Ela de fato foi uma disciplina muito densa. Bom, gente, eh pensando naquilo que tem mais probabilidade, eu vou separando de aula em aula, né, para que quando vocês forem, caso queiram, né, rever a nossa web revisão, vocês possam também já ter mais pontualmente aquilo que tá direcionado pros exercícios que eu elaborei na pra nossa avaliação presencial. Gente, o meu prédio ele tem uma eterna Reforma de fachada, então eu tenho uma eterna rinite em razão disso. Eu peço desculpas para vocês que durou a disciplina toda nessa irritação na garganta. Bom, a gente começa a nossa webula
um trazendo um pouquinho, né, da diferenciação de moral e ética para depois entrar no pensamento do filósofo Bon Chuan. Então, eh, destacando aqui pra gente de maneira a relembrar mesmo, né, a diferença entre o que é moral e o que ética, né? A moral ela eh ela é Inerente a cada pessoa, mas ela vem das convenções sociais, das instituições, né, e que vão informar eh um conjunto de valores que não só são institucionalizados, mas que vão caracterizar uma dimensão social, né, toda uma sociedade, toda uma religião, toda uma instituição. E se cada pessoa possui uma
moral, então como que a gente vai conviver numa sociedade a partir das diferenças? E é aí que a gente entra, né, que entra o Sentido da ética. E aí eu vou ler esse pedacinho. A ética então é o esforço de cada que cada um faz para conduzir a sua vida por um lado e compartilhar seus valores com outros que pensam semelhante ou que pensando diferente não ameaçam a sua integridade física, moral por outro. A ética tá fundada na razão, tendo como fundamentação a ideia segundo a qual somos seres perfectíveis e que, pelo exercício da razão
e do entendimento, vamos melhorando nossa conduta pessoal e Pública, tornando-nos éticos pela força do hábito. Então, esse texto é retirado lá do nosso texto principal e é importante que a gente diferencie, né, o que ética e o que é moral paraa nossa prova, pro conteúdo da nossa prova. Entrando um pouquinho aqui no texto, né, do Bunchan, sobre o Bchuran, aliás, intitulado A virada ritual e a ética da uteridade em Bchuran, a reinserção da arte, da atenção, da escuta e do olhar na vida em comunidade, o Bchuran, ele Vai trazer pra gente justamente essa reflexão, né,
de que à medida que os rituais eles desaparecem do nosso cotidiano, também se diluem o nosso pertencimento, a nossa alteridade, o nosso pertencimento a essa dimensão. humana, né, ligada à moral, à ética, mas também ligada à convivência em eh ao senso de comunidade e aos sentidos que a nossa vida eh tem, né, a partir daquilo que o cotidiano nos informa por meio dos ritos, né? O que que são os ritos que Ele que ele vai trazer pra gente? não são ritos eh diretamente ligados ou unicamente ligados, por exemplo, a dimensões do sagrado, a dimensões de
ritos de passagem, não só nesse sentido, mas ritos eh em menor dimensão e que compõem a nossa vida cotidiana, por exemplo, almoçar junto, eh ter convívio familiar, né? ter rituais de cuidado, de saúde, territos, eh, que vão significar a nossa vida sentido de nos enraizar no presente vivido e na Nossa cultura, de maneira a nos permitir exercitar a nossa humanidade, a nossa alteridade. Então, não praticar rituais nos faz consumir coisas sem criar laços e ao usá-las com a devida apreciação, empobrecer a nossa orientação e força simbólica. Aí pulando pro finalzinho, né, a sociedade atual prefere
se se conectar e comunicar demasiadamente e não formar de fato uma comunidade. Então o lugar que o Buran traz pra gente do rito é esse, do aprofundamento das Relações, do enraizamento, né, da nossa humanidade na nossa eh nas nossas dimensões humanas, por meio das nossas relações. E aí ele traz a crítica, né, o pensamento do Bios Chuan traz uma crítica num livro que inclusive ele eh intitula como Sociedade do Desempenho, que é a sociedade atual nossa, onde ele compreende a formação da nossa sociedade como hiperativa, hiperprodutiva, hiperconsumista, né, e leva a gente a uma perda
da Autoridade. E aí a moral e a ética, elas podem ser interpretadas pela maximização da produção, pela imposição da positividade do eu, aquela cobrança interna para pra produtividade. E a gente vê isso também numa outra obra do Bioschuran, intitulado Sociedade do cansaço. Para quem não conhece o filósofo, né, ele tem muitos livros, dezenas de livros inclusive, eh, que são todos em formato de livrinhos de bolso, assim, mas que são lançados quase que Trimestralmente, eh, e sempre trazendo uma reflexão acerca da nossa sociedade contemporânea. Então, são leituras fáceis, dialogáveis, eh, para quem tiver interesse e gostar
do tema da filosofia, é bacana também. Eh, e aí ele vai dizer pra gente que os elementos sociais, culturais, que aquilo que dá sentido à nossa vida, ao nosso enraizamento cultural e, portanto, a nossa dimensão humana num sentido cultural, histórico, cultural e social, Ela vai perdendo a o a importância, vai perdendo o lugar na constituição do eu e a gente se torna sujeitos automatizáveis, né? E isso também vem eh dentro do universo do trabalho que organiza a nossa sociedade. E por isso esse texto liga com o texto seguinte dessa nossa unidade. Eh, um destaque do
texto é: "O sistema ao expulsar a diferença cria sim o inferno do igual, que se traduz pela eliminação de toda a alteridade que Possa fazer frente à autoafirmação do sujeito narcísico, voltando a perpetrar eh sua própria existência". Então, percebam, gente, que a gente começa a nossa disciplina falando das questões da alteridade, né, da da das dimensões da ética e da moral e do nosso exercício da alteridade num mundo, né, numa sociedade que tá hiperativa, que tá hiper eh demandada no sentido do trabalho, né, que tá que se volta a a uma produção fictícia do eu,
a gente e termina a Nossa disciplina, voltando para essas discussões, né, por meio da questão de pensar a realidade e a não inserção dentro de um contexto da educação, mas na verdade em toda a sociedade de pessoas LGBT que a Pé, né? E a gente vê isso a partir das mulheres trans e travestis no texto da Meg Rayara. Eh, e pensando também a forma como tanto eh essa invisibilização, mas na verdade é uma eliminação da diferença. E a Meg Rara vai trazer isso pra gente em Números, né, na expectativa de vida de mulheres trans, especialmente
as mulheres transnegras no Brasil, eh, dos índices de analfabetismo, né, do não lugar no mercado de trabalho e ao mesmo tempo em que a gente vê também aquilo que inicia a nossa disciplina, que são discussões tanto do mundo do trabalho, mas também das questões da divisão do trabalho a partir de um processo de racialização. a gente vê isso também se colocando, né, no contexto da Globalização da cibercultura. Então, eh, do meu ver, pelo menos, eu tentei fazer links, né, e fazer sentido de uma aula dentro da outra quando a gente pensou essa disciplina, eh, para
que ela pudesse ser fluida, né, e não quebrando muito assim de uma aula para outra os temas, de modo que fizesse aparecer que os temas não têm conexão. Eh, então qual que é a importância dos rituais dentro desse texto e na perspectiva do Biuran? Eh, os rituais São ações simbólicas que transmitem valores e mantém a comunidade unida. Eles proporcionam estabilidade e um senso de pertencimento. E aí o Bichuran ele vai significar essa ideia de ritual pra gente. E isso eh é um é um ponto importante pra gente pensar a nossa avaliação presencial, né? Eh, entrando
na nossa aula web aula dois, a gente pensa eh como que a nossa cultura se conforma, né, a partir de processos de socialização que o Biuran também vem Trazendo, que o texto vem trazendo a partir da perspectiva do Biuran. Eh, e a gente entra um pouquinho no nos autores da sociologia para pensar trabalho, mas a gente começa falando desses processos de socialização na perspectiva da sociologia do Durkaime, né? Então, o que são, que é tornar-se pessoa, é por meio da socialização que a gente se torna pessoas. E se a gente liga isso ao que o
texto da nossa web aula um traz, né, é possível dizer que na perspectiva dessas Leituras que a gente fez em sala em sala de aula, nas nossas web aulas, eh, a gente pode dizer, então, que a desritualização do nosso cotidiano numa perspectiva filosófica do Bioschoran, eh, nos tira, né, processos de socialização importantes que vão nos constituir enquanto seres humanos. por exemplo, na dimensão do exercício da nossa alteridade. E aí o Durkaime, né, ele vai entender que eh a nossa sociedade ela é composta por práticas, Regras, signos e identidades que vão ser articulados em culturas e
sistemas de ação coletivo, né, e que vão interferir nas pessoas, mas que também são interferidos pelas pessoas. Então, as pessoas são tanto agentes ativos quanto passivos nos processos de socialização. E essa situação, essas relações, elas se dão sempre numa relação de poder, na relação com o poder também, né? Então, eh, o Durkaime, ele vai perceber a sociedade, né, em dois Grandes grupos, eh, meio parecido até com a perspectiva, com a lógica da sociedade de classes do do do Marx, mas não tão eh elaborada dentro dessa divisão. O Durkaim, ele vai perceber grupos em situação hegemônica
e grupos em situação contrahegemônica, né? e vai dizer pra gente que as identidades e as e as biografias eh compõe também os processos de socialização que, por consequência vão compor eh a constituição das identidades, das Biografias, das subjetividades. Eh, entrando um pouquinho nessa questão é do trabalho dentro do olhar da do dos autores mais clássicos da sociologia, a gente passa pelo Durkaim, pelo Weber e pelo eh Marx, né? E depois o professor Saulo trouxe pra gente também um pouquinho mais, né, da relação com o trabalho, da ideia de trabalho a partir da Hana Arend também.
Eh, então a gente vai ver que todas as relações de trabalho envolvem elementos da Organização social e suas transformações históricas, além das normas e práticas específicas que cada segmento eh de mercado tem. Os autores da sociologia, eles têm o trabalho como suas das suas áreas mais importantes, né? A sociologia, ela se volta para entender a relação do ser humano na cultura e a dicotomia que a sociologia ocidental enxerga na relação ser humano, natureza, né? Então, eh, o W News Mus aqui, ele vai dizer pra gente que a imaginação Sociológica é a capacidade de conectar situações
do contexto social com os interesses em disputa, percebendo que a sociedade não se apresenta de determinada forma por acaso e justamente por em razão, né, da relação com a cultura, com o mundo do trabalho. Bom, e o que que é trabalho então rapidamente aqui para Durkaim, para Weber e para Marx, né? O Durkaime, numa visão funcionalista, ele vai dizer pra gente que eh o trabalho ele tem lugar eh a Partir da sociedade, nas transformações da sociedade industrial, né, que a gente teve passou por uma crise de poder, de regulação social e de consciência coletiva, que
antes era exercido pela religião. Então, o mundo do trabalho industrializado, ele vem para tomar o lugar nessa relação de poder hegemônico e contraheemônico. eh da mentalidade social, colocando a sociedade em anomia, né, com riscos paraa convivência e paraa harmonia. E aí O Durkaime percebe a divisão eh social do trabalho como o lugar que ocupa eh essa organização da mentalidade social. o Durkaim, ele vai perceber a sociedade eh a partir de um fenômeno social que ele analisa também de maneira dicotômica, né, que ou eh o um determinado fato social vai trabalhar paraa permanência da sociedade, ou
seja, para uma coesão social, ou eh se aquele fenômeno social ele não fortalece a coesão social, então ele é uma patologia Social e precisa ser corrigido. E aí ele traz pra gente no nosso texto isso a partir da relação da solidariedade na relação com o trabalho. Então ele vai dizer pra gente, na minha perspectiva, de maneira equivocada, eh, mas isso é uma perspectiva pessoal, tá gente? Eu não vou cobrar de vocês isso na prova, é só um diálogo aqui com a gente. Eh, ele vai dizer que a solidariedade mecânica ela ocorre, né, é a característica
da solidariedade em sociedades que ele Chama de sociedades simples, com pouca dependência social e pouca divisão social do trabalho. E ele vai chamar de solidariedade orgânica as sociedades que ele identifica como sociedades complexas industriais, no nosso caso aqui, né, que ele vai enxergar eh sociedades industriais e sociedades rurais, né, num contraponto, onde há uma maior dependência social e uma alta divisão do trabalho. Então, o Durkaime ele entende que numa sociedade Industrializada, onde o trabalho tem uma eh dimensão mais complexa da divisão social do trabalho, né, das funções do trabalho, a solidariedade ela se organiza, ela
se exercita de uma maneira mais orgânica, enquanto que numa sociedade, no caso aqui, eh, pensando num contraponto, por exemplo, numa sociedade rural, onde um núcleo familiar eh, mora dentro de uma propriedade e que tem uma vida mais independente, com menos dependência social, então planta, Cultiva, né, desenvolve aquilo eh que abastece o seu cotidiano dentro da própria propriedade. O Durkaim vai dizer que essa comunidade que ele chama de simples, ela exerce uma solidariedade mecânica, uma solidariedade menos ativa, né? E por isso, justamente por essa razão, eu não concordo muito bem. com esse ponto de vista do
Durkaime, mas é um dos fundamentos da sociologia, né? Então é importante que a gente conheça e que a gente possa compreender da Perspectiva dele por que ele pensa dessa forma. E aí eu vou destacar aqui esse pedacinho do texto, o Weber e o Marx eu vou passar um pouquinho mais rápido. Eh, bem diverso é o caso da solidariedade produzida pela divisão do trabalho. Enquanto a mecânica nas sociedades simples, né, implica que os indivíduos se assemelham. Esta supõe que eles diferem uns dos outros. A primeira só é possível na medida em que a personalidade individual é
absorvida na Personalidade coletiva. A segunda só é possível se cada um tiver uma esfera de ação própria, por consequinte, eh uma personalidade. É necessário, pois, que a consciência coletiva deixe descoberta uma parte da consciência individual para que nela se estabeleçam essas funções especiais que ela não pode regulamentar. Então, pro Durcime, o trabalho ele se torna a própria personalidade social de cada pessoa. E aí lá na nossa weba aula eu trago essa reflexão pra gente, né? Então, o quanto a gente utiliza da nossa personalidade de trabalho, né? O quanto o trabalho compõe a nossa personalidade, por
exemplo, quando a gente vai se apresentar para alguém, né? Então, geralmente eu falo, eu sou Daniela, sou pedagoga, mestre, doutor em educação e a gente começa a fazer meio que um látis, né, no ambiente acadêmico, mas a gente costuma se apresentar dizendo quem somos, na verdade, por meio das nossas profissões, né, por meio daquilo que a Gente exerce dentro do mundo do trabalho. E aí eu coloco a crítica também, que é em uma sociedade com altas relações de poder, a baixa solidariedade entre setores da divisão do trabalho, principalmente os trabalhos mais físicos que exigem menor
escolaridade. Por exemplo, se a gente pensar na própria realidade de uma megaempresa, né, de um frigorífico, por exemplo, que tipo de solidariedade existe dentro dessa instituição das pessoas que trabalham eh Nos cargos que exigem mais trabalho manual e menos grau de escolaridade? E eu tô colocando isso para colocar a hierarquia do que ele vai entender como hegemônico e não e contraheemônico, mas eh também trazendo já um pouquinho da perspectiva da divisão de classes, né, da sociedade de classes do Marx. Eh, então os empregados e os patrões, né, o grupo que executa as atividades da empresa,
no caso de um frigorífico, né, então que limpa o frango, eh, que que eh Não sei, corta, embala, que que ocupa aquele caminho mecânico, né, de cuidar dos frangos e da das carnes, enfim. Eh, e o pessoal que tá na gestão, na gerência, eh, não há de fato, como Durcai imaginava, uma relação de solidariedade orgânica, né? Eh, pelo menos não de maneira óbvia, né? Não que não existam exceções. O Max Weber vai trazer pra gente eh a ideia de ética protestante e espírito do Capitalismo. Gente, vejam como a nossa aula é longa hoje. A gente
ainda tá na nossa web aula dois. Então eu vou a partir daqui apontar só paraa gente o que vai trazer e sem querer eu me perco e começo a dar aula de novo, né? Mas a gente já viu tudo isso. Então para que vocês saibam, né? É importante diferenciar o que é a ética protestante, o que é o espírito do capitalismo e a forma como Max Weber vai entender essa relação eh para compreender a Perspectiva dele de trabalho, né? Então é da mesma forma, né? Entrando um pouquinho em Marx, eu vou destacar aqui dois pontos,
né, que é a forma como Marx entende a concepção de trabalho num sentido mais filosófico e depois como que ele coloca eh na relação com o capitalismo, na relação do trabalho mais valia e da organização, né, do capitalismo enquanto um sistema mundo. a forma como o Marx vai trazer a desigualdade, perceber a Desigualdade social a partir da organização do mundo do trabalho e a forma como o mundo do trabalho gera alienação. Então, eh, ele vai trazer três formas, né, de como isso acontece. Esse é o slide de destaque que eu trago para isso, para que
a gente possa entrar vindo da perspectiva marxista no texto do professor Anibal Kirano que em primeiro lugar é um grande expoente do marxismo na América Latina e que depois, né, faz na sua própria forma de Compreender as coisas a partir lá da filosofia da libertação do Henrique do Céu. Eh, eles ele compõe um grupo de estudos que vai trazer uma perspectiva até então nova, né, chamada de decolonialidade nesse texto, colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. E aqui a gente tem já os três pontos principais desse texto, eh, e que vão ter maior probabilidade de
de tá presente na nossa avaliação presencial, que é justamente a o Conceito de decolonialidade, o conceito de colonialidade do poder e a ideia do eurocentrismo, né, para para que a gente possa entender a perspectiva do Anibal Kirhan, onde ele vai dizer que na instauração do capitalismo enquanto sistema mundo, Para que isso ocorra, é necessário, como condição existencial do capitalismo, que ocorra um processo de racialização, né? E aí ele vai mostrar no texto pra gente como que um processo de racialização e Também de genderização mais na frente eh vai organizar não só o mundo do trabalho,
mas a nossa forma de perceber o mundo, as nossas subjetividades, a nossa relação e vai interferir pegando um pouquinho lá da nossa web aula. um na forma como a gente exerce ou não alteridade, né? Então, grupos racializados passam por um processo de desumanização eh na mentalidade global mesmo e é naturalizado o processo de exploração. Então, o capitalismo ele não Vive, não sobrevive sem que hajam grupos eh racializados, mas também grupos explorados, né? E aí eu destaco dois conceitos pra gente, que é a zona do não ser e a zona do ser, do Franfan e também
o conceito de epistemicídio da Sueli Carneiro, mas que vai est presente de maneira melhor numa na nossa próxima webula, né? Então, e o Aníbal Kirano ele vai trazer pra gente o capitalismo como a nova forma de controle do mundo do trabalho. E é justamente nessa forma de Padronização global do controle do trabalho, é que a gente vai ver um processo histórico de racialização, né? E aí, eh, o, o, a colonialidade do poder, ela, ela se constitui enquanto um conceito, uma chave analítica dentro da perspectiva da decolonialidade. Justamente nesse processo, o Anibal Kirhano vai dizer pra
gente que as identidades históricas que são produzidas a partir desse processo de racialização, elas vão dar lugar e dar Forma, né, essa nova estrutura global de controle do trabalho. Eh, e aí eu trago um texto de destaque pra gente, né? Eu vou fazer a leitura desse porque eh eu acho que é importante para não ficar muito vago assim a essa passagem pela nossa web aula 3. A privilegiada posição ganha com a América pelo controle do ouro, da prata e de outras mercadorias produzidas por meio do trabalho gratuito. É, e e é eh gratuito, me fugiu
aqui o termo, Perdão, gente, gratuito e por meio da escravização eh de índios negros e mestiços e sua vantajosa localização na vertente do Atlântico, por onde necessariamente tinha de ser realizado o tráfico dessas mercadorias para o mercado mundial. Outorgou aos brancos uma vantagem decisiva para disputar o controle do comércio mundial. Enquanto isso, todas as demais regiões e populações incorporadas ao novo mercado mundial e Colonizadas ou em curso de colonização sob domínio europeu, permaneciam basicamente sob relações não salariais de trabalho, ainda que desde cedo esse trabalho, seus recursos e seus produtos se tenham articulado numa cadeia
de transferência de valor e de benefícios, cujo controle cabia à Europa Ocidental. nas regiões não europeias, o trabalho assalariado concentrava-se quase que exclusivamente entre os brancos. Então, vejam como que é a perspectiva da decol Decolonialidade, ela vai eh, perdão, eu tô tentando falar um pouquinho rápido pra gente não exceder muito nosso horário, porque é inevitável. Eh, a decolonialidade ela vai trazer um um contraponto na perspectiva do Marx, que é a última que a gente viu em relação ao trabalho, porque a a compreensão do Marx da sociedade de classes, né, de uma sociedade de classes em
burguesia e proletariado, a decolonialidade vai olhar e vai dizer: "Não, na verdade essa sociedade de classes, né, essa organização a partir da lógica das classes, ela se dá em razão de um processo de racialização. Então, a decolonialidade vai enxergar, por exemplo, o fato de que eh territórios na organização geoespacial das cidades, por exemplo, né, que são territórios que ficam à margem na relação com o centro, né, territórios periféricos vão se vão ser majoritariamente negros, por exemplo, Não por uma coincidência, né, porque a relação de classe é que vai organizar, mas em razão de um processo
histórico de racialização. a partir do mundo do trabalho, por meio do mundo do trabalho e que gera, na sua consequência, desigualdade racial e, portanto, desigualdade socioeconômica e desigualdade social. Eh, essa é a perspectiva da decolonialidade. Então, entender o conceito de eurocentrismo e também entender colonialidade do poder, Né, e o próprio conceito de decolonialidade são questões importantes pra gente poder fazer os exercícios lá da nossa avaliação presencial. Eh, no que diz respeito a essa nossa web aula. Outro conceito importante, né, do nosso texto é a diferença colonial, né? A diferença colonial é um conceito que vem
do Nelson Maldonado Torres, que também cunha o a chave analítica da colonialidade do ser, que é como esse processo de racialização e de controle Do mundo do trabalho, por meio do capitalismo, né, por meio da racialização, eh, vai incidir na constituição dos seres, das pessoas. E essa colonialidade do ser, assim como a colonialidade do poder e a colonialidade do saber, elas são mecanismos de eh dentro do processo de colonização e dentro do processo de eurocentrização do mundo. Essa relação é importante pra gente entender. E aí a síntese do texto do Anibal Kirano que é Não
há capitalismo sem racismo. Entrando um pouquinho na nossa web aula 4, que vai trazer eh esse processo de racialização a partir de uma necessidade de racializar o debate dos direitos humanos por meio do texto da professora Tula Pires, com a inserção da categoria analítica da interseccionalidade cunhada pela Quimer Cristal, que vai trazer potência paraa percepção, né, dentro da discussão dos direitos humanos da marginalização, né, no sentido do Afastamento do acesso aos direitos garantidos a mulheres negras, como o grupo social, racial, étnico, eh, racial, eh, que mais, eh, historicamente e numa perspectiva global que mais sofre
violações de direitos humanos, né? Então, a gente começa, e isso aqui é importante pra gente saber também que não é uma perspectiva única teórica de um determinado movimento, mas é uma compreensão da própria organização do da eh das Nações Unidas. né, o fato do Racismo sistêmico ser o maior problema provocado pelo colonialismo, eh, e que característica, eh, e que caracteriza a nossa sociedade contemporânea e o nosso maior obstáculo na no combate às desigualdades, né? Só pra gente relembrar, eu trouxe isso em números também pra gente, né, na forma como, por exemplo, as instituições, as empresas
eh se comportam de maneira diferente na produção do mesmo alimento para bebês em países eh do sul global e do norte Global. E pior ainda quando a gente olha em países do sul global, eh majoritariamente negros, por exemplo, como os países africanos. E aí é nisso que a gente traz, nesse debate para pensar direitos humanos, para pensar lugar do ser e lugar do não ser, que a gente traz o conceito de epistemicídio da Sueli Carneiro. A partir lá do texto da professora Tula Pires, eu coloquei o conceito de novo aqui pra gente, né, porque é
um conceito importante para que A gente leve dessa disciplina. Eu não vou fazer a leitura dele aqui agora, mas o epistemicídio, ele é esse processo que não só apaga ou aniquila no processo de colonização culturas e conhecimentos, mas que destitui na compreensão na mentalidade social, na organização social, destitui a eh na de forma a naturalizar, né, que grupos racializados eh são destituídos de intelectualidade ou de direito. E isso reverbera na gente, em nós Enquanto sociedade, por exemplo, na naturalização das mortes negras no Brasil, eh, de maneira violenta, né, inclus incluindo, eh, as mortes de crianças
negras todos os dias, quase noticiadas nos jornais, eh, como algo eh que faz parte, por exemplo, eh, de contextos violentos, mas a gente não percebe, né, de maneira eh e por isso naturalizada não percebe de forma a provocar na gente uma ação que exija de fato uma mudança concreta para que essas Infâncias, por exemplo, tenham o direito, né, o direito eh de viver, o direito à vida, né? Então, é, o epistemicídio ele vai trazer essa ideia e lá no no capítulo trese da Sueli Carneiro que chama do epistemicídio, onde ela vai desenvolver esse conceito para
quem tiver interesse, tem esse livro, mas a tese tá disponível na internet, né, foi feita numa universidade federal. eh, ela vai trazer também a responsabilidade Da educação institucionalizada na racionalização, né, na na for na naturalização da desumanização da vida, no caso da Celi Carneiro, né, do texto que ela tá do conceito que ela tá trazendo das vidas negras, por meio de um processo eh de de construção da da racionalidade moderna colonial, né? Então, ela vai dizer que o racismo, eh, que o epistemicídio é um dispositivo de racialidade, né, que vai eh operar contra as vidas
negras. E aí a Gente tem o conceito de branquitude da Cida Bento, né, que é uma relação, né, de poder, é uma relação de desigualdade racial que se reflete nas relações de poder, não diz respeito a indivíduos, pessoas brancas de maneira pessoalizada, mas pensando numa estrutura, esse conceito é importante pra gente também. E finalmente entrando dentro do texto da Tula Pires, o destaque pra gente é compreender a categoria que ela aciona eh da Lélia Gonzales de a mefricanidade Para compreender, para olhar para o debate dos direitos humanos e paraas questões de desigualdade racial, de violência
de gênero dentro do debate dos direitos humanos a partir dessa categoria de africanidade, acionando também Fran Fanon e Soli Carneiro para falar da zona do ser e da zona do não ser, né? Então, eh, para quem não tiver tempo, porque eu sei também que a vida de todo mundo é corrida, eu coloquei esses destaques de slide, né, do do do Das sínteses de texto e também dos destaques do próprio texto no nosso material visual aqui da web revisão para que vocês possam eh fazer leituras pontuais para relembrar esses conceitos a partir do nosso material visual,
caso vocês não tenham tempo de rever as webulas uma por uma, né? Para isso que serve a nossa web revisão, para ficar esse registro eh da síntese, a categoria da mefricanidade, como eu falei, ela é da Lélia Gonzales e ela vai falar eh ela Vai trazer pra gente a possibilidade da gente pensar, né, a violência a partir desses impactos desproporcionais dos processos de desumanização que ocorrem dentro do processo histórico de racialização da nossa sociedade, fazendo essa volta, né, para trás por meio do mundo do trabalho, por meio da eurocentrização da instituição do sistema mundo capitalista.
E aí a Tula Piles pergunta, né, de fato é necessário mesmo racializar o debate em direitos Humanos? E ela vai comprovar que sim pra gente lá no texto, né, dizendo que uma vez que a população negra no mundo eh não é privilegiada, né, na discussão dos direitos humanos, mesmo a partir da Declaração Universal dos Direitos Humanos, né, lá nos anos 1940, eh, na década de 1940, melhor dizendo, eh, se a gente não racializa e se a gente não traz a partir da interseccionalidade a genderalização no sentido de perceber onde as violações de Direitos incidem com
maior potência em vidas que já são vulnerabilizadas historicamente, né, e que já tem violações de direitos históricos, a gente continua sem alcançar esses grupos que de fato são os grupos onde precisam eh eh que os direitos humanos atuem, né, a área dos direitos humanos atue com mais urgência. Então, eh, trazendo essa necessidade de racializar o debate dos direitos humanos, a Tula Pires vai dizer pra gente que o racismo Se manifesta de condutas individuais, mas também de formas coletivas. Então, e que isso eh gera violações de direitos humanos, não só na relação indivíduo e indivíduo, mas
entre grupos, entre categorias, entre eh eh grupos étnico-raciais, entre grupos divididos em classe, entre grupos eh quando a gente pensa na relação de gênero. Então, que por isso sim é importante eh racializar o debate dos direitos humanos e que isso eh faz parte De uma luta, né, do antiracismo que ela chama, eu particularmente não gosto muito desse tema, prefiro combate mesmo ao racismo, uma vez que o racismo eh é um processo eh que estrutura, mas que também é institucional e é interubjetivo, né, e que nos leva a desigualdades a partir de um fenô racial. Eh,
eu eu tenho discordâncias um pouquinho desse termo do antiracismo, mas isso não interessa a vocês para paraa nossa avaliação presencial. E Aqui, obviamente, no nosso segundo texto, a o mais importante pra gente é entender a ideia geral do texto, que é trazer o potencial analítico da interseccionalidade paraa concretização do acesso de mulheres negras, especificamente aos direitos humanos. Mas é importante também a gente pensar no próprio conceito de interseccionalidade, né? Para que a gente não compreenda a interseccionalidade como uma Sobreposição de violências, mas na verdade é uma intersecção de fato, né? é um entrecruzamento que potencializam
as reverberações, os impactos e as incidências de violências estruturais, violências históricas e sociais e culturais dentro de um corpo, dentro de um grupo, né, que é representado por um corpo, eh, que majoritariamente eh se reflete em mulheres negras, em corpos de vidas de mulheres negras, né? Então, a interseccionalidade ela vem Aqui Berle Cristal. Ela para quem e assistiu o link lá do do videozinho da Kiberle Cristal que eu disponibilizei, né? Ela vai trazer isso a partir da invisibilização, por exemplo, da violência da polícia norte-americana eh contra as vidas de mulheres negras. Porque o que se
noticia, né, e não menos importante, mas o que se noticia majoritariamente na questão da violência policial eh contra a população negra Norte-americana, eh sempre tá relacionado a vidas de homens negros e e isso acaba causando uma impressão de que não há violência policial contra a vida de mulheres negras nos Estados Unidos. E aí também pelo mundo do trabalho aqui Berley Crristal, ela vai trazer uma série de dados. Ela é jurista, ela faz um estudo profundo para construir esse conceito, eh, apontando a forma como onde há desigualdade, por exemplo, entre pessoas Brancas e pessoas negras na
questão da relação salarial, ocupando a mesma posição dentro de um ambiente de trabalho, a pessoa branca recebe mais que a pessoa negra. E essa pessoa que está no mundo do trabalho, majoritariamente vai ser um homem, né? Um homem negro em relação à pessoa branca, que pode ser um homem ou uma mulher. O homem negro sempre vai ganhar menos. Mas a mulher negra, ela inclusive dentro de uma relação eh Entre o mesmo cargo ocupado por um homem negro e por uma mulher negra, a mulher negra vai receber menos. Então, a questão racial pesa, mas também a
questão de de gênero pesa de maneira que elas não só se somam, mas elas implicam em reverberações exponenciais de negação de direito, porque isso vai incidir dentro da casa, na geração dos filhos dessa mulher, nas condições de saúde, nas condições de saúde mental, nas oportunidades que a vida, a partir da Condição ou não condição de trabalho, vai poder gerar ou retirar de possibilidade tanto para ela quanto paraa sua família, paraas gerações, né, dos seus descendentes, causando essa eh essa bola de neve, né, histórica, social, estrutural e que que mantém, né, sempre o mesmo grupo, nesse
caso da interseccionalidade de mulheres negras como eh o grupo mais violado, né, e que sofre maiores consequências da violação dos direitos humanos. Então, além disso, A Carla Cotirene nesse livro Interseccionalidade vai trazer pra gente a ideia de que a interseccionalidade ela vai, além de impedir esses aforismos matemáticos, né, de entender um somatório de violências, ela também vai permitir que a gente perceba condições estruturais que atravessam corpos, né, e reorientar esses significados no sentido de que a interseccionalidade é de fato uma chave analítica. que eh possibilita de maneira real, né, a produção de Políticas públicas direcionadas
a quem mais precisa das políticas públicas, a quem mais a reconhecer a urgência da da da formulação de políticas públicas baseadas em números concretos, né, numa compreensão da realidade que, olhando raça, gênero e classe vai fazer emergir, né, essa população, esse grupo eh de mulheres negras que historicamente foi invisibilizado inclusive nas políticas públicas. E a gente vê isso se refletindo, por exemplo, se a gente Olhar o histórico das políticas públicas eh no Brasil, inclusive na própria existência, né, de um ministério da igualdade racial, de um ministério das mulheres, enfim, eh, e e das transformações no
caráter das políticas públicas a partir, né, dessa percepção que também já faz parte das análises no Brasil. eh, que que vem a partir da lente da interseccionalidade. Entrando na nossa web aula cinco, a gente teve quatro textos, porque eu fiz Uma webaula com dois textos a mais para vocês que não vão entrar na nossa avaliação presencial, tá gente? A avaliação presencial, ela vai dizer respeito apenas desses dois textos que estão em que é o primeiro e o último, que é língua, educação e interculturalidade na perspectiva indígena. Banila, né, do professor Gersen Banila, e também eh
Caminhos para a cultura do bem viver do Aíton Crenc. Deixa eu só tomar uma aguinha, gente. Já adiantando no texto da Ilton Krenc, que é um é um livrinho, né, um cader um um ele tem mais ou menos 30 páginas, mas ele é a tradução eh de pensamentos e palestras que o Ailton Krenc fez de maneira oral e que depois foram transcritos. Perdão, gente. e que pra gente, eu vou trazer destacado aqui apenas o conceito de bem viver, porque o conceito de bem viver ele tá diretamente ligado a ideia principal do Texto do professor Gersen
Banila, que é a perspectiva da interculturalidade e do lugar da língua e da educação na composição de uma compreensão intercultural como possibilidade existencial mesmo, né? O Jess Banila vai pensar a interculturalidade a partir da educação, porque a educação escolar indígena, ela por eh determinação legal, ela deve ser intercultural e bilíngue, considerando a língua eh do povo originário do Território indígena onde a escola tá inserida, como a língua materna e o português como segunda língua. E e aí isso é a a educação escolar indígena intercultural e bilíngua e nas suas características legais, ela é um caminho
para que o bem viver, né, possa voltar a ser exercido não só por povos indígenas, por povos originários, mas como mensagem também no diálogo intercultural com povos não indígenas, no caso, eh, a nossa sociedade, né? Então o Gersen Banil vai trazer pra gente esse lugar da linguagem que é numa associação lá com que o Dorkaim fala nos processos de socialização, né, nessa constituição do ser humano, na compreensão do Gersen Banila, e que também coincide com a perspectiva fundamental da psicologia, que é a teoria histórico-cultural, né, Vigotsk, que compreende a linguagem como o instrumento, a tecnologia
de enraizamento cultural, de human Humanização. Então, é por meio da linguagem. E aí o Gersen Banilot tá fazendo referência ao direito à língua materna, né, dos povos indígenas, eh, como o meio pelo qual as pessoas vão se constituir nas suas personalidades, nas suas subjetividades, na constituição dos seus seres enquanto pertencentes, né, de um determinado povo, no caso banil aqui pra gente. e também a forma como a linguagem é a forma qual a gente vai se fazer humano no mundo, na relação com o Mundo, na relação com as pessoas. Por quê? Eh, eu vou acionar um
outro ditado, mas eh de um outro pertencimento cultural, mas é o que eu acho que faz sentido aqui paraa gente, que é eh um ditado, um fundamento iorubá dos povos igbô da Nigéria, que me veio aqui na cabeça agora, que é aquilo que não tem nome não existe. E é nesse sentido que a língua e que a linguagem é tão importante na nossa humanização, porque aquilo que tem nome vai ter sentido, Significado, significante, né? Então, eh, vai existir no nosso mundo, tanto no nosso mundo abstrato, quanto no nosso no nosso mundo conceitual, quanto no nosso
mundo material direto, na nossa relação. E se a gente pensar no desenvolvimento de um bebê, num processo de desenvolvimento humano, a gente vai perceber que o processo é justamente esse, né? Primeiro é o conhecimento do objeto, então é o toque, né? Depois o toque, o gosto, né? o bebê coloca tudo Na boca, por exemplo. Depois esse esse esse objeto ele passa a ter um nome que não necessariamente é o nome é e é instituído pela nossa cultura, mas é o nome que o bebê consegue formular, que a criança consegue formular naquele determinado momento da vida,
mas precisa ter um nome para que ela possa se referir a ele depois e para que aquele objeto a partir do seu nome, a partir da palavra, da língua e da linguagem, ele possa existir também no pensamento para Que a criança possa exercer a sua percepção. do mundo dentro eh eh do desenvolvimento do seu próprio pensamento. Então, o Gersen Banil, ele vai trazer a a o sentido da importância da linguagem justamente nesse viés, né? E aí, eh, além disso que a gente percebe na nossa cosmovisão, na cosmopercepção Bania, ele vai dizer também que não só
entre humanos a língua e a linguagem tá presente, mas também na comunicação dos banila, eh, com todos os Seres existentes no universo, né? Então a palavra ela vai, ela carrega uma energia que na compreensão bania banila é uma energia que liga o momento em que a palavra é pronunciada no presente ao momento da criação, né? Ou seja, né? Ele tá dizendo pra gente que pronunciar a palavra é emanar energia no mundo, né? afetar a energia do mundo e que quando existe no por meio de do processo de escolarização, por exemplo, mas também de um processo
de racialização cultural, Né, de negação do direito à própria cultura, pessoas banilas são afastadas ou têm apagadas da sua memória, do seu exercício cotidiano, a língua materna, elas são eh afetadas na relação com a natureza, na relação com o universo como um todo. perdem a dimensão do exercício espiritual na cosmopercepção banila, que vem eh a partir do poder de poder pronunciar a língua materna, né, as palavras na língua materna. E aí eu vou trazer um destaque aqui pra gente que é Uma síntese, né, no campo da função político-pedagógica das línguas indígenas, importa considerar os diferentes
papéis de grupos sociais de gênero. Então ele vai dizer pra gente que nem todo mundo pode pronunciar todas as palavras. Isso é uma forma muito específica de compreensão do mundo, né? Então, é importante pra gente na nossa eh ele vai dar o exemplo das mulheres, né, que são guardiãs específicas eh de determinadas ritos e tradições dentro da Cultura banila, e que os homens eh acionam outras palavras que vem carregadas de outras energias específicas e que vão dialogar eh com campos energéticos específicos lá da cosmopercepção Bila. E aí o Gersen Banil traz pra gente a proposta
da interculturalidade, não só como meio de educação, mas também como uma proposta de sociedade, né? Porque a interculturalidade ela vai quebrar essa ideia que o eurocentrismo lá da nossa Web aula anterior traz pra gente de perspectiva única de mundo, modo único de existir, né? o controle do mundo do trabalho por meio da uniformização da lógica do mundo em eh por meio do sistema mundo do capitalismo e que, na verdade, é possível que percepções diferentes de mundo possam coexistir, mas não coexistir sem diálogo. A interculturalidade, ela tem por essência o exercício do diálogo, né, e o
exercício da da relação dialética, ou Seja, onde uma uma perspectiva ela vai compor também a compreensão da outra. Isso é um seria um exercício profundo de alteridade, né? Então, de novo, né, a ela questiona a existência de um Centro e Dominador de Compreensão de Mundo e propõe dentro do campo do conhecimento uma paridade epistemológica eh como um princípio organizador de todas as dimensões que vão envolver a nossa educação. Seria como eh se a gente não aprendesse, por exemplo, uma única forma De compreensão eh matemática do campo da matemática. Mas se a gente pudesse acionar também
a forma, as compreensões indianas de matemática ou dos povos africanos, né, de alguns povos africanos, a compreensão matemática, eh, a forma de compreender o campo da matemática a partir da compreensão de mundo, eh, aimará, por exemplo, né, do dos povos andinos. Essa seria uma ideia de paridade epistemológica, né, e que caminha, né, que aponta pra gente paraa Ideia do bem viver. que vem justamente do dos povos que e povos aimará, eh, lá da cordilheira dos Andes e onde na língua queixo eh se pronuncia sumak causai, né, que tem esse sentido de bem viver que a
gente traduz paraa língua portuguesa e que vai nomear, vai conceituar um modo de estar na Terra, um modo de ser estar no mundo, eh, e que tem a ver com a cosmovisão, a cosmopercepção dos povos indígenas. nos povos originários de uma maneira geral Aqui na América Latina, eh, e que vão propor, né, uma forma de existir que fortaleça a a propagação, a a expansão da vida, da energia da vida na Terra. Porque da perspectiva dos povos originários, a forma como a gente vive na lógica ocidental, a gente trabalha paraa própria extinção, o que não é
totalmente mentira. Se a gente for pensar na questão da crise climática, né? Então o bem viver ele não tá associado ao acúmulo material, a status Social, a promoções de trabalho, mas a uma forma de vida que não só me permita viver bem eh mais tempo, mas que a minha forma de viver fortaleça a existência de outras formas de vida, né? Seria mais ou menos eh dessa forma. E é importante a gente entender esse conceito porque a luta pelo bem viver é a é a maior expressão da luta indígena, né, inclusive no direito aos próprios territórios.
E aí eh, o Auton Kren vai fazer essa síntese pra gente, né? O bem Viver pode ser a difícil experiência de manter um equilíbrio entre o que nós podemos obter da vida, da natureza, e o que nós podemos devolver. é um equilíbrio, um balanço muito sensível, não é alguma coisa que a gente acessa por uma decisão pessoal. E aí ele critica, né, por exemplo, a ideia que a gente tem de sustentabilidade, né, como eu isolada dentro do meu próprio eu posso ter uma vida sustentável se a minha sociedade, se o mundo em que eu tô
Vivendo, né, se as pessoas que eu tô relacionando não são sustentáveis, então como eu vou viver uma vida sustentável, virando vegana, de repente, unicamente, isso na perspectiva do Aíton Crenac, tá gente? Mas como eu posso ser vegano e utilizar essa roupa, por exemplo, que se vocês forem procurar na internet, a produção de algodão eh para para o mundo têxtil, né? Para para para as indústrias têxteis, eh, têxteis, gente, eu não sei se eu falei correto, me deu uma bobeira Aqui agora, perdão. Eh, é a produção, obrigada. é a produção que eh mais intoxica trabalhadores rurais
que trabalham no cultivo do algodão no mundo. E a produção, por exemplo, do jeans, do tecido jeans, eh é a é o é o tecido que é que mais utiliza água para ser produzido. Então, o que que adianta eu reduzir o meu minha meu tempo de banho, eh, reduzir o meu consumo, o meu desperdício de água, parar de lavar Minha calçada e depois disso tudo eh sair vestindo a minha calça jeans, a minha blusa de algodão, sem a consciência de que eu posso acessar esses produtos ou outros produtos de uma outra maneira. o bem viver,
ele vai propor essa mudança eh um tanto radical e por isso também um pouco tópica, mas também por isso difícil, né? E aí eu trago aqui pra gente, pra gente lembrar porque é importante, o bem viver não é uma utopia, ele é um reconhecimento da Natureza enquanto ser de direitos e ele tá presente na Constituição tanto da Bolívia quanto do Equador, né, dentro da sessão dos direitos da natureza. E aí a gente entra no nosso texto colonialismo plantation e antropoceno, né, controle sobre corpos e territórios e que a gente vai passar por ele de maneira
muito tranquila, porque ele vai apresentar pra gente majoritariamente conceitos que a gente já acessou eh nos textos e nas webaulas anteriores. Então, Desse texto, é importante que a gente entenda plantation, a ideia de plantation, o sentido de antropoceno, né, que é essa determinação, eh, dessa nossa existência humana, eh, da forma como a existência humana marca o nosso tempo eh terrestre, né, e, e, e que essa ideia de de antropoceno, ela vem eh associada a tudo isso que tá reverberando nas nossas vidas hoje. hoje em dia, né, a exemplo da crise climática, eh, e que reverbera
no nosso Cotidiano, reverbera na nossa forma de viver e se relacionar com o mundo. Eh, o texto traz pra gente uma associação da forma como o sistema mundo capitalista, a partir da lógica do antropoceno, eh, lida com a natureza, com a Terra enquanto propriedade, e vai fazer uma ligação da forma como essa mesma sociedade ocidental também se refere enquanto propriedade, enquanto propriedade de exploração, inclusive, né, na na questão produtiva ou não Produtiva, né, no sentido de que se sente no direito de tratar como propriedade não só a Terra, mas também os corpos das mulheres. E
a Maria Lugones, fazendo um diálogo com a interseccionalidade, vai reverberar, vai trazer com destaque como que essa ideia de corpos que são objetificados e que são desumanizados no sentido de propriedade eh vai eh se intensificar nos corpos de mulheres negras e latinas. Eh, então, eh, essa relação é importante pra gente. Eu trouxe esses dois slides pra gente de destaque, eh, para que vocês possam passar por aqui para rever esses conceitos de maneira eh mais objetiva e mais direta. E o texto termina trazendo pra gente também associado à ideia de bem viver, a ideia de agroecologia,
muito no sentido do bem viver, inclusive porque a agroecologia também é uma ideia que surge eh a partir das Cosmopercepções indígenas. Deixa eu só acertar aqui para mim o slide, gente. Pronto. Eh, e que eh tanto que eu trago para vocês, eu menciono isso lá na web aula, se eu não me engano, né? a as três irmãs, que é a abóbora, o feijão e o milho, e que trazem essa ideia de bem viver entre si. E daí surge a ideia ocidental de agroecologia, que se inspira nessa relação, né, de cultivo, de manejo da terra, eh,
dos povos Originários, que ao tempo em que se produz para colher, também se fortalece a terra, se fortalece a vida e a vida diversa, a diversidade das espécies, eh, que se comunicam e que se retroalimentam, né? O milho libera um tipo específico de minério na terra, eh, que serve paraa abóbora, que fortalece o feijão. E é essa relação eh que que dá origem à ideia de agroecologia e que o texto vai trazer também eh como que a percepção de nova relação com a terra, De nova relação com o trabalho, de nova relação com o modo
de viver tá associada à ideia de racismo, eh, a ao racismo, porque a gente ainda vive na lógica da plantation, que vai reverberar da mesma forma que o Anibalkirano fala da da racialização do mundo. mundo, por meio do mundo do trabalho, pensando na sociedade moderna, né? Aqui o nosso texto, ele vai trazer a Plantation como esse processo de racialização na relação com a terra, na relação com o trabalho Que se volta paraa produção, né, de de alimentos especificamente. Chegando na nossa nossa última webula, eh entrando na discussão do texto, né, exaustas, porém em pé, reflexões
a respeito do dispositivo imunológico contra travestis e mulheres transexuais no sistema educacional. Eu diria que nesse eh texto aqui pra gente, o importante mesmo é a gente olhar com cuidado para nossa avaliação presencial, mas também paraa nossa compreensão, né, Do conhecimento apresentado aqui na disciplina. a forma como a educação eh ao longo da nossa disciplina ela vem sendo mencionada, né, aula sim, aula não, para mostrar pra gente, né, para construir uma linha de pensamento que nos permita perceber que a nossa educação institucional ela se organiza de fato a sustentar desigualdades raciais de gênero eh epistemológicas,
né, de conhecimento. o epistemicídio aí da da Cneiro, que também vai trazer um Histórico por meio da educação, eh, e como que esse campo da educação, o acesso à educação, não só como conhecimento, mas como possibilidade de existência, de permanência na vida, né, de permanecer vivo, no caso, eh, permanecer viva no caso da da das mulheres trans, né, e das travestis, que a Meg Rayara eh não só faz referência, mas como compõe esse grupo Eh, ela compõe esse 0,02% das mulheres trans e travestis no Brasil Que tiveram acesso ao nível superior, né, eh, e que
chegaram viva, né, aos 40 anos. Eh, então ela vai juntando interseccionalmente improbabilidades, né, eh, em razão dessa violência toda, eh, que reverbera por meio das desigualdades históricas. Então, é importante pra gente pensar a a o lugar da educação, o lugar da educação institucional como esse caminho que Tanto pode proporcionar a existência, mas que também quando retirada leva, né, eh, as pessoas a reverbera, por exemplo, numa menor expectativa de vida, porque eh impede o acesso ao mundo do trabalho, impede ao acesso a ocupar lugares de humanização dentro da sociedade, né, mas que vão se transformar eh
nesse processo de racialização e de genderização em corpos que podem ser descartados sem ser percebidos pela sociedade e que e tudo Isso tá relacionado à permanência ou não, a acesso ou não à educação, que é um direito eh básico social garantido, né? Então, eh, ela vai trazer pra gente, por exemplo, o dado de que, e esse artigo é desse ano, se eu não me engano, de 2023, na verdade, eh, mas ela vai trazer pra gente que 90% das mulheres trans e travestis no Brasil eh tão inseridas ou passaram, né, como foi o caso da própria
Meg Hayara, pela prostituição, justamente por não poderem Entrar naquilo que é considerado mundo social, relação social, socialização, seja no trabalho, seja na educação, seja nas relações afetivas, né? Então, ela constrói essa ideia de que a educação, né, tem o sistema educacional, ele tem um dispositivo imunológico contra travestis e pessoas trans, eh, e que, eh, se organiza de maneira a barrar, eh, a, a presença e a existência de pessoas trans e travestis. eh dentro do sistema Educacional e ela vai falar das reverberações, das consequências disso. E por isso ela fala exaustas, eh, porém em pé, porque
ela vai dizer que, apesar disso, desistir não é uma opção, porque a desistência é quase que uma eh afirmação, né, da morte prematura a que tão submetidas mesmo mulheres trans eh sexuais e travestis no Brasil, especialmente as mulheres trans e e travestis de pele negra. Eh, entrando na nossa última web aula, a Gente entra numa discussão que também vai est pautada pela ideia da racialização, né? A gente fala primeiro um pouquinho de cibercultura e depois entra no texto do professor Davidon para falar de racismo, algoritmo, de colonialismo digital, né? E aqui no nosso primeiro texto,
a gente vai entender como que tudo isso que começa lá com a industrialização na nossa primeira web aula se e reverbera na nossa sociedade contemporânea a partir Da lógica da da cibercultura, que é uma característica eh que marca a nossa sociedade. E o o eh Pierre Levi vai trazer pra gente essa ideia pensando também no diálogo com a educação, porque esse foi um outro eixo que permeou a nossa disciplina ao longo de todas as nossas web aulas, né? Então, eh, o Pierre Levi vai trazer a ideia de cybercultura como algo, eh, que poderia potencializar, né,
as nossas possibilidades sociais, relacionais, de Construção de conhecimento coletivo. Pierre Levi tem uma visão bastante bonita e até romantizada um pouquinho a respeito da cibercultura. eh, mas ele vai percebendo ao longo, né, da sua análise a respeito da nossa sociedade, que a cibercultura, pela forma como a gente eh imprime nessa nova tecnologia, nessa nova possibilidade de organização social, de construção de mentalidade, de relação social, de Socialização, a gente acaba por imprimir todas as nossas desigualdades, todas as nossas desigualdades na relação com o poder, por exemplo, nas desigualdades. raciais, das desigualdades de gênero, das violências sociais,
a gente imprime isso nessa relação nova que surge, nessa possibilidade que surge dentro do mundo virtual, né? Eh, e aí eh ele vai dizer que a gente corre o risco de viver uma cerditadura, que na verdade a gente tá vivendo, eh, a partir das das Perspectivas eh que o texto mesmo vai trazer para contrapor, né? Eh, então o David Lyon vai fazer esse trabalho pra gente de contrapor o Pierre Levi, eh, mas na continuidade do diálogo mesmo, não sentido combativo das ideias, eh, porque o Pierre Levi vai dizer pra gente que a gente construiu, na
verdade, que a nossa cibercultura é, na verdade, uma cultura da vigilância e que não só nós somos vigiados eh pela sociedade, pelos mecanismos de controle de grupos Hegemônicos, mas que a gente também na forma como a gente internalizou na nossa subjetividade, no nosso comportamento, eh essas relações de poder e de expressão de nós mesmos, né, dentro do mundo virtual, na construção da nossa imagem e do da nossa personagem também dentro do mundo virtual, a gente acaba não só exercendo vigilância sobre o outro, mas dando mecanismos para que a mesmo seja vigiado, né? Então, eh ele
vai trazer Isso como um exemplo, por exemplo, da forma como a gente usa as nossas redes sociais, né? E o Davidson Faustino e o professor Walter Lipod, eh, até então eh lá da Universidade Federal de São Paulo, da UNIFESP, vai trazer nesse texto Colonialismo Digital, racismo e acumulação primitiva de dados, aquilo que dialoga muito com o nosso fórum temático também, né? eh, que é a forma como a a inteligência, né, dessa dessas nossas tecnologias Vai imprimir também eh mecanismos de colonização, de colonialidade e de racialização dentro eh do ambiente virtual. Então, os autores vão trazer
pra gente que existe uma eh fabric eh objetos de exposição digital ou de comércio digital, seja no trabalho, no tempo livre ou no lazer, né? Eh, aqui a gente, eu coloquei uma chargezinha pra gente na web aula também, né? Que é aquilo que a gente vai chamar de Empreendedores, né? essa falsa ideia de autonomia eh dentro de o do exercício de uma função de trabalho que, por exemplo, não garante direitos trabalhistas, né, que é o caso eh dos entregadores e das entregadoras eh de aplicativos, né? Então aqui tem um diálogo entre eles, mas é importante
pra gente esses pontos que eu coloquei aqui, né? eh a forma de pensar a produção, como que a lógica de pensar o acesso por meio de eh tecnologias digitais e de eh Corporações, né, dentro do mundo digital, dentro do mundo digital, vão operar para que a gente se sinta eh numa situação, numa sensação individualizada, contemplado, desenvolvido, avançado no conforto, mas que essa lógica, que essa forma de viver, de organizar nossa vida social continua mantendo a mesma lógica que o texto vai trazer na relação com a Terra de Plantation da nossa aula anterior e lá Do
nosso começo, que o professor Anibal Kirano vai dizer que vai organizar o mundo do trabalho eh presencial, né, quando não havia ainda o mundo virtual como algo tão real na nossa no nosso cotidiano, porque a gente tem essa falsa sensação Mas quem vem entregar a comida na nossa porta para que a gente não precise nem cozinhar, nem se deslocar e coma aquilo que a gente quiser na hora que a gente quiser, é uma pessoa que muitas vezes Não almoçou, não dormiu, tá debaixo de chuva e a gente invisibiliza essa percepção, a gente naturaliza a invisibilidade
desse novo grupo, né, de de eh nesse novo grupo populacional, desse novo grupo social que vai sofrer as mesmas intersecções de desigualdade, de violação de direito, de negação de direitos trabalhistas, porque não vai ser visto por esse eh essa ideia do mundo virtual, por essa ideia de eh por essa manipulação da nossa Realidade, da forma como a gente se relaciona com a sociedade e da forma como a gente se relaciona com a nossa produção e também com o nosso consumo, né? Então, três pontos importantes aqui pra gente pensar, pra nossa avaliação, que é permanência da
impressão de que o trabalho tecnológico é técnico, é neutro e que pode ser envieszado pela prática dos usuários quando na verdade não. É justamente a ideia de colonialismo digital que vai nos dar essa falsa Impressão de autonomia, mas que na verdade a gente tá sendo eh organizado a partir da lója do lógica do racismo, algoritmo e da ideia, né? eh, do colonialismo que vai nos distanciar das pessoas que são dentro do grupo, do novo grupo determinado a ser o grupo explorado, para que a gente possa viver dentro dessas comodidades, eh, tecnológicas, na visão dos autores,
tá, gente? Bom, eh, alguém levantou a mão? Sim, Ana Flávia, eu acabei de terminar Aqui os nossos slides, a nossa apresentação. Desculpa pela correria, né? Eu sei que a nossa nosso conteúdo é grande mesmo, né, gente? e enfim, da melhor maneira que foi possível, eu pensei em preparar isso pra gente. Esses são os pontos, os conceitos principais, a síntese daquilo eh que vai tá presente na avaliação presencial de vocês. Uma última coisa importante, gente, é para que vocês não se preocupem. a avaliação presencial. Eh, eu em particular não sou O tipo de pessoa de professora,
não é assim que eu encaro o meu exercício docente que vai tá aqui para fazer pegadinha, para fazer eh obrigada a você, Lucas. para fazer eh para elaborar um um tipo de avaliação que vai eh pensando em prejudicar vocês ou exercer algum tipo de micropoder, porque isso existe também em todas as relações, né, de trabalho. Eh, eu não sou esse tipo de professora. Então, eu vou perguntar para vocês exatamente aquilo que eu enunciei, Como que vocês compreendem a decolonialidade, né? Vou dar o um textinho de referência para que vocês possam também trazer na memória. É
mais eu vejo a avaliação presencial como mais uma oportunidade de eh internalização do conteúdo, de continuidade do estudo, do que algo que de fato vai me trazer avaliação. Eu não acredito, inclusive que exista de fato um mecanismo que me permita eh afirmar Na avaliação se vocês aprenderam ou não. Porque na relação com a educação, quem vai decidir o que e como e quanto, vocês vão apreender do conteúdo, trazer para vocês o conteúdo para compreensão, não para adoção, né? Não é uma aula de convencimento. São vocês quem tem o poder sobre a educação de vocês são
vocês mesmos. o quanto vocês desejam ou não desejam, se abrir ou não se abrir, recusar ou ou eh se permitir compreender uma determinada perspectiva, um Determinado conteúdo, quanto aquilo interessa ou não, o quanto a gente às vezes vê utilidade ou não. Nem todo conteúdo tem que ter uma utilidade direta, mas o simples ato de conhecer ele já é importante por si só, né? Então eu vou, eu pensei nos exercícios eh avaliativos nesse sentido, tá? Não se preocupem. eh em decorar coisas, porque não vai ser preciso. Me interessa que vocês tenham um momento onde vocês possam
pensar e Responder. E só isso, tá? Eh, vocês querem falar alguma coisa, gente? Tem, a gente tá finalizando, né? Essa é a nossa última atividade síncrona, a partir daqui eu vou procurar eh corrigir, né, e dar lançar as notas da sistematização para vocês até antes da data de vocês fazerem a avaliação presencial, para que vocês possam chegar na avaliação presencial também sabendo exatamente quanto cada um precisa de nota, de frequência e tudo mais, tá? Eh, Muito obrigada, Fabiano, também. Eh, então eu vou fazer isso agora essa semana. Obrigada, Lucas. Eu vou ler aqui o comentário
do Lucas pro pessoal que vai assistir a gravação. O Lucas Henrique disse: "Foi bem legal toda essa caminhada. Agora é revisar bem e terminar a sistematização para partir pra prova". É isso, gente. Então, muito obrigada, viu? Boa noite. Alguém mais? Alguém quer falar alguma coisa? Eh, Então vou encerrando aqui a gravação. Boa noite, bons estudos. Eu sigo à disposição, tá, gente, nas mensagens, eh, no fórum Fale com a Professora