Olá, boa noite a todos. Quero dar as boas as boas-vindas a todos que nos assistem e aos que assistirão, porque essa live ela fica gravada. Estamos hoje começando a nossa quinta live do ciclo de eventos de 2026.2, do promovido pelo Letrare, laboratório de edição, tradução e revisão de textos acadêmicos e também pelo programa de pós-graduação em estudos da tradução poet, visando dar Visibilidade às ações e pesquisas desenvolvidas no âmbito dos estudos da tradução. Com o tema tradução e perspectiva, esse ciclo de eventos traz a possibilidade de uma colaboração entre disces, egressos e docentes da Poete,
bolsistas do Letrá, comunidade acadêmica da UFC em geral e todos aqueles que amam as várias nuances da atividade tradutória. Esse é um espaço de troca e compartilhamento de pesquisas acadêmicas e de conhecimentos de ordem prática do Fazer tradutório de cada um de nós. Gostaria também de pedir que todos se inscrevessem aqui no canal, dessem seu like no vídeo, porque quando vocês fazem fazem isso, o YouTube entende que esse vídeo é relevante e passa a recomendá-lo para mais pessoas. Então, por favor, também sigam o nosso @projetoletrário lá no na rede social do Instagram, que isso também
aumenta o alcance do projeto na plataforma e potencializa o nosso Trabalho de divulgação científica. No final da live, pessoal, será disponibilizado o link pro formulário de presença para que vocês possam receber o certificado com duas horas complementares. Meu nome é Mirela Mota. Hoje eu serei o host dessa live. Sou doutoranda em estudos da tradução aqui no Poético UFC. Atuo como bolsista FUNCAP. Também sou professora de língua inglesa na Escola Superior do Parlamento Cearense, a UNIPAS. Também desenvolvo Pesquisas em tradução automática, pois edição e inteligência artificial. Aqui nos bastidores, no backstage, temos a Doutoranda Helen Cristiane
da Poete e também a graduanda em letras português e inglês, Mariana Loran. Agora vamos ao que interessa. Comigo aqui está a professora Dra. Silvana Aguiar, que é professora no Departamento de Línguas de Sinais Brasileiras, Brasileira, DLSB, e no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, a PEGET da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSK. Coordenadora geral do Programa de Extensão Til JURE, tradutores e intérpretes de línguas de sinais na área jurídica. é vice-líder do núcleo de pesquisa, interpretação e tradução de línguas de sinais, wintertrads, daisk. E também em companhia com a professora Dra. Silvana, nós temos
a os intérpretes de Libras, o Diego Lial, mestrando em estudos da tradução do programa da Poete aqui da UFC e a mestra Isabele Viana Pelo mesmo programa. Então, com o tema Tradução e Acesso à justiça, uma questão de direitos, nós vamos ter agora a apresentação da professora. Professora Silvana, é uma honra tê-la conosco palestrando um tema tão importante. Muito obrigada pelo aceite do convite, por sua presença e disponibilidade, compartilhando o seu tema e conhecimento. Obrigada também aos inérpretes que estão participando da live. Nesse momento quero passar a Palavra para você, professora. seja muito bem-vinda. >>
Eh, boa noite a todos, todas, todos. Muito obrigada pelo convite, pela presença. É uma satisfação dialogar com vocês sobre um tema que é muito urgente. Eu quero deixar um agradecimento institucional registrado por todo o empenho do projeto Letrare e quero saudar todos os membros da equipe pelo empenho em garantir a presença de intérpretes. Da mesma forma, quero Agradecer a Coordenação de Inérpretes da UFC por ter se disponibilizado a estar conosco e dizer que eu tenho um carinho muito grande pela POET, né, que foi o primeiro programa de pós-graduação, ao qual eu me estive vinculada, né,
credenciada. A Poete contribuiu muito na minha carreira acadêmica, na minha consolidação como pesquisadora do campo, assim como a PEGT também que foi, como foi anunciado, é o programa do qual eu Estou vinculada eh atualmente. Então, quero deixar esse cumprimento a todos os colegas que estão vinculados à PEGED, professores, pesquisadores, mestrandos, doutorandos. É uma satisfação eh conversar um pouquinho com vocês sobre um tema que é bastante emergente e muito pouco explorado ainda dentro do campo dos estudos da tradução. Eh, começando então, né, quero colocar os slides, por gentileza. Peço que seja disponibilizado Aqui tradução e acesso
à justiça, uma questão de direitos. Vou deixar na tela um pouquinho para que vocês possam visualizar três pilares dos direitos linguísticos. Pode retirar. por gentileza o slide. Estamos numa dinâmica aqui de organização entre a visualização da tela para o intérprete e também para poder disponibilizar os slides com as Ferramentas que temos. Então, pra gente poder pensar tradução e acesso à justiça, eh creio que é muito importante que a gente tenha em mente a triangulação de três grupos que se encontram dentro do judiciário. Então, ao longo de toda a minha carreira, eh, eu comecei como intérprete
de Libras português. Tenho muito orgulho de ter atuado durante muito tempo dentro do contexto jurídico. Atualmente ainda Continuo atuando, mas esporadicamente, porque me dediquei muito mais à docência e à pesquisa. Mas ao longo desses anos todos em que eu estive atuando como intérprete, seja pelo âmbito da profissionalização ou seja pelo âmbito da pesquisa, eh existe essa premissa de que nós precisamos conversar com as pessoas que utilizam o serviço de interpretação. Isso serve tanto para as comunidades surdas quanto para o judiciário. Sem essa conversa inicial, sem estratégias, ações que possam colocar em diálogo qual é o
papel do intérprete, o que que o judiciário precisa mudar para que de fato consiga ter um trabalho mais voltado paraa garantia de direitos. O que que a comunidade surda também pode contribuir para essas questões? Sem esse diálogo equânime entre as três categorias, eh, o processo ele é mais demorado. A minha fala toda vai se voltar muito mais paraas pessoas surdas, Paraa comunidade surda, paraa comunidade, enfim, de tradutores, intérpretes, porque essa é a minha área de atuação no Par Libras Português. Mas eu gostaria de convidar os colegas de outros pares linguísticos, de outras minorias também, que
pudessem eh repensar no papel desse profissional e do quanto essas questões que eu vou levantar ao longo da minha fala, elas também fazem sentido para outras comunidades. Então, nós vivemos um tempo Onde cada vez mais a migração, o refúgio são temáticas que estão cada vez mais assolando eh a nossa sociedade. E com isso, a demanda por intérpretes, a demanda por tradutores tem aumentado significativamente em pares linguísticos que muitas vezes nós não estamos acostumados a eh, enfim, conhecer, transitar. Hum. Então isso é muito importante que a gente tenha em mente a necessidade de um espaço dentro
do âmbito jurídico que considere a Questão linguística. E isso é tão amplo, porque nós temos várias eh legislações que falam sobre a migração, que falam sobre as pessoas surdas, que falam sobre as comunidades minoritarizadas. Então, nós temos uma série de elementos que nos respaldam legalmente, mas que na prática nem sempre esse respaldo ele tá consolidado. E eu vou mostrar alguns desses exemplos que são eh muito importantes que a gente tenha em mente. Da mesma forma, muitas das comunidades que usam os nossos serviços às vezes também acabam confundindo o papel do profissional. muitas vezes não sabe
como chamar esse profissional num devido processo. Então, existem uma série de questões que para que isso tudo, essa engrenagem funcione, a gente precisa conversar com todos os atores envolvidos no processo. Eh, eu sempre digo que a formação de intérpretes ela é fundamental e hoje em Dia nos nossos programas de pós-graduação, essa é uma temática cada vez mais emergente, né? Então, não somente com as línguas de sinais, mas também com outros pares, conforme eu já havia mencionado. Então, um dos primeiros pontos pra gente começar a pensar essas questões é reconhecer a garantia do acesso eh ao
processo dentro da própria língua. Hoje em dia a gente não tem ainda essa Garantia, né? No máximo que a gente consegue é ter um profissional intérprete disponível para uma uma audiência, enfim, ou uma outra demanda que seja do âmbito jurídico, mas garantir que a Libras seja uma língua de instrução dentro do âmbito jurídico ou uma língua em que a pessoa surda entenda o que que está acontecendo com ela a partir da própria língua que ela usa é algo ainda bastante raro e isso traz uma série de implicações, inclusive pelo Perfil das diversas pessoas surdas que
chegam até o judiciário. E esse é um ponto muito importante que a gente possa pensar, porque como tradutor, como intérprete, eh, obviamente fazendo a distinção aqui entre as duas áreas, nós nos deparamos com perfis diversos, desde professores, pesquisadores que acessam o espaço jurídico para reivindicar os seus direitos, até mesmo com pessoas que pertencem a classes desfavorecidas que não Necessariamente conhecem a língua de sinais, não necessariamente conhecem os seus direitos, às vezes são inclusive eh vítima de determinada violência e não sabem como reivindicar a proteção diante a justiça. Então, existem uma série de perfis que nós,
como tradutores, nós como intérpretes, precisamos pensar sobre isso. Só que a justiça ainda é um pouco demorada, né, no Brasil. Nós poderíamos estar muito mais avançados dentro desse campo. E eu Sempre trago os contextos diversos, os contextos sociais para que a gente possa pensar mais ou menos como que esse campo se estrutura. não no sentido de comparação, mas no sentido de mostrar que uma longa caminhada, por exemplo, já foi realizada dentro do contexto educacional. Hoje, quando a gente tá num num programa de pós-graduação, nós temos colegas surdos ou colegas ouvintes que se manifestam em Libras.
E nós temos intérpretes qualificados, nós temos eh Profissionais que atuam dentro do âmbito do ensino superior, assim como também estão nas escolas, realizam a interpretação. É claro que sabemos que tem todo um sucateamento em relação à profissão, enfrentamos cortes, alguns problemas, a gente sabe que precisa melhorar em relação a isso, mas o contexto educacional ele conta já com uma caminhada mais longa em que está assegurado o papel do intérprete e o Profissional que atua dentro daquela área. Se não tem esse profissional e tem uma pessoa surda dentro de uma sala de aula, se sabe que
essa pessoa pode acionar o Ministério Público reivindicando a presença desse profissional. Então esse é um dos contextos onde mesmo com todos os desafios enfrentados, a gente tem uma conquista histórica muito grande dentro desse espaço. O âmbito jurídico, nem sempre, eu diria até na maioria das Vezes, eh esse contexto ainda não tá consolidado. Então, a gente eh observa muitos dos intérpretes também não tão confortáveis em atuar dentro desse espaço. Mas por quê? Porque falta formação. Quando o intérprete ele é nomeado a atuar numa audiência, nem sempre ele conta com uma formação adequada para estar dentro daquele
espaço. Nem sempre ele teve uma oportunidade de formação mais especializada. para atuar dentro Daquele espaço. Então, conhecer as instituições jurídicas, desenvolver repertório jurídico, eh conhecer quais são as demandas processuais, o passo a passo que se encontra dentro de um determinado ritual jurídico. São questões que precisam ser trabalhadas dentro da nossa área. E há demandas muito grandes que inclusive às vezes acabam sendo eh subnotificadas porque não são mencionadas à presença do Intérprete, ou porque não tem, ou porque atuou, mas não esteve visível dentro do processo, não foi registrada a presença desse profissional. Então esse é um
espaço bastante rico para pesquisas e eu convido vocês todos que estão aqui presente a se debruçar dentro desse contexto para trazermos mais questões eh a serem discutidas. Um outro ponto importante também, eh, que eu sempre menciono é que assim, como que a comunidade surda é representada Dentro do âmbito jurídico. Aqui envolve uma questão que é de língua, identidade e representação. Então, quando a gente tem eh pessoas de diferentes pares linguísticos, é importante nos atentarmos ao status linguístico que determinada língua usa, que determinada língua ocupa na sociedade. Então, se nós temos alguém que fala uma língua
estrangeira mais comum, por Exemplo, ninguém diz que o intérprete veio ajudar uma pessoa que fala uma determinada língua oral. As pessoas surdas dentro do âmbito jurídico ainda são vistas como eh pessoas com deficiência. E essa questão ela traz uma série de implicações que atravessam a prática do profissional intérprete. Então, eh, esse ponto é um ponto que me Preocupa muito ainda, porque a gente tá em 2026 e eu tô falando uma coisa para vocês que é extremamente básica. A gente não tem que ter uma perspectiva de ajuda, de assistencialismo. A gente tem uma perspectiva que é
a garantia de direitos. Se a pessoa surda é cidadã como qualquer outra pessoa no nosso país, para ter assegurado o seu direito à cidadania, ter tradutores, ter intérpretes, ter o direito a conhecer Os seus direitos na sua língua, deveria ser uma condição básica, [limpando a garganta] não deveria ser algo especial, né? E hoje em dia a gente ainda se depara com essa visão que atrapalha bastante a institucionalização dos serviços das pessoas eh surdas, né? Então, pensar a pessoa surda como alguém que é cidadão dentro do país é uma visão que exige um judiciário mais plural
e mais acessível. Esse é um ponto que a gente ainda Precisa batalhar bastante para construir estratégias que consigam colocar em com visibilidade, né, as pessoas que eh estejam atuando dentro do do âmbito jurídico. E uma das consequências bastante graves dessa forma de ver as pessoas surdas é aceitar profissionais com n características para que atuem como intérpretes dentro do âmbito jurídico. Então, nós temos uma situação, Nós temos uma situação muito grave que é hoje em dia ainda não existe uma espécie de fiscalização em relação aos trabalhos desenvolvidos por intérpretes dentro da área jurídica. E por que
eu digo fiscalização? Isso não é no sentido de eh, enfim, ser uma atitude pejorativa ao serviço do interérprete, não é nessa perspectiva, é de promover condições para que o profissional que esteja atuando naquele determinado espaço de fato seja um Profissional qualificado. [limpando a garganta] Então, às vezes, o próprio judiciário se equivoca em nomear pessoas que ainda são aprendizes de Libras. E todos nós sabemos que bilíngue não é tradutor, bilíngue intérprete. Então, eh, essa preocupação ela ainda é muito grande, porque os casos em que há necessidade de intérpretes têm aumentado cada dia mais, mas nós ainda
não temos pesquisas com dados mais robustos que nos mostrem, por Exemplo, qual é a formação desses profissionais. Às vezes em grandes capitais esse trabalho ele já tá melhor estruturado, mas em algumas cidades de porte menor, nem sempre nós temos um profissional qualificado naquela determinada cidade para atuar como intérprete. Então, às vezes acaba indo o pai, a mãe, o amigo e que pode ter boas intenções para mediar linguisticamente Uma determinada demanda, mas o grau de especialidade necessário nem sempre ele está adequado para o nível de proficiência que aquela pessoa tem. Então, acho que esse é um
dos assuntos assim bastante importantes que nós deveríamos estar atentos a a essa questão. E tudo isso eh envolve principalmente não só reconhecer eh os direitos da pessoa surda, os direitos do tradutor, os direitos do intérprete, mas envolve eh reconhecer Que língua, tradução e identidade são elementos que carregam a garantia de direitos. Então, nesse aspecto, assim, eu acho fundamental que a gente possa eh pensar melhores condições de poder, enfim, acessar [limpando a garganta] esses espaços e de ter uma garantia sobre esse acesso, direito de poder usar sua própria língua, né? Então, muitas pessoas surdas acabam indo
a determinados espaços, não só jurídicos, Mas também policiais, por exemplo, e que, infelizmente, acabam não encontrando um serviço adequado que não depende do intérprete. Isso eu quero deixar muito claro assim, depende de uma política de estado, uma política de governo, uma política de governo que trace os principais elementos que deveriam ser eh discutidos dentro do campo eh da interpretação. Então, hoje em dia, eh, a gente tem uma série de pesquisas que já Tão mostrando vários aspectos, eh, necessários pra gente repensar uma dinâmica, pensar uma dinâmica que carregue as principais demandas do judiciário. Vou dar um
exemplo aqui. Inérpretes surdos. Muitas das pessoas ainda se deparam com eh questionamentos sobre equipes mistas de interpretação. No judiciário, eu sempre digo, a gente tem certeza de que é muito importante a presença de eh Intérpretes surdos. E teve um pesquisador surdo, com cujo sinal é assim. O Guilherme, ele é um pesquisador surdo e ele trouxe na sua dissertação de mestrado a a importância desses profissionais atuando em equipes mistas de interpretação e que esses profissionais reivindicavam uma série de questões. E por que que esses profissionais são importantes dentro do âmbito jurídico? Porque muitas vezes nós Nos
deparamos com diferentes pares linguísticos de línguas de sinais em que não necessariamente a pessoa que tá interpretando conhece esses pares. Esse é um exemplo. Existem outros exemplos também de pessoas surdas que se comunicam de forma muito rudimentar, não necessariamente em Libras, mas em gestos ou sinais convencionados nas suas comunidades de origem e que muitas vezes não conseguem atender aquilo que tá sendo Dito por um intérprete que tem uma experiência mais acadêmica. Então esse intérprete para realmente eu conseguir se assegurar de que o conteúdo tá sendo passado da melhor forma possível o conteúdo de uma audiência,
ter um intérprete surdo, qualificado para atuar junto aumenta os níveis de segurança tradutória, de segurança interpretativa e isso torna uma interpretação mais eficaz. Isso não é uma invenção, isso são Pesquisas internacionais que já t mostrado sobre essa dinâmica e eficácia dentro dos tribunais. E nós ainda estamos tentando de alguma forma eh trazer essa discussão para dentro do âmbito jurídico que se forma justamente como uma demanda muito importante. Então assim, o intérprete surdo, ele não é um acessório, ele não é simplesmente só um profissional que veio ajudar o intérprete ouvinte, não. Ele é um profissional de
excelência tanto Quanto esse profissional ouvinte que juntos formam uma equipe mista de atendimento para demandas que envolvam eh aspectos jurídicos. Então, nesse sentido, acho que a gente precisa avançar nessa discussão e eh entender que a tradução e a interpretação de línguas de sinais, elas são condições de cidadania. Então, para que o contraditório e a defesa eh possam de fato eh enfim ter o seu devido processo legal garantido, a Presença [roncando] da tradução, a presença da interpretação, ela é fundamental para que as pessoas surdas exerçam, né, a sua eh cidadania. Então, nesse aspecto, deixa eu só
voltar um pouquinho aqui. Eu gostaria de mostrar o slide 4, por gentileza. Eu estou aqui mostrando um slide que tem quatro etapas e o título se chama Percurso da Pessoa Surda no sistema de justiça. Pode voltar, eu sei que tá passando rápido. Eh, desculpa. Volta a tela com o interérprete. Isso. Muito obrigada. Eu sei que eu tô passando rápido, mas com as ferramentas que a gente tem hoje aqui, essa foi a dinâmica que junto com a equipe de inérpretes nós combinamos e a equipe logística também para que a gente possa ter a tela em maior
eh grau para que Todo mundo possa visualizar a interpretação. Então, naquele pequeno slide que eu estava mostrando ali, qual foi o destaque, né? Hoje em dia a gente tem um percurso eh da pessoa suda no sistema de justiça e um dos primeiros espaços que essa pessoa adentra é o âmbito policial. Então, eh, o âmbito policial, ainda que o meu tema estivesse, eh, tradução e acesso à justiça, eu acho que é importante a gente trazer aqui dentro Do campo policial algumas reflexões muito rápidas, mas para pensar que esse é um uma das portas de entrada das
pessoas surdas dentro do âmbito eh jurídico de forma geral. a delegacias e delegacias. Há estados que já tem uma política de tradução mais desenvolvida e outros estados que não necessariamente estão avançados ainda nesse tema. E aí quando eu trago essa questão dos avanços Dos estados, quando eu trago eh essa temática, eh eu não quero aqui culpabilizar as pessoas que estão à frente desse trabalho. Por quê? Muitas vezes o o funcionário que tá à frente de uma delegacia, ele tem muito pouco recurso de fato para poder implementar uma política que não depende só dele, depende de
uma política maior, uma política governamental, uma política linguística Que pense na pessoa surda dentro daquele espaço. Mas nós também temos uma corresponsabilização nesse aspecto. E quando eu tô chamando nós, eu tô falando das duas perspectivas. nós como comunidade surda, que estamos envolvidos na formação de intérpretes e de tradutores, mas também nós academia, academia, universidade, instituição. Então nós precisamos criar Espaços de diálogo junto com esses essas instituições para fornecer eh melhores condições de trabalho. E sem dúvida nenhuma, a universidade pública gratuita e de qualidade tem condições de oferecer esse tipo de projeto, né? Então, por exemplo,
uma pessoa surda quando é abordada por um policial, a primeira coisa que ela deveria entender era qual o motivo da abordagem, por que que ela foi abordada. Eh, se ela for presa, ela precisa saber Quais os motivos que levaram a sua prisão. Então, às vezes, o policial dá uma determinada instrução e a pessoa surda não ouve. Nós já tivemos casos fatais em que pessoas surdas não ouviram a a recomendação dada pelo policial e faleceram porque o policial disparou eh um tiro, né? E essas experiências elas são muito difíceis de a gente eh trazer pros nossos
pras nossas pesquisas para Olhar de fato o problema que tá ali. Teria que ter um intérprete em cada abordagem policial. A gente sabe que isso não é viável. Que medidas podem ser implementadas para que esse tipo de atitude possa ser um pouco mais humanizado, né? Então, alguns estados optaram por ter central de intérpretes, outros estados optaram por investir na formação de policiais que aprendessem Libras. Uma coisa não exclui a outra. Existem espaços para os dois campos. E é importante esse policial também entender que, por mais que ele saiba Libras, ele está ali mediando uma intervenção
muito básica, muito elementar. Ele não é o intérprete em si para se, ele poderá vir se tornar a ser, mas ele vai precisar passar por um processo de formação. Então, esses aspectos às vezes eles acabam criando crenças de que eh boas vontades, mas acabam Criando crenças que não são eficazes paraa nossa profissão. Então, nesse sentido, acho que a gente precisa também eh dialogar eh fundamentalmente sobre o que que isso significa, quais são as implicações, como que a gente pode trazer determinados elementos para eh essa discussão. E às vezes a sensação que eu tenho é que
eu tô sempre falando a mesma coisa, porque há 20 anos atrás eu já falava sobre essas demandas e hoje continuo falando novamente. A diferença É que hoje em dia já temos algumas pesquisas que trabalham sobre esses elementos a quem eu agradeço a presença das pessoas que estão assistindo. Muitos dos colegas aqui são alguns dos orientantes que eu já tive ou tenho ao longo desses anos. Então vocês também têm colaborado muito para isso e também colegas, né, de redes de outros estados, outros pesquisadores que t se debruçado em pensar por meio do mapeamento, por meio de
pesquisas exploratórias, Por meio de demandas. A interérprete tá travando aqui para mim. Tá tudo bem por aí com vocês? Tranquilo, Sabelle? Tá, eu não sei. Ah, acho que voltou. Agora eu dei uma paradinha porque eu não sabia se era eu ou se era a Isabele que tava travando a rede, então eu dei uma parada um pouquinho. Tô retornando agora. Obrigada. Eh, Isabele. Então, eu falava retornando um Pouquinho, que muitos dos colegas que estão presentes aqui, sejam orientandos ou ex-orientandos ou também colegas pesquisadores que porventura estejam assistindo, todos vocês colaboram muito dentro desse contexto em fazer
circular pesquisas que já foram produzidas no âmbito internacional, mas também de produzir pesquisas que estudem o nosso contexto, a nossa realidade e visualizem o que que de fato a a gente precisa pensar. Então, ã, outra coisa que é fundamental a gente discutir é a diferença entre tradução e interpretação. Eu acho que aqui ninguém tem dúvidas eh em relação a essas tarefas. O que que a um tradutor faz, o que que um intérprete faz? Só que no âmbito jurídico, a invisibilidade do tradutor de Libras português ou de outras línguas de sinais, ela é muito evidente. E
eu tenho feito nos, acho que no último ano Um uma provocação bem forte que é sempre colocar tradução na na minha fala. E com isso eu não estou invisibilizando a interpretação, não é isso, gente? Mas é que o intérprete ele tá muito presente nas audiências, ele é nomeado para atuar dentro desse espaço. Mas cadê os espaços onde a gente tenha as demandas de tradutores, né? Acho que esse é um ponto importante pra gente poder pensar, né? Eh, recentemente Também tem algumas pesquisas que têm defendido bastante a questão de que não basta somente ter um intérprete
numa audiência, isso é fundamental, não se discute, mas a gente precisa de uma população surda informada sobre os seus direitos. Então, por exemplo, quais são as 10 leis mais importantes no estado do Ceará? Nós temos essas leis traduzidas ou nós temos espaços onde a população surda consiga acessar, conhecer, Visitar. Eu sei que o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, o TJCE, eh no ano de 2024, se não me engano, fez todo um trabalho de acesso à comunidade surda, acesso a Libras, teve um programa inclusive chamado Justiça em Libras, né? Então tem iniciativas que têm
acontecido em diferentes partes do Brasil. Essas iniciativas precisariam ser reunidas para que nós pudéssemos conhecer também, porque muitas delas às vezes são feitas no diálogo entre os tribunais e não Necessariamente eh com a presença de toda a comunidade surda. Então, se você tiver alguma iniciativa que você conheça no seu estado, queira compartilhar no chat do YouTube, por favor, mencione, né? Então, acho que é importante a gente disseminar essas questões. Então, essa distinção essencial entre tradução, interpretação, a gente ainda enfrenta eh desafios bastante bastante comuns assim, né? bastante Frequentes. Então esse é um ponto. Outro ponto
que tava naquele quadro quando eu mencionei para vocês são sobre as garantias judiciais. Ou seja, essa pessoa surda para ter acesso ao seu processo, é importante que ela tenha um profissional que saiba o que for, o que precisa ser explicado. E quando eu digo aqui explicado, eu não tô falando no meio da audiência. Que o profissional pare para poder explicar lá não é o momento. Existe uma comunicação com o advogado. Como é que essa comunicação entre o advogado e o seu cliente surdo está sendo feita? Tem intérprete? Não tem intérprete? O advogado é bilíngue? Sabe
comunicar os seus clientes sobre o problema que tem no processo? sabe organizar a estratégia de defesa que vai ser aplicada numa determinada situação em audiência. Essa pessoa surda entendeu qual é a estratégia de defesa que tá sendo organizada para que depois futuramente ela possa ter clareza do que que é que ela deve dizer ou não dizer a depender do que for. enunciado. Eu tô parando para esperar que o interprete apareça na tela. Para vocês aparece o intérprete, gente? Para mim não tá aparecendo. Alguém pode, por gentileza, me sinalizar aqui. Sim, tá aparecendo, tá? Então eu
vou continuar. E que para mim a tela do interérprete não tá aparecendo, por isso que eu tava um pouquinho preocupada. Deixa eu só voltar aqui. Talvez seja a minha internet aqui esteja eh um pouco oscilando. Então me sinalizem aqui no chat qualquer problema junto com o público que eu tô tentando acompanhar as duas telas para poder ver Se tá tudo certo. Então, as garantias judiciais eh é fundamental que tenha a participação, eh, linguística da pessoa surda e desse profissional tradutor intérprete, dessa comunicação que se opera em toda a dinâmica de organização, acesso ao processo, acesso
à informação que tá acontecendo na eh problema que tá sendo enfrentado, né, as comunicações com o advogado, o que que precisa precisa ser eh discutido, quais são as principais estratégias de defesa que Foram criadas. Então, todas essas questões são fundamentais que se têm em relação a isso e hoje em dia a gente ainda enfrenta alguns desafios em relação a esse aspecto. Mas vamos imaginar que talvez essa pessoa surda tenha passado por todo esse processo, desde a delegacia, foi pr para o âmbito das instâncias jurídicas, foi julgada, teve intérprete, foi condenada e agora ela cumpre pena
num presídio, Eh, no âmbito do sistema penitenciário. Como que tá sendo a vida dessa pessoa surda dentro desse espaço? Temos intérpretes, podemos garantir remissão de pena a depender do crime que foi cometido para que essa pessoa surda possa estudar e ter atenuado os seus dias para pena. Podemos falar nisso ou ainda não podemos falar nisso? Eh, esse é um dos espaços que também, Assim como todos os espaços são importantes. E eu não quero aqui mencionar quais são os mais eh estabilizados e aqueles que ainda não estão tão estabilizados, mas assim, o sistema prisional, ele ainda
é um sistema que carece de muitas pesquisas e o de um olhar atento eh por nós pesquisadores, por nós comunidade surda de modo geral. E também isso implica na formação de intérpretes, né? Ou seja, pensar profissionais que Estejam ali, não só porque precisam atuar como intérpretes, mas que façam parte de uma política linguística institucional. Então, essas questões elas já são garantidas para outras pessoas, para outros grupos. Por que que a comunidade surda ainda não consegue hoje em dia gozar desses direitos eh por falta de acessibilidade ou por falta de direitos linguísticos? Quando que essas questões
vão mudar? Então, Creio que isso eh seja fundamental para pra gente poder pensar em pesquisas que de fato possa mudar esse quadro, possam trazer outros aspectos em relação a esses elementos. Então, esse é um ponto que eu queria trazer para vocês. Quando essas questões todas que eu mencionei, elas não acontecem, a gente tem uma série de eh direitos que são violados. Deixa eu só eh passar agora o slide das consequências jurídicas. Só um minutinho aqui, ó. Eh, isso quando a gente tem um depoimento sem o intérprete qualificado, a gente tem uma violação de direitos. Quando
uma pessoa surda assina o seu documento sem compreender o conteúdo que tá sendo eh colocado ali, nós temos uma violação de direitos. Mães surdas já assinaram documentos em que implicaram na perda da guarda dos seus Filhos. E isso é uma situação muito grave. Quando a gente tem o uso de familiares ou pessoas sem qualificação técnica para atuar, nós temos violação de direitos. Nós temos uma vulnerabilidade linguística como fator de exposição e de abusos muitas vezes. Então, todas essas questões, pode voltar, por gentileza, na minha tela. Eh, todas essas questões são passíveis de que a gente
possa investigar um pouco Mais, né? Então, outro dia teve uma colega que comentava assim comigo, ela disse: "Silvana, eu não sou tradutora, eu não sou intérprete, mas eu sou professora de português. Eh, tem algum espaço em que seja necessário investigar sobre as demandas desse projeto que você trabalha?" E aí eu comentei com ela, eu disse assim: "Eu acho que valeria a pena observar como que as pessoas surdas estão se enunciando, Visto que a grande maioria tem o português como L2, como segunda língua. Como que elas estão se expressando dentro dos espaços jurídicos? Tiveram pessoas surdas
que escreveram a situação que tinha ocorrido na casa delas quando elas foram abordadas. Elas contaram pro policial. O policial não entendeu nada. Libras pediu para elas escreverem. Essas pessoas escreveram e o policial tomou isso como uma confissão, Mas na verdade a pessoa surda tava tentando explicar o que que tinha acontecido dentro da casa dela e a pessoa surda foi levada presa. Quando chegou na delegacia, uma determinada pessoa, enfim, sabia Libras e tal, solicitou que fosse nomeado um intérprete. Quando o intérprete chegou e fez a interpretação, se compreendeu que essa pessoa surda tava tentando dizer quem
era a culpada. Ou seja, a pessoa surda não era quem Tinha cometido o crime. A pessoa surda era testemunha. mas por uma falta de compreensão do sistema eh policial, sistema jurídico, enfim, eh de entender que a pessoa surda tem o português como segunda língua, acarretou numa prisão. Então assim, muitas das pessoas surdas que estão presas hoje, a gente pode dizer que de fato elas cometeram um crime Ou a gente teve violação de processos em determinado momento dessa desse percurso no sistema jurídico? Obviamente eu não estou sendo leviana em afirmar que as pessoas surdas não cometem
crimes. É claro que elas cometem, mas acho que a gente precisaria investigar um pouco mais. Isso são questões que eu como intérprete preciso me preocupar. Eh, sim e não. Devo me preocupar porque isso implica na minha prática Profissional. Isso traz uma série de eh comportamentos que eu particularmente acho bastante irritantes até hoje em dia. a gente tem que mencionar qual é o nosso papel, o que que a gente faz, dizer que Libras na é língua, que a pessoa suuda tem o direito X, ou seja, eu preciso explicar coisas que se nós tivéssemos num sistema de
justiça mais avançado, nós talvez não precisaríamos ficar explicando essas coisas há tantos anos. Esse é o primeiro aspecto. Mas eu Também tô falando aqui para uma comunidade geral, uma comunidade que pense que acesso a direitos passa por tradução, não só, mas passa por tradução. Então assim, eu tô falando direitos, tô focando um pouquinho mais no âmbito de justiça, mas assim, desastres climáticos é um exemplo recente que tem cada vez mais aumentado e vai aumentar o número de pessoas que têm sido vítimas dos desastres climáticos. Os desastres climáticos não atingem as pessoas surdas. Impossível. Atingem. Inclusive
tem uma a Laí vai defender recentemente. Laí vai defender agora nos próximos dias do mês de outubro em que ela mostra uma experiência dentro desse âmbito e que naturalmente implica em acesso a direitos. Então, é preciso pensar numa série de elementos que discutem sobre Isso. Então, eu tô trazendo para vocês a temática dos direitos, mas para mostrar que acesso à justiça, eh, tradução, interpretação são elementos fundamentais pra gente poder a avançar dentro desse conteúdo. E obviamente a pessoa surda, ela não ocupa só uma só um papel, né? Ela pode ser acusada, ela pode ser a
testemunha, ela pode ser advogada, ela pode, enfim, ela pode ser intérprete. Então, a gente precisa pensar nessas dinâmicas também, Né? Eh, eu gostaria muito de poder num outro momento conhecer um pouco da realidade dos intérpretes que atuam na região Nordeste para entender um pouco mais como tem sido as dinâmicas de interpretação dentro desses espaços. Porque às vezes nós temos pessoas surdas dentro de um tribunal, numa audiência, que estão em quatro posições. Ou seja, uma pessoa surda é acusada, outra pessoa surda é a vítima, outra pessoa surda é a testemunha e a outra Pessoa surda é
intérprete. Isso implica no quê? na organização de uma equipe de intérpretes. E pensar essa equipe de intérpretes hoje em dia continua sendo um desafio muito grande, não só porque o judiciário ainda não entende o papel do intérprete, como talvez muitos dos nossos colegas intérpretes não necessariamente reúnam experiências de atuação no âmbito jurídico. Então, a gente tem que conversar mais, a gente tem que Socializar mais. Eh, agradeço novamente ao Letrari por trazer essa temática aqui para que a gente possa discutir eh esse, enfim, esse tema e com isso poder mostrar que questões que envolvem violência linguística,
vulnerabilidade linguística são temáticas que os estudos da tradução, os estudos da interpretação tem discutido muito lentamente ainda no Brasil, mas tem iniciativas muito importantes antes, né? Tem trabalhos Assim, eh, que têm sido produzidos que merecem atenção nesse aspecto. E aí eu já vou, eh, alterar um pouco e passar bem mais adiante. Eh, que eu gostaria só de compartilhar com vocês a existência do Tios Jur. Eu gostaria, se fosse possível, só um pouquinho. Tô pulando. Ops. Aqui o tils JUR, a grande maioria das pessoas que me acompanham já conhecem, foi criado em novembro de 2016. Esse
ano a gente completa 10 anos. Então, o programa de extensão de JUR significa tradutores e intérpretes de línguas de sinais em contextos jurídicos. E com ele a gente articula ensino, pesquisa e extensão. Então, muitos dos colegas que estão presentes aqui têm acompanhado. Eu trouxe só dois exemplos. Tem vários outros. Se vocês quiserem conhecer, podem entrar no Instagram do programa ou No YouTube, no canal do YouTube, vocês podem conhecer, tem várias questões, palestras, oficinas, cursos, minicursos lá. E em tela tem duas das nossas colegas que atuaram no programa de extensão tilos Jur e continuam colaborando ainda,
que eh foi duas séries aqui, uma eh se chama dicas JUR, que foram dicas jurídicas. Na tela, a pesquisadora D. Hana Ber, que Faz pós-doutorado atualmente na Universidade de São Paulo. Eh, Hana colaborou com uma série que se chama Dicas Jur, uma das primeiras do tio Jur. E ao lado a pesquisa mestra Camila Aprígio. Sinal da Camila é assim. E o sinal da rana é assim, H aqui. Então, nessa foto a gente tem dois exemp dois projetos que foram desenvolvidos dentro Do âmbito do JUR. esses colegas que sa gente o slide tem vários outros colegas
que estão aqui que gentileza retirar Obrigado. Colaboram junto com o Tios Jur, né? Então, eh, vocês, ao entrarem no YouTube, vocês vão ver vários vídeos, colegas surdos, ouvintes, né, que estão sempre muito presentes aqui conosco, trabalhando e contribuindo para que o programa eh contribua Não só para discutir a tradução e a interpretação, um letramento das comunidades surdas que acessam finalizar, a gente precisa pensar numa institucionalização, né, com ferramentas, com recursos, com agência propriamente dito no sentido de comportamento, no sentido de luta para implementar direitos linguísticos, né? Então, acho que esse aspecto ele é fundamental nós
pensarmos em glossários Especializados, materiais jurídicos em Libras, bancos terminológicos, né? formação dos operadores do direito. Acho que a gente não precisa eh pensar exclusivamente só na formação de intérpretes. a gente tem como contribuir para que esses operadores do direito consigam trabalhar de uma forma mais próxima da comunidade, assim como também pensar no trabalho em equipe, né, entre surdos e ouvintes, no reconhecimento institucional da Libras Dentro do âmbito eh jurídico, dentre uma série de outras questões, né? Então, a gente tem muitos espaços no sistema de justiça para poder eh pensar as características desses espaços, por exemplo,
tribunais, defensorias, ministérios públicos, né? Então, cada uma dessas instituições normalmente tem um núcleo às vezes de acessibilidade, às vezes de eh, enfim, um núcleo que esteja mais próximo da comunidade de forma geral. Então é importante que a língua, o aspecto língua, tradução, comunidades minoritarizadas sejam pensadas dentro dos âmbitos do sistema de justiça. Isso vai inclusive trazer eficácia pros processos. Porque qual é a realidade? Hoje eu nem cheguei a entrar aqui por uma questão de tempo, mas os valores, os honorários destinados a intérpretes, eles são bastante desafiadores a depender dos estados. Às vezes o intérprete desconhece
qual é o caminho que ele precisa seguir para solicitar o pagamento. Às vezes o próprio estado obriga que esse profissional realize a interpretação de forma próbono, ou seja, de forma gratuita. E esse profissional se sente um pouco acuado por não conhecer os seus direitos. E às vezes a tabela de honorários ela é muito baixa, é muito Abaixo do valor do mercado. Então assim, como categoria é importante que a gente repense também sobre esses aspectos, né? Então, por que que eu tô trazendo esse eh elemento? Porque tem espaços que já tos de tradução. Um exemplo disso
é a Defensoria Pública da União em Brasília, né? tem um núcleo de tradução lá dentro que foi em algum momento da história, foi criado e realiza traduções. É importante a gente pensar nesse profissional, Não só nas defensorias ou nessa defensoria em específico, né? Nós temos demandas das pessoas surdas em diversos espaços, nas defensorias, nos tribunais. Então, a gente precisa aumentar a pesquisa sobre isso, compreender como que essas comunidades são representadas dentro desses espaços, como que os intérpretes também são representados dentro desse eh espaço. E aí uma pesquisa recente eh que foi investigou o Tribunal de
Justiça de São Paulo foi do pesquisador Samuel, sinal do Samuel assim. E em São Paulo também a gente tem uma pesquisa que trata justamente dos honorários, da certificação dos Não está ouvindo, Isabele Testando. 1 2 3. Não ouve. Está com som. O áudio tá normal. Diego, você voltou? Tá, voltou. OK. Me ouve bem, Diego? OK. Eh, então eu estava falando que uma pesquisa também importante que traz sobre essa questão dos honorários, das condições de interpretação e tal, é de uma pesquisadora chamada Luana Manini. O sinal da Luana é assim. também em São Paulo. Então, assim,
a gente tem vários trabalhos que têm sido produzidos ao longo desses anos todos, né? Eu acho que eh o tio Juro, ele foi Um espaço potencializador para reunir essas pessoas e dialogar e trazer novidades, mostrar que tem trabalhos que precisam ser cada vez mais aprofundados e que colaboram com as nossas eh realidades, né? Então, eu queria encerrar um pouco dessa discussão dizendo sobre a importância dos direitos linguísticos que para serem implementados dialogam diretamente com eh políticas linguísticas e políticas de tradução. Só Vamos colocar o último slide, por gentileza. Só um pouquinho. Pode colocar em tela
aqui, ó. Direitos linguísticos. Eu eu eu fui um pouco taxativa, né, gente? Eu coloquei exigem, mas assim, vamos colocar articular políticas linguísticas e políticas de tradução. E com isso a gente precisa de um reconhecimento institucional da língua de sinais, mas também da comunidade surda. Então isso é eh fundamental, uma língua plena que Deve ser desenvolvida dentro do âmbito do sistema de justiça, uma eh profissionais qualificados e uma formação contínua para esses tradutores e intérpretes, políticas de tradução e interpretação no judiciário que tragam melhores condições para que esses profissionais possam atuar de forma mais consolidada no
Brasil. e uma cooperação institucional que envolva pesquisa, né, gente? Acho que isso aqui é um dos motivos pelo qual a Gente tá eh sempre voltado para desenvolver trabalhos. Pode voltar, por gentileza, na minha tela. Eh, cooperar, trazer pesquisas para que a gente consiga discutir eh melhores condições, né? Então, cada vez mais essas temáticas são emergentes e o objetivo da minha fala hoje foi trazer um pouquinho dessas demandas que envolvem não só a garantia de direitos, mas também violação de direitos quando a gente não tem os profissionais Adequados. Então, a tradução e a interpretação, elas desempenham
papéis fundamentais para que a gente consiga de fato ter um espaço, perdão, mais eficaz. Muito obrigada. Até então. Fico disponível para perguntas, caso tenham. Eh, foi um prazer ter trazido essa temática e agradeço o acolhimento do grupo Letrário por mostrar esse espaço possível pra gente junto com a comunidade surda discutir sobre isso. E Agradeço também a equipe de intérpretes que me acompanhou, Isabele e Diego, desde o início, eh, junto conosco, os participantes que estão em tela participando por meio do canal do YouTube. Agradeço todos vocês. Também agradecemos, professora, pela palestra maravilhosa. Muito obrigada, de verdade.
um tema tão pertinente, tão importante acerca da tradução e da interpretação em relação à garantia do acesso à Justiça, uma questão de direitos, trazendo essas reflexões tão importantes paraa academia e também eh eh para o público em geral, fomentando assim o crescimento de investigações nessa área de estudos. Muito obrigada, professora. Também agradecemos aqui nós o letrário, os intérpretes de Libras, mestrando Diego Lial e a mestra Isabele Viana pela participação e contribuição valiosa nessa palestra. Agora vamos para o momento de perguntas, mas antes eh Gostaria de pedir novamente que vocês se inscrevam no canal, ativem as
notificações, deem um like no vídeo e sigam o nosso projeto Letrário lá no Instagram. Lembrem-se também de preencher o formulário de presença, que vai estar aí disponível no chat para garantir o certificado de participação de vocês. Professora, a gente tem aqui algumas perguntas aqui nos comentários. Temos aqui da Mariana que ela deixou assim: "Professora, como Evitaríamos casos como esse da confusão na interpretação no depoimento? Talvez uma etapa em que o depoimento passe por mais de um inérprete?" Essa seria a pergunta da Mariana. >> Eh, eu acho que essa pergunta ela é muito importante. Muito obrigada,
Mariana. Eh, eu acho que quando a gente tá falando em depoimento, principalmente quando o a pessoa surda realiza uma oitiva, que é o depoimento, enfim, a escuta, eh, eu acho que é Importante a gente pensar numa equipe de interpretação. Hoje em dia, infelizmente, nem sempre a gente consegue garantir esse profissional dessa forma, como uma equipe, né? E eu lembro muito do das pesquisas que o Thiago faz, o professor Thiago Coimbro, o sinal dele é assim, atualmente também professor da Poete, em que ele traz eh as pesquisas sobre equipe e em contexto de interpretação de conferência.
Todos os contextos deveriam ter a Formação de equipes, né? É, só que no contexto de conferência, Thiago se debruça muito na tese sobre isso, né? Leia uma tese do Thago. Para além do contexto de conferência, muitas das questões que lá foram tratadas, eu acho que a gente pode dialogar se elas podem se institucionalizar no contexto jurídico. E isso é um ponto que eu acho que falta, sabe, Mariana? Porque às vezes na delegacia Você eh vai para interpretar, mas você obviamente não tem o material antes para ler, porque a pessoa ela vai narrar um discurso totalmente
espontâneo do que aconteceu com ela. Às vezes a pessoa surda tá extremamente nervosa com a situação que aconteceu com ela e isso implica na nossa interpretação como profissional. Nós deveríamos ter dinâmicas em que o meu trabalho seja assegurado. Se eu estou com uma Dúvida, por exemplo, eu deveria ter um um outro profissional do meu lado para que eu pudesse perguntar: "É a soletração?" Eu tenho que interromper, eu tenho que pedir para que essa pessoa faça a sua letração novamente. Eu estou interrompendo, não tenho uma um apoio que possa eh me auxiliar, ela falou isso, por
exemplo. Então, às vezes essa confusão na interpretação, ela também pode é decorrente de uma falta de institucionalização dos serviços, né? Então, a gente precisaria pensar numa num programa que pudesse instruir grupos minoritarizados que demandam dos serviços de interpretação. Então, às vezes você tá numa situação que você precisa ter dois intérpretes. Isso não acontece só com línguas de sinais. com línguas orais. Muitas vezes a pessoa não fala inglês, francês ou espanhol, que normalmente são as línguas que mais Circulam dentro do sistema de justiça. A pessoa fala uma outra língua em que depende que faça a interpretação,
tendo o primeiro intérprete. E esses eh esse intérprete passa para um outro intérprete. Isso é interpretação relé, ou seja, a interpretação da interpretação. E essas dinâmicas nós não estamos acostumados a discutir dentro do âmbito superior do da nossa formação. Enfim, então assim, poder fazer com que os juízes, eh, Advogados, as instituições entendam que equipe de intérpretes demanda mais qualidade e consegue garantir uma eficácia no processo. é algo que nós ainda temos que construir, até porque muitas vezes a a como é que eu posso dizer, a enfim, a a palavra desculpa, ela recai sobre o valor
dos honorários, né? Então, ainda nós não temos uma cultura no país que pensa sobre, por exemplo, a a eficácia dos processos Judiciais. Mas o que que acontece quando você não tem claro isso? Muitas vezes um processo ele é cancelado duas ou três vezes. Ou porque esqueceu do intérprete, ou porque não teve intérprete, ou porque, enfim, foi nomeado e o intérprete não foi, teve um erro de comunicação. Então, assim, eu eu dialogo sempre dizendo: "Olha, os tribunais eles ainda têm mais tempo". para nomear esses intérpretes na Delegacia não existe muito tempo para isso. Eu diria até
que é um espaço muito mais da ordem do espontâneo. Então assim, que soluções se dá? Se aciona uma central de intérpretes, onde tem uma equipe, chama o intérprete presencialmente para poder atuar? Não sei. São questões que eu acho que a gente deveria pensar. Mas quando você fala que talvez uma etapa em que o depoimento passe por mais de um Intérprete, eu não, eu creio que essa não seria a lógica. A lógica seria refinar a equipe de interpretação, em vez de um profissional só, uma equipe mais robusta, qualificada, para poder atuar para dispor de maior qualidade.
>> Obrigada, professora. Eh, temos outra pergunta aqui também do Carlos, Carlos Alonso, que ele disse: "Comunidades com pessoas surdas poderia ser por escrito?" >> Eh, comunicações com pessoas surdas? Eh, Eu acho sempre muito desafiador, porque se a gente não sabe qual é o grau de proficiência dessa pessoa surda, ela pode se prejudicar em ter eh uma comunicação escrita em que ela não consiga se comunicar plenamente com a pessoa que, enfim, propôs a comunicação. Então, eh, eu penso que o mais adequado seja o estabelecimento de intérpretes, né, que consigam realizar a interpretação. É claro que existem
vários perfis na comunidade Surda. Muitas vezes pode ser que você encontre uma pessoa surda que prefira se [limpando a garganta] comunicar exclusivamente em português, mas creio que essa pessoa deveria ser consultada antes. A gente não pode usar esse eh essa premissa eh como um padrão para todas as pessoas surdas em que a comunicação por português eh de forma escrita, enfim, substituísse a presença de um intérprete. Isso inclusive às vezes é bastante desafiador por tem um Exemplo num material publicado, um ensaio do desembargador Dr. Ricardo Tadeu do Paraná, em que ele atendeu junto com uma, aliás,
ele escreveu eh o ensaio. Quem atendeu uma pessoa surda foi eh o Dr. Cássio Colombo, isso nos idos de 2010, mais ou menos, talvez até um pouco antes. E o juiz, Dr. Cássio, tentou se comunicar de forma escrita com uma pessoa surda e a escrita desse bilhete, enfim, era muito rodimentar. Ele pediu licença, enfim, a pessoa surda e acabou publicando um ensaio mostrando que aquela comunicação por escrito não foi eficaz e ele teve que cancelar o atendimento da pessoa surda e disse que teria que procurar inérprete. Então assim, isso no âmbito da justiça do trabalho.
Então, só para mostrar que nem sempre uma comunicação para escrito, ela é a melhor saída. vai depender muito do perfil de pessoa surda que eh chega até os espaços jurídicos, né? O que eu tenho Observado ao longo da da experiência, da minha experiência é que se prioriza o atendimento por intérpretes. >> Obrigado, professora. Outra perguntinha que nós temos aqui é do acho que Caleb. Boa noite, professora. Primeiramente gostaria de parabenizá-la pela excelente apresentação. Quanto ao excesso de juridiquez, até que ponto você acredita que ele pode dificultar o processo de tradução? >> Eh, muito obrigada, Calebe,
pela sua Pergunta. Eh, sem dúvida, a o excesso de juridis ele complica e não só complica, mas ele mostra que o âmbito jurídico tem uma linguagem especializada, né? E que essa linguagem ela precisa ser discutida junto com as pessoas que fazem parte dentro desse âmbito. Então, eu, como intérprete, eu não tenho autonomia para inventar sinais dentro de uma audiência. Isso não me cabe. Eh, nós temos pesquisadores da área jurídica que têm trabalhado Sobre terminologia jurídica. Um exemplo disso é a pesquisadora Luciana Vale, né? Eh, eu não me recordo o sinal da Luciana nesse momento, mas
ela defendeu o mestrado delas no programa de pós-graduação em estudos da tradução pós na UnB. e ela pesquisou sobre terminologia jurídica. Então, o que a gente precisa é unir a expertise de quem trabalha dentro da área jurídica com a expertise de quem trabalha na tradução e da interpretação. E juntos com a comunidade surda, com terminólogos especializados desse campo, porque há, existem várias pesquisas de terminologia conduzida por pesquisadores, surdos e ouvintes, enfim, criar esse grande grupo e discutir eh a criação desses termos, a criação desses sinais e avaliar, validar todo o processo. Enfim, então esse não
é um processo fácil, não é um processo rápido, ele é um processo que depende de uma série de etapas e isso auxilia muito A nossa atuação como intérpretes, porque quando eu estiver lá em audiência, se eu tenho uma terminologia que já circula dentro da comunidade surda, eu posso me valer dessa ferramenta para poder fazer uma interpretação num campo mais especializado. Sabe? Agora, se a pessoa surda desconhece o que significa um determinado termo, como intérprete tenho o dever protocolar de não explicar o que que esse termo significa. Eu preciso acionar a autoridade jurídica Dizendo, Vossa Excelência,
por gentileza, poderia repetir numa outra linguagem, numa outra forma, eh, ou desconheço esse termo? Então, essas questões, elas precisariam estar eh mais tranquilas dentro do nosso diálogo, porque hoje em dia, se a gente interrompe audiência, às vezes os profissionais se sentem eh, como é que eu posso dizer, constrangidos em interromper uma autoridade jurídica para fazer Esclarecimentos, mas isso deveria ser da ordem natural da dinâmica envolvend intérpretes, nós precisaríamos contar não só com a, às vezes eu digo com essa sensibilidade, mas isso não é uma sensibilidade, isso é uma garantia de direitos. Se eu não compreendo
um determinado termo, eu tenho o dever ético de solicitar esclarecimento para que aquele termo seja dito de uma outra forma. Então essa pergunta, Caleb, ela é fundamental e inclusive eu diria mais, Atualmente a gente tem todo um movimento sobre linguagem eh acessível, linguagem simples. Eu sei que tem muitas pessoas dentro do âmbito jurídico que não gostam desse termo, que são discordam do uso desse termo, né? Mas eh eu acho que uma linguagem eh digamos assim mais acessível, ela facilita para todos, né? Então quem sabe no futuro a gente tem pesquisadores que estão iniciando o doutorado,
como o caso do Samuel, que tá pesquisando as Expressões em latim e as suas implicações, salvo o melhor juízo. Não sei se eu tô falando certo, Samuel, ah, paraa área de interpretação, né? Então, talvez a gente tenha dados aí que mostrem o que que até que ponto a gente pode afirmar que dificulta o processo de tradução, mas sem dúvida nenhuma dificulta. Eh, finalizando, era isso que eu teria para dizer. >> Muito obrigada, professora, professora, pelas respostas, pela participação. Infelizmente, já estamos nos aproximando do fim desta live tão rica, tão oportuna. Espero que tenha sido um
tempo bastante proveitoso para todos. Gostaria de mais uma vez agradecer a professora Dra. Silvana Aguiar. Muito obrigada, professora, por ter aceito o nosso convite, estar aqui hoje. Nesse momento também quero abrir eh um espaço para que você, professora, faça suas considerações finais. Se desejar eh deixar alguma observação adicional ou Divulgar suas redes pessoais e seu trabalho, fique à vontade, professora. Muito obrigada a equipe toda do Letrário pela oportunidade. Eh, eu acho que espaços assim eh nos auxiliam cada vez mais a dialogar não só com o que a gente tem produzido, mas com uma comunidade também
que possa conhecer o trabalho, né? Então eu prefiro divulgar a rede do tiojur, que é tiosjur. Vou até colocar aqui no >> Sim, >> no chat, gente. Tosjur. É o @ do Instagram, caso queiram procurar. Nós temos vários trabalhos que foram produzidos lá, pesquisas que tão em andamento, né? Então, acho que é um trabalho de muitos anos que vem sendo construído e muitos colegas têm colaborado nesse eh, enfim, nessa nesse percurso todo, né? A gente tá completando 10 anos esse ano. E essa temática ela emergiu Porque veio da minha experiência profissional como um intérprete que
começou atuando nas delegacias no interior de Santa Maria, que é uma cidade do Rio Grande do Sul. em Santa Maria, o sinal é assim, no Rio Grande do Sul. Então, eh, eu só tenho agradecer por essa oportunidade e me colocar à disposição também, quem sabe a gente não pode fazer um trabalho juntos, né? Então, Mirela, Helen e a outra colega que eu não vou Lembrar o nome, por gentileza. Mirela. >> Hã, >> Mariana. Mariana Lorane. >> Mariana. Mariana. Loran, muito obrigada por terem me recebido e também a Isabele e Diego por terem colaborado nessa interpretação.
Meus inúmeros agradecimentos à Poet, de forma geral, a UFC, Universidade Federal do Ceará e a equipe, a coordenadoria da equipe de inérpretes. E É isso, gente. Eu tô muito feliz com esses diálogos, porque cada vez mais a gente precisa institucionalizar falas como essas, né? Então, enquanto é possível a gente trazer temáticas assim, que a universidade possa colaborar em parceria com outras instituições. Muito obrigada. >> Muito obrigada também, professora. E com relação às cenas do próximo capítulo que será que ocorrerá no dia 23 de outubro, a nossa próxima live, nós teremos o Professor William Danilho Garcia,
que é professor de língua inglesa e portuguesa do Instituto Federal de São Paulo, no campus de Birigui. É doutor e mestre em estudos linguísticos na área de linguística aplicada pela Universidade Estadual Paulista, a UNESP. Possui licenciatura em letras português e inglês e bacharelada em tradução. Desenvolveu pesquisas em linguísticas de corpos e aprendizagem movida por dados. Data driven and learning. A o tema da Apresentação será a linguística de corpos como aliada do tradutor do uso geral da língua aos domínios especializados com scell and squat enginy. Eh, lembrando, pessoal, do link do formulário de presença. Não esqueçam
de assinar. Não esqueçam de seguir os links que a gente colocou aí das redes sociais. Agradecemos a participação de todos, todos que estiveram aqui na live. Agradecemos aos Nossos palestrantes, a professora doutora e todos os intérpretes de Libras de hoje, a Isabele e o Diego. Muito obrigada, pessoal. Então, hoje encerramos a nossa live. Obrigada.