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Sentimento e Obsessão

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Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz
[Música] Sejam todos bem-vindos ao Centro Espírita nosso lar, Casas André Luiz, este lugar que recebe a todos de braços abertos e todos que estão aqui presente e aqueles que nos acompanham pelas redes sociais receberam um convite especial de estar aqui neste momento, de ouvir o que será dito hoje, porque com certeza cada um de nós precisa deste momento e precisa das palavras que serão ditas. E em agradecimento à espiritualidade que nos trouxe até aqui, convido a todos a uma prece. Não é obrigatória fechar os olhos, mas quem se concentra melhor com os olhos fechados pode fazê-lo.
E vamos elevar os nossos corações e dizer: "Pai, obrigada pela oportunidade de estarmos juntos. pela oportunidade do aprendizado que teremos hoje. Aquele aprendizado que vai nos colocar no caminho da nossa evolução, que vai nos ajudar a ser melhores, que vai nos ajudar na nossa reforma, no nosso íntimo, naquilo que precisamos.
Obrigada, Pai, pela oportunidade deste dia. Que sejamos sempre gratos. Que assim seja.
Graças a Deus. O tema da palestra de hoje é O bem e o mal, extraído do livro A Gênese, capítulo 3, itens de 1 a 10, de autoria de Allan Kardec. E quem vai falar sobre esse assunto tão importante para nós hoje é a nossa companheira Lúcia, a quem desejamos que seja muito feliz.
Bom dia a todos, sejam muito bem-vindos. A gente vai falar de bem e mal. E a minha proposta hoje de reflexão é que a gente use, a gente vai para um outro fio condutor, não falar tanto da na seara da filosofia de uma coisa mais distante, etérea, mas a gente trazer isso para pro nosso dia a dia, pro terra a terra, para essa experiência que a gente tá vivendo aqui, né?
Sempre na perspectiva de espíritos imortais que nós somos, que fazemos várias experiências na matéria, né? Vamos angareando repertório em todas essas experiências. Esse repertório hoje nós estamos vivendo essa persona, né, esse ego.
Eu estou Lúcia, outro está Maria, outro está José, nós estamos, mas nós somos a soma de todas essas personas, desses egos que formam a nossa individualidade com características, com virtudes e com imperfeições, né, com esse bem e mal, com essa dualidade que habita em nós. E é sobre essa perspectiva que nós vamos falar hoje de bem e mal, né? E para falar disso, eh, não tem como a gente não passar o nosso fio condutor vai ser a questão do autoconhecimento.
É muito importante para saber o que vá em nós, nossas virtudes, nossas imperfeições, nossas luzes e sombras, a gente tem que falar um pouco de autoconhecimento. E é quase impossível a gente falar de autoconhecimento sem lembrar do nosso velho e bom Sócrates, né, filósofo Sócrates, que lá no século antes de Criste já nos fazia esse esse convite que é tão conhecido, né? conhece-te a ti mesmo.
Que e dizia que antes do homem se preocupar em querer conhecer a origem da natureza, das coisas que o cercam, que ele deveria primeiro começar procurar a conhecer a si mesmo. Então o Sócrates, ele andava pelas ruas e praças de Atenas perguntando para as pessoas: "Você sabe o que você diz? Você realmente tem certeza daquilo em que você acredita?
você sabe o que você sente? E as pessoas ficavam curiosas, irritadas, surpresas, né? Porque na maioria das vezes elas não sabiam o que responder, né?
E nunca tinham verdadeiramente parado para refletir sobre as suas crenças, seus valores, seus ideais, seus sentimentos, né? E não foi à toa que ele deixou marcas tão profundas, né? no pensamento humano que foi considerado pai da filosofia, que Kardec colocou na introdução do Evangelho Segundo Espiritismo um resumo da sua doutrina e do seu principal discípulo que foi Patão.
Então não foi à tua e Kardec também não foi boa, né? é a base, né, de todo o pensamento humano. Bom, e a partir de agora a gente vai começar a compreender o porquamento, o conhece-te a ti mesmo, ele é tão necessário e atual para nós.
Então, nós estamos fazendo uma viagem muito rápida, a gente foi do século antes vamos para 2025. Aqui é tudo muito ligeiro. Então, 2025 aqui agora, né, fazendo um retrato dessa nossa época, como nunca antes nós usufruímos de inúmeras formas de acesso ao conhecimento.
Nunca antes a gente teve tanto acesso. Num cliquezinho na mão você tem acesso a servos de museus do mundo, a bibliotecas, a informação. É uma coisa assim impressionante, né?
Então nós temos, nós tivemos um enorme avanço na produção de conhecimento, que é uma marca da nossa época. Diariamente nós somos bombardeados, porque essa é a expressão melhor, né? Por uma enchurrada de informações.
Você dá um clique e você é inundado de informações que a gente nem dá conta de tanta informação, porque o que eu sabia ontem, hoje já não tá tão atualizado, né? Bom, o avanço que a humanidade conseguiu tanto na produção de conhecimento quanto nos processos para colocar em prática esses conhecimentos foi inimaginável, incrível, né? Tanto é que hoje a gente faz encontros virtuais, cursos virtuais, né?
Os call meetings, né? De trabalho que a gente costuma fazer, a gente tem aí a inteligência artificial que tá desafiando, né? A gente não sabe aonde aonde vai parar.
Isso ainda é uma coisa nova para nós. Então, nós nunca estivemos tão conectados com o mundo externo como hoje, pelas redes sociais, Instagram, pelo WhatsApp, vídeos do YouTube, e-mail, videoconferência, aplicativo de comunicação, tudo, né? Mas em contrapartida, paradoxalmente, a conexão, a nossa conexão interna, ela nunca foi tão ignorada, tão esquecida, tão negligenciada.
O Alberto Almeida, que é um médico que eu acho maravilhoso, ele é médico e psicoterapeuta espírita, ele tem um programa na rádio no Jardim das Oliveiras, né? Não sei exatamente o dia que passa, mas vale a pena, fica gravado. Ele é muito bom.
Ele é muito bom. Ele analisa essa questão ponderando o seguinte. Olha que interessante o olhar dele.
Ele diz o seguinte, que a gente se dá conta de que nós compensamos, a gente não se dá conta que a gente compensa externamente justamente com aquilo que nos falta. internamente. Então ele diz que nós vamos para fora porque internamente tem uma falta, uma carência.
Ele diz que essa ânsia, esse frenesia, essa inquietação, que é uma marca da nossa época, de a gente tá o tempo todo conectado, né, com o mundo externo, no fundo, no fundo ele fala, é uma nostalgia, uma saudade do encontro do nosso autocontato. E se a gente observar o nosso dia a dia, é bem isso que tá acontecendo, né? A gente vive num tempo, num mundo que ele nos não nos convida para reflexão, né?
para nos olhar, para olhar para dentro. A gente tá sempre para fora, ligado, né? Então, a gente vive num mundo que estimula o tempo todo a ação, ação, correria, ativismo, produtividade, né?
Mais do que nunca nós temos que performar. Quem conhece esse verbo performar, já ouviu falar em performar? Quem?
Quem já ouviu? Levanta a mão aí. É familiar essa expressão para vocês?
Performar. Olha que interessante, ele é um verbo que foi inventado, é o neologismo. Ele é derivado da expressão em inglês performance, que significa desempenho.
A gente tá na na era do performar, né? Então a gente tem que ter uma boa performance, um bom desempenho. Eh, tem sido uma das maiores exigências do nosso tempo atual.
muita atividade no trabalho, a gente tem que performar no trabalho, a gente tem que performar na academia, na gente tá aqui, tem que estar com corpio dentro do padrão, né, da época. Tem que tá, a gente tem que performar eh na aquisição de conhecimentos, porque eu faço um curso, mas eu tenho que fazer outro, mas aquilo já tá desatualizado, eu tenho que fazer mais e assim vai, né? E daí esse mundo de hoje, com tantos estímulos, né, tantas demandas externas que a gente tem que atender o tempo todo, ele nos rouba, ele nos subtrai o processo reflexivo, o olhar para dentro, o autocontato, né?
Eh, e acaba sendo uma grande ironia, né, uma grande contradição, porque ao mesmo tempo eu tô hiper conectado, né, com tudo eu estou totalmente desconectado de mim mesmo, né? Então, nós marcamos muitos encontros, né? Eh, nós vivemos na internet hiperconectados nas redes sociais.
Inclusive a ciência hoje, olha como é interessante, é o mal da época que a gente vive, ela já diagnosticou uma patologia, né, com distúrbio pelo uso compulsivo da internet. Tem gente que tem que fazer detox porque não consegue se desligar, fica sempre com aquela sensação de eu tô perdendo alguma coisa, eu tô desatualizada. Deixa eu ver o que aconteceu, né?
às vezes, eh, a coisa toma uma proporção tão patológica que a pessoa tem que fazer um tratamento mesmo para conseguir usar essa ferramenta com equilíbrio, né? Então, eh, gera muitas vezes dependência, transtorno de ansiedade, chega a esse ponto. Então, para dar um retrato dessa nossa época, então hoje nós performamos muito bem em várias das nossas atividades, mas paradoxalmente no processo de autoconhecimento, nós somos ainda semianalfabetas.
Estamos engatinhando, né? Então, para esse processo de conhecimento, falta a gente marcar um encontro com a gente mesmo, né? Marcar um autoencontro.
Esse é o que tá faltando pra gente. Então, a maioria de nós passa uma vida inteira às vezes sem perceber que o que acontece na nossa vida, e aí a gente tá falando hoje de bem e mal, de escolhas, né? Tem tudo a ver com a minha assinatura nesse processo.
Por exemplo, hoje a gente tá aqui nas casas André Luiz assim, tá? Um domingo gostoso, friozinho. Que que eu podia estar fazendo hoje de manhã?
Exemplos. Tem corrida hoje na televisão? Podia estar vendo a corrida.
Tem futebol? Hum. Podia tá que mais?
Sugestões aqui é interativo. Que mais que eu podia estar fazendo nesse domingo de manhã? Solzinho, friozinho.
Que mais, gente? Ideias. Hã?
Você tá no parque brincando. Ô, delícia. Jogar bola, andar de bicicleta, fazer um piquenique, quem sabe.
Ó, ele já sugeriu. Que mais que eu podia fazendo hoje de manhã, gente? Domingão de manhã, friozinho.
Que mais? Sugestões. Dormindo.
O óscio tem seu valor. Importante, né? Tem até um autor que fala do óscio criativo.
Importante. Que mais? Lendo.
Lendo. Tá aí aquisição de conhecimento. Legal.
Que mais ideias? O que que eu podia estar fazendo hoje se eu não estivesse aqui? Fazendo o almoço, dando aquela arrumada na casa, aquele armário, né?
Várias coisas, né? Mas eu escolhi estar aqui hoje. Olha que legal, né?
Estamos todos na mesma vibe. Escolhemos estar hoje aqui. Tudo é escolha, né?
É escolha. O tempo todo é escolha. Então, a grande maioria de nós passa uma vida sem perceber que o que acontece na nossa vida tem tudo a ver com a minha assinatura nesse processo.
Não é responsabilidade do outro, eu fiz porque o outro quis. Não é responsabilidade dos nossos pais, dos nossos maridos ou esposa, eu não fiz porque ele não deixou, né? Ou então os companheiros ou do chefe ou do dirigente do centro, a culpa é dele, né?
ou muito menos de um espírito obsessor, porque espírito adora falar que é um espírito obsessor. Eu vou lá no centro, vou tomar um passe forte, porque os negócios acho tá feio. Acho que tem um espírito obsessor aqui, que eu ia fazer um negócio, não deu certo, fui fazer outro, né?
Brincadeiras à parte, acasos que de fato são, mas muitas vezes a gente tá sempre atribuindo essa responsabilidade a alguma outra coisa fora de nós, né? quando a gente esquece que tudo tem a ver com a minha assinatura, nós somos loteiristas da nossa própria biografia, sempre das nossas escolhas, né? Então, eh, e por qual razão a gente ainda tem tanta dificuldade de se autoconhecer, né?
A Joana de Angeles, que foi mentora do Divaldo, como vocês sabem, ela tem uma série psicológica brilhante, né? Tratado de psicologia, são vários livros. E ela compara a nossa mente a um iceberg.
Quem já viu um iceberg aqui? Já viram iceberg? É fantástico.
É um paredão de gelo, uma coisa impressionante. A montanha onde a gente se sente um nadinho assim desse tamanho, né? Você fala: "Jeso, como é que a natureza faz um negócio desse, né?
Coisa mais linda. " Então ela diz o seguinte, que ela compara a nossa mente de uma forma didática a um iceberg. Então tudo aquilo que tá fora da água, aquela pontona que a gente vê do iceberg, corresponde ao nosso consciente, é a ponta do iceberg.
E o que está submerso é o nosso inconsciente, que, aliás, é a maior parte. Então nós nós conhecemos muito pouco do que nós somos de verdade. Boa parte da nossa personalidade é desconhecida inconsciente.
E assim, e é assim porque o nosso inconsciente ele funciona como um filtro daquilo que não serve para estar o tempo todo consciência. É seletivo, a gente não ia dar conta. Então, tomar contato com esse lado da gente, tomar consciência disso, geralmente incomoda, desestabiliza, causa dor, deprime, porque a gente vai entrar em contato com aquilo que o Yung chamou de sombra da personalidade, que seria essa sombra, né, essa pessoa que a gente apresenta pro mundo.
Então, Yung diz que nós criamos personas. Persona é o nome dado à máscara que é usada pelos atores no teatro grego para identificar o personagem interpretado. Então, todos nós temos vários personagens.
o personagem do trabalho, da família, do centro espírita, da escola, uma identidade para navegar na internet que corresponda as expectativas daquela audiência que é formada pelos membros da rede, né, e que muitas vezes não são essa mesma, não é a mesma pessoa. Então, a necessidade de reconhecimento, de afeto, de adaptação, de pertencimento ao grupo são as razões que nos fazem agir dessa maneira. Então são muitos personagens e alcançar esse equilíbrio, essa coerência entre eles é um desafio e tanto, né, pra gente conseguir esse equilíbrio.
Quanto mais a gente conseguir, mais saudável nós vamos ser. Isso não é fácil, né? Então essas personas elas não se excluem, né?
Mas é sempre a busca pelo equilíbrio entre as nossas possibilidades e as nossas aspirações, né? E aí a gente vai para um ditado popular. Alguns de vocês já devem ter dito, já devem ter ouvido, melhor falando, incomodou do eu, leva para casa que é seu.
Alguém já ouviu isso? Nunca. Tem esse ditado, ele existe.
Ou ainda aquela fala que é atribuída a Freud, eu não sei se é, né, que diz que quando Pedro fala de Paulo, sem mais de Pedro que de Paulo. Alguém já ouviu falar nisso? Já, né?
Então, tudo aquilo que vai despertando na gente, essa raiva, o ciúme, o rancor, a inveja, comportamento que eu julgo, que eu critico no outro, que me incomoda para caramba. fala, na verdade, de características que nós temos, que são muito nossas, né? Então, nem sempre nós estamos preparados para fazer esse movimento de autoconhecimento, né?
Olhar paraa nossa sombra requer uma boa dose de coragem. A gente enxerga muito no outro, né? O outro a gente sempre enxerga, ponta o dedo, mas que só esse movimento de reconhecer, de aceitar, de acolher e trabalhar essas características ao nosso favor é que vai promover a nossa autotransformação e a gente ficar em paz.
É aquele conflito íntimo que a gente vive entre o que a gente gostaria de ser, o que nós devemos ser e aquilo que a gente consegue ser, né? A gente tá sempre nessa, quando a gente tá nesse conflito, já é positivo, que a gente consegue enxergar essa realidade, já começa a ter uma consciência um pouquinho mais ampliada. Bom, e aí dentro dessa história, desse contexto, daquilo que a gente gostaria de ser, daquilo que a gente deve ser e aquilo que eu consigo ser, né, dessas três dimensões, eu faço uma colocação para vocês.
Quem não quem já não teve um determinado comportamento e depois se sentiu envergonhado? Já aconteceu com alguém de vocês aqui fazer uma coisa dizer: "Ai, meu Deus, como é que eu fui fazer isso, né? Alguém já teve esse comportamento, né?
Poxa vida, eu fiz 4 anos de doutrina espírita, 5 anos, fiz curso disso, fiz curso daquilo, sou passcista, sou palestrante, eu me dou, eu sou voluntário, eu vou na igreja e olha o que que eu fiz, como é que eu fui falar aquilo, como é que eu fui fazer aquilo? Justamente eu, porque aí a gente já se coloca assim: "Meu Deus, eu já tô num nível, né? O outro tudo bem, mas Quem já não levanta a mão aqui já, né?
Bem-vindos ao planeta Terra. Estamos juntos nessa nave, né? Nós somos feitos dessa dualidade.
Nós temos essa dualidade, né? Entre as nossas virtudes, as nossas imperfeições, entre o bem e o mal, entre luz e sombra. Nós somos isso.
Isso faz parte dessa nossa trajetória evolutiva. É o que nós somos. O tempo todo.
A gente tá nessa nessa luta, né? E aí, mas como é que eu fui fazer aquilo? Como é que eu pude ter aquela razão?
E é e por que que isso acontece? É porque nós não nos conhecemos ainda. Estava lá na base do iceberg, tava lá escondidinho.
A gente não tinha menor consciência desse nosso lado muitas vezes que às vezes desperta inveja da maledicência, às vezes da preguiça, da intolerância, do preconceito, do julgamento, do orgulho, tá lá, é nosso, né? Que está lá, que faz parte dessa nossa personalidade, que faz parte desse todo que somos nós, né? Então, não é a gente acabar de destruir esses defeitos morais que nós carregamos, mas ao contrário é reconhecê-los, é acolher, é trabalhar diariamente para transformá-los.
Esse é o movimento, né, que vai fazer a gente conseguir se transformar, evoluir e lidar com essa dualidade que existe em nós o tempo todo, né? E aí, eh, a gente só consegue mudar aquilo que a gente reconhece, que admite que tem, porque enquanto eu nego, eu falo: "Não, eu não sou. Agora a minha vizinha, nossa, pelo amor de Deus, eu não sou porque eu tô no centro já há quantos anos, né?
Eu já não tenho isso. " Mas ela, tiazira, nossa, tiazira, pelo amor de Deus, mas eu eu já tô em outro estágio, né? Então a gente, primeira coisa, o primeiro movimento é admitir, é reconhecer que eu tenho sim isso.
É para que a gente possa trabalhar, colher aquilo e trabalhar e se transformar, senão a gente vai ficar estagnado, né? Então, trazendo essa questão pro nosso meio espírito aqui, pra nossa tribo, como a gente fala, né? A gente vai falar da famosa reforma íntima.
Quem chegou no centro e nunca ouviu falar na reforma íntima? Alguém já não ouviu aqui? Todo mundo, né?
as obras é quase um mantra, a reforma íntima, né? Porque agora o que acontece é que muita gente, né, eh, por causa do recurso do desse discurso da reforma íntima, que às vezes é repetido quase que automaticamente, mecanicamente, ele é muito mal interpretado. A questão da reforma íntima muitas vezes não é compreendida na sua profundidade, né, na sua amplitude.
Aí, ao invés da pessoa fazer o processo de reforma íntima, ela começa a fazer o processo de tortura íntima. Já viram falar? Então ela pega e põe a foto do Chico do Dival na geladeira e ela fala assim: "Dessa encarnação não passa.
Eu esse vou chegar nesse é a minha meta. " Vai dar certo ou vai dar ruim? Vai dar ruim.
Por quê? Porque transformação, evolução é processo. A gente vive numa era do imediatismo.
É tudo para ontem, é tudo delivery, não é certo? Não, só que reforma íntima, transformação é processo, passa pela ampliação da consciência, né? É tentativa e erro, é propósito, é trabalho, é suor.
Não é assim, né? Lógico que essas figuras, eu falo brincando, né? Vou botar foto do Chico, do Dival na geladeira, elas são inspirações pra gente, sem dúvida.
São pessoas que nos inspiram e outros tantos, né? Saindo do meio espírito, a gente tem múltiplas personalidades, né, na história da humanidade que são extremamente inspiradoras pra gente, né? Quantos Gandes Calcutá, outros tantos irmão Dulce, tantos, né, que a gente pode nem nominar aqui lembrar, são figuras inspiradoras, mas elas também fizeram esse mesmo processo da gente, né?
Então, quando a gente coloca eh uma meta muito impossível de saída, a gente já derrapa, né? Porque a gente não tá admitindo o nosso, onde eu estou, quem sou eu hoje, o que eu tenho de qualidade, virtude, que eu já desenvolvi, que são conquistas minhas, bagagem, repertório que eu trago de muitas vezes e aquilo que eu ainda preciso trabalhar em mim, né? Então, a gente acaba indo pro caminho, em vez de ser a reforma íntima, é o martírio íntimo, né?
Porque eu quero ser daquele jeito amanhã, não vai dar certo, né? Então, inclusive, eu recomendo, tem um livro que muitos de vocês talvez já tenham até lido Vanderle de Oliveira, reforma Íntima sem martírio, as dores psicológicas do crescimento interior. Então ele reconhece que existem, você vai passar sim pelas dores psicológicas, pelos conflitos, mas que é um processo, né?
Antes de tudo, de reconhecer e acolher o que eu sou, em que estágio eu estou, né? Então, a reforma íntima, ela é um trabalho processual, ela obedece uma sequência. A gente tem que respeitar o nosso tempo, fazer essa jornada de autoconhecimento com leveza, com prazer de viver, senão vira um fardo, né?
Eh, e aí ele ele menciona uma coisa que costuma-se observar na atualidade uma neurotização da proposta de renovação interior. Muita impaciência e severidade tem acompanhado esse desafio, levando ao perfeccionismo, por falta de entendimento, do que seja realmente a reforma íntima. E conclui dizendo, a inimizade com homem velho.
O que que é homem velho? Essa expressão é aquilo que a gente foi, né? Hoje nós estamos na nossa melhor versão, só que essa melhor versão, essa persona, esse ego que eu sou hoje, ela tá em construção ainda.
Você já viram aquelas construções que falam assim, a gente passa na rua, você tem que passar no cantinho da calçara que fala assim, desculpe, estamos em reforma, estamos em estamos em reforma para melhor atendê-los. Já veio isso? Vocês já viram em algum lugar?
Estamos em somos nós hoje. Sem dúvida, nós somos a nossa melhor versão, tendo em vista tudo que a gente já foi, nosso repertório de outras encarnações, né? Porém, nós ainda estamos em construção, não somos uma obra acabada, perfeita, né?
Então ele diz isso, que a inimizade com homem velho, né? que são aquelas nossas escolhas do passado, os equivocados do nosso livre habito, que tem muito a ver com esse tema de hoje, que é o bem e o mal, né? É extremamente prejudicial ao desenvolvimento dos valores divinos, porque nós gastamos toda a nossa energia para nos combater e não para construir virtudes e conquistar as nossas sombras.
Olha que interessante que ele v é quando a gente entra na negação, fala: "Não, eu não sou assim não, não, eu nãoé. " Então aí o que que acontece? A gente acaba fingindo que perdoou, fingindo que fala mans, fingindo que não é crítica do comportamento alheio, que é muito tolerante, que é muito tolerante, mas no fundo a minha vibração continua a mesma.
Ela me denuncia, né? É uma coisa de fachada. Então eu não perdoei no fundo.
Eu continuo intolerante, eu continuo reprovando o comportamento daquele colega, eu continuo vaidoso, egoísta, porque para isso eu tenho que admitir e reconhecer que todas essas imperfeições ainda fazem parte de mim. E tudo bem, é o nosso processo de desenvolvimento, de crescimento, de transformação, né? E aí quando eu tenho, quando eu não tomo consciência, eu nego.
O que que pode acontecer? Inclusive, essas forças da alma, elas têm uma potência tão grande dentro de mim que pode acabar por me prejudicar, me adoecer. E muitas vezes elas vão aparecer na forma de sintomas de doenças, de desequilíbrios emocionais e físicos, né?
tamanho grau de conflito. Então, a experiência da reencarnação dentro desse corpítio físico que a gente recebe, que é o nosso veículo, né, de manifestação, de trabalho aqui, enquanto a gente tá reencarnado e por isso que a gente tem que cuidar tanto dele. Então, essa experiência da reencarnação nesse corpo físico e das experiências materiais que nós vivemos, ela amortece as nossas percepções e sensações.
E também a nossa consciência espiritual, ela fica temporariamente adormecida pelas próprias impressões da matéria. Porque a gente não daria conta de de lembrar, de lidar com todas essas personas, todas esses é os que a gente já foi, a gente daria conta. Mal imagem dá conta de hoje.
A gente sabe exatamente o que fomos pelas nossas tendências, né? Então, para que a gente possa viver as experiências de que a gente precisa aqui agora, nessa experiência reencarnatória, exige um grande esforço nosso para que a gente consiga fazer esse movimento de autopercepção, de romper com os automatismos que a gente traz de várias encarnações, com hábitos que a gente traz de várias encarnações, né? E criarmos novos hábitos, novos comportamentos, né?
Porque todos nós trazemos ápos impulsos de outras encarnações do nosso passado espiritual, padrões de comportamento que já chegam automatizados pra gente, que a gente repetiu em muitas encarnações e que são difíceis de serem modificados, são arraigados, né? Imagine uma pessoa que durante várias encarnações ela teve contato com poder, ela teve cargo de mando, de poder, que que vai est arraigado dentro dela? Que que vocês acham?
Talvez ela tenha uma boa dose de egoísmo ou de orgulho ou de soberba. Pode ser porque durante muitas encarnações ela trouxe aquilo, né? Vai de uma hora para outra, ela reencarna e aquilo ali, né?
Não tá ali dentro, faz parte do repertório dela. E pode eclodir ou não, vai depender das escolhas que ela faça. Por isso que a gente quando fala de bem e mal, a gente fala dessa dimensão de escolhas do uso do livre arbítrio, né?
De ampliação da consciência. Então, pra gente caminhar aqui já pro final, tem um poema que eu amo, que ela é uma grande metáfora, que fala desse nosso processo de desenvolvimento, de transformação, de ampliação da consciência, de escolhas, que é o livro tibetano do viver e do morrer. É uma grande metáfora desses nossos processos de automatismo, de tantas encarnações, de velhos hábitos, de tendências, de comportamentos, né?
dessa bagagem que todos nós trazemos como espíritos imortais e do esse nosso percurso de autopercepção, de autotransformação. Então ele diz o seguinte: "Biografia em cinco capítulos. Capítulo um.
Ando pela rua, há um buraco fundo na calçada. Eu caio, estou perdido, sem esperança. Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída. Capítulo dois. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada, mas eu fjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar, mas não é culpa minha.
Ainda assim, leva um tempão para eu sair. Capítulo três. Ando pela mesma rua, há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele está ali. Ainda assim eu caio. É um hábito.
Meus olhos se abrem. Sei onde estou. É minha responsabilidade.
Sai imediatamente. Capítulo 4. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta. Capítulo 5.
Ando por outra rua. Simples assim, mas bem contundente, né? que é mais ou menos isso, né?
Então, por que essa mudança para melhor, como eu falei, ela não implica em destruir o que nós somos, mas dar uma nova direção, maior aproveitamento a tudo que nós conquistamos entre erros e acertos, porque os erros fazem parte do processo, né? Eles fazem parte. Então, o objetivo da renovação espiritual, ele é gradativo e ele exige a nossa dedicação.
Não é um serviço para final de semana durante a nossa presença no centro ou no templo ou na igreja ou no terreiro. É um processo, é permanente, é todo dia, em todo lugar, né? Nenhum de nós é pronto, é perfeito, completo.
Nós somos parcialmente prontos, estamos em construção, temos todos nós temos partes em nós completamente prontas, maduras, mas também temos outras que ainda estão imaturas, que precisam ser trabalhadas, olhadas, cuidadas e outras que precisam ainda ser criadas. É o processo de autoconstrução. Aquilo que eu falei, aquela plaquinha, desculpe, estamos em obras, somos nós, nossa cara.
né? Então existem muitas ferramentas para nos ajudar nesse processo do autoconhecimento, do uso do livre arbítrio, dessa dualidade entre o bem e o mal, em que a gente é sempre confrontado, principalmente nesse planeta que a gente vive, né? Então existem muitas ferramentas para nos ajudar, porque nem sempre a gente dá conta sozinho de fazer esse movimento, de se conhecer sozinho.
Então existe autoobservação, aceitação das nossas imperfeições, o autoperdão, compromisso com o objetivo de crescer, vigilância, oração, meditação, trabalho pelo próximo, psicoterapia é muito bem-vinda também, é importante como ferramenta de autoconhecimento, né? Estudo, palestras, né? e, né, o compromisso com a gente abandonando alguns velhos hábitos, olhando para eles, né, então para essa construção, porque ela não é linear, não é assim uma coisa tão tranquila, da noite pro dia, nós vamos ter altos e baixos, nós vamos ter reinicidências, muitas vezes nós vamos nos autossabotar, né, a gente ainda cai naquele buraco, esse buraco do conto tá ali, meu Deus, mas eu caí de novo.
Não é possível, caí de novo, né? São hábitos muito arraigados, são automatismos de muitas encarnações, né? Nesse processo de de, né, da nossa autransformação, da ampliação da consciência, até que a gente consiga andar pela outra rua, às vezes demanda algumas encarnações.
Às vezes não é trabalho para uma só, às vezes não, no mais das vezes, né, não é trabalho para uma só, né? Então a gente encerrando vai voltar pro começo para fechar tudo, fechar o ciclo. A gente começou falando de Sócrates, né, lá no século 4, né, 5 antes de Cristo.
E que quanto mais, o que que ele dizia? Quanto mais e melhor nós nos conhecemos, conhecemos as nossas potências e limites, qualidades e defeitos, mais nós teremos o controle das nossas escolhas, do nosso processo evolutivo, de exercermos a nossa automestria, de nos responsabilizarmos pelo nosso processo evolutivo. Quando a gente, por exemplo, cai no buraco, como o conto tibetano, né?
Demorou um tempo para ele entender que a responsabilidade era dele, né? do pai, da mãe, do esposa, do marido, do digendo do sendo obsessor, não é minha responsabilidade, né? Então, eh, ainda tenho as sombras, os velhos automatismos, o homem velho em nós ainda habita, mas eu começo a ter autoconsciência dos meus limites, né, dos efeitos daqueles hábitos arraigados.
Eu consigo sair mais rápido daquele padrão, daquele buraco, ao invés de ser contra o que fomos das nossas sombras, né? E é uma aceitação, que é importante dizer, não é uma aceitação conformista, é uma aceitação ativa, né? Não é porque senão a gente cai naquela síndrome da Gabriela.
Quem sabe qual é a síndro da Gabriela? Eu nasci assim, eu cresci assim e você me Gabriela, tem gente que tem essa síndrome, né? Ah, não, sou mesmo assim mesmo.
Ah, sou assim, sou desse jeito, né? Então, não é uma aceitação conformista, né? eh entender, olhar, aceitar, acomodar, acolher e partir pro trabalho, arregaçar as mangas, né?
É isso daí, gente. Muito obrigada. E agora chegou o momento da participação de quem está aqui presente.
Quem tiver alguma dúvida ou algum comentário, é só levantar a mão e o Rodrigo levará o microfone. Olá, muito boa palestra. Obrigada.
Eu, enquanto você falava, eu lembrava de um diálogo que eu tive com um colega, um bandista, e ele tava me falando eh da referência da religião dele e de e a gente tava falando sobre o comprometimento do espírito aqui na Terra e a gente tava falando entre a evolução, né? Tipo assim, qual é o comprometimento dessa religião? O comprometimento dessa religião é a evolução do espírito.
Eu falei assim: "OK, eh, e do candomblé, a a do candomblé é o comprometimento, é a evolução do ser. " E a gente filosofando, a gente entrou nesses do duas dois pensamentos, né, entre a evolução e o ser. E enquanto você falava, me veio esse insight, né?
Quando a gente se compromete em ser também é evoluir, porque parte do princípio do que eu quero ser é uma é uma pergunta que que salta o olhar, né? Tipo, tudo bem, você vai cair no buraco, mas você se compromete. É isso que você quer?
É assim que você assina. E tem uma um livro do Walter Riso, muito legal. Ele é um psicanalista.
E ele fala sobre essa dimensão entre ser e o que eu quero ser, né? Entre ser e o que eu quero ser, existe um espaço e dentro desse espaço, todo um aprendizado, né, de evolução. Ali mora a felicidade, né?
Porque você vai perseverando durante a vida caminhos, escolhas, sendo que você domina o seu ser para chegar naquilo que você quer. Ou seja, é um caminho, né? Tudo bem se você quer cair no buraco, você está sendo feliz, caindo no seu buraco, entendendo qual é o seu destino, eh saboreando as suas conquistas e as suas derrotas, mas colocando sim sabor à vida.
Aí eu me veio esse insight. Ah, legal. Você falou que se almoçou falando da Umbanda.
A Umbanda, ela tem uma simbologia muito linda dos orixás que representam na verdade questões nossas humanas, né? Eh, por cada cada orixá representa isso, uma força, uma potência, eh, que são questões nossas humanas. Então, eh, o que eu acho bacana é que todas as religiões, todas as vertentes, as matriz africana também tem caminhos, são caminhos de evolução.
Importante é onde você se identifica. É a Igreja Evangélica, é o catolicismo, é a casa espírita, né? E eu sempre digo, o espiritismo não inventou a mediunidade.
Mediunidade é é natural, sempre existiu. Então são caminhos de evolução. Então é muito legal que você tá falando.
Eh eh a consciência ela chega, cada um busca o seu caminho, onde se identifica, cada um faz o seu percurso, né? E o que você falou desse autor é perfeito, né? Entre aquilo que eu sou, né?
aquilo que eu devo ser, o que eu ainda não consigo, é o processo de aprendizado, se eu consigo olhar e mesmo cair no buraco, é como eu falei, são automatismos. Emanuel fala muito disso. Nós trazemos automatismos de muitas encarnações.
Então a gente não chega zerado aqui. Quando a gente recebe aquele bebezinho na nossa casa, aquele filho amado, esperado, ele vem com uma bagagenzinha, uma malinha ali, né? tem um repertório de muitas existências e traz automatismos de muitos hábios que são decorrência das experiências que ele viveu.
Que repertório é isso que ele traz? Todos nós trazemos. A gente não chega zerado aqui, né?
A gente vai receber mais influências, elementos da nossa vida social, da nossa família, os valores, a ética, educação, do meio que a gente vive. Mas a gente também traz o nosso repertório e tudo isso é o caldo que faz o nosso processo de evolução, de transformação. É isso.
Ainda temos tempo para mais perguntas ou colocações. Basta levantar a mão. Simples assim, né, para todos nós.
Eu não consegui ouvi-la. Simples assim. [Risadas] Simples assim.
Nem tanto, mas é para nós ainda não é tão simples assim, né? É processo, né? Mas é eh todos nós chegaremos lá, né?
Cada um no seu tempo, no seu ritmo, no seu processo próprio, mas todos chegaremos lá. Mais alguém? Só levantar a mão.
Ainda temos um tempinho. Como ela disse, simples assim. você falou, não é tão simples assim, mas quando nós mentalizamos o trabalho de Jesus sobre nós, né, sobre essa grande humanidade, nós vamos entendendo um pouquinho do processo dessa evolução.
E como a nossa querida irmã falou sobre as religiões, que todos nós estamos nesse embate, nessa luta. E se nós estamos nos encaminhando para conhecermos Deus, nós vamos aprendendo, interiorizando, conhecendo nos nossos sentimentos que todos nós somos irmãos e todos nós carregamos a potencialidade necessária para nossa evolução. E assim nós vamos conseguindo entender a etapa, a fase que cada um passa sem criar grandes expectativas que vai levar julgamentos, vai levar a críticas, vai levar apontamentos e vamos também nos perdendo nesse caminho, caindo no buraco, mas não é esse buraco que nós desejamos ficar.
Nós queremos sair e conhecer sempre novos caminhos para o bem. é, pegando o gancho no que ela falou, eh, quando ela falou, a gente vai aprendendo tal, eh, esse trabalho, esse ensaiozinho, laboratório nosso primeiro, que é muito bom, é a família. A gente é colocado num microcosmo, em regime de intimidade com pessoas.
E muitas vezes a gente fala assim: "Meu Deus, que que eu tô fazendo aqui? Não tem nada a ver com a sua família. Acho que Deus errou, né?
Cair de não é possível. É tudo na minha casa nada, como diz no interior, né, Piracicaba. Nada horna com nada, não orna, não casa, tem alguma coisa errada.
Só que não. A gente foi colocado nesse microcosmo chamado família, que é o nosso grande laboratório, né? Aliás, a Joana deângela fala isso, que o lar ele é laboratório, oficina e ela usa mais uma expressão.
Laboratório e oficina a gente faz o qu lá fica na r tomando água de coco. Bem bacana, nãoé? ralação, trabalho.
Então, a gente é colocado nesse microcosmo da família, em regime de intimidade com algumas pessoas e e ali já é difícil, né? Até que a gente consiga chegar nesse macro e conseguir ver tudo como irmandade, né? A família universal.
Por enquanto a gente ainda vive no clã, no sobrenome, nos meus, o meu filho, meu marido, a minha mulher, né? Os meus. Mas é um laboratório, é um ensaio, tem seu valor, é importante.
Deus é tão genial que fez isso. Por enquanto a gente tá no ensaio do laboratório ali com meia dose de gente, que já é, ó, já é difícil. São muitos embates, são muitos choques, muitas quedas de buraco, né?
Até que a gente consiga lá adiante expandir e ir pro macro e fazer essa família universal, né? É isso. Na esteira do que você falou.
Infelizmente não temos mais tempo para perguntas. Lúcia, muito obrigada pela sua explanação, pelas respostas. E a Lúcia permanecerá aqui ao final dos trabalhos, caso alguém ainda tenha algum comentário ou queira tirar alguma dúvida.
Ela vai se prontificar a atendê-los. E agora chegou o momento das vibrações. Vibrar é emanar as nossas melhores energias a quem necessita mais do que nós, porque todos nós necessitamos, mas existem pessoas que necessitam um pouco mais.
Então vamos buscar dentro de nós as nossas melhores energias, unir aos nossos irmãos aqui presentes e aqueles que nos acompanham pelas redes sociais e levar esse amor, essa energia positiva a todas as pessoas que nesse momento se encontram num leito de dor, no hospital, muitos sofrendo em casa, nas ruas, Vamos levar a elas o conforto, o amparo, porque a espiritualidade amiga está lá, mas essas pessoas não conseguem sentir a presença. Então, vibremos para que elas percebam a ajuda chegando. [Música] Pelos nossos irmãos que se encontram mergulhados em vícios.
Muitos deles querendo sair desse buraco, mas não conseguem sozinhos. Vamos levar a nossa energia, o nosso amor para que eles consigam se livrar e ser amparados. [Música] E vibremos também pelo nosso planeta Terra que necessita da evolução, mas não vai evoluir.
Não é o planeta que evolui. Cada um de nós vai evoluir e juntos iremos fazer com que o planeta melhore. Então vamos abraçar o nosso planeta com a nossa energia de amor.
Jesus, nosso mestre, que está aqui neste momento, porque estamos todos em oração, nos ampare, nos proteja e principalmente, mestre, faça com que sejamos exemplos lá fora. Ajude-nos a levar a sua mensagem a quem necessita. Que assim seja.
Graças a Deus. [Música] E agora é o momento do passe. Eu convido a nossa companheira Cristiane para que ela conduza os trabalhos.
Bom dia a todos. Depois de tantos saneamentos, tantas paciência, chegou o momento de receber o nosso passe coletivo. Eu convido os trabalhadores que se posicionem.
Então vamos serenando nossos pensamentos, fechando nossos olhos para uma melhor concentração, nos conectando com Jesus e com a espiritualidade aqui presente, sentindo a energia ao nosso redor. Vamos vibrar muita paz. Amor, equilíbrio, saúde física, mental e espiritual.
Vamos a Jesus. [Música] Graças a Deus. E agora é o momento do nosso passo à distância.
É o momento que vamos vibrar. pensar, sentir por aquelas pessoas que não pode estar aqui presente. Pode ser um amigo, um familiar, um vizinho que esteja no seu pensamento e no seu coração.
Quem tem mais de um ser querido, que pense neles alternadamente. Ore um, ore em outro. Sabendo que a espiritualidade os alcançará onde quer que eles estejam, eles vão receber o que necessitam.
Então vamos novamente elevar nosso pensamento pensando no nossos entes queridos e amados, vibrando por eles muita paz, amor, equilíbrio, serenidade e saúde. Vamos a Jesus. [Música] [Música] Graças a Deus, sabendo que a espiritualidade nos acompanha, que podemos estar aqui na próxima semana para dar continuidade aos nossos tratamentos.
Os trabalhadores podem retornar aos seus lugares e eu desejo a todos uma ótima semana. Obrigada, Cris. Obrigado aos trabalhadores.
O tema para a próxima semana será Evangelho no Lar, o Consolador Prometido, do livro Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 6, itens 3, de autoria de Allan Kardec. Ainda tenho algumas alguns avisos. Últimas vagas para o introdutório ao curso de doutrina.
Se você deseja aprender mais sobre a doutrina espírita, não perca essa chance. Inscrições no plantão de orientações das unidades doutrinárias de Santana e Vila Galvão. Chegou finalmente a campanha Sacolinha de Natal.
Você, sua família e amigos podem ser o Papai Noel de pessoas muito especiais. Quer saber como? Com a sua doação na campanha Sacolinha de Natal, garantiremos aos nossos mais de 530 pacientes atendidos na unidade de longa permanência seus presentes de Natal.
Você pode ajudar de duas maneiras, retirando o cartão com os itens e informações da sacolinha de Natal ou realizando uma doação com qualquer valor via PIC ou depósito bancário. Para saber como fazer, procure um de nossos colaboradores, veja os cartazes espalhados no centro ou visite o hotsite da campanha acessando www. nosso nossular.
org. br. E desde já agradecemos a todos pela colaboração e participação de sempre.
Último aviso. Um encontro com a cultura espírita de outubro apresenta encontros e diálogos com Jesus com o Dr Aldenis Leite como convidado. Em momento de lançamento de livro e autógrafos.
Única apresentação no dia 25 de outubro às 17 horas aqui na Unidade Dutrinária de Santana. E também em única apresentação na unidade doutrinária de Vila Galvão, teremos a escritora e apresentadora da TV Mundo Maior, Raquel Batiega, apresentando a palestra A beleza do Ser, o amor próprio como expressão da alma imortal. Será no dia 26 de outubro às 17 horas e teremos abertura do coral lírios a partir das 16:30.
Esperamos cada um de vocês para um encontro e diálogos com Jesus. Neste momento nos despedimos dos nossos amigos que nos acompanham pelas redes sociais, Facebook e YouTube, desejando a todos uma excelente semana, levando Jesus sempre no coração. Lembrem-se sempre dele.
Esperamos todos na próxima semana.
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