Aí chegamos. Um ótimo dia para você. Hoje é quinta-feira, dia 11 de junho de 2026. Estamos ao vivo direto dos estúdios da Rádio GOV na IBC em Brasília com colegas de emissoras de rádios e portais convidados de norte a sul do país. Se essa é a sua primeira vez aqui, fique com a gente. Bem-vindo. Eu sou Karine Melo e na próxima hora estaremos nessa entrevista com o ministro do meio ambiente e mudança do clima, João Paulo Capobianco. Essa é uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com Canal GOV, que
é uma das emissoras que formam a empresa Brasil de Comunicação. São muitos os caminhos para você nos acompanhar nessa entrevista. Pela Rádio GOV. Estamos em rede facultativa de rádio para todo o país, mas se você quer nos ouvir e ver, pode nos acompanhar na sua TV pelo canal Goov ou pelo nosso YouTube, o @canalgov. Se você quiser Mais opções, eu sugiro o site da agência GOV, agência. c.com.br. Lá além da TV ao vivo, você também acompanha as principais notícias do governo federal. Outra opção é baixar de graça na loja de aplicativos do seu Android ou
iOS o canal GOV assistir toda a nossa programação ao vivo bem na palma da sua mão. Olha, estamos no Junho Verde. O governo está preparando aí pra chegada do novo Elninho. Entre as ações está a liberação de quase R 600 milhões de Reais em recursos para corpos de bombeiros que vão atuar na prevenção e combate de incêndios para regiões da Amazônia, Serrado e Pantanal. Um ciclo de monitoramento foi iniciado em janeiro e avaliou a evolução do cenário climático com base nos dados acumulados até abril deste ano. Esse é o destaque da nossa entrevista de hoje
com o ministro João Paulo Capô Bianco. Obrigada mais uma vez pela presença. Bom dia, ministro. >> Bom dia. É um prazer muito grande estar aqui com vocês. >> O prazer é todo nosso. Já quero começar, ministro, falando um pouco do Elninho, né? Em 24, a ministra Marina esteve aqui comigo e o senhor era o secretário executivo e a gente teve uma queimada muito severa, né? O governo tomou medidas rápidas, mas ali na hora, né? Agora, né, com com a experiência, né, o governo está se antecipando. É isso, ministro? >> Muito está se antecipando, eh, inclusive
com mudança na própria legislação brasileira. em 2024, que foi realmente um ano muito muito ruim, >> fazendo um pequeno parêntese, comparado com 2022, que também foi muito severo, nós conseguimos >> reduzir muito, por exemplo, as queimadas no Pantanal, que é um esforço brutal do governo >> por meio de uma sala de situação criada pela Casa Civil. Mas esse agora, esse Ano, além de uma preparação muito intensa que eu vou poder ao longo desse programa mostrar para vocês, nós tivemos uma aprovação de uma lei, a lei do manejo integrado do fogo. Era uma lei que tava
parada lá no Congresso Nacional, foi feito esforço com as lideranças, com os parlamentares, senadores e aprovamos então essa lei. E essa lei estabeleceu novos procedimentos. Nós rapidamente, ao longo de 2025, implementamos a lei, Estabelecendo o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo e estabelecemos várias resoluções para organizar a ação, porque, repito, uma coisa importante, eh, essa ação não é só do governo federal. O governo federal tem responsabilidade limitada às áreas federais, a responsabilidade maior sobre as áreas, outras áreas são dos estados, dos municípios e dos proprietários rurais. Então vamos poder discutir aqui ao longo do
programa esse fato, >> ministro, rapidamente. E na prática, o senhor falou aí em mudanças, que mudanças são essas na prática? O que que muda aí? muda porque o Brasil estabeleceu o que a gente chama da corresponsabilidade no manejo do fogo. >> Perfeito. >> Isso significa que o governo federal tem as suas atribuições bem definidas e ele atua em parceria com os estados, os corpos de bombeiro, principalmente com Os municípios e com a sociedade em geral. Isso quer dizer que o pela lei agora os estados e municípios precisam elaborar os seus planos. de manejo integrado do
fogo para cada área do seu estado, dos seus municípios. >> Isso é uma novidade. >> Isso é uma novidade estabelecida pela lei. Então nós estamos apoiando, inclusive vários municípios e estados com recursos para elaborar esse plano. Estamos transferindo recursos Significativos. Chegamos aí a bilhão de reais para corpos de bombeiros em estados e municípios mais críticos. Temos uma ação integrada envolvendo os setores da sociedade civil, particularmente o setor rural. Os proprietários rurais passaram a ter responsabilidade na prevenção. Então, nós temos um novo, uma nova uma nova situação. Isso é muito importante, já concluindo, porque eh o
Brasil não era um país eh de alto risco de Incêndios forestais, nunca foi. >> Ah, é. ele se tornou, assim como muitos outros países, mais suscetível a incêndios em função da mudança do clima. Então, nós temos uma evolução dos chamados eventos climáticos extremos que estão provocando secas intensas e prolongadas que nós nunca tivemos. E isso tá tornando a nossa vegetação nativa mais suscetível ao fogo, infelizmente. >> Maravilha. Vamos então começar a chamar As rádios para conversar com a gente, ministro. >> Será um prazer. >> Então, vamos embora. Vamos direto para Salvador. Vamos lá pro jornal
à tarde. Tá lá com a gente a Anne Catarine. Oi, Anne, bem-vinda. Bom dia. >> Bom dia, Karine. Bom dia, ministro, e a todos que nos acompanham. Então, ministro, eh aqui em Salvador a prefeitura decretou situação de emergência ambiental por 90 dias na Praia de São Tomé de Paripe, que fica aqui no subúrbio, após o INEMA comprovar a contaminação química por metais pesados naquela região. Eu gostaria de saber se o Ministério do Meio Ambiente tem ciência desse caso, se já atua ou pode atuar junto às autoridades estaduais para identificar e punir também esses responsáveis. Esse
problema inclusive já prejudica mais de 700 famílias aqui da região. >> Bom dia, Anne Catarine. É um prazer eh Estar com você, ouvir essa você nos trazer essa pergunta tão importante. Veja bem, qual é o papel do governo federal nesses casos? Primeiro, regulamentar e estabelecer as normas, os padrões de uso seguro e também estabelecer os limites de contaminação ambiental. Isso é feito por normativas do Ministério do Meio Ambiente e pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que aliás ontem realizou a sua 15ª Reunião, é o maior conselho da República em atividade desde o período
militar e ele estabeleceu normas para organizar exatamente isso que você está colocando. Agora, a responsabilidade direta para enfrentar esta questão, evitar, punir, prevenir, é do estado da, no caso, estado da Bahia. A Secretaria do Estado é responsável por isso, tem todo o apoio do governo federal, inclusive apoio eh técnico através da nossa secretaria nacional de qualidade Ambiental e estamos acompanhando. Mas repito, é muito importante deixar isso muito claro, que a responsabilidade nesse caso é do governo do estado da Bahia. >> Muito importante então essa distribuição de papéis e o ministro esclarecendo aqui qual é a
função de cada um. Vamos embora, ministro. Vamos agora para Belém do Pará. Vamos lá paraa rádio CBN. Ronaldo Santos, bem-vindo você também, meu amigo. >> Obrigado. Bom dia para você. Bom dia, ministro. Bem, eu gostaria de perguntar eh fazer minha pergunta relacionada à Amazônia, porque aqui a Amazônia legal, ela segue sendo eh dentro desse debate climático, ainda mais nesse momento que tá se aproximando. Eu queria saber do ministro sobre as ações que estão sendo previstas para cá, pra região norte. Muito obrigado desde já. >> Muito obrigado, Ronaldo. Prazer falar com você aí. sedi sediaram a
COP 30, um Evento fenomenal. Tive a oportunidade na ocasião de estar com a CBN vári em vários momentos. Agradeço muito o todo esse trabalho que vocês fizeram de divulgação. Veja bem, eh como é que nós estamos atuando na Amazônia? Isso tem sido noticiado eh seguidamente ontem mesmo, quando nós comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente lá no Palácio do Planalto com o presidente da República e vários ministros e toda a sociedade ali envolvida, o presidente da Câmara dos Deputados, outros ministros, nós tivemos ali mais uma vez a informação de que nós reduzimos o desmatamento na
Amazônia em 50% desde 2023 até agora 2025 e seguimos num processo eh positivo, exitoso. de redução do desmatamento, que, aliás, hoje nosso presidente da República irá apresentar à sociedade esses dados. Uma reunião eh será feita na UTCA, na organização do tratado de cooperação amazônica, onde serão apresentados novos Dados muito positivos. Espero que a CBN esteja ligada nisso, mas eh o a nossa preparação foi no sentido de planejamento. Nós temos a sala de situação coordenada pela Casa Civil envolvendo 13 ministérios e um conjunto de órgãos muito amplos do governo federal, articulação com os estados, transferência de
recurso, apoio a estados e municípios. Nós temos ali na Amazônia eh Ronaldo, os 70 municípios críticos que têm recebido apoio no Planejamento das ações. Então nós entendemos que há mais preparo, estamos mais preparados, mais veículos, mais equipamentos, mais helicópteros, mais aviões, tudo isso está sendo preparado, liberação extraordinária de orçamento extraordinário. Portanto, eu diria que nós estamos muito mais bem preparados. Mas aproveitando a CBN com a sua audiência muito importante, nada substitui a ação da sociedade. Queimada inicia-se com alguém pondo Fogo. Pode ser eh por um acidente, começou a queimar o lixo, começou a queimar um
pequeno pasto e esse fogo saiu do controle. pode ser criminoso. E aí a Polícia Federal está investigando e prendendo e punindo essas pessoas que fazem isso criminosamente. Mas faço aqui o apelo, cada cidadão agora se torna corresponsável pelo manejo integrado do fogo. Ou seja, não use fogo a partir de julho agora, porque a situação climática vai tornar isso uma Situação muito perigosa. Ministro, quero aproveitar que a gente tá falando então com a Amazônia. O senhor já citou que hoje o ministro vai sair daqui, já vai encontrar o presidente Lula nessa visita ao Observatório Regional Amazônico
a partir das 10 da manhã, onde vão ser anunciados aí muitos números. Tentei que o ministro aqui nos antecipasse. Falou que não pode, tem que deixar pro pro presidente anunciar. Mas ministro, eu queria que o senhor nos explicasse o que Que é o Observatório Regional Amazônico, o que que esse observatório faz. Olha, o Brasil tem o privilégio de sediar a OTCA, que é a organização do Tratado de Cooperação Amazônica, é um acordo entre os países que dividem a Amazônia, porque a Amazônia, embora esteja a 65% no território brasileiro, ela é compartilhada por outros países. E
a OTCA cuida exatamente dessa articulação de todos os países que possuem Amazônia nos seus territórios. E com isso, eh, Estabelecemos ali o chamado observatório nacional, internacional, melhor dizendo, onde os dados são exibidos, dados de déficit hídrico, pluviosidade, desmatamento, risco ambiental, risco climático, num grande eh observatório onde os países que integram a organização do tratado de cooperação amazônica possuem ali podem receber dados em tempo real. sobre a evolução da situação ambiental em toda a floresta, em todo o bioma amazônico aí que se Estende por oito países. >> Maravilha. Existe uma sala de situação, ministro? >> Existe
uma sala de situação. É uma um telão enorme, uma sala com grande painel >> que fica onde? >> Fica na UTCA, na organização do Tratado de Compção Amazônica. é uma sala dentro dessa organização, onde se observa em tempo real a evolução nos indicadores ambientais de todo o bioma. >> Maravilha. Hora da gente ir então para Araguatins lá no Tocantins, ministro. Vamos lá pro portal Folha do Bico. Táo Antônio, já tinha tempo que você não passava aqui, hein? Um ótimo dia para você. >> Verdade. Bom dia, ministro. Bom dia, colegas. Eh, estamos falando aqui do bico
do papagaio, que é uma região aí de transição do serrado, com a floresta amazônica. Ministro, eh uma parte significativa eh das queimadas no Brasil, elas têm origem em ações humanas De forma assim deliberada, eh, inclusive para abertura ilegal de áreas. como que o governo tem buscado equilibrar o diálogo com o setor rural, eh, e ao mesmo tempo aplicar punições efetivas a quem usa o fogo eh como um instrumento de de desmatamento ilegal. >> Olha, Tasso, muito obrigado pela sua pergunta. Aproveito para desejar aí a todos aí no cerrado muito, muito empenho, muita responsabilidade nesses meses
que temos pela frente, porque de Fato o serrado é um bioma naturalmente muito sucetível a incêndios e você aí da região conhece bem essa realidade. Nós atuamos de duas maneiras, de uma na numa mão, o apoio, o incentivo, transferindo recursos, transferindo equipamentos. Tivemos a semana passada a entrega muito positiva numa articulação entre o Ministério do Ambiente de Mudança do Clima e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com apoio de recursos do Fundo Amazônia, destinamos Equipamentos para corpos de bombeiros, incluindo aí tivemos também o Tocantins participando, recebendo apoio para que possamos enfrentar esse desafio dos
próximos meses. Esse é uma forma de atuar regulamentando a lei, estabelecendo normas, apoiando a elaboração de planos estaduais e municipais de manejo integrado do fogo. De outro lado, temos uma novidade desde o ano passado, eh, aliás, desde 2024, mas que intensificou no ano passado, que É a ação da Polícia Federal. Hoje o governo federal, por meio da Polícia Federal, estabeleceu um procedimento muito rigoroso de monitoramento, acompanhamento, que está permitindo identificar pela primeira vez quem causou o início do incêndio. Isso tá está permitindo estabelecimento de processos eh eh de investigação e de punição daqueles que fizeram
isso, como você bem disse, Tasso, com o objetivo de eh grilar terras. ou de desmatar essas Áreas posteriormente. Então, estamos trabalhando para evitar isso de forma muito intensa. >> Ministro do Tocantins, a gente vai ao Mato Grosso. Quero dar as boas-vindas aqui pro Diário de Cuiabá, porque o Gustavo Oliveira tá pela primeira vez aqui com a gente. Oi, Gustavo, bem-vindo. Um ótimo dia para você. >> Bom dia. >> Vamos lá. >> Bom dia, ministro. Vamos lá, Ministro. Eu tô falando aqui de Mato Grosso, eh, o principal produtor agrícola do país, né? E nós temos três
biomas muito importantes, Pantanaus, temos a Amazônia e o Serrado. Eu queria fazer uma pergunta muito específica sobre a ferrogrão, tá? O STF formou maioria para validar a lei que permite o avanço da Ferrogão, projeto que é considerado fundamental para reduzir os custos logísticos de Mato Grosso e ampliar a competitividade do agronegócio Brasileiro. O Ministério do Meio Ambiente vê condições para para que a ferrovia saia do papel nos próximos anos. Como conciliar a necessidade de infraestrutura para o escoamento da produção matogrossense com as preocupações ambientais relacionadas à Amazônia e as comunidades tradicionais da região. Nossos produtores
rurais afirmam que a demora na ferrão aumenta os custos, congestionamentos e emissões De carbono pelo excesso de transporte rodoviário. O senhor acredita que uma ferrovia moderna pode inclusive representar um ganho ambiental em comparação ao modelo atual baseado em caminhões? >> Olha, Gustavo, muito obrigado pela pergunta. Veja bem, o papel do Ministério do Meio Ambiente e de sua principal autarquia, que é o IBAMA, é avaliar a viabilidade ambiental dos empreendimentos. Nós não discutimos aqui E não é nosso papel estabelecer quais são as prioridades em termos de infraestrutura. Para isso, nós temos os ministérios voltados para a
infraestrutura e o o governo como todo, que em última instância é o presidente da República que encaminha e define essas políticas. Nós vamos analisar ou esse processo da ferrogrão estava parado, não por uma questão ambiental, isso é importante deixar claro, isso não foi uma questão do IBAMA, porque é muito Comum as pessoas sempre estabelecerem ou eh afirmarem que o licenciamento ambiental atrasa os empreendimentos. Não é verdade? O ferrograma estava parado na justiça no Supremo Tribunal Federal, que recentemente eh tomou uma decisão que você já se referiu aqui na sua pergunta. Então agora, qual é o
próximo passo? O empreendedor deve apresentar o estudo de impacto ambiental para o IBAMA. O IBAMA irá analisar esse estudo, verificar a consistência. caso haja inconsistências, Solicitará, conforme define a legislação brasileira, as complementações para concluir a análise da viabilidade ambiental. Isso é o processo de licenciamento. Portanto, nós do Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o IBAMA, entraremos em campo assim que esse processo der entrada no IBAMA, o que ainda não ocorreu. >> É isso. Só para localizar quem nos ouve e quem nos assiste, ministro, o ministro dos transportes esteve aqui com a gente Essa semana, falou
sobre esse assunto e o nosso colega aí, o Gustavo eh Oliveira, eh tá se referindo aí à ação do Supremo Tribunal Federal. Supremo julgou aí a constitucionalidade eh de uma ação, porque o que o que aconteceu foi que houve aí uma demarcação de terras lá no Parque do Jamanchim, lá no Pará. E aí era a estava sendo contestado se isso podia ter sido feito por meio de medida provisória, como foi. E o Supremo disse que sim. Então, avançamos um pouco para tirar a ferrogrão, do papel ferrogrão, que vai ligar, portanto, o Mato Grosso até o
Pará e vai ser muito importante, inclusive para diminuir aí as emissões de carbono. É isso, ministro. Vamos seguir, Malu. Me perdi aqui. Vamos embora. Vamos embora lá para Manaus. Vamos lá pro Jornal do Comércio. Participa pela primeira vez aqui com a gente o Fred Novais e o Jornal do Comércio de Manaus. Bem-vindo. Obrigada Pela presença. Um ótimo dia para você, Fred. >> É, bom dia. Bom dia, ministro. Ah, o Amazonas ele está localizado numa região muito estratégica do ponto de vista ambiental, mas por outro lado isso gera um paradoxo para o nosso desenvolvimento, o desenvolvimento
regional do estado, principalmente na questão de infraestrutura e logística. E a gente tem um caso muito conhecido, Que é o caso da BR319, que tá aí há historicamente há muitos anos, eh, intrafegável praticamente, eh, uma a única via, né, uma única rodovia que faz ligação do estado com o resto do Brasil. A minha pergunta sobre isso é: há algum meio da gente conseguir conciliar e no ponto de vista de todas as esferas do governo a viabilidade para realmente liberar finalmente após quase 30 anos e liberar essa rodovia que é tão estratégica do ponto de vista
logístico Pro estado, criando uma possibilidade de novo tipo de deslocamento aqui da do estado, conciliar eh eh os interesses tanto do ponto de vista do desenvolvimento como também eh garantindo a a necessária preservação ambiental dessa região tão estratégica. >> Fred, eh, essa pergunta é muito importante, principalmente porque eu acho que vocês noticiaram, todos os órgãos de imprensa noticiaram que o presidente Lula esteve na BR319. Eu Acompanhei o presidente Lula, assim como o nosso ministro de transportes, justamente para apresentar ali a sociedade Manauara, mas a todo o Brasil e ao mundo, na verdade, que o Brasil
está pronto para, caso isso evolua na justiça e aparentemente está evoluindo bem, nós possamos promover o licenciamento, implementando ali a maior ação de conservação ambiental de uma região tão pristina, importante, vital do ponto de Vista ambiental, como é a região do chamado interflúvio porus madeira, que essa rodovia corta ao meio. Então, veja bem, nós elaboramos um plano, um plano para que a BR319 possa ser eh asfaltada, né, possa ser ter as melhorias todas, respeitando completamente a questão socioambiental, porque não é só a questão ambiental que tá em jogo. Nós temos ali povos indígenas, temos eh
populações quilombolas, temos pequenos agricultores Que precisam também ter seus direitos assegurados nesse processo. Estamos trabalhando nisso, mas mais uma vez eu queria aproveitar aqui para eh digamos combater essa e essa inverdade, né, ou esse enormidade de fake news que afirmam que a B19 está parada por questões de licenciamento ambiental. Não é verdade? A BTA 19 ficou parada por questão judicial, assim como a ferrogrão que falamos agora a pouco, >> estava no Supremo Tribunal Federal. a Rodovia aberta 19, o seu asfaltamento estava na justiça e só recentemente houve ganho e decisão em liminar que liberou a
licença prévia que já havia sido dada pelo IBAMA. E agora nós estamos então prontos para receber os estudos detalhados que ainda não recebemos. Mais uma vez é importante esclarecer. O Denite que é o órgão responsável precisa encaminhar todos os estudos para a implementação da obra. Já estamos juntamente com o Ministério de Transportes e com o Denite e com o conjunto de vários ministérios, povos indígenas, eh, desenvolvimento agrário, agricultura, todos trabalhando juntos para garantir a chamada governança socioambiental da área do torno da rodovia. Temos inclusive uma iniciativa muito interessante e nova, que é teremos uma empresa
contratada para fazer essa gestão de toda a região no longo prazo, pela primeira vez na história do Brasil. Não teremos uma concessão de de Manutenção apenas do asfalto. Hum. Teremos também uma manutenção e uma gestão do entorno da rodovia, 50 km para cada lado, num território enorme, muito, muito preservado. Então, está tudo muito bem encaminhado e temos certeza que poderemos atender esse desejo da população do Amazonas, que não é só dela. Também Roraima será beneficiada com a interligação com Porto Velho e a partir daí com o resto do país. Mas e estamos aguardando o todas
as Informações para seguir com esse processo, >> ministro. E agora a gente vai fechar a nossa primeira rodada indo lá pro Acre. Como o Acre está 2 horas a menos em relação à Brasília, a gente tem a pergunta aí mandada pela minha colega Vitória Messias da Gazeta do Acre. Ministro, o desabamento da ponte Frei Paulino Baldaçari na última sexta-feira, dia 5, em Cena Madureira, no interior do Acre, trouxe à tona uma discussão Importante sobre os impactos de fenômenos naturais e eventos extremos na infraestrutura da Amazônia. Na avaliação do Ministério do Meio Ambiente, as mudanças climáticas
já exigem uma revisão da forma como os Estados Amazônicos planejam e executam obras próximas a rios e áreas vulneráveis. E como o governo federal pode ajudar a preparar essas regiões para enfrentar fenômenos que podem aumentar processos erosivos, deslizamentos e outros riscos À infraestrutura pública? Vitória, esse tema é um tema estratégico, importantíssimo e agradeço muito você trazer ele aqui para o nosso debate. o como como nós atuamos e o que que precisa ser feito. Precisa, nós precisamos repensar de forma muito cuidadosa, tecnicamente muito bem embasada, com a participação do conjunto da sociedade, todos os órgãos de
governo nas três esferas da União, como a sociedade, o setor privado. Como nós vamos adaptar o Brasil para essa nova realidade que você citou muito bem e deu um exemplo concreto aí no seu estado. Na realidade, os eventos climáticos extremos estão obrigando a sociedade a repensar a sua forma de atuação e, no caso específico, implantação das obras de infraestrutura. Estamos muito ligados a isso. Tanto é que o governo federal aprovou, depois de um intenso debate em rede nacional, com Consultas públicas, todo o setor acadêmico, setor privado, governos, aprovou o plano clima. E o plano clima
tem dois eixos. Um que é o eixo da chamada mitigação, que é a redução de emissões. Como nós vamos reduzir as emissões brasileiras para atender os compromissos que assumimos no plano internacional por meio da nossa NDC, que é o documento depositado na ONU, onde o Brasil se compromete à redução das emissões. Esse é um passo. O outro lado Desse plano é o plano de adaptação com 16 planos setoriais. Então nós temos ali definido um plano específico, por exemplo, paraa questão de infraestrutura de transporte, né? E aqui é o caso que você citou. Nós temos que
implementar esse plano. O plano foi feito, repito, com uma ampla participação, está estabelecido. Nós temos aí a aprovação pelo pelo pelo Comitê Internacional de Mudança do Clima, que reúne todo o governo federal com a participação de Estados e outros entes da federação. E agora essa implementação está sendo feita pelo ação do governo, mas também pela ação dos estados e municípios. Temos aí, inclusive um programa fantástico chamado Adapta Cidades com financiamento do governo federal, que apoia cidades, municípios críticos a elaborarem os seus planos municipais de adaptação. Esses planos vão estabelecer as prioridades, aquilo que tem que
ser feito imediatamente, no médio e no longo Prazo. quanto vai custar esses essas ações, como nós vamos incluir essas ações nos orçamentos dos municípios, dos estados da união, porque são são responsabilidades compartilhadas. Mas eu acredito que nós estamos num bom caminho. O Brasil tem o seu plano, tem o seu planejamento e nós estamos colocando isso como prioridade. Eu acredito que teremos resultados muito positivos daqui pra frente. >> Se você chegou agora, este é o Bom Dia Ministro. Hoje a gente tá recebendo aqui mais uma vez o ministro do meio ambiente e mudança do clima, João
Paulo Capobianco. Ministro, já que o senhor falou aí em plano clima, eu quero falar agora do Fundo Nacional de Meio Ambiente, porque nessa questão, aliás, em todas as questões, todo mundo quer dinheiro, né? Isso é fundamental para que as ações aconteçam. E aí eu queria saber eh o que que o que que o o Fundo Nacional de Meio Ambiente traz? Os Repasses me parece que por meio deles são mais ágeis, né, ministro? queria que o senhor nos explicasse aí o que que é o Fundo Nacional de Meio Ambiente. >> Super obrigado. Esse é outro ponto
muito importante. Eu tô muito feliz de estar com vocês aqui porque são perguntas muito estratégicas que permitem uma ampla avaliação e de e de estabelecimento de processo de eh eh passar informações muito relevantes. Ontem o Brente Lula assinou um decreto >> que regulamenta uma medida provisória que foi convertida em lei de iniciativa do próprio presidente Lula, que fez com que os mecanismos de repasse que passam pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente pudessem chegar de forma mais ágil, mais ágil a estados e municípios. Um grande problema do fundo que foi constituído lá na na década de
80 é que ele possuía um sistema muito burocrático, muito complexo. Eh, muitos municípios não conseguiam atender as exigências e Demandas, então ele passou a ser cada vez menos utilizado com uma ferramenta importante. Agora, com essa mudança, nós teremos uma transferência muito mais agilizada. nós poderemos transferir de forma mais ágil orçamento público, mas também, e aí eu queria aproveitar o seu programa >> para dizer a todos os líderes de municípios, de estados, que as emendas parlamentares também podem vir pelo fundo, de forma muito ágil, direto para Municípios e estados e também para organizações da sociedade com
credibilidade para atuar nessa área da do enfrentamento da mudança do clima. particularmente na questão da redução de incêndios e queimadas incêndios e também para o tratamento ético de animais domésticos, cães e gatos, que passam agora também a poder receber recursos para uma ação de resgate e proteção. Então, essa nova, esse novo mecanismo que eu quero que vocês utilizem ao Máximo, que vocês convençam os seus parlamentares aí no estado que tenham relação com seus municípios a utilizarem esse novo mecanismo para que vocês possam receber recursos de forma mais ágil e poderem se preparar melhor, atuar com
mais intensidade frente às aos desafios ambientais que nós teremos pela frente. >> Ministro, além de emendas parlamentares, esse fundo é formado por que outros recursos? recursos de multas e outras Dotações orçamentárias. é o recurso que o governo federal eh anualmente estabelece no seu orçamento por com várias fontes, mas que agora passa a ser de forma muito mais intensa um mecanismo útil para a o repasse de emendas parlamentares. >> E aí acho importante a gente esclarecer também, ministro, ministro tá falando aí do resgate desse fundo nacional de meio ambiente. Eh, quem pegar recurso desse plano tem
um prazo para apresentar Projeto, porque se trata de dinheiro público, né? Ministro, e todo o repasse que é feito pelo governo precisa de um projeto, né, ministro? Quanto tempo ehem em em até quanto tempo tem que ser elaborado esse projeto aí? >> Não, isso é feito, isso é permanente. O Fundo Nacional do Ambiente é um fundo permanente, ele não tem prazo. >> Sim. O que acontece é que para você receber o recurso você tem que ter um plano de uso desse recurso. Eh, não é Mais um convênio, como se dirigia anteriormente, super complexo. A prestação
de contas é feita por resultados obtidos, não é mais um conjunto enorme burocrático que exigia eh que estabelecia muitas dificuldades para os os entes federados e para as organizações que recebiam esses recursos. Então o que nós fizemos foi facilitar esse processo, mas evidentemente qualquer uso de recurso deve ser precedido de uma apresentação De uma proposta consistente. Esse é o passo inicial que pode ser apresentado a qualquer momento por todos os interessados. >> Ministro, então com essa vamos voltar lá para para onde, maluco? Para Belém. para Salvador. Vamos lá para Salvador. Vamos lá de volta pro
jornal à tarde. Anne Catarine. Então, ministro, eh, Salvador tem registrado perda de cobertura vegetal nativa de Mata Atlântica ao longo dos Últimos anos. Eu gostaria de entender quais são as ações do Ministério do Meio Ambiente para incentivar o esverdeamento urbano, eh, justamente também para reduzir os efeitos da das ilhas de calor, né, da ilha de calor. >> Anne, o nós lançamos há duas semanas um programa muito bacana, muito realmente até emocionante de arborização urbana, exatamente com esse foco. Veja bem, quando nós analisamos o mapa, a imagem de satélite de nossas cidades, nós vamos Verificar primeiro
um baixo índice de áreas verdes, o que é um problema per si. Mas tem um outro agravante, quando você olha o que tem de área verde, onde elas estão, via de regra, estão nos bairros mais e com onde há a população com mais recursos. E as populações mais vulneráveis, periferias e outras áreas, possuem índices baixíssimos de eh praças, parques de arborização. Então, nós lançamos esse plano de Arborização urbana. Esse plano terá recursos do governo federal e de colaboração de diferentes órgãos e instituições públicas e privadas para fomentar exatamente isso, a arborização, o aumento da arborização
urbana. Inclusive lançamos no mesmo dia algo muito bacana que é um manual >> de arborização urbana para cada bioma brasileiro. Porque o grande problema muitas vezes é que nós fazemos arborização com espécies erradas. Muitas Vezes utilizamos espécies exóticas que criam problemas nafiação, na tubulação, em toda a infraestrutura urbana. Ali, nesse manual feita com a colaboração de 600 especialistas em botânica e paisagismo brasileiros que colaboraram gratuitamente com o Ministério do Meio Ambiente. Cada bioma brasileiro agora tem o seu manual de arborização. Cada cidade pode se se recorrer a esse manual e vai ter ali as espécies
mais interessantes, as que provocam que não Provocam danos da infraestrutura urbana e mais do que isso, que atraem espécies nativas, alimentam aves e outros animais que frequentam as nossas cidades. Ministro, a gente tinha uma rádio hoje do Mato Grosso do Sul, um portal Campo Grande News, e a minha colega lá, Viviane Monteiro, não conseguiu fazer a participação dela ao vivo, mas ela mandou uma pergunta e eu vou fazer aí em respeito ao pessoal lá do Mato Grosso do Sul e uma coisa que nos interessa muito, Ela pergunta: "Ministro, Mato Grosso do Sul vive uma expectativa
em torno da rota bioceânica e de grandes projetos logísticos. Eh, e ela pergunta como é que o Ministério do Meio Ambiente pretende conciliar a aceleração desses empreendimentos com a preservação de biomas sensíveis, como é o caso do Pantanal lá, sem transformar o licenciamento ambiental em um gargalo. O senhor já disse aqui várias vezes que olha, o problema não foi o Licenciamento, mas muitas vezes o licenciamento é um problema, especialmente nas grandes, né, ministro? Então, eh, a gente queria saber, ela queria saber isso, eh, como é que dá para conciliar isso? Bom, primeiro eu queria felicitar
muito a nossa jornalista Viviane em Campo Grande News, porque nós realizamos a COP 15 lá em Campo Grande em março desse ano e a a Campo Grande News deu um espaço enorme para nós. Foi muito bacana. Muito Obrigado por isso. Olha, eu queria dizer que no Pantanal, particularmente no estado do Mato Grosso do Sul, nós estabelecemos uma relação muito profíqua entre o governo federal e governo do estado. Com a nossa articulação com o governo Eduardo Ridel. Nós nós tivemos uma aprovação de uma lei que estabeleceu procedimentos muito inovadores e importantes para proteção do Pantanal. Nós
tivemos mecanismos implementados pelo estado, com nosso Apoio, mas liderados pelo Estado, que inclusive inovou comprando de volta autorizações de desmatamento que tinham sido emitidos no passado. Olha que que coisa incrível por meio de pagamento de serviços ambientais. Então, a agenda é muito positiva. O licenciamento não é um gargalo. Eu queria insistir nisso, aproveitar mais uma vez para insistir nisso. O que ocorre muitas vezes, e não estou citando que é esse, não é esse o caso, não estou me referindo a esse Caso, é que os projetos são mal feitos e o órgão licenciador, por força de
lei, repito, por força de lei, é obrigado a observar um conjunto de critérios e o empreendedor precisa atender esses critérios. Não é uma invenção do órgão licenciador, não é um técnico do IBAMA ou do órgão estadual que está criando obstáculo. É a legislação ambiental brasileira que exige o atendimento de determinadas diretrizes e salvaguardas. Portanto, no caso que você cita, não há Nenhum interesse, nenhum obice nenhum empreendimento de infraestrutura em nenhum lugar, nem em Mato Grosso Sul e nenhum lugar do Brasil. O que nós precisamos é garantir que esses esses empreendimentos observarão a lei e que
os estudos de impacto ambiental serão feitos à altura dos desafios que eles apresentam. Portanto, faço votos aí que os responsáveis apresentem bons estudos, que respondam com rapidez a as eventuais necessidades de complementação e com Isso a gente possa fazer obras de infraestrutura com toda a segurança necessária. >> Importante isso que o ministro tá falando, porque o eh esses problemas na elaboração do projeto não são uma exclusividade do Ministério do Meio Ambiente, né? vários eh várias pastas do governo que dependem de projeto e quase todas, né, para que para pegar recurso, tem que ter projeto, fazem
maus projetos e acabam ficando sem o recurso e Colocando a culpa aí no agente. Nós tivemos casos, só para complementar, desculpe, estender um pouco, de empreendimentos que foram tão mal, os estudos foram tão mal feitos >> que o o proponente esqueceu de mudar uma fotografia que tava porque ele copiou um outro estudo de um outro país. Então nós tivemos um caso, eu não vou estar aqui em detalhes por uma questão de sigilo, mas que o estudo trazia uma imagem de uma cachoeira, >> uma queda d'água, aquela da Venezuela. E infelizmente o indivíduo esqueceu de trocar
porque ele copiou o estudo, traduziu pro português e esqueceu de mudar a imagem. >> É isso. Vamos embora, ministro. Vamos seguir aqui com a nossa segunda rodada. Vamos voltar lá pra CBN Belém. Ronaldo Santos. >> Ministro, eh, eu vou fazer uma pergunta aqui em relação às ações que o seu ministério pretende eh fazer aqui, Especialmente no Pará. A gente sabe que aqui no estado muitos municípios convivem com problemas, né, com crimes ambientais, como por exemplo o garimpo ilegal. Há novas operações ou reforços da fiscalização previstos para cá, pro estado? Olha, eh, Ronaldo, o esforço de
fiscalização tem aumentado muito desde 2023, números muito expressivos, mas que dobramos a ação do IBAMA e do ISMBI, eh, não só no estado do Pará, é importante deixar Claro, >> em todo o Brasil, mas no caso da Amazônia, em todos os estados da Amazônia, inclusive aí no estado do Pará temos tido operações muito intensas. de recuperação de áreas de unidades de conservação que foram ilegalmente ocupadas e que precisam hoje ter uma ação muito intensa por parte do ICMB de retirada, por exemplo, de gado dentro de reservas biológicas, florestas nacionais, estações ecológicas. é uma Ação permanente
que nós temos feito, muitas vezes eh mal compreendidas por algumas lideranças do seu estado, inclusive, que recentemente, aliás, esta semana mesmo, eh produziu um conjunto de informações incorretas, autoridades importantes, que afirmando que o ICMB estaria eh retirando de forma eh com violência cabeças de gado em várias unidades de conservação. Tudo que nós fazemos é feito com base na legislação, na maioria das vezes, inclusive com Ordem judicial, em parceria com o próprio governo do estado, para que nós possamos garantir a proteção das nossas unidades de conservação. Com relação ao garimpo, temos feito uma ação intensa, inclusive
destruindo equipamentos que foram ilegalmente e ou estão sendo ilegalmente utilizados no garimpo ilegal, irregular, não licenciado. Nós não atuamos dessa maneira naquilo que é licenciado, que é legal, mas o que é ilegal, o que não foi Licenciado, o que está em terras indígenas, nós temos combatido com intensidade, porque os impactos sociais e ambientais dessa atividade são dramáticos. Toda a sociedade acompanha isso o tempo todo. Vimos o caso ali, não é, no Pará, mas foi dos do Zanomame, que se tornou um escândalo internacional e que a ação do governo federal reduziu a quase zero a atividade
do garimpo ilegal. recuperando inclusive a qualidade de vida e a saúde da dos povos De Anomame. Mas também temos no seu estado a questão com os munduruc. Gravíssima situação. O governo tem agido em parceria com os povos indígenas, o governo do estado do Pará para enfrentar esse problema. E são muitas ações. Eu diria que eh nós atuamos diariamente, isso é uma coisa importante, diariamente. Por que que nós atuamos diariamente, nesse caso, Ronaldo, no Pará, em todos os estados brasileiros e particularmente na Amazônia? Porque nós Recebemos todos os dias do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais os
chamados alerta desmatamento. São satélites cooperados pelo IMP do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação, que é considerado um dos um dos institutos mais e com maior credibilidade no mundo hoje. E esses alertas chega ao IBAMA. O IBAMA analisa esses alertas e imediatamente opera. Portanto, estaremos aí sempre atuando com vocês no estado para garantir aquilo Que nós queremos todos. que é conservar o meu ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável pro Pará, para toda a Amazônia e para todo o Brasil. Ministro de volta a Araguatins no Tocantins, portal Folha do Bico. Tá Antônio. Ministro, eh, o
governo ele prevê o retorno do Euninho, eh, deste ano. Eh, quais os cenários mais críticos eh mapeados pelo governo eh em termos de Regiões mais vulneráveis e de biomas de maior risco? E como que essas projeções estão eh orientando a alocação de recursos e de equipes, ministro, é bom até a gente falar, o senhor é o especialista, eh o Elninho, ele é bom a gente ressaltar aqui que ele potencializa eventos extremos, não é isso, ministro? >> Exatamente. >> Então vamos lá. >> É, o Eloninho é um fenômeno natural, né? Ele sempre ocorreu e o problema
é que agora ele se associa à mudança do clima. Então ele está se tornando, digamos, com ele tem potencial de ser mais intenso. É um é um fenômeno natural causado pelo aquecimento da água do Oceano Pacífico. Isso cria um desbalanço no clima. E a principal consequência disso é o aumento da da seca, ou melhor, a diminuição de chuvas no Norte, nordeste e centro-oeste, portanto, Amazônia, Catinga, Serrado e Pantanal. Então, Reduz a chuva, isso aumenta a suscetibilidade a secas e a incêndios e na região sul o aumento de chuva, o inverso e que potencializa eventos de
inundações, deslizamentos, quando ele ocorre de forma muito intensa. Nós estamos desde o ano passado, aliás, desde 2024, nós estabelecemos no governo federal um modelo de de e consultas periódicas aos maiores especialistas em cenários climáticos do Brasil e algumas vezes, Inclusive do exterior dos Estados Unidos, de outros países. E nós vamos acompanhando o cenário. E o cenário que nós passamos a receber a partir de dezembro do ano passado é de um risco de um elinho, né, melhor dizendo, a palavra correta, o indicativo que haveria um elinho. >> Só que a avaliação sobre a gravidade ou a
intensidade desse ninho, ela é feita periodicamente. Nós já tivemos esse ano três reuniões técnico-científicas com Esses especialistas. e agora passaremos a ter elas mensalmente. E o que nós temos hoje é uma indicação de que eh há 80 aproximadamente 80% de chance de chance de probabilidade de ser um ninho muito intenso. Então eh o que que nós deveríamos fazer? Aguardar o 100% de certeza? Claro que não. >> O governo já instalou a sala de situação, que é um que é uma são reuniões permanentes coordenadas pela Casa Civil, envolvendo 13 ministérios e várias autarquias e órgãos públicos,
que vai monitorando e preparando as ações. Isso envolve planejamento, identificação de áreas críticas e pedidos, quando necessário, de recursos extraordinários para organizar e preparar as forças armadas, a Polícia Federal, o IBAM, o ISM Ibio e o conjunto do governo e também a articulação com os estados e municípios para fazer frente e estarmos preparados para isso. Esse esse Tipo de ação é nova no Brasil. O Brasil nunca trabalhou assim e nós agora estamos, diria, muito melhor preparados do que nos anos anteriores. nós temos e a oportunidade de não apenas fazermos o enfrentamento dos incêndios, mas também
uma coisa muito importante aí eh eh na Amazônia e também no Pantanal, que é quando a os rios reduzem muito a sua as suas águas, >> você acaba isolando comunidades. Então, além do problema do incêndio, que é Gravíssimo, nós temos o problema muito grave também do isolamento de comunidades que ficam sem água potável, sem alimentação, sem acesso a escolas, ou seja, é necessário atuar amplamente, tanto do ponto de vista ambiental como do ponto de vista de salvaguardas sociais. Então, nós estamos eh trabalhando nesse sentido. Esperamos que quando chegarmos em julho, estejamos aí com toda a
capacidade. Evidentemente que a intensidade ainda não é conhecida, mas Independente desta intensidade estarmos preparados para fazer as ações necessárias. >> Ministro, temos que botar o pé na tábua, mas eu quero saber, tem alguma região que preocupa mais? Nós lançamos, isso é muito importante, em fevereiro deste ano, >> por meio de uma portaria da ministra Marina Silva, então ministra, ela ainda ocupava o posto, onde estabeleceu as regiões críticas ao longo do ano, porque O Brasil é um país continental. Então, a realidade no hemisfério norte, Roraima, por exemplo, é diferente do hemisfério sul e também entre o
norte, suleste há diferenças. Então nós temos situações de estados e municípios que vão entrar em situação crítica em diferentes momentos do ano. Essa portaria foi lançada. Os municípios podem identificar os riscos ali ao longo do ano e devem estabelecer medidas imediatamente para proibir o uso do fogo, para monitorar, para agir com As suas populações locais para evitar que esses pequenas queimadas se transformem em incêndios incontroláveis. >> Dá tempo ainda, ministro? Vamos correr para Cuiabá. Vamos, vamos ao Mato Grosso, Diário de Cuiabá. Gustavo Oliveira, >> ministro, o fim da moratória de soja tem sido defendida pelos
setores do agro e pelo governo de Mato Grosso sob o argumento de que o Código Florestal já oferece regras suficientes para garantir A produção sustentável. Por outro lado, ambientalistas e compradores internacionais alertam para riscos de aumento do desmatamento e perda de mercados. Na avaliação do senhor, quais seriam os impactos ambientais e econômicos do eventual encerramento da moratória de soja, especialmente para Mato Grosso, maior produtor de soja do país? >> Olha, Gustavo, é um grande equívoco. Nós já dissemos isso em várias ocasiões, Inclusive junto ao TCU, a justiça, ao Supremo, em todos os locais. é um
equívoco o fim da moratória da soja, porque na realidade o que a moratória estabeleceu foi uma ação voluntária entre empresas, produtores rurais que decidiram ir além do que exige a legislação. E é isso que o mundo espera do Brasil. A questão do desmatamento, na é evidentemente que o desmatamento ilegal é inaceitável. Todos, todos concordamos com isso. Qualquer pessoa Nesse país concorda com isso. Mas o nosso desafio também é evitar o desmatamento legal, porque não é mais necessário desmatar uma árvore, derrubar uma árvore, desmatar um hectar no país para aumentar a produtividade. Nós temos áreas abertas,
temos áreas inclusive subutilizadas, temos um programa para aumentar a utilização dessas áreas, estamos apoiando esses projetos e o nosso entendimento é que a o fim da moratória prejudica a imagem do Agronegócio, prejudica mercados que foram abertos com muito custo nessa última gestão e eu lamento que alguns eh líderes insistam em encerrar essa iniciativa que se mostrou tão exitosa. Ministro, vamos fechar o nosso giro aqui. Voltando a Manaus, Jornal do Comércio. Fred Novais. >> Tá fechado o seu áudio, Fred. >> Perdão, perdão, ministro, o senhor falou ainda há pouco sobre a questão do isolamento >> em
muitas comunidades na Amazônia. aqui no Amazonas a gente tem isso muito claramente. E por outro lado, a gente tem também uma impressão de que muitas vezes essa questão do isolamento, ela tem a ver com a dificuldade de infraestrutura e também a dificuldade logística que essas regiões têm, muito dependente, por exemplo, de rios, né, pro transporte. Como é que o senhor vê essa questão eh no ponto de vista de uma integração do Governo federal junto às demais esferas de governo para tentar potencializar a infraestrutura de maneira que a gente possa minimizar os impactos dessa vazante severa
que tem acontecido de maneira tão mais frequente aqui no Amazonas? Olha, Fred, a questão do uso das do fluvial, transporte fluvial na Amazônia é muito importante, deve ser mantido intensificado. Nós lançamos, acabamos de aprovar, ou melhor, acabamos de assistir aos resultados do quarto Leilão do Ecoinveste, um programa que nós criamos neste governo para o financiamento de infraestrutura verde na Amazônia, que é exatamente voltada à melhoria da de das áreas de de CAI, de locais de transporte, melhor melhorar o acesso a comunidades na Amazônia, um leilão muito bem sucedido, com valor muito expressivo para investimento. os
na no que a gente chama de infraestrutura verde na Amazônia. E também aprovamos ontem um edital do Fundo nacional do do fundo nacional do meio ambiente, ou melhor dizendo, do fundo Amazônia, juntamente com o BNDS e o Ministério de Desenvolvimento Social para eh tratar da questão de infraestrutura de saneamento, tanto abastecimento de água como tratamento de água em comunidades indígenas na Amazônia, justamente para atender a essa deficiência na região. Então, acreditamos que estamos avançando nesse sentido e a cooperação entre o governo Federal e governo estadual é vital para melhorar a situação de infraestrutura, de acesso
dessas comunidades aos bens e à economia nacional. >> Ministro, desde ontem, quando a sua vinda aqui foi anunciada, eu comecei a receber uma enchurrada de mensagens do pessoal lá que fez o concurso do IBAMA e do ICM Bill. pessoal tá aí ansioso, querendo que o senhor seja chefe deles e aí mandaram um monte de mensagem, Karine, o concurso vai expirar em 20 Dias. depende aí de uma aprovação de um projeto de lei do Congresso, PLN1/26, que está parado na mesa do Congresso, que destina, né, que dá dotação orçamentária, eh, e possibilita essa convocação. Então, pessoal,
aí há 20 dias do concurso esperar estão estão ansiosos em saber, serão chamados, não serão chamados. A gente tá falando das ações aqui do Ministério do Meio Ambiente. A gente sabe que essa recomposição de pessoal e o senhor já Foi presidente lá, sabe bem como é isso, né, ministro? Eu queria que o senhor pudesse dizer a eles o que que o que que tá sendo pensado aí. >> Olha, muito obrigado aqui por essa pergunta. também vai ser um prazer enorme para o Ministério do Meio Ambiente incorporar esses 850 servidores do Ipama e CB que estão
no cadastro reserva. Hum. >> Quando nós falamos cadastro reserva, isso quer dizer que o concurso que foi Feito já incorporou os o os analistas que já estavam na linha de frente. Agora nós estamos indo para o cadastro reserva, ou seja, aumentando ainda mais o contingente de analistas, que uma questão fundamental paraa ação do governo federal. Mas de fato nós precisamos desses ajustes na lei orçamentária anual que já tinha sido aprovado. Esse ajuste tem que ser feito para remanejar recursos e viabilizar a contratação. Estamos trabalhando para Isso. Nossa secretária executiva, Ana Flávia tem liderado esse processo
junto com os servidores, junto inclusive com servidores de cadastro reserva. tem feito articulações importantíssimas com o Ministério de Gestão e Inovação, ministro Exterdo EC, que tem sido uma parceira fundamental para viabilizar concursos e aumentar a força de trabalho do governo federal na área ambiental. E esperamos que a gente possa aprovar isso o mais rápido Possível. Estamos aqui trabalhando para isso e quem sabe aí nas próximas semanas tenhamos uma boa notícia. >> É isso, tem 20 dias, né, ministro? Então, o recado é está trabalhando para isso e a ideia é chamar todo mundo, ministro. >> A
ideia é chamar todo mundo. >> Então, vamos torcer, né? Continuamos aí nessa expectativa e nessa torcida. Ministro, o senhor falou bastante aqui eh sobre as ações do ministério e aí num Dado momento, o senhor disse aqui que a PF agora está identificando, né, quem comete crimes, né, ambientais. E essa é uma novidade, né? >> Não comete crimes ambientais. A PEF sempre atuou ao longo da história. A novidade é que os estudos mais recentes para identificar agentes causadores de incêndio, porque é mais difícil. Sim, >> o incêndio quando ele é colocado é difícil você identificar, mas
a PF já desenvolveu uma série de de inovações, Inclusive com o sistema que eles têm próprio de análise de imagens satélite que está permitindo juntamente com o IBAMA identificar o causador quem iniciou o incêndio e verificar se esse início foi acidental ou criminoso. Sendo criminoso, evidentemente que ela tá agindo para punir, servindo de exemplo inclusive para outros que pretendam usar essa técnica ilegal. E aí eu quero saber se entre avanços e retrocessos que a gente teve aí na legislação ambiental, Porque é um é um vai e vem, queria saber como é que senhor vê a
legislação ambiental hoje no Brasil, se está adequada, se há ainda o que avançar, né, sendo que a gente tem essa esse trabalho de de vai e vem. Olha, a legislação ambiental brasileira é considerada uma das mais avançadas do mundo. Nós temos ali o capítulo do meio ambiente que foi liderado pelo então deputado Fábio Feldma em parceria com inúmeros outros parlamentares, que trouxe pro Brasil o Que há de mais inovador à época na década de 80 para a nossa legislação. A partir dali, nós fomos regulamentando e há algo permanente, porque há evoluções no conhecimento, novas informações,
mudanças de cenário, novos fatores ambientais, por exemplo, mudança do clima que vai exigindo ajustes permanentes. Para isso nós temos o Congresso Nacional para avançar, temos o executivo apresentando propostas pro Congresso ou por decretos e temos o Conselho Nacional do Meio Ambiente, o CONAMA, que me referia nesse programa, que teve a sua 15ª reunião ontem e que elabora resoluções. Estamos avançando para sempre aprimorar. Infelizmente, em alguns momentos temos tido iniciativa de retrocesso, né? Eh, e retrocesso muitas vezes para atender interesses setoriais. Nós temos evitado isso, temos eh negociado, dialogado permanentemente com o Congresso, em alguns momentos
temos perdido. Por exemplo, recentemente Tivemos algo muito grave, gravíssimo, podia dizer, eh, aprovado na Câmara dos Deputados, que contraria a visão e a a legislação brasileira que foi estabelecida na década de 1930, que é o Código Florestal. O código florestal, ao contrário do nome, ele não estabelece proteção apenas de floresta, ele estabelece a proteção da vegetação nativa. Isso inclui a diversidade de ambientes brasileiros que tem muito mais do que floresta. Temos a catinga, temos Os o Pampa, temos o Pantanal, temos cerrado, né? Diferentes características vegetais que não são florestas como a Mata Atlântica ou a
Amazônia. E o Congresso decidiu, a Câmara, melhor dizendo, a Câmara decidiu eh estabelecer uma norma de que só estão sob proteção as florestas e que todas as demais vegetações não estariam mais sob proteção. Isso é um equívoco, é absolutamente inconstitucional, mas foi aprovado Recentemente, há poucas semanas na Câmara dos Deputados. Estamos trabalhando para evitar que isso ocorra no Senado, que o Senado eh inviabilize isso. Se não conseguimos, evidentemente, vamos solicitar o veto e se o veto forado, certamente iremos ao Supremo questionar como o país, depois de um século praticamente de uma legislação bem-sucedida, resolve de
uma hora para outra eliminar da proteção a diversidade da nossa biodiversidade, nossos biomas. Então é um caso. Então nós temos avanços, mais avanços do que perdas, mas infelizmente algumas perdas dramáticas que precisamos evitar. >> É isso, ministro. Mais uma vez obrigada pela gentileza da entrevista, por estar aqui com a gente. Mais uma vez quero deixar à vontade, quero deixá-lo à vontade, um minutinho aí para se despedir da gente. >> Bom, eu queria agradecer muito mais uma vez estar aqui. É muito bacana essa Possibilidade de ter essa interlocução com jornalistas em todo o país. É um
grande prazer. Nós podemos tratar de questões gerais e também algumas questões específicas, mas num país como o nosso, experiências locais sempre têm efeito e são exemplares para para as questões nacionais. Então é um prazer estar aqui. Estamos sempre à disposição. Democracia exige debate, exige ouvir posições e e principalmente exige que o governo, os as pessoas que ocupam cargos Públicos prestem contas à sociedade. E o que nós estamos fazendo aqui é uma oportunidade para prestar contas à sociedade brasileira. Muito obrigado. >> Sucesso, ministro, na sua missão. E é isso. Se você perdeu algum trecho dessa entrevista
com o ministro do meio ambiente e mudança do clima, João Paulo Capobianco, vai lá no nosso canal no YouTube, @canalgob. Você recupera todo o nosso conteúdo, não só dessa, mas como da outra entrevista que o ministro já Nos concedeu aqui. É isso. Quero agradecer aí todo mundo que ficou com a gente até agora. Agradeço também os colegas que participaram do Bom Dia Ministro de hoje, sempre esperando revê-los aqui em próximas oportunidades. Quem assina os trabalhos técnicos pela rádio GOV é Reinaldo dos Santos. A gente se vê na semana que vem. Obrigada pela companhia. Ciao.