplo de TDAH. E o oitava pergunta, a padrão relacional de personalidade organizado eh organizando a leitura do outro, ou seja, tem alguma questão de personalidade, né, que é o jeito de ser da pessoa. Sempre foi assim, disfuncional, mas foi? Aí a Gente pode pensar mais em alguma questão vinculada com a personalidade. Aí tem vários transtornos, né? Mas eu citei só aqui o borderline, o narcisismo e o antissocial, tá? Com essas perguntas e com este raciocínio aqui, certo? A gente consegue voltar
nas perguntinhas iniciais que eu comecei a aula e vocês conseguem responder, né? Nossa, eu já coloquei aqui até a resposta, mas eu vou deixar já a resposta, vocês já sabem, né? Mas Vamos lá. Eu podia ter colocado sem a resposta e e perguntar para vocês de novo, né? Primeira pergunta que eu fiz que eu fiz no início da aula. Vamos ver quem acertou aí de cara. Uma criança olha pro rosto da professora, mas não percebe que a expressão dela mudou de acolhimento paraa impaciência. Qual componente da cognição social parece mais diretamente alterado? Percepção social. Eu
sei que já tá de roxo aí, já tá marcado para vocês, mas Por que percepção social? Porque ela aqui no caso ela tá percebendo uma expressão facial. Então é por isso que a resposta correta seria percepção social, tá? O, na questão número dois, um adolescente quer se aproximar dos colegas, mas entra na conversa sem perceber o momento certo, fala por cima e não entende quando já perdeu o turno da interação. Qual componente da cognição eh social tá mais eh implicado Ali? Conhecimento social, tá? Então, entra na conversa sem perceber o momento certo, fala por cima,
não entende turno, né? Então, conhecimento social. Eh, o próximo, deixa eu mostrar só a pergunta em vez de Eu acho que aqui eu não consigo tirar o rostinho já. Não, deixa eu voltar aqui o slide porque senão fica fácil, né, eu já mostrar o a resposta. Deixa eu voltar aqui na quando eu mostrei no início da aula que eu acho que vai ficar melhor. Nossa, a Gente viu tanta coisa, né, gente? H, aqui slide aqui tá melhor. Terceiro, um exemplo mais típico de falha em conhecimento social seria a não perceber a direção do olhar do
outro, bender que falar de um tema íntimo em voz alta no meio da sala de aula inadequado, c não reconhecer a própria tristeza e D, não responder ao nome quando chamado. Qual? Põe aí no chat, por favor, que até dar o tempo de eu beber uma água, Eu me empolgo, né? E aí os queijo beber água. Um exemplo mais típico de falha em conhecimento social, alternativa. T t t t t. Alternativa B. Muito bem, gente. Muito bem. eh não entender eh que falar de um tema íntimo em voz alta no meio da sala de ordem
inadequado, alteração de conhecimento social. Quatro. Agora, uma criança vê a mãe apontando um avião no céu, mas não Acompanha o gesto, nem compartilha a experiência com ela. Qual o sistema da cognição social está mais direcionalmente envolvido? A comportamento e experiência, B, conhecimento social, C, mentalização. E D, função executiva fria. Qual a alternativa correta? Ficou fácil essas perguntas agora, hein, gente? Fácil, fácil, fácil, fácil. Muito fácil. Ah, alternativa A. Muito bem. Eh, cinco. Qual alternativa eh melhor diferencia, em geral a dificuldade social do transtorno de espectro autista e a dificuldade social do TDH? Então, letra A,
no TDH, a dificuldade tende a ser mais primária, está ligada a interesses restritos. B. No transtorno de espectro autista, a criança geralmente entende melhor as regras sociais do que no TDH. Eh, C. No TDH, a dificuldade social costuma estar mais ligada a desatenção, impulsividade e Falha na execução social. E D. No transtorno de espectro autista não existe prejuízo em pragmática e teoria da mente. Qual a alternativa correta para o cinco? Para a pergunta cinco. Qual a alternativa correta para a pergunta cinco? C. Muito bem, gente. Isso. Tá vendo, ó? Todo mundo vai tirar nota 10
na prova. E seis, a última, tá? Em um paciente com transtorno de personalidade narcisista, O prejuízo de cognição social costuma aparecer mais frequentemente como incapacidade glob a incapacidade global de perceber qualquer pista social. B, falha completa de teoria da mente desde a infância. C. Leitura social preservada ou até estratégica, mas usada a serviço da grandiosidade, admiração e da exploração. E D, deteriorização cognitiva progressiva com sintomas psicóticos associados. Seis. Qual que é a alternativa correta? Também fácil Demais. Agora, depois que a gente viu, né? Fica mais tranquilo. AC, letra C. Muito bem. Vou voltar agora o
slide para onde a gente estava. Vimos um monte de coisas, mas brincadeiras à parte, ficou mais tranquilo agora, né? Claro que depois que a gente eh deê uma olhada, né, na cognição social, em todos esses quadros, aí fica um pouco mais claro eh todas as perguntinhas ali que a gente tava eh colocando, tá, gente? Então, obviamente, eh, eu entendo que Fica mais fácil porque, eh, a gente conseguiu raciocinar, a gente conseguiu pensar, né, conseguiu entender cada um desses desses processos que aí é importante. Então, olha só, gente, o que que a gente tem que entender
ali quando a gente tá falando de dificuldade social, que dificuldade social não é diagnóstico, não existe esse diagnóstico nenhum manual, ele é um fenômeno clínico que precisa ser decomposto, entendido e localizado em uma arquitetura Psicopatológica. E isso que é psicopatologia? O que eu tô falando hoje é de um exemplo de um sintoma, de uma função que tem que ser estudada. Não adianta você pegar o DCM ou assorando o critério diagnóstico. Você não vai aprender psicopatologia desse jeito. Claro, o critério diagnóstico ele é importante, tá? Mas ele não é o principal. Você tem que entender o
fenômeno em si, o sintoma em si, a Função em si, porque aí as coisas começam a fazer sentido. Os manuais eles só são um apoio, eles são descritivos, mas a psicopatologia é muito maior do que isso. Eu poderia ter dado essa aula dois de outra forma. Eu poderia ter escolhido falar sobre o quê? sobre impulsividade. Eu poderia ter escolhido falar sobre irritabilidade. Eu poderia ter escolhido falar sobre agitação psicomotora, poderia ter escolhido falar sobre alucinação, sei lá, qualquer um Desses quadros eu poderia ter falado, entende? E a gente poderia ficar horas e horas falando sobre
isso. Eu escolhi cognição social por causa de quê? Eu escolhi cognição social eh por causa dos últimos acontecimentos, né? eh falando sobre o transtorno do espectro autista, mas na verdade qualquer um poderia servir, entende? Eh porque a gente precisa olhar eh eh para o sintoma da dessa analogia do iceberg, né? Que é isso, ó. O iceberg tem uma parte que Você tá vendo. A parte que você tá vendo é a dificuldade social, só porque isso não é diagnóstico. Aí você tem que ir atrás o que tá para baixo aí do arcebag, abaixo aí que você
não tá conseguindo enxergar, né? que te eh te obriga a pensar assim, onde que tá a falha, quando que isso aconteceu? Essa dificuldade, ela é ela é primária ou ela é secundária? Ela vem do desenvolvimento, ela vem da psicose, ela vem da impulsividade, ela vem da Personalidade, ela vem do rebaixamento cognitivo. E é justamente por isso que estudar psicopatologia é tão importante, sabe? Eu tô caminhando pro finalzinho da aula e eu quero fazer um convite, inclusive para vocês, eh, que é o convite assim de, ó, não dá pra gente estudar psicopatologia de forma rasa, não
dá mais, gente, tá? Eh, a gente tem enfrentado problemas com grandes, assim, vou falar de psicólogos, nós psicólogos, a gente tem enfrentado muitos problemas De pessoas desmerecerem o nosso trabalho. Ah, psicólogo não entende nada. Ah, psicólogo não sei o quê e tal. Eh, muitas dessas críticas, a gente pode até pensar: "Ah, é inveja, não tem fundamento, mas algumas tá, vamos olhar pra nossa graduação, pra nossa formação tem sim. Eh, a nossa formação quando tem psicopatologia é uma psicopatologia de decoreba, não é de raciocínio, né? E a gente precisa pensar nisso, na Imagem que a gente
tá colocando. Isso repercute tanto pra classe, para todos, né, para todos ali, mas principalmente também de forma individual, né, porque não sei quanto a vocês, mas psicologia é meu ganho pão, né? Então, obviamente, eh, afeta, né, uma pessoa achar que não entendo de psicopatologia ou que não consegue discutir comigo psicopatologia. Isso me afeta obviamente a minha capacidade, isso vai afetar a minha competência, isso vai interferir no eh No meu reconhecimento profissional, que vai interferir no meu retorno financeiro e, enfim, todas as coisas ali. Então, a gente precisa olhar pros casos reais, pros pacientes reais, pro
sofrimento real e entender que não é uma coleção de critérios, que não é um monte de caixinha pronta, tá? Que psicopatologia é raciocínio, é profundidade, né? E e a gente precisa compreender isso de uma forma mais clara, tá? E foi por isso, gente, que a gente criou eh a Pós-graduação em psicopatologia, tá? Então, a pós-graduação em psicopatologia é uma formação pensada para quem não quer só aprender um monte de transtorno, não é uma formação eh básica. Eh, tem a gente tem alunos aqui da da primeira turma que talvez até estejam assistindo aqui, né, após de
psicopatologia e podem confirmar isso. Eh, mas também na aula três eu vou mostrar também os depoimentos de alguns alunos. vocês podem conversar com alguns alunos também Da turma um, né? Enfim, para entender. Eh, é por essas questões de entender que a psicopatologia é algo profundo que a gente resolveu organizar uma pós com isso, uma pós que posso dizer para vocês, eu amo dar aula na pós de psicopatologia, eh, e ela me dá muito trabalho, num bom sentido, porque eu amo trabalhar, porque é algo complexo e é algo que existe raciocínio, a gente como professor até
poder tá falando, tá? A gente vai abrir Essas inscrições paraa pós-graduação em psicopatologia na próxima aula, na sexta-feira, tá? Vai ter condições especiais para quem tiver presente, então esteja presente ao vivo ali, eh, que vai ser importante para que você esteja presente ali. Eh, e aí eu vou explicar certinho como vai funcionar, só que é uma formação assim para você amadurecer seu raciocínio clínico, você vai aprofundar no diagnóstico diferencial. A gente é uma formação que Tem discussão de caso clínico, tá? Tem muita discussão de casco, tem aulas específicas, a gente vai ter aulas sobre suicídio,
aulas sobre infertilidade e saúde mental, aulas sobre violência eh contra mulheres, enfim, aulas que vão para além do que tá ali nos manuais de agnóstico, até mesmo porque tem vários quadros que nem estão descritos os manuais diagnósticos e existem como slugget cognitivo tempo, né, como a síndrome dese executiva, uma série de Outros quadros que a gente vai estar estudando, tá? Então, na aula três, eu vou explicar como funciona a nossa pós. Eu vou destinar um tempo eh para poder táar falando disso. Eu vou abrir as inscrições ali. Eh, quem tiver dúvidas também eu consigo tá
sanando essas dúvidas, tá? E claro, na aula três, gente, a gente também vai ter muito conteúdo. Então, venha, assista ali, eh, mais ali, mais pro final da aula. Aí eu vou abrir as inscrições ali para pós de Psicopatologia, tá? Nós vamos mandar um resumo eh desta aula aqui, conforme eu prometi para vocês, via eh WhatsApp. Você precisa entrar nos grupos do WhatsApp, tá? Eh, o pessoal, eu vi que no início da aula falou assim: "Ai, eh, eu não recebi o resumo". A gente não manda de forma individual, tá? você precisa entrar nos grupos do WhatsApp
e nós mandamos duas mensagens, inclusive, não foi só uma, gente, duas mensagens inclusive pro pessoal para que clicasse No link e ali conseguisse baixar os materiais, tá? Então, precisa entrar no grupo do WhatsApp. Quem ainda não entrou, eu vou pedir paraa minha equipe colocar aqui eh nos comentários o link para que você entre no grupo do WhatsApp, tá? O pessoal tá colocando, ó, tá vendo? Então, você vai clicar, enfim, entra lá. Amanhã, amanhã a gente vai enviar os materiais por lá, beleza? Amanhã, OK? Amanhã, ó, Eu sempre falo muito porque eu me empolgo demais nas
aulas. Eu sempre falo muito e às vezes assim, não dá tempo de eu estar respondendo dúvidas. Então, o que que eu fiz? Eu abri uma caixinha de perguntas lá no Instagram, @encantato.psicologia. Aproveita, faz sua pergunta, tá, para eu poder estar respondendo você. abrir hoje e amanhã também eu vou abrir, tá? Porque aí eu consigo responder lá melhor, né? Porque como eu disse, eu sempre converso Demais, acaba não sobrando muito tempo para para as perguntas, tá? Então vá lá, coloca a sua pergunta, vai ser um prazer estar respondendo. Lembrando que aula três, sexta-feira, 19:30 e depois
aula 4 no domingo às 19:30, tá bom? se organiza para atacar a gente ao vivo. Ó, eu agradeço demais você ter ficado comigo até aqui, até essa hora. Muito obrigado pelo seu tempo. Eu valorizo demais o meu tempo e por isso que eu valorizo demais o tempo de vocês também, tá? Então Assim, muitíssimo obrigada pela presença, agradeço demais, muito obrigado pelo feedback que vocês foram dando aqui no no chat, tá? Muito obrigada. E por favor, não esquece de curtir o vídeo aqui eh do canal do YouTube, ajuda muito a gente. E se você tá achando
essa imersão legal, compartilha, gente, com algum colega, fala: "Olha, pessoal tá fazendo a imersão em psicopatologia, assiste lá e tal". Eu agradeço muito, tá bom? Muito Obrigado. Até a aula três. Um abraço. [música] [música] เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] >> [música] >> เ