o olá pessoal tudo bem nesse curso nós vamos estudar a disciplina de metodologia da língua portuguesa eu sou a professora valéria muito saturno eu sei que me conhecem mas eu vou me apresentar é como professora para vocês né eu sou professora formada em letras pela nele com especialização na área de metodologia da língua portuguesa e mestrado em estudos linguísticos pela universidade estadual de feira de santana então essa formação e permite discutir com vocês e apresentar alguns tópicos dessa disciplina que vão tratar sobre concepções de linguagem concepções de gramática entre outros assuntos que a gente vai
abordar o longo da nossa disciplina peço que vocês acompanhem pelo módulo que vocês têm da disciplina e também os materiais de apoio que eu vou disponibilizar e eu vou tentar dividir o material da nossa aula em pelo menos três ou quatro vídeo aulas para facilitar os estudos de vocês nesse primeiro momento eu vou trabalhar é o primeiro módulo que trata das concepções de linguagem e da linguagem verbal e não-verbal para isso eu decidi aprofundar um pouco material que vocês têm no módulo trazendo um breve percurso da linguística que é a ciência que estuda a língua
e trazer apresentar para vocês alguns teóricos que fundamentam a ciência linguística certo deseja para vocês um bom estudo era para a gente se encontrar presencialmente mas infelizmente não foi possível então permaneçam com força de vontade para estudar para se manter motivado no curso de vocês espero que essa aula sirva para vocês como uma forma de aprofundar os estudos da língua e estarei à disposição o hábito as dúvidas bom então gostaria de começar com essa citação de peter que diz o seguinte o facinho que a linguagem sempre exerceu sobre o homem vendo o poder que permite
não só no lear criar transformar o universo real mas também possibilita trocar experiências falar sobre o que existiu poderá vir a existir e até mesmo imaginar o que não precisa nem pode existir a linguagem verbal então a matéria do pensamento e o veículo da comunicação social assim não há sociedade sem linguagem e não há sociedade sem comunicação bastante nessa fala de peter a gente observar o valor que ele atribui a linguagem sempre veiculando a ideia de linguagem a ideia de poder então é sobre isso que a gente vai começar a falar mas antes da compreensão
da linguagem enquanto fator o homem não social a ciência da linguagem se desenvolveu sobre outras bases que importante a gente saber a gente ter conhecimento e a linguística ela é uma ciência então ela se desenvolveu ao longo dos séculos e sua primeira fase que nós chamamos de fase pré-socrática e que foi até o fim da idade média havia o interesse filosófico pela e a língua foi objeto de especulação e não de observação algumas categorias linguísticas que eram consideradas nesse período era o nome o verbo o gênero gramatical percebam que aqui a gente fica no limite
dos elementos gramaticais e a gente não chega a analisar é o texto ou a linguagem e seu funcionamento em ambos repousam sobre bases lógicas ou filosóficas em uma segunda fase que é também chamada de fase da linguística histórica é a fase que vem a partir do século 19 com a descoberta do sânscrito a partir de então a linguística ela vai se estabelecer a partir da relação de parentesco entre as línguas gente vai chamar como eu falei de linguística comparada ao histórica que vai se basear no estudo da genética das línguas o estudo da evolução das
línguas também com ênfase na forma e aqui então a gente tem dois paradigmas né dois modelos que dividiram a ciência linguística durante o século 20 a primeira é a linguística formal que tem aí como dois principais movimentos o estruturalismo e gerativismo ea linguística funcional mais para o final do século 20 de onde vem outros estudos como análise do discurso a linguística textual análise da conversa o sócio linguística que a gente vai estudar também nesse curso entre outras abordagens da língua que toma língua em sua perspectiva mais funcional e não apenas formal e para a gente
entender o que é formalismo eu trouxe aqui algumas concepções que são necessárias para a gente é compreender esse paradigma né então esse paradigma teórico estudar lua do ponto de vista formal formal pense em forma ou seja dá destaque a autonomia das formas linguísticas especialmente na sintaxe sintaxe ea gente tá falando da construção de frases concebendo as unidades de língua como parte essencial da gramática mental que compõem a competência linguística do falante desse modo gente é importante a gente observar que é linguística ela nasce tendo como objeto de estudo a forma a estrutura da língua as
palavras soltas né os elementos da frase né então inicialmente apenas esses elementos eram tomados como objeto de estudo embora nesse período e se negue uma função social da linguagem o uso da linguagem em contexto social não era o objeto de estudo e de análise da linguística desse período do estruturalismo a partir do século 19 a gente tem como o pai da linguística moderna o estudioso pesquisadores cientistas ferdinando isso se que é considerado o pai da linguística moderna e que é o fundador dessa escola estruturalista que vai ter como função né que vai ter aí é
como princípio o estudo das formas linguísticas o estudo de elementos formais é em oposição ao uso da linguagem em contexto social e histórico que a gente vai ver no funcionalismo mais tarde bom então quando a gente fala estruturalismo a gente tá pensando a língua enquanto um sistema né como o arranjo sistemático de partes composta de elementos formais articulados em combinações variadas segundo certos princípios então a gente tem aí a língua como uma estrutura a estrutura formal da língua é constituída de elementos significantes que estabelecem independências múltiplas caracterizadas por distribuições e combinações possíveis isso faz com
que a língua seja um sistema que nada significa em si e por vocação natural mas em que tudo significa em função do conjunto essa frase de bom vinícius de 1966 portanto a estrutura confere as partes da sua significação ou a sua função então para a gente entender melhor nesse período a gente tem a linguagem estudada como um objeto autônomo ou seja separado e social e uma análise da língua descontextualizada então a linguística formal a gente tem aqui é divisão entre dois grandes pensadores e estudiosos do paradigma formal da língua primeiro ferdinando isso se e no
angiovasc que já é mais recente mais ainda pertencente a esse paradigma formal tanto um como outro estudaram a língua dividindo em dicotomias ou seja pares de ideias lang tá holly que significa né a língua o sistema ea para home o uso até a língua sendo um fato social quando a gente seguinte homens que ele vai chamar essa falando de competência ea fala a rosa de desempenho oi para luan tomsk a lang é um fato social e para de homens que essa competência essa mesma língua é inata é interna é própria do ser humano ela é
um fator genético e o desempenho também se relaciona ao uso da linguagem bom então como personagens importantes essas duas correntes a gente tem no estruturalismo bromfield e so ci e não gerativismo nuance e tem uma posição a línguas que histórico aquela lá que a gente viu de comparação das línguas de genética das línguas só se elegeu como noção central para a compreensão do fenômeno linguístico a noção de valor o elemento só significa em relação a outro e essa noção só pode ser compreendido a luz de uma série de distinções teóricas e decisões que a preparam
as famosas dicotomia sucedia nas que seriam é a estrutura comum um modelo ou seja uma construção mental que serve de hipótese de trabalho uma entidade autônoma de dependências internas permitindo em sua análise isolar partes que se condicionam reciprocamente as dicotomias saussurianas ou seja os pares de ideias são língua e fala que seria o sistema abstrato de regras de palavras que a gente tem na língua e a fala o uso a sincronia que é o estudo da língua em um determinado período de tempo a diacronia que seria o estudo da língua no decorrer de um tempo
significante significado que a palavra versus o próprio objeto que a designa e paradigma e sintagma que tem a ver com a construção das frases então gente o que a gente vai ter de diferente e o estruturalismo e o gerativismo é são a forma como cada um dos seus autores dos seus estudiosos vão conceber a língua mas a gente ainda permanece ainda do relativismo o mesmo paradigma formal ou seja a gente ainda não chega analisar a língua enquanto fenômeno social só a sua historicamente situado o gerativismo né esse é os jovens que não achamos que ele
é um pesquisador estudou estudioso da língua norte-americano também é cientista político é o gerativismo ele propõe o novo objeto de estudo que a competência sintática provavelmente você vai lembrar de quando você estudou na escola gramática aquela divisão do sujeito predicado verbo transitivo direto e indireto aquelas famosas árvores sintéticas pronto o pai dela é esse cara aí johnson e eu gerativismo procure um novo objeto de estudo que a competência assim tática entendida como a capacidade ou disposição dos falantes para dar conta da capacidade dos falantes de distinguir entre sentenças bem ou mal formuladas frases bem ou
mal organizadas assim dizendo recorreu sem instrumentos de cálculo levando a entender as gramáticas como sistemas formais especialmente construídos para gerar todas e apenas as sentenças bem informadas de uma língua nesse sentido para ações que é a gramática ela é inata ao ser humano ou seja toda criança possui uma gramática universal incorporada a própria estrutura de sua mente a criança já nasce biologicamente geneticamente equipada com uma gramática onde se encontram todas as regras possíveis de todas as línguas o enorme conteúdo de informações isto é uma a música universal a linguagem nesse sentido é atrelada características da
espécie humana o que reafirma seu caráter universal tornando a linguagem como fator biológico e cognitivo ao assumir essa postura admite-se que o ser humano por natureza é detentor de uma gramática universal que possui princípios universais que fazem parte da faculdade da linguagem e parâmetros que serão definidos pela influência do meio ou da língua nativa ou seja aquela língua que se fala no lugar onde você nasceu no lugar onde você vive língua nativa e correspondente a língua materna aí então para o gerativismo um falante ideal que se utiliza de uma língua ideal para se expressar e
o que nem estruturalismo nilzer ativismo vão dar conta é de um fenômeno que ocorre em todas as línguas todas as línguas elas são heterogêneas ou seja elas sofrem variação então a gente não tem como conseguir um falante ideal de uma língua ideal outra coisa que a gente vai ter que ter em mente nessa disciplina é a concepção que a gente tem de certo e errado dentro da língua portuguesa ou de qualquer outra língua todas as línguas elas variam elas sofrem é mudanças é no decorrer do tempo ela sofre mudanças a partir da origem de seus
falantes então é importante a gente pensar na lua como um fenômeno social e heterogêneos nem o formalismo dissocie nem o formalismo de jovens que eu seja nem o estruturalismo gerativismo deram conta de explicar os usos e por exemplo como a gente vai sair mais tarde né é sobre a sócio linguística por que que as pessoas que vivem na zona rural tá e o linguajar de um jeito que vive na zona urbana os amigos de outra forma porque que o analfabeto a pessoa com baixa escolaridade usa a língua de um determinado jeito diferente daquele que teve
acesso por exemplo ao estudo formal então esses dois formatos né vamos dizer assim da ciência linguística tá então aqui a gente tá falando de início do século 20 final do século 19 e início do século 20 não deram conta de explicar o fator social da linguagem isso vai acontecer a partir dos anos 60 com a virada pragmática na linguística e que começam a surgir correntes teóricas que não dá conta de compreender o uso vem aí a teoria da enunciação que vai estar uma grande contribuição né para a ciência da linguagem fazendo com que o foco
do cientista dali o ou seja duas linguísticos passem a ser o dos estudos linguísticos passem a ser a língua em uso ou seja como é que nós utilizamos a língua em contextos sociais diversos e diversificados a gente nunca pode esquecer de que quando a gente fala a gente é um ser histórico socialmente situaram que se dirige a outros seres históricos que também estão socialmente é socialmente circulares então é isso influencia no nosso modo de usar a língua e no nosso modo de nos comunicar bom então a partir dessa virada fragmatica pragmáticos e ainda vai com
o uso certo gente com prática então a linguística funcionalista ela vai passar a ter uma nova concepção de linguagem como instrumento de comunicação e de interação social como objeto de análise a gente não vai ter mais as palavras isoladas ou as frases mais o texto então a análise ultrapassa a fronteira da frase e vai ocupar-se do texto e vai ser entendido como competência discursiva não aquela ideia de cada falante ideal possui uma gramática universal internalizada mas essa competência discursiva vai ser compreendida como a capacidade que os indivíduos têm não apenas de codificar e decodificar as
expressões mas também de usá-las e interpretá-las de uma maneira satisfatória e observe que só para gente resumir sistematizar o que a gente viu até aqui cada uma dessas correntes ajudou a fundamentar algumas concepções de linguagem a primeira dela já superada é da linguagem como representação ou espelho do mundo e do pensamento pensa em um pouquinho e como ou de que maneira você definiria o que é a linguagem porque a linguagem para você bom se a gente disse que a linguagem na expressão do pensamento essa concepção e ilumina a basicamente os estudos tradicionais aquilo que a
gente viu na escola sem concebemos a linguagem como tal somos levados a uma afirmação por exemplo quer dizer que uma pessoa que não consegue se expressar bem ela não pensa só pensa nisso a segunda concepção que a gente tem aí a linguagem como instrumento ou ferramenta de comunicação essa concepção está ligada a teoria da comunicação quem é da minha geração ou de gerações anteriores vai se lembrar lá que no currículo no boletim da gente a invés de vir em língua portuguesa a linha comunicação e expressão essa essa ideia da língua como instrumento de comunicação vem
de um outro pesquisador chamado rumo e acorde som e que ele tem toda aquela espinha que a gente estudava nas aulas em português o emissor o receptor um código uma mensagem no canal lembram disso que a gente estudava na escola então essa ideia e essa ideia que a gente tenta linguagem enquanto instrumento ou ferramenta de comunicação tá ligado à toda essa teoria da comunicação e v a língua apenas como código ou seja um conjunto de signos que se combinam segundo regras não era capaz de transmitir o receptor uma certa mensagem até hoje os livros didáticos
ainda trazem né essa concepção né nas instruções lá do professor nos títulos nos exercícios e a gente tem por fim né e já embasado nessa concepção funcionalista da linguagem a linguagem como forma o lugar de ação interação que que isso significa né significa que mais do que possibilitaram a transmissão de informações de um emissor ao receptor a linguagem revista como lugar de interação humana com essa terceira concepção eu não tenho mais um emissor e um receptor passivo eu passo até interlocutores que interagem por meio da linguagem que portanto tem um papel ativo no ato de
comunicação então é por meio dessa forma de compreender a linguagem eu tenho que o sujeito que fala prática ações que que ele não conseguiria levar acaba não ser por meio da linguagem então eu posso influenciar algo ou alguém por meio do uso que eu faço da linguagem então essa última visão ela concebe a linguagem enquanto um fenômeno é para gente concluir isso aqui eu queria ler para vocês eu estou usando como como referência também esse livro o texto na sala de aula e que fala não apenas sobre ensino de língua portuguesa tá mas também traz
muitas concepções interessante da lua ele traz uma citação o autor e organizador da coletânea joão wanderley geraldi que é muito importante para você estudos linguísticos lhe traz é uma situação de bakhtin e digamos assim que é o pai da linguística denunciação ele nos diz o seguinte na realidade toda a palavra composta duas faces ela é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém como pelo fato que se dirigem para alguém ela constitui justamente o produto da interação do locutor e do ouvinte toda palavra serve de expressão a um em relação ao outro pensem bem
todas as vezes que nós falamos nós nos comunicamos com outra pessoa comum e nada o sentido quando e terminada a intenção então isso vai interferir completamente no modo como nós utilizamos a linguagem e nosso dia a dia tudo bem então eu vou sugerir pra vocês antes de passar e me continuar com outro com outra atividade que vocês façam a atividade complementar que eu já encaminhei é que a leitura do texto de uma autora também pesquisadora chamado de dori pó e vocês realizem os exercícios esse primeiro exercício é sobre concepções de linguagem o que significa as
concepções de linguagem um texto que resume toda essa introdução que eu fiz aqui da aula 1 e não se preocupem com os termos que para vocês são novos que são muito específicos da área da linguagem eu só tô pretendendo trazer aqui no início um aprofundamento maior do que aquilo que você já tem lá no módulo tudo que tá no módulo é válido mas tá lá com a linguagem bem iniciante então você pode usar o módulo para estudar essa aula que é para aprofundar um pouquinho mais não é de onde vêm essas mudanças na concepção de
linguagem então a ideia aqui do nosso vídeo é trazer para vocês um aprofundamento maior para que vocês compreendam a linguagem como uma ciência também né os estudos linguísticos hoje eles são uma ciência muito bem fundamentada é importante a gente saber de onde vêm essas concepções de onde vem essa novidade de compreender a língua como fenômeno social e qual a importância disso para vocês que estão estudando teologia futuros pastores missionários ou pessoas que não se dirigia à a pessoas né vocês não se e aí vocês vão dirigir a palavra a grupos as pessoas a público-alvo diferentes
então necessário compreender ali enquanto fenômeno social então na nossa próxima aula a gente vai estudar um pouquinho da diferenciação entre água né entre o uso da língua e suas formas verbal e não-verbal que pode auxiliar bastante vocês né como futuro os seus um abraço e até a nossa próxima visual