havia no museu 86 guardas e todos eles foram se sentar comigo um deles me escreveu uma carta Marina antes de mais nada quero parabenizá-la por sua apresentação excelente no Moma foi um prazer imenso trabalhar com você quando eu me sentei na cadeira foi muito diferente de observá-la do meu posto de trabalho não sei porquê mas senti medo meu coração palpitava depressa até o instante em que voltou ao normal você é uma pessoa extraordinária Que Deus a abençoe luí Carrasco segurança do Moma [Música] eu cresci escutando meu pai dizer que a Seleção Brasileira de futebol de
1982 foi a melhor que ele viu jogar eu nunca entendia muito bem essa perspectiva do meu pai que a seleção brasileira de 1982 não foi campeã do mundo e ele tinha referência de ter assistido as copas de 62 e ter visto a Copa de 70 Mas é interessante quando se fala de resultado essa perspectiva entre jogar bonito e entregar o resultado parece ter um peso nessa paixão esportiva de competição a copa de 94 dizem que a gente ganhou mas jogando feio de 1 a 0 no automobilismo aconteceu a mesma coisa na perspectiva de arton Sena
e schumaker o schumaker ganhou sete campeonatos e a comparação na época com arton cena é que o arton cena dirigia bonito o fato é que a forma como a gente concebe resultado como líder inclusive transita nesses extremos parece que essa tensão que existe sobre resultado entre o risco de ser ineficaz e não entregar o resultado eh também deu lugar a uma exigência que só é permitido o resultado se vem acompanhado de um show uma entrega excepcional algo que encha os olhos e me parece que essa tensão que mora nos esportes eh também é muito presente
na vida da liderança entre de um lado o risco de não entregar o que foi combinado ou de não executar o que foi proposto em qualquer dimensão e na outra perspectiva só aceitar o resultado que vem acompanhado com entregas extraordinárias que superam expectativas e todos os adjetivos que a gente usa para dizer que algo saiu da linha e foi muito superior ao que tava previsto fato é que entre essas duas dimensões da ineficácia e do Extremo que mora no show é que parece ter um caminho e um olhar sobre a lente do solo uma possibilidade
para pensar a liderança entre a ineficácia e o espaço de show e abrir caminhos a partir desses dois extremos [Música] é bem provável que você não se lembra o nome dos mecânicos da McLaren em 1993 Mas é provável que você lembra que era piloto eh Sena tava lá essa perspectiva dos trabalhos ocultos que surgem é uma tensão nesse universo de resultado o quanto que o resultado aparece ou quanto ele fica oculto ou Esse princípio de Justiça de Como por exemplo o resultado de uma pessoa aparece e não necessariamente do time todo e isso vai Abraçando
a experiência do líder e se manifestando em pelo menos três tensões a primeira tensão é uma tensão que mora para mim no encanamento ninguém comprou uma casa baseada na força do Encanamento alguém que vai dizer não mas eu confiro se o encanamento tá funcionando e etc o fato é que tá bem longe das nossas prioridades checar se o encanamento funciona dentro de uma casa como um das primeiras coisas o que aparece primeiro é a arquitetura o resultado estético aquele construído eh para sustentar uma aparência ou as lógicas de conforto que aquela casa carrega a tensão
do Encanamento é como é que se constrói ou se mostra resultado de trabalhos que às vezes acontecem no bastidor e como é que essa perspectiva de resultado é reconhecida para as pessoas que estão convivendo naquela ideia ou naquela lógica de de funcionamento de trabalho a segunda tensão para mim mora na estética a estética de se preocupar sim com a qualidade da entrega mas a plástica da entrega como é que ela tá embalada eh o benefício mostrado do de um trabalho construído no risco dis isso ser só sustentação estética e no medo de parecer só sustentação
estética esquecer da beleza que é natural que as pessoas gostam de ver no trabalho construída a atenção da estética é esta e onde a gente na preocupação de ganhar o jogo esquece que jogar bonito é importante também e por último a terceira tensão para mim é do telhado de vidro esse medo de se expor demais e ser objeto de crítica objeto de avaliação permanente das pessoas e preferir se esconder atrás de um outro objeto de um outro lugar em que não me coloque nessa condição de posição o fato é que na condição de liderança em
alguma Instância essa exposição Vai se mostrar necessária seja por um motivo ou por outro essa esse lugar do líder oculto na nossa sociedade configurada como espetáculo ele tem menos espaço e é possível fazer liderança No Silêncio no oculto é claro que é possível mas há uma atenção de Exposição empurrando o líder para fora do seu espaço o tempo todo e aí o risco do telhado de vidro surgir e é nessas três tensões onde mora o encanamento a estética e o telhado de vidro teto de vidro que parece que o líder encontra o seu espaço de
novas questões perguntas e sustentação desse ambiente onde o extremo da ineficácia ou o espaço máximo do show aparece pro Líder esse risco de não fazer o entregável e de um outro lado também não cair num show onde só tem estética É nesse ambiente que a gente precisa pensar o [Música] solo o Henrique com 10 anos foi disputar um campeonato de judô eh no sábado de manhã e é o primeiro campeonato dele como Federado na Federação Paulista depois de todas as lutas o Henrique ficou em segundo lugar e aquela tensão tomou conta da gente na arquibancada
sobre como ele ia acolher o segundo lugar perdeu na final num num golpe inclusive lindo dado pelo adversário ou melhor como ele chama o oponente e na hora que ele tava vindo eu lembrei que quando eu ficava em segund segundo lugar em algum campeonato de futebol Eh o meu pai tentava me consolar mas a única coisa que eu pensava era que o segundo lugar era o primeiro dos perdedores e a gente vai vi convivendo com o mundo e a vida vai avançando a gente vai percebendo que esta lógica do segundo lugar com o primeiro dos
perdedores Ela é bem presente na nossa cultura o fato é que o Henrique estava se aproximando da arquibancada com sorriso no rosto e as duas informações que ele deu foram as seguintes a primeira é alegria de no primeiro campeonato dele ter ficado em segundo lugar com uma estreia honrosa e dizendo inclusive que perdeu por um adversário oponente melhor com um golpe lindo que ele tinha dado e a segunda que ele deu foi a felicidade de trazer uma medalha paraa academia que tinha formado ele para aquele momento o fato é que o Henrique eh me ajudou
a pensar de alguma forma um caminho talvez possível e mais saudável para lidar com o extremo da identificá do resultado e essa possibilidade do show onde só o primeiro lugar vale o Henrique conseguiu diferenciar o primeiro caminho para mim que abre fenda nesse solo possibilidades que é a gente diferenciar resultados e jornadas e chegadas que Enrique tava celebrando não era só um elemento da chegada dele mas a construção histórica que ele tava fazendo o espaço histórico de est no primeiro campeonato o espaço histórico de tá construindo treino dia a dia é um estímulo para continuar
se dedicando e ter um espaço de comemoração ali a gente entregou para ele inclusive o a possibilidade do troféu dele escolher onde ele queria almoçar naquele dia esse espaço de diferenciar jornadas e chegadas essa possibilidade abrir caminhos de perspectiva sobre jornadas e chegadas parece ser um caminho mais saudável para lidar com esses dois extremos numa segunda perspectiva a gente tende nessa história de resultado usar a expressão de deixar o ego em casa deixa o ego de lado enfim a ral é uma conur que eu gosto muito e me ensinou uma coisa que eu nunca mais
esqueci a crise não é o ego tá presente aquele lugar que você coloca ele e ela me ensinou que o desafio do Ego é quando você tira ele da condição de cavalo e coloca ele na condição de cavaleiro quando você é guiado pelo ego mas de alguma forma É impossível construir resultados sem o mínimo de ego e autoestima daquilo que se faz bem ou daquilo que se quer encontrar nessa segunda perspectiva em que o ego aparece o lugar comum para mim é onde ele tá locado na condição de cavalo sustentando a nossa experiência e conseguindo
encarar os resultados que estão sendo construídos de uma maneira como eles merecem e com reconhecimento que eles precisam ter de fato a última perspectiva ou a terceira perspectiva nesse caso ela é da convicção é fato que a gente não tem certeza sobre o que é resultado o tempo todo ou o que não é mas é verdade que quanto mais convicto a gente tá sobre a construção que tá sendo feita eh maior a nossa possibilidade de reconhecer se aquilo é ineficaz ou se necessariamente a gente tá dando um show essa convicção de ter uma métrica Clara
de saber avaliar a o caminho a partir das métricas que são as mais honestas justas ou até mais generosas com a gente também me parece ser uma possibilidade interessante para lidar com esses dois extremos é nessas duas perspectivas da ineficácia e no espaço extremo do Show que a gente encontra uma diferença entre jornadas e chegadas o espaço do Ego no lugar e por último a convicção sobre as métricas que realmente valem pra [Música] gente e é nessa perspectiva nos terrenos e espaços que ambientam o líder dentro dessas tensões no extremo do medo da ineficácia e
a necessidade do show o tempo todo que a gente encontra caminhos e possibilidades fendas nesse solo que passam pelo reconhecimento do que são jornadas e chegadas o lugar do Ego nisso tudo e a convicção das métricas que realmente importam na construção do resultado E isso também é solo paraa liderança num mundo em que muda tudo o tempo [Música] todo Y