repentino Não exatamente conectar vamos lá vamos começar pela questão conceitual dessa história toda quando a gente fala em ataque de pânico na maior parte das referencias a gente tá falando de um episódio que tem algumas características muito específicas em primeiro lugar a gente tá falando de um episódio que tem um início abrupto Tino Não exatamente conectado Ou pelo menos na maior parte das vezes não exatamente conectado ao que está acontecendo no entorno esse episódio ele vai atingir uma intensidade máxima um pico de intensidade em poucos minutos e também em poucos minutos vai terminar espontaneamente vai
chegar ali a a a resolução eh espontânea e quais são os sintomas que caracterizam esse recorte de tempo ali de alguns minutos então a gente vai ter uma sensação de muito medo de muita angústia de Muita ansiedade e a gente vai ter uma série de sintomas físicos que basicamente representam uma ativação do sistema nervoso autônomo Então a gente vai ter ali uma alteração de frequência cardíaca normalmente taquicardia palpitação alteração da frequência respiratória a gente pode ter tremor uma sensação de de ura de enjoo de náusea é sudorese enfim a gente tem um conjunto de sintomas
que caracterizam eh uma uma ativação do sistema nervoso autônomo e que volto a dizer começam de forma abrupta ficam mais intensos em poucos minutos e terminam também em poucos minutos é esta sequência que conceitualmente eh a gente chama de ataque de pânico a gente vai ter agora todo mundo que já teve sintomas de ansiedade né ou todo profissional de saúde mental que já recebeu um paciente com questões relacionadas à ansiedade sabe que nem todo episódio de exacerbação de ansiedade né de exacerbação de sintomas ansiosos ele eh acontece dentro deste dest deste cronograma muito exato e
muito certinho a gente tem pacientes que T uma exacerbação da ansiedade com sintomas físicos né Eh que é por exemplo reativa um evento ansiogênico e que dura muito tempo né dentro não dentro de uma intensidade insuportável mas dentro de uma intensidade maior do que a habitual e que gera prejuízo que gera um sofrimento maior e que também precisa ser olhado e precisa ser abordado Então a gente tem outras formas de exacerbações de ansiedade que não seguem a que não seguem exatamente todas as características que a gente usa para definir um ataque de pânico e daí
a gente habitualmente não chama essas exacerbações de ataque de pânico e de modo geral a gente denomina esses episódios né esses momentos ali de exacerbação como crises de de ansiedade então eh a maior parte das referências entende essa diferença entre ataque de pânico que é uma exacerbação de ansiedade dentro de características específicas e crise de ansiedade ou ataque de ansiedade que seria uma exacerbação também de sintomas ansiosos podendo ter sintomas físicos mas que não segue exatamente essa esse conceito que eh se definiu chamar como ataque de pânico E aí a gente entra numa questão que
é totalmente conceitual assim se você me perguntar ah Mariana mas é importante você ter em mente né Eh a diferença dos dois conceitos na minha concepção é claro que é importante porque eles são distintos Eles são diferentes os pacientes que têm uma apresentação eh de um ataque de pânico eles têm uma experiência diferente de um paciente que tem uma exacerbação da ansiedade que não segue as características do ataque de pânico e é sempre útil que a gente possa entender o melhor possível todas as experiências que eh os os pacientes vivenciam né para que a gente
possa ajudá-los e também é acaba sendo muito importante a gente usar nomes distintos para designar episódios distintos ou eh fenômenos distintos isso é o mais importante e daí a gente entra no dsm a gente entra num outro ponto que foi o que mais me intrigou Vamos lá gente eh algumas pessoas responderam assim olha Mariana se um determinado termo né Por exemplo de ansiedade é não existe no dsm isso não existe de fato E aí isso me chocou muito porque na verdade eh eu achei que que houvesse uma compreensão mais disseminada de que o dsm assim
como todos os livros né e o dsm ele é uma tentativa de explicar a realidade ou de organizar a realidade ou de sistematizar coisas que a gente observa no mundo o dsm não é a representação do mundo dos fenômenos que acontecem no mundo né Ele é uma tentativa de sistematizar isso eh E é claro que a gente vai ter fenômenos que acontecem e que não estão necessariamente descritos no dsm e daí a gente entra no E é claro que esses fenômenos existem imagina um paciente que chega para você e fala de todas as manifestações eh
de uma exacerbação da ansiedade que não seguem todas as características de um ataque de pânico e você fala para para ele não o que você tem não existe porque não tá no dsm mas a pessoa teve o fenômeno é é prévio à explicação do fenômeno percebe o fenômeno na natureza ele existe Independente de já ter havido uma descrição uma explicação ou uma sistematização deste fenômeno então o fenômeno que atualmente a gente entende como crise de ansiedade né que não não segue exatamente as características do ataque de pânico ele existe o nome que a gente vai
dar para ele não importa o que importa é que a gente possa identificar que aquele fenômeno existe entender aquele fenômeno a partir da melhor descrição possível da experiência do paciente e poder ajudar esse paciente e daí por último eu recebi eh uma uma um outro Direct uma outra mensagem que eh falou para mim uma outra coisa que eu quis muito trazer aqui para vocês que foi assim ah Mariana mas o dsm é o melhor que a gente tem e eu preciso muito falar para vocês para todo o profissional de saúde mental e eu acho que
para toda pessoa o dsm não é o melhor que a gente tem o melhor que a gente tem como Profissionais de Saúde Mental é a nossa capacidade de pensar o melhor que a gente tem é a nossa capacidade de olhar várias referências estudar várias formas de ver o mundo tentativas de explicar o que acontece com o mundo com as pessoas com os fenômenos psíquicos integrar todas essas informações e conseguir ir extrair de tudo isso uma prática boa uma prática embasada e uma prática humana Então na verdade essa é a nossa habilidade isso é o melhor
que a gente tem sempre vai ser e daí por